BRPI0809074A2 - Método para fabricar um calçado à prova d'água e permeável a vapor e respectivo calçado à prova d'água e permeável a vapor. - Google Patents

Método para fabricar um calçado à prova d'água e permeável a vapor e respectivo calçado à prova d'água e permeável a vapor. Download PDF

Info

Publication number
BRPI0809074A2
BRPI0809074A2 BRPI0809074-2A2A BRPI0809074A BRPI0809074A2 BR PI0809074 A2 BRPI0809074 A2 BR PI0809074A2 BR PI0809074 A BRPI0809074 A BR PI0809074A BR PI0809074 A2 BRPI0809074 A2 BR PI0809074A2
Authority
BR
Brazil
Prior art keywords
membrane
waterproof
footwear
sealing
adhesive
Prior art date
Application number
BRPI0809074-2A2A
Other languages
English (en)
Inventor
Linda Muller
Original Assignee
Geox Spa
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Application filed by Geox Spa filed Critical Geox Spa
Publication of BRPI0809074A2 publication Critical patent/BRPI0809074A2/pt

Links

Classifications

    • AHUMAN NECESSITIES
    • A43FOOTWEAR
    • A43BCHARACTERISTIC FEATURES OF FOOTWEAR; PARTS OF FOOTWEAR
    • A43B9/00Footwear characterised by the assembling of the individual parts
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A43FOOTWEAR
    • A43BCHARACTERISTIC FEATURES OF FOOTWEAR; PARTS OF FOOTWEAR
    • A43B7/00Footwear with health or hygienic arrangements
    • A43B7/12Special watertight footwear
    • A43B7/125Special watertight footwear provided with a vapour permeable member, e.g. a membrane
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A43FOOTWEAR
    • A43BCHARACTERISTIC FEATURES OF FOOTWEAR; PARTS OF FOOTWEAR
    • A43B23/00Uppers; Boot legs; Stiffeners; Other single parts of footwear
    • A43B23/02Uppers; Boot legs
    • A43B23/0205Uppers; Boot legs characterised by the material
    • A43B23/0235Different layers of different material
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A43FOOTWEAR
    • A43BCHARACTERISTIC FEATURES OF FOOTWEAR; PARTS OF FOOTWEAR
    • A43B23/00Uppers; Boot legs; Stiffeners; Other single parts of footwear
    • A43B23/02Uppers; Boot legs
    • A43B23/0245Uppers; Boot legs characterised by the constructive form
    • A43B23/0255Uppers; Boot legs characterised by the constructive form assembled by gluing or thermo bonding
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A43FOOTWEAR
    • A43BCHARACTERISTIC FEATURES OF FOOTWEAR; PARTS OF FOOTWEAR
    • A43B7/00Footwear with health or hygienic arrangements
    • A43B7/12Special watertight footwear
    • AHUMAN NECESSITIES
    • A43FOOTWEAR
    • A43BCHARACTERISTIC FEATURES OF FOOTWEAR; PARTS OF FOOTWEAR
    • A43B9/00Footwear characterised by the assembling of the individual parts
    • A43B9/08Turned footwear
    • BPERFORMING OPERATIONS; TRANSPORTING
    • B29WORKING OF PLASTICS; WORKING OF SUBSTANCES IN A PLASTIC STATE IN GENERAL
    • B29DPRODUCING PARTICULAR ARTICLES FROM PLASTICS OR FROM SUBSTANCES IN A PLASTIC STATE
    • B29D35/00Producing footwear
    • B29D35/12Producing parts thereof, e.g. soles, heels, uppers, by a moulding technique
    • B29D35/14Multilayered parts
    • B29D35/146Uppers
    • BPERFORMING OPERATIONS; TRANSPORTING
    • B29WORKING OF PLASTICS; WORKING OF SUBSTANCES IN A PLASTIC STATE IN GENERAL
    • B29DPRODUCING PARTICULAR ARTICLES FROM PLASTICS OR FROM SUBSTANCES IN A PLASTIC STATE
    • B29D35/00Producing footwear
    • B29D35/12Producing parts thereof, e.g. soles, heels, uppers, by a moulding technique
    • B29D35/14Multilayered parts
    • B29D35/148Moulds or apparatus therefor

Landscapes

  • Engineering & Computer Science (AREA)
  • Mechanical Engineering (AREA)
  • Health & Medical Sciences (AREA)
  • Epidemiology (AREA)
  • General Health & Medical Sciences (AREA)
  • Public Health (AREA)
  • Chemical & Material Sciences (AREA)
  • Materials Engineering (AREA)
  • Footwear And Its Accessory, Manufacturing Method And Apparatuses (AREA)

Description

“MÉTODO PARA FABRICAR UM CALÇADO À PROVA D’ÁGUA E PERMEÁVEL A VAPOR E RESPECTIVO CALÇADO À PROVA D’ÁGUA E PERMEÁVEL A VAPOR”
Campo Técnico
A presente invenção refere-se a um método para fabricar um calçado à prova d’água e permeável a vapor.
A invenção também se refere a um calçado obtido com o
método.
Fundamentos Da Invenção
r
E agora bem sabido que o conforto de um calçado é ligado não somente à correta configuração anatômica do corte, mas também à correta permeação para fora do vapor d’água que se formou dentro do calçado, devido ao suor.
Tradicionalmente, os calçados permeáveis a vapor são aqueles que utilizam materiais naturais, tais como couro ou produtos equivalentes que, entretanto, na presença de chuva ou mau tempo, por causa de suas propriedades permeáveis a vapor, não asseguram boa impermeabilidade à água e, na realidade, absorvem um tanto facilmente água que pode penetrar também através das costuras de pontos usadas para a montagem.
Por esta razão, diversos tipos de calçados estiveram largamente comercialmente disponíveis por alguns anos agora, que têm uma gáspea que é acoplada com um forro com uma membrana permeável a vapor e à prova d’água (por exemplo, feita de um material tal como Gore-Tex® ou similar).
Um calçado deste tipo é descrito, por exemplo, na patente US
RE34890.
O calçado descrito em tal patente tem um forro conformado em meia curta, constituído por um tecido que é acoplado a uma membrana à prova d’água e permeável a vapor, que não somente evita que a água penetre dentro do calçado, mas também permite que o calçado tenha permeável a vapor para fora.
Este calçado, entretanto, ressente-se de inconvenientes, uma vez que ele ainda permite que água penetre através da gáspea e gere uma retenção de água entre o forro à prova d’água e a superfície interna da gáspea.
Isto faz com que o calçado requeira considerável tempo para secar, mesmo após ter sido usado.
Este fenômeno de estagnação, além disso, provoca uma sensação desagradável de umidade e frieza e um conseqüente aumento do peso do calçado, portanto reduzindo o conforto do usuário.
Além disso, tal calçado necessariamente requer o uso de um forro interno sobre o qual uma membrana à prova d’água e permeável a vapor é acoplada, com conseqüente aumento dos custos de produção.
A associação entre uma membrana e um suporte, seja ele 15 feltro, tecido ou couro, é largamente conhecida no campo de calçados e roupas, porém a ligação adesiva geralmente ocorre sempre entre materiais simples, em rolos ou peças, substancialmente sem costuras por pontos e sobreposições. Exemplos destes métodos podem ser encontrados nas patentes DE2737756 e W090/969.
Os materiais assim à prova d’água, a fim de serem utilizáveis
na fabrica de um calçado, devem ser subsequentemente cortados e costurados e as costuras por pontos, por sua vez, deve ser tomada à prova d’água, por exemplo, por meio de processos de isolamento com fitas. Entretanto, este método tem a desvantagem de tais costuras por pontos serem geralmente 25 difíceis de serem tomadas à prova d’água, devido às diferentes espessuras dos diferentes materiais que compõem o produto acabado.
Além disso, as costuras por pontos e as sobreposições dos diferentes elementos que compõem uma gáspea para calçados são o ponto mais crítico de sua fabrica. A fim de obviar este método de trabalho para fabricar o calçado, foi imaginado um método no passado que poderia permitir fácil adesão direta entre a gáspea e a membrana. Os WO 02/11572 e WO 2004/112525, de fato, descrevem um processo e equipamento para tomar à prova d’água uma gáspea que já tenha sido fabricada.
Tal processo provê virar o lado intemo para fora da gáspea do calçado, no último estágio de sua preparação, antes de ser associada com a sola, e encaixá-la em uma fôrma apropriadamente provida, que seja rígida porém possa ser adaptada a fim de tensionar a gáspea. Dependendo da 10 patente, uma ou duas folhas de membrana à prova d’água e permeável a vapor, providas com adesivo e vedada termicamente em suas extremidades, são então prensadas, utilizando-se equipamento particular, tal como, por exemplo, uma prensa cônica de ar aquecido, contra esta unidade tridimensional, que é constituída pela fôrma rígida adaptável, provida com a 15 gáspea. Finalmente, a gáspea é removida da fôrma adaptável e é virada com o lado de dentro para fora, de modo que possa ser colada na sola, após ser associada com a palmilha de montagem.
Entretanto, o método de fabrica acima tem algumas limitações e desvantagens.
Uma primeira limitação é relacionada com a necessidade de
membranas particularmente elásticas, assim excluindo todas não extensíveis, sob a punição de rompimento durante adaptação à fôrma tridimensional.
Uma segunda limitação é relacionada com a impermeabilidade a água do calçado, tanto próximo aos elementos costurados como das 25 inserções da gáspea e, em particular, na região em que a sola é unida com a montagem de membrana-gáspea. Este método é incapaz de assegurar adesão perfeita da membrana próximo das costuras por pontos e das sobreposições das inserções que constituem a gáspea.
Uma terceira limitação é relacionada com o método de fabrica, que é oneroso em termos de tempos de produção e equipamento, que é complicado devido à necessidade de prensar a montagem tridimensional. Descrição Da Invenção
O objetivo da presente invenção é prover um método para fabricar um calçado à prova d’água e permeável a vapor, que seja simples e rápido e permita utilizar equipamento descomplicado.
Este objetivo e outros, que se tomarão mais evidentes a seguir, são alcançados por um método de fabricar um calçado à prova d’água e permeável a vapor, que consista das seguintes etapas:
preparar um componente semifabricado de uma gáspea para um calçado, que seja completamente aberto, de modo que possa ser espalhado sobre uma superfície plana,
arranjar sobre a parte interna de dita gáspea uma membrana a primeiro componente gasoso e permeável a vapor,
preparar meios para ligação adesiva entre a gáspea e a membrana, a fim de não inibir a permeável a vapor da montagem,
preparar uma ou mais formas, que sejam substancialmente planas porém sejam capazes de conformarem-se complementarmente com respeito às diferentes espessuras das costuras por pontos e das partes superpostas, que constituem a superfície externa de dita gáspea,
firmemente acoplar dita membrana à dita gáspea, com a parte extema de dita gáspea disposta de modo que a superfície externa repouse na fôrma,
acabar dita gáspea provendo os acoplamentos faltantes, fazendo com que assuma uma configuração tridimensional e associando-a com uma palmilha,
associar uma sola com a gáspea à prova d’água e com a
palmilha.
Breve Descrição Dos Desenhos Outras características e vantagens da invenção tomar-se-ão mais evidentes pela descrição de uma sua fôrma de realização preferida, porém não exclusiva, ilustrada por meio de exemplo não limitativo nos desenhos anexos, em que:
A Figura 1 é uma vista em perspectiva esquemática da etapa de acoplar uma membrana, que é à prova d’água e permeável a vapor d’água, na superfície interna de uma gáspea com um salto que não foi costurado com pontos;
A Figura 2 é uma vista em perspectiva esquemática de uma gáspea situada no salto, com uma membrana que é à prova d’água e permeável a vapor de água associada com ela, mostrada em uma vista explodida com respeito a uma fôrma para prensar dita membrana sobre a gáspea;
A Figura 3 é uma vista de topo seccional esquemática de uma gáspea costurada, com uma membrana, que é à prova d’água e permeável a vapor, associada com ela, acoplada em uma fôrma para prensar dita membrana sobre a gáspea;
As Figuras 4a, 4b e 4c são vistas seccionais de uma gáspea com uma membrana disposta sobre as formas de compressão de acordo com a presente invenção;
A Figura 5 é uma vista seccional longitudinal esquemática de uma primeira forma de realização de uma parte de um calçado de acordo com a presente invenção;
A Figura 6 é uma vista seccional transversal esquemática de uma segunda forma de realização de uma parte de um calçado de acordo com a presente invenção;
A Figura 7 é uma vista seccional transversal parcialmente explodida de uma terceira forma de realização de uma parte de um calçado de acordo com a presente invenção; As Figuras 8a e 8b são, respectivamente, uma vista em seção transversal esquemática de uma quarta forma de realização de um calçado de acordo com a presente invenção e uma vista em escala ampliada de uma diferente sua forma de realização;
A Figura 9 é uma vista seccional transversal parcialmente explodida de uma quinta forma de realização de uma parte de um calçado de acordo com a presente invenção;
A Figura 10 é uma vista seccional transversal parcialmente explodida de uma sexta forma de realização de uma parte de um calçado de acordo com a presente invenção.
Observa-se que qualquer coisa encontrada ser já conhecida durante o processo de patenteamento é entendida não ser reivindicada e ser assunto de uma renúncia.
Meios De Realizar Os Desenhos
Com referência às figuras, um calçado fabricado com o método de acordo com a presente invenção é geralmente designado pelo numeral de referência IOe pode ser visto na Figura 5.
O calçado 10 compreende uma parte de gáspea 11, constituída por uma gáspea 12, que é permeável a vapor (ou, equivalentemente, provida com pequenas perfurações, tais como, por exemplo, gáspeas para calçados de verão constituídas por tecidos de malha ou similar), por uma membrana 13, do tipo que é à prova d’água e permeável a vapor d’água (tal como, por exemplo, aquelas comumente conhecidas pelos nomes comerciais “Gore-Tex” ou “Sympatex”), associada com a parte interna da gáspea 12, e uma palmilha
14, que é associada com montagem formada pela gáspea 12 e a membrana 13.
Embaixo da parte de gáspea 11, sob a palmilha 14, há uma parte inferior 15 constituída por uma sola 16.
Um método de fabricar o calçado 10 é descrito a seguir.
Este método provê a aplicação à gáspea 12 de pelo menos uma folha de membrana 13, que é opcionalmente acoplada, sem comprometer sua permeabilidade a vapor, a uma ou mais malhas feitas de material sintético e/ou outros elementos protetores ou de suporte, que permitem a passagem de materiais de vedação.
Esta membrana pode cobrir completamente a superfície interna
da gáspea 12.
Como uma alternativa, em elementos que constituem a gáspea 12 e já são à prova d’água, é possível evitar o uso da membrana 13.
Neste caso é portanto possível economizar vantajosamente uma considerável superfície da membrana.
O que é importante é que há uma vedação à prova d’água entre a membrana 13 e os materiais à prova d’água, tal como, por exemplo, uma sobreposição e uma vedação da membrana com respeito aos materiais à prova d’água, substancialmente ao longo de aproximadamente 5,0 - 10,009 mm ou 15 uma costura por pontos que é tomada à prova d’água por uma derivação à prova d’água.
Para a subsequente montagem da parte de gáspea 11 na sola
16, é vantajoso deixar a margem inferior ou orelha 17 da membrana de modo que ela se projete (vide Figura 5), por exemplo, em 10-15 mm da borda inferior 18 da gáspea 12.
Para a mútua montagem da gáspea 12 e da membrana 13, por exemplo, é possível distribuir, na superfície da membrana 13 em contato com a gáspea 12, de modo a não comprometer sua permeável a vapor, uma certa quantidade de cola termoadesiva.
Esta distribuição é preferivelmente uma distribuição do pó de
adesivo, por exemplo, do tipo de poliuretano (PU), ou com pontos de adesivos do tipo de fusão a quente, que tem um diâmetro de 0,1 a 2,0 mm e uma
'S
densidade de 50 a 600 pontos/cm .
Aquecendo-se a membrana 13 a aproximadamente 100 15 O0C por 10 segundos durante a prensagem a aproximadamente 6 bars, adesão perfeita com a gáspea 12 é conseguida.
A adesão pode ser promovida também por meio de uma película termoadesiva perfurada (membrana) a ser aplicada entre a membrana 13 e a gáspea 12, a fim de não comprometer a permeável a vapor da montagem.
Em uma forma de realização que poderia ser definida como bidimensional, a gáspea 12 é quase completamente montada, porém não costurada, por exemplo, na região do salto, de modo que ela possa ser 10 espalhada sobre uma superfície plana (por exemplo, uma fôrma plana, designada pelo sinal de referência SI), mostrado na Figura 1 e designado pelo numeral de referência 10.
A maneira pela qual a gáspea é espalhada, isto é, em que as regiões não são costuradas, por exemplo, no salto ou na biqueira ou em ambos, não é importante.
O acoplamento da montagem ocorre por prensagem a quente da membrana 13 (e, naturalmente, a cola termoadesiva interposta) sobre a gáspea 12, por exemplo, por meio de uma prensa plana ou cilíndrica simples, provida com meio de aquecimento, ou uma almofada de ar aquecido; como 20 alternativa, é também possível unir a membrana à gáspea em vácuo; a prensagem a quente permite o derretimento do adesivo e a união da membrana à gáspea.
A superfície sobre a qual a membrana é posicionada pode também ser ligeiramente curva, côncava ou convexa, a fim de facilitar a prensagem, desde que o arranjo da gáspea permaneça plano e não fechado.
Uma vez que em geral a gáspea 12 é fabricada por costura sobreposta de um número de elementos, inserções, acessórios metálicos e fechamentos particulares, a superfície plana 20 deve ser feita de um material que seja capaz de reassumir seu formato original após deformação (resiliente) e seja resistente a temperatura, tal como borracha nitrílica, silicone, policloropreno ou EVA microporosa expandida, a fim de eliminar irregularidades de espessura e assegurar que a superfície interna da gáspea seja plana durante a prensagem; este refinamento é essencial para adesão da membrana 13.
r
E importante que as inserções 12a ou as regiões de costura 12b (vide Figuras 4a e 4b) com abas da gáspea superpostas sejam “absorvidas” pela superfície plana 20, a fim de permitir a prensagem plana da membrana 13 sobre a gáspea 12 e, portanto, completa adesão dos pontos críticos, assim evitando infiltração de água, por exemplo, em bolhas que não foram ligadas.
Se a superfície plana 20 for feita de materiais rígidos (Figura 4c), por exemplo, resina, alumínio, latão, EVA microporosa rígida, poliuretano, que são resistentes a temperatura e pressão, a superfície ou fôrma deve ter pequenas cavidades 20c, que sejam complementares com respeito a, 15 por exemplo, as sobreposições dos elementos, às diferenças de espessuras ou às costuras por pontos da gáspea, a fim de novamente assegurar que a superfície interna da gáspea (a superfície de pressão da membrana) seja plana.
Repetindo, para obter-se a perfeita adesão plana da membrana na gáspea, é ainda possível utilizarem-se formas rígidas Sla e formas complementares Slb, que têm cavidades e projeções que são opostas entre si ou não e, neste caso também, por exemplo, são complementares com respeito às diferenças das espessuras da gáspea.
Para um melhor resultado, é preferível realizar duas diferentes prensagens, primeiro em uma metade da montagem constituída pela membrana 13 e a gáspea 12 e então na outra, a fim de obter-se o correto acoplamento também na língua central, designada pelo numeral de referência 12c da gáspea 12.
Com referência à Figura 1, a “língua” é a tira, geralmente feita do mesmo material de que a gáspea é feita, que é arranjada na fixação, ou nos diferentes mecanismos para abrir o calçado, para proteger o peito do pé e facilitar a abertura do calçado e da inserção do pé. No caso de gáspeas à prova d’água, a lingueta é provida como uma lingueta de fole, dobrando para trás sobre si mesma quando o calçado fecha, assim tomando o calçado mais à prova d’água enquanto permitindo fácil inserção do pé.
Se as inserções de membrana 13a são necessárias nesta região para prover a requerida parte de fole necessária para tomar à prova d’água a lingueta e evitar que água penetre dentro do calçado, tais inserções devem ser superpostas, por exemplo, em 5-10 mm, e vedadas por meio de adesivos 10 e/ou fitas de vedação 30, aplicados por meio de processos de termossoldagem adequados.
Uma vez esta adesão plana entre a gáspea aberta 12 e a membrana 13 tenha sido formada, se necessário, a fabrica da gáspea 12 é terminada utilizando-se uma ou mais costuras de pontos das bordas deixadas aberturas para permitir prensagem tridimensional e por uma conseqüente vedação à prova d’água das costuras com pontos.
Como uma alternativa, em uma forma de realização que pode ser definida como tridimensional, é possível preparar uma gáspea, novamente designada pelo numeral de referência 12 neste exemplo, que é virada pelo 20 avesso e fechada (vide Figuras 2 e 3: A Figura 2 ilustra a montagem constituída pela gáspea do avesso 12 e a membrana 13, durante acoplamento a uma fôrma S2, enquanto a figura 3 é uma vista de seção de topo da gáspea com a membrana encaixada na fôrma S2), e uma membrana 13, que é conformada e costurada, a fim de duplicar substancialmente o formato da 25 gáspea 12.
Por exemplo, a membrana 13 pode ser formada por duas partes que são costuradas nas quatro extremidades ou por uma única parte que é dobrada e costurada nas duas extremidades de união.
A membrana 13 é enrolada em tomo da gáspea 12. A solução tridimensional é reduzida neste caso também a uma adesão substancialmente bidimensional encaixando-se a montagem sobre uma fôrma plana S2 (que em particular tem duas faces planas e paralelas) constituída por um núcleo feito de material rígido e por uma parte de 5 superfície externa, que forma as duas superfícies planas externas 20a e 20b e é feita de um material que é capaz de reassumir seu formato original após uma deformação (resiliente) e é resistente a temperatura, tal como, por exemplo, borracha nitrílica, silicone, policloropreno (neopreno) ou EVA expandida microporosa.
Neste caso também o acoplamento pode ocorrer prensando-se,
preferivelmente com calor, ou em vácuo, com o equipamento descrito acima para a gáspea aberta.
Neste caso, é preferível realizar duas diferentes prensagens, primeira em um lado e então no outro lado da montagem constituída pela gáspea 12 e a membrana 13, encaixada sobre a fôrma plana S2.
O término da adesão entre a gáspea 12 e a membrana 13, na parte do salto, pode ocorre também se utilizando uma máquina de fabrica de calçado, comumente conhecida como “máquina de contra premoldagem”, que tem uma meia-fôrma aquecida e uma almofada de ar que aplica pressão à gáspea 12 e à membrana 13, que são superpostas.
Neste caso, a meia-fôrma é aquecida a fim de reativar a cola termoadesiva, enquanto a almofada de ar é projetada para prensar os materiais e obter sua mútua ligação adesiva. Neste caso, por exemplo, a prensagem ocorre enquanto a gáspea não é virada do avesso.
Tanto a fôrma plana como a meia-fôrma da “máquina de
contra premoldagem” podem ser usadas para todas as espécies de calçados, sem se ter que mudar o equipamento, quando o tipo de gáspea muda.
Uma biqueira 22, feita de material à prova d’água, é geralmente aplicada à gáspea 12, a fim de reforçar a ponta do calçado. Neste caso, não há necessidade de utilizar-se parte da membrana 13, que na Figura 5 é superposta sobre a biqueira à prova d’água 22. Portanto, é possível economizar uma considerável superfície da membrana 13.0 que é importante é que há uma vedação à prova d’água, por exemplo, uma sobreposição e uma 5 ligação adesiva de vedação dos dois materiais sobre aproximadamente 5,0 10,0 mm ou uma costura com pontos com derivação à prova d’água entre a biqueira Ilea membrana 13. A biqueira 22 é aplicada vantajosamente diretamente à gáspea 12, antes da associação da membrana 13 com a gáspea 12 ou, como uma alternativa, pode ser aplicada subsequentemente, 10 parcialmente sobrepondo-se a membrana 13.
Se a biqueira 22 for permeável a vapor ou perfurada e não à prova d’água, ela pode ser aplicada à gáspea 12, por exemplo, por colagem por pontos ou interpondo-se uma película perfurada de material termoplástico, a fim de assegurar sua permeável a vapor. Neste caso, a presença da membrana à prova d’água e permeável a vapor é necessária.
Subsequentemente, de acordo com um método por si conhecido, uma vez a montagem tenha sido encaixada sobre a palmilha, é necessário achatá-la desbastando-se a borda inferior 18 da gáspea 12, a fim de eliminar as espessuras de montagem e vincos e facilitar sua ligação adesiva 20 com a sola 16; tal achatamento pode mesmo revelar a extremidade perimétrica inferior da biqueira 22.
Se a biqueira 22 estiver ausente, é em vez disso preferível evitar a operação de desbaste, a fim de não arruinar a membrana 13.
A membrana 13 é de fato genericamente feita de um material extremamente fino e frágil e a operação para remover os vincos da gáspea 12 por desbaste poderia facilmente rasgá-la.
Igualmente, é possível aplicar um contraforte traseiro 23, por exemplo, após a associação da membrana 13 com a gáspea 12.
Neste caso também, se o contraforte 23 for feito de material à prova d’água, então não há necessidade de utilizar parte da membrana, de modo que ela sobreponha tal elemento. Portanto, é possível economizar a superfície da membrana. O que é importante é que haja uma vedação à prova d’água, por exemplo, uma sobreposição com uma ligação de adesivo vedante dos dois materiais sobre aproximadamente 5,0 - 10,0 mm ou uma costura com pontos com derivação à prova d’água, entre o contraforte e a membrana.
Um forro interno permeável a vapor 24 é associado com a superfície interna da membrana 13; a associação pode ocorrer por ligação adesiva.
Como uma alternativa, o forro pode ser provido na forma de uma meia curta, a ser associada internamente com a montagem constituída pela gáspea, a membrana e a palmilha, uma vez ela tenha sido provida.
Finalmente, a palmilha permeável a vapor e/ou perfurada 14 é aplicada à montagem constituída pela gáspea 12 e a membrana 13, a fim de completar a parte superior 11 do calçado 10, antes de a ligação adesiva da sola.
A aba perimétrica 17 da membrana 13 e a borda perimétrica 18 da gáspea 12 são dobradas para trás e fixadas embaixo da palmilha 14.
Em particular, a associação da gáspea 12 e da membrana 13 com a palmilha 14 ocorre, por exemplo, por meio da estrutura conhecida como “montagem AGO”, sem o uso de tachas ou grampos, que poderiam danificar a membrana 13.
Uma vez a parte de gáspea 11 do calçado tenha sido fechada, a sola 16 é associada com ele.
Nesta forma de realização, a sola 16 é um único bloco e é associada com a parte de gáspea 11, por exemplo, por meio de adesivo.
Para fins da presente invenção, é importante que entre a aba inferior 17 da membrana 13 e a borda inferior 18 da gáspea haja uma área de vedação 26, que é à prova d’água com respeito à parte debaixo do calçado, neste caso a sola 16.
A área de vedação à prova d’água 26 pode ser constituída por um material adesivo, que é espalhado sobre a borda inferior 18 da gáspea 12, sobre a aba inferior 17 da membrana 13, até alcançar a palmilha 14, na prática 5 a fim de formar um anel de vedação 27. O anel de vedação 27 também permite a adesão da sola 16 à parte de suporte 11 do calçado.
A sola 16 pode também ser sobremoldada diretamente sobre a parte de gáspea 11; neste caso, dependendo do material polimérico que compõe a sola, é possível evitar o uso do anel de vedação 27, uma vez que a 10 área de vedação 26 é provida pelo material polimérico da sola, que se liga intimamente com a parte da parte de gáspea 11 com que entra em contato (a borda inferior 18 da gáspea, a aba inferior 17 da membrana e parte da palmilha 14).
A área de vedação 26 pode também ser provida com outros métodos, derivações de vedação ou também extensões 28 da borda inferior da gáspea, obtidas por meio de elementos que são fixados na gáspea, por exemplo, por costura ou ligação adesiva.
A função destas extensões 28 é também proteger a borda inferior da membrana 13. Uma vez que a membrana é extremamente fina, ela poderia, de fato, romper-se, como conseqüência da operação para formadura da montagem constituída pela membrana 13 e a gáspea 12 em tomo da palmilha 14, devido aos alicates de formadura da máquina de formadura.
As extensões 28, que são, por exemplo, de 10 — 15 mm de largura (na prática de modo a alcançar a extremidade da aba de membrana), 25 devem permitir vedação, tal como, por exemplo, fitas de vedação térmica ou malhas feitas de material sintético, tecidos semelhantes a membrana, panos tecidos ou panos tridimensionais, através dos quais materiais vedantes, tais como, por exemplo, adesivos de silicone ou poliuretano, podem passar; nestes casos, a membrana 13 deve ser aplicada após o acoplamento dos elementos protetores, a fim de tomar à prova d’água o ponto de conexão entre os diferentes materiais.
A fim de fortalecer mais a margem da montagem da membrana, pode ser vantajoso aplicar diretamente à borda inferior da 5 membrana, por exemplo, após a associação da membrana com a gáspea, um elemento de reforço à prova d’água, por exemplo, uma fita de vedação térmica à prova d’água, que seja preferivelmente elástica e seja feita de material sintético.
Além das soidas monolíticas, é possível aplicarem-se à parte de gáspea também solas compostas, formadas, por exemplo, por um corpo inferior, que forma o piso e uma meia-sola que é interposta entre a palmilha e o corpo inferior.
Os métodos de montagem da sola composta na parte de gáspea do calçado (gáspea e palmilha) podem ser os mais diversos, desde ligação adesiva até múltipla sobremoldagem.
É evidente que o calçado pode compreender uma sola do tipo que é à prova d’água e permeável a vapor, de um tipo por si conhecido, cujas formas de realização são descritas nas patentes anteriores; tais solas são do tipo que compreende um piso provido com furos de passagem em pelo menos 20 uma sua região, acima da qual há um elemento protetora e uma membrana do tipo que é à prova d’água e permeável a vapor e é similar à descrita acima.
É evidente que a área de vedação da membrana e da borda inferior da gáspea faceando a sola, no caso de uma sola permeável a vapor e à prova d’água, deve necessariamente ser uma área de vedação à prova d’água, que é disposta perimetricamente e circunda a região projetada para permeação de vapor.
Algumas formas de realização do calçado de acordo com a presente invenção, que utilizam uma sola que é à prova d’água e permeável a vapor, são agora descritas resumidamente a seguir. Com referência à Figura 6, de acordo com WO 97/14326, a borda inferior 118 da gáspea 112, a que a aba inferior 117 da membrana 113 adere, é virada de cabeça para baixo e ligada com adesivo embaixo da palmilha 114, de acordo com uma estrutura comumente conhecida como 5 “formadura AGO”, sem utilizar pregos ou grampos que poderiam avariar a membrana.
Um forro 124 é unido à face interna da membrana 113.
A membrana 113 é deixada exposta, por exemplo, por pelo menos 10-15 mm com respeito à borda inferior 118 da gáspea, a fim de 10 formar uma área de vedação perimétrica 126, que é à prova d’água com a parte debaixo do calçado, que neste caso é constituída pelo material polimérico da sola 116, a sola 116 sendo de fato sobremoldada diretamente sobre a montagem da parte de gáspea 111, que completamente enrola-se em tomo do pé.
Com referência à Figura 7, de acordo com o WO
1005/070658, após a associação da borda inferior 218 da gáspea 212 e da aba inferior 217 da membrana 213 com a palmilha de montagem 214, uma parte de calçado interna à prova d’água 240 é usada que é associada perimetricamente com a sola 214 e com a membrana 213 da gáspea 212, a fim 20 de ser superposta sobre a região conectando a palmilha 214 e a membrana 213 e sobre a borda inferior 218 da gáspea 212, provendo uma primeira vedação perimétrica 226a, que evita a infiltração lateral de água pela borda inferior 218 da gáspea 212 acima da parte interna de calçado 240 e permite “nivelar” quaisquer vincos e rugas devidas à montagem da borda inferior 218 da gáspea 25 212 e aba inferior 217 da membrana 213.
A parte interna de calçado à prova d’água 240 pode ser permeável a vapor ou ser provida com furos adequados na região da sola projetada para permeação de vapor.
Por exemplo, a parte interna de calçado 240 pode ser produzida de material mole, tal como EVA microporosa ou poliuretano expandido, a fim de adaptar-se a diferentes espessuras causadas pela palmilha 214, a borda inferior 218 da gáspea e a aba inferior 217 da membrana.
Em um caso extremo, a parte interna de calçado 240 pode ser 5 provida centralmente com um furo grande, na prática assim reduzindo-se a uma orla perimétrica que é formada, por exemplo, por um anel ou fita à prova d’água, que provê uma vedação na região conectando a gáspea, a membrana e a palmilha.
Como uma alternativa à parte interna de calçado 240, é possível impregnar a aba inferior 217 da membrana 213 e a borda inferior 128 da gáspea 212 com adesivos ou vedantes, tal como, por exemplo, adesivos de silicone, adesivos termoplásticos ou adesivos PU de fusão a quente reativos, tais como, por exemplo, o produto IPATHERM S 14/176 ou equivalente da
H.B. Fuller, ou espalhando-os com látex (revestimento de látex) ou com poliuretano (revestimento PU), a fim de prover uma vedação à prova d’água diretamente sobre a região periférica da gáspea com a membrana.
A sola 216, nesta forma de realização, é similar à mostrada na forma de realização anteriormente descrita e é constituída por um corpo inferior 216a de uma sola 216, que forma o piso e tem uma região com uma 20 pluralidade de furos de passagem 229, corpo inferior este sendo moldado separadamente; subsequentemente, o corpo inferior 216a é colocado em um molde e uma camada protetora 230 é disposta acima da região perfurada para uma membrana à prova d’água e permeável a vapor, que é arranjada nos furos 229 do piso, a seguir referenciado como membrana inferior 231, a fim de 25 distingui-la claramente da membrana 213 associada com a gáspea 212; a camada protetora 230 é feita de um material que é resistente a hidrólise, repelente a água, permeável a vapor ou perfurado.
Um elemento de carga permeável a vapor (ou opcionalmente perfurado) 232 é disposto sobre a membrana inferior 231 e tem uma dimensão de superfície que é menor do que aquela da membrana inferior 231, a fim de deixar exposta uma região anular perimétrica de tal membrana inferior.
Em tomo do elemento de carga 232 há uma meia-sola 233, que veda a região anular da membrana inferior 231 relacionada com a sola 216, que é deixada exposta pelo menor elemento de enchimento 232, a fim de evitar penetração de líquidos para dentro da região de inserção do pé através dos furos do piso.
Com referência à Figura 8a, de acordo com a EP 1197158, antes do acoplamento entre a gáspea 312 e a membrana 313, um elemento de conexão à prova d’água 350 é associado com a borda inferior 318 da gáspea
312, por exemplo, por pontos em ziguezague 352 e é por exemplo de 10 - 15 mm de largura, na prática tão larga quanto a aba inferior 317 da membrana
313, que se projeta da borda inferior da gáspea.
O elemento de conexão 350 é constituído preferivelmente por uma folha de duas camadas, cuja camada interna 350a, direcionada para a membrana 313, tem um ponto de fusão que é igual à temperatura gerada durante a prensagem da membrana sobre a gáspea descrita anteriormente; tal temperatura é inferior àquela gerada durante a etapa para moldagem da sola.
Durante a etapa de prensagem, portanto, a camada interna 350a derrete, aderindo à membrana 313.
A segunda camada, a externa 350b, pode em vez disso ser feita de um material que seja compatível com o material da sola e deve ter um mais elevado ponto de fusão do que o da primeira camada intema 350a, a fim de evitar sua fusão durante a operação de prensagem da membrana 313 contra a gáspea 312.
A montagem constituída pela gáspea 312 e a membrana 313 é unida por meio de costuras com pontos 353 à plamilha permeável a vapor ou perfurada 314, junto com um revestimento interno 324, de acordo com uma estrutura comumente conhecida como Strobel. Se a palmilha for associada com a montagem de gáspeamembrana, de acordo com a estrutura conhecida como “formadura AGO”, de modo que a borda inferior da gáspea e da aba inferior da membrana seja dobrada sob a palmilha de montagem, o elemento de conexão coincide com a extensão da borda inferior da gáspea, descrita anteriormente.
Pelo menos parte da sola 316 é sobremoldada diretamente sobre a parte de gáspea 311 do calçado.
Quando a sola é moldada por injeção, a pressão e o calor gerados pelo polímero derretido provocam o derretimento parcial da segunda 10 camada do elemento de conexão 350 (em adição, naturalmente, à primeira camada), assim criando a área perimétrica 326 para vedação à prova d’água entre a aba inferior 317 da membrana 313 e da sola 316, assim evitando a infiltração lateral de líquidos.
Uma variação que já é conhecida das pessoas hábeis na arte do 15 campo de fabrica de calçado é mostrada na Figura 8b e provê um elemento ou extensão de conexão de gáspea, designado pelo numeral de referência 350’, que é feito inteiramente de um material que é permeável a materiais poliméricos no estado líquido, particularmente poliuretano, tal como, por exemplo, uma malha feita de material sintético ou um tecido tridimensional 20 com uma malha larga, que permite que o material polimérico, que derreteu durante a etapa de sobremoldagem, ligue a sola à membrana 313.
Com referência agora à Figura 9, uma sola 416 pode também ser provida autonomamente e então unida à parte de gáspea do calçado, por exemplo, por meio de adesivo.
Neste caso, há a associação da borda inferior 418 da gáspea
412 com a palmilha 414, que é permeável a vapor ou perfurada, com a interposição de um elemento de conexão 450 feito de um material que é permeável a vedantes fluidos, tais como, por exemplo, uma rede feita de material sintético ou um tecido tridimensional com uma malha larga. O acoplamento é provido por meio de costuras 454 e 455.
O elemento conectante 450 é impregnado com adesivos ou vedantes, tais como, por exemplo, adesivos de silicone, adesivos PU de fusão a quente termoplásticos ou reativos, tais como, por exemplo, o adesivo 5 conhecido pelo nome comercial IPATHERM S 14/176 ou equivalente de H.B. Fuller, ou espalhado com látex (revestimento de látex) ou com poliuretano (revestimento PU), a fim de prover uma primeira vedação perimétrica 426a para prover uma vedação à prova d’água diretamente sobre a aba inferior 417 da membrana 413.
Com referência à Figura 10, por exemplo, no caso de uma
estrutura de “formadura AGO”, o elemento conectante 650 pode também ser um tecido normal, capaz de não arrastar água para dentro ou ao longo de suas próprias fibras, um tecido reforçado com fibras de aramida de Kevlar® ou, por exemplo, um material polimérico à prova d’água.
Neste caso, a palmilha 614 deve ser produzida de um material
polimérico ou de outro modo à prova d’água, compatível com o material da sola 616 e com o material da membrana 613, pelo menos em sua parte perimétrica, a fim de permitir a provisão da área perimétrica 626a para prover uma vedação à prova d’água diretamente com a aba ou borda inferior 617 da membrana da gáspea.
A fim de completar a vedação à prova d’água do calçado, neste caso também o elemento conectante 650 é impregnado com adesivos ou vedantes, tais como, por exemplo, adesivos de silicone, adesivos termoplásticos ou adesivos PU de fusão a quente reativos, tais como, por 25 exemplo, o adesivo conhecido pelo nome comercial IPATHERM S 14/176 ou equivalente da H.B. Fuller, ou espalhado com látex (revestimento de látex) ou com poliuretano (revestimento PU), a fim de prover uma área de vedação perimétrica 626b com respeito à palmilha à prova d’água.
Em qualquer caso, a palmilha 614 é associada hermeticamente com a sola 616 e com a aba ou borda inferior 617 da membrana 613 somente nas partes perimétricas, sem afetar a parte central destinada para permeação de vapor, que deve, portanto, ser permeável a vapor ou perfurada.
A fim de fortificar mais a margem de montagem da membrana, pode ser vantajoso aplicar diretamente à aba ou borda inferior da membrana 613, por exemplo, após associação da membrana com a gáspea 612, um elemento de reforço à prova d’água 651, por exemplo, um fita de vedação térmica à prova d’água preferivelmente elástica, feita de material sintético.
Na prática foi constatado que a invenção assim descrita atinge os propósito e objetivos pretendidos.
A presente invenção de fato provê um calçado que é completamente à prova d’água e permeável a vapor d’água e é fabricado para evitar mesmo a mais ligeira infiltração lateral de água pela sola para dentro da região de inserção de pé.
Isto é permitido pelo particular acoplamento de superfície da
membrana à gáspea, o que é assegurado apropriadamente pela ação de prensagem e pela presença de formatos especiais. Tais formatos de fato permitem tomar à prova d’água eficazmente também os pontos críticos determinados pelas costuras e em particular pelas sobreposições dos 20 diferentes elementos que compõem uma gáspea para calçados. Tal impermeabilidade da gáspea permite evitar a acumulação de água entre a gáspea e o forro do calçado.
Além disso, a associação da membrana com a gáspea, de modo que a aba inferior da membrana projete-se da borda inferior da gáspea, permite a criação de uma área de vedação nesta região com a parte inferior do calçado, na prática evitando que água infiltre-se na interface de superfície entre a gáspea e a membrana e entre a membrana e a parte inferior do calçado.
A invenção assim concebida é susceptível de numerosas modificações e variações, todas as quais estão dentro do escopo das reivindicações anexas; todos os detalhes podem ainda ser substituídos por outros elementos tecnicamente equivalentes.
Na prática, os materiais usados, contanto que sejam compatíveis com o uso específico, bem como as dimensões, podem ser quaisquer uns de acordo com as exigências e o estado da arte.
As descrições do Pedido de Patente Suíço No. 00538/07, para o qual este pedido reivindica prioridade, são incorporadas aqui por referência.
Onde aspectos técnicos mencionados em qualquer reivindicação são seguidos por sinais de referência, esses sinais de referência 10 foram incluídos para o único propósito de aumentar a inteligibilidade das reivindicações e, por conseguinte, tais sinais de referência não têm qualquer efeito limitante sobre a interpretação de cada elemento identificado por meio de exemplo por tais sinais de referência.

Claims (36)

1. Método para fabricar um calçado à prova d’água e permeável a vapor, dito método caracterizado pelo fato de que consiste em: preparar um componente semifabricado de uma gáspea (12) para um calçado, de modo que possa ser estendido sobre uma superfície plana ou sobre duas superfícies mutuamente opostas. arranjar sobre a parte interna de dito componente semifabricado de uma gáspea (12) uma membrana à prova d’água e permeável a vapor (13), preparar meios para ligação adesiva entre o componente semifabricado de uma gáspea (12) e a membrana (13), a fim de não inibir a permeabilidade a vapor da montagem, preparar um ou mais fôrmas, que sejam substancialmente planas porém capazes de conformaremse complementarmente com respeito às diferentes espessuras das costuras e das partes superpostas que constituem a superfície externa de dito componente semifabricado de uma gáspea (12), firmemente acoplando dita membrana (13) com dito componente semifabricado de uma gáspea (12), com a parte externa de dito componente semifabricado disposta de modo que a superfície externa repouse sobre a fôrma, terminar dita gáspea (12) fazendo-a assumir a correta configuração tridimensional e associando-a com uma palmilha (14), associando uma sola (16) com a gáspea à prova d’água (12) e com a palmilha (14).
2. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que dito componente semifabricado de uma gáspéa é completamente aberto.
3. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o acabamento da gáspea (12) compreende a etapa de prover seus acoplamentos faltantes.
4. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que ele provê a aplicação à gáspea (12) de dita membrana (13), que é acoplada, sem comprometer sua permeação a vapor, a uma ou mais malhas feitas de material sintético e/ou outros elementos protetores ou elementos de suporte, que permitem a passagem de materiais vedantes.
5. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que esses elementos que constituem dita gáspea (12) e já são à prova d’água substituem dita membrana (13), uma vedação à prova d’água sendo provida entre dita membrana (13) e ditos elementos à prova d’água.
6. Método de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo fato de que ele apresenta uma sobreposição e uma vedação de dita membrana (13) com respeito a ditos elementos à prova d’água, substancialmente ao longo de aproximadamente 5,0 - 10,0 mm ou uma costura que é tomada à prova d’água por uma derivação à prova d’água.
7. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que uma biqueira de vedação à prova d’água (22) substituí dita membrana (13) na ponta do calçado, uma vedação à prova d’água sendo provida entre dita membrana (13) e dita biqueira à prova d’água.
8. Método de acordo com a reivindicação 7, caracterizado pelo fato de que ele apresenta uma sobreposição e uma vedação de dita membrana (13) com respeito a dita biqueira à prova d’água (22) substancialmente sobre aproximadamente 5,0 - 10,0 mm ou uma costura que a tomada à prova d’água por uma fita à prova d’água.
9. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que um contraforte à prova d’água (23) substitui dita membrana (13) no salto do calçado, uma vedação à prova d’água sendo provida entre dita membrana (13) e dito contraforte à prova d’água (23).
10. Método de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo fato de que ele apresenta uma sobreposição e uma vedação de dita membrana (13) com respeito a dito contraforte à prova d’água (23) substancialmente sobre aproximadamente 5,0 - 10,0 mm ou uma costura que é tomada à prova d’água por uma fita à prova d’água.
11. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que, para a subsequente montagem de dita gáspea (12) com dita membrana (13) na sola (16), a margem inferior (17) da membrana (13) estende-se além da margem da gáspea.
12. Método de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo fato de que dita margem projetada (17) fica a substancialmente 10-15 mm da borda inferior da gáspea (12).
13. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que, para a montagem entre a gáspea (12) e a membrana (13), uma cola termoadesiva é distribuída sobre a superfície de dita membrana (13), em contato com a gáspea (12), a fim de não comprometer sua permeabilidade a vapor.
14. Método de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo fato de que a distribuição de dito adesivo é uma distribuição de adesivo em pó ou de pontos de adesivo do tipo de fusão a quente, tendo um diâmetro substancialmente de 0,1 a 2,0 mm e uma densidade de 50 a 600 pontos/cm .
15. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que dita membrana (13) é aquecida a aproximadamente 100 15O0C por 10 segundos, a fim de ser firmemente acoplada à gáspea (12) por prensagem a aproximadamente 6 bars.
16. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que dita adesão é promovida por meio de uma película termoadesiva perfurada (membrana) a ser aplicada entre a membrana (13) e a gáspea (12), a fim de não evitar a permeação a vapor da unidade.
17. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que a gáspea (12) é quase completamente montada, de modo a poder ser espalhada sobre uma superfície plana (20).
18. Método de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de que dita superfície plana (20) é feita de um material que é capaz de reassumir seu formato original após deformação (resiliente) e é resistente a temperatura, tal como borracha nitrílica, silicone, policloropreno ou EVA expandida microporosa, a fim de eliminar irregularidades de espessura e assegurar que a superfície interna da gáspea (12) seja plana durante a prensagem.
19. Método de acordo com a reivindicação 17, caracterizado pelo fato de que dita superfície ou fôrma (20) é feita de materiais que são resistentes a temperatura e pressão, dita fôrma tendo pequenas cavidades (20a) que são complementares, nas sobreposições dos elementos, com respeito às diferenças de espessuras ou das costuras da gáspea (12), de modo que a superfície interna da gáspea (12), a superfície de prensagem da membrana, seja plana.
20. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que, se na região da lingueta dianteira houver inserções (13a) da membrana (13) para prover uma lingueta em fole requerida para tomar à prova d’água a lingueta e evitar que água penetre no calçado, ditas inserções devem ser superpostas e vedadas por meio de adesivos e/ou derivações de vedação (30), que são aplicados por soldagem a quente.
21. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que apresenta uma gáspea (12) que é dobrada para trás e fechada e uma membrana (13) que é contornada e costurada, a fim de substancialmente duplicar o formato da gáspea (12).
22. Método de acordo com a reivindicação 21, caracterizado pelo fato de que a montagem é encaixada sobre uma superfície plana ou fôrma, constituída por um núcleo feito de material rígido e uma parte de superfície externa que forma duas superfícies planas externas (20a, 20b) que são mutuamente opostas.
23. Método de acordo com a reivindicação 22, caracterizado pelo fato de que dita superfície plana (20) é feita de um material que é capaz de reassumir seu formato original após deformação (resiliente) e é resistente a temperatura, tal como, por exemplo, borracha nitrílica, silicone, policloropreno (neopreno) ou EVA expandida microporosa.
24. Método de acordo com uma ou mais das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que o término da adesão entre a gáspea (12) e a membrana (13) da parte de salto é realizado utilizando-se um máquina de fabrica de calçado, comumente conhecida como “máquina de preformação de contraforte”, que tem uma meia-fôrma aquecida e uma almofada de ar que aplica pressão na gáspea (12) e na membrana (13), que são superpostas.
25. Método de acordo com qualquer uma ou mais das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que um revestimento interno permeável a vapor (24) é associado com a superfície interna da membrana (13).
26. Método de acordo com a reivindicação 25, caracterizado pelo fato de que a associação ocorre por ligação adesiva.
27. Método de acordo com qualquer uma ou mais das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que uma vez que a parte de gáspea (11) do calçado foi fechada, dita sola (16) é associada com ela por meio de adesivo, uma área (26) para prover uma vedação à prova d’água com a sola (16) sendo provida entre a aba inferior (17) da membrana (13) e a borda inferior (18) da gáspea.
28. Método de acordo com uma ou mais das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que dita área de vedação à prova d’água (26) pode ser constituída por um material adesivo que é espalhado sobre a borda inferior (18) da gáspea (12) sobre a aba inferior (17) da membrana (13), até ela alcançar a palmilha, na prática a fim de formar o anel de vedação (27).
29. Método de acordo com qualquer uma ou mais das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que dita área de vedação (26) é provida com fitas ou extensões de vedação (28) da borda inferior da gáspea, obtidas por meio de elementos que são fixados a dita gáspea por costura ou ligação adesiva ou similar.
30. Método de acordo com uma ou mais das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que ditas extensões (28), que são bastante largas para alcançar a extremidade da aba de membrana, devem permitir vedação e são fitas ou malhas de vedação térmica feitas de material sintético, tecidos de malha, panos tecidos ou tecidos tridimensionais ou similares, através dos quais materiais de vedação, tais como adesivos de silicone ou poliuretano, poderem passar e a membrana (13) dever ser aplicada após o acoplamento de ditos elementos, a fim de tomar à prova d’água o ponto de conexão entre os diferentes materiais.
31. Método de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que um elemento de reforço à prova d’água, tal como uma fita de vedação térmica à prova d’água, que é preferivelmente elástica e feita de material sintético, é aplicado diretamente na superfície interna da borda inferior da membrana (13).
32. Método de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que dita sola (16) é sobremoldada diretamente sobre a parte de gáspea (11).
33. Método de acordo com qualquer uma ou mais das reivindicações precedentes, caracterizado pelo fato de que, a fim de fortificar mais a margem de montagem da membrana, um elemento de reforço à prova d’água (651), tal como uma fita de vedação térmica à prova d’água, que é preferivelmente elástica e feita de material sintético, é aplicado diretamente na borda inferior da membrana.
34. Método de acordo com a reivindicação 33, caracterizado pelo fato de que dito elemento de reforço (651) é aplicado diretamente na borda inferior da membrana após a associação da membrana com a gáspea.
35. Calçado à prova d’água e permeável a vapor, caracterizado pelo fato de que é fabricado com um método de acordo com uma ou mais das reivindicações precedentes.
36. Método para fabricar um calçado à prova d’água e permeável a vapor e um calçado obtido com o método, de acordo com uma ou mais das reivindicações precedentes, caracterizados pelo fato de que são como descrito e ilustrado nos desenhos anexos.
BRPI0809074-2A2A 2007-04-03 2008-03-20 Método para fabricar um calçado à prova d'água e permeável a vapor e respectivo calçado à prova d'água e permeável a vapor. BRPI0809074A2 (pt)

Applications Claiming Priority (3)

Application Number Priority Date Filing Date Title
CH00538/07 2007-04-03
CH00538/07A CH714441B1 (it) 2007-04-03 2007-04-03 Procedimento per realizzare una calzatura impermeabile all'acqua e traspirante al vapore acqueo e calzatura ottenuta col procedimento.
PCT/EP2008/053418 WO2008119683A1 (en) 2007-04-03 2008-03-20 Method for manufacturing a waterproof and vapor-permeable shoe and shoe obtained with the method

Publications (1)

Publication Number Publication Date
BRPI0809074A2 true BRPI0809074A2 (pt) 2014-09-09

Family

ID=39523497

Family Applications (1)

Application Number Title Priority Date Filing Date
BRPI0809074-2A2A BRPI0809074A2 (pt) 2007-04-03 2008-03-20 Método para fabricar um calçado à prova d'água e permeável a vapor e respectivo calçado à prova d'água e permeável a vapor.

Country Status (29)

Country Link
US (2) US8566991B2 (pt)
EP (2) EP2446764B1 (pt)
JP (1) JP5315333B2 (pt)
KR (1) KR101502558B1 (pt)
CN (1) CN101677646B (pt)
AR (1) AR065848A1 (pt)
AU (1) AU2008233950B2 (pt)
BR (1) BRPI0809074A2 (pt)
CA (1) CA2681977C (pt)
CH (1) CH714441B1 (pt)
CL (1) CL2008000970A1 (pt)
CY (1) CY1113797T1 (pt)
DK (2) DK2131691T3 (pt)
ES (2) ES2392471T3 (pt)
HR (1) HRP20120974T1 (pt)
MA (1) MA31320B1 (pt)
ME (2) ME02082B (pt)
MX (1) MX2009010682A (pt)
NZ (1) NZ579675A (pt)
PE (1) PE20090007A1 (pt)
PL (1) PL2131691T3 (pt)
PT (1) PT2131691E (pt)
RS (2) RS52856B (pt)
RU (1) RU2462969C2 (pt)
SI (1) SI2131691T1 (pt)
TW (1) TWI442892B (pt)
UY (1) UY30998A1 (pt)
WO (1) WO2008119683A1 (pt)
ZA (1) ZA200906434B (pt)

Families Citing this family (59)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
US20100011619A1 (en) * 2008-07-16 2010-01-21 Peter Bastianelli Method and apparatus for one piece footwear construction
IT1392520B1 (it) 2008-12-22 2012-03-09 Geox Spa Struttura di calzatura impermeabile e traspirante
EP2238850B1 (en) * 2009-04-10 2014-08-13 Geox S.p.A. Waterproof and vapor-permeable shoe
PL2238851T3 (pl) 2009-04-10 2013-01-31 Geox Spa Sposób wytwarzania wodoszczelnego buta przepuszczalnego dla pary wodnej
DK2298100T3 (en) 2009-08-28 2014-12-15 Geox Spa Steam permeable shoes
US8453354B2 (en) 2009-10-01 2013-06-04 Nike, Inc. Rigid cantilevered stud
US8572866B2 (en) 2009-10-21 2013-11-05 Nike, Inc. Shoe with composite upper and foam element and method of making same
US8321984B2 (en) * 2009-10-21 2012-12-04 Nike, Inc. Composite shoe upper and method of making same
US8429835B2 (en) * 2009-10-21 2013-04-30 Nike, Inc. Composite shoe upper and method of making same
DE102010006150A1 (de) * 2010-01-29 2011-08-04 W. L. Gore & Associates GmbH, 85640 Schaftanordnung für Schuhwerk sowie Schuhwerk damit
IT1398094B1 (it) 2010-02-10 2013-02-07 Geox Spa Calzatura con tomaia e suola impermeabili
DE102010044260A1 (de) * 2010-09-03 2012-03-08 Ecco Sko A/S Schaftanordnung für Schuhwerk sowie Schuhwerk damit
IT1402955B1 (it) * 2010-11-30 2013-09-27 Geox Spa Calzatura impermeabile e traspirante, realizzata prevalentemente con il procedimento di lavorazione noto come a "montato" o "ago".
ITPD20110395A1 (it) * 2011-12-16 2013-06-17 Geox Spa Calzatura impermeabile e traspirante, particolarmente ma non esclusivamente del tipo di sicurezza, o simile
KR101214673B1 (ko) 2011-12-27 2013-01-09 메타 비락 접착용 필름을 이용한 신발의 제조방법
HK1165180A2 (en) * 2012-04-30 2012-09-28 沛恩科技有限公司 Method for manufacturing waterproof footwear
US9609915B2 (en) 2013-02-04 2017-04-04 Nike, Inc. Outsole of a footwear article, having fin traction elements
US9351540B2 (en) 2013-02-14 2016-05-31 Nike, Inc. Last with retractable pins
US9259877B2 (en) 2013-02-22 2016-02-16 Nike, Inc. System and method for applying heat and pressure to three-dimensional articles
US9713361B2 (en) 2013-02-22 2017-07-25 Nike, Inc. Bottom-down last for 3D forming
ITTV20130023A1 (it) 2013-02-25 2014-08-26 Roberto Pierobon Calzatura impermeabile e traspirante e relativo metodo di realizzazione
US20150027001A1 (en) * 2013-07-24 2015-01-29 Starensier, Inc. Tapeless waterproof footwear
CN107581703A (zh) * 2013-08-13 2018-01-16 安德阿默有限公司 功能性鞋
US9232830B2 (en) 2013-09-19 2016-01-12 Nike, Inc. Ventilation system for an article of footwear
DE102013221020B4 (de) * 2013-10-16 2020-04-02 Adidas Ag Speedfactory 3D
DE102013221018B4 (de) 2013-10-16 2020-04-02 Adidas Ag Speedfactory 2D
CN203748754U (zh) * 2013-12-20 2014-08-06 刘东强 一种防水透气鞋底和具有该鞋底的鞋
US10143260B2 (en) 2014-02-21 2018-12-04 Nike, Inc. Article of footwear incorporating a knitted component with durable water repellant properties
US10182619B2 (en) 2014-02-21 2019-01-22 Nike, Inc. Article of footwear incorporating a woven or non-woven textile with durable water repellant properties
US9872537B2 (en) * 2014-04-08 2018-01-23 Nike, Inc. Components for articles of footwear including lightweight, selectively supported textile components
US9861162B2 (en) 2014-04-08 2018-01-09 Nike, Inc. Components for articles of footwear including lightweight, selectively supported textile components
US20150335097A1 (en) * 2014-05-22 2015-11-26 Les Chaussures Stc Inc. Waterproof breathable boot
US10005231B2 (en) 2014-05-23 2018-06-26 Nike, Inc. Method of manufacturing contoured objects by radio frequency welding and tooling assembly for same
CA2854683C (en) * 2014-06-19 2021-07-13 Genfoot Inc. Method for injection moulding safety footwear
DK3166785T3 (da) * 2014-07-11 2021-03-22 Geox Spa Fremgangsmåde til vandtætning af råemner til sko, handsker, beklædningsgenstande og andre beklædningstilbehør, råemner, som er vandtætnede ved fremgangsmåden, sko, handsker, beklædningsgenstande og andre beklædningstilbehør forsynede med de.....
FR3031015B1 (fr) * 2014-12-31 2017-04-28 Salomon Sas Procede de fabrication d'un article chaussant
KR20180042291A (ko) * 2015-08-13 2018-04-25 더블유.엘. 고어 앤드 어소시에이트스, 인코포레이티드 이음매 없는 신장성 필름을 포함하는 부티 및 풋웨어 어셈블리, 및 이를 위한 방법
KR101650447B1 (ko) 2015-11-23 2016-08-23 코오롱인더스트리 주식회사 방수 및 투습성 신발 및 그 제조방법
CN106037119A (zh) * 2016-07-25 2016-10-26 信泰(福建)科技有限公司 一体鞋面制造方法及一体编织鞋面
USD879441S1 (en) 2016-10-28 2020-03-31 Tammy Terrell Glaze Sandal sole insert
DE102016221676B4 (de) * 2016-11-04 2023-05-25 Adidas Ag Verfahren und Vorrichtung zum Verbinden eines Sohlenelements mit einem Schuhoberteilelement
US10104932B2 (en) 2017-02-01 2018-10-23 Ziben Safety Co., Ltd. Safety shoes with a ventilation structure
US12133572B1 (en) 2017-03-17 2024-11-05 Under Armour, Inc. Article of footwear
US11059249B2 (en) 2017-06-19 2021-07-13 Under Armour, Inc. Footwear and method of formation
US10426220B2 (en) 2017-10-03 2019-10-01 Sandra Allison Blunkall Pointe shoes with enhanced impact protection and resistance to moisture degradation
CN107811352B (zh) * 2017-11-21 2022-11-25 鹤山精丰织造有限公司 一种飞织与绳绣的连接结构及鞋面
TWI783861B (zh) * 2017-11-22 2022-11-11 荷蘭商耐克創新有限合夥公司 製鞋用之共形膜、壓力機及利用共形膜製造鞋製品的方法
TWI653948B (zh) * 2018-01-23 2019-03-21 張中豪 透濕防水鞋之製法
TWI705773B (zh) 2018-08-31 2020-10-01 薩摩亞商盛隆材料科技有限公司 鞋體結構及其製作方法
TWI702014B (zh) * 2018-08-31 2020-08-21 薩摩亞商盛隆材料科技有限公司 防水透濕鞋面的成型方法及其鞋面
IT201900000383U1 (it) * 2019-02-01 2020-08-01 Gore W L & Ass Gmbh Calzatura impermeabile e traspirante
CN110228235B (zh) * 2019-07-24 2024-02-06 李明鸿 防水复合布、防水鞋及防水鞋制作方法
US12167773B2 (en) 2020-02-19 2024-12-17 Ecco Sko A/S Breathable and waterproof footwear
AU2022212995A1 (en) * 2021-01-29 2023-07-06 Base Protection S.R.L. Water resistant footwear and manufacturing method
CN114351334B (zh) * 2021-12-18 2024-12-24 际华三五一五皮革皮鞋有限公司 一种鞋面用飞织提花网布
KR102666278B1 (ko) * 2022-06-29 2024-05-16 주식회사 대방 통기 방우 신발 제조 방법 및 통기 방우 신발
TWI820796B (zh) * 2022-07-12 2023-11-01 裕榮昌科技股份有限公司 鞋面設計模型產生方法、系統及非暫態電腦可讀取媒體
US12501960B2 (en) 2023-10-27 2025-12-23 Ariat International, Inc. Footwear with booties and bootie securement systems, and methods for manufacturing the same
CN118177455B (zh) * 2024-04-16 2025-09-26 泉州寰球鞋服有限公司 一种隐藏式防水鞋的制作方法

Family Cites Families (22)

* Cited by examiner, † Cited by third party
Publication number Priority date Publication date Assignee Title
DE2737756A1 (de) 1977-08-22 1979-03-01 Gore & Ass Laminate mit mindestens einer mikroporoesen ptfe-membrane und aus diesen laminaten hergestellte endprodukte
USRE34890E (en) 1981-08-06 1995-04-04 Gore Enterprise Holdings, Inc. Waterproof shoe construction
US4925732A (en) 1988-07-27 1990-05-15 W. L. Gore & Associates, Inc. Breathable flexible laminates adhered by a breathable adhesive
US5253434A (en) * 1990-11-14 1993-10-19 Reebok International Ltd. Waterproof article of manufacture and method of manufacturing the same
EP0595941B1 (en) * 1991-07-12 1997-08-27 W.L. Gore & Associates, Inc. Method of producing an article of waterproof fottwear
IN189119B (pt) * 1995-10-13 2002-12-21 Nottington Holding Bv
GB2344505B (en) * 1998-12-08 2001-03-21 Eddie Chen Waterproof footwear
IT1293474B1 (it) * 1997-05-09 1999-03-01 Nottington Holding Bv Calzatura traspirante perfezionata
US6497786B1 (en) * 1997-11-06 2002-12-24 Nike, Inc. Methods and apparatus for bonding deformable materials having low deformation temperatures
IT1318737B1 (it) 2000-08-07 2003-09-10 Nextec Srl Procedimento per impermeabilizzare semilavorati di calzature, capi edaccessori di abbigliamento, nonche' semilavorati ottenuti con tale
IT1317368B1 (it) * 2000-10-10 2003-06-16 Nottington Holding Bv Struttura di calzatura impermeabile con suola o intersuola stampatasulla tomaia.
US20020066212A1 (en) * 2000-12-06 2002-06-06 Sympatex Technologies Gmbh Waterproof shoe
US6584705B2 (en) 2001-04-17 2003-07-01 Cheng Kung Lain Shoe having simplified construction
ITMI20020626A1 (it) * 2002-03-26 2003-09-26 Nextec Srl Calzatura impermeabile e procedimento per la sua fabbricazione
AU2003218823A1 (en) 2003-04-08 2004-11-01 Soo-Ho Beak Method of manufacturing uppers of leather and mold for hot press
ITMI20031258A1 (it) 2003-06-20 2004-12-21 Nextec Srl Procedimento e macchina per impermeabilizzare semilavorati di calzature, capi ed accessori di abbigliamento, e semilavorati ottenuti con tale procedimento o macchina.
US7117545B2 (en) * 2003-10-15 2006-10-10 Gore Enterprise Holdings Inc. Liquidproof seam for protective apparel
ITPD20040014A1 (it) * 2004-01-22 2004-04-22 Geox Spa Calzatura con suola e tomaia traspiranti ed impermeabili
US20070199210A1 (en) * 2006-02-24 2007-08-30 The Timberland Company Compression molded footwear and methods of manufacture
CA2644527C (en) * 2006-03-03 2012-11-20 W.L. Gore & Associates Gmbh Composite shoe sole, footwear constructed thereof, and method for producing the same
WO2007120064A1 (en) 2006-04-18 2007-10-25 Investvar Industrial, Sgps, Sa Waterproof turned footwear, as well as process and last for its manufacture
ITPD20060437A1 (it) * 2006-11-23 2008-05-24 Geox Spa Suola traspirante ed impermeabile per calzature, calzatura utilizzante detta suola e procedimento per la realizzazione di detta suola e detta calzatura

Also Published As

Publication number Publication date
US8566991B2 (en) 2013-10-29
DK2131691T3 (da) 2013-01-02
CY1113797T1 (el) 2016-07-27
HK1167581A1 (en) 2012-12-07
HK1136170A1 (en) 2010-06-25
PL2131691T3 (pl) 2013-03-29
KR101502558B1 (ko) 2015-03-16
WO2008119683A1 (en) 2008-10-09
ME02082B (me) 2013-07-22
ME02033B (me) 2013-04-30
ES2415380T3 (es) 2013-07-25
CH714441B1 (it) 2019-06-14
RU2009140401A (ru) 2011-05-10
MX2009010682A (es) 2009-10-23
RS52556B (sr) 2013-04-30
AU2008233950B2 (en) 2013-11-07
CL2008000970A1 (es) 2009-01-16
HRP20120974T1 (hr) 2012-12-31
ES2392471T3 (es) 2012-12-11
EP2131691B1 (en) 2012-08-29
JP2010523186A (ja) 2010-07-15
RS52856B (sr) 2013-12-31
US20140033452A1 (en) 2014-02-06
ZA200906434B (en) 2010-05-26
PE20090007A1 (es) 2009-02-03
TW200913920A (en) 2009-04-01
CA2681977C (en) 2015-07-14
KR20100015358A (ko) 2010-02-12
SI2131691T1 (sl) 2013-02-28
US9078489B2 (en) 2015-07-14
AR065848A1 (es) 2009-07-08
CN101677646A (zh) 2010-03-24
MA31320B1 (fr) 2010-04-01
EP2446764A1 (en) 2012-05-02
AU2008233950A1 (en) 2008-10-09
TWI442892B (zh) 2014-07-01
US20100115792A1 (en) 2010-05-13
EP2446764B1 (en) 2013-04-24
RU2462969C2 (ru) 2012-10-10
EP2131691A1 (en) 2009-12-16
NZ579675A (en) 2011-12-22
CN101677646B (zh) 2013-11-06
PT2131691E (pt) 2012-12-10
JP5315333B2 (ja) 2013-10-16
UY30998A1 (es) 2008-11-28
DK2446764T3 (da) 2013-06-10
CA2681977A1 (en) 2008-10-09

Similar Documents

Publication Publication Date Title
BRPI0809074A2 (pt) Método para fabricar um calçado à prova d'água e permeável a vapor e respectivo calçado à prova d'água e permeável a vapor.
DK2238850T3 (en) Waterproof and vapor-permeable shoe
US9510642B2 (en) Shoe with waterproof and vapor-permeable upper and sole
US20130239442A1 (en) Waterproof and vapor-permeable shoe, provided predominantly by means of the working method known as "ago lasting"
HK1167581B (en) Method for manufacturing a waterproof and vapor-permeable shoe and shoe obtained with the method
HK1136170B (en) Method for manufacturing a waterproof and vapor-permeable shoe and shoe obtained with the method
TH42044B (th) วิธีการผลิตรองเท้ากันน้ำและไอซึมผ่านได้ และรองเท้าที่ได้จากวิธีการดังกล่าว
TH95566A (th) วิธีการผลิตรองเท้ากันน้ำและไอซึมผ่านได้ และรองเท้าที่ได้จากวิธีการดังกล่าว
HK1147041B (en) Waterproof and vapor-permeable shoe

Legal Events

Date Code Title Description
B07A Technical examination (opinion): publication of technical examination (opinion) [chapter 7.1 patent gazette]
B09B Patent application refused [chapter 9.2 patent gazette]
B12B Appeal: appeal against refusal