BRPI0712422A2 - meios para controle da progressão da miopia. - Google Patents
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Abstract
MEIO PARA CONTROLE DA PROGRESSãO DA MIOPIA. A presente invenção refere-se a uma lente de contato (10) a ser usada no controle ou no adiamento da progressão da miopia em um olho que possui uma zona óptica central (20) que se aproxima do diâmetro normal da pupila do olho (22) que fornece ao usuário uma visão central nítida para longe. Uma zona óptica periférica anular 24, que está substancialmente além do diâmetro da pupila, é formada em torno da zona óptica central (20) com maior poder refrativo do que aquela da zona central (22), de modo que os raios oblíquos que penetram na zona óptica periférica (24) serão conduzidos ao foco em um plano focal que está substancialmente sobre ou antes da região periférica da retina. De preferência, a superfície posterior (16) das lentes é conformada para se adaptar à córnea do olho, e a superfície frontal (18) das lentes é conformada para fornecer - junto com a superfície posterior (16) - as propriedades ópticas desejadas das zonas ópticas central e periférica. A superfície frontal (18) também é preferencialmente delineada para criar uma transição suave (30) entre a junção da zona óptica central (20) e da zona óptica periférica (24), com ou sem propriedades ópticas desenhadas, tais como o poder progressivo.
Description
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "MEIOS PARA CONTROLE DA PROGRESSÃO DA MIOPIA".
REFERÊNCIA CRUZADA
O presente pedido reivindica prioridade sobre o pedido de paten- te provisória co-pendente, cedida à mesma cessionária do presente, n2 AU 2006903112 depositado em 8 de junho de 2006, cujo teor é integralmente incorporado ao presente por meio de citação.
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção refere-se aos meios, inclusive métodos e lentes de contato, adequados ao uso no controle e na redução da progres- são da miopia, particularmente, muito embora não somente, em pessoas jovens.
Mais particularmente, a presente invenção considera o uso de lentes de contato de zonas múltiplas, não multifocais no tratamento da mio- pia. Representa um avanço inédito e não aparente sobre a patente detida em conjunto US nQ 7.025.460 por Smith et al. (doravante denominado "Smi- th").
É evidente que uma lente de contato de zona múltipla é aquela onde diferentes porções das áreas das lentes possuem funções ou proprie- dades ópticas diferentes, mais usualmente, poderes refrativos diferentes ou funções corretivas de aberrações. As lentes de contato multifocais são uma subclasse das lentes de contato de zonas múltiplas caracterizadas pelo fato de que a porção central das lentes, que a grosso modo correspondem ao diâmetro da pupila normal, possui ao menos duas zonas de poderes refrati- vos diferentes. Usualmente se destina a fornecer ao usuário, simultanea- mente, a visão para perto e a visão para longe e, possivelmente, dotada de uma zona de transição que fornece um poder de transição entre os poderes de visão para perto e para longe. Portanto, uma lente de zona múltipla, não multifocal é aquela onde a porção central das lentes não inclui zonas múlti- pias que fornecem focos múltiplos na retina central.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
A miopia ou a limitação da visão para longe é um problema ocu- lar em que objetos a certa distância são focalizados na frente da retina, cau- sando visão embaçada; ou seja, o poder do foco ocular é excessivo. A mio- pia normalmente é corrigida com o uso de lentes oftalmológicas de poder negativo suficiente para trazer objetos distantes de volta ao foco na retina central, ao mesmo tempo em que permite que os objetos próximos sejam focalizados na região central da retina pela acomodação das lentes do olho. A miopia comumente é uma disfunção progressiva associada ao alongamen- to gradual ocular, de modo a exigir lentes com poderes negativos crescentes ao longo do tempo. Uma série de patologias indesejáveis é associada à pro- gressão da miopia.
Atualmente, é de aceitação geral que o alongamento ocular de um animal em crescimento seja normalmente controlado por meio de um mecanismo de retroalimentação, o qual permite aos raios luminosos axiais que penetram no olho serem focalizados sobre a região central da retina. Supõe-se que, com a emetropia, este mecanismo funcione bem, porém, na miopia, o alongamento é excessivo, enquanto na hipermetropia, é insuficien- te para permitir o foco adequado dos raios axiais. Até o recente trabalho de Smith e outros (discutido em parte na patente anteriormente citada US ng 7.025.460 e incorporada ao presente por meio de citação, como se fosse parte integrante do presente pedido), foi comumente aceito que o estímulo que controla o mecanismo de retroalimentação relaciona-se com as caracte- rísticas da imagem central formada no olho. Smith demonstrou agora, de maneira convincente, que o estímulo tem pouca relação com a qualidade da imagem central, porém relaciona-se com a curvatura do campo ou da refra- ção periférica; ou seja, a qualidade da imagem periférica. Mais particular- mente, Smith demonstrou que é criado um estímulo para o comprimento de olho aumentado quando o plano focai periférico repousa atrás (é posterior à) da retina, e que esta condição pode persistir apesar do crescimento excessi- vo e contínuo do olho do ponto de vista da visão central perfeita. Smith, por- tanto, propôs o uso de lentes oculares corretivas para miopia que transferem o plano focai na frente (anterior à) da retina periférica. No entanto, as lentes, em especial as lentes de contato, sugeridas por Smith eram difíceis de proje- tar e de fabricar, e podem apresentar uma distorção visual notável na visão periférica.
Antes dos ensinamentos de Smith, uma variedade de lentes de contato multifocais haviam sido propostas com base na presunção comum de que aspectos da imagem central do olho fornecem estímulo para o cres- cimento anormal do olho na miopia. Muito embora a técnica anterior não seja de relevância direta para a presente invenção, aqueles itens considerados de interesse máximo são analisados abaixo.
A patente US ns 6.752.499 para Aller ensina a prescrição de Ien- tes de contato bifocais disponíveis comercialmente para pacientes jovens míopes que também exibem esoforia de ponto próximo na esperança de controlar a progressão da miopia. As lentes preferidas foram aquelas com zonas concêntricas distantes e próximas dentro do diâmetro normal da pupi- la do paciente. As ditas lentes de contato bifocais foram projetadas e prescri- tas para a correção de presbiopia em olhos de pessoas de idade mais avan- çada. No entanto, Aller propôs que fossem prescritos para pacientes míopes selecionados de modo a proporcionar poder refrativo adicional (desfocaliza- ção míope) para perto e para longe. Obviamente estas lentes possuem a desvantagem inerente de que ao menos uma imagem axial desfocalizada está presente na retina central a todo momento, degradando a qualidade da imagem tanto para a contemplação para longe como para perto. Mais ainda, quando o usuário está observando um objeto próximo e o olho está fazendo uso da zona para perto das lentes, a zona para longe não cria apenas uma imagem desfocalizada e indesejada do objeto, mas, de modo mais significa- tivo, parte desta imagem desfocalizada provavelmente deve estar presente em posição posterior à região periférica da retina e, de acordo com os ensi- namentos de Smith, para fornecer através da mesma um estímulo para a progressão da miopia.
A patente US nQ 6.045.578 para Collins et al. (Collins) ensina que a adição da aberração esférica positiva na retina central na esperança de fornecer um estímulo que reduzirá ou controlará a progressão da miopia, com base no fato de que alguma aberração esférica positiva é normalmente encontrada no olho adulto emetrópico. Este princípio é aplicado a uma vari- edade de lentes oculares que incluem lentes de contato. Entretanto, a intro- dução deliberada de aberração esférica na imagem central degrada essa acuidade visual e da imagem. Collins não se preocupa com a natureza da imagem na região periférica da retina onde, segundo ensinado por Smith, é fornecido o estímulo essencial para o crescimento do olho. Resultados expe- rimentais significativos usando as lentes do tipo Collins dotadas de aberra- ção esférica na imagem central para o controle da progressão da miopia não foram reportadas ao conhecimento da requerente.
O pedido de patente internacional ne W0200604440A2 por Phi- lips et al. (Phillips) revelam que o uso de lentes de contato bifocais em que existe (i) uma área corretiva da visão para corrigir a visão central míope de um usuário e (ii) uma área de desfocalização míope que simultaneamente exibe uma desfocalização míope na visão central do usuário tanto na con- templação para perto quanto para longe. Já que (como é peculiar às lentes multifocais) ambas as áreas das lentes recaem dentro do diâmetro normal da pupila do paciente, o mesmo problema básico de degradação da imagem central também se apresenta aqui. Problemas semelhantes estão evidentes com os ensinamentos do pedido de patente US nQ 2006/0082729 por To, que revela o uso de lentes de contato multifocais Fresnel que fornecem des- focalização míope na visão central, porém foram exacerbadas pelo fato de que as lentes Fresnel degradam a qualidade da imagem em relação às len- tes refrativas.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
A presente invenção fornece lentes de contato de zonas múlti- plas para inibição da progressão da miopia em um olho, um método para formação das ditas lentes, e um método de inibição da progressão da miopia em um olho pelo uso das ditas lentes. A lente basicamente possui uma zona óptica central que aproxima em tamanho o diâmetro da pupila normal do o- lho, e que possui um poder refrativo selecionado ou adaptado para propor- cionar ao olho uma visão nítida para longe, e uma zona óptica periférica que substancialmente recai além do diâmetro normal da pupila do olho e que possui um poder refrativo suficiente para focar raios periféricos oblíquos que penetram no olho do paciente através da zona periférica para o plano focai localizado sobre ou na frente da região periférica da retina. Enquanto o dito foco periférico fornece o estímulo para a redução do alongamento do olho, de acordo com os ensinamentos de Smith, as lentes de duas zonas deste tipo - especialmente onde a zona periférica é anular e circunda a zona cen- tral - são fabricadas de forma mais econômica e rápida do que as lentes re- veladas na patente de Smith, e podem potencialmente introduzir menos a- berrações, tais como distorção da imagem periférica.
Uma vez que os raios axiais provenientes dos objetos para perto e para longe essencialmente atravessam apenas a zona central de poder único das lentes, e não através de mais de uma zona focai, assim como len- tes de contato bifocais convencionais, dada a acomodação normal para a contemplação para perto, tanto as imagens para perto quanto as para longe serão nítidas. As lentes de contato multifocais da invenção não são, portan- to, lentes de contato bifocais onde as duas zonas focais estão assentadas sobre a pupila, de modo que ambas cruzam os raios axiais provenientes de cada objeto, próximo ou distante. Conforme a observação acima, as ditas lentes bifocais são sugeridas pela técnica anterior para o tratamento da mio- pia.
Como a miopia progressiva aflige crianças e adultos jovens, o diâmetro da zona óptica central usualmente será superior a cerca de 3 mm e não mais de 1 mm inferior ao diâmetro normal da pupila do olho. Em decor- rência da existência do que é conhecido pelos cientistas da visão como efei- to Stiles-Crawford, os raios de luz que passam próximos à borda (também denominados "raios marginais") da pupila do olho em seu percurso através da retina, possuem menor significância visual do que aqueles raios que tra- fegam mais próximos ao centro da pupila. Assim, a zona óptica central não necessita precisamente ser maior do que o diâmetro normal da pupila do olho.
Por outro lado, é preferível que o diâmetro máximo da zona cen- tral não seja mais do que 1 mm superior ao diâmetro da pupila normal. Quando for empregada uma zona óptica periférica anular, o diâmetro interno preferencialmente se aproxima do diâmetro externo da zona central e o diâ- metro externo normalmente será inferior a 8 mm. O diâmetro total da lente de contato tipicamente reside entre 13 e 15 mm, sendo que a área adicional é formada pelo anel em forma de saia ou porção portadora que serve para auxiliar na localização e na retenção da posição da lente no olho.
Assim como é habitual nas lentes de contato, a superfície poste- rior é conformada de modo a se adaptar ao formato da córnea do paciente, e a superfície frontal é delineada para criar - junto com o formato da superfície posterior - as zonas ópticas desejadas com seus respectivos poderes refrati- vos. Entretanto, com as lentes de contato aqui contempladas, a diferença no poder refrativo entre a zona central e a zona óptica periférica pode ser de até 8 dioptrias, e a descontinuidade do formato da superfície da lente frontal na junção das zonas central e periférica pode ser significativa. De modo corres- pondente, possivelmente é desejável conformar a parte frontal das lentes nesta junção para formar uma zona de transição que suaviza a transição entre os formatos das diferentes zonas e/ou que fornece uma elevação pro- gressiva do poder refrativo em uma banda estreita entre as zonas. O propó- sito da zona de transição, entretanto, é suavizar a superfície externa das lentes e reduzir as distorções e os artefatos ópticos que podem ser apresen- tados por uma mudança repentina no poder refrativo ao longo de uma curta distância. Simplesmente misturar ou filetar as curvas em geral é suficiente, mesmo quando pode fornecer um anel estreito dotado de poderes refrativos indeterminados.
Apesar de que o ideal seria que as lentes da invenção fossem fabricadas de forma personalizada para cada olho, em geral será mais práti- co e econômico que as lentes sejam produzidas em série com base nas es- timativas da variação do tamanho normal da pupila (e no formato do olho) na população de interesse. Na prática, então, pode ser necessário certa tole- rância na correspondência entre o tamanho normal da pupila para um dado paciente e o tamanho da zona central das lentes.
Mais especificamente, as modalidades da presente invenção são direcionadas a lentes de contato que compreendem uma zona óptica central dotada de um tamanho substancialmente próximo ao diâmetro normal da pupila de um olho, quando as lentes são usadas por um usuário no dito olho, sendo que a dita zona óptica central é dotada de um poder refrativo da zona central adaptado para proporcionar ao usuário uma visão nítida para longe na região central da retina do olho, e uma zona óptica periférica disposta radialmente além da dita zona central, sendo que a dita zona óptica periféri- ca repousa substancialmente além do diâmetro normal da pupila do olho, quando a lente é usada pelo usuário, sendo que a dita zona óptica periférica possui um poder refrativo da zona óptica periférica que é maior do que a dito poder refrativo da zona óptica periférica em quantidade suficiente para focar raios deslocados do eixo geométrico que penetram no olho através da dita zona óptica periférica, quando a lente é usada em pontos sobre ou anterio- res à região periférica da retina localizados em torno da dita região central da retina.
De acordo com modalidades adicionais da presente invenção, as lentes de contato da presente invenção possuem uma zona óptica central e uma zona óptica periférica que possuem superfícies frontais e contíguas com diferentes curvaturas, e uma zona de transição formada entre as ditas superfícies frontais contíguas, sendo que a dita zona de transição é confor- mada para mesclar as ditas superfícies frontais com diferentes curvaturas da dita zona óptica central e da dita zona óptica periférica. A zona de transição, preferencialmente, fornece ainda uma gradação do poder refrativo entre o poder refrativo da zona óptica central e o poder refrativo da zona óptica peri- férica.
Ainda mais além, de acordo com as modalidades da presente invenção, a presente invenção é direcionada a uma lente de contato a ser usada na redução da progressão da miopia em um olho de usuário, que compreende um material transparente dotado de superfícies frontais e poste- riores, em que a superfície posterior fornece uma curva base adaptada para se ajustar ao olho; e em que a superfície frontal compreende; uma zona óp- tica central curva de modo que, com a curva base, a dita zona óptica central produz um poder refrativo da zona óptica central adaptado para fornecer ao usuário uma visão nítida para longe na região central da retina ocular, sendo que a zona óptica central tem um formato substancialmente circular e de cerca de 3 mm de diâmetro, porém não mais do que 1 mm inferior ao diâme- tro da pupila ocular; e uma zona óptica periférica anular que circunda a dita zona central e curva, de modo que, junto com a curva base, a dita zona peri- férica é adaptada para produzir um poder refrativo da zona óptica periférica, quando as lentes são usadas, que é superior ao dito poder refrativo da zona óptica central em valor superior a 1 dioptria, e suficiente para focar raios des- locados do eixo geométrico que penetram no olho através da dita zona peri- férica no plano focai que está substancialmente sobre, ou anterior, à retina na zona periférica da retina localizada em torno da dita região central.
Ainda mais além, as modalidades da presente invenção são di- recionadas a um método de formação de lentes de contato para reduzir a progressão da miopia em um olho de usuário, que compreende formar sobre um material transparente uma superfície posterior que compreende uma curva base que é adaptada para se ajustar a um olho de um usuário de len- tes; e formar sobre o material transparente, uma superfície frontal afastada da dita superfície posterior. A superfície frontal compreende uma zona óptica central, as dimensões da dita zona óptica central são selecionadas de modo que a dimensão mínima da dita zona óptica central se aproxima substanci- almente do diâmetro normal da pupila ocular, e que é curva de sorte que, junto com a curva base, a dita zona óptica central gera um poder refrativo da zona central que fornece ao usuário uma visão nítida para longe na região central da retina ocular, e uma zona óptica periférica que circunda a dita zo- na óptica central e repousa substancialmente além do diâmetro normal da pupila ocular, sendo que a dita zona óptica periférica é curva de modo que, junto com a curva base, a dita zona óptica periférica gera um poder refrativo da zona óptica periférica que é superior ao dito poder refrativo da zona ópti- ca central em valor suficiente para focar os raios periféricos que penetram no olho através da zona óptica periférica no plano focai que repousa no ou an- terior à região periférica da retina ocular, quando a lente é usada no olho. Mais ainda, as modalidades da presente invenção são direcio- nadas aos métodos de inibição da progressão da miopia ocular, sendo que o método compreende as etapas do fornecimento de lentes de contato com múltiplas zonas para o olho, as quais possuem uma zona óptica central do- tada de um poder refrativo da zona óptica central, e uma zona óptica perifé- rica dotado de um poder refrativo da zona óptica periférica disposta radial- mente a partir da dita zona óptica central, selecionando o dito poder refrativo da zona central para fornecer uma visão central nítida ao olho, e selecionar um poder refrativo da zona óptica periférica que é maior do que o poder re- frativo da zona óptica central, sendo que o poder refrativo da zona óptica periférica é selecionado de modo a garantir que os raios deslocados do eixo geométrico que penetram no olho através da dita zona óptica periférica se- jam conduzidos ao foco nos pontos sobre ou anteriores à retina periférica do olho, e selecionar o tamanho da zona óptica central para que seja maior do que aproximadamente o diâmetro normal da pupila.
Tendo fornecido um esboço da invenção, os exemplos serão agora descritos com referência aos desenhos apensos. Ficará compreendi- do, entretanto, a possibilidade de inúmeras variações e de diversos outros exemplos de aplicação da invenção para os exemplos escolhidos, sem fugir do escopo da invenção revelada nas reivindicações que se seguem.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A Figura 1A é uma elevação frontal de um primeiro exemplo de uma lente de contato de zonas múltiplas formada de acordo com os ensina- mentos da presente invenção, supondo-se que o plano da lente é vertical, como se estivesse sendo usada.
A Figura 1B é uma vista em plano seccional da lente de contato da Figura 1A hachuriada para indicar zonas funcionalmente diferentes das lentes, em vez de porções fisicamente diferentes.
A Figura 2A é uma elevação frontal de uma lente de contato que compreende o segundo exemplo de lente de contato de zonas múltiplas for- mada de acordo com esta invenção.
A Figura 2B é uma vista de plano seccional das lentes da Figura 2Α hachuriada para indicar zonas funcionalmente diferentes das lentes, em vez de porções fisicamente diferentes.
A Figura 3 é um gráfico da capacidade óptica relativa em relação ao diâmetro da lente para as zonas ópticas das lentes de contato do primeiro exemplo mostrado nas Figuras 1A e 1B.
A Figura 4 é um gráfico da capacidade óptica relativa em relação ao diâmetro das lentes para as zonas ópticas das lentes de contato do se- gundo exemplo mostrado nas Figuras 2A e 2B.
A Figura 5 é uma elevação seccional diagramática de um olho humano ajustada com uma lente de contato de zonas múltiplas do primeiro exemplo (Figuras 1A e 1B) mostrando o plano focai para a retina central e periférica gerada pelas zonas das lentes.
A Figura 6 é uma elevação seccional diagramática de um olho humano ajustada com uma lente de contato de zonas múltiplas do segundo exemplo (Figuras 2A e 2B) mostrando o plano focai para a retina central e periférica gerada pelas zonas das lentes do segundo exemplo. DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
O primeiro exemplo de uma lente de contato (geralmente indica- da em 10) formada de acordo com uma modalidade da presente invenção será agora revelada, fazendo-se referência aos desenhos da lente das Figu- ras 1A e 1B, ao diagrama de poder refrativo da Figura 3 e ao diagrama sec- cional do olho da Figura 5 que mostra as lentes 10 posicionadas sobre a córnea 12 de um olho humano míope 14. Segundo o que é convencionado, a lente 10 é moldada a partir de um material plástico transparente e homo- gêneo com um índice de refração selecionado, de modo a possuir uma su- perfície curva posterior 16 que é compatível ao formato da córnea 12 do olho 14, e uma superfície curva frontal 18. Neste caso, no entanto, a superfície frontal 18 é conformada de modo que, em associação com o formato da su- perfície posterior 16, duas zonas ópticas são fornecidas; a saber, (i) uma zona óptica circular central 20 que é substancialmente equivalente a, ou, em outras palavras, se aproxima substancialmente do diâmetro de uma pupila normal (indicado em 22 nas Figuras 1B e 5) do olho 14, e (ii) uma zona ópti- ca periférica anular 24 que circunda a zona central 20 que repousa substan- cialmente além do diâmetro normal da pupila 22. Além disso, as superfície frontal e posterior 16 e 18 são conformadas para formar uma porção porta- dora anular afunilada 26 que termina em uma borda delgada 28, sendo que a porção portadora 26 é projetada para auxiliar a manter as lentes 10 em posição central no olho 14 durante o uso, mais do que por suas proprieda- des ópticas. O projeto e o uso das ditas porções portadoras periféricas nas lentes de contato são bastante conhecidas na técnica. Finalmente, a superfí- cie frontal 18 é conformada para fornecer uma zona de transição 30 suave entre as zonas ópticas 20 e 24 que, neste exemplo não desempenham uma função óptica, mas simplesmente mesclam as bordas contíguas das zonas ópticas 20 e 24 para conforto do usuário. A largura da zona de transição em forma de anel 30 é exagerada para fins ilustrativos nas Figuras 1A e 1B. No- vamente, é preciso observar que os diferentes padrões hachuriados no de- senho da seção da Figura 1B pretendem destacar regiões das lentes 10 que desempenham diferentes funções, e não sugerem que os termos zona cen- tral e zonas ópticas centrais sejam usados de forma intercambiável. De mo- do semelhante, os termos zona óptica periférica e zona periférica são usa- dos de forma intercambiável, o que seria imediatamente compreendido por um indivíduo versado na técnica no ramos de desenho e fabricação de len- tes.
Na zona óptica central 20, o formato combinado das superfícies frontal e posterior 18 e 16 das lentes 10 fornece o poder refrativo necessária para compatibilizar a situação refrativa para longe para o olho míope 14, e o diâmetro da zona central 20 é substancialmente compatibilizado ao tamanho da pupila normal, de modo que uma única imagem nítida para longe é for- mada na região central 32 da retina 34 (Figura 5). Entretanto, ficará compre- endido que a compatibilidade precisa da zona óptica central 20 com o tama- nho da pupila normal talvez não seja viável ou desejável por uma série de razões. Primeiro, o tamanho da pupila normal pode apresentar certa varia- ção entre os profissionais e os instrumentos, e o tamanho efetivo da pupila normalmente irá variar de acordo com a iluminação ambiente. Segundo, as demandas da produção do volume de lentes baseadas nos tamanhos mé- dios de pupilas para a população humana considerada, tais como, por e- xemplo, neste caso, pessoas jovens. Terceiro, mediante análise, descobriu- se que existe uma diferença significativa entre os eixos geométricos ópticos e visuais ou o deslocamento dos mesmos no olho em questão, pode ser pre- ferível selecionar uma zona óptica central 20 que é ligeiramente maior do que o diâmetro da pupila 22, para garantir a visão central ótima. Quarto, po- de ser desejável selecionar uma zona central maior para permitir um campo mais amplo de visão de modo a satisfazer certos requerimentos vocacionais.
Por exemplo, um atleta ou outra pessoa ativa pode preferir uma zona de dis- tância mais ampla para reduzir o distúrbio causado à imagem. Naturalmente, como é comum na técnica, a prescrição pode ser adicionalmente ajustada para satisfazer o olho individual especificando a conformação tórica na su- perfície frontal e/ou traseira das lentes para corrigir o astigmatismo. E quinto, sabe-se que, devido à presença do efeito StiIes-Crawford, os raios lumino- sos que passam próximo à borda (também denominados "raios marginais") da pupila do olho em seu caminho para a retina, é de menor significância visual do que aqueles raios que fazem o percurso mais próximos ao centro da pupila. Assim, com relação à visão, a porção marginal dentro da pupila não é de grande importância como a porção mais central da pupila.
Ficará compreendido que a zona óptica central da presente in- venção não precisa apresentar formato circular. Dependendo do indivíduo para quem as lentes serão prescritas, há vantagens em selecionar um for- mato não circular para a zona óptica central. Os exemplos das ocasiões em que tal situação pode ser particularmente vantajosa incluem (mas não se restringe a) os casos em que as lentes não assentam de forma concêntrica com a pupila do olho, o que pode ser causado por uma pupila posicionada excentricamente, ou quando as lentes não se posicionam centralmente na córnea, o que pode ocorrer devido à simetria da geometria da córnea, ou as influências das pálpebras sobre as lentes. Outros exemplos de situações em que um formato não circular seria benéfico à zona óptica central inclui casos onde o indivíduo talvez prefira um campo horizontalmente mais amplo de visão nítida (por exemplo, para dirigir). Os formatos não circulares podem apresentar qualquer descrição geométrica, inclusive elipses ou "formas de pêra". Nos ditos desenhos de zona óptica central não circular, um parâmetro geométrico essencial é a dimensão mínima do formato não circular (por e- xemplo, para uma elipse, é a largura mais "estreita", isto é, o comprimento do eixo menor da elipse) para garantir o dimensionamento correto da zona central em relação ao diâmetro normal da pupila. Por razões semelhantes, o formato e o tamanho da zona periférica circundante também não precisa ser circular. Para fins deste pedido, ficará compreendido que o termo "dimen- são" se refere ao tamanho e à forma, como seria imediatamente compreen- dido por um indivíduo versado na técnica no campo de desenho de lentes.
Em qualquer circunstância, em geral é desejável, de acordo com as modalidades da presente invenção, que a zona central 20 assente subs- tancialmente, se não inteiramente, no interior do diâmetro normal da pupila, e que a zona periférica 24 assente substancialmente, se não inteiramente, na parte externa do diâmetro normal da pupila, quando observados direta- mente da parte frontal. Será apreciado que a dita orientação, de acordo com as modalidades da presente invenção, esteja em direta distinção de contras- tes com as revelações da técnica anterior mencionada acima. Também po- deria ser notado que esta disposição desejável também será normalmente facilitada pela interposição da zona de transição 30 entre a zona central 20 e a zona periférica 24, já que a zona de transição efetivamente aumenta o di- âmetro interno da zona periférica.
As propriedades ópticas das lentes 10 do primeiro exemplo são ainda ilustradas pela Figura 3, e seu efeito sobre o olho 12 é indicado na Figura 5. Na Figura 3, o poder refrativo das lentes 10 é plotada de encontro ao diâmetro das lentes, sendo ajustada arbitrariamente para o valor zero a capacidade da distância da zona central 20. Assim, neste exemplo, o diâme- tro da zona central 20 (que é o diâmetro normal da pupila 22 do olho 12) é 3,5 mm, e os diâmetros interno e externo da zona periférica são 4,5 mm e 8 mm, respectivamente, tornando cerca de 0,5 mm a largura da zona de tran- sição 30. Será observado que o poder refrativo da zona central 20 é subs- tancialmente uniforme, existe um aumento agudo no poder refrativo de 1,5D sobre a zona de transição 30 e que, em contraste com os ensinamentos de Smith, o poder refrativo da zona periférica 24 permanece substancialmente constante por todo seu diâmetro. O aumento agudo no poder refrativo na zona de transição 30 é conceitualmente indicado pelas linhas partidas incli- nadas 40 porque, neste exemplo, a capacidade nesta zona estreita não será normalmente controlável. Conforme previamente indicado, a superfície fron- tal 18 das lentes 10 na zona de transição 30 não é conformada para fornecer uma transição progressiva ou gradual da capacidade, mas simplesmente mesclar ou suavizar a descontinuidade na junção de diferentes perfis das zonas ópticas 20 e 24.
Conforme será observado a partir da Figura 5, o aumento da etapa de 1,5D na zona periférica 24 é escolhida pois é suficiente (para o o- Iho em questão 14) para alterar o plano focai 42 na região periférica 44 da retina 34 anterior à retina periférica 44 a fim de fornecer estímulo necessário par inibir o alongamento do olho e a progressão da miopia, de acordo com os ensinamentos de Smith. A "etapa anterior" no plano focai que ocorre na zona de transição 30 das lentes 10 é indicada em 46, porém, conforme se observou anteriormente, o formato ou a inclinação desta etapa não é opti- camente controlada neste exemplo, e sua descrição é de natureza conceitu- ai. As modalidades da presente invenção realizam um aperfeiçoamento im- portante em relação a Smith, eliminando a necessidade de se calcular a zo- na óptica periférica 24 das lentes 10, a fim de fornecer um aumento do poder refrativo a partir do centro da periferia da retina em geral, ou através da zona óptica periférica 24, em particular.
A Figura 5 mostra uma série de raios luminosos penetrando o olho 14 a partir da parte inferior através das lentes 10, a córnea 12 e a pupila 22, cujo diâmetro é determinado pela íris 36. Estes raios passam de forma conceituai através de um ponto nodal 48 no interior das lentes naturais do olho, sendo que as lentes naturais não são retratadas para fins de clareza. Também, para fins de clareza, um conjunto semelhante de raios que pene- tram o olho a partir de cima e a partir das laterais nasais e temporais não são retratadas, já que essencialmente duplicarão aquelas ilustradas. Presu- me-se que um raio axial 50 coincidirá com os dois eixos, óptico e visual do olho 12, que as lentes 10 estão centralizadas na córnea 12, de modo que o raio 50 será levado ao foco na fóvea 52 da retina 34. Os raios deslocados do eixo geométrico 54 que passam obliquamente através da porção central 20 das lentes 10 serão substancialmente focados pela acomodação das lentes naturais. Assim, em virtude do poder refrativo prescrita da zona central 20 das lentes 10, praticamente todos os raios provenientes de objetos distantes que passam para o interior do olho através da zona óptica central 20 serão levados a um foco preciso na região central 32 da retina para formar uma imagem, segundo indicado pela linha pontilhada 55.
Raios mais oblíquos deslocados do eixo geométrico, tais como o raio 56, que atravessam a zona de transição 30 das lentes 10 podem ser concebidos, de forma conceituai, para originar a etapa anterior 46 do plano focai 42, porém, conforme já indicado acima, a zona de transição 30 não é opticamente projetada, e o raio 56 será provavelmente disperso de forma desfocada dentro do olho 12. No entanto, aqui novamente, o trajeto pura- mente conceituai do dito raio é retratado pela linha tracejada 56a. O raio pe- riférico 58, que é mais oblíquo do que o raio 56, e muito mais oblíquo do que o raio deslocado do eixo geométrico 54, atravessará a zona óptica periférica 24 das lentes 10 e será direcionado próximo à borda da íris 36 (isto é, pró- ximo à margem externa da pupila 22), em virtude da maior poder refrativo da zona 24, será levado a um foco no ponto 59 no plano focai periférico 42 que assenta defronte à (anterior à) região periférica 44 da retina 34 para fornecer o estímulo inibidor desejado ao crescimento do olho. Conforme será obser- vado a partir da análise da Figura 5, os raios periféricos que penetram no olho 12 nos ângulos periféricos entre os raios 56 e 58 serão levados ao foco defronte à retina 34 ao longo do plano focai 42, sendo que os raios menos oblíquos são adicionalmente levados ao foco defronte à retina 34, de modo a fornecer um forte estímulo para o adiamento do alongamento do olho.
O segundo exemplo da invenção será agora descrito com refe- rindo-se aos desenhos das lentes das Figuras 2A e 2B, o gráfico de poder correspondente da Figura 4 e o diagrama ocular correspondente da Figura 6. Isto posto, como uma breve análise destas Figuras indicará, o primeiro e o segundo exemplos compartilham diversas características em comum, os mesmos números de referência serão usados para os elementos do segun- do exemplo que possuem função idêntica ou semelhante as do primeiro e- xemplo, exceto pelo fato de que o prefixo "1" será adicionado. Assim, 110 e 114 indicam a lente e o olho em questão do segundo exemplo, enquanto a zona óptica central, a zona de transição e a zona óptica periférica são res- pectivamente indicadas por 120, 130 e 124. A indicação de elementos e fun- ções semelhantes desta maneira pode abreviar de forma vantajosa a revela- ção do segundo exemplo.
As principais diferenças entre o primeiro e o segundo exemplo residem no desenho da zona de transição 130 e da zona periférica 124 das lentes 110. Como será observado a partir da curva de poder da Figura 4, o diâmetro da zona óptica central 120 é de cerca de 3,5 mm, indicando que o diâmetro normal da pupila 122 do olho 112 é aproximadamente o mesmo do olho 12 do primeiro exemplo. Entretanto, a largura da zona de transição 130 das lentes 100 do segundo exemplo é de 1,25 mm, de modo a permitir al- gum controle sobre o desenho óptico desta zona. Isto significa que a zona periférica anular 124 é mais estreita neste exemplo, tendo um diâmetro in- terno de cerca de 6 mm, porém, essencialmente, o mesmo diâmetro externo (cerca de 8 mm) da zona 24 das lentes 10. Apesar da zona periférica 124 ser mais estreita, o poder refrativo interno da zona 124 não é apenas maior do que a da zona 24 das lentes 10 (2,5D quando comparada com 1,5D em relação ao poder da zona central), porém aumenta significativamente para fora na direção da porção da portadora 126. Este desenho pretende intensi- ficar o estímulo que inibe o crescimento do olho aumentando o valor médio através do qual o plano focai periférico 142 do olho 112 é anteriormente transferido.
Conforme será observado com base nas Figuras 2A, 2B e 6, a zona de transição 130 inclui uma zona focai progressiva 160 munida de uma primeira zona de mesclagem 162 entre a mesma e a zona óptica central 120, e uma segunda zona de mesclagem 164 entre a mesma e uma zona óptica periférica 124. Assim como no primeiro exemplo, as zonas de mes- clagem 162 e 164 não são projetadas para assumir uma função óptica, po- rém, de preferência simplesmente formam curvas suaves entre a zona pro- gressiva 160 e a zona óptica central 120 em um dos lados e entre a zona progressiva e a zona óptica periférica 124 por outro lado. Isto permite o au- mento substancialmente linear do poder refrativo na zona progressiva 160, conforme indicado pela porção 164 da curva de poder da Figura 4, e para transmitir certeza acerca da trajetória dos raios, tais como 156 (não mostra- do em uma linha pontilhada), que atravessam a zona 160 para definir a for- ma da etapa 146 entre as regiões central e periférica 132 e 142 do plano focai da retina 134. Novamente, é preferível que as lentes 110 tenham uma superfície frontal 116 que seja conformada de modo a se ajustar conforta- velmente à córnea 112 do paciente, e que os níveis desejados do poder re- frativo na zona óptica central 120, na zona óptica progressiva 160 e na zona óptica periférica 124 sejam obtidos através do cálculo da superfície frontal 118 das lentes 110.
No segundo exemplo supõe-se que, mediante análise, não se constatou apenas que o olho 112 é míope pelo fato de que o foco para a visão central repousa defronte à retina 134, mas é determinado que, na regi- ão periférica da retina 144, o olho exibe uma forte hiperopia, já que o foco nesta região se localiza exatamente atrás da retina. Assim, muito embora o grau de miopia de visão central possa ser o mesmo do olho 12 do primeiro exemplo, exigindo a mesma prescrição para corrigir a visão central de modo que o foco para longe é levado à região central 132 da retina 134, é bastante provável que a miopia progrida de forma mais vigorosa no olho 112, sendo necessário uma prescrição mais forte para a visão periférica a fim de condu- zir o plano focai 142 exatamente para frente da retina 134 na região periféri- ca 144. Assim como antes, os raios paraxiais, tais como 150, supostamente acompanham o eixo geométrico óptico do olho 120, e para serem conduzi- dos ao foco na fóvea 152, os raios oblíquos, como o 154, que atravessam a zona óptica central 120 serão conduzidos ao foco em 134 para formar o pia- no focai 155 na região centrai 132 da retina, fornecendo excelente visão pa- ra longe, e os raios periféricos oblíquos, tais como 158, que atravessam a zona óptica periférica 124 serão conduzidos ao foco no plano focai 142 que está localizado antes da região periférica 144 da retina 134.
Uma vez que a presente invenção foi revelada em detalhes com referência as suas modalidades específicas, ficará evidente para o indivíduo versado na técnica que diversas alterações, modificações e substituições podem ser feitas, e os equivalentes podem ser empregados, sem que se afastem do escopo das reivindicações, pretendendo-se incluí-los neste es- copo.
Claims (38)
1. Lente de contato que compreende: uma zona óptica central com um tamanho que substancialmente se aproxima do diâmetro normal da pupila de um olho quando a lente é usa- da por um usuário sobre o dito olho, sendo que a dita zona óptica central tem um poder refrativo da zona central adaptado para fornecer ao usuário uma visão nítida para longe na região central da retina do olho; e uma zona óptica periférica disposta radialmente para fora a partir da dita zona central, sendo que a dita zona óptica periférica repousa subs- tancialmente além do diâmetro normal da pupila do olho quando a lente é usada pelo usuário, em que a dita zona óptica periférica tem um poder refra- tivo da zona óptica periférica que é maior do que o dito poder refrativo da zona óptica central em valor suficiente para focar raios deslocados do eixo geométrico que penetram no olho através da dita zona óptica periférica quando a lente é usada nos pontos ou antes de uma região periférica da re- tina localizados em torno da dita região central da retina.
2. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 1, em que: o poder refrativo da zona óptica periférica é cerca de ao menos 1 dioptria maior do que o poder refrativo da zona óptica central.
3. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 1, em que: o poder refrativo da zona óptica periférica é de cerca de 2,5 di- optrias a 8 dioptrias maior do que o poder refrativo da zona óptica central.
4. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 1, em que: as dimensões da zona óptica central são selecionadas de modo que a dimensão mínima da dita zona óptica central é de ao menos 3 mm e não mais do que 1 mm inferior ao diâmetro normal da pupila do olho.
5. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 2, em que: as dimensões da zona óptica central são selecionadas de modo que a dimensão mínima da dita zona óptica central é de ao menos 3 mm e não mais do que 1 mm inferior ao diâmetro normal da pupila do olho.
6. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 3, em que: as dimensões da zona óptica central são selecionadas de modo que a dimensão mínima da dita zona óptica central é de ao menos 3 mm e não mais do que 1 mm inferior ao diâmetro normal da pupila do olho.
7. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 1, em que: a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica têm su- perfícies frontais contíguas com diferentes curvaturas, e uma zona de transição formada entre as ditas superfícies fron- tais contíguas, sendo que a dita zona de transição é conformada para mes- clar-se de forma suave às ditas superfícies frontais contíguas com diferentes curvaturas da dita zona óptica central e da dita zona óptica periférica.
8. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 2, em que: a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica têm su- perfícies frontais contíguas com diferentes curvaturas, e uma zona de transição formada entre as ditas superfícies fron- tais contíguas, sendo que a dita zona de transição é conformada para mes- clar-se de forma suave às ditas superfícies frontais contíguas com diferentes curvaturas da dita zona óptica central e da dita zona óptica periférica.
9. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 3, em que: a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica têm su- perfícies frontais contíguas com diferentes curvaturas, e uma zona de transição formada entre as ditas superfícies fron- tais contíguas, sendo que a dita zona de transição é conformada para mes- clar-se de forma suave às ditas superfícies frontais contíguas com diferentes curvaturas da dita zona óptica central e da dita zona óptica periférica.
10. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 4, em que: a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica têm su- perfícies frontais contíguas com diferentes curvaturas, e uma zona de transição formada entre as ditas superfícies fron- tais contíguas, sendo que a dita zona de transição é conformada para mes- clar-se de forma suave às ditas superfícies frontais contíguas com diferentes curvaturas da dita zona óptica central e da dita zona óptica periférica.
11. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 1, que compreende adicionalmente: uma zona de transição entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição fornece uma gra- dação do poder refrativo entre o poder refrativo da zona óptica central e o poder refrativo da zona óptica periférica.
12. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 2, que compreende adicionalmente: uma zona de transição entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição fornece uma gra- dação do poder refrativo entre o poder refrativo da zona óptica central e o poder refrativo da zona óptica periférica.
13. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 3, que compreende adicionalmente: uma zona de transição entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição fornece uma gra- dação do poder refrativo entre o poder refrativo da zona óptica central e o poder refrativo da zona óptica periférica.
14. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 4, que compreende adicionalmente: uma zona de transição entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição fornece uma gra- dação do poder refrativo entre o poder refrativo da zona óptica central e o poder refrativo da zona óptica periférica.
15. Lente de contato a ser usada na redução da progressão da miopia em um olho de um usuário, que compreende: um material transparente dotado de superfícies frontal e posteri- or, em que a superfície posterior fornece uma curva base adaptada para se ajustar ao olho; e em que a superfície frontal compreende: uma zona óptica central curva de modo que, junto com a curva base, a dita zona óptica central produz um poder refrativo da zona óptica central adaptada para fornecer ao usuário uma visão nítida para longe na região central da córnea do olho, sendo que a zona óptica central tem um formato substancialmente circular de ao menos 3 mm de diâmetro, porém não mais de 1 mm inferior ao diâmetro normal da pupila do olho; e uma zona óptica periférica anular que circunda a dita zona cen- tral e curva de modo que, junto com a curva base, a dita zona periférica é adaptada para produzir um poder refrativo da zona óptica periférica, quando a lente é usada, que é maior do que o poder refrativo da zona óptica central em valor superior a 1 dioptria, e suficiente para focar os raios deslocados do eixo geométrico que penetram no olho através da dita zona periférica no plano focai que está substancialmente na, ou antes, da retina na região peri- férica da retina situada em torno da dita região central.
16. Lente de contato, de acordo com a reivindicação 15, em que o dito valor situa-se na faixa de aproximadamente 2,5 dioptrias a 8 dioptrias.
17. Método para formação de uma lente de contato destinada à redução da progressão da miopia em um olho de um usuário, que compre- ende: formar sobre um material transparente uma superfície posterior que compreende uma curva base que é adaptada para se ajustar a um olho de um usuário das lentes; e formar sobre um material transparente uma superfície frontal afastada da dita superfície posterior e que compreende: uma zona óptica central, sendo que as dimensões da dita zona óptica central são selecionadas de modo que a dimensão mínima da dita zona óptica central se aproxima substancialmente do diâmetro normal da pupila do olho, e que é curva de tal modo que, junto com a curva base, a dita zona óptica central gera um poder refrativo da zona central que fornece ao usuário uma visão nítida para longe na região central da retina do olho, e uma zona óptica periférica que circunda a dita zona óptica cen- tral e repousa substancialmente além do diâmetro normal da pupila do olho, sendo que a dita zona óptica periférica é curva de modo que, junto com a curva base, a dita zona óptica periférica gera um poder refrativo da zona óp- tica periférica que é maior do que o dito poder refrativo da zona óptica cen- tral em valor suficiente para focar os raios periféricos que penetram no olho através da zona óptica periférica no plano focai que repousa na ou antes da região periférica da retina do olho, quando as lentes são usadas no olho.
18. Método, de acordo com a reivindicação 17, em que o dito poder refrativo da zona óptica periférica é ao menos cerca de 1 dioptria mai- or do que o dito poder refrativo da zona óptica central.
19. Método, de acordo com a reivindicação 17, em que o dito poder refrativo da zona óptica periférica é cerca de 2,5 a 8 dioptrias maior do que o poder refrativo da zona óptica central.
20. Método, de acordo com a reivindicação 17, em que as di- mensões da zona central são selecionadas de modo que a dimensão míni- ma da dita zona central é de ao menos 3 mm e não mais do que 1 mm infe- rior ao diâmetro normal da pupila do olho.
21. Método, de acordo com a reivindicação 18, em que as di- mensões da zona central são selecionadas de modo que a dimensão míni- ma da dita zona central é de ao menos 3 mm e não mais do que 1 mm infe- rior ao diâmetro normal da pupila do olho.
22. Método, de acordo com a reivindicação 19, em que as di- mensões da zona central são selecionadas de modo que a dimensão míni- ma da dita zona central é de ao menos 3 mm e não mais do que 1 mm infe- rior ao diâmetro normal da pupila do olho.
23. Método, de acordo com a reivindicação 17, que compreende adicionalmente a etapa de: conformar a dita superfície frontal para formar uma zona de tran- sição na forma de anel entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição é curva de modo que, junto com a curva base, é gerada uma gradação do poder refrativo entre o poder refrativo da zona óptica central e o poder refrativo da zona óptica periférica.
24.[claim missing on original document]
25. Método, de acordo com a reivindicação 18, que compreende adicionalmente a etapa de: conformar a dita superfície frontal para formar uma zona de tran- sição na forma de anel entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição é curva de modo que, junto com a curva base, é gerada uma gradação do poder refrativo entre o poder refrativo da zona óptica central e o poder refrativo da zona óptica periférica.
26. Método, de acordo com a reivindicação 19, que compreende adicionalmente a etapa de: conformar a dita superfície frontal para formar uma zona de tran- sição na forma de anel entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição é curva de modo que, junto com a curva base, é gerada uma gradação do poder refrativo entre o poder refrativo da zona óptica central e o poder refrativo da zona óptica periférica.
27. Método, de acordo com a reivindicação 20, que compreende adicionalmente a etapa de: conformar a dita superfície frontal para formar uma zona de tran- sição na forma de anel entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição é curva de modo que, junto com a curva base, é gerada uma gradação do poder refrativo entre o poder refrativo da zona óptica central e o poder refrativo da zona óptica periférica.
28. Método, de acordo com a reivindicação 17, que compreende adicionalmente a etapa de: conformar a dita superfície frontal para formar uma zona de tran- sição na forma de anel entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição é curva de modo a mesclar suavemente a curva da zona óptica central com a curva da zona óptica peri- férica.
29. Método, de acordo com a reivindicação 18, que compreende adicionalmente a etapa de: conformar a dita superfície frontal para formar uma zona de tran- sição na forma de anel entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição é curva de modo a mesclar suavemente a curva da zona óptica central com a curva da zona óptica peri- férica.
30. Método, de acordo com a reivindicação 19, que compreende adicionalmente a etapa de: conformar a dita superfície frontal para formar uma zona de tran- sição na forma de anel entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição é curva de modo a mesclar suavemente a curva da zona óptica central com a curva da zona óptica peri- férica.
31. Método, de acordo com a reivindicação 20, que compreende adicionalmente a etapa de: conformar a dita superfície frontal para formar uma zona de tran- sição na forma de anel entre a dita zona óptica central e a dita zona óptica periférica, sendo que a dita zona de transição é curva de modo a mesclar suavemente a curva da zona óptica central com a curva da zona óptica peri- férica.
32. Método para inibir a progressão da miopia em um olho, sen- do que o método compreende as etapas de: fornecer ao olho uma lente de contato de zonas múltiplas que possui uma zona óptica central dotada de um poder refrativo da zona óptica central e uma zona óptica periférica dotada de um poder refrativo de zona óptica periférica disposta radialmente a partir da dita zona óptica central; selecionar a dito poder refrativo da zona central para fornecer ao olho uma visão central nítida; selecionar um poder refrativo da zona óptica periférica que é maior do que o poder refrativo da zona óptica central, sendo que o poder refrativo da zona óptica periférica é selecionado para garantir que os raios deslocados do eixo geométrico que penetram no olho através da dita zona óptica periférica sejam conduzidos ao foco nos pontos, ou antes, da retina periférica do olho; e selecionar o tamanho da zona óptica central para que seja maior do que aproximadamente o diâmetro normal da pupila.
33. Método, de acordo com a reivindicação 32, em que a etapa de seleção do tamanho da zona óptica central compreende adicionalmente a seleção de um tamanho para a zona óptica central que seja de ao menos 3 mm e não mais de 1 mm inferior ao diâmetro normal da pupila.
34. Método, de acordo com a reivindicação 32, que compreende adicionalmente: a etapa de seleção do poder refrativo da zona óptica periférica para que seja ao menos cerca de 1 dioptria maior do que o poder refrativo da zona óptica central.
35. Método, de acordo com a reivindicação 33, que compreende adicionalmente: a etapa de seleção do poder refrativo da zona óptica periférica para que seja ao menos cerca de 1 dioptria maior do que o poder refrativo da zona óptica central.
36. Método, de acordo com a reivindicação 32, em que a etapa de seleção do poder refrativo da zona óptica periférica compreende ainda a seleção de um poder refrativo da zona óptica periférica que seja cerca de 2,5 dioptrias a 8 dioptrias maior do que o poder refrativo da zona óptica central.
37. Método, de acordo com a reivindicação 33, em que a etapa de seleção do poder refrativo da zona óptica periférica compreende ainda a seleção de um poder refrativo da zona óptica periférica que seja cerca de 2,5 dioptrias a 8 dioptrias maior do que o poder refrativo da zona óptica central.
38. Método, de acordo com a reivindicação 34, em que a etapa de seleção do poder refrativo da zona óptica periférica compreende ainda a seleção de um poder refrativo da zona óptica periférica que seja cerca de 2,5 dioptrias a 8 dioptrias maior do que o poder refrativo da zona óptica central.
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