PT101913B - Vidro de cal sodada cinzento escuro - Google Patents

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Description

DESCRIÇÃO
VIDRO DE CAL SODADA CINZENTO ESCURO
O presente invento diz respeito a um vidro de cal sodada de côr cinzenta escura, composto por constituintes de formação de vidro e agentes corantes.
A expressão vidro de cal sodada é aqui utilizada num sentido vasto e diz respeito a qualquer vidro composto pelos seguintes constituintes (percentagens, em peso):
SiO2 60 a 75%
Na2O 10 a 20%
CaO 0 a 16%
K2O 0 a 10%
MgO 0 a 10%
A12O3 0 a 5%
BaO 0 a 2%
BaO + CaO + MgO 10 a 20%
K2O + Na2O 10 a 20%
Este tipo de vidro é amplamente utilizado no campo da vitrificação para edifícios ou veículos motorizados. E geralmente fabricado na fonna de uma tira por um processo de estiramento ou flutuação. Uma tira deste tipo pode ser cortada na fonna de chapas que podem a seguir ser tomadas curvas ou sujeitas a tratamento, por exemplo tratamento por calor, com vista a reforçar as
-7 propriedades mecânicas.
Quando se fala de propriedades ópticas de uma chapa de vidro, é geralmente necessário relacionar essas propriedades com um aparelho de iluminar padrão. Na presente descrição, são utilizados dois aparelhos de iluminar padrão; Illuminant C e Illuminant A confonne definido pela Intemational Commission on Illumination (C.I.E.). O Illuminant C representa luz do dia média, tendo uma temperatura de côr de 6700 K. Este aparelho de iluminar é especialmente útil para avaliação das propriedades ópticas de vidros destinados a edifícios. O Illuminant A representa a radiação de um irradiador Planck a uma temperatura de cerca de 2856 K. Este aparelho de iluminar representa a luz emitida pelos faróis dianteiros de veículos e é especialmente destinado a avaliar as propriedades ópticas do vidro destinado a veículos motorizados. A Intemational Commission on Illumination também publicou um documento intitulado Colometry, Official Recommendations of the C.I.E. (Maio 1970), que descreve uma teoria segundo a qual as coordenadas colorimétricas para a luz de cada comprimento de onda do espectro visível são definidas de fonna a serem representadas num diagrama (conhecido como o diagrama tricromático da C.I.E.) tendo eixos ortogonais x e y. Este diagrama tricromático mostra a posição que representa a luz para cada comprimento de onda (expressa em nanómetros) do espectro visível. Esta posição é designada por local geométrico do espectro e a luz cujas coordenadas estão situadas neste local de espectro é considerada como possuindo um grau de pureza de excitação de 100% para o comprimento de onda adequado. O local geométrico do espectro é fechado por uma linha designada por fronteira púrpura que une os pontos do local geométrico do espectro, cujas coordenadas coiTespondem a comprimentos de onda de 380 nm (violeta) e 780 nm (vennelho). A área incluída dentro do local geométrico do espectro e a fronteira púrpura é a disponível para as coordenadas tricromáticas de qualquer luz visível. As coordenadas da luz emitida pelo Illuminant C, por exemplo, correspondem a χ = 0,3101 e y = 0,3163. Este ponto C é considerado como representando luz branca e, por causa disso, tem um grau de pureza de excitação igual a zero para qualquer comprimento de onda. Podem-se traçar linhas do ponto C para o local geométrico do espectro a qualquer comprimento de onda desejado e qualquer ponto situado nestas linhas pode ser definido não só pelas suas coordenadas x e y, mas também em função do comprimento de onda correspondente à linha na qual está situado e pela sua distância do ponto C relativamente ao comprimento total da linha de comprimento de onda. A partir daqui, a luz transmitida por uma chapa colorida de vidro pode ser descrita pelo seu comprimento de onda dominante e pelo seu grau de pureza de excitação expresso em percentagem.
De facto, as coordenadas da C.I.E. da luz transmitida por uma chapa de luz colorida dependerão não só da composição do vidro, mas também da sua espessura. Na presente descrição e reivindicações, todos os valores das coordenadas tricromáticas (x, y), do grau de pureza de excitação (P) do comprimento de onda dominante λρ da luz transmitida, e da transmissibilidade da luz do vidro (TL) são calculados a partir da transmissão interna específica (SIT>.) de uma chapa de vidro com 5 mm de espessura. A transmissão interna específica de uma chapa de vidro é determinada apenas pela absorção do vidro e pode ser expressa pela lei de Beer-Lambert, SITx = ε’ΕΛλ, em que Αλ é o coeficiente de absorção do vidro (em cm’1) no comprimento de onda em questão e E é a espessura do vidro (em cm). Numa primeira aproximação, SH\ pode também ser representada pela fórmula (I.v. + R2>.) /(Iià + Rix) em que Ι é a intensidade da luz visível na primeira face da chapa de vidro, Rp. é a intensidade da luz visível reflectida por esta face, Ι3χ é a intensidade da luz
-4visível transmitida pela segunda face da chapa de vidro e R2>. é a intensidade da luz visível reflectida para o interior da chapa por esta segunda face.
Na presente descrição e reivindicações, utiliza-se o seguinte:
A transmissão luminosa total relativamente ao Illuminant A, medida para uma espessura de 4 mm (TLA4). Esta transmissão total é o resultado de integrar a expressão
ZT;.-EVS;/IEVS).
entre os comprimentos de onda 380 e 780 nm, em que T;. é a transmissão a comprimento de onda λ, E>. é a distribuição espectral do Illuminant A e S; é a sensibilidade do olho humano normal em função do comprimento de onda λ.
f
A transmissão de energia total, medida para uma espessura de 4 mm (TE4). Esta transmissão total é o resultado de integrar a expressão
ΣΤλ·Ελ/ΣΕλ entre os comprimentos de onda 300 e 2150 nm, em que Εχ é a distribuição de energia espectral do sol a 30°C acima do horizonte (distribuição de Moon).
A selectividade, medida medida para uma espessura de 4 mm (SE4), é definida pela relação (TLA4/TE4).
A transmissão total em ultra-violeta, medida para uma espessura de mm (TUVT4). Esta transmissão total é o resultado de integrar a expressão
Στλ·υλ/Συλ entre os comprimentos de onda 280 e 380 nm, em que Ux é a distribuição espectral da radiação ultra-violeta tendo passado através da atmosfera, como determinado na norma DIN 67507.
O presente invento diz respeito, em particular, a vidros cinzentos com uma sombra esverdeada. Quando a curva de transmissão de uma substância transparente não varia em função do comprimento de onda visível, esta substância é descrita como gris neutro. No sistema da C.I.E., ela não possui um comprimento de onda dominante e o seu grau de pureza de excitação é zero. Por extensão, um corpo pode ser considerado como cinzento, sendo a curva espectral relativamente plana na região visível, mas apresentando contudo fracas bandas de absorção, permitindo que seja definido um comprimento de onda dominante e um grau de pureza que é baixo mas não zero. O vidro cinzento, de acordo com o presente invento, tem, de preferência, um grau de pureza de excitação que não excede os 10%, de preferência não excedendo 6% e um comprimento de onda dominante situado entre 480 e 560 nm, correspondendo a uma sombra esverdeada.
Os vidros cinzentos são geralmente escolhidos devido às suas propriedades protectoras confia os raios de sol e é conhecida a sua utilização em edifícios, especialmente em países com muito sol. Os vidros cinzentos são também utilizados em marquises ou varandas e escadarias, bem como para parcial vitrifícação em alguns veículos motorizados ou compartimentos de comboios. Para proteger os seus interiores da vista, utiliza-se principalmente vidro cinzento muito escuro.
O presente invento diz respeito a um vidro cinzento escuro
-6selectivo especialmente apropriado a utilização como janelas de automóveis, em particular vidros traseiros ou janelas laterais traseiras.
O presente invento apresenta um vidro de cal sodada de côr cinzenta escura, composto de constituintes de formação de vidro e agentes corantes, caracterizado por os elementos ferro, cobalto, selénio e crómio estarem presentes como agentes corantes nas seguintes proporções (expressas na forma indicada em percentagens, em peso, do vidro):
Fe2O3 0,75 a 1,80%
Co 0,0040 a 0,0180%
Se 0,0003 a 0,0040%
Cr2O3 0,0010 a 0,0100%
sendo as proporções de agentes corantes calculadas de fonna a que o vidro tenha uma transmissão de energia total, medida para uma espessura de vidro de 4 mm (TE4), situada entre 15 e 40% e uma elevada selectividade (SE4) de pelo menos
1,2 com um grau de pureza de excitação não excedendo 10%.
O presente invento apresenta ainda um vidro de cal sodada de côr cinzenta escura com a composição acima indicada, alcançando uma selectividade de pelo menos 1,4,
Numa fonna de realização, o invento apresenta um vidro de cal alcalina de côr cinzenta escura composto por constituintes de formação de vidro e agentes corantes, caracterizado por os elementos feiTo, cobalto, selénio e crómio estarem presentes como agentes corantes nas seguintes proporções (expressas na fonna indicada em percentagens, em peso, do vidro):
Fe2O3 0,75 a : 1,50%
Co 0,0060 a 0,0180%
Se 0,0005 a 0,0040%
Cr2O3 0,0010 a 0,0100%
sendo as proporções de agentes corantes calculadas de forma a que o vidro tenha uma transmissão de energia total, medida para uma espessura de vidro de 4 mm (TE4), situada entre 15 e 40% e uma elevada selectividade (SE4) de pelo menos
1,2 com um grau de pureza de excitação não excedendo 6%.
Um vidro colorido como definido nas declarações anteriores do invento é particularmente vantajoso dado uma elevada selectividade de pelo menos 1,2 associada a uma fraca transmissão de energia permitir, contudo, a obtenção de valores de transmissão luminosa correspondentes aos valores mínimos recomendados para janelas de veículos, por razões de segurança:
De facto, pode ser produzido um vidro tendo uma coloração quase semelhante, utilizando-se níquel como principal agente corante. No entanto, a presença de níquel apresenta algumas desvantagens, especialmente quando o vidro tem de ser produzido pelo processo de flutuação. No processo de flutuação, uma tira de vidro quente é conduzida ao longo da superfície de um banho de estanho fundido, de modo a que as suas faces fiquem planas e paralelas. A fim de evitar a oxidação do estanho na superfície do banho, que poderia levar a arrastamento de óxido de estanho por esta tira, é mantida uma atmosfera de redução sobre o banho. Quando o vidro contem níquel, este é parcialmente reduzido pela atmosfera sobre o banho de estanho, dando origem a um obscurecimento do vidro produzido. Para além disso, o níquel presente no vidro pode formar sulfureto de niquel NiS. Este sulfureto existe em várias formas cristalinas, que são estáveis dentro de diferentes gamas de temperaturas, criando
-8a transformação de uma para outra problemas quando o vidro tem de ser reforçado por um tratamento de temperar por calor, como é o caso no campo automóvel e também para certas vitrificações em edifícios (varandas, marquises, etc.). O vidro de acordo com o invento, que não contem níquel, é assim particularmente adequado a fabrico pelo processo de flutuação, bem como a utilização em arquitectura ou no campo de veículos motorizados ou outros.
A presença combinada de agentes corantes à base de ferro, selénio, cobalto e crómio permite que sejam controladas as propriedades ópticas e de energia do vidro cinzento, de acordo com o invento. Os efeitos de diferentes agentes corantes considerados individualmente para a preparação de um vidro são como segue (conforme descrito no livro de bolso alemão Glas de H. Scholtze, traduzido por J. Le Du - Glass Institute - Paris):
Feno: o feno está de facto presente na maior parte dos vidros existentes no mercado, quer como impureza ou introduzido deliberadamente como um agente corante. A presença de iões férricos (Fe3+) confere ao vidro uma ligeira absorção de luz visível tendo um curto comprimento de onda (410 e 440 nm) e uma banda de absorção muito forte nos ultra-violetas (banda de absorção centrada em 380 nm), ao passo que a presença de iões ferrosos (Fe2+) provoca uma forte absorção nos infra-vennelhos (banda de absorção centrada em 1050 nm). Os iões fémeos dão ao vidro uma ligeira côr amarela clara, ao passo que os iões feiTosos dão uma coloração verde azulada mais pronunciada. Sendo as outras coisas iguais, são os iões ferrosos que são responsáveis pela absorção na gama dos raios infra-vennelhos e que determinam a transmissão de energia (TE). O valor de TE cai, o que aumenta a selectividade, à medida que a concentração dos iões ferrosos aumenta. Obtem-se uma elevada selectividade favorecendo-se a presença de iões ferrosos relativamente a iões férricos.
-9Selénio: O catião SE4+ não tem praticamente qualquer efeito corante, ao passo que o elemento não carregado Se° dá uma coloração côr de rosa. O anião Se2' forma um cromóforo com iões férricos presentes e, por consequência, dá uma côr vermelha acastanhada ao vidro.
Cobalto: O grupo ConO4 produz uma coloração azul intensa com um comprimento de onda dominante virtualmente oposto ao dado pelo cromóforo de feno-selénio.
Crómio: A presença do grupo CrinO6 dá origem a bandas de absorção a 650 nm e dá uma côr verde clara. Uma oxidação mais restritiva dá origem ao grupo CrvlO4 que provoca uma banda de absorção muito intensa a 365 nm e dá uma coloração amarela.
Cério: A presença de iões cério na composição permite r’que seja mantida uma forte absorção nos raios ultra-violeta. O óxido de cério existe em duas formas; CeIV absorve nos raios ultra-violeta a cerca de 240 nm e Ce111 absorve nos raios ultra-violeta a cerca de 3 14 nm.
As propriedades ópticas e de energia do vidro contendo vários agentes corantes resulta desse modo de uma interacção complexa entre eles, tendo cada um destes agentes corantes um comportamento que depende fortemente do estado redox e, por isso, da presença de outros elementos prováveis de influenciar este estado.
Observámos que as proporções dos agentes corantes feiro, cobalto, selénio e crómio, dentro dos limites anteriormente definidos permitem a obtenção de uma elevada selectividade com a menor transmissão de energia (TE4) possível, de modo a evitar um excessivo aquecimento no interior do veículo.
O vidro de acordo com o invento tem, de preferência, uma transmissão luminosa total (TLA4) situada entre 20 e 50%, o que o toma particularmente útil para evitar ofuscação proveniente dos faróis dos carros, quando é utilizado como vidros traseiros ou janelas laterais traseiras de veículos.
O vidro de acordo com o invento tem também, de preferência, uma transmissão luminosa total, medida relativamente ao Illuminant C, para uma espessura de vidro de 5 mm (TLC5) situada entre 20 e 40%, o que o torna útil para eliminar a claridade intensa da luz do sol, quando utilizado em edifícios.
De acordo com uma forma preferida de realização do invento, o vidro de côr cinzenta é caracterizado pela presença do elemento cério numa quantidade correspondente às seguintes proporções (expressas na forma indicada como uma percentagem, em peso, do vidro):
I
CeO2 0aI,0%
Em combinação com os agentes corantes dentro dos limites anteriormente definidos, a presença de cério em tais quantidades permite a obtenção de uma forte absorção na gama de raios ultra-violeta, correspondendo a transmissão total na gama de raios ultra-violeta (TUV4) inferior a 15%. Esta propriedade é particulannente vantajosa no campo automóvel. A fraca transmissão de radiação ultra-violeta permite evitar o envelhecimento e descoloração dos interiores dos veículos motorizados.
Segundo uma forma particulannente preferida de realização do invento, o vidro de côr cinzenta é caracterizado pela presença de agentes corantes numa quantidade correspondente às seguintes proporções (expressas na forma indicada como percentagens, em peso, do vidro):
-1 1-
Fe2O3 0,90 a : 1,40%
Co 0,0080 a 0,0130%
Se 0,0005 a 0,0030%
Cr2O3 0,0010 a 0,0080%
Dentro dos limites anteriormente definidos, é possível formar vidro com uma transmissão luminosa total, relativamente ao Illuminant A, medida para uma espessura de vidro de 4 mm (TLA4), situada entre 25 e 45% e uma transmissão de energia total (TE4) situada entre 25 e 35%.
Se o elemento cério está presente num tal vidro, ele devê-lo-á estar numa quantidade correspondente às seguintes proporções (expressas na forma indicada como uma percentagem, em peso, do vidro):
CeO2 0 a 0,50%
Em combinação com os agentes corantes dentro dos limites anteriormente definidos, a presença de cério em tais quantidades permite a obtenção de uma forte absorção na gama de raios ultra-violeta, correspondendo valores de TUV4 inferiores a 10%.
O vidro de acordo com o presente invento pode levar um revestimento de óxido de metal para reduzir o seu aquecimento por radiação solar e, consequentemente, o aquecimento do interior de um veículo equipado com ele.
E particularmente útil um vidro correspondendo à gama definida anteriormente de concentração mais limitada de agentes corantes, dado apresentar propriedades óptimas de transmissão de luz e transmissão de energia, para utilização como vidros traseiros e janelas laterais traseiras de veículos. Na sua utilização em arquitectura, as suas qualidades estéticas estão combinadas com uma significativa economia de energia associada a cargas inferiores para sistemas de ar condicionado.
O vidro de acordo com o invento é, de preferência, utilizado na forma de chapas tendo uma espessura de 3 ou 4 mm para vidros traseiros e janelas laterais traseiras de veículos e mais de 4 mm para edifícios.
O vidro de acordo com o presente invento pode ser fabricado pelos métodos tradicionais. Como matérias primas, pode-se utilizar materiais naturais, vidro reciclado, escória, ou uma sua combinação. Os agentes corantes não são necessariamente adicionados na forma indicada, mas esta maneira de dar as quantidades de agentes corantes adicionados, em equivalentes nas formas indicadas, corresponde à prática corrente. Na prática, o feno é adicionado na fonna de mínio de feno, o cobalto é adicionado na fonna de um sulfato hidratado, nomeadamente COSO4.7H2O ou COSO4.6H2O, 0 selénio é adicionado na fonna elementar ou na fonna de uma selenite, nomeadamente Na2SeO3 ou ZnSeO.} e 0 crómio é adicionado na fonna de um bicromato, nomeadamente K2C12O7. O cério é adicionado na fonna de um óxido ou carbonato.
Outros elementos podem estar presentes na fonna de impurezas nas matérias primas utilizadas no fabrico de vidro de acordo com 0 invento (por exemplo, óxido de manganês em proporções na ordem de 50 ppm), que podem ser originários de materiais naturais, vidro reciclado ou escória, mas quando a presença destas impurezas não confere ao vidro quaisquer propriedades para além dos limites acima definidos, 0 vidro é tido como estando conforme 0 presente invento.
O presente invento é ilustrado pelos seguintes exemplos específicos de composições.
EXEMPLOS 1 a 17
O Quadro 1 indica a composição base do vidro, bem como os constituintes da fornada vitrificável a ser fundida para produzir vidros de acordo com o invento (sendo as quantidades expressas em quilogramas por tonelada de fornada vitrificável). O Quadro ITa indica os pesos dos componentes que fornecem os agentes corantes na fornada vitrificável. O quadro Ilb indica as proporções, em peso, dos agentes corantes no vidro produzido. Estas proporções são determinadas por fluorescência de raios X do vidro e convertidas nas espécies moleculares indicadas. O Quadro III indica as propriedades ópticas e de energia correspondentes às definições dadas na presente descrição.
QUADRO I: VIDRO DE BASE
Análise do vidro de base
SiO2 71,5 a 71,9%
A12O3 0,8%
CaO 8,8%
MgO 4,2%
Na2O 14,1%
K2O 0,1%
so_, 0,1 a 0,5%
-14Constituintes do vidro de base
Areia 572,6
Feldspato 29,6
Calcário 35,7
Dolomite 167,7
Na2CO3 176,7
Sulfato 8,1
Nitrato 10,1
Esta mistura pode, se desejado, conter um agente redutor, nomeadamente coque, grafite ou escória.
QUADRO lia
Exemplo No: 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Fe2O3 (kg) 7,43 8,31 8,72 9,98 8,97 9,06 10,3 7,1 8,23
CoO (kg) 0,115 0,121 0,125 0,1 15 0,105 0,104 0,045 0,054 0,121
Se (kg) 0,037 0,037 0,053 0,027 0,035 0,043 0,006 0,023 0,023
K2Cr2O7(kg) 0,118 0,121 0,071 0,106 0,040 0,040 0,034 0,045 0,111
Exemplo No: 10 11 12 13 14 15 16 17
Fe2O3( kg) 9,06 9,14 9,56 8,64 8,47 8,39 H,6 13,3
CoO (kg) 0,117 0,1 18 0,1 12 0,132 0,097 0,100 0,098 0,106
Se (kg) 0,045 0,045 0,055 0,047 0,023 0,006 0,010 0,017
K2Cr2O7 (kg) 0,025 0,030 0,020 0,057 0,078 0,071 0,044 0,055
-15QUADRO Ilb
Exemplo No: 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Fe2O3(%) 0,956 0,061 1,110 1,260 1,140 1,150 1,3 0,917 1,051
Co (ppm) 110 116 120 110 101 100 43 52 116
Se (ppm) 18 18 26 13 17 21 3 11 11
Cr2O3 (ppm) 74 76 45 67 25 25 21 28 70
Exemplo No: 10 11 12 13 14 15 16 17
Fe2O3(%) 1,150 1,160 1,210 1,100 1,080 1,070 1,450 1,660
Co (ppm) 112 113 107 126 93 95 94 101
Se (ppm) 22 22 27 23 11 3 5 8
Cr2O3 (ppm) 16 19 13 36 49 45 27 34
CeO2 (%) 0,17 0,41 0,46
QUADRO III
Exemplo No: 1 2 3 4 5 6 7 8 9
ÀD(nm) 502,7 539,7 566,0 504,1 495,6 505,6 509,6 548,3 490,4
Pureza (%) 2,3 2,9 6,4 4,0 4,4 2,6 4,77 3,88' 7,8
TLA4(%) 33,0 31,0 27,5 32,2 36,8 34,6 48,61 50,74 35,1
TE4 (%) 27,2 25,0 23,0 23,1 28,3 26,5 30,3 38,5 27,0
TUVtot4 (%) 6,0 4,9 4,0 4,1 5,3 4,9 4 9 6,2
Se4 1,21 1,24 1,20 1,39 1,30 1,27 1,60 1,32 1,30
Exemplo No: 10 11 12 13 14 15 16 17
λο(ηιη) 556,7 568,9 565,6 516,4 495,4 489,8 493,5 539,1
Pureza (%) 4,8 9,1 8,1 1,6 5,0 9,5 9,04 6,84
TLA4(%) 31,1 28,3 29,4 31,1 40,7 43,6 40,02 30,93
TE4 (%) 24,8 23,2 22,6 25,4 32,6 O O / 26,5 20,7
TUVtot4 (%) 4,3 3,5 3,4 4,2 4,2 5,0 4,5 1,3
Se4 1,25 1,22 1,30 1,23 1,25 1,30 1,51 1,49
Lisboa, 3 de Setembro de 1996
JORGE CRUZ
Agente Oficial da Propriedade Industrial
RUA VICTOR CORDON, 14-3°
1200 LISBOA

Claims (15)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Vidro de cal sodada de côr cinzenta escura, composto por constituintes de formação de vidro e agentes corantes, caracterizado por os elementos ferro, cobalto, selénio e crómio estarem presentes como agentes corantes nas seguintes proporções (expressas na forma indicada como percentagens, em peso, do vidro):
    Fe2O3 0,75 a 1,80% Co 0,0040 a 0,0180% Se 0,0003 a 0,0040% Cr2O3 0,0010 a 0,0100%
    sendo as proporções de agentes corantes calculadas de forma a que o vidro tenha uma transmissão de energia total, medida para uma espessura de vidro de 4 mm (TE4), situada entre 15 e 40% e uma elevada selectividade (SE4) de pelo menos
    1,2 com um grau de pureza de excitação não excedendo 10%.
  2. 2. Vidro colorido de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por ter uma selectividade (Se4) de pelo menos 1,4.
  3. 3. Vidro de acordo com a reivindicação 1 ou reivindicação 2, caracterizado por a transmissão luminosa total, medida relativamente ao Illuminant A para uma espessura de 4 mm (TLA4) se situar entre 20 e 50%.
  4. 4. Vidro de acordo com a reivindicação 1 ou reivindicação 2, caracterizado por a transmissão luminosa total, medida relativamente ao Illuminant C para uma espessura de 5 mm (TLC5) se situar entre 20 e 40%.
  5. 5. Vidro de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado por o comprimento de onda dominante (λ0) se situar entre 480 e 560 nm.
  6. 6. Vidro de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 5, caracterizado por o elemento cério estar presente numa quantidade correspondente às seguintes proporções (expressas na forma indicada como uma percentagem, em peso, do vidro):
    CeO2 0 a 1,0%
  7. 7. Vidro de acordo com a reivindicação 6, caracterizado por a transmissão total na região de raios ultra-violeta, medida para uma espessura de 4 mm (TUVT4), ser inferior a 15%.
  8. 8. Vidro de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 5, caracterizado por os agentes corantes estarem presentes numa quantidade correspondente às seguintes proporções (expressas na forma indicada como percentagens, em peso, do vidro):
    Fe2O3 0,90 a 1,40% Co 0,0080 a 0,0130% Se 0,0005 a 0,0030% Cr2O3 0,0010 a 0,0080%
  9. 9. Vidro de acordo com a reivindicação 8, caracterizado por a transmissão luminosa total, medida relativamente ao Illuminant A para uma espessura de 4 mm (TLA4), se situar entre 25 e 45%.
  10. 10. Vidro de acordo com a reivindicação 8 ou reivindicação 9, caracterizado por a transmissão de energia total, medida para uma espessura de 4 mm (TE4), se situar entre 20 e 35%.
  11. 11. Vidro de acordo com qualquer uma das reivindicações 8 a 10, caracterizado por o elemento cério estar presente numa quantidade correspondente às seguintes proporções (expressas na forma indicada como uma percentagem, em peso, do vidro):
    CeO2 0 a 0,50%
  12. 12. Vidro de acordo a reivindicação 11, caracterizado por a transmissão total na região de raios ultra-violeta, medida para uma espessura de 4 mm (TUVT4), ser inferior a 10%.
  13. 13. Vidro de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado por lhe ser aplicado um revestimento consistindo pelo menos num óxido de metal.
  14. 14. Vidro de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, caracterizado por ter a forma de uma chapa.
  15. 15. Vidro de acordo com a reivindicação 14, caracterizado por se destinar a uma janela de automóvel.
    Lisboa, 3 de Setembro de 1996
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