PT87745B - Processo para a preparacao de composicoes farmaceuticas contendo ciclosporinas - Google Patents

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Roland Wenger
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Johann Jakob Bolsterli
Jean Francois Borel
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Description

Η A presente invenção refere-se ao processo para a preparação de composições farmacêuticas contendo ciclospoí! rinas e em que o resíduo na posição 1 tipicamente -MeBmtI ou -dihidro-MeBmt- é 3'0-acilado ou 3'-oxo ou 3'-alcoxiί -imino em C-^-C^-substituído ou em que o resíduo na posição é /3-0-acilo ou /7-oxo substituído, ou em que o residuo j| na posição 2 é Ile-, ou em que o resíduo na posição 11 é Íj -MeAla-, Melle- ou -Mealolle-, bem como as várias ciclosporinas/derivados dihidro que ocorrem naturalmente que são úteis para alterar a resistência à quimioterapia, em particular a resistência à terapia citostática ou anti-neoplástica, caracterizado por compreender
a) acilar-se a correspondente ciclosporina com o j resíduo na posição 1 que tem a fórmula XIV
I * f
X
I
CH0 I à
HO (R) /CH.
^CH (R^CH!
-n - ch - σοΙ (S)
CH-, (XIV) com um composto de fórmula XV r5-co-o (XV) ou
b) fazer-se reagir uma ciclosporina em que o re síduo na posição 1 tem a fórmula XVI
II c
H CHO
I ά R1O°\(R)/CH\
TH (R) TH3
-N-CH - COI (S)
CH3 (XVI) com um composto de fórmula XVII
R.
Rll—P = CH'R4
11.
(XVII)
- 3 Ο, ί ί /α i
Α presente invenção refere-se a uma nova utilizaçãc, em particular, a uma nova utilização farmacêutica de ciclosporinas, bem assim como a novas ciclosporinas como compostos novos em si.
) As ciclosporinas constituem uma classe de undecaίί péptidos poli-N-metilados cíclicos, com estrutura específi-.
Jj ca, que geralmente possuem actividade farmacológica, em par|j ticular, imunossupressiva, anti-inflamatória e/ou anti-parajl sítica em maior ou menor grau. A primeira ciclosporina a í1 ser isolada foi a Ciclosporin ou Cyclosporine, também conhecida como ciclosporina A que é um metabólito produzido por 1 i fungos de ocorrência natural e agora comercialmente disponíí vel sob a Marca Comercial Registada de SANDINMUN ® . A ciij z z
Ij closporina A é a ciclosporina de fórmula (A) jl j -MeBmt-aAbu-Sar-MeLeu-Val-MeLeu-Ala- (D) Ala-Me Leu-Me Leu-MfeVal-j ii 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 (A) í!
jí em que jj -MeBmt- representa o radical N-metil-(4R)-4-but-2E-en-l-ilj! -4-metil-(L)treonilo de fórmula (B) í
í i (8‘) CH3
I ' (71) X i I i (θ ’) y
I (2·) (V) CH, (B)
t em que
-x-y- é trans -CH=CH- e as posições 2’, 3’ θ 4’ têm as configurações S, R e R respectivamente.
Desde a descoberta original da ciclosporina A, iso lou-se e identificou-se uma larga variedade de ciclosporinas de ocorrência natural e prepararam-se muitas outras ciclosporinas não naturais por meios total ou parcialmente sintéticos ou por aplicação de técnicas de cultura modificadas. A classe constituída pelas ciclosporinas é assim presentemente substancial e inclui, por exemplo, as ciclosporinas de ocorrência natural A até Z /veja-se, por exemplo, Traber et al. 1, Helv. Chim. Acta, 60, 1247 - 1255 (1977); Traber et al. 2, Helv. Chim. Acta, 65, 1655 - 1667 (1982); Kobel et al., Europ. J. Applied Microbiology and Biotechnology, 14, 273 - 240 (1982); e von Wartburg et al., Rrogress in Allergy, 38, 28 - 45 (1986/7, bem assim como vários derivados de ciclosporina não naturais e ciclosporinas artificiais e sintéticas incluindo as di-hidro-ciclosporinas e as isociclosporinas /em que o agrupamento -x-y- do radical -MeBmt- (fórmula B acima) é saturado de modo a ser -x-y- = -CH2-CH2 θ a ligação do radical -MeBmt- na posição 11 da molécula de ciclosporina (fórmula A acima) se faz por intermédio do átomo de 3’-0 de preferência a fazer-se pelo átomo de «· -N7; ciclosporinas derivatizadas (por exemplo, em que o átomo de 3'-0 é acilado ou urr posterior substituinte é introduzido no átomo de carbono na posição # do grupo sarcosilo na posição 3); ciclosporinas em que o agrupamento -MeBmt- se encontra presente sob a forma isomérica (por exemplo, em que a configuração nas posições 6’ e 7’ do agrupamento -MeBmt- é cis em vez de ser trans); e ciclos porinas em que outros aminoácidos variantes são incorporados em posições específicas dentro da sequência do péptido empregando por exemplo o método de síntese total para a
! preparação de ciclosporinas desenvolvido por R. Wenger t
- veja-se, por exemplo, Trabel et al. 1, Traber et al. 2 ! e Kobel et al. loc. cit.; Patentes Norte-Americanas N^s.
108 985, 4 210 581, 4 220 641, 4 288 431, 4 554 351 e 4 396 542; Patentes Europeias Publicadas N^s. 0 034 567 e 0 056 782; Publicação da Patente Internacional N^.
WO 86/02080; Wenger 1, Transpl. Proc., 15, Supl. 1: 2230 (1983); Wenger 2, Angew. Chem. Int. Ed., 24, 77 (1985); e Wenger 3, Progress in the Chemistry of Organic Natural Products, 5.0, 123 (1986).
A classe constituída pelas ciclosporinas é assim de facto muito larga e inclui, por exemplo, ./Thr7 -ciclos2 2 2 i porina, -ciclosporina, ^vâ7 -ciclosporina e /Nva7 -/NvaT^-ciclosporina (também conhecidas como ciclosporinas μ C, D, Ge M, respectivamente), 23-0-acetil-MeBmt7^-ciclosh porina (também conhecida como acetato de ciclosporina A), ·; /di-hidro-MeBnrt7 -/^ai7 -ciclosporina (também conhecida i i — *1 O !j como di-hidro-ciclosporina D), /iso-MeBmt7 -/Nva7 -ciclosί! porina (também conhecida como isociclosporina G), /CD)Ser7^j ΊΊ τη ! -ciclosporina, ^Selle.7 -ciclosporina, /fD)MeVal7 -ciclosporina (também conhecida como ciclosporina Η) ^θΑΙθΤ^-οί;j closporina, /fD)Pro7^-ciclosporina, etc..
De acordo com a nomenclatura convencional das ciclosporinas, estas são designadas na presente memória desJ critiva e reivindicações por referência à estrutura da Cil closporina (isto é, ciclosporina A). Isso faz-se indicando em primeiro lugar os radicais de aminoácidos presentes que são diferentes dos existentes na Ciclosporina (por exemplo, j ’'/7D)Pro7J'’ indica que a ciclosporina em questão tem um radical -(D)Pro- em vez do radical -Sar- na posição 3) e j
depois empregando o termo ciclosporina para caracterizar os radicais restantes que são idênticos aos presentes na Ciclosporina.
agrupamento -MeBmt- na posição 1 da Ciclosporina era desconhecido antes da descoberta das ciclosporinas.
Este agrupamento e as suas variantes ou modificações, por exemplo, como se descreve mais adiante, são geralmente característicos das ciclosporinas. Em geral, as variantes ou alternativas de /íeBmt7^ são definidas em referência à estrutura -MeBmt-. Assim, para as di-hidrociclosporinas em que o agrupamento -x-y- (veja-se fórmula B acima) é reduzido para obtenção de -CHg-CEL·,-, o agrupamento na posição 1 é definido como -di-hidro-MeBmt-. Quando a configuração do agrupamento -x-y- é cis em vez de trans, o agrupamento resultante é designado como -cis-MeBmt-.
Quando partes do agrupamento -MeBmt- são eliminadas, esse facto é indicado definindo a posição da eliminação e empregando o prefixo qualificativo des para indicar a eliminação e definindo depois qual o grupo ou átomo omitido antes do determinante ''-MeBmt-, ”-di-hidro-MeBmt- cis-MeBmt-, etc.. Assim, -N-desmetil-MeBmt, -3'-desoxi-MeBmt- e -3'-desoxi-4'-desmetil-MeBmt- são os radicais de fórmulas Β , B e B , respectivamente:
- 7 CHn \ 5
CH
TRANS
CH 'CH.
Yv (R) QH 'CH (R) A (Β1, Β2, B3)
-N-CH—σοΙ (S) z
B1 - X = CHy Y = OH, Z = H.
B2 - X = CHy Y = Η , Z = CHy j B3 - X = Η, Y = Η, Z = CH3· j
:! Quando, por exemplo, posições ou grupos em -MeBmtsão substituídos, esse facto é representado de acordo com a maneira convencional definindo a posição e a natureza da substituição. Assim, -3'-O-acetil-MeBmt- é o radical de i fórmula B em que o grupo 3'-0H é acetilado (3'-O-COCH^). Quando, por exemplo, substituintes ou grupos em -MeBmtsão substituídos, isso faz-se i) indicando a posição do grupo substituído pela terminologia des” como se descreveu acima e ii) definindo o grupo substituinte. Assim, -7'-desmetil-7*-fenil-MeBmt- é o agrupamento de fórmula B acima referido em que o grupo metilo terminal (7’) é substituído por fenilo. 3'-Lesoxi-3'-oxo-MeBmt- é o agrupamento de fórmula B acima referida em que o grupo 3'-OH é substi8 tuido por =0.
Além disso, os radicais dos aminoácidos referidos pelas abreviaturas, por exemplo, -Ala-, -MeVal-, -AAbu-, etc., entendem-se, de acordo com a prática convencional, como tendo a configuração (!) a não ser que se indique o contrário, por exemplo, como acontece no caso de -(D)Ala- As abreviaturas de radicais precedidos de Me como acontece no caso de -MeLeu- representam agrupamentos <χ-Ν-metilados. Os agrupamentos individuais da molécula de ciclosporina são numerados no sentido do movimento dos ponteiros do relógio e a partir do agrupamento -MeBmt-, -di-hidro-MeBmt-, etc., na posição 1. Nesta memória descritiva e nas reivindicações emprega-se a mesma sequência numérica.
Por causa do seu potencial farmacêutico único, as ciclosporinas atraíram uma atenção muito considerável não só nos círculos médicos e académicos mas também na imprensa não especializada. A própria ciclosporina é agora vulgarmente empregada na prevenção da rejeição a seguir à transplantação de qualquer órgão alogénico, por exemplo, depois da transplantação do coração, do coração-pulmão, do rim e da medula óssea, assim como mais recentemente no tratamento de várias doenças e estados auto-imunes e afins. Também se realizou um extenso trabalho para investigar a potencial utilidade no tratamento de várias doenças e infecções parasíticas, por exemplo, cocciodiomicose, malária e cistosomiase. Relatórios do trabalho de investigação realizado sobre a utilidade potencial de muitas outras ciclosporinas nestas ou noutras indicações afins são agora abundantes na literatura.
De acordo com a presente invenção, a Requerente descobriu agora surpreendentemente que determinadas ciclosporinas são úteis para aumentar a sensibilidade a outra quimioterapia e, de maneira particular, para efectuar a inversão da resistência a outra quimioterapia, quer provocada quer inerente.
O aumento da resistência à terapia quimioterapêutica a seguir a um tratamento durante períodos de tempo mais curtos ou mais longos, geralmente depois de medicação quimioterapêutica relativamente prolongada, é um fenómeno largamente espalhado que é desde há muito tempo largamente reconhecido e está largamente documentado na literatura 0 exemplo clássioo é a resistência aumentada ou provocada em microrganismos parasíticos, particularmente, bactérias, vírus ou protozoários depois de uma medicação durante um período de tempo prolongado ou largamente espalhada empregando substâncias individuais. Nesses casos, o organismo infectante torna-se, com o tempo, resistente à substância usada como medicamento e concomitantemente difícil de combater ou tratar. Observa-se um fenómeno análogo em relação ao tratamento quimioterapêutico de cancros, por exemplo, no tratamento de carcinomas, sarcomas ou outros tumores ou nascidas malignos.
tratamento quimioterapêutico de cancros, por exemplo, por administração de medicamentos, em particular, de medicamentos anti-neoplásticos ou citotóxicos, por exem pio, quicina /N-(5,6,7,9-tetra-hidro-l,2,3,10-tetrametoxi-9-oxo/7i_7heptalen-7-il)-acetamida7, etoposide /9-/f4>6-0-etilideno/'!-L-glucopiraranosil)-ox/7“5,8,8a, 9-tetra-hidro -5-(4-hidroxi-3> 5-dimetoxifenil)-furo/3’, 4 1; 6,77nafto/2,3-d7-l,3-dioxol-6(5aH)-ona7, teniposide /5,8,8a,9-tetra -hidro-5-(4-hidroxi-3> 5-dimetoxifenil )-9--//4, 6-0-(2-tienil metileno)-3-D-glucopiranosil7-oxi)-furo/3 ' , 4’; 6,77nafto/2,3-d7-l,3-dioxol-6(5aH)-ona7» adriamicina /10-/0-amino-2,3,6-tridesoxi-'*-L-lixo-hexopiranosil)-oxi7-7, 8,9,10-tetra-hidro-6,8,ll-tri-hidroxi-8-(hidroxiacetil)-l-metoxi -5,12-naftacenodiona/, daunorrubicina /8-acetil-10-/T310 / / * //*Ζ,ς*ΑΑ * ,· ί ί
-amino-2,3,6-tridesoxi-^-L-lixo-hexopiranosil)-oxi_7-7, 8, 9,10-tetra-hidro-6,8, ll-tri-hidroxi-l-metoxi-5 ,12-naftaceno-diona7 e vincristina (22-oxovincaleucoblastina), como meio para reduzir, inibir ou de qualquer forma limitar o crescimento de tumores ou metástases contínua a estar na primeira linha no tratamento de cancros de vários tipos.
No entanto, verifica-se correntemente que, muito embora os tumores possam ser susceptíveis à terapia inicialmente, à medida que o tratamento continua, desenvolve-se resistência a esse tratamento, o que tem como resultado um declínio na eficácia terapêutica. Quando, como acontece vulgarmente, em particular no tratamento dos cancros em fase adiantada de desenvolvimento ou terminais, se emprega terapia pleiotrópica ou de múltiplos medicamentos, vulgarmente ocorre a resistência a múltiplas drogas. Surgem dificuldades análogas, por exemplo, nos casos em que se tenham praticado formas particulares de tratamento quimioterapêutico e, por exemplo, resultam estirpes de microrganismos resistentes que desenvolveram uma resistência inerente ou inata. Além disso, também frequentemente se encontram formas particulares de cancro ou de tumores que possuem uma resistência inata à terapia com medicamentos anti-neoplásticos ou citostáticos vulgarmente utilizados ou têm um reduzido nível de sensibilidade a esses medicamentos.
Le acordo com a presente invenção, a Requerente descobriu que as ciclosporinas definidas mais adiante são úteis para aumentar a sensibilidade à terapia com drogas quimioterapêuticas ou aumentar a sua eficácia e, de maneira particular, são úteis para inverter a resistência a drogas quimioterapêuticas de vários tipos (por exemplo, adquirida ou inata) ou aumentar ou restabelecer a sensibilidade à terapia com droga. As formas de terapia com drogas quimioterapêuticas a que a presente invenção é aplicável, incluem por exemplo, a quimioterapia anti-parasítica, por exemplo, anti-vírica, anti-bacteriana ou anti-proto zoaria e, em particular, a quimioterapia anti-neoplástica ou citostática.
As ciclosporinas apropriadas para utilização de
I ~ acordo com a presente invenção podem ser definidas e classificadas sob as seguintes várias classes;
CIASSE 1
Abrange as ciclosporinas em que o átomo de carbono 3' do radical na posição 1 ou o átomo de carbono β do raí dical na posição 2 é O-acilo ou oxo substituído.
í!
I As ciclosporinas preferidas desta classe são aquelas:
la) Em que o átomo de carbono 3’ do radical na poί sição 1 é substituído por O-acilo ou oxo.
i
Quando o átomo de carbono 3' do radical na posição 1 é O-acilo substituído, o radical na posição 2 pode também ser β-0-acilado.
Um grupo preferido de ciclosporinas de tipo la) é constituído por aquelas:
la3-) Em que o radical na posição 1 é um radical -3'-O-acil-MeBmt- ou -3 ' -O-acil-di-hidro-líeBmt- de fórmula (D
CH?
I *ι ί
ACIL-0 CH
-N-CH—CO1 (S)
CH^ era que
-x-y- é -C^-CHg- ou trans -CH=CH- e ACIl·1· representa um grupo acilo.
Os grupos acilo apropriados como ACIlA na fórmula (I) são os grupos de fórmula R^-CO- e R2-O-CO- em que é alquilo em C-^-C^ ou azidoalquilo em C^-C^ e R2 é alquilo em C-^-C^, por exemplo, acetilo, 4-azidobutanoílo ou metoxicarbonilo. Preferivelmente, ACII? é um grupo de fórmula R^-CO-, em que R^ e preferivelmente alquilo em C^-C^ e, de maneira muito especialmente preferida, R^-CO- é acetilo.
Os grupos alquilo como R^ e R2 ou compreendendo R^ e R2 podem ser de cadeia ramificada ou linear. Preferivelmente, são de cadeia linear. é, de maneira muito especialmente preferida, metilo.
Ciclosporinas especialmente preferidas do grupo la1 são as ciclosporinas de fórmula (II) ou de fórmula (II')
-A-B-X-MeLeu-Y-MeLeu-Ala-(D)Ala-MeLeu-MeLeu-MeVal 123456 7 8 9 10 11
-A-B-X-MeLeu-Y-MeLeu-Ala-W-MeLeu-MeLeu-MeVal123 4 5 6 789 10 11 (II) (II’) em que
A é um dos radicais como se define acima sob la1;
Be- Abu-, X-Thr-, -Vai-, -Nva- ou o radical de um β-0-ac i1- X-amino ácido;
X é -Sar- ou o radical de um <X-aminoácido c{-N-me tilado tendo a configuração (D);
Y é -Vai- ou, adicionalmente, quando B é -Nva-, -Nva-, e
W é o radical de um X-hidroxi- ou F-O-acil-X-arainoácido tendo a configuração (D).
Quando B é o radical de um X-O-acilOí-aminoácido este tem geralmente a configuração (L). Apropriadamente é um radical de fórmula (III)
O-ACIL2 I β CH-CH. (III)
I J
-NH-CH-CO(D em que ACIL representa um grupo acilo. Preferivelmente, um radical 0-acil-(L)-treonilo.
W é apropriadamente -(D)Ser- ou -(D)Thr- ou 0-acil-(D)Ser- ou O-acil-(D)Thr- de fórmula (III1)
0-ACIL2
I
I
CH-R (III')
I
-NH-CH-CO(D) o
na qual ACIL tem as significações mencionadas para a fórmula (III) e Ré hidrogénio ou metilo.
Os grupos acilo preferidos como significações de ACIL na fórmula (III) e na fórmula (III’) são os grupos de fórmula R^-CO- em que R^ é alquilo em C^-C^. Os grupos
I alquilo representados por R^ podem ser de cadeia linear ou ramificada. De preferência, são de cadeia linear. Apropriadamente, ACIL é acetilo.
Quando na fórmula (II) X é diferente de -Sar-, é apropriadamente -(D)Ala-.
São exemplos de ciclosporinas desta classe apropriadas para utilização de acordo com a presente invenção as seguintes:
1.1 ’-0-acetil-MeBm_t7^-ciclosporina;
Ί O
1.2 /3’-0-acetil-MeBmt7 -/Val7 -ciclosporina;
1.3 j/J'-0-acetil-MeBmt71-J/Til£72-ciclosporina;
p
1.4 2P-0-acetil-MeBmt7 -/Nva7 -ciclosporina;
Ί p R
1.5 /p-0-acetil-MeBmt7 -/Nva7 -^va7 -ciclosporina;
1.6 /3’-0-acetil-MeBint7 -.ZCD)Ala7 -ciclosporina;
1.7 /3'-0-acetil-MeBmt7 -/TD)Ala7 -ciclosporina;
1.8 /J'-0-acetil-MeBmt71-/rD)MeVal711-ciclosporina;
1.9 23'-O -ac e t i 1-Me Bm t c i c 1 o s po r ina;
1.10 /3 •-0-acetil-di-hidro-MeBmt7'''-ciclosporina;
1.11 '-O-metoxicarbonil-MeBmtyl-ciclosporina;
- 15 β.
1.12 £3 ’-0-(4-azidobutanoil)-MeBmt71-ciclosporina;
η ρ
1.13 £3 ’-0-acetil-MeBmt7 -/Õ-acetil-Thr7 -ciclosporina;
1.14 £3 '-O-acetil-N-desmetil-MeBmty1-/Õ-acetil-Thr72-ciqlosporina; e
1.15 £3 ’-0-acetil-MeBmt71-/Õ-acetil-(I))Ser78-ciclosporina;
As ciclosporinas preferidas para uso de acordo com a presente invenção são as ciclosporinas 1.1 a 1.10 inclusive e 1.15 e, de maneira muito especialmente preferida, as ciclosporinas 1.1, 1.2, 1.3, 1.4, 1.10 e 1.15·
Um outro grupo de ciclosporinas de tipo la são aquelas:
la Em que o radical na posição 1 é um radical -3'-0-acil-8’-alcoxi em C^-Cg- -cis-MeBmt- ou -di-hidro-MeBmt- de fórmula (IV)
R,
ACIIi -0(Rt 'Cn' •CH (R?
CH(IV)
-N-CH - COI (S)
CH·, em que
-x-y- é cis -CH=CH- ou -CHg-CHg-, R^ é alcoxi em C2-Cg-metilo e ACIl·1 representa um grupo acilo.
Na fórmula (IV) como grupos acilo são especialmente
apropriados os grupos de fórmula R^-CO- em que R^ é alquilo em Cj-C^.
Os grupos alquilo como R^, bem assim como os agrupamentos alquilo que compreendem R^ podem ser de cadeia ramificada ou linear. Preferivelmente são de cadeia linear. Preferivelmente, R^ é alcoxi em C^i-C^-metilo. Na fórmula (IV), ACIL1 é apropriadamente acetilo.
Ás ciclosporinas do grupo la especialmente preferidas são as ciclosporinas da fórmula (li) acima citada em que A é um radical de fórmula (IV) como se definiu acima B possui as significações referidas para a fórmula (II), X é -Sar- e Y é -Vai-.
Sao exemplos de ciclosporinas do grupo la , apropriadas para utilização de acordo com a presente invenção, as seguintes:
1.16 /3'-O-acetil-8’-metoxi-cis-MeBmt7^-ciclosporina;
1.17 /3'-0-acetil-8'-t. butoxi-cis-MeBmt7^-ciclosporina;
1.18 /3'-0-acetil-8’-metoxi-cis-MeBmt7^-/Õ-acetil-Thr7^-ciclosporina;
2
1.19 /3’-O-acetil-8'-t. butoxi-cis-MeBmt7 -/Õ-acetil-Thr7 -ciclosporina;
2
1.20 /3’-0 -acetil-8 ’ -metoxi-cis-MeBmt7 -/Val7-ciclosporina; e
2
1.21 /3’-0-acetil-8'-metoxi-cis-MeBmt7 -/Nva/-ciclosporina.
Um outro grupo de ciclosporinas de tipo la são aquelas:
la^) Em que o radical na posição 1 é um agrupamento -3’-O-acil-cis-MeBmt, -3'-0-acil-7'-desmetil-7'-hidrocarbil-MeBmt- ou -cis-MeBmt-, em que o agrupamento hidro17 -
carbilo compreende pelo menos dois átomos de carbono, ou um radical -3'-0-acil-7’-desmetil-7'-hidrocarbil-di-hidro-MeBmt- em que o agrupamento hidrocarbilo compreende pelo menos dois átomos de carbono em que qualquer grupo ou agrupamento alifático presente no mencionado agrupamento hidrocarbilo e saturado.
Estes radicais podem ser representados pela fórlula (V)
R,
ACII-0 (R) ^CH'
-N - CH
I (S) CH-,
CH2
Clk (R)\)H3 - C0(V) em que
-x-y- é cis ou trans -CH=CH- ou -C^-CHg-;
R^ é hidrocarbilo e
ACIlA representa um grupo acilo, com a condição de que, quando -x-y- é trans -CH=CH- ou -CH2-CH2-, Rg compreende pelo menos dois átomos de carbono (isto é, é diferente de metilo) e, quando -x-y- é -CHg-C^qualquer grupo ou agrupamento presente como ou em Rg é saturado .
Na fórmula (V), sao especialmente apropriados como grupos acilo os grupos de fórmula R^-CO- em que é alquilo
em C^-C^, em particular, acetilo.
Os grupos hidrocarbilo como significações de Rg incluem grupos aromáticos, alifáticos e aralifáticos, em que os grupos e agrupamentos alifáticos podem ser de cadeia ramificada ou linear. Esses grupos podem também possuir outros substituintes tais como halogéneo ou hidroxi ou ser não substituídos.
Os grupos hidrocarbilo apropriados como significações de Rg são os grupos alquilo, alcenilo, alcinilo, fenilo, fenilalquilo, fenilalcenilo e fenilalcinilo, especialmente, os grupos alquilo, alcenilo e alcinilo que contêm no máximo 20 átomos de carbono, preferivelmente no máximo 8 átomos de carbono e os grupos fenilo, fenilalquilo e fenilalcinilo que contêm no máximo 12 átomos de carbono.
Os grupos Rg especialmente preferidos são os radicais fenilo, fenil-(alquilo em C-^-C^), alquilo em C^-C-^q, alcenilo em C2~C10 e alcinilo em θ2“σΐθ’ esPeciaímeirte> fenilo e alquilo em C^-C^.
Quando na fórmula (V) -x-y- é -CH2-CH2-, os grupos hidrocarbilo como significações de Rg incluem grupos aromáticos, alifáticos saturados e aralifáticos em que o agrupamento alifático é saturado, incluindo, por exemplo, qualquer dos grupos deste tipo como se menciona acima.
As ciclosporinas especialmente preferidas deste grupo são as ciclosporinas de fórmula (II) acima citada, em que A é um agrupamento de fórmula (V) como se definiu acima, B possui as significações referidas para a fórmula (II), X é -Sar- e Y é -Vai-.
São exemplos de ciclosporinas deste grupo, apropriadas para utilização de acordo com a presente invenção, as seguintes:
- 19 1. 22 /3’-0-acetil-7'-desmetil-7’-fenil-MeBmt7^-ciclosporina,
1·23 /3'-O-acetil-cis-MeBmty^-ciclosporina;
1.24 /3’-O-acetil-7'-desmetil-7’-vinil-cis-MeBmt7^-ciclosporina;
1.25 /3'-O-acetil-7’-desmetil-7'-vinil-cis-MeBmt7^-/Õ-acetil-Thr/^-ciclosporina;
1.26 2^’“O“acetil-7,-desmetil-7,-i. pentil-cis-MeBmt^1-ciclosporina;
1. 27 /3'-O-acetil-7*-desmetil-7'-fenil-cis-MeBurt^-ciclosporina;
1.28 /3'-O-acetil-7'-desmetil-7'-n. propil-cis-MeBmt7^-ciclosporina;
1.29 /3 '-O-acetil-7’-desmetil-7’-(3-alil^cis-MeBmt/1-ciclosporina;
1.30 /3'-O-acetil-7'-desmetil-7’-fenil-KeBmt7^~/7al72-ciclosporina;
1. 31 /3'-O-acetil-7 '-desmetil-7 '-fenil-cis-MeBm^^-TVa^2-ciclosporina;
1. 32 /3’-0-acetil-7’-desmetil-7 '-vinil-cis-MeBnr^l-/7al72-ciclosporina;
1.33 /3'-O-acetil-7'-desmetil-7'-vinil-cis-MeBm^1-/Nva72-ciclosporina; e
1.34 /3’-O-acetil-7'-desmetil-7’-(3-bromo-n. propil)-cis-MeBmt7^-ciclosporina.
Um outro grupo de ciclosporinas de CLASSE 1 são aquelas:
lb) Em que o átomo de carbono 5 do radical na posição 2 é 0-acilo substituído, isto é, em que o radical na
posição 2 é um radical de 3-0-acil-^\-aminoácido e o radical na posição 1 é diferente dos definidos em la) acima mencionados.
Quando o agrupamento na posição 2 é um radical de ;3-0-acil-o(-aminoácido, este agrupamento tem geralmente a configuração (L). Convenientemente é um radical de fórmula (III)
O-ACLL3
I /3 CH-CH-. i J
-NH-CH-CO(L) o z em que ACIIr representa um grupo acilo. Preferivelmente é um radical 0-acil-(L)-treonilo.
Os grupos apropriados como ACIL3 na fórmula (III) são os grupos de fórmula Rg-CO- ou Ry-CO-Rg-CO-, em que Rg tem as significações citadas para a fórmula (III), Ry é o radical duma ciclosporina que tem um agrupamento de ,/3-oxi-(L)-^-aminoácido na posição 2 ligado ao agrupamento -CO-Rg-CO- por intermédio do átomo de /3-oxigénio do referi do radical e Rg é um grupo alquileno em C-^-Cg.
Os grupos alquileno como significados de Rg podem ser de cadeia linear ou ramificada. Preferivelmente, são de cadeia linear. Rg é preferivelmente alquileno em Os grupos acilo de fórmula Rg-CO- são geralmente preferidos sendo as significações preferidas para Rg-CO- como se mencionou anteriormente na presente memória descritiva em relação com a fórmula (III).
As ciclosporinas particulares deste grupo são as ciclosporinas de fórmula (II) como se citou acima, em que A é -MeBmt- ou -di-hidro-MeBmt-, B é um radical como se de21 /7 finiu acima sob lb, por exemplo, de fórmula (III”) como se referiu acima, X é -Sar- e Y é -Vai-,
São exemplos dessas ciclosporinas, apropriadas para utilização de acordo com a presente invenção, as seguintes :
1.35 /Õ-acetil-Thr7^-ciclosporina, e r
1.36 di-éster do ácido 1,2-etanodicarboxilico-2Õ-treonil7z -ciclosporina.
A ciclosporina 1.36 tem a fórmula (VI) ch3 zo-c-ch2'CH
MeBmt-NH-CH-CO-Sar-MeLeu-Val-Me Le u(L) (VI)
Ala-(L) Ala-Me Leu-MeLeu-MeValOutro grupo preferido de ciclosporinas de CLASSE 1 são aquelas:
lc) Em que o átomo de carbono 3' do radical na posição 1 é substituído por oxo.
Quando o átomo de carbono 3' do radical na posição 1 é substituído por oxo, este é apropriadamente um agrupamento -3’-desoxi-3'-oxo-MeBmt- de fórmula (VII) /
ί
V
CH.
CH
CH
TRANS 'CH,
-N-CH—CO(VII)
, As ciclosporinas deste grupo especialmente preferi ί das são as ciclosporinas de fórmula (II) como se referiu i acima, em que À é um agrupamento de fórmula (VII) acima ! mencionada, B tem as significações citadas para a fórmula (II), X ó -Sar- e Y é -Vai-.
: Ainda um outro grupo de ciclosporinas de CLASSE 1 í são aquelas:
;; ld) Em que o átomo de carbono 3 do agrupamento '1 ~ , r , í na posição 2 e substituído por ρ-oxo, isto e, em que o agrupamento na posição 2 e um agrupamento de (3 -oxo-rLami! noácido.
i í Quando o agrupamento na posição 2 é um radical de ft-oxo-^-aminoácido, este agrupamento tem geralmente a configuração (l). Apropriadamente é o agrupamento -o(-metilj -ceto-Gly- da fórmula (VIII)
-NH-CH-C0(L)
(VIII)
São exemplos de ciclosporinas que pertencem aos grupos lc e ld, apropriadas para utilização de acordo com a presente invenção, as seguintes:
1.37 /3 ’-desoxi-3’-oxo-MeBmt7^“CÍclosporina;
1.38 /3’-desoxi-3’-oxo-MeBmt7 -/Val7 -ciclosporina;
2
1.39 -desoxi-3 ’-oxo-MeBmt7 -./Nva7 -ciclosporina;
p
1.40 ^-metilceto-Gl^? -ciclosporina; e
2
1.41 /di-hidro-MeBmt7 -/x-metilceto-Gly/ -ciclosporina.
As ciclosporinas 1.37 a 1.39 são especialmente preferidas.
CLASSE 2
Abrange as ciclosporinas em que
i) o átomo de carbono 3’ do agrupamento na posição 1 í é alcoxi em C^-C^-imino substituído, por exemplo, i uma ciclosporina em que o agrupamento na posição 1 í
! é um agrupamento -3'-desoxi-3'-(alcoxi em C-^-C^-imino)-MeBmt-; ou
H ί ii) o radical na posição 2 é um radical (L)-isoleucilo; ou j iii) o radical na posição 11 é um radical N-metil-(L)ί -alanilo ou N-metil-(l)-isoleucilo ou N-metil-(L)-alo-isoleucilo ou N-metil-(l)-leucilo.
| Os agrupamentos -3'-desoxi-3'-(alcoxi em C^-C^-imino)-MeBmt- como se define acima na alínea (i) têm a fórmula (IX)
CH-
CH
(IX) em que Rg é alquilo em C^-C^.
Os grupos alquilo Rg podem ser de cadeia linear ou ramificada.
Por N-metil-(L)-alo-isoleucilo (-Mealoile-) como se utiliza na alínea iii) acima referida, entende-se o radical de fórmula (X)
-N-ch—σοί (D
CH-, (X)
As ciclosporinas preferidas desta classe são as ciclosporinas de fórmula (XI)
-A-B-Sar-MeIeu-Val-MeLeu-Ala-(D)Ala-MeLeu-Meleu-Z— 123456 7 8 9 10 11 (XI) na qual • A significa -MeBmt-, -di-hidro-MeBmt- ou um radical como ! se definiu em i) acima mencionado, ' B significa -fXAbu-, -Thr-, -Vai- ou -Nva- ou adicionalmente, quando A representa -MeBmt- ou di-hidro-MeBmt-,
I
-Ile-, e ί
: quando A significa -MeBmt- ou -di-hidro-MeBmt- e l' B significa -XAbu-, -Thr-, -Vai- ou -Nva-, ! Z significa -MeAla-, -Melle-, -Meallolle- ou -Meleu-, ou ! I quando A significa um radical como se define acima na alínes í: i) ou quando B é -Ile-, jl Z significa -MeVal-.
ii São exemplos dessas ciclosporinas apropriadas para ! utilização de acordo com a presente invenção, as seguintes ' ί ' ciclosporinas:
jS T ί: 2,1 /3’-desoxi-3 1-metoxi-imino-MeBmt7 -ciclosporina;
π p
I' 2.2 /Ile7 -ciclosporina;
2.3 /MeAla/^-ciclosporina;
' 2.4 /^eII®.711-ciclosporina; e u 2.5 /MealloIleT^-ciclosporina; e íí 2.6 /MeleuyH-ciclosporina.
Desta classe de ciclosporinas são especialmente preferidas as ciclosporinas em que o radical na posição 2 tem as significações acima mencionadas na alínea ii), muito ί
! especialmente a ciclosporina 2.2.
I
As ciclosporinas em que o radical na posição 11 tem as significações citadas na alínea iii) acima, por exemplo, as ciclosporinas 2.4 e 2.5 são também de interesse partiI cular.
( i
I
I
CIASSE 3
Abrange as ciclosporinas de fórmula (XI) como se menciona acima, em que ! Z é -Vai- ou -MeVal-;
quando Z é -Vai-, A representa -MeBmt- ou di-hidro-MeBmt-; ou quando Z é -MeVal-, A representa -3'-desoxi-MeBmt-, 3'-desoxi-di-hidro-MeBmt-, -N-desmetil-MeBmt-, -N-desmetil-di-hidro-MeBmt-, -3'-desoxi-4’-desmetil-di-hidro-MeBmt- ou -MeLeu-; e quando Z é -Vai-, B representa -r\Abu- ou -Thr-;
quando Z é -MeVal- e A é -3'-desoxi-MeBmt-, -3'-desoxi-di-hidro-MeBmt-, -3'-desoxi-4’-desmetil-di-hidro-MeBmtou -MeLeu-, B representa -VAbu-; ou quando Q é -MeVal- e A é -N-desmetil-MeBmt- ou -N-desmetil-di-hidro-MeBmt-, B representa -Thr-.
3-1
3.2 1 3.3
3.4
3.5
3·β
3.7
São ciclosporinas desta classe as seguintes:
/VaiyH-ciclosporina (também conhecida como ciclosporina E);
J/di-hidro-MeBmt71-/Val7^1-ciclosporina (ou di-hidro-ciclosporina E);
/3'-desoxi-MeBmtyl-ciclosporina (ou ciclosporina F);
/3‘-desoxi-di-hidro-MeBmtyl-ciclosporina (ou di-hidro-ciclosporina F),
2 /N-desmetil-MeBmt7 -/Thr7 -ciclosporina (ou ciclosporina F);
2jí-desmetil-di-hidro-MeBmt7 -/Thr7 -ciclosporina (ou di-hidro-ciclosporina P);
/Thr7 -/Val7 -ciclosporina (ou ciclosporina W);
3.8 7di-hidro-MeBmt71-/Thr72-/Val71'!-ciclosporina (ou di-hidro-ciclosporina W);
3.9 /3’-desoxi-4’-desmetil-di-hidro-MeBmt71-ciclosporina (ou ciclosporina Z);
3.10 /Melei^-ciclosporina (ou ciclosporina 28).
Várias ciclosporinas do grupo la), particularmente do grupo la1), e do grupo lb) são conhecidas. Assim, as ciclosporinas 1.1, 1.4, 1.8, 1.9, 1.13, 1.14 e 1.34 são conhecidas e descritas, juntamente com os processos para a sua preparação, por exemplo, em Traber et al., Helv. Chim. Acta, 60, 1247 e seguintes (1977), 65, 1655 e seguintes (1982), 70, 13 e seguintes (1987); Kobel et al., Europ. J. Applied Microbiology, Biotechnology, 14, 273 θ seguintes (1982); e por Wartburg et al., Progress in Allergy, 38, 28 e seguintes (1986).
As ciclosporinas 1.2, 1.3, 1.5, 1.6, 1.7 e 1.10 são novas e fazem parte do âmbito da presente invenção per se, na medida em que são compostos novos. As ciclosporinas
1.2, 1.5 a 1.7 e 1.10 podem preparar-se analogamente aos métodos descritos na técnica conhecida, por exemplo, para a preparação de ciclosporina 1.1, por acetilaçao das correspondentes ciclosporinas em que o radical na posição 1 é -MeBmt- ou -di-hidro-MeBmt-. As ciclosporinas utilizadas como substâncias de partida são conhecidas; por exemplo, no caso das ciclosporinas 1.6 e 1.7 por meio da Patente Europeia Publicada . 0 194 972. As ciclosporinas produzidas têm as seguintes características físicas:
Ζ/
I--——— Valores 'de propriedades físicas
1.2 /^_7d 20 = -328° (c=O,97 em CHCl^)
1.5 2“x7D 2° = -250° (c=l,0 em CHCl^
1.6 /-/7^2° = -302,6° (c=0,5 em CHCl^
1.7 /õ<7d 20 = -296,2° (c=0,5 em CHCip
H 1 1.10 -1 /9£7d 2° = -293° (c=O,55 em CHCl^ ----—-——
Em geral, quando o radical na posição 2 da ciclosporina empregada como substância de partida é um radical de ô-hidroxi-h-aminoácido, por exemplo, -Thr-, o grupo β-ΟΗ nesta posição é mais facilmente susceptível de reagir com o 3'-hidroxi, por exemplo, de -MeBmt- ou de -di-hidro-MeBmt-, na posição 1. As ciclosporinas em que o radical na posição 2 mas não o radical na posição 1 está acilado /Eomo acontece nas ciclosporinas lb), por exemplo, ciclosporina 1.35.7 ou em que tanto o radical na posição 1 como o radical na posição 2 se encontram acilados (como acon tece no caso das ciclosporinas 1.13 e 1.14 do grupo la1) podem assim ser facilmente obtidas de acordo com os métodos conhecidos na técnica ou analogamente aos métodos conhecidos na técnica, tirando vantagem desta diferença relativa de reactividade. Para preparar ciclosporinas em que a posição 1 é 3*-0-acilada mas que têm um grupo H-OH livre na posição 2 (como acontece no caso da ciclosporina 1.3), é necessário primeiramente proteger o grupo existente na posição 2 e depois eliminar o grupo de protecção a seguir
- 29 £/ ff.
à acilação do agrupamento da posição 1. 0 seguinte exemplo é ilustrativo da maneira de proceder geral.
EXEMPLO A
2
Preparação de /3'-O-acetil-MeBmty -/Thr 7 -ciclosporina (ciclosporina 1.3) ~ 2 Fase 1: Introdução de um grupo O-protector de -Thr- de /Thr 72-c idos porina p
Dissolvem-se 6,09 gramas de /Thr7 -ciclosporina em 25 mililitros de CH2C12 absoluto e adicionam-se 5 mililitros de éter etinílico e 0,2 mililitro de ácido trifluoracético. Agita-se a mistura reaccional durante 20 horas à temperatura ambiente sob uma atmosfera de azoto. Sacode-se a mistura reaccional com solução aquosa a 20$ de KHCO^ fria, lava-se com água, extrai-se com OH2C12, seca-se sobre MgSO^, filtra-se e evapora-se até à secura. Purifica-se a espuma assim obtida por cromatografia usando 440 gramas de gel de sílica (0,04 - 0,06 mm) usando tolueno/acetona (2:1) como agente eluente e colectando em fracções de 500 mililitros. 0 produto, /Thr-l-metil-etoximetil éter7 -ciclosporina é recuperado nas fracções 26 a 29; ponto de fusão: 76,6°C.
Fase 2: Acilação de /Thr 7 -ciclosporina sob a forma -ThrO-protegida
Misturam-se 10,66 gramas do produto obtido na fase 1 com 106 mililitros de anidrido acético e 1,22 gramas de
4-dimetilamino-piridina e agita-se à temperatura ambiente durante 20 horas e toma-se com tolueno a 40°C. Dissolve-se o resíduo em 400 mililitros de tolueno e extrai-se lx com 250 mililitros de ácido acético frio, lx com 250 mililitros de H20, lx com 200 mililitros de solução aquosa de KHCO^ a
20/ fria e lx com H20. Secam-se os extractos toluénicos sobre MgSO., filtra-se, evapora-se e seca-se sob vácuo 4 -i para se obter /3,-0-acetil-MeBmt7-/Thr-l-metil-etoximetil éter72-cicloeporina.
2
Fase 3: Desprotecção de /3'-0-acetil-MeBmt7 -/Thr7 -ciclos2 porina na forma -Thr- O-protegida
Sob atmosfera de N2, agitam-se 11,33 gramas de produto obtido da fase 2, 80 mililitros de tetra-bidrofurano e 160 mililitros de ácido acético a 67/ à temperatura ambiente durante 48 horas. Toma-se a mistura reaccional em tolueno, dissolve-se o resíduo em tolueno, sacode-se com solução aquosa de KHCO^ a 20/, lava-se com H20 e secam-se os extractos toluénicos sobre MgSO^ e filtra-se. Evapora-se o filtrado e purifica-se por cromatografia usando 440 gramas de gel de sílica (0,04 - 0,06 mm) usando tolueno/ /acetona (3:1) como agente eluente e colectando fracções de 500 mililitros. Recupera-se o produto final, /3'-0-acetil-MeBmt7 -_/Thr7 -ciclosporina nas fracções 5-9; ponto de fusão: 75,6°C; /Α7-^0 = -275,5° (c = 0,65 em CH2C12).
As ciclosporinas de fórmula (II1) são novas e fazem portanto parte do âmbito da presente invenção per se como compostos novos. Por consequência, como um outro aspecto, a presente invenção refere-se, como compostos novos a um
4.
novo grupo de ciclosporinas, as ciclosporinas la ) de Formula (II*) como se definiu na presente memória descritiva anteriormente.
As ciclosporinas do grupo la ) podem preparar-se de maneira inteiramente análoga às maneiras de proceder para a preparação de ciclosporinas conhecidas 1.1, 1.4, etc., anteriormente referidas ou de maneira análoga à preparação da ciclosporina 1.3 a partir das correspondentes ciclosporinas em que o radical na posição 1 é -MeBmt- ou
'1 -di-hidro-MeBmt. As substâncias de partida necessárias são conhecidas e descritas em conjunto com os métodos para a sua preparação, por exemplo, no Pedido de Patente Britânica ί N2. 2 155 936, na Patente Norte-Americana Ne. 4 639 434 e i! no Pedido de Patente Europeia Publicado Ne. 0 056 732. Como j se referiu acima, as ciclosporinas de fórmula (II'), em que
W é 0 radical de um ^-hidroxi-af-aminoácido (de preferência, ; em vez de β-0-acilo-) preparam-se analogamente, por exemplo, ao exemplo À, mas protegendo em primeiro lugar a posição 8, acilando na posição 1 e depois desprotegendo a ! posição 8.
4
A ciclosporina 1.15 do grupo la ) tem a seguinte propriedade característica: = -272 (c = 1,0 em CHCl^l ! Às ciclosporinas em que o átomo de carbono 3' do ! radical na posição 1 é azidoalquilcarhoniloxi ou alcoxicarboniloxi substituído são também novas e portanto fazem
I
I parte do âmbito da presente invenção per se como compostos novos.
j Um grupo de ciclosporinas deste tipo compreende as ciclosporinas:
i | la5) Em que 0 radical na posição 1 é um radical -3'-0-(azido-alquilo em C^-C^)-carbonil- ou -3'-0-(alcoxi em Cy-cp-carbonil-MeBmt- ou -di-hidro-MeBmt-, isto é, de fórmula (I) como se referiu acima, em que ÀCIl^ é um grupo de fórmula R^-CO- ou Rg-O-CO- em que R-[ é azido-alquilo em C1“C4 e R2 θ alquilo em C^-C^.
ί As cefalosporinas preferidas deste grupo são as cefalosporinas de fórmula (II) como se referiu acima, em , 5 que A e um radical como se definiu acima sob la , B tem as significações referidas para a fórmula (li), X é -Sar- e Y é -Vai-.
A presente invenção também se refere a um processo
_! ~ c
'.ί para a preparaçao de ciclosporinas do grupo la ) que se caracteriza pelo facto de
a) se fazer reagir a correspondente ciclosporina ;í em que o radical na posição 1 é -MeBmt- ou -di-hidro-MeBmt! cora um composto de fórmula (XII) ou de fórmula (XIII) !' R-^-CO-O (XII) R2-O-CO-Q (XIII)
1!
' em que
I Rj7 e R2 têm as significações acima mencionadas e Q é um grupo facilmente eliminável.
Q, apropriadamente, é halogéneo ou -OH. Quando Q ! é halogéneo, a reacção realiza-se apropriadamente na prej sença de um catalisador tal como n-butil-1ítio. Quando Q ) é -OH, a reacção realiza-se apropriadamente na presença ij de um agente activante. A reacção apropriadamente efectua-se a temperaturas compreendidas entre cerca de -100 e í! -50°C, por exemplo, como se descreve nos seguintes exemplos ί B.
' EXEMPLOS B
1. Preparação de /3'-0-metoxicarbonil-MeBmt7^-ciclosporina (ciclosporina 1.11)
Adicionam-se 3»76 mililitros de uma solução 1,43 M de n-butil-lítio em 3,76 mililitros de hexano a 0,87 mililitro de di-isopropilamina no seio de tetra-hidrofurano a [ -78°C e agita-se a mistura a -78°C durante 30 minutos. À i mesma temperatura, adiciona-se 1,0 grama de ciclosporina ί
!! em 15 mililitros de tetra-hidrofurano isento de agua e continua a agitar-se durante mais 30 minutos. Depois, adiciona-se 0,326 mililitro de cloroformiato de metilo e continua
a agitar-se a -78°C durante mais 1 hora. Leixa-se então subir a temperatura até à temperatura ambiente. Adicionam-se 10 mililitros de água e remove-se a maior parte do tetra-hidrofurano por evaporação. Retoma-se o resíduo em 100 mip lilitros de éter etílico e 50 mililitros de água, separa-se a fase aquosa e extrai-se por duas vezes com éter etílico, j Secam-se sobre MgSO^ os extractos orgânicos depois de comji binados e evapora-se até à secura. Rurifica-se o resíduo ! por cromatografia em gel de sílica, eluindo-se com acetato j de etilo para se obter o composto indicado em título ' Ák7p° = -234° (c = 1,0 em CHCip.
I ! 2. Rreparação de /3 t-Q-(4-azidobutanoil)-MeBmt7^-ciclosi porina (ciclosporina 1.12) ί
i j No seio de 200 mililitros de CH2C12 absoluto, adi!j cionam-se 7,74 gramas de ácido r-azidobutírico, 8,6 gramas i de 4-dimetilammopiridina e 5,11 gramas de reagente de ί
i Mullayama (iodeto de 2-cloro-l-metil-piridínio) a 12,02 ; gramas de ciclosporina e agita-se a mistura reaccional à j: temperatura ambiente durante 90 horas. Dilui-se o produto í obtido com CH2C12> sacode-se com 100 mililitros de solução ί aquosa a 10% de NaOH arrefecida com gelo, 200 mililitros de HgO e 200 mililitros de ácido acético a 10%, lava-se com ! água e secam-se as fases orgânicas sobre Na2S0^. Evapora-se o filtrado e seca-se novamente. Rurifica-se o produto por cromatografia usando 1,2 quilogramas de gel de sílica (0,04 - 0,06 mm) usando hexano/acetona (3:1) como agente eluente e colectando fracções de 250 mililitros até à fracção 20 e depois hexano/acetona (7:3), colectando fracções de 300 mililitros em seguida. Recupera-se o composto indií cado em título nas fracções 23 - 27: = -289,8° j (c = 0,5 em CHCl^). il 2 ’ As ciclosporinas do grupo la como se descreveu acima são também novas e fazem parte do âmbito da presente
invenção como compostos per se novos.
A presente invenção também se refere a um processo ί para a preparação de ciclosporinas do grupo la^), caracten rizado pelo facto de compreender
b) acilar-se a correspondente ciclosporina em que o radical na posição 1 é um radical -8'-alcoxi em C^-Cg-cis-MeBmt- ou -8'-alcoxi em C^-Cg-di-hidro-MeBmt- de fórmula (XIV)
HO (R)xCHx XJH (R) (XIV)
CH3
-N - CH - C01 (S)
CH3 em que -x-y- e têm as mesmas significações que se referiram acima para a fórmula (IV), por exemplo, acilando uma ciclosporina de fórmula (II) como se indicou acima, na
I qual A é um radical de fórmula (XIV) como se definiu acima,
B tem as significações citadas para a fórmula (II), X é -Sar- e Y é -Vai-, por exemplo, por reacção com um composto de fórmula (XV)
R5-C0-0 (XV) na qual é alquilo em Cj-C^ e Q é um grupo facilmente eliminável, por exemplo, um átomo de halogéneo; ou
! c) para a preparação duma ciclosporina do grupo ii O «w z la^ em que o agrupamento na posição 1 é um radical -3'-0-acil-8'-alcoxi em C^-Cg-cis-MeBmt- de fórmula (IV) como i se representa acima, em que -x-y- significa cis -CH=CH-, i R, tem as significações referidas para a fórmula (IV) e
ACII é um grupo acilo de O-protecção, por exemplo, acetilo, 'i fazer-se reagir uma ciclosporina em que o radical na posição 1 é um agrupamento -3'-O-acil-5’-des-(l-propenil)-5''j -formil-MeBmt- de fórmula (XVI)
H CH?
I Rio-ME’/CH\ XC!I (R) CH (xvi)
-B - ch - οοΙ (s) °h3 em que R^q é um grupo acilo de protecção do 0, por exemplo, acetilo, por exemplo, uma ciclosporina de fórmula (II) como representada acima, em que A é um agrupamento de fórmula (XVI) como se define, B tem as significações mencionadas para a fórmula (II), X é -Sar- e Y é -Vai-, com um composto de fórmula (XVII) ch-r4 (XVII) na qual
' / ; / 'Ζ: . - 36 -
li cada símbolo R-^ significa fenilo ou alquilo em C^-C^ e possui as significações citadas para a fórmula (IV).
A reacção de acordo com a fase de processo c) acima ί referida pode realizar-se segundo os modos operatórios coríj rentes empregados para se efectuar uma reacção de Wittig, ji por exemplo, sob condições anidras, por exemplo, no seio l! de um dissolvente ou de um diluente inerte tais como benze! no, tetra-hidrofurano, éter etílico ou tolueno absolutos, ; a uma temperatura compreendida entre cerca de -80°C e 20°C, opcionalmente na presença de um sal, por exemplo, de um halogeneto de metal alcalino. A reacção efectua-se sob uma atmosfera inerte.
Às ciclosporinas usadas como substâncias de partiL da para a fase de processo c) podem ser obtidas a partir | das correspondentes ciclosporinas em que o agrupamento na ! posição 1 é -3’-0-acilo protegido-MeBmt-, por exemplo, ' -3'-O-acetil-MeBmt-, mediante [
d) ozonolisação e imediatamente tratamento do pro' duto obtido por ozonólise com um reagente redutor suave.
j A ozonólise de acordo com a fase de processo d) pode realizar-se de acordo com os modos operatórios usuais, por exemplo, num ozonolisador na presença de, por exemplo, ! acetato de etilo ou de diclorometano, a uma temperatura compreendida entre cerca de -90 e -40°C. Um agente redutor apropriado é sulfureto de dimetilo. Apropriadamente, a ozonólise e o tratamento com o agente redutor fraco realizam-se num único vaso de reacção, por exemplo, como se descrei ve nos exemplos C seguintes.
As substâncias de partida para a fase de processo
d) são ciclosporinas do grupo la^ e são conhecidas ou podem preparar-se como se descreveu anteriormente na presente memória descritiva.
A fase de processo b) pode realizar-se procedendo de maneira análoga à dos processos para a preparação de ciclosporinas dos grupos laX) e lb) como se referiu anterior mente na presente memória descritiva, por exemplo, de acordo com as indicações referidas na literatura. Semelhantemente, podem preparar-se ciclosporinas do grupo la ) que têm um agrupamento de 3-hidroxi—'Λ-aminoácido livre, por exemplo, -Thr-, na posição 2, mediante protecção intermédia e subsequente desprotecção do grupo /3-OH, por exemplo, procedendo de maneira análoga aos métodos descritos em relação com o Exemplo A acima. As substâncias de partida para a fase de processo b) acima referida, podem obter-se por
e) desprotecção da correspondente ciclosporina em que o agrupamento na posição 1 é um radical -3'-alcoxi em C-^-Cg-cis-MeBmt- ou -S'-alcoxi em C^-Cg-di-hidro-MeBmtsob a forma 3'-0 protegida; ou
f) redução da correspondente ciclosporina em que o radical na posição 1 é um agrupamento -8'-alcoxi em C^-Cg-cis-MeBmt- sob a forma livre ou 3’-O-protegida e, quando isso seja necessário, efectuando a variante de processo e).
Os grupos de protecção de 3’-0 nas substâncias de partida para a fase de processo e) incluem quaisquer grupos conhecidos e vulgarmente empregados na técnica da química dos péptidos incluindo os grupos acilo e éter de protecção. As substâncias de partida para a fase de processo
e) incluem portanto os produtos da fase de processo c) anteriormente descritos na presente memória descritiva. As correspondentes substâncias de partida em que o grupo de protecção de 3’-0 é diferente de acilo podem obter-se de maneira análoga às fases de processo d) e e) a partir das ciclosporinas 3 * —0 protegidas apropriadas.
A fase de processo e) propriamente dita, pode realizar-se de acordo com as maneiras de proceder correntemen33 ’j te empregadas na técnica da química dos péptidos, por exemplo, por hidrólise na presença de uma base tal como um alcóxido ou um carbonato de metal alcalino para remover os grupos de protecção acetilo ou por clivagem do éter por i hidrólise, por exemplo, na presença de ácido trifluoracé! tico ou de HC1 para remover os grupos éter de protecção. A fase de processo e) realiza-se apropriadamente a uma temperatura compreendida entre cerca de -20 e cerca de 20°C, por exemplo, como se descreve na presente memória descritiva nos exemplos D.
< À fase de processo f) pode também realizar-se analogamente a métodos conhecidos, por exemplo, para reduzir ciclosporinas que ocorrem naturalmente com obtenção das correspondentes di-hidrociclosporinas, por exemplo, por hi! drogenaçao catalítica, por exemplo, de acordo com o método : geral referido na memória descritiva da Patente Britânica
Número 1 567 201. A hidrogenação efectua-se apropriadamente sob condições de pH neutro a temperaturas compreendidas entre cerca de 20° e cerca de 30°C e à pressão atmosférica ou ligeiramente elevada, na presença de um catalisador tal como platina ou, preferivelmente, paládio (por exemplo, paládio em carvão de madeira) na presença de um dissolvente ! ou de um diluente inerte tal como acetato de etilo ou alcanóis alifáticos inferiores como metanol e isopropanol.
í
As ciclosporinas empregadas como substâncias de partida para a fase de processo b) são também novas e portanto fazem também parte per se do âmbito da presente invenção como compostos novos. De acordo com um outro aspecto, ! por consequência, a presente invenção também proporciona:
í i
CLASSE 4
Abrange as ciclosporinas em que o agrupamento na
posição 1 é um radical -81 -alcoxi-cis-ITeBmt- ou -8’-alcoxi em C-,-Cg-di-hidro-KeBmt- de fórmula (XIV) como se definiu acima.
I As ciclosporinas preferidas desta classe são as
I i
I ciclosporinas de fórmula (II) como se definiu na variante í de processo b).
H i Alem da sua utilidade como produtos intermediários, ( as ciclosporinas da classe 4, por exemplo, possuem todas actividade imunossupressora, anti-inflamatória e antiparasitica como se refere na presente memória descritiva. As mencionadas ciclosporinas, assim, têm utilidade em si prói prias.
As ciclosporinas da classe 4 também possuem a actividade de aumento da sensibilidade à terapia realizada por meio de drogas auimioterapêuticas, aumentando a sua eficáII cia e, em particular, na inversão da resistência a drogas i
! quimioterapêuticas, por exemplo, a resistência à quimiote! rapia antineoplástica ou citostática, como se refere na
I presente memória descritiva para as ciclosporinas das clasi ses 1 a 3· Tendo em consideração, no entanto, por exemplo, as suas propriedades imunossupressoras inerentes, as ci closporinas da classe 4 são geralmente menos apropriadas i para utilização nessas indicações.
I i
As ciclosporinas utilizadas como substâncias de
II partida para a fase de processo c) são também novas e fazem parte do âmbito da presente invenção per se como compostos novos. Estas substâncias de partida podem, evidentemente, ser submetidas a conveniente desprotecção e/ou reprotecção, por exemnlo, a fim de serem manuseadas, transnortadas ou
I armazenadas, de acordo com métodos conhecidos ou praticados na técnica. Ainda de acordo com um outro aspecto, a presente invenção também proporciona a:
- 40 CLASSE 5
Abrange as ciclosporinas em que o agrupamento na posição 1 é -5'-des-(l-propenil)-5’-formil-MeBmt- sob a forma livre ou 3 * —0 protegida, isto é, um agrupamento de fórmula (XVIII) ^CH, ! I
R12-0 (R)XCH (XTIII>
I ί' -N-CH—C0I (S)
;) °H3 |í em que R^2 ® hidrogénio ou um grupo de protecção do 0.
il |ί Os grupos R^2 de protecção preferidos são os gru: pos acilo de protecção do 0, por exemplo, acetilo. As ci, closporinas preferidas desta classe são as de fórmula (II) como se citou acima, em que A é um radical de fórmula (XVIII) como acima representada, B tem as significações referidas para a fórmula (II), X é -Sar- e Y é -Vai-,
Ι’ Quando R^2 é hidrogénio, o agrupamento de fórmula j (XVIII) também existe sob a forma tautomérica cíclica de ! fórmula (XVIII')
- 41 OH
CH
CE, (R)^CH CH (R)^CH (XVIII')
-N-CH—COI (S)
CH3 ! Esses tautómeros devem ser considerados também como estando compreendidos dentro do âmbito da presente injj venção, por exemplo, abrangidos pela definição para as ciL closporinas da classe 5 acima mencionada.
( Os seguintes exemplos são ilustrativos dos pro; cessos acima referidos para a preparaçao das ciclosporinas Ί 2 ! do grupo la e das classes 4 θ 5.
EXEMPLOS C ~ 2
I Preparação de ciclosporinas do grupo la
I ' Preparação de /3'-O-acetil-S^metoxi-cis-MeBmt7 -ciclosporina (ciclosporina 1.16)
Sob atmosfera de argon, suspendem-se 16 gramas de ι brometo de metoximetil-trifenil-fosfónio em 270 mililitros de tetra-hidrofurano absoluto (THE) e arrefece-se a -75°C.
Adiciona-se gota a gota uma solução de 5 gramas de t-butilato de potássio em 200 mililitros de THE absoluto durante 30 mi-j.
! nutos e agita-se a mistura de novo. Depois de 2 horas, adiciona-se gota a gota uma solução de 10 gramas de /3'-0-acetil-5'-des-(l-propenil)-5’-formil-MeBmVT^-ciclosporina em ! 25 mililitros de THE durante 20 minutos. Àgita-se a mistura à temperatura ambiente durante 4 horas, e depois trata-se com 400 mililitros de acetato de etilo. lavam-se os extractos com solução 2 normal de HC1, com solução saturada de ' NaHCO^ e com salmoura saturada. Cromatografa-se o filtrado depois de concentrado em 1,2 quilogramas e 0,44 quilograma j de gel de sílica (0,04 a 0,063 mm) com CHCl^ e acetona/ /acetato de etilo (10 a 40$) para se obter o composto inp dicado em título: = -267° (c = 0,53 em CHCl^).
j' As ciclosporinas 1.17 a 1.21 podem preparar-se de ii maneira análoga. Estas ciclosporinas têm as seguintes características físicas:
Propriedades físicas
1.17 *7p° = -283° (c= 0,544 em 0Η01β)
1.18 /*7p° = -209,1° (c= 0,605 em CHCl^)
1.19 /*72° = -282,96° (c= 0,405 em CHCl^)
1.20 /^7^° = -268° (c= 0,615 em CHCl^)
1.21 = 248,7° (c= 0,65 em CHCl^)
A substância de partida para o processo acima citado, e que é uma ciclosporina da classe 5, prepara-se procedendo da seguinte maneira:
ίI Preparação de /3 ^O-acetil-õ,-des-(l-propenil)-5*-formilί -MeBmty^-ciclosporina (ciclosporina 5.1) í Ozonizam-se 48,5 gramas de /3’-O-acetil-MeBmt71_
-ciclosporina no seio de 70 mililitros de acetato de etilo i' durante 45 minutos a -70°C, usando um gerador de ozono de ij Fisher a 0,4 atmosferas com um caudal de 110 litros/hora. l· Faz-se atravessar a solução obtida por uma corrente de N2 j! para arrastar os gases dissolvidos e adicionam-se 9,8 mií lilitros de sulfureto de dimetilo. Agita-se a solução à temperatura ambiente durante 2 horas, concentra-se por evaporação, lava-se 2x com benzeno e seca-se sob alto vácuo de maneira a obter-se o produto pretendido. Este é usado i| directamente para a fase seguinte do processo reaccional: /V7p° = -302° (c = 1,15 em CHC13).
Obtêm-se as seguintes ciclosporinas procedendo de j maneira análoga:
ί η j 5.2 /3'-O-acetil-5’-des-(l-propenil)-5'-formil-MeBmt7 -_/Õ-acetil-Thr72-ciclosporina: //χ7^θ = -272,6° ; (c = 0,504 em CHCl^); ponto de fusão = 156 - 16O°C;
! η
5.3 /3’-0-acetil-5 *-des-(l-propenil)-5'-formil-MeBnit7 -/Valy^-cielosporina: = -306° (c = 1,03 em i CHCl-j); ponto de fusão = 168 - 170°C;
! 0
J 5-4 /3’-0-acetil-5’-des-(l-propenil)-5’-formil-MeBmt/1-J*ívá72-ciclosporina: = -291,76° (c = 0,51 em
CHC13).
EXEMPLOS D í ————
Preparação de ciclosporinas da classe 4
I Preparação de /81-metoxi-cis-MeBmty^-ciclosporina (ciclosporina 4.1)
No seio de 41 mililitros de metanol/água (5:1), aquecem-se 4 gramas de ciclosporina 1.6 (dos exemplos C) com 3,5 gramas de carbonato de potássio e agita-se à temi peratura ambiente. Depois de 21 horas, acidula-se a solução [j arrefecida com solução a 10% de ácido tartárico e extrai-se ji três vezes com CHCl^. lavam-se os extractos com solução saH turada de NaHCO^ e com água e secam-se sobre Na^SO^ e conί centram-se. A cromatografia em 220 gramas de gel de sílica p com acetato de etilo e acetato de etilo/hexano (100 a 20%) _ Q Λ _ origina o composto em título: = -239° (c = 0,53 em
CHCip.
Ι Procedendo de maneira análoga, obtêm-se as seguintes ciclosporinas:
4.2 /ÕJ-t-butoxi-cis-MeBmty^-ciclosporina: = -228° (c = 0,5 em CHCl^);
Ί 2
4.3 /8’-metoxi-cis-MeBmt7-/Thr7 -ciclosporina:
/λ_7|,0 = -220° (c = 0,37 em CHCl-j);
2
4.4 _/8’-t.butoxi-cis-MeBmt_7 -/Thr7 -ciclosporina:
/7(7^° = -221° (c = 0,43 em CHC13);
' 1 2 í 4.5 -metoxi-cis-MeBmt7 -/Val7 -ciclosporina:
/*_7e° = -241° (c = 0,54 em GHC13);
2 i 4.6 /8'-metoxi-cis-MeBmt7 -/Nva7-ciclosporina:
/*72° = -236° (c = 0,634 em CHCl^.
ΐ Preparação de /8’-metoxi-di-hidro-MeBmt71-ciclosporina (cií ' closporina 4.7)
Dissolvem-se 302 miligramas de ciclosporina 4.1 em 10 mililitros de etanol absoluto e hidrogenam-se à temperatura ambiente e à pressão atmosférica sobre catalisador de 5% de paládio em carvão de madeira. Depois de se ter absorvido a quantidade teórica de hidrogénio (50 minutos), separa-se 0 catalisador por filtração em Hiflo e evapora-se
o dissolvente sob pressão reduzida. Cromatográfa-se o resíduo em 70 gramas de gel de sílica (0 = 0,015 mm) com hexano-acetona (1:1) obtendo-se o composto referido em título:
: /á_720 = -229° (c = 0,52 em CHCl^.
Procedendo de maneira análoga, obtêm-se as seguin' tes ciclosporinas:
4.8 /8'-metoxi-di-hidro-MeBmt7 -/Thr7 -ciclosporina:
j Λ-7ρ° = -217,5° (c = 0,32 em CHClJ;
ι 12
4.9 78’-metoxi-di-hidro-MeBmt7 ~27al7-ciclosporina:
/tf_7p° = -223,6° (c = 0,58 em CHCl^);
jj 4·10 ’“me^oxd-di-hidro-MeBmt7 -/^va7 -ciclosporina:
J /A7p° = -221,5° (c = 0,594 em CHCip.
[J As ciclosporinas do grupo la1 como se referiram anteriormente na presente memória descritiva são também novas e fazem parte do âmbito da presente invenção como
I .
|i novos compostos per se.
}' A presente invenção também se refere a um processo ! ~ 7 |i para a preparaçao de ciclosporinas do grupo la , processo í
i esse que compreende:
g) acilar-se a correspondente ciclosporina em que o agrupamento na posição 1 é o radical -cis-MeBmt-; -7’-desmetil-7’-hidrocarbil- -MeBmt- ou -cis-MeBmt- em que o grupo hidrocarbilo contém pelo menos dois átomos de carbono;
Íí ou um radical -7,-desmetil-7'-hidrocarbil-di-hidro-MeBmth em que o grupo hidrocarbilo contém pelo menos dois átomos de carbono e em que qualquer grupo ou radical alifático presente como ou no mencionado agrupamento hidrocarbilo é i; saturado, agrupamento esse que pode ser representado pela l· fórmula (XIX)
R,
CHr
HO (R)XCH ^CH (RteCH(XIX
-N - ch - σοΙ (S)
CH-, em que -x-y- e Rg têm as significações acima citadas para a fórmula (V), por exemplo, acilando uma ciclosporina de fórmula (II) como se referiu acima, em que A é um radical de fórmula (XIX) como se definiu acima, B tem as significações mencionadas para a fórmula (II), X é -Sar- e Y é -\falpor exemplo, por reacçao com um composto de fórmula (XV) como se definiu acima; ou
h) para a preparação de uma ciclosporina do grupo la3 em que o radical na posição 1 é -3’-0-acil-cis-MeBmtem que o agrupamento acilo é um grupo acilo de protecção de 0 ou um radical -7'-desmetil-7’-hidrocarbil-KeBmt- ou -cis-MeBmt- em que o agrupamento hidrocarbilo compreende pelo menos dois átomos de carbono e em que o grupo 0-acilo é um grupo acilo de protecção do átomo de 0, o qual pode ser representado pela fórmula (V) como se cita acima em que -x-y- é cis ou trans -CH=CH-, Rg possui as significações acima referidas para a fórmula (V) e ACIL1 é um grupo acilo que protege o átomo de 0, por exemplo, acetilo, fazer-se reagir uma ciclosporina em que o radical na posição 1 é um radical -3’-O-acil-5’-des-(l-propenil)-5’-formil-MeBmtde fórmula (XVI) como se definiu acima, por exemplo, uma
- 47 ÍZ
ciclosporina de fórmula (II) como se mencionou acima, em que A é um radical de fórmula (XVI) como se definiu acima, B tem as significações referidas para a fórmula (II), X é -Sar- e Y é -Vai-, com um composto de fórmula (XX)
P = CH-Rg' (XX) ' em que cada símbolo R^ é fenilo ou alquilo em C^-e Rg' é um grupo hidrocarbilo com pelo menos 2 átomos de carbono e, caso se pretenda, isolar-se o produto da reacção preten! dido.
I
As fases de processo g) e h) podem realizar-se exactamente de maneira análoga às fases de processo b) e c) acima mencionadas, por exemplo, como se descreve nos exemj í
Íj pios E referidos mais abaixo na presente memória descritiva. j! As substâncias de partida para a fase de processo g) podem !' obter-se de maneira completamente análoga às fases de proji cesso e) ou f) acima descritas mediante
I , í
\ i) desprotecção da correspondente ciclosporina em que o radical na posição 1 é -3'-O-acil-cis-MeBmt- ou um ! radical -7’-desmetil-7'-hidrocarbil-MeBmt- ou -cis-MeBmtem que o agrupamento hidrocarbilo compreende pelo menos ίί dois átomos de carbono, estando o citado radical sob a forma H 3 ’-Ο-prot.egida, ou
j) redução da correspondente ciclosporina em que j; o agrupamento na posição 1 é um agrupamento -7'-desmetil! -7’-hidrocarbil-MeBmt- ou -cis-MeBmt-, estando o referido i agrupamento sob a forma livre ou sob a forma 3’-O-protegida j e, quando necessário, realizar-se a fase do processo i).
I Os grupos de protecção de 3'-0 apropriados são
como se mencionou anteriormente na presente memória descritiva em relação com as fases de processo e) e f). Ao realizar-se a fase de processo j), as ligações não saturadas existentes no agrupamento hidrocarbilo sofrem a redução juntamente com o grupo -x-y-, Como variante, as ciclosporinas usadas coro substâncias de partida em que o agrupamento na posição 1 é -cis-MeBmt- podem ser obtidas de acordo com o método totalmente sintético para a preparação de ciclosporinas, por exemplo, como se descreve na Publicação da Patente Europeia N?. 0 034 567 ou na Patente Norte-Americana Ne. 4 369 542.
As ciclosporinas usadas como substâncias de partida para a fase de processo g) em que o agrupamento na posição 1 é diferente de -cis-MeBmt- são também novas e fazem parte do âmbito da presente invenção como compostos novos per se. De acordo com outro aspecto, a presente invenção também pro. porciona, por consequência:
CIASSE 6
Abrange as ciclosporinas em que o radical na posição 1 é um radical -7'-desmetil-7’-hidrocarbil-Ke3mt- cu -cis-KeBmt- em que o agrupamento hidrocarbilo compreende pelo menos dois átomos de carbono ou um radical -7'-desmetil-7'-hidrocarbil-di-hidro-IleEmt- em que o agrupamento hidrocarbilo compreende pelo menos dois átomos de carbono e em que qualquer grupo ou agrupamento alifático como o cita do ou incluído no citado agrupamento hidrocarbilo é saturado, radical esse que pode ser representado pela fórmula (XIX')
(XIX') i' em que -x-y- é cis ou trans -CH=CH- ou -CE^-Cí^- e Rg é ί hidrocarbilo que tem pelo menos dois átomos de carbono, com í a condição de que, quando -x-y- for qualquer i grupo ou agrupamento alifático como Rg ou contido em Rg j' é saturado.
! As ciclosporinas preferidas desta classe são as ciclosporinas de fórmula (II) como se referiu acima em que A é um radical de fórmula (XIX') como se definiu acima, B ί possui as significações mencionadas para a fórmula (II),
X é -Sar- e Y é -Vai-.
i Além da sua utilidade como produtos intermediários, as ciclosporinas da classe 6 também possuem, por exemplo, actividade imunossupressora, anti-inflamatória e anti-parasítica como se descreve mais adiante na presente memória descritiva. As citadas ciclosporinas têm portanto utilidade em si próprias.
EJ ί· As ciclosporinas da classe 6 também possuem a actip vidade de aumentar a sensibilidade à terapia com medicamentos quimioterapêuticos ou de aumentar a sua eficácia e, em particular, invertem a resistência a medicamentos quimio! terapêuticos, por exemplo, à quimioterapia anti-neoplásti50 -
ca ou citostática, como se referiu anteriormente na presente memória descritiva relativamente às ciclosporinas de classes 1 a 3. Tendo, no entanto, em atenção as suas propriedades imunossupressoras inerentes, as ciclosporinas da classe 6 são geralmente menos apropriadas para utilização nessas indicações.
As ciclosporinas como se descreve e se exemplifica na presente memória descritiva, em que o radical na posição 1 é -cis-MeBmt-, muito embora se encontrem dentro do âmbito da acima referida publicação da Patente Europeia N-.
034 567 e da Patente Norte-Americana N2. 4 369 542 são formalmente novas.
Os seguintes exemplos são ilustrativos dos processos acima mencionados para a preparação das ciclosporinas do grupo la^ e da classe 6.
EXEMPLOS E
Preparação de /^'-O-acetil-l^desinetil-l^fenil-MeBmt/1-ciclosporina (ciclosporina 1.22) e de /3'-O-acetil-7*-desmetil-7*-fenil-cis-MeBmt7^-ciclosporina (ciclosporina
1.27)
Dissolvem-se 9,5 gramas de cloreto de benzil-trifenil-fosfónio em 150 mililitros de benzeno isento de água e fazem-se reagir com 2,7 gramas de t.-butilato de potássio durante 24 horas sob refluxo com um separador de água. Depois de se arrefecer, filtra-se a solução para dentro de um novo balão sob atmosfera inerte. Adicionam-se 5 gramas de ciclosporina 5.1 (ver exemplos C) em 50 mililitros de benzeno durante um intervalo de tempo de 5 minutos. Depois de 21 horas à temperatura ambiente, despeja-se a mistura reaccional em gelo, lava-se a fase orgânica com HC1 2 normal, bicarbonato e água, seca-se sobre sulfato de sódio
I
- 51 e evapora-se. Cromatográfa-se duas vezes o resíduo em 440 gramas de gel de sílica (0,04 - 0,063 mm) com clorofórmio contendo 8 a 30 partes em volume de acetona. A fracção 2 contém a ciclosporina 1.27 e as fracções 5 - 15, a ciclosporina 1.22. As ciclosporinas 1.23 a 1.26 e 1.28 a 1.34 podem preparar-se de maneira análoga. Estas ciclosporinas têm as seguintes características físicas.
Características físicas
1.22 /7l7j° = -210, 9°(c= 1,37 em 0Η01β)
1.23 /*7p° = -234,9°(c= 0,89 em CHCl^
1,24 /3<720 = -248,97°(c= 1,17 em CHCl})
1.25 /*7^° = -237, 3°(c= 0,39 em CHCl^
1.26 Espectros [ Éster 1740 de RMN e ) p_n rn m de infra- f em CH2C12 vermelho I Acetato 1230
1.27 Z^_7p° = -235,8°(c= 1,0 em CHCl^
1.28 /Õç7p° = -220°(c= 1,75 em CHCl^)
1.29 /ó<720 = -239,07°(c= 0,97 em CHCl^
1.30 /õ<720 = -207,8° (c= 1,25 em CHC13)
1.31 /ο<7^° = -239,6°(c= 0,91 em CHC13)
1.32
Espectros de RMN e de infravermelho
Éster
Acetato
MH+
1.33
Espectros de RMN e de infravermelho
Éster Acetato . MH+
- 52 1746
1228 em CCl^ 1271
1745
1225 em CC14 1271
1·34 Γί72Ώ° = -226,23°(c= 1,447 em CHCip
EXEMPLOS F
Preparação de ciclosporinas da classe 6
Preparação de /7t-desmetil-7l-fenil-MeBmt7'I‘-ciclo3porina (ciclosporina 6.1) i Dissolvem-se 2,29 gramas de ciclosporina 1.22 obtií da como se descreveu acima em 20 mililitros de metanol:água ' (4,5 : 1) contendo 1,67 gramas de carbonato de potássio, í Depois de 20 horas à temperatura ambiente, despeja-se a mis! tura reaccional em gelo contendo 10% de ácido tartárico e extrai-se com clorofórmio. Cromatografa-se o extracto bruto í
í em 120 gramas de gel de sílica (0,04 - 0,063 mm) com diclorometano contendo quantidades crescentes (20 - 30%) de acetona para se obter o composto indicado em título: /^.7p = = -209° (c = 0,99 em CHCl^).
Procedendo de maneira análoga, obtêm-se as seguintes ciclosporinas:
6.2 /7'-desmetil-7’-fenil-cis-MeBmt7^-ciclosporina:
/0(7^° = -236° (c = 1 em CHC13);
6.3 /7’-desmetil-7’-vinil-cis-MeBmt7‘L-ciclosporina:
= -249° (c = 1,17 em CHCl-^);
I
- 53 Τ 2
6.4 /7’-desmetil-7’-vinil-cis-MeBmt7 -/Thr7 -ciclosporina; Zk7p° =_248° (c = 1>44 em CHci3);
6.5 /7'-desmetil-7’-(3-metil-n. butil)-cis-MeBmt7‘Í-ciclosporina: /ã_7p° = -240° (c = 1,15 em CHClJ;
lí !
'i 6.6 /7'-desmetil-7'-n. propil-cis-MeBmt7 -ciclosporina:
/*7ρ° = 220° = em CHCl^);
í' Ί |; 6.7 /7' -desmetil-7’-( -alil)-cis-MeBmt7 -ciclosporina:
/õç7p° = -239° (c = 0,97 em CHC13);
; 6.8 /7’-desmetil-7’-fenil-MeBmt7“/Val7 -ciclosporina:
/cÇ7p0 = - 208° (c = 1,025 em 0H013);
η p
6.9 /7’-desmetil-7’-fenil-cis-MeBmt7 -./Val7 -ciclosporina:
Í 7Α7ρ° = -240° (c = o,91 em CHCl^;
i η p í 6.10 /7’-desmetil-7'-vinil-cis-MeBmt7 -/Val7 -ciclosporina:
H /^720 = -254,8° (c = 0,48 em CHC13);
1 12
6.11 _/7’-desmetil-7'-vinil-cis-MeBmt7 -/Nva7 -ciclosporina:
P = -246,1° (c = 0,52 em CHC13); e j; 6.12 /7’-desmetil-7’-(3-bromo-n. propil)-cis-MeBm_t7^-ciclos porina: /õ(_7^ = -226° (c = 1,44 em CHCip.
A desprotecção da ciclosporina 1.23 origina a formação de /cis-MeBmtT-ciclosporina: /õÇ/p0 = -235° (c = 0,9 em CHC13).
Preparação de /7,-desmetil-71-fenil-di-hidro-MeBmt71-ciclosporina (ciclosporina 6.13) h
t jj No seio de 50 mililitros de etanol contendo 100 jí miligramas de catalisador formado por 10% de Pd em carvão | vegetal, hidrogenam-se 796 miligramas duma mistura de ci|j closporinas 6.1 e 6.2 à temperatura ambiente durante 6 horas jj A filtração através de Hyflo origina o composto indicado j em título puro: /õçT^0 = -210° (c = 0,7 em CHC13).
Procedendo de maneira análoga, obtêm-se as seguin! tes ciclosporinas:
;| 6.14 /7’-desmetil-7’-n. propil-di-hidro-MeBmtT^-ciclosporina: /õ(_7p0 = -188° (c = 6,16 em CHCl^), obtida
Jf a partir das ciclosporinas 6.6 ou 6.7;
i’ 6.15 /7’-desmetil-7'-etil-di-hidro-MeBmt7 -/Thr7 -ciclosí porina: /5(,7^° = -224° (c = 0,4 em CHCl^), obtida a j partir da ciclosporina 6.4;
ii ι ji 6.16 77’-desmetil-7'-(3-metil-n. butil)-di-hidro-MeBmt7 ! -ciclosporina: /õç7|,0 = -222° (c = 0,995 em CHCl^), j obtida a partir da ciclosporina 6.5;
6.17 27’-desmetil-7’-i. propil-di-hidro-MeBmt7^-ciclosporina: Z^_7^° = -229° (c = 1,32 em CHCl^);
6.18 /7 '-desmetil-7’-etil-di-hidro-MeBmt7^-/V’al72-ciclosj porina: /0(.7^° = -232,9° (c = 0,43 em CHCl^, obtida j a partir da ciclosporina 6.10;
6.19 /7’-desmetil-7’-etil-di-hidro-MeBmjt7^-2^va72-ciclos3 porina: /^.7¾° = -227,29° (c = 0,54 em CHClJ, |; obtida a partir da ciclosporina 6.11;
j 6.20 /7'-desmetil-7’-fenil-di-hidro-MeBmtí7^-/Val72-ciclosporina: /õÇ_7|)0 = -214° (c = 1,19 em OHCl^), obtida ! a partir das ciclosporinas 6.8 ou 6.9; e
6.21 /7’-desmetil-7'-etil-di-hidro-MeBmt/^-ciclosporina:
ΓΑη° = -233° (c =1,15 em CHCl^), obtida a partir j da ciclosporina 6.3.
z 2 Como e evidente, as ciclosporinas dos grupos la e la3 e das classes 4, 5 e 6, anteriormente mencionadas na presente memória descritiva, que são todas novas, são estruturalmente relacionadas e, por uma questão de conveniência, podem ser facilmente agrupadas em categorias unificadas, i por exemplo, compreendendo ciclosporinas em que o radical —'l na posição 1 é um radical de fórmula (XXI)
R.
CH,
R, 0 (R^CH ^CH (R) ΌΗ(XXI)
-N - CH - σοΙ (S)
CH.
em que
i) R_ é formilo e cl
R-^ tem as significações mencionadas para Rem relação com a fórmula (XVIII) ou ii) R é -x’-y'-R em que -x'-y'-R tem as significações citadas para -x-y-R^, -x-y-R^ ou -x-y-R^” em relação com as fórmulas (IV), (V), (XIV) e (XIX’) acima referidas, e R^ é hidrogénio ou acilo.
De maneira semelhante, as ciclosporinas dos grupos
3 la e la e das classes 4 e 6, que sao todas novas e têm outras utilizações além de serem produtos intermediários, podem ser agrupadas em subcategorias unificadas que, por exemplo, compreendem ciclosporinas em que 0 radical na posição 1 é um radical de fórmula (XXI) como se ilustra acima, em que Ra e R^ têm as significações indicadas em ii) para a fórmula (XXI).
Os grupos acilo como Rh são preferivelmente grupos 1 „D
ÀCII como se definiu em relaçao às formulas (III) e (IV), em particular, (alquilo em C^-C^)-carbonilo, por exemplo, acetilo.
Λ··
Às ciclosporinas dessas categorias/subcategorias preferidas são as ciclosporinas de fórmula (II) coroo se define acima, em que A é um radical de fórmula (XXI) como se define acima e B tem as significações referidas para a fórmula (II), X é -Sar- e Y é -Vai-.
! Várias ciclosporinas do grupo lb como se definiu anteriormente na presente memória descritiva, por exemplo, em que o radical na posição 2 é um radical de fórmula (III') como se ilustra acima em que ÁCIL^ é acetilo são conhecidas. Assim, a ciclosporina 1.35 é conhecida e foi descrita em conjunto com processos para a sua preparação, em Traber et al., Helv. Chim. Acta, 60, 1247 e seguintes (1977). Outras ciclosporinas do grupo lb podem ser preparadas de maneira análoga. No entanto, a ciclosporina 1.36 é de um tipo completamente novo. Um outro grupo de ciclosporinas de acordo com a presente invenção compreende, por consequência:
Grupo le)
i) diésteres de ácidos dicarboxílicos e de ciclosporinas que têm um radical de p -hidroxi-(ii)-CY-aminoácido na posição 2, em particular, diésteres de ácidos dicarboxílicos e de ciclostêm um radical (l)-treonilo na posição 2, e esii) j ί porinas que pecialmente iii) diésteres de ácidos dicarboxílicos de fórmula (XXII)
C0-( CY (XXII)
CO- CY na qual
R-^ significa alquileno em C-j-Cg e cada símbolo (CY) representa um radical de fórmula (II) como se menciona acima em que
À é um grupo -MeBmt- ou -di-hidro-MeBmt-,
B é um radical (l)-treonilo de fórmula (XXIII)
CHCH
Ο(XXIII)
-NH-CH-CO(D)
X é -Sar- e Y é -Vai-.
Preferivelmente, é alquileno em C^-C^.
A presente invenção também proporciona um processo para a preparação duma ciclosporina do grupo le, caracterizado pelo facto de compreender
k) fazer-se reagir um /3-O-semiéster duma ciclosporina em que o radical na posição 2 é um radical de 5-hidroxi-(l)--A-aminoácido, por exemplo, um -O-semiéster de fórmula (XXIV)
-co-r13-co-oh (XXIV) na qual os símbolos (CY) e R^ têm as significações acima citadas; ou um seu derivado funcional, com uma ciclosporina em que o radical na posição 2 é um radical de um £-hidroxi-(L)-h‘-aininoác ido, por exemplo, uma ciclosporina de fórmula (II) como se refere acima, em que Á é -MeBmt- ou -di-hidro-MeBmt-, B é -Thr-, X é -Sar- e Y é -Vai-.
/, (/νΧ·Γ.^'
- 58 Apropriadamente, a reacção pode efectuar-se de acordo com as maneiras de proceder gerais descritas no seguinte exemplo G.
ij EXEMPLO G
Preparação de diéster do ácido 1,2-etanodicarboxílico de | - . - — - -- ·, j /Õ-(L)-treonil7 -ciclosporina (ciclosporina 1.36)
No seio de 5 mililitros de Cí^Clg anidro, a O°C, adiciona-se 0,255 grama de iodeto de 2-cloro-l-metil-piridínio e 0,244 grama de 4-dimetilamino-piridina a 1,318 graI 2 ! mas de /fO-hemi-succinil)-Thr7 -ciclosporina. Adicionam-se i 2 , 1,218 gramas de /Thr7 -ciclosporina, agita-se a mistura ] reaccional a 0°C durante 3 horas e deixa-se subir a temí peratura para 20°C enquanto se continua a agitar. Dilui-se a mistura reaccional com e lava-se com 10 mililitros de solução 0,1 normal de NaOH com gelo adicionado. Lava-se 2x com H2O e seca-se a fase orgânica sobre ^£30^, filtraí -se e evapora-se. Purifica-se o produto por cromatografia empregando gel de sílica e hexano/acetona (1:1) como eluenj te para se obter 0 composto indicado em título: /^7^, = í = -209,4° (c = 0,5 em CHCl^.
| A /fO-hemi-succinil)-Thr7-ciclosporina necessária h como substância de partida é conhecida - veja-se, por exenil pio, Pedido de Patente Internacional N2. PCT/EP85/OO5O1 e
Publicação da Patente Internacional Ns. W086/02080, Exemplo
5. Outros semiésteres utilizados como substâncias de partida apropriadas para a preparação das ciclosporinas do grupo le podem preparar-se procedendo de maneira análoga.
As ciclosporinas do grupo lc) tal como foram anteriormente mencionadas na presente memória descritiva são novas e fazem parte do âmbito da presente invenção como comI postos em si novos.
- 59 A presente invenção também se refere a um processo para a preparação de ciclosporinas do grupo lc que se caracteriza pelo facto de compreender j 1) oxidar-se uma ciclosporina em que o radical na !| posição 1 é 3’-hidroxi substituído, por exemplo, é -MeBmt-.
I ;
A fase do processo 1) pode realizar-se, por exemplo, por reacção com N-cloro-succinimida/sulfureto de dimetilo í a uma temperatura, por exemplo, compreendida entre -30°C e • 10°C, por exemplo, de acordo com as maneiras de proceder h do exemplo H seguinte.
EXEMPLO H
Preparação de /3*-ά68οχί-3'-oxo-MeBmty^-ciclosporina (ciclos porina 1.37)
A temperatura de 0°C, adicionam-se 8,48 mililitros de sulfureto de dimetilo a uma solução de 12,8 gramas de ij N-cloro-succinimida em 400 mililitros de tolueno. Agita-se 5' a mistura a 0°C durante 5 minutos, arrefece-se a -12°C e adicionam-se 9,62 gramas de ciclosporina em 40 mililitros |j de tolueno. Agita-se a suspensão que assim se obtém durani te 1,5 horas a -10°C e durante 1,0 hora a -10°C até -5°C.
Adicionam-se 19,4 gramas de trietilamina, depois do que se forma um ligeiro precipitado. Agita-se a mistura durante 5 !! horas a 0°C e dilui-se com 250 mililitros de éter etílico.
Íí il Adicionam-se 192 mililitros de HC1 1 normal e extrai-se.
i
Lava-se a fase orgânica 2x com 500 mililitros de H?0, sacode-se com 250 mililitros de solução aquosa a 10% de NaHCOg il fria e lava-se 2x com 500 mililitros de HgO, 250 mililitros i! de solução de ácido tartárico a 10% e de novo com E^O. As j| soluções aquosas ácidas e básicas são re-extraídas por 2 j vezes com 500 mililitros de éter etílico. As fases orgâniS cas depois de combinadas são secas sobre Na2S04 e evapora-
das até à secura a 40°C. Purifica-se o resíduo por cromaί tografia empregando 300 gramas de gel de sílica e acetato 'ί de etilo saturado com água para se obter o composto indi; cado em título: - -241,3° (c = 0,531 em CHCl^) e || -169,5° (c = 0,5 em CH30H).
)í As ciclosporinas 1.38 e 1.39 podem preparar-se í! procedendo de maneira análoga
Propriedades físicas
1.38 = -255,1° (c= 0,5 em CHCl^
1.39 - /T-7p° = -235,4° (c= 0,5 em CHCl^
; As ciclosporinas do grupo ld) como se menciona anteriormente na presente memória descritiva são também novas e também fazem parte do âmbito da presente invenção na sua j qualidade de compostos novos.
I A presente invenção também proporciona um processo
I ! para a preparação de ciclosporinas do grupo ld), caracteri! zado pelo facto de compreender i;
m) oxidar-se, por exemplo, oxidar-se selectivamente uma ciclosporina em que o radical na posição 2 é um radical de H-hidroxi-X-aminoácido, por exemplo, um radical (L)-treonilo.
i A fase do processo m) pode realizar-se de maneira completamente análoga à fase do processo 1) acima descrita, por exemplo, de acordo com as maneiras de proceder gerais do seguinte exemplo I.
EXEMPLO I ~ 2
Preparação de /x-roetiIceto-Gly7 -ciclosporina (ciclosporina 1.40)
Adicionam-se 484 miligramas de sulfureto de dimetilo a 868 miligramas de N-cloro-succinimida em 26 mililitros de tolueno a 0°C. Depois de se agitar a 0°C durante 10 minutos, arrefece-se a suspensão a -30°C e adicionam-se 1584 miligramas de /Thr/^-ciclosporina em 6,5 mililitros de tolueno. Agita-se a mistura reaccional a 26 - 30°C durante 1 hora e juntam-se 1,81 mililitros de trietilamina. Retira-se o hanho de arrefecimento e, depois de decorridos 5 minutos, adicionam-se 25 mililitros de éter etílico. Despeja-se a mistura reaccional em 150 mililitros de água com gelo/10 mililitros de HC1 1 normal e juntam-se mais 100 mililitros de éter etílico. Lava-se a fase orgânica 3x com 150 mililitros de água gelada e extrai-se 2x com éter etílico. Secam-se as fases orgânicas sobre e concentram-se. Dissolve-se o resíduo em 10 mililitros de CH2C12, filtra-se através de Hyflo, dilui-se com hexano e evapora-se para se obter o composto indicado em título: /\<7ρθ = -229° (c = 1,0 em CHCip e -184,8° (c = 1,0 em CH^OH).
A ciclosporina 1.41 pode preparar-se procedendo de maneira análoga: /7ί7ρθ = -226,7° (c = 1,0 em CHCl^).
As ciclosporinas de classe 2(i) e de classe 2(ii) como se cita anteriormente na presente memória descritiva são também novas e fazem parte do âmbito da presente invenção na medida em que constituem compostos novos.
Além disso, a presente invenção também proporciona um processo para a preparação das ciclosporinas da classe 2(i) e da classe 2(ii), caracterizado pelo facto de compreender
- m) para a preparação de uma ciclosporina da classe
2(i), fazer-se reagir uma ciclosporina em oue o átomo de 1 carbono 3’ do agrupamento na posição 1 é substituído por ií oxo, por exemplo, uma ciclosporina em que o agrupamento ns ί posição 1 é -3'-desoxi-3’-cxo-Me3mt-, com uma alcoxiamina em ou í n) para a preparação de uma ciclosporina da classe
2(ii), cicdizar-se um. péptido de cadeia aberta que compreende a sequência de uma ciclosporina contendo um agrupamenj to de (L)-isoleucilo na posição 2, começando o referido • péptido no radical correspondente ao radical 8 da mencionai da ciclosporina como terminal N e terminando no radical ι
que corresponde ao radical 7 da citada ciclosporina como terminal C, por exemplo, ciclizar-se um péptido de cadeia aberta que compreende a sequência
I í -(D)Ala-MeIeu-Meleu-I.'eVal-Me3mt-lle-Sar-MeLeu-Val-L'eLeu-Alai í 8 9 10 11 1234567 i
A fase de processo m), acima referida, pode, por : exemplo, realizar-se por reacção com a alcoxiamina em C-^-C^ escolhida, aprcpriadamente sob a forma de sal de adição de j ácido, na presença duma base como, por exemplo, piridina, a uma temperatura compreendida entre cerca de -10°C e cerca de SO°C, por exemplo, procedendo de acordo com as maneiras de proceder gerais do exemplo J que se descreve mais abaixo.
A fase de processo n) acima mencionada, pode realizar-se de forma completamente análoga às maneiras de proceder gera.is usadas para a síntese tctal das ciclosporinas, por exemplo, como se descreve na Patente Norte-Americana NQ. 4 554 531, ou na publicação dc Patente Europeia Ne.
! 0 C93 456, Assim, prepara-se a ciclosporina 2.2, por exemplo, por substituição de BOC-Ile-OH por BCC-^Abu-OH na fase
- 63 do processo a) do exemplo 1 da mencionada patente/publicação de patente e prosseguindo subsequentemente de maneira directamente análoga às fases b) até x) como se descreve na citada patente/publicação de patente.
ii ί! A ciclosporina 2.2 tem as seguintes propriedades
I; características: ponto de fusão = 151°C; = -224° ii (c = 1,0 em CHCip.
'ί !
'i ?xsmo j
Preparação de /3 '-desoxi-3'-metoxi-imino-MeBmty^-ciclosporina (ciclosporina 2.1)
Sob uma atmosfera de árgon, agitam-se a 50°C durante 14 horas 600 miligramas do produto obtido no exemplo H e 835 miligramas de cloridrato de metoxilamina em 2,5 miji lilitros de etanol/2,5 mililitros de piridina. Evapora-se i| a piridina e filtra-se o resíduo. Retoma-se o filtrado em j; CE2CI2 e lavam-se com salmoura as fases orgânicas depois '! de combinadas. Extrai-se a salmoura diversas vezes com
I ji CH2CI2, seca-se e evapora-se. Purifica-se 0 resíduo por ! cromatografia para se obter 0 composto indicado em título:
) /Ã7p° = -214° (c = 1,09 em CHC13).
i Como é evidente, as ciclosporinas do grupo lc e da í
I classe 2(i) anteriormente descritas na presente memória descritiva que são todas novas e têm outras utilidades para além de servirem como produtos intermediários, podem ser | agrupadas em subcategorias unificadas que, por exemplo, compreendem ciclosporinas em que 0 radical na posição 1 é um ί agrupamento de fórmula (XXV) ‘1
CH-
- 64 CH
CH
TRANS (xxv)
R14 (R) CH ^C(R)^CH3
-N-CH—CO(s)
CH em que R^ é oxigénio ou um grupo de fórmula R^N^ em que R^ é alcoxi em C^-C^.
As ciclosporinas da classe 2(iii) são conhecidas. Assim, as ciclosporinas 2.3 a 2.6 são, por exemplo, descritas em Wenger, Transplantation Proc., XVIII (6), Supl. 5 (Dezembro), 213 e seguintes (1986). Estas ciclosporinas, assim como outras ciclosporinas da classe 2(iii), podem preparar-se de acordo com as maneiras de proceder gerais para a síntese total de ciclosporinas, por exemplo, como se descreve na Patente Norte-Americana N^. 4 554 531 e na publicação da Patente Europeia N^. 0 098 456, por exemplo, por substituição de H-Melle-Bzl ou K-MeAloIle-Bzl por
H-MeVal-Bzl na fase g) do respectivo exemplo 1. As ciclosporinas 2.3 a 2.5 têm os seguintes valores característicos de algumas propriedades físicas:
i
m r4 o 1 ♦—J ! 5 í E Φ 1 II o Γ II o γι’ o i-4 O CO r- r4 1 O r4 O r4 CJ C\l 1 0 r4 O LT» CJ CJ 1 - 170°; 1,0
o o o w 3 «H Φ T3 O -P tí o Ps 162 - 163 vo iH r ^4- rd kd -<d- r-4 1 KD tJ- r4 148
CICLOSPORINA ΠΊ • CJ • C\J LTs • CJ KO • CJ ! L 1
As ciclosporinas 3.1 a 3.5, 3-7 e 3.9 da classe 3 ) são conhecidas /veja-se, por exemplo, Traber et al., Helv.
Chim. Acta, 65, 1655 e seguintes (1932) e 70, 13 e seguinI tes (198727|; As ciclosporinas 3-6, 3-8 e 3·10 são novas e consíj tituem parte do âmbito da presente invenção na medida em que são compostos novos per se. As ciclosporinas 3.6 e 3.8 podem preparar-se de uma maneira completamente análoga à usada para a preparação das outras di-hidro-ciclosporinas conhecidas como, por exemplo, as anteriormente referidas ; na presente memória descritiva em relação com a fase de processo f).
A ciclosporina 3.10 pode preparar-se de acordo com as maneiras de proceder gerais usadas para a separação de
I metabólitos mínimos de ciclosporinas, por exemplo, como se i! descreve em Helv. Chim. Acta 65, 1655 e seguintes (1982)
I como uma fracção de metabólito mínimo de caldos de fermentação usados na produção de /(D)Ser7 -ciclosporina (veja-se publicação da Batente Europeia N2. 0 056 782), por exemplo, como se descreve no seguinte exemplo K.
EXEMPLO K
I Preparação de /MeLeu7~*~-ciclosporina (ciclosporina 3.10)
A biomassa obtida a seguir à cultura realizada de acordo com 0 exemplo 3 da Publicação da Patente Europeia N9. 0 056 782 é centrifugada num separador de clarificação (Westfalia) e a fase líquida (filtrado da cultura) é extraída 3x com a quantidade equivalente de acetato de etilo.
j Concentram-se os extractos em acetato de etilo sob vácuo. Trata-se a fase sólida (micélio) com metanol e homogeneizaj -se e separam-se as fases sólida e líquida de novo num separador de clarificação. Repete-se este procedimento de ex- 67 tracção 2x usando metanol a 90%. Combinam-se os extractos metanólicos, adiciona-se água e concentram-se os extractos metanólicos sob vácuo. Extrai-se o concentrado do extracto aquoso restante 3x com a quantidade equivalente de acetato de etilo e concentram-se os extractos em acetato de etilo sob vácuo. Cromatografam-se ambos os extractos brutos (do filtrado da cultura e do micélio) usando gel de sílica (0,040 - 0,063 mm) e acetato de etilo saturado com H90. As ~ ~ 2 fracções iniciais da eluição contêm principalmente _/Val_7 -ciclosporina (ciclosporina D) e são seguidas por fracções que contêm principalmente /MeLeu/^-ciclosporina (ciclospori· na 3.10) e ciclosporina (ciclosporina A). As fracções dos picos são cromatografadas de novo usando gel de sílica (0,020 - 0,045 mm) e acetona/hexano (1:1) como agente eluen· te. As fracções que contêm /Meleuy^-ciclosporina são cromatografadas de novo usando liChoprepRP-18 (0,040 - 0,063 mm) e metanol/^O (85:15) como agente eluente e, em seguida, gel de sílica (0,020 - 0,045 mm) e acetato de etilo saturado com Η20 como agente eluente para se obter 0 composto indicado em título: ponto de fusão = 142 - 148°C, /^_7^θ = = -303° (c = 0,54 em CHCl^).
As propriedades físicas da ciclosporina 3.6 são as seguintes: ponto de fusão = 180 - 182°C; /^_7p° = -211° (c = 0,64 em CHCl^).
Como já se indicou, de acordo com a presente invenção, a Requerente descobriu agora que ciclosporinas das
5 classes 1 (incluindo ciclosporinas dos grupos la a la^ e lb a le), 2 e 3, particularmente, as ciclosporinas individuais destas classes anteriormente referidas especificamente na presente memória descritiva sao capazes de aumentar ou intensificar a eficácia da terapia com outros medicamentos on de aumentar ou de intensificar a sensibilidade à terapia com outras substâncias farmacêuticas, em parti-
cular usadas na quimioterapia antimicrobiana (por exemplo, antibacteriana, antivírica, antifúngica ou antiprotozoários) e especialmente a quimioterapia anticancerosa ou antitumores (por exemplo, anti-neoplástica ou citostática).
Por consequência, elas são indicadas para serem utilizadas, por exemplo, como um meio para diminuir os níveis de dosagem quimioterapêuticos regulares, por exemplo, no caso da terapia com substâncias farmacêuticas antineoplásticas ou citostáticas como um meio para diminuir a toxicidade global das substâncias activas farmacêuticas e, mais especialmente, como um meio para inverter ou diminuir a resistência à quimioterapia, incluindo tanto a resistência inerente como também a resistência adquirida.
EXEMPLO 1
Utilização no restabelecimento da sensibilidade a substâncias activas antitumores antineoplásticas/citotóxicas (in vitro11 - 1)
Desenvolvem-se, procedendo de acordo com o método descrito por Twentyman et al., Br. J. Câncer, 54, 253 (1986) linhas de células cancerosas (CCL), por exemplo, de carcinoma humano do pulmão resistentes a uma ou mais substâncias activas terapêuticas usadas no tratamento do cancro (CTDS) escolhidas do grupo que compreende Daunorrubicina (DR), Vincristina (VC), Adriamicina (AM), Etopósido (ET), Tenopósido (TE) e Colquicina (CC).
Compara-se a sensibilidade de sub-linhas resistentes (CCL-R) com linhas sensíveis à administração parentérica (CCL-S) ensaiando a inibição do crescimento de células durante a exposição contínua à acção de CTDS, por exemplo, no caso de uma linha resistente a DR (CCL-DRR) comparando o crescimento de linhas de CCL-DRS e de CCL-DRR na presença
f ! de PR contida no meio de desenvolvimento a partir do início.
i ' Para essa finalidade, mede-se a proliferação das células por contagem de células usando um contador electrónico de h células, sendo a contagem efectuada perto do fim da fase li l| de desenvolvimento exponencial. Escolhem-se as linhas de jj CCL-R para as quais a 0Ιθ0 (concentração de substância actij va, ou seja, concentração de PR, necessária para reduzir o número de células finais para 20% dos controlos não trataj dos com a substância activa, ou seja, PR) é 80 vezes, prejj ferivelmente, 100 vezes maior do que a de linhas de células
CCL-S por via parentérica.
Petermina-se então a sensibilidade de linhas de células CCL-R resistentes à CTPS (ou seja, PR) na presença e na ausência da ciclosporina ensaiada, empregando a con tagem das células como uma medida da proliferação como se ji descreveu acima. Para essa finalidade, cultivam-se as céluJ las ab initio na presença de concentrações variáveis tanto í: de CTPS como da ciclosporina ensaiada. Para uma escolha prétj π via, escolhem-se as concentrações da ultima de maneira que í' esta, por si própria, não provoque uma redução significativa da proliferação. As concentrações apropriadas são es! tabelecidas cultivando CCL-S e CCL-R na presença de conceni trações variáveis de ciclosporina na ausência de CTPS. As ί ciclosporinas são habitualmente ensaiadas sob concentrações compreendidas entre 0,01 e 50, em particular, entre 0,1 e yug/ml, por exemplo, a concentrações de 0,01 0,02, 0,05
0,1 0,2, 0,5,1,0, 2,0, 5,0, 10,0 e 50/ug/ml. A proporção de CTPS (ou seja, de PR) necessária para se inibir a proj liferação de células em 50% na ausência da ciclosporina J ensaiada (CI^q+CS) em comparação com a obtida na presença da ciclosporina ensaiada (CI^q+CS) é considerada como a medida do aumento de sensibilidade da linha de CCL-R a CTPS que foi provocado pela ciclosporina. A estabilidade da linha de células CCL-R é garantida pela verificação cru-
zada da sua sensibilidade à CTDS que foi previamente estabelecida.
jl ! No modelo de ensaio acima referido, as ciclosporinas das classes 1 a 3, em particular, as ciclosporinas esj; pecificamente mencionadas, são eficazes no aumento ía sen;! sibilidade a CTDS (por exemplo, DR, VC, ALT, etc.) nas coni; centrações acima indicadas, em particular, a concentrações j de cerca de 10/Ug/mililitro ou menores.
ί
As concentrações mais altas, por exemplo, a cerca de 50/ug/mililitro, a inibição da proliferação tanto das ! linhas de células CCL-S como das linhas de células CCL-R é, em casos particulares, provocada pelas ciclosporinas eni saiadas na ausência de CTDS, muito embora, quando isso acontece, o fenómeno seja geralmente menos acentuado nas linhas ! de células CCL-R do que nas linhas de células CCL-S. Mais í significativamente, as ciclosporinas ensaiadas verificou-se í serem eficazes em aumentar a sensibilidade a CTDS nas li!J nhas de células CCL-S. Mais significativamente, as ciclos porinas ensaiadas verificou-se serem eficazes em aumentar a sensibilidade a CTDS em linhas de células CCL-R sob con1 i centrações que não têm influência sobre a proliferação de i células na ausência de CTDS.
i
Assim, numa série de experiências empregando uma ι linha de células de cancro do pulmão humanas resistentes a
AM e as ciclosporinas 2.4, 1.1 e 1.32, estabeleceram-se as seguintes proporções de sensibilização a AM (AM ΟΙ^θ - CS / | / AM CI50 + CS)*:
PROPORÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO
CONCENTRAÇÃO DE CICLOSPORINA
CICLOSPORINA 50.0 xig/ml 5·0 ug/ml
2.4 >30 >30
1.1 >20
1.35 12 3,3 '
NENHUMA 1,0 1,0
Investigação realizada por e dados obtidos por P.R. Twentyman, MRC Clinicai Oncology and Radiotherapeutic Unit, Hills- Road, Cambridge, Inglaterra - ver Br. J. Câncer, 57, 254 - 258 (1988.)7.
i EXEMPLO 2
I [ — -II li i
I Utilização no restabelecimento da sensibilidade a substâncias activas antitumores antineoplásticas/citotóxicas ί (in vitro - 2) ι 0 ensaio pode realizar-se empregando qualquer lií nha de células resistentes às substâncias activas apropriadas e uma linha de células de controlo (parente), obtida, por exemplo, como foi descrito por Ling et al., J. Cell.
I Physiol. 88, 103 - 116 (1974) e Bech-Hansen et al., J. Cell. Physiol. 88, 23 - 32 (1976). Os clones particulares escolhidos são a linha de células CHR resistentes a múltiplos medicamentos (por exemplo, resistente à colquidina) subclone C5S3.2) e a linha parente sensível AUX BI (subclone ABI Sll) - veja-se, por exemplo, Ling et al., loc. cit. e Juliano et al. Biochim. Biophys. Acta, 455, 152 - 162
(1976); Carlser. et al. Biochim. Biophy. Acta, 455, 900 - 912 (1976); Lalande et al. , Proc. Natl. Acad. Sei., 78 (1),
363 - 367 (1981); Eartner et al., Science, 221, 1285 - 1288 (1983); Eartner et al., Nature, 316, 820 - 823 (1985); Riordan et al., Nature, 316, 817 - 819 (1985), Van der Blick et al., Mol. Cell. Biol., 6, 1671 - 1678 (1968); Endicolt et al., Mol. Cell Biol., 7, 4075 - 4081 (1987); Deuchars et al., Mol. Cell. Biol., 7, 718 - 724 (1987); e Gerlach et al. , Nature, 324, 485 - 489 (1986).
As linhas de células são desenvolvidas em meio <X'MEM suplementado com (l)-asparagina a 0,02 mg/mililitro, vitaminas MEM (IX), penicilina-estreptomicina 100 UT/mililitro, (Ii)-glutamina 2 mM e 10% de soro de fetos de vitela inactivado pelo calor. 0 ensaio realiza-se usando uma chapa com 96 reentrâncias. Ao meio de cultura adicionam-se 50 zulitros de solução de colquicina em triplicado de modo a obterem-se as concentrações finais de 30-10-3-1-0,3-0,1-0 ng/mililitro no caso da linha de células resistentes (Rl) e de 0,3 - 0,1 - 0,03 - 0,01 - 0,003 - 0,001 - 0 /ug/ml no caso da linha de células sensíveis (SL). Realiza-se ainda um prolongamento para doses mais peouenas quando isso seja necessário, isto é, quando a ciclosporina ensaiada diminui muito fortemente a resposta da ΟΙ^θ à colquicina.
As ciclosporinas a ensaiar são dissolvidas a 1 mg/ /mililitro em C2H5OH absoluto. Cada ciclosporina ensaiada é primeiramente experimentada de acordo com a rotina a 0,1 e 1,0/ug/mililitro, sendo os controlos tratados com as correspondentes diluições com C2H5OH usado como dissolvente.
A ciclosporina ensaiada ou 0 dissolvente para controlo são adicionados (50 /ulitros) a cada reentrância e misturados com as soluções de colquicina aí já presentes. Adicionam-se depois 100 /ulitros de suspensões celulares com 4 x 105 células/mililitro para a linha SE (400 células por reentrân-·
- 73 cia) e 8 x 10^ células/mililitro para as células RL.
i Mede-se a proliferação pelo ensaio calorimétrico /Sosman, J. Immunol. Methods, 65, 55 - 63 (1983/7 usando íí brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difenil-tetrazó(í lio (MTT). Os primeiros 100 /ulitros de sobrenadante isento ί, de células são retirados, depois adicionam-se 10 /ulitros i de solução de MTT a 5 mg/ml em meio de RPMI 1640 (Gibco) j a cada placa e incuba-se a placa a 37°C durante 3 horas.
Depois, adicionam-se 100 /ulitros de HC1 1 normal em butaI nol/isopropanol (192 : 96 : 12 mililitros) a cada placa e sacodem-se estas até completa dissolução. Lê-se a densidade óptica (DO) a 540 nm.
Representa-se graficamente a extensão do desenvolj vimento de células (medida pela DO dependente de MTT) em | função da concentração de colquicina, construindo-se uma curva da resposta à dose para cada ciclosporina ensaiada I e determina-se a CI^q da colquicina (ΟΙΟ^θ) (isto é, a conί centração de colquicina necessária para reduzir a proliferação de 50%).
aumento da sensibilidade à colquicina provocado por cada ciclosporina ensaiada a 0,1 e a 1,0 ,ug/mililitro ! é determinada por meio da seguinte expressão
CIO na ausência de ciclosporina ensaiada
CIÇcjq- = ganho de sensibilidade
CICgQ na presença de ciclosporina ensaiada 0Ι0^θ+
A ciclosporina ensaiada pode influenciar a sensibilidade à colquicina tanto no caso de linhas de células RL como de SL. A influência relativa sobre as duas linhas pode ser determinada pela seguinte expressão
CIC^0+ para linhas RI = CIC^θ + Rh CIC“+ para linhas SI CIC50 + S1 resistência relativa i: As ciclosporinas das classes 1 a 3 aumentam a senij sihilidade das linhas RI à colquicina usando as concentrações í; acima indicadas. 0 aumento da sensibilidade das linhas SI íj observa-se também correntemente a concentrações equivalentes íi embora seja geralmente menor do que para as linhas Rh. Rara í utilização de acordo com a presente invenção, as ciclosporiΐ nas que possuem uma maior resistência relativa como se definiu acima, são geralmente consideradas como mais adequadas.
J Numa série de experiências, registaram-se os seguintes ganhos de sensibilidade à colquicina como se definiu acima, por exemplo, para as linhas Rh e para as linhas SL.
CICLOSPORINA SL RL
0, lug/ml 1, Oug/ml 0, lug/ml 1, 0ug/ml
1.1 4,0 8,0 1,4 30,8
1.2 4, 4 8,1 2,0 59,8
1.3 5,3 10,7 1,8 97,9
1.4 6,7 11,7 1,7 97,6
1.10 3,6 11,6 1,1 28,9
1.11 6,3 17,6 1,1 36,7
1.15 4,7 12,9 1,5 38,3
1.37 5,8 12,1 1,4 82,4
2.2 7,9 15,1 1,5 97,3
2.4 4,7 15,7 1,2 34,5
I j EXEMPLO 3 '1 Utilização no restabelecimento da sensibilidade a substânίί cias activas de medicamentos antitumores antineoplásticos/ íj /citotóxicos (in vivo) í
Lesenvolvem-se sub-linhas de ascites de Ehrlich j’ de carcinoma (EA) resistentes às substâncias activas LR, :j VC, AM, ET, TE ou CO por transferência sequencial de células EA para gerações subsequentes de ratos hospedeiros BALB/c de acordo com os métodos descritos por Slater et al.,
J. Clin. Invest., 70, 1131 (1982). Para esta finalidade, [ administra-se a substância a ensaiar com uma dosagem de 0,2 a 0,5 mg/kg intraperitonealmente diariamente distribuída por 5 doses, começando 24 horas depois da inoculação dos ratos hospedeiros com 0,2 mililitro de ascites malignos í não diluídos recolhidos em animais em condições pré-terminais .
i ji Para a realização do ensaio adequado, ratos hosi pedeiros recebem linhas de EA ou EA-R resistentes ou EA-S ’ sensíveis (parentes) como se descreveu acima. Os ratos que í! recebem EA-R são divididos em grupos que recebem
I
1. nenhum medicamento; nenhuma ciclosporina;
2. terapia com o medicamento; nenhuma ciclosporina;
3. nenhum medicamento, ciclosporina ensaiada;
4. substância terapêutica + ciclosporina ensaiada.
A droga terapêutica antineoplástica é administrada nas dosagens empregadas para originar as linhas de EA-R. A ciclosporina ensaiada é administrada a uma dosagem total de j ensaio compreendida entre 1 e 80 mg/kg, em particular, 5 t ou 25 ou até 40 mg/kg em 5 doses diárias divididas i.p.
| (em etanol/azeite) a partir de 24 horas depois da inoculaJ ção com EA-R. Comparam-se os tempos médios de sobrevivência
I / /
I
- 76 dos grupos 2, 3 e 4 com o do grupo 1 como média da eficácia í da terapia aplicada.
i, ;j ' Os resultados obtidos não mostram diferenças signi'1 ficativas do tempo médio de sobrevivência entre os grupos i !
|i 1, 2 e 3· No grupo 4, que recebeu ciclosporinas das classes il 1 a 3, nas dosagens acima mencionadas, observa-se um aumení! to substancial do tempo de sobrevivência (por exemplo, da ii ordem de 2 a 3 vezes ou mais) em comparação com ambos os íí !! grupos 1 e 2.
Podem-se obter resultados equivalentes empregando ciclosporinas das classes 1 a 3 en modelos de ensaio de ! concepção comparável, por exemplo, in vitro” ou empregando animais de ensaio infectados com estirpes de vírus resistentes à terapia com medicamentos, estirpes de bactérias j resistentes a antibióticos (por exemplo, penicilina), estirpes de fungos resistentes a agentes antimicóticos assim como estirpes de protozoários resistentes a medicamentos, por exemplo, estirpes de plasmódios, por exemplo, sub-es; tirpes de Plasmodium falciparum que possuem resistência adquirida a medicamentos antimalária quimioterapêuticos.
A utilidade das ciclosporinas das classes 1 a 3, de acordo com a presente invenção, também pode ser demonsj trada em ensaios clínicos, por exemplo, ensaios preliminares realizados como se descreve em seguida.
ENSAIO CLÍNICO 1 z Ϊ \
Escolhem-se alguns pacientes (o e o) de entre pacientes a quem foi diagnosticado um tumor canceroso maligno e que vão ser submetidos a terapia com medicamentos antineoplásticos/cistostáticos. Relativamente a cada paciente sujeito a ensaio clínico, prepara-se um relatório pormenorizado detalhando a história do caso, o estado da doença,
À
j a velocidade prevista de progressão da doença e o prognóstico 'ί calculado do tempo de vida.
tipo de terapia com medicamentos antineoplásticos/citostáticos e a dosagem estimada requerida na ausência da terapia com ciclosporina são determinados pelo médico assistente, tendo em conta o tipo e a extensão do cancro.
ρ A ciclosporina ensaiada é administrada por via oral ji com uma dosagem compreendida entre 1,0 a 20,0 mg/kg/dia ou !: parentericamente, por exemplo por via intravenosa ou por via intramuscular, com uma dosagem compreendida entre 0,5 e 5,0 mg/kg/dia. Quando o estado da doença o permite, o tratamento com a ciclosporina ensaiada começa pelo menos 1 ou 2 dias, preferivelmente, 10 a 14 dias antes de se ini! ciar a terapia antineoplástica a fim de permitir a consti' tuição dos níveis de dosagem a seguir. Nesses casos, as do sagens iniciais de ciclosporina são as dosagens da extremi! dade inferior do intervalo acima indicado (por exemplo, por p via oral, da ordem de 1,0 a 5,0 mg/kg/dia; ou por via paren!: térica da ordem de 0,5 a 1,5 mg/kg/dia) subindo depois para ' os níveis de dosagem mais elevados (por exemplo, no caso de : administração por via oral de 5,0 até 15,0 ou até 20,0 mg/ /kg/dia ou por via parentérica da ordem de 2,0 a 5,0 mg/kg/ ί /dia), sendo o regímen preciso determinado pelo médico assis ι tente tendo em atenção o estado do doente no começo do ensai Nalguns casos, pode ser necessário que a terapia com a ciclosporina e com o medicamento antineoplástico/citostático J sejam iniciadas e terminadas concomitantemente, muito embora também nesse caso igualmente seja preferível iniciar pela dosagem inferior da ciclosporina e subir-se diariamente a í dose até se atingir o máximo indicado.
Ao iniciar-se a terapia antineoplástica/citostática, ela começa a cerca de 1/3 da dosagem considerada como necessária na ausência da terapia com a ciclosporina, sendo
' a escolha da dosagem inicial tamhém deixada à discrição do médico assistente. A dosagem do medicamento antineoplástii co/citostático é aumentada à medida das necessidades e de acordo com a resposta observada.
P Todos os parâmetros clínicos relevantes são coni trolados no decurso do ensaio clínico, incluindo as doses de administração da ciclosporina e do medicamento antineo! plástico/citostático. Os pacientes são observados relati; vamente a controlo/redução do crescimento do tumor/ocorrên1 cia de metástases e possível regressão do tumor. Fazem-se em intervalos de tempo determinados relatórios sobre o esj tado da doença e o prognóstico de duração de estimado duJ rante o decurso do ensaio.
í i! A avaliação dos resultados dos ensaios indica que ' os pacientes apresentam um efectivo controlo do seu estado í de saúde ou a sua melhoria com restrição do desenvolvimento do tumor ou sua regressão e redução de metástases a doses de medicamentos antineoplásticos/citostáticos inferiores i às previstas como necessárias para uma eficácia equivalente na ausência da terapia com ciclosporina. Verifica-se a reduzida incidência de resistência ao medicamento antineoplástico/citostático em comparação com os relatórios para • grupos que recebem terapia antineoplástica/citostática apeI nas bem assim como a reduzida incidência de reacção tóxica i adversa à terapia antineoplástica/citostática administrada.
j
ENSAIO CLÍNICO II
Escolhem-se os pacientes a estudar de entre pacientes hospitalizados ou saídos do hospital (o^e o) coro desenvolvimentos cancerosos malignos na última fase de vários tipos. As vítimas escolhidas para os ensaios clínicos são pacientes que experimentaram um processo completo de tera79 Λ.' pia antineoplástica/citostática e que geralmente estão na última fase de tratamento com medicamentes múltiplos e apreJ sentam o começo renovado de desenvolvimento do tumor/metási; tases, etc., isto é, cujo cancro é prima facie resistente a múltiplos medicamentos.
N
Ij Por cada paciente entrado no ensaio clínico foi re1' digido um relatório pormenorizado narrando pormenorizadamenI li te de maneira particular a terapia com medicamentos aplicada nos últimos 6 a 18 meses, a história prévia e o estado corrente da doença, por exemplo, a velocidade estimada da progressão da doença e o prognóstico estimado de duração de vida.
Para as finalidades do ensaio aos pacientes que lhe foram submetidos conserva-se uma dose pré-determinada e um ! programa de terapia com medicamento antineoplástico/citosí tático, terapia essa que foi escolhida e aplicada ao ideni | tificar-se a resistência à droga e a entrada na experiência, j Mantém-se a terapia com o medicamento antineoplástico du| rante o ensaio aos níveis de determinação da pré-resistên| cia e de acordo com o programa. 0 regímen de quimioterapia I é suplementado por administração da ciclosporina ensaiada j sob a forma de dosagem por via oral com uma taxa de dosagem diária compreendida entre cerca de 1 e cerca de 20, por | exemplo, entre cerca de 5 a cerca de 15 mg/kg/dia ou sob a j forma de dosagem administrada por via parentérica, por exemplo, intravenosamente, com uma taxa de dosagem diária compreendida entre cerca de 0,5 a cerca de 7,5, por exemplo, entre cerca de 2,0 e cerca de 5,0 mg/kg/dia. Nalguns pacientes, a terapia com ciclosporina pode começar 1 a 14 dias antes de começar a terapia com o medicamento antineoplástij co e continua durante todo o período de tratamento. Noutros casos, pode ser necessário iniciar e terminar a terapia antineoplástica concomitantemente.
!j/ · ζ '
Os pacientes são observados para se determinar a ' redução do crescimento do tumor/ocorrência de metástases (: e possível regressão do tumór. São feitos relatórios sobre ir 'ί o estado da doença e o prognóstico estimado de duração de ! vida no momento do exame em intervalos de tempo estabelecij dos durante o decurso do ensaio clínico. No caso de não se detectar a melhoria do estado ou a restrição da deterioração dentro dum intervalo de tempo apropriado, altera-se a í! terapia com o medicamento antineoplástico/citostático de
I i ρ base à discrição do clínico responsável para uma terapia ί alternativa, previamente aplicada. Todos os parâmetros clínicos são controlados durante a realização do ensaio, incluindo de maneira particular os níveis de teores de medicamento antineoplástico e de ciclosporina existentes no soro ! assim como as suas percentagens de folga.
ji A avaliação dos relatórios dos ensaios clínicos j permite concluir que os pacientes que participaram nos ení saios clínicos mostraram uma acentuada melhoria do estado !
í geral com restrição do desenvolvimento do tumor e diminui: ção das metástases a seguir à introdução da terapia com cií closporina com uma melhoria contínua do prognóstico da doen
I ! ça· | As ciclosporinas das classes 1 a 3 são, por consequência, indicadas para uso no tratamento de estados mórI bidos em que se verifica uma resistência adquirida ao tratamento quimioterapêutico com medicamentos ou como auxiliares do tratamento quimioterapêutico com medicamentos.
A presente invenção, por conseguinte, proporciona:
! 1.1 um método para melhorar ou aumentar a eficácia da [
terapia quimioterapêutica com medicamentos ou para aumentar a sensibilidade a essa terapia; ou
1.2. um método para diminuir as dosagens de medicamentos f
( .·
/)
V/31 quimioterapeuticamente eficazes;
- num paciente que precisa esse tratamento, método esse que !’ compreende a co-administração de uma ciclosporina das classes 'j 1 a 3, como se descreveu anteriormente na presente memória ', descritiva; ou ί, ; 2.1. um método para o tratamento de estados mórbidos que jí apresentam ou se caracterizam por resistência quer ii
í] adquirida, quer provocada, quer inata, a tratamento quimioterapêutico; ou
2.2. um método para intensificar ou melhorar o tratamento ! quimioterapêutico de condições mórbidas que apresentam ou se caracterizam por resistência, ou adquirida, ou provocada, ou inata, ao citado tratamento; ou ί 2.3. um método para inverter ou reduzir a resistência, quer adquirida, quer provocada, quer inata, ao tratamento quimioterapêutico; ou
I z
2.4. um método para restabelecer a sensibilidade a tratamento quimioterapêutico.
ί j num paciente que necessita esse tratamento, método esse que ’ compreende a administração ao referido paciente de uma quani tidade eficaz de uma ciclosporina de qualquer das classes a 3, como se definiu anteriormente na presente memória descritiva.
Em alternativa, a presente invenção proporciona:
3. um método de tratamento quimioterapêutico dum paciente que necessita esse tratamento que compreende administrar-se uma substância activa quimioterapeuticamente apropriada com uma ciclosporina de qualquer das classes 1 a 3, como se definiu anteriormente na presente memória descritiva como tratamento auxiliar ao tratamento com a mencionada substância activa.
I
4.
A presente invenção também proporciona:
uma ciclosporina de qualquer das classes 1 a 3, como se definiu anteriormente na presente memória descritiva, para utilização num método como se definiu acima em qualquer das alíneas 1.1., 1.2., 2.1., 2.2., 2.3., 2.4. ou 3- acima referidas; ou ( 5. uma ciclosporina de acordo com qualquer das classes 1 ι a 3, como se definiu anteriormente na presente memória |!
! descritiva, para utilização na preparaçao duma composii ção farmacêutica a usar num método como se definiu acima em qualquer das alíneas 1.1., 1.2., 2.1., 2.2., : 2.3·, 2.4· ou 3· acima referidas.
ί Na medida em que nenhuma das ciclosporinas das j! classes 1 a 3 foi previamente. proposta ou recomendada para S uso farmacêutico ou terapêutico e em que ciclosporinas parj ticulares das classes 1 a 3 são realmente compostos novos P ou ciclosporinas de tipo completamente novo, a presente inP venção também proporciona:
I 1 j 6. ciclosporinas das classes 1 a 3, como se especificou P anteriormente na presente memória descritiva, por exemP pio, incluindo as ciclosporinas individuais anteriormente mencionadas na presente memória descritiva como sendo novas, bem assim como ciclosporinas dos grupos la2, la^, la4, la^, ld, le e das classes 2.i) e 2.iii) para utilização como produtos farmacêuticos.
í ! As condições/formas particulares de tratamento quimioterapêutico a que os métodos da presente invenção se apli i cam incluem as condições provocadas por uma infecção micro! biana, por exemplo, provocada por vírus, bactérias, fungos : ou protozoários, envolvendo estirpes resistentes a uma ou j mais substâncias activas antimicrobianas ou antibióticas, i por exemplo, medicamentos antivíricos, antibacterianos,
-j antifúngicos ou antiprotozoários.
Os métodos da presente invenção são particularmente aplicáveis ao tratamento de cancros, por exemplo, de car/ cinomas, sarcomas ou outros tumores e neoplasmas malignos ' que apresentam resistência provocada ou adquirida a um ou mais medicamentos quimioterapêuticos anticancerosos, por ;j exemplo, agentes antineoplásticos ou citostáticos, por exemplo, antraciclinas ou alcaloides da Vinca ou substâncias ! activas específicas tais como Daunorrúbicina, Vincristina,
Adriamicina, Etopósido, Tenopósido e/ou Colquicina, por exemplo, como meio para reduzir ou inverter o crescimento do tumor, a ocorrência de metástases, etc..
As ciclosporinas preferidas para utilização de acordo com a presente invenção são aquelas aue possuem uma i actividade imunossupressora relativamente pequena, por exemíi pio, que não têm praticamente actividade imunossupressora p aos níveis de dosagem pretendido ou que possuem uma activida ji de imunossupressora de uma ordem de grandeza que é súbstanj: cialmente mais pequena (por exemplo, < (50$) do que a ciclos
J1 1 porina. As ciclosporinas particulares para utilização de acordo com os métodos da presente invenção, são as ciclosI í porinas especificamente definidas anteriormente na presente ! memória descritiva ou as mencionadas das classes 1 a 3.
As dosagens de ciclosporina a serem empregadas na realização prática dos métodos acima citados variam evidentemente, dependendo, por exemplo, do estado a ser tratado (por exemplo, o tipo de doença e a natureza da resistência), ! da ciclosporina particular a ser usada, do efeito pretendiί do e da forma de administração.
Em geral, no entanto, obtêm-se resultados satisfatórios por administração por via oral com dosagens da ordem de 1 até 20 ou até 50 mg/kg/dia, por exemplo, da ordem de 5 até 10 ou até 15 mg/kg/dia, administradas por uma só vez
ou em doses divididas 2 a 4 x por dia, ou por administração ! por via parentérica, por exemplo, intravenosamente, nomea1 damente por gotejamento intravenoso ou por infusão, com dosagens da ordem de 0,5 a 7,5 ou até 10 mg/kg/dia, por exemj pio, da ordem de 1,5 ou 2,0 até 5,0 mg/kg/dia.
! As doses diárias apropriadas para pacientes são p assim da ordem desde 50 a 1000 ou até 2 500 mg por via oral, : por exemplo, da ordem desde 250 até 500/600 mg por via oral, i z ί ou da ordem de 25,0 a 375,0 ate 500 miligramas por via ini travenosa, por exemplo, da ordem de 75,0 até 100/250 miligramas por via intravenosa.
Como variante e mesmo preferivelmente, a dosagem pode ser arranjada de maneira específica de cada paciente í para proporcionar níveis pré-determinados no sangue, por | exemplo, determinados por técnicas RIA. Assim, a dosagem ί aplicada ao paciente pode ser ajustada de modo a conseguir I obter níveis contínuos regulares no sangue coroo medidos por
RIA da ordem de 50 ou 150 até 500 ou 1000 ng/ml, isto é, analogamente aos métodos de doseamento correntemente empregados para a terapia imunossupressora regular da ciclospoi rina.
f
As composições farmacêuticas apropriadas para administração por via oral das ciclosporinas das classes 1 a 3 acima citadas quando se realiza na prática o método da presente invenção podem, por exemplo, preparar-se da seguinte maneira:
INGREDIENTE QUANTIDADE RELATIVA (g)
i) Labrafil M 1944 CS 150 ii) Ciclosporina (por exemplo, ciclosporina 1.1, 1.2, 1.3,
1.11 ou 1.36) 25 (valor de peso seco) iii) Etanol (absoluto) 30 iv) Azeite cerca de 237 até um total de cerca de 462,0 j Todos os ingredientes são pesados directamente para um vaso dotado de agitador. Em primeiro lugar pesam-se ! os ingredientes i) e iii). Adiciona-se em seguida 0 ingrediente ii) com agitação contínua até dissolução. Seguidaj! mente, adiciona-se o ingrediente iv) agitando-se durante ί mais 10 minutos. Filtra-se a solução assim obtida através de um Gelir.an Preflow Pilter (400 /um) a cerca de 0,5 a' 0,8 bar e embala-se em frascos Rexo de 50 mililitros. Os frasi cos são vedados com uma rolha de borracha e tampa. Todo 0 i
j; procedimento se realiza em condições isentas de água à tem! peratura ambiente sob uma atmosfera de azoto (0,25 bar) em todas as fases. A solução embalada que é apropriada para administração por via oral compreende 50 miligramas de cii closporina (peso seco) por mililitro. Como variante, a soí lução pode ser embalada em cápsulas de gelatina, por exem! pio, de gelatina dura ou de gelatina macia com 0 fim de j ocultar 0 paladar.
As ciclosporinas das classes 4 e 6 e, em particuί lar, as ciclosporinas individuais destas classes anteriormente acima referidas, também apresentam actividade farmacêutica. Em particular, elas possuem actividade imunossuI i
'ί pressora, anti-inflamatória e antinarasítica como é indij cado por ensaios in vitro e in vivo, por exemplo, como se !i descreve em baixo. As mencionadas ciclosporinas também posi! suem actividade relativamente à encefalomielite alérgica Íí experimental na ratazana, igualmente coito se descreve adianíj te.
ij ii SXEà-KLO 4 ι Actividade imunossupressora i
4.1. Hemólise local 11 in vitro1’ em gel /R. I. Mishell e R.M. Dutton, J. Exp. Medicine, 12.6, 423 - 442 (1976)7
As ciclosporinas das classes 4 e 6 inibem as zonas ! de hemólise em comparação com controlos não tratados a con'i centrações de 0,03 a 10,0 /ug/ml.
I i
4.2. Ensaio de estimulação de linfócitos de acordo com Janossy e Greaves /Clin, Exp. Immunol., 9, 483 (1971) ii e 10» 525 (1972)7 í;
| As ciclosporinas das classes 4 e 6 inibem a síntese ι ~ de DMA estimulada por Concanavalina A (inibição de incorporação de H3-timidina), a proliferação de células e a blas! togénese em linfócitos de baoo de rato em comparação com í' |i controlos não tratados, a concentrações desde 0,001 a 3,0 ι /ug/ml.
ί 4·3· Reacção de linfócitos mistos /Bach e col., J. Exp. í Ked. 136, 1430 (1972)7
Mede-se a reacção (isto é, a proliferação e a diferenciação) de linfócitos /células de baço de rato (Balb/c/7 por incubação durante 5 dias com células de baço alogénicas de ratos irradiados (CBA), na presença e na ausência da substância ensaiada. A reacção na ausência da
substância ensaiada serve como controlo e é considerada como íl j 100%. A reacção na presença da substância ensaiada é expressa ί como a % de alteração em comparação com a reacção de controlo l como 100%. Observa-se a inibição da reacção usando ciclospo' rinas das classes 4 e 6 a uma concentração de 0,001 a 3,0 i ,-ug/ml.
íi : EXE1T10 5 ' Actividade anti-inflamatória
A actividade anti-inflamatória pode ser demonstrada no ensaio da artrite adjuvante na ratazana. Para, este ensaio, j a artrite adjuvante é provocada de acordo com o método de I Pearson e V;ood, Arthr. Pheum., 2_, 440 (1959). As ciclos! porinas das classes 4 e 6 são activas contra o desenvolvimento e contra a artrite já estabelecida com doses desde 5 a 30 mg/kg/dia por via oral, de acordo com este ensaio.
ΈΧΕΙΑΡΙΌ 6
Actividade antiparasítica (antimalária) ensaio antimalária faz-se de acordo com o método descrito por 1. Rane, Chemotherapy and Drug Resistance in Palaria, Ed. Γ. Peters, Academic Press, Nova Iorque, 1970. Infectam-se ratos (0F1, do sexo masculino) no dia C com 0,2 ml duma suspensão contendo 10' células parasiticas da espécie Plasmodium berghei (estirpe XE 65) administrada
i.p. A substância ensaiada é administrada subcutaneamente no dia 3, a doses variáveis usando 5 a 10 ratos por dose. Regista-se o tempo de sobrevivência e calcula-se a dosagem, eficaz mínima (EED) por comparação dos tempos de sobrevivência com o de controlos não tratados. 0 tempo de sobrevivência dos controlos é imual a cerca de 7 dias. A :,ID é a
- dosagem à qual o tempo de sobrevivência duplicou. As ciclosporinas das classes 4 e 6 são eficazes a dosagens compreendidas entre 10 e 100 mg/kg/dia.
Γ EXEMPLO 7 . j - “ í 1 Acção sobre a encefalomielite alérgica experimental na ratazana ί
:: 7.1. A£2ão_sobre_a_encefalomielite_alergica_exgerimental
I estabelecida i Provoca-se a encefalomielite alérgica experimental em grupos de 8 a 12 ratazanas do sexo masculino saudáveis com o peso de 150 a 200 gramas de acordo com as técnicas descritas por Borel e col. em Agents and Actions, £ 468 ! (1976). As ratazanas são mantidas nas condições laborato1 riais e têm acesso a alimentação e a água ad libitum.
J Observa-se 0 aparecimento da encefalomielite alérgica exj: perimental depois de 10 a 13 dias e é reconhecida por sinjj tomas de paralisia, por exemplo, nos membros posteriores.
composto a ensaiar é administrado a uma dosagem de 25 a 50 mg/kg por via oral por dia durante 5 dias a seguir ao aparecimento da encefalomielite alérgica experimental. As ! ratazanas são examinadas diariamente relativamente aos sintomas da doença e toma-se nota do número de ratazanas que recuperaram assim como o dia da recuperação. Continua-se a observação durante mais 5 a S semanas depois do começo do tratamento para detectar possíveis casos de recaída. Toma-se igualmente nota do número de ratos que recaíram e 0 dia ί da recaída.
I
Por administração das ciclosporinas das classes 4 e 6 no intervalo de dosagens acima indicado, nota-se uma diminuição do tempo de recuperação em comparação com grupos de controlo que recebem apenas placebo (azeite).
7.2. Acção de prevenção da ocorrência de encefalomielite alérgica experimental
Realiza-se 0 ensaio procedendo de maneira análoga à que se descreveu em 4.1 acima. Neste caso, no entanto, 0 composto ensaiado é administrado a uma dosagem compreendida entre 25 e 50 mg/kg por via oral diária, a partir da sensibilização (provocação de encefalomielite alérgica experimental) durante 14 dias. Observaram-se diariamente as ratazanas relativamente aos sintomas de paralisia e tomou-se nota do começo da encefalomielite alérgica experimental em animais atacados. Continuou-se a observação durante um perío do de meses para detectar 0 possível aparecimento atrasado de encefalomielite alérgica experimental.
í Por administração de ciclosporinas das classes 4 í
i e 6 no intervalo de dosagens indicado acima, observa-se a H prevenção do aparecimento da encefalomielite alérgica experimental durante o período de observação em comparação h com controlos tratados apenas com placebo (azeite).
í Em virtude da sua actividade imunossupressora, as [ ciclosporinas das classes 4 e 6 são indicadas para utilização na profilaxia e tratamento de doenças e estados que necessitam a redução da resposta imune. Assim, elas podem ser ! usadas para suprimir a proliferação de linfócitos e de imunócitos, por exemplo, no tratamento de doenças auto-imunes ou na prevenção da rejeição de órgãos transplantados, por exemplo, coração, coração-pulmão, pele, córnea, medula í óssea, pâncreas e rins transplantados.
I;
[ Tendo em vista a sua actividade anti-inflamatória i e a sua actividade em relação à encefalomielia alérgica !! experimental, as ciclosporinas das classes 4 e 6 são tamj bém indicadas para utilização no tratamento de estados inflamatórios, em particular, condições inflamatórias com uma
etiologia que inclui um componente auto-imune, por exemplo, para o tratamento da artrite (por exemplo, artrite reumatóide, artrite crónica progressiva, e artrite deformante) ' e de doenças reumáticas, assim como de perturbações hemaJ tológicas auto-imunes (incluindo, por exemplo, anemia hemolítica, anemia aplástica, anemia provocada apenas por h glóbulos vermelhos e trambocitopenia idiopática), lupus i
jj eritematoso sistémico, policondrite, esclercma, granulamajj tose de Wegener, dermatomiosite, hepatite activa crónica, j psoriase misténica grave, síndroma de Steven-Johnson, psij lose idiopática, doença inflamatória dos intestinos auto-imune (incluindo, por exemplo, colite ulcerativa e doença j de Crohn), oftalmopatia endócrina, doença de Grave, sarj! coidose, cirrose biliar primária, diabetes juvenil primájí ria, diabetes juvenil primária (diabetes mellitus do tipo [ I), uveíte (anterior e posterior), fibrose pulmonar intersticial, artrite psoriática, glomerulonefrite (com e sem i síndroma nefrotico, por exemplo, incluindo síndroma nefro'! ~ j tico idiopático ou nefropatia de alteração mínima) e esclerose múltipla.
Em virtude da sua actividade antiparasítica, as ciclosporinas das classes 4 e 6 são também indicadas para utilização no tratamento de infecções por parasitas, por j exemplo, coccidiomicose e, em particular, infecção por pro, tozoários, especialmente malária.
ι Para as utilizações acima citadas, a dose varia dependendo da. ciclosporina escolhida, do modo de administrai ção, do estado particular a ser tratado e da terapia pre!! tendida. Em geral, no entanto, obtêm-se resultados satisI fatórios por administração a uma dosagem diária oral compreendida entre cerca de 1 e cerca de 100, preferivelmente, desde cerca de 5 a 50, mais preferivelmente ainda desde 10 até 20 mgAg cie peso corporal do animal. A dosagem diária
j total está apropriadamente compreendida dentro do intervalo ( desde cerca de 75 até cerca, de 2000, preferivelmente desde
Η , j· cerca de 200 ate cerca de 1000, mais preferivelmente, desde ; cerca de 300 até cerca de 700' miligramas. As formas de dosagem apropriadas para administração por via oral por con(í sequência, compreendem apropriadamente desde cerca de 20 i até cerca de 2000, preferivelmente, desde cerca de 50 até (
cerca de 1000, mais preferivelmente ainda desde cerca de j 75 até 700 miligramas de· ciclosporina misturados com um dii luente ou com um veículo farmacêutico sólido ou líquido, l· convenientemente administradas uma vez ou em dosagens dij vididas por doses menores 2 a 4 vezes por dia.
Como se indicou acima, as doses diárias aproximadas dependem, inter alia, da ciclosporina particular escolhida, por exemplo, tendo em atenção a sua potência relativa de acção. Para ciclosporinas preferidas das classes 4 e 6, os resultados obtidos (valores de ΟΙ^θ expressos em ,ug/ml) numa série de experiências de acordo com os Exemplos ►
i 4 acima descrito, são os seguintes
I
CICLOSPORINA MÉTODO DO EXEMPLO
4.1 4,2 4-3
4.8 0,1 0,16 0,09
5.4 0,03 <0, 008 <0,008
6.15 0,057 <0,008 < 0,008
I’
A ciclosporina preferida para utilização nas indicações antiparasíticas é a ciclosporina 4.7. Um valor de DEj^q obtido para esta ciclosporina no método do Exemplo 6, é igual a cerca de 15,0 mg/kg.
De acordo com 0 que se refere anteriormente, a pre-
-'ί sente invenção também proporciona:
' I ;i 7. uma composição farmacêutica compreendendo uma ciclos! porina da classe 4 ou 6, como se definiu anteriormenI!
i[ te na presente memória descritiva em conjunto com um !l diluente ou um veículo farmaceuticamente aceitável;
; 3. um método para provocar a imunossupressão para o tratamento de doenças ou de condições inflamatórias ou para o tratamento de infecções parasíticas num paciente que necessita esse tratamento, e compreende administrar-se ao referido paciente uma quantidade eficaz | de uma ciclosporina das classes 4 ou 6 como se defiI niu anteriormente na presente memória descritiva;
i assim como
I
I i 9. uma ciclosporina das classes 4 ou 6 para uso como um íj ί: produto farmacêutico como agente imunossupressor, como p agente anti-inflamatório ou antiparasítico.
í
J Os usos imunossupressores, anti-inflamatórios e ί
í antiparasíticos particulares, para os quais as ciclosporinas j das classes 4 e 6 são indicados, incluem todos os mencionaí dos anteriormente na presente memória descritiva, incluindo, por exemplo, qualquer das formas particulares de transplante i de órgãos, doenças inflamatórias, doenças auto-imunes ou ! infecções parasíticas das listas acima indicadas.

Claims (5)

1®. — Processo para a preparação de composições ί farmacêuticas contendo ciclosporinas, caracterizado pelo i facto de se misturar pelo menos uma ciclosporina íl i) de fórmula II íi rA-B-X-Meleu-Y-MeLeu-Ala- (D) Ala-Me Deu-Me Leu-Me Yalq _ em que
A é -3’-0-acetil-MeBmtB é -%Àbu-, -Thr-, -Vai- ou -Nva-; e
quando B z e -ocAbu-, X z e -(D)Ala- e Y é -Vai-; quando B z e -Thr- ou -Vai-, X é -Sar- e Y é -Vai-; ou quando B z e -Nva-, X z e -Sar- e Y é -Vai-, ou em que X z e -(D)Ala- e Y é -Vai-, ou
|| A é -3’-Ο-acetil-dihidro-MeBmt- ou -cis-MeBmt, I B é -\Abu-, X é -Sar- e Y é -Vai-; ou ii) de fórmula II' rA-B-X-MeLeu-Y-MeLeu-Ala-W-Meleu-MeVal-i (II) (II') em que |í A é um resíduo -3’-0-acil-MeBmt- ou um resíduo -3’-0-acil!! -dihidro-MeBmt-, j B é -oA-bu-, -Thr-, -Vai-, -Nva- ou o resíduo de /r-O-acil·: -Q(-aminoácido,
X é -Sar- ou o resíduo de um resíduo de <X-aminoácido c(-Nj -metilado opticamente activo tendo a configuração (D), i
Y é -Vai- ou, adicionalmente, quando B é -Nva-, -Nva-, e ; V é o resíduo de um 3-hidróxi- ou ;o-0-acil-ç(-aminoácido tendo a configuração (D); ou ΐ iii) em que o resíduo na posição 1 é um resíduo -8'-C^-Cgí -alcóxi-cis-MeBmt ou -dihidrc-ffieBmt- ou -3’-0-acil-8’-C-j_~Cg-alcoxi-cis-MeBmt- ou -dihidro-IíeBmt-; um resíduo -3’-0-acil-cis-MeBmt-; um resíduo -7’-desmetil-7’-hidrocarbil-ffieBmt ou -cis-MeBmt- ou —30— !
-acil-7’-desmetil-7,-hidrocarbil-ffieBmt ou cis-ffieBmtem que a parte hidrocarbilo compreende pelo menos [ dois átomos de carbono; ou um resíduo -7’-desmetill· -7'-hidrocarbil-dihidro-MeBmt- ou -3’-0-acetil-7’! -desmetil-7'-hidrocarbil-dihidro-MeBmt- em que a parte hidrocarbilo compreende pelo menos dois átomos de carj bono e em que qualquer gi-upo alifático ou parte como tal ou compreendendo a referida parte hidrocarbilo é saturada; ou iv) em que o átomo de carbono 3’ do resíduo na posição 1 é oxo, C^-C^-alcoxiimino, azidoalquilcarboniloxi ou alcoxicarboniloxi substituído, ou em que o átomo de β-carbono do resíduo na posição 2 é β-οχο substituído ou é um resíduo de (L)-isoleucilo,. ou j v) da fórmula XI
I
I ’ I
-A-B-Sar-MeLeu-Val-MeLeu-Ala- (D) Ala-Me Leu-MeLeu-Z (XI) jí A é -dihidro-MeBmt-, B é -Thr- e Z é -Vai-, ou 1 A é -Meleu-, B é -XAbu- e Z é -Vai-; ou
I vi) di-éster de ácido dicarboxílico de uma ciclosporina tendo um resíduo de β>-hidroxi-(l)-c(-aminoácido na posição 2, con as substâncias veiculares e/ou auxiliares farmaceuticamente aceitáveis, de preferência numa proporção de cerca de 25 partes em peso de substância activa pera cerca de 437 partes em peso de substâncias veiculares e/ou auxiliares.
2^. - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de o resíduo na posição 1, ser um resíduo de fórmula XXI
R.
'a
X-CH-C0(XXI) (S) em que
R& e -x’-y’-Rc em que
-x’-y’- é cis -CH=CH- ou -CH2-CH2- e RQ é C2-Cg-alcoxi-metilo ou ií
I v-t '
-x’-y'- e cis ou trans -CH=CH- ou -CHO-CHO- e R é hidrocarbilo tendo pelo menos dois átomos de carbono, pelo que quando -x’-y'- é -CI-ij-CHj” qualquer grupo alifático ou agrupamento R' ou compreendendo R é saturado e
R^ é hidrogénio ou acilo.
3?. - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de o resíduo na posição 1 ser -3’-desoxi-3’-οχο-KeBmt-, um resíduo -3'-desoxi-3'-(C^-C^-alcoxi-imino)-MeBmt-, um resíduo -3 f-0-(C^-C^-azidoalquilo)--carbonil-MeBmt- ou um resíduo -dihidro-MeBmt- ou um resíduo -3’-0-(C^-C^-alcoxi)-carbonil-MeBmt- ou um resíduo -dihidro-MeBmt- ou em que o resíduo na posição 2 é -o(-metilceto-Glyou -Ile-.
4-. - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de a ciclosporina ser seleccionada do grupo que consiste em:
1 2
1.2 /3 '-0-acetil-MeBmt_7 -/Val7 -ciclosporina;
1 2
1.3 /3'-O-acetil-MeBmt/ -/Thr7 -ciclosporina;
1.5 /3 '-0-acetil-MeBmt7 -/Nva7 -/Nva7 -ciclosporina;
1.6 /3,-0-acetil-MeBmt71-/TD)Ala7^-ciclosporina;
1.7 /3'-0 -acetil-MeBmtyl-glíva7^-/7D) Ala7^-ciclosporina;
1.10 /3 ’ -O-acetil-dihidro-MeBmtT^-ciclosporina;
1.11 /3’-O-metoxicarbonil-MeBmt/l-ciclosporina;
1.12 /3 ,-0-(4-azidobutanoil)-MeBmt7'’-ciclosporina;
1.15 /3’-0-acetil-MeBmt7 -/Õ-acetil-(D)Ser7 -ciclosporina;
1.16 /3’-Ο-acetil-S’-metoxi-cis-MeBmt7^-ciclosporina;
1.17 /3 '-0-acetil-3’-t. butoxi-cis-MeBmt7^-ciclosporina;
- 97 ' Ί / — ί 1.13 /3 ,-0-acetil-8’-metóxi-cis-IOeBmt7 -/Õ-acetil-Thr7 ; -ciclosporina;
’! , ί
J 1.19 /3 -0-acetil-8'-t. butoxi-cis-MeBmt7 -/Õ-acetil-Thr72-ciclosporina;
;j 1 2 ii 1.20 /T’-0-acetil-8’-metoxi-cis-Ee3nit7 -/Val7 -ciclospo! rina;
1 2
1.21 23’ -0-acetil-S’-metoxi-cis-MeBmt7 -/Nva7 -ciclospoj rina;
1. 22 23’-O -acetil-7’ -desmetil-7 ’ -fenil-l’eBmt71_ciclosporina;
1.23 /3'-O-acetil-cis-MeBmt/^-ciclosporina;
1.24 /3’-0-acetil-7'-desmetil-7,-vinil-cis-MeBmt71-ciclosj porina;
! 1.25 /3’-0 -acetil-7’-desmetil-7'-vinil-cis-MeBmt/1-/Õ-acetil-Thry^-ciclosporina;
í 1.26 /3’-O-acetil-7’-desn!etil-7’-i. pentil-cis-LíeBmty^-ci/ closporina;
' 1.27 23’-O -acetil-71 -desmetil-71 -f enil-cis-T.íeBmt/^-ciclosporina;
1.28 /3'-O-acetil-7’-desmetil-7’-n.propil-cis-I&Bmt/1í -ciclosporina;
1. 29 /3'-0-acetil-7’-desmetil-7'-(/p-aliZO-cis-MeBmt/1-ciclosporina;
1.30 /3 ,-O-acetil-7’-desmetil-7'-fenil-L:eBmt71-27al72-ciclosporina;
; 1.31 /3'-O-acetil-7'-desmetil-7’-f enil-cis-IfeBmty1-/^21!/-| -ciclosporina;
1 2
1.32 /3'-O-acetil-Y^desmetil-Y^vinil-cis-MeBmty -/Val7 -ciclosporina;
j 1.33 /3 1-O-acetil-7'-desne til-7'-vinil-cis-I'e3mt7^-/Nvay^-ciclosporina;
1.34 /V-O-acetil^^desmetil^^^-brono-n. propil)-cis;! 1 ,1 -MeBmt/ -ciclosporina;
í 1.36 di-éster do ácido 1,2-etanodicarboxilico-_/Õ-treonil7“1 -ciclosporina;
jl
1.37 /3 ’-desoxi-3'-cxo-MeBmt/^-ciclosporina;
Ί O
8 1.33 /3’-desoxi-3’-oxo-MeBmt7 -/Val7 -ciclosporina;
! 1 2 ] 1.39 /3’ -desoxi-3'-oxo-MeBmt7 -/Uva/ -ciclosporina;
1.40 /7-metilceto-G1^7^-ciclosporina;
1 2
1.41 _/dihidro-MeBmt7 -/ã-metilceto-Gl£7 -ciclosporina;
2.1 /3' -desoxi-3’-metoxi-imino-MeBmt/^-ciclosporina;
o í 2.2 /lle.7 -ciclosporina;
1 1 2
3.6 2N-desmetil-dihidro-KeBmt7 -_/Thr7 -ciclosporina; ί 3.8 2dihidro-MeBmt7^-/Thr7^-2Val7^^-ciclosporina;
3.10 ^eIeii71-ciclosPorina;
4.1 25' -metoxi-cis-MeBmt/l-ciclosporina;
4.2 /S'-t -butoxi-cis-MeBmt7^-ciclosporina;
1 2 ; 4.3 /5'-metoxi-cis-MeBmt7 -/Thr/ -ciclosporina;
Ί 2
4.4 /8'-t butoxi-cis-MeBmt7 -_/Thr7 -ciclosporina.
1 2
4.5 /3’-metoxi-cis-MeBmt7“-/Val7 -ciclosporina;
4.6 /8*-metoxi-cis-KeBmt7 -/Êva/ -ciclosporina;
4.7 /8’-metoxi-di-hidro-UeBmt/^-ciclosporina;
T 2
4.8 /8’ -metoxi-dihidro-MeBmt7 -/Tbr7 -ciclosporina;
1 2
4.9 /8’ -metoxi-dibidro-MeBmt7 -/Val7 -ciclosporina;
1 2
4.10 /8'-metoxi-dihidro-MeBmty -/Nva7 -ciclosporina;
_ 00 j 6.1 'ί ii 6.2 ;i u 6.3 ί; 6.4 í, i’ 6.5 ί
i
6.6
6.7
6.8
6.9
6.10 i 6.11
6.12 í
i ! 6.13
6.14
6.15
6.16 i;
6.17 !
I
6.18
6.19
-f eni l-MeBmty1-cic los por ina;
-fenil-cis-MeBmty1-ciclosporina; -vinil-cis-MeBmty^-cicicsporina:
-vini1-cis-MeBmt7 -2íhr7 -ciclosporina; -(3-metil-n.butil)-cis-MeBmt71-ciclos27 '-desmetil-7’
27'-desmetil-7’
27' -desmetil-7' /7’ -desmetil-7’ /7’ -desmetil-7’ porina;
/7’ -desmetil-7 * /7’ -desmetil-7’ /7’ -desmetil-7 ’
27'-desmetil-7’ /7’ -desmetil-7 /7'-desmetil-7'
27’-desmetil-7’ porina;
/7’ -desmetil-7’ /7’ -desmetil-71
27’-desmetil-7' porina;
27’-desmetil-7' -ciclosporina; 27’-desmetil-7'
27 ’ - desmetil-7’ porina;
/7’ -desmetil-7’ porina;
27’-desmetil-7’ porina;
-n. propil. cis-MeBmjT^-ciclosporina;
-(P'-alil)-cis-MeBmt.71-ciclosporina;
T 2
-fenil-MeBmt7 -2Val7 -ciclosporina;
Ί o
-fenil-cis-MeBmt7 -2Ϋ&1.7 - ciclosporina; 1 2 vinil-cis-MeBmt7 ~27al7 -ciclosporina; 1 2
-vinil-cis-MeBmt7 -/7Tva7 -ciclosporina; -(3-bromo-n.propil)-cis-MeBmt71-ciclos-fenil-dihidro-MeBmty^-ciclosporina.
-n.propil-dihidro-MeBmty^-ciclosporina; -etil-dihidro-MeBmt7 ~2bhr7^-ciclos-(3-metil-n.butil)-dihidro-MeBmt7 —i.propil-dihidro-MeBmjT^-ciclosporina; -etil-dihidro-MeBmjT^-ZTal/^-ciclos1 2
-etil-dihidro-MeBmt7 -/Tva? -ciclos-fenil-dihidro-MeBmt71-27al72-cics-
100
6.21 /7’-desmetil-7'-etil-dihidro-MeBmt/^-ciclosporina; e /cis-MeBm171-cic1 osporina.
i 5-. - Processo para a preparação de uma ciclospori! na, caracterizado pelo facto de se obter uma ciclosporina
I
i) em que 0 átomo de carbono 3' do resíduo na posição 1 ou 0 átomo de β-carbono do resíduo na posição 2 é
0-acilo ou oxo substituído, ou ι ii) em que 0 átomo de carbono 3' do resíduo na posição 1 é Cj-C^-alcoxiimino substituído, em que 0 resíduo na posição 2 é um resíduo (l)-isoleucilo ou o resíduo na posição 11 é um resíduo N-metil-(L)-alanilo, N-metil-(L)-isoleucilo ou N-metil-(l)-aloisoleucilo; ou iii) da fórmula XI tal como se definiu na reivindicação 1, em que Z é -Vai- ou -MeVai-;
quando Z é -Vai-,
A é -MeBmt- ou -dihidro-MeBmt-; ou ! quando S é -MeVaiI
A é -3‘-desoxi-MeBmt-, -3’-desoxi-dihidro-MeBmt-, : -N-desmetil-MeBmt-, -N-desmetil-dihidro-MeBmt-,
-3'-desoxi-4'-desmetil-dihidro-MeBmt- ou -MeLeu-;
i e
quando Z é -Vai-,
B é -tfAbu- ou -Thr-;
quando Z é -MeVal- e
A é -3'-desoxi-MeBmt-, -3'-desoxi-dihidro-MeBmt-,
-3‘-desoxi-4‘-desmetil-dihidro-MeBmt- ou -Meleu-,
B ó -oíAbu-; ou df
V
101 quando Z e -IleYal- e
A e -N-desmetil-MeBmt- ou -N-desmetil-dihidro-MeBmt-, B é -Thr-, ( para ser usada como produto farmacêutico, em especial, para ΐ ser usada para o melhoramento ou no aumento da eficácia de, j ou no aumento da sensibilidade a outra terapia quimioterai pêutica com drogas, ou para ser usada na redução da taxa de ( dosagem quimicoterapêutica efectiva para uma segunda subsí, tância quimicoterapêutica de medicamento, ou para ser usada como adjuvante no tratamento de estados mórbidos caracteriI zados pela resistência a uma segunda substância quimioterai pêutica de medicamento, ou para ser usada no aumento ou melhoramento do tratamento quimicoterapêutico de estados mórbidos que exibem ou se caracterizam por uma resistência ao r
referido tratamento, ou ji para ser usada na invenção ou redução da resistência ao ί tratamento quimicoterapêutico, ou par ser usada no restabelecimento da sensibilidade ao tra; tamento quimicoterapêutico, ou para ser usado como adjuvante j para outra terapia quimicoterapêutica com droga.
- Processo de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo facto de a ciclosporina ser definida de acordo com as alíneas (ii), (iv), (v) ou (vi) da reivindicação 1, ou (iii) em cue o resíduo na posição 1 é um 3'-0-acilo substituído.
7?. - Processo para a preparação de uma ciclosporina de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo facto de a ciclosporina ser seleccionada do grupo que ccnsiste em:
1.1 /3'-O-acetil-MeBmtyl-ciclosporina;
Ί 2
1.4 /3’-0 -acetil-MeBmt/ -/Nva7 -ciclosporina;
102
I 1.8 /3’-0-acetil-Me3mt71-/rD)MeVal711-ciclosporina;
1.9 /3'-0-acetil-MeBmt71-/Vral711-ciclosporina, : 1.13 /3 '-0-acetil-MeBm_t71-/Õ-acetil-Phr72-ciclospcrina;
ii 1.14 /3 1-0-acetil-N-desmetil-MeBmt_71-/Õ-acetil-Thr72I: -ciclosporina;
H p ίί 1-35 /Õ-acetil-Thr7 -ciclosporina;
I 2.3 /UeAla/^-ciclosporina;
1 i ): τι
2.4 /Melle/ -ciclosporina;
; 2.5 /Meallolley^-ciclosporina;
2.6 /MeLeu711-ciclosporina;
! Τ Ί j 3.1 _/Val7 -ciclosporina;
Η η η η ! 3.2 2dihidro-Me3mt7 -/Val7x -ciclosporina;
3.3 /3 ’-desoxi-MeBmt71'-ciclosporina;
Η 3·4 /3 '-desoxi-dihidro-MeBmtpL-ciclosporina;
i 1 c
3-5 /N-desmetil-ΜεBmV/ -/Thry^-ciclosporina;
ί 2 11 : 3· 7 _/Thr7 -/Val7 -ciclosporina, : 3.9 /3' -desoxi-4’-desmetil-dihidro-MeBmty^-ciclosporina, j e ciclosporinas individuais 1.2 a 1.41, 2.1 e 2.2 e 3-6 a
3.10 da reivindicação 4.
I
8?. - Processo para a preparação duma composição I farmacêutica, caracterizado pelo facto de se misturar uma ; ciclosporina de acordo com qualquer das reivindicações 5 a
7, com um diluente ou um veículo farmaceuticamente aceitável.
I
9-. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de na ciclosporina o resíduo na po-
- 103 sição 1 ser cis-MeBmt-; um resíduo -3'-C^-C3-alcoxi-cis-MeBmt- ou um resíduo -dihidro-MeBmt-; um resíduo -7'-des' metil-7’-hidrocarbil-MeBmt- ou um resíduo -cis-MeBmt- em que a parte hidrocarbilo compreende pelo menos dois átomos ! de carbono; um resíduo -7'-desmetil-7'-hidrocarbil-dihidroj jí -MeBmt- em que a parte hidrocarbilo compreende pelo menos I dois átomos de carbono e em que qualquer grupo alifático
I ou a parte como tal ou compreende a referida parte hidrocarbilo é saturada; para o uso como agente imunossupressores para o uso como agentes anti-inflamatório ou como agente anti-parasitário.
10?. - Processo de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo facto de a ciclosporina ser seleccionada do grupo que consiste nas ciclosporinas 4.1 a 4.10 e 6.1 a
6.21 da reivindicação 4 e /cis-MeBmt7^-ciclosporina.
11?. - Processo para a preparação de uma ciclosporina, caracterizado pelo facto de o resíduo na posição 1 ι ser -5’-des-(l-propenil)-5'-formil-MeBmt- na forma livre ! ou 3’-0-protegida.
12?. - Processo de acordo com a reivindicação 11, j caracterizado pelo facto de a ciclosporina ser seleccionada do grupo que consiste em
I
5.1 /3'-0-acetil-5’-des-(l-propenil)-5’-formil-MeBmty1-ciclosporina;
5.2 /3 '-0-acetil-5’-des-(l-propenil)-5'-formil-MeBmt742
-_/Õ-acetil-Thr7 -ciclosporina;
104 5.3 /3'-0-acetil-51-des-(l-propenil)-5’-f ormil-i:eBnrt7 ?
-/Val7 -ciclosporina;
/3 ’-0-acetil-5 '-des-(l-propenil)-5 '-formil-MeBmt7'L-/Nva/^-ciclosporina.
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