PT100719A - Processo e dispositivo de introducao de fumos e gases de processos a quente num arrefecedor de gases - Google Patents

Processo e dispositivo de introducao de fumos e gases de processos a quente num arrefecedor de gases Download PDF

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PT100719A
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Matti Hiltunen
Ossi Ikonen
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Ahlstroem Oy
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Description

Descrição referente à patente de invenção de A.AHLSTRQK CORPORATION, finllândesa,industrial e comercial, com sede em SF—29600 Normarkku, Finlândia ,(inventores; Matti Hiltu-nen e Ossi Ikonen residentes na Finlândia, para ”PRQCR,SSQ B DISPQSITITO DF. TWTROTMICÃO PR RUMOR R GASES DR PROCESSOS A QUENTE ¥PM ARRSFECEDQR DB GASES"
DBSCRICXO A presente invenção refere-se a um método e a um aparelho para a introdução de fumos e de gases de processos a quente num arrefecedor de gases através de uma conduta de entrada. O método e o aparelho de acordo com a presente invenção são especialmente adequados para alimentar com gases quentes, sob a forma de gases fluidificantes, um arrefecedor de gases que dispõe de um leito fluidificado.
Os gases dos processos a quente contêm normalmente componentes ou impurezas poluentes tais como poeiras finas e componentes fundidos ou evaporados os quais se tornam viscosos ao arrefecerem e ao condensarem aderindo con-seuentemente uns aos outros e ás superfícies que estão em contacto com esses gases. Em consequência, esses componentes car- 1 I r
regados de impurezas podem originar muito rapidamente depósitos nocivos sobre as superfícies das paredes que estão em contacto com os gases provenientes desses processos. Verifica-se normalmente que os depósitos se acumulam mais facilmente na área limítrofe entre as superficies quentes e arrefecida. Por exemplo, as entradas do gás das caldeiras de calor residual são locais ande esses depósitos normalmente se acumulam. Em consequência a entrada fica fácilmente entupida a não ser que seja limpa com frequência. As operações de limpeza são eventualmente difíceis dadas as condições de funcionamento a quente.
Por outro lado é normalmente difícil desagregar e libertar os depósitos acumulados na abertura quente da entrada uma vez que os depósitos que se acumulam sobre as superficies quentes são duros e compactos, lia maior parte das casos as condutas de entrada são feitas de um rnete-rial cerâmico ou de um produto revestido com um material re-fractãrio possuindo uma superfície ligeira e heterogeneamente porosa ou eventualmente porosa de modo uniforme a qual contribui para a adesão dos depósitos às superficies. As operações de limpeza de superfície revestida com o material refractário podem eventualmente danificar esse revestimento refractário. Têm sido feitas tentativas para evitar a formação de depósitos, por exemplo, introduzindo pela entrada e de modo forçado um gás que é, por exemplo, um gás recir-culado, arrefecido e purificado. Este processo evita de algum modo que os compostos viscosos adiram ás paredes na vizinhança da entrada. Todavia, o volume de gás recirculado tem de ser condideravelmente grande para poder manter limpa a entrada, Este facto aumenta o volume global de gás que entra no arrefecedor de gás fazendo com que sejam maiores as dimensões do arrrefecedor de gás e consequentemente os meios para o arrefecimento do gás ou seja, dito por outras palavras, aumentam os custos. Por outro lado diminui a eficiência da recupe- - 2 - ração de calor a partir dos gases ao misturar-se o gás arrefecido com os gases do processo a quente antes do aquecimento das unidades de recuperação.
Constitui um objectivo da presente invenção proporcionar um método e um aparelho aperfeiçoados para introdução de gases de processos a quente num arrefecedor de gás, comparativamente com os descritos para técnica anterior.
Constitui um objectivo preferencial proporcionar um método e um aparelho que permitem a fácil remoção dos depósitos acumulados na conduta de entrada do gás quente.
Constitui também um objectivo da presente invenção proporcionar um método e um aparelho de tal modo que as propriedades dos depósitos acumulados na conduta de entrada permitem que esses depósitos sejam fácilmente desagregáveis e fácilmente libertados das paredes da conduta.
Um aspecto caracteristico de um método de acordo com a presente invenção para a introdução de fumos ou gases de processos a quente numa câmara de arrefecimento reside no facto de a parede da conduta de entrada ser indi-rectamente arrefecida com um meio de arrefecimento ao fazer-se contactar a superfície da parede oposta á superfície do lado do gás com o meio de arrefecimento pelo que os depósitos formados sobre a superfície da parede da conduta de entrada do lado do gás se tornam quebradiços sendo dessa forma fácilmente removi veis.
Para se desagregar e libertar os depósitos das paredes da conduta de entrada, essas paredes são submetidas a uma força mecânica súbita a qual provoca uma deformação ou una vibração temporária da parede libertando con— sequentemente os depósitos acumuladas sobre a superficie da parede. 3
Um aspecto caracteristico de um aparelho de acordo com a presente invenção para introduzir fumos ou gases de processos a quente no interior de um arrefecedor de gás reside no facto de a conduta de entrada do arrefecedor de gás ser constituída por uma estruturwa elástica arrefecida na qual as paredes da conduta de entrada são formadas por superfícies aquecidas feitas de metal. A conduta de entrada dispõe preferencialmente de um aparelha que permite submeter as paredes da conduta de entrada a uma força mecânica súbita a qual faz com que ocorra uma deformação e/ou vibração temporária das paredes. â presente invenção é especialmente adequada para instalações industriais em que os gases dos processos a quente são arrefecidos numa câmara de arrefecimento datada com um leito fluidificado e em que os gases dos processos a quente servem simultâneamente como gás fluidificante. Em tal caso a conduta de entrada está situada no fundo da câmara de arrefecimento e os gases quentes são introduzidos no leito fluidificada através de uma entrada existente no fundo da câmara de arrefecimento. O arrefecimento efectua-se raais preferencialmente num arrefecedor de gases dotado com um leito fluidificado circulante, em que os gases quentes são introduzidos numa câmara de mistura para serem misturados com partículas recirculadas arrefecidas o que permite que os gases arrefeçam muito depressa.
Mo caso de a conduta de entrada ser bastante curta as partículas podem fluir do leito fluidificado da câmara de arrefecimento em sentido descendente para a conduta de entrada com resultados nocivos. Ocorre alguma tui— bulência na entrada entre a conduta de entrada e a câmara de arrefecimento quando as partículas que fluem no sentido descendente ao longo das paredes da câmara de arrefecimento cho- 4
casa com os gases quentes. Desta forma as partículas podem fluir no sentido descendente no interior da conduta de entrada. Todavia as partículas podem ser transportadas desde a conduta de entrada pelos gases quentes regressando à câmara de arrefecimento desde que a conduta de entrada possua um determinado comprimento minimo. 0 quociente entre o comprimento da conduta de entrada e o diâmetro da conduta de entrada L/D tem de ser pelo menos 0,5 e de preferência deve estar entre 1 e 2. Por exemplo, as instalações com um débito de gás compreendido entre 1000 e 2Q00001m3/b. que estão equipadas com um rsactor de arrefecimento de gases com uma altura apx~oximada variável entre 5 e 30 metros dotados com um leito fluidificado e que possuem uma câmara de mistura com um diâmetro que varia apro-ximadamente entre 70 cm e 6 m podem eventualmente possuir uma conduta de entrada com um diâmetro que varia aproximadamente entre 15 cm e 2 m e uma altura que varia aproximadamente entre 15 cm e 2 m. A conduta de entrada é feita preferencialmente de um material tal que confira á estrutura da conduta uma determinada flexibilidade ou elasticidade. A própria estrutura da conduta também pode ser eventual mente flexível.
De acordo com um aspecto preferencial da presente invenção a conduta de entrada é formada por 2 cilindros metálicos dispostos de tal modo que um deles fique contido no interior do outro e os quais conjuntamente formam uma estrutura cilíndrica de dupla envolvente. Entre os dois cilindros existe um espaço anelar através do qual se faz passar o meio de arrefecimento. Esse espaço entre os cilindros pode eventualmente ser não dividido ou ser dividido numa multiplicidade de secções separadas. Esse espaço entre os cilindros pode ser dividido, por exemplo, por meio de nervuras vex— ticais que se desenvolvem desde um cilindro até ao outro pelo que, consoante a quantidade de nervuras, assim se formam duas ou mais secções verticais separadas entre os cilindros para 5
o meio de arrefecimento, O meio de arrefecimento pode ser conduzido axialmente a jusante ou a montante em relação ao fluxo de gás,
Mo que áiz respeito à sua estrutura e material a conduta de entrada constituída pelos cilindros metálicos é elástica. Uma pancada súbita de um martelo sobre a superfície exterior da conduta provoca uma deformação da parede da conduta e os depósitos acumulados sobre as superfícies interiores da conduta são desagregados e libertados. Uma vez que se trata de uma conduta arrefecida, os depósitos formados sobre as suas paredes são quebradiços tornando-se fácilmente desagregáveis e são facilmente libertados. Sfa realidade esses depósitos não ficam agarrados ás superficies metálicas lisas tão firmemente como sucedia e sucede por exemplo com as superficies revestidas com material refractário. Uma conduta rigida feita de cerâmica ou revestida com um material refractário não pode ser limpa com pancadas súbitas de um martelo uma vez que o próprio material pode eventualmente não ser resistente ao choque e também porque essa estrutura rigida não se deforma, salientando-se que a deformação contribui para a libertação do depósito. Uma pancada súbita pode eventualmente fazer também com que a conduta de entrada rigida se solte em qualquer das suas extremidades.
Eventualmente, de acordo com um segundo aspecto da presente invenção, pode ser proporcionada uma construção de uma conduta de entrada elástica e arrefecida utilizando um tubo que é dobrado em espiral ou em caracol e pelo qual é conduzido depois o meio de arrefecimento.
As diversas camadas do tubo dobrado em espiral não são rigidamente ligadas uma ás outras, dispondo--se de modo a permitir que haja algum movimento das camadas relativamente umas ás outras. A remoção dos depósitos existen- 6
tes na superfície interior da conduta de entrada efectua-se, por exemplo, utilizando a percursão de um martelo dirigida contra uma ou várias camadas do tubo. Em consequência, a camada em causa movei—se-á em relação às camadas de tubo adjacentes deformando consequentemente a superfície interior da conduta de entrada. Como resultado desta acção os depósitos aderentes á parede da conduta libertar-se-ão. A percursão do martelo provoca simultâneamente a vibração do tubo a qual se reflecte em ambos os sentidos ao longo do tubo seguindo a di-recção longitudinal. A vibração liberta também os depósitos,
Eventualmente é possível utilizar água, vapor, ar ou outro gás ou liquido adequado como meio de arrefecimento nas condutas de entrada arrefecidas. Em tal caso também é possível utilizar gás do processo purificado e arrefecido uma vez que por si próprio não se junta á carga de gás. Sefere-se contudo que um meio de arrefecimento preferêncial é a água podendo então o sistema de arrefecimento da conduta de entrada estar ligado ao sistema de circulação água/vapor da câmara de arrefecimento. O meio de arrefecimento pode ser gás ou vapor pressurizado sendo neste caso melhor a sua capacidade de transferência de calor. Em tal caso a conduta de entrada é formada preferencialmente por um tubo enrolado em espiral cuja resistência á pressão é superior. A conduta de entrada arrefecida de acordo com a presente invenção possui, entre outras, as seguintes vantagens; - o seu próprio arrefecimento torna quebradiços e desagrega os depósitos que se acumulam sobre as paredes da conduta fazendo com que sejam facilmente removíveis por vibração ou por deformação da conduta: - uma conduta metálica é capas de vibrar e de se deformar por acção de um impacto mecânico; - uma conduta de entrada feita de metal é sólida e resistente 7
à força mecânica súbita necessária para a acção de limpeza e não ocorre qualquer libertação de outras partículas das suas paredes tal como sucede, por exemplo, com paredes revestidas com um material refractário; - os depósitos não aderem ás superfícies metálicas lisas tão facilmente como ás superfícies de cerâmica ou revstidas com um material refractário; - uma conduta metálica é leve e é fácil ligá-la à câmara de arrefecimento e facilita o próprio processo; - é possível recuperar eventualmente o calor de uma conduta arrefecida. Ã presente invenção é adequada para uma grande diversidade de processos, A temperatura dos gases emanados dos processos metalúrgicos está compreendida normalmente entre 700 e 18002C antes desses gases serem conduzidos para um andar de recuperação do calor, isto é, antes do seu arrefecimento, onde são normalmente arrefecidos para uma temperatura compreendida entre 350 e 1QG02C ou mesmo da ordem dos 1QQ2C, A câmara de radiação dos fornos metalúrgicos produz gases a uma temperatura compreendida aproximadamente entre 550 e 12002C os quais são também arrefecidos para uma temperatura compreendida aproxiraadamente entre 350 e 10002©. A queima de calcário e os fornos de cimento produzem gases a uma temperatura compreendida aproximadamente entre 800 e 1QQQ2C os quais são arrefecidas para uma temperatura aproximademente entre 300 e 5QQ2G, Os fumos dos fornos de incineração de desperdícios possuem uma temperatura relativamente baixa a qual pode estar compreendida aproximadamente entre 300 e 70Q2C, Podem conter também muitos componentes poluentes e impurezas os quais originam diversos problemas até que ocorra o arrefecimento para uma temperatura compreendida aproximadamente entre 200 e 25Q2C. Alguns processos metalúrgicos produzem também gases que possuem uma temperatura relativamente baixa mas que apesar disso são poluentes e contaminantes. Esses gases podem contei', 8
por exemplo, compostos derivados de chumbo ou zinco cujo ponto de fus-ao seja relativamente baixo e esses gases têm de ser arrefecidas para uma temperatura relativamente baixa até se evitar a formação de depósitos. A temperatura do meio de arrefecimento na conduta de entrada deve ser sempre nitidamente inferior à temperatura eutéctica dos componentes fundidos ou vaporizados contidos nos gases quentes do processo. Isto é inevitável para o arrefecimento rápido dos componentes poluentes e componentes que entram em contacto com as superfícies da parede,
Por exemplo, no caso de se usar água a uma temperatura compreendida entre 20 e 502C como meio de arrefecimento, a temperatura dessa água pode aumentar até cerca de 1002C. Quanto menor for a temperatura de entrada do meio de arrefecimento mais porosos serão os depósitos na conduta de gás. Hormalmente a temperatura do meio de arrefecimento aumenta entre 20 e 1Q02C na conduta de entrada. Todavia é frequente que o aumento de temperatura não seja superior a 20-3Q2C. Leva bastante tempo a arrefecer os depósitos na conduta de gás utilizando vapor, cuja temperatura é superior a 2QQ2C, pelo que os depósitos na conduta se tornam mais duros do que quando se utiliza um meio de arrefecimento mais frio. A temperatura do gás não varia muito na conduta de entrada estando essa variação normalmente compreendida entre Q,5 e 2520. Há câmara de arrefecimento efectua-se o arrefecimento em leito fluidificado circulante em que as partículas frias são misturadas com o gás diminuindo consequentemente a temperatura do gás para valores imediatamente abaixo da temperatura eutéctica dos componentes fundidos ou vaporizados contidos no gás. deste modo os depósitos não podem ser acumulados sobre as paredes da câmara de arrefecimento, A presente invenção será agora descrita com maior pormenor tomando-se como referência os desenhos 9
anexos nos quais: á fig. 1 ilustra uma configuração da conduta de entrada de acordo com a presente invenção; A fig. 2 representa uma secção da figura 1 tomada ao longo da linha A-A; A fig. 3 representa uma secção ao lango da linha A-A de uma segunda configuração de uma conduta de entrada de acordo com a presente invenção; A figura 4 ilustra a segunda configuração de conduta de entrada de acordo com a presente invenção; e â figura 5 representa uma secção da figura 4 ao longo da linha B-B.
As figuras 1 e 2 ilustram uma conduta de entrada arrefecida 14 existente entre um forno de processamento 10 e uma câmara de arrefecimento 12. A conduta de entrada está ligadaa uma abertura 16 existente no tecto 18 do forno de processamento. A conduta de entrada incorpora um cilindro 20 de uma estrutura elástica de duplo envólucro constituído por cilindros metálicos 22 e 24 dispostos de forma a que um deles fique contido no interior do outro, Os cilindros podem ser feitos eventualmente de folha de aço convencional com uma espessura compreendida entre 3 e 7 mm. STo caso de o meio ser pressurizado os cilindros devem ser feitos de uma folha mais espessa. Existe um espaço anelar 25, pelo qual passa o meio de arrefecimento, entre os cilindros. O meio de arrefecimento é conduzido para o interior do espaço anelar 25 através de uma tubagem 40 e é descarregado pela tubagem 50. O intervalo existente entre os cilindros possui, por exemplo, uma largura compreendida entre 5 e 25 mm e de preferência entre 10 e 15 mm no caso de se utilizar água como meio de arrefecimen- 10 - to. Um meio de arrefecimento no estado gasoso exige um espaço sais largo podendo em tal caso esse espaço possuir uma largura da ordem de 50 mm. De preferência coloca-se nesse espaço anelar dispositivos para o controlo do fluxo que não estão representados nas figuras. A figura 2 representa uma secção transversal da conduta de entrada 14 efectuada segundo a linha A-A. De acordo com esta configuração o espaço anelar 25 é um espaço único, não dividido, para o liquido, estando esse espaço preferencialmente dotado de dispositivos para o controlo do fluxo.
Conforme se mostra na figura 1 um espaço anelar 25 é vedado com juntas estanques 54 e 56 contra o tecto do forno de processamento e contra o fundo 58 da câmara de arrefecimento. Os depósitos 62 eventualmente formados sobre a superficie da parede 60 da conduta de entrada são removidos com meios de percursão 64. Esses meios de percursão são constituídos por um martelo 68 colocado na extremidade de um braço 66. Uma pancada do martelo provoca uma deformação e/ou vibração da parede da conduta de entrada.
Por outro lado, tal como se mostra na figura 3, o espaço, para o meio de arrefecimento pode ser constituído por segmentos separados. A face interior da estrutura de duplo invólucro 20 da conduta de entrada incorpora, conforme se mostra nas figuras descritas antes, um cilindro 22, ao passo que a face exterior do invólucro é constituída por placas verticais separadas 26 cujas arestas são dobradas em direcção ao cilindro 22 de modo a constituírem espaçSs 27, à prova de água, entre o cilindra 22 e a placa 26. Cada segmento possui uma conduta de entrada 28 e também uma conduta de saida <não representada).
As figuras 4 e 5 representam uma conduta de entrada 14 disposta entre um forno de processamento 11
10 e a câmara de arrefecimento 12, sendo as paredes 70 da conduta de entrada feitas de um tubo 72 dobrado com a configuração de uma espiral ou de um caracol. Um tubo de configuração espiral está parcialmente envolvido por um invólucro cilindro 74 estanque à pressão. O diâmetro exterior do tubo 72 varia tipicamente entre 25 e 100 mm e de preferência é de 38 ou de 52 mm. O meio de arrefecimento é introduzido no tubo pela sua extremidade superior através de uma conduta de entrada 76 e é descarregado pela sua extremidade inferior através de uma conduta de saida 78. O tubo 72 é enrolado de modo a formar uma parede tubular flexível 80 em que os tubos dispostos de topo contra topo não estão rigidamente unidos, por exemplo, por soldadura. Diversas partes tubulares são móveisrelativamente aos tubos adjacentes. Deste modo torna-se possivel a existência de pequenas fendas 82, 84 e 86 acessíveis ao gás entre os tubos, entre a espiral tubular mais inferior e o te-cto do forno de processamento e entre a espiral tubular mais superior e o fundo da câmara de arrefecimento. Impede-se que haja fuga do gás de processamento através da parede encerrando a parede tubular no interior de uma camisa ou envólucro 74 estanque sobre pressão. Forma-se um espaço para gás 87 entre esses invólucros e a construção tubular no qual se introduz gás de infusão ou gás de extrusão pela tubagem 88, sendo a pressão do gás de extrusão superior à do gás do processamento a quente impedindo desse modo a fuga de gás de processamento. Por exempla é possivel utilizar eventualmente como gás de efusão um gás de processamento recirculado, purificado e arrefecido, por exemplo, a uma temperatura entre 20 e 2002G ou qualquer outro gás inerte ou ainda o próprio ar. έ aconselhável tomar atenção à composição dos gases quentes quando se procede à selecção do gás de efusão. Eventualmente é possivel utilizar um gás de efusão oxigenado se no caso de haver uma combustão final esta não originar nenhuns problemas, Eefere-se 12
contudo que eia muitos casos é mais recomendável seleccionar um gâs inerte. 0 volume do gás de efusão é muito pequeno pelo que não tem qualquer significação essencial em relação ao volume de gás total. O gás de efusão mantém limpas as fendas entre as camadas tubulares e eventualmente pode, em volume maiores, formar um revestimento de gás frio sobre a superfície interior da conduta de entrada impedindo o fluxo de pequenas gotas em direcção à parede. O gás de efusão forma consequentemente uma camada limítrofe sob a superfície interna da conduta. lo caso de se desejar uma estrutura mais compacta, as condutas podem eventualmente estar parcialmente acopladas umas ás outras com barras sem as ligar rigidamente para não formar uma estrutura totalmente inflexível. Eventualmente essas barras podem ser soldadas, por exemplo, à parte mais superior e á parte mais inferior do tubo pelo que a estrutura espiral tubular possuirá uma folga limitada segundo a direcção vertical, A espiral tubular pode eventualmente ser feita também de um tubo especial em que a secção transvei— sal da superfície exterior não é circular mas é aproximadamen-te quadrada. Em consequência, ao ser dobrado segundo uma configuração espiral proporciona uma maior superfície vedante entre as camadas tubulares e consequentemente proporciona uma estrutura de acoplamento mais apertada da que com um tubo cil— cular.
Também pode ser utilizado um martelo na configuração de acordo com as figuras 4 e 5 para proporcionar uma deformação súbita da parede da conduta, lo ponto de impacto do martelo, entre o envólucro 74 e a parede tubular 80 existe uma peça 90 que transmite o impacto sobre o invólucro a uma camada tubular existente ao nível correspondente. Os mar- - 13 -

Claims (1)

  1. * *.
    telas de percusão podem estar colocadas em pontos opostos relativamente uns aos outros em diversos locais na conduta. Como consequência de uma percusão ocorre uma deformação do tipo elástico da conduta. Este processo liberta os depósitos existentes sobre a parede da conduta muito eficasmente, A vibração que se reflecte nos dois sentidos da conduta contribui para libertar os depósitos. 0 martelo de percusão pode estar colocado no interior do espaço para gás 87 sendo assim o impacto do martelo atinge directamente a parede constituída por um tubo enrolado espiralmente. A limpeza também pode ser efectuada instantaneamente e pulsatoriamente variando a pressão do meio de arrefecimento na conduta de tal modo que a espiral tubular tende a endireitar-se e a vibrar libertando deste modo os depósitos da conduta. Em alguns casos também é possível proporcionar uma deformação da conduta de entrada por deformação térmica e neste caso reduz-se temporariamente o fluxo do meio de arrefecimento enquanto se permite que a conduta aqueça após o que é rápidamente arrefecida por reposição do débito normal do meio de arrefecimento. B E I V T \ V P I C A ç η E fi - lã - Processo para a introdução de fumos ou gases de processos a quente num arrefecedor de gases por uma conduta de entrada, caracterizado pelo facto de a parede da conduta ser indirectamente arrefecida com um meio de arrefecimento fazendo contactar com o meio de arrefecimento na superfície da parede oposta á superfície do lado do gás, pelo que os depósitos formados sobre a superfície da parede do lado do 14
    gás da conduta de entrada se tornam quebradiços e facilmente desagregaveis. - 2ã - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de a parede da conduta de entrada ser submetida a uma força mecânica súbita que provoca uma deformação e/ou vibração temporária dessa parede, desagregando e libertando os depósitos formados sobre a referida parede. - 3ã - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de o arrefecedor de gases dispor de um leito fluidificado formada par partículas arrefece-doras e pelo facto de os fumos ou gases de processos a quente serem introduzidos no arrefecedor de gases como gases fluidi-ficantes através de uma entrada existente no fundo do arrefecedor de gases. Processo de acordo com a reivindicação 3, caracterizado pelo facto de o arrefecedor de gases dispor de um leito fluidificado circulante, - 5ã - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de o meio de arrefecimento ser transportado sob a forma de um fluxo envolvente ao longo das superficies exteriores das paredes da conduta de entrada. - 6¾ - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de a superfície da parede da conduta de entrada ser arrefecida com um meio de arrefecimento que passa no interior de um tubo de configuração espiral 15
    Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo facto de os depósitos serem desagregados e libertados das paredes da conduta de entrada variando a pressão do meio de arrefecimento pulsatóriamen.te no tubo de configuração espiral. - 8ã - Processo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado pelo facto de os depósitos serem desagregados e libertadas das paredes da conduta de entrada variando a temperatura do meio de arrefecimento pulsatoriamente no tubo de configuração espiral. - 9ã - Dispositivo para introduzir, num arre-fecedor de gases, fumos e gases de processos a quente, consti-tuida por uma conduta de entrada por onde passam os gases para o interior do arrefecedor de gases, caracterizado pelo facto de a conduta de entrada do arrefecedor de gases ser formada por uma estrutura elástica arrefecida em que as paredes da conduta de entrada são superfícies arrefecidas feitas de metal . - loa - Dispositivo de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo facto de a conduta de entrada estar dotada de meios para submeter as suas paredes a uma força mecânica súbita, a qual provoca efeitos temporários de deformação e/ou vibração daquelas paredes. - 111 - Dispositivo de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo facto de o arrefecedor de gases 16 ser constituído por um raactor de leito fluido e pelo facto de a conduta de entrada servir de conduta de entrada do gás flui-dificante que conduz ao reactor de leito fluido. - 121 ~ Dispositivo de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo facto de o arrefecedor de gases possuir um reactor de leito fluidificado circulante. - 13& - Dispositivo de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo facto de a conduta de entrada ser formada por dois cilindros metálicos em que um deles está contido no interior do outro, formando o espaço anelar existente entre eles uma passagem para o meio de arrefecimento, - 141 - Dispositivo de acordo com a reivindicação 3, caracterisado pelo facto de a conduta de entrada ser formada por um cilindro metálico em torno do qual se fixam placas metálicas de modo estanque aos gases, formando espaças separados sob a forma de um segmento para o meio de arrefecimento. - 151 - Dispositivo de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo facto de as paredes da conduta de entrada serem formadas por um tubo metálica enrolado espiralmente o qual define uma conduta de entrada praticamente cilíndrica, permitindo que a conduta de entrada seja arrefecida quando α meio de arrefecimento passa através do tubo, - 161 - Dispositivo de acorda com a reivindicação 15, caracterisado pelo facto de a conduta cilíndrica definida por um tubo metálico ser envolvida por uma camisa ci- 17 lindrica a qual forma um espaço para o gás de efusão em torno da conduta de entrada. A requerente reivindica a prioridade do pedido finlandês apresentado em 23 de Julho de 1991, sob o m, 913515, Lisboa, 22 de Julho de 1992
    18
PT100719A 1991-07-23 1992-07-22 Processo e dispositivo de introducao de fumos e gases de processos a quente num arrefecedor de gases PT100719A (pt)

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