PT747398E - Composicao pulveriforme de hidroxipropil-ciclodextrina beta e processo para a sua preparacao - Google Patents

Composicao pulveriforme de hidroxipropil-ciclodextrina beta e processo para a sua preparacao Download PDF

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Description

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DESCRIÇÃO “COMPOSIÇÃO PULVERIFORME DE HIDROXIPROPIL-CICLODEXTRINA β E PROCESSO PARA A SUA PREPARAÇÃO” A invenção tem por objecto uma nova composição pulveriforme de hidroxipropil-ciclodextrina β que possui uma granulometria particular e também uma excelente velocidade de dissolução. A invenção ainda tem por objecto proporcionar um processo particular para a obtenção de tal composição e também as suas utilizações para fins industriais.
As ciclodextrinas, que são macrociclos que possuem 6, 7 ou 8 motivos glicose consoante se trate de uma ciclodextrina α, β ou y, estão perfeitamente descritas na literatura, em particular os aspectos respeitantes às suas propriedades solubilizadoras e estabilizadoras de diversos compostos. Tais propriedades, devidas essencialmente à sua capacidade para formarem um complexo em presença de compostos com aptidão para se alojarem, na totalidade ou parcialmente, no interior de tais macrociclos, têm um interesse muito importante nas indústrias alimentar, farmacêutica e fitossanitária. Também foram já estudados derivados de ciclodextrinas, em particular com o intuito de aumentar a solubilidade das ciclodextrinas em água, pois a sua solubilidade não é muito alta: na realidade, esse valor não vai, por exemplo, além de 1,8 g por cada 100 mL no caso da ciclodextrina β. Entre os referidos derivados, os éteres de ciclodextrina e mais par-ticularmente as hidroxialquil-ciclodextrínas receberam uma atenção particular devido à sua grande solubilidade em água, à sua inocuidade e à facilidade de fabrico.
Estas hidroxialquil-ciclodextrínas correspondem às ciclodextrinas em que a totalidade ou uma parte dos grupos hidroxi foram eterificados com radicais hidroxialquilo.
As características destes derivados levaram os cientistas a testá-los em diferentes domínios, designadamente' nos domínios farmacêutico, cosmético e fitossanitário. 1
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Com efeito, a boa solubilidade destes derivados em água tem um interesse bastante particular para a produção de formas hidrossolúveis de princípios activos farmacêuticos que por si sós sejam pouco solúveis ou mesmo insolúveis em água, possuindo além disso uma grande estabilidade.
Assim, a patente de invenção norte-americana n° 4 727 064, depositada por PITHA, protege as composições farmacêuticas que contenham um complexo amorfo de um agente farmacêutico com um composto ciclo-dextrina, em particular a hidroxipropil-ciclodextrina β. Este complexo permite melhorar a solubilidade do princípio activo e consequentemente a sua absorção pelo organismo. A Sociedade JANSSEN PHARMACEUTICA obteve também a concessão de uma patente de invenção europeia EP 149 197 que diz respeito a preparações farmacêuticas constituídas por compostos de inclusão de medicamentos dificilmente solúveis em água, ou instáveis em água, conjuntamente com uma ciclodextrina β parcialmente eterificada e em particular a hidroxipropil-ciclodextrina β, com a finalidade de se melhorar a solubilidade e a estabilidade de tais medicamentos em água. A patente de invenção europeia concedida à sociedade SHISEIDO, com o n° EP 366154, protege a utilização de hidroxipropil-ciclodextrina β num produto cosmético. Os complexos obtidos com os compostos pouco solúveis em água, que são filtros de UV, os agentes conservantes e os perfumes, apresentam uma hidrossolubilidade muito boa e os produtos cosméticos que os contêm revelam uma estabilidade satisfatória sem que seja necessário recorrer a agentes solubilizadores que são irritantes para a pele.
Finalmente, faz-se observar também que há utilizações de hidroxipropil-ciclodextrina β no domínio fitossanitário que se encontram descritas designadamente nas patentes de invenção japonesas de SUN OIL n° 1068303 e de NIHON NOYAKU n° 63079802. Ali se refere o seu interesse particular ao nível da toxicidade do composto químico, sob a forma de um complexo, e também ao nível da solubilidade e da estabilidade de tais complexos. 2 : í . w
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Acresce dizer que há ainda na literatura muitas outras referências que descrevem especificamente complexos de um agente activo particular com hidroxipropil-ciclodextrina β.
Os derivados hidroxialquilados das ciclodextrinas são obtidos geralmente em conformidade com o processo que consiste em fazer reagir, em condições particulares de temperatura, de pressão e de tempo, o óxido de propileno com uma ciclodextrina β em meio aquoso e com um pH alcalino. Geralmente escolhe-se o hidróxido de sódio como catalisador da reacção.
Esta reacção decorre geralmente a uma temperatura não inferior a 70°C. A seguir ao fim da reacção neutraliza-se o meio de reacção e isola-se o composto hidroxipropil-ciclodextrina β, purifica-se e recupera-se sob a forma de uma solução aquosa.
No caso de se pretender obter uma forma sólida, então é possível praticar diversas técnicas que foram já utilizadas. Assim, no capítulo 2 respeitante às hidroxipropil-ciclodextrina β, da obra editada pelo Professor DUCHENE em 1991 e intitulada “New trends in Cyclodextrins and derivatives”, L. SZENTE e C.E. STRATTAN citam a liofilização, a atomização e a evaporação. A liofilização e a atomização são também os meios sugeridos por ‘AMERICAN MAIZE PRODUCTS’ na sua patente de invenção francesa n° 2 597 485 para recuperar os éteres de ciclodextrina.
No entanto, conforme salientado por L. SZENTE e C.E. STRATTAN na referência citada supra, os pós obtidos de acordo com estas diferentes técnicas têm muitos defeitos e em particular revelam possuir uma má dissolução.
Por outro lado, tais pós fluem dificilmente e têm características medíocres de compressão.
Além do mais, tais técnicas conduzem à obtenção de partículas muito finas, o que representa um inconveniente notável ao nível das operações de enchimento e de esvaziamento de tremonhas e condutas de alimentação e também dos sacos de embalagem. Além disso, tais 3
11 partículas finas podem ser a origem de explosões e representam também uma fonte potencial de irritação para o operador que efectua a manipulação.
Tendo em conta tal facto, a Sociedade requerente procurou pois desenvolver uma composição pulveriforme de hidroxipropil-ciclodextrina β cuja velocidade de dissolução fosse elevada e que fosse mais compatível com todas as exigências industriais, sem que tivesse os defeitos de escoamento e de compressão das formas pulveriformes conhecidas de hidroxipropil-ciclodextrina β, e que não fosse também fonte de poeiras ou de explosões nos locais de produção. A Sociedade requerente conseguiu com sucesso preparar uma composição pulveriforme de hidroxipropil-ciclodextrina β isenta dos defeitos mencionados supra e que apresenta simultaneamente uma granulometria “centrada” sem partículas finas e com uma capacidade notavelmente melhor para se dissolver num meio aquoso.
Assim, a invenção diz respeito a uma composição pulveriforme de hidroxipropil-ciclodextrina β, caracterizada pelo facto de possuir menos de cerca de 25% de partículas de tamanho inferior a 100 μια e cuja velocidade de dissolução em meio aquoso, medida em conformidade com um teste I, é inferior a 5 minutos a 21°C para uma solução com 20% de matérias secas. A invenção também diz respeito a um processo para a preparação de uma composição pulveriforme de hidroxipropil-ciclodextrina β que possui as características física e funcional indicadas supra.
De acordo com a primeira característica essencial da composição pulveriforme de hidroxipropil-ciclodextrina β de acordo com a invenção, que se designará doravante apenas por ‘ΗΡ0ϋβ% tal composição apresenta uma granulometria particular e centrada. Com efeito, contém menos de cerca de 25% de partículas de tamanho inferior a 100 μια.
De preferência, a composição pulveriforme de ΗΡΟϋβ não contém mais de cerca de 10% de partículas de tamanho inferior a 50 μια e de uma forma ainda mais preferencial contém menos de cerca de 40% de partículas de tamanho superior a 315 μια. 4 U, ^^
No que diz respeito à ausência de partículas muito finas, o que representa uma vantagem particular característica das composições de acordo com a invenção, tal vantagem foi demonstrada utilizando o aparelho ‘DUSTMETER’ (configuração n° 2) comercializado pela Sociedade “HENBACH ENGINEERING”. 0 principio da medição assenta num procedimento que consiste em colocar em movimento o produto que se pretende testar num tambor em rotação; as partículas finas presentes são então arrastadas por uma corrente de ar e recolhidas depois num filtro. A pesagem desse filtro, antes e após o referido movimento, dá a quantidade de partículas finas nele acumuladas.
No caso da composição pulveriforme de ΗΡΟϋβ de acordo com a invenção, a quantidade de pó utilizado foi de 100 g, o caudal de ar foi de 8 L/minuto e a duração da operação de movimentação foi de 5 minutos. Os resultados obtidos demonstram nitidamente a quantidade desprezável de partículas finas presentes nas composições de acordo com a invenção, comparativamente com uma composição da técnica anterior. c A segunda característica essencial da composição pulveriforme de HPCD3 de acordo com a invenção consiste na sua capacidade para se dissolver muito rapidamente.
Assim sendo, o tempo de dissolução medido nas condições do teste I, que será descrito adiante, é inferior a 5 minutos, de preferência é inferior a 3 minutos e mais preferencialmente é inferior a 2 minutos, a uma temperatura de 21°C e para uma solução de ΗΡΟϋβ com 20% de matérias secas, o que constitui um aperfeiçoamento importante em relação à velocidade de dissolução dos pós conhecidos de ΗΡΟΌβ. Este aperfeiçoamento é particularmente notável na medida em que uma velocidade de dissolução rápida condiciona uma utilização ainda maior de ΗΡΟΟβ.
Para se medir a velocidade de dissolução que constitui portanto a segunda característica essencial da composição pulveriforme de ΗΡΟΌβ em conformidade com a presente invenção, procede-se conforme descrito no teste I que consiste em medir o tempo necessário para 5
V
LCi t que tenha lugar a solubilização completa, em água desmineralizada, de diferentes quantidades de ΗΡΟϋβ correspondentes a composições com 5%, 10%, 20%, 30% e 40% de matérias secas. Para esta medição introduz-se numa proveta de forma alta e com a capacidade de 150 mL a quantidade de água desmineralizada que é necessária para se obter no final 100 g de composição com um teor em HPCDp de 5%, 10%, 20%, 30% ou 40% e depois submete-se essa solução a uma operação de agitação a 1250 r.p.m. com uma vareta magnética (comprimento: 25 mm; diâmetro 6 mm) e acrescenta-se a quantidade retida de ΗΡΟϋβ. Este teste é efectuado a duas temperaturas: 21°C e 60°C. 0 tempo que demora a dissolução é aquele que corresponde à obtenção de uma limpidez visual perfeita das suspensões assim preparadas.
Quer se trabalhe à temperatura ambiente ou a uma temperatura elevada, qualquer que seja a concentração da ΗΡΟϋβ, os tempos de dissolução das composições pulveriform.es de acordo com a invenção são sempre nitidamente inferiores aos das composições de acordo com a técnica anterior.
Por outro lado, faz-se observar que com as composições de acordo com a técnica anterior se produz uma acumulação de pó à superfície no caso das matérias secas mais altas, acumulação esta eventualmente seguida de um extravasamento. Este problema exige que a adição de ΗΡΟϋβ seja feita de forma fraccionada.
Para além do tempo de dissolução, a requerente evidenciou também outras características funcionais particularmente vantajosas da composição de acordo com a invenção, tais como a sua capacidade de escoamento e a sua compressibilidade. A capacidade de escoamento foi avaliada com o aparelho comercializado pela Sociedade “HOSOKAWA”. Este aparelho permite medir, em condições normalizadas e reproduzíveis, a capacidade de escoamento de um pó e permite calcular um parâmetro de escoamento designado também por índice de CARR. A composição pulveriforme de ΗΡΟϋβ de acordo com a invenção apresenta um índice de escoamento excelente, 6 jp U, ^^ compreendido entre 60 e 90. De preferência, este índice estará compreendido entre 70 e 85. O escoamento dos pós de acordo com a invenção parece ser portanto nitidamente melhor do que o dos pós da técnica anterior.
Esta característica é particularmente interessante na prática industrial, uma vez que facilita as operações de enchimento e de esvaziamento de tremonhas e de recipientes ou ainda de formas farmacêuticas tais como saquinhos e gélulas.
Com o mesmo aparelho e de acordo com o método indicado pelo fabricante mediu-se também a densidade aparente arejada. Os valores obtidos para as composições de acordo com a invenção estão sempre compreendidos entre 300 e 650 g/L e de preferência estão entre 350 e 600 g/L, ao passo que para as composições da técnica anterior a densidade aparente arejada é inferior a 300 g/L.
No que diz respeito à compressibilidade, esta é determinada de acordo com o teste II que consiste em medir a força, expressa em Newton (N), que é necessária para provocar a fractura de um comprimido preparado a partir da composição que se pretenda testar, ou seja, para provocar o aparecimento de linhas de ruptura no seio da massa que o constitui. Esta força traduz pois a resistência à fractura de um comprimido cilíndrico, de faces convexas, com iam diâmetro de 13 mm, com uma espessura de 5 mm e com uma massa de 0,499 g, ou seja, com uma massa volúmica ou densidade de 1,15 g/mL, sendo a referida força exercida contra a superfície periférica do comprimido na direcção do seu eixo de revolução, por meio de uma peça de encosto móvel que se aplica contra a referida superfície ao longo de uma geratriz, sendo o referido comprimido imobilizado contra uma peça de encosto fixa aplicada também contra a superfície periférica desse comprimido ao longo de uma geratriz diametralmente oposta àquela contra a qual se aplica a peça de encosto móvel.
Para a preparação destes comprimidos acrescenta-se à composição estudada uma quantidade de 0,5% em peso de um agente lubrificante, designadamente o estearato de magnésio.
Estes dois produtos são homogeneamente misturados entre si com o auxílio de uma misturadora ‘TURBULA T2C’ (comercializada pela empresa 7
“WILLY A. BACHOFEN AG”, Suíça) durante 5 minutos à velocidade angular de trabalho de 42 r.p.m..
Para se efectuar a compressão da mistura obtida recorre-se a uma prensa alternativa ‘FROGERAIS’ de tipo AM. Esta prensa esta equipada com punções redondos de faces côncavas com um diâmetro igual a 13 mm.
Para se chegar às caracteristicas dos comprimidos referidos supra, regula-se na prensa o deslocamento em profundidade do punção superior e o volume de enchimento da matriz, permitindo esta última disposição fixar a quantidade em massa da mistura pulveriforme desejada, no caso vertente 0,499 g.
Para se avaliar a resistência destes comprimidos à fractura utiliza-se um durómetro ‘SCHLEUNIGER 2E’ (comercializado em França pela empresa “FROGERAIS”) .
Contrariamente às composições da técnica anterior, obtidas de acordo com técnicas conhecidas, com as quais não é possível produzir comprimidos por causa de problemas de colagem e de clivagem que aparecem no momento da aplicação de uma pressão, as composições pulveriformes de ΗΡΟϋβ de acordo com a invenção possuem uma com-pressibilidade completamente satisfatória. Isto traduz-se por uma dureza dos comprimidos que é em todos os casos superior a 30 N, de preferência é superior a 60 N e de uma forma ainda mais preferencial é superior a 100 N, para uma densidade do comprimido de 1,15 g/mL.
Esta compressibilidade é pretendida para a preparação de comprimidos para chupar ou mascar, quer no domínio farmacêutico quer no domínio da confeitaria.
As composições pulveriformes de ΗΡΟϋβ de acordo com a invenção podem ser obtidas em conformidade com um processo semelhante a uma atomização, em condições particulares, de uma solução de hidroxi-propil-ciclodextrina β, se bem que esta técnica não tenha permitido até ao momento presente obter uma composição pulveriforme de hidroxi-propil-ciclodextrina que possua as caracteristicas granulométricas 8 e funcionais da composição de acordo com a invenção. Este processo consiste essencialmente em pulverizar uma solução de ΗΡΟϋβ sobre um leito pulveriforme em movimento constituído por partículas de ΗΡΟϋβ.
Em particular, o processo utilizado para a obtenção de composições de acordo com a invenção compreende os passos seguintes: - preparação de uma solução de ΗΡΟϋβ com um teor em matérias secas não inferior a 30%, - pulverização fina desta solução sobre um leio pulveriforme de partículas de HPCD3 em movimento, estando a temperatura do referido leito compreendida entre 40°C e 110°C, e de forma a que a massa desse leito represente permanentemente pelo menos 0,5 vezes a massa da solução pulverizada por hora, - secagem do leito pulveriforme e da solução para se obter a composição pulveriforme de ΗΡΟΌβ, - reciclagem eventual parcial da composição para que venha a constituir um novo leito pulveriforme de ΗΡΟϋβ.
Esta técnica permite pois obter uma composição pulveriforme de ΗΡΟΌβ com uma granulometria particular e centrada, apresentando simultaneamente uma excelente velocidade de dissolução. Estas caracte-rísticas, e também a sua capacidade de escoamento e de compressi-bilidade, podem ser ajustadas modificando as matérias secas da solução de HPCD3 que se pretenda solubilizar, o grau da fineza da pulverização, o meio para colocar as partículas em movimento, a temperatura do leito, a temperatura de secagem e as massas respectivas do leito e da solução pulverizada.
No que diz respeito às matérias secas da solução de ΗΡΟϋβ, é preferível que a quantidade seja superior ou igual a 50%.
Por outro lado, é preferível evitar uma pulverização grosseira da solução, caso em que se observa uma colagem das partículas.
Além disso, para que a composição pulveriforme de ΗΡΟϋβ apresente as propriedades específicas descritas supra, é importante utilizar um material que permita formar, a partir da solução, gotículas muito finas, ou seja, uma nuvem de gotículas. 9 (p ^ ^^
No que diz respeito à natureza das partículas de ΗΡΟϋβ que constituem o leito pulveriforme, o ideal é utilizar para esse leito partículas de ΗΡΟϋβ que apresentem o conjunto das características da composição pulveriforme de ΗΡΟϋβ de acordo com a invenção. Isto pode ser conseguido efectuando uma reciclagem parcial da composição de acordo com a invenção, que vai desempenhar portanto a função do leito pulveriforme de partículas de ΗΡΟϋβ.
Para se colocar em movimento as partículas que constituem o leito pulveriforme podem ser utilizados meios mecânicos ou tal pode ser conseguido por meio de uma corrente de ar. Esta última possibilidade é preferível, uma vez que é fácil, seleccionando a temperatura do ar, ajustar a temperatura do leito para um valor compreendido entre 40°C e 110°C.
De um modo geral é preferível que a temperatura do leito fique situada entre 50°C e 80°C. A secagem do leito pulveriforme sobre o qual foi pulverizada a solução deve ser efectuada de modo a obter-se um teor final em água não superior a 5% e de preferência não superior a 3% da composição. A requerente demonstrou que era possível, de forma vantajosa, fabricar por um processo contínuo a composição pulveriforme de ΗΡΟϋβ, por exemplo, utilizando uma coluna ou torre de atomização da Sociedade “NIRO ATOMIZER” de tipo ‘Efeito Múltiplo’ ou de tipo M.S.D., sendo preferível este último tipo. Tais colunas ou torres de atomização permitem, graças à sua concepção, reproduzir todos os passos essenciais do processo de acordo com a invenção.
Na realidade, este equipamento permite pulverizar muito finamente, com o auxílio do injector que nele está montado, uma solução a uma temperatura compreendida entre 30°C e 100°C e que tenha um. teor em matérias secas compreendido entre 30% e 70%, sobre um leito de partículas de ΗΡΟϋβ, colocado e mantido em movimento por meio de ar. Além do mais, este equipamento permite simultaneamente efectuar uma secagem por meio de ar quente. De forma vantajosa, é possível 10 Γ escolher uma temperatura de entrada do ar compreendida entre 160°C e 300°C com caudais das matérias admitidas tais que a temperatura do ar à saída da coluna esteja compreendida entre 45°C e 130°C e melhor ainda esteja entre 60°C e 90°C. Este equipamento também permite efectuar eventualmente uma reciclagem parcial da composição pulveriforme de HPCDp e dispersá-la muito finamente na coluna, de preferência em torno do injector de pulverização da solução.
Devido às suas propriedades particulares, a composição pulveriforme de HPCDp de acordo com a invenção também pode ser utilizada vantajosamente como agente para melhorar a solubilidade e/ou a estabilidade, em água, de compostos activos na formulação de pós que se pretenda dissolver ou de comprimidos, nos domínios farmacêutico, cosmético e agroquímico.
As vantagens da presente invenção serão melhor compreendidas após a leitura dos exemplos subsequentes apresentados a título ilustrativo e que não são de forma alguma limitativos, tomando em consideração modos de realização particulares da composição pulveriforme de HPCDp de acordo com a invenção.
EXEMPLO
Preparação de três composições pulveriformes de HPCDP de acordo com a invenção e comparação com um produto da técnica anterior.
Prepara-se uma solução de HPCDP de acordo com um processo clássico, nas condições a seguir descritas.
Prepara-se uma solução de 1275 g de ciclodextrina P comercial (correspondente a 1134 g do mesmo produto anidro) em 1600 g de uma solução de hidróxido de sódio a 6% (96 g de hidróxido de sódio em 1504 g de água desmineralizada), mantendo a temperatura num valor de cerca de 80°C.
Coloca-se a solução num reactor ionizado com azoto, equipado com um dispositivo de agitação e um condensador. Introduz-se gota a gota 406 g de óxido de propileno no reactor, mantendo a temperatura 11
V
L-Cí )=^s*, \i num valor entre 80°C e 100°C e deixando a reacção prosseguir durante 4 horas a seguir ao fim da adição do óxido de propileno. Depois arrefece--se a mistura de reacção e neutraliza-se por adição de ácido clorídrico concentrado.
Eventualmente purificar-se-á a mistura de reacção, dependendo isso do grau de pureza desejado, recorrendo para tal a métodos conhecidos da técnica anterior (filtração, descoloração por tratamento com carvão activado, desmineralização, lavagem com etanol, extracção com acetona e diálise).
Para cada uma das três composições de acordo com a invenção opera-se depois respectivamente conforme a seguir se descreve.
Composição n° 1
Ajusta-se o teor da solução em matérias secas (M.S.) para 60% e leva-se a temperatura para 50°C antes de se submeter a solução a uma atomização numa coluna de tipo ‘Efeito Múltiplo’ da Sociedade “NIRO ATOMIZER”.
Depois realiza-se uma pulverização fina desta solução sobre um leito pulveriforme de partículas em movimento, correspondentes às partículas formadas no início da operação.
Ajusta-se para 50°C a temperatura do leito de partículas em movimento. A temperatura do ar de secagem admitido na entrada superior da coluna está compreendida ente 175°C e 195°C e a temperatura do ar que sai da coluna está compreendida entre 45°C e 60°C.
Composição n° 2
Ajusta-se para 35% o teor em M.S. da solução e leva-se a temperatura para 70°C antes de se submeter a solução a uma atomização numa coluna de tipo ‘M.S.D.’ da Sociedade “NIRO ATOMIZER”.
Ajusta-se para 75°C a temperatura do leito de partículas em movimento. 12 L— A temperatura do ar de secagem admitido na entrada superior da coluna está compreendida ente 200°C e 230°C e a temperatura do ar que sai da coluna está compreendida entre 65°C e 85°C.
Composição n° 3
Ajusta-se a solução para 55% e leva-se a temperatura para 70°C antes de se submeter a solução a uma atomização numa coluna de tipo •M.S.D.* da Sociedade “NIRO ATOMIZER”.
Ajusta-se para 62°C a temperatura do leito de partículas em movimento. A temperatura do ar de secagem admitido na entrada superior da coluna está compreendida ente 180°C e 200°C e a temperatura do ar que sai da coluna está compreendida entre 60°C e 80°C.
Composição de acordo com a técnica anterior
Esta composição é obtida de acordo com uma técnica clássica de atomização que consiste numa pulverização simples de uma solução de HPCDp com 35% de matérias secas numa coluna de atomização clássica, na ausência de qualquer leito de partículas de ΗΡΟϋβ. A temperatura do ar de secagem admitido na entrada superior da coluna está compreendida ente 230°C e 280°C e a temperatura do ar que sai da coluna está compreendida entre 100°c e 130°C.
As principais características físicas e funcionais das composições n° 1, n° 2 e n° 3, obtidas nas condições anteriormente descritas, estão agrupadas no quadro subsequente. 13
QUADRO
Composições de acordo com a invenção Composição da técnica anterior n° 1 n° 2 n° 3 Granulometria < 40 μπι 0% 0% 0% 50% < 100 μπι 9% 21% 1% 100% > 315 μπι 25% 6% 11% 0% Densidade aparente 478 386 381 263 arejada em g/L Tempo de dissolução a 21°C a 60°C a 21°C a 60°C a 21°C a 60°C a 21°C a 60°C Solução a 5% 0mnl5 <10 s 0mnl5 <10 s 0mnl5 <10 s lmnl5 0mn40 10¾ 0mn35 OmnlO 0mn30 OmnlO 0mn35 OmnlO 4mn lmnlO 20% Qmn50 0mnl5 0mn45 0mn20 0mn50 0mn20 8mn * 4mn 30% 2mnl5 0mn35 lmnlO 0mn35 lmnl5 0mn35 llmn * 6nml5 * 40% 4mn lmnlO 2mn30 lmnlO 2mn40 lmnlO 17mn * 8mn50 * Quantidade de poeiras em g o, 15 o, 03 0,03 0, 64 índice de escoamento 77 76 78 44 Compressibilidade 34 N 147 N 116 N Impossível coirprimi-la * É necessário fraccionar a adição de ΗΡΟΟβ
Contrariamente à composição da técnica anterior, as composições em conformidade com a invenção aliam de forma vantajosa propriedades que até ao momento presente nunca haviam sido encontradas simultaneamente. Na realidade, possuem simultaneamente as caracteristicas de se dissolverem muito rapidamente em água, de serem compressíveis, de se escoarem facilmente e de não gerarem partículas muito finas.
Lisboa, 14 de Dezembro de 2000
o AGENTE OFICIAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL
14

Claims (8)

  1. ΓREIVINDICAÇÕES u κ. t 1. Composição pulveriforme de hidroxipropil-ciclodextrina β, caracte-rizada pelo facto de apresentar aproximadamente menos de 25% de partículas com um tamanho inferior a 100 μη e pelo facto de possuir um tempo de dissolução em meio aquoso, medido segundo um teste I, inferior a 5 minutos a 21°C para uma solução com 20% de matérias secas.
  2. 2. Composição pulveriforme de hidroxipropil-ciclodextrina β de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo facto de o tempo de dissolução, medido segundo o teste I, ser inferior a 3 minutos e de preferência ser inferior a 2 minutos.
  3. 3. Composição de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 e 2, caracterizada pelo facto, de não apresentar mais de 10% aproximadamente de partículas com um tamanho inferior a 40 μια.
  4. 4. Composição de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 3, caracterizada pelo facto de possuir pelo menos cerca de 40% de partículas com um tamanho superior a 315 μια.
  5. 5. Composição de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 4, caracterizada pelo facto de apresentar um índice de escoamento compreendido entre 60 e 90 e de preferência compreendido entre 70 e 85.
  6. 6. Composição de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 5, caracterizada pelo facto de apresentar uma densidade aparente arejada compreendida entre 300 g/L e 650 g/L e de preferência compreendida entre 350 g/L e 600 g/L.
  7. 7. Composição de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 6, caracterizada pelo facto de apresentar uma compressibilidade, 1 determinada segundo um teste II, superior a 30 N, de preferência superior a 60 N e de uma forma ainda mais preferencial superior a 100 N.
  8. 8. Processo para se obter uma composição pulveriforme de ΗΡΟϋβ, caracterizado pelo facto de compreender os passos seguintes: - preparação de uma solução de ΗΡΟϋβ com um teor em matérias secas não inferior a 30%, - pulverização fina dessa solução sobre um leio pulveriforme de partículas de Η^ϋβ em movimento, estando a temperatura deste leito compreendida entre 40°C e 110°C e em que a massa deste leito representa permanentemente pelo menos 0,5 vezes a massa da solução pulverizada por hora, - secagem do leito pulveriforme e da solução para se obter a composição pulveriforme de ΗΡΟΏβ, - reciclagem eventual parcial da composição para que ela constitua um novo leito pulveriforme de ΗΡΟϋβ. Lisboa, 14 de Dezembro de 2000 O AGENTE OFICIAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL
    2
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