PT99906B - Processo e dispositivo para encurvamento de chapas de vidro - Google Patents

Processo e dispositivo para encurvamento de chapas de vidro Download PDF

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Description

invento visa técnicas de encurvamento de chapas de vidro nas quais as chapas de vidro são trazidas âs ferramentas de encurvamento por um transportador que define um plano de transporte de vidro sensivelmente horizontal, no qual as chapas de vidro desfilam a seguir umas âs outras, aquecidas para além da sua temperatura de amolecimento. Mais precisamente, o invento refere—se ao problema do posicionamento das chapas de vidro em relação às ferramentas, tais como, ferramentas de encurvamento. □ invento aplica-se, por exemplo, à produção industriai de vidro para automóveis.
Dominar a qualidade da produção de uma linha de encurvamento de chapas de vidro pressupõe estar-se em condições de garantir que todas as chapas de vidro fiquem bem posicionadas em relação à ferramenta de encurvamento no momento em que esta é agarrada. Esta operação é bastante fácil de realizar se fôr efectuada a frio, o que é o caso, por exemplo, da maioria das linhas de encurvamento destinadas à produção de vidros laminados onde desde a entrada no forno, as chapas de vidro são colocadas sobre a armação de encurvamento por descaimento. Nestes casos, a colocação na
posição de referência é obtida tipicamente por dois jogos de limitadores montados nas ferramentas de encurvamento. Mas devem ser tomadas precauções particularmente grandes quando esta colocação em é efectuada com uma chapa de vidro já reaquecida à sua temperatura de encurvamento e eventualmente de têmpera, portanto no momento em que a sua plasticidade e consequentemente a sua sensibilidade aos choques e atritos são máximos.
A frio, à entrada do forno de reaquecimento, a chapa de vidro é colocada sobre o transportador sensivelmente na horizontal segundo uma posição bem precisa. Mas a sua trajectória neste transportador, geralmente constituído por uin leito de rolos, é parcialmente aleatória, pelo menos, tendo em consideração o facto em que nos casos mais difíceis, por exemplo, pode ser necessária uma precisão de posisionamento da chapa de vidro da ordem da décima parte do milímetro. Os desvios de t-rajectór ias analisam-se em deslizamentos perpendicularmente ao eixo do transportador e em rotações em relação a esse eixo.
É possível impedir os deslizamentos perpendiculares por meio de réguas ou limitadores laterais deslocadas de maneira sincronizada com o deslocamento das chapas de vidro ? um exemplo desse sistema de posicionamento lateral está descrito no pedido de patente europeia EP-A-367 670. Esses sistemas podem operar muito progressiva e, cautelosamente e não deixam por esse facto nenhuma marca na vidraça final. Mas estes sistemas acarretam um desgaste dos revestimentos dos rôlos. Além disso, nos fornos de rôlos, observa—se geralmente que a chapa de vidro conserva a posição lateral adquirida no momento em que a sua temperatura ultrapassa o ponto de amolecimento do vidro, o que ocorre normalmente, o mais tardar, depois de ter percorrido os dois terços do seu trajecto no forno.
Pelo contrário, os angular são muito menos aperfeiçoamentos importantes sistemas de posicionamento satisfatórios, mesmo possam ser realizados se no passado. De facto, o problema não reside verdadeiramente nos sistemas em si, mas no facto de persistir muito tardiamente a tendência para um desvio axial, praticamente até ser agarrada a chapa pela ferramenta. Esta tendência expiica-se sobretudo por deslizamentos sobre os rôlos que não podem ser inteiramente eliminados, porque é preciso imperativamente evitar que os rôlos marquem a chapa de vidro de maneira indelevel.
Para minimizar as consequências destes desvios angulares é portanto imperativo operar a centragem correspondente, práticamente no instante em que a chapa é agarrada, o que é incómodo a vários títulos. 0 primeiro ê o facto de a operação se desenrolar no momento em que, como indicado anteriormente, a sensibilidade ã mareagem do vidro ê máxima j ora por definição, centrar uma chapa de vidro é actuar sobre esta e tocá-la. São conhecidos certos sistemas tendentes a suprimir as consequências nefastas deste contacto, por exemplo, que não façam parar a chapa de vidro mas não fazem senão abrandar a sua velocidade CEP-A-3SS 316) ou que se escamoteiam o mais rápidamente possível (EP-ft-389 317). Mas o custo destes sistemas é muitas vezes tanto mais elevado quanto mais eficaz forem e de qualquer maneira a sua sofistificação aumenta os riscos de um mau funcionamento.
segundo ponto é o ponto de que todos estes sistemas são de uma certa forma auto-regulados ou mais precisamente actuam sobre a chapa de vidro de uma maneira e/ou durante uma duração que depende da posição da chapa de vidro quando esta entra no seu campo de acção. 0 operador encarregado da vigilância da linha de produção não tem meios para avaliar se esta acção está a ser efectuada eficazmente. Este vai certamente constatar no caso contrário que as
vidraças fabricadas não estão totalmente conformes com o pretendido, mas esta não-conformidade pode explicar-se eventualmente por outras razões, uma má regulação do quadro de prensagem, por exemplo, ou mais geralmente, da máquina de encurvamento, de maneira que existe um risco de não ser identificada imediatamente a fonte dos problemas e de degenerar tudo numa cascata de acções desapropriadas.
Um outro aspecto que perturba uma centragem tardia á o de que num certo número de casos, a zona em questão já está bem estorvada pelas ferramentas e dispositivos afectos ? para mais, os sistemas de centragem têm de ser escamoteados, por exemplo, para se poder prensar a chapa da vidro, o que multiplica ainda mais as fontes de problemas. Por fim, como o sistema de posisionamento trava ou pelo menos abranda o movimento da chapa de vidro, acarreta um aumento dos tempos dos ciclos, o que vai de encontro aos objectivos de cadências elevadas sobretudo para volumes relativamente 3ΐ ílfip1S5.
Gs autores do presente invento decidiram contornar em larga medida este prolema de posicionamento angular, renunciando a uma extrema precisão neste nível. Propõem encurvar uma chapa de vidro encaminhando—a através de um forno de reaquecimanto por um transportador definindo um plano de transporte sensivelmente horizontal, depois fazendo com que a chapa seja agarrada por uma ferramenta por meio da qual é encurvada e/ou trar.ferida para um dispositivo de encurvamento e/ou evacuação, o invento consistindo na detecção da posição efectiva da chapa de vidro e no reposicionamento da ferramenta em utilização em função desta posição efectiva. A detecção pode consistir na medição do ângulo de desfasamento entre a direcção efectiva seguida pela chapa de vidro antes de ser agarrada e o eixo longitudinal do transportador e a rotação da referida ferramenta segundo este ângulo de maneira a centrá-lo exactamente na posição efectiva
da chapa de vidro. Esta detecção pode consistir igualmente na medida do desfasamento transversal em relação ao eixo longitudinal do forno associada à translação da ferramenta de agarramento de uma maneira correspondente a esse desfasamento transversal. Segundo os casos, o reposicionamento da ferramenta será portanto do tipo rotação e/ou translação.
ponto de vista é portanto aqui totalmente inverso, deixam de ser as chapas de vidro que são centradas em relação ã. máquina de encurvamento, mas esta que é reposic ionada de maneira adequada para cada chapa de vidro. Por defenxção mesmo, este processo é inteiramente inofensivo para as chapas de vidro, deixadas livres aos seus movimentos no plano de transporte. Para mais, a precisão de centragem pode ser melhorada, porque a posição inicial da ferramenta de trabalho é conhecida com uma grande exactidão, ou porque a posição precedente tenha sido memorizada ou mais simplesmente porque a ferramenta de trabalho seja recolocada entre dois volumes segundo uma posição de referência correspondente, por exemplo, a um alinhamento perfeito. De resto, esta ferramenta de trabalho pode certamente ter uma posição controlada mecânicamente ε eventualmente com muita rapidez.
Deixar a chapa de vidro inteiramente livre nos seus movimentos no plano de transporte do transportador não significa a ausência de qualquer medida que vise controlar a sua posição ; o invento não exclui nomeadamente um posisionamento correcto durante o enfornamento e uma centragem lateral neste. Se fôr necessário, pode ser igualmente efectuada uma centragem frontal, mas unicamente na primeira parte do forno de aquecimento, portanto num momento em que esta centragem não pode ainda acarretar a marcação do vidro. Na última parte do forno, a chapa de vidro caminha livremente e pode desviai—se da sua trajectória de um ângulo que pode atingir uma dezena de graus. 0 desfasamento eventual, transversal é da origem de alguns milimetros.
Q invento tem igualmente por object-ivo um dispositivo de encurvamento de uma chapa de vidro comportando um forno de aquecimento atravessado por um transportador que define um plano sensivelmente horizontal e uma ferramenta de agarrar a chapa de vidro à saída do seu trajecto sobre o referido transportador, um dispositivo de medição da posiçSo da chapa de vidro, por exemplo, do ângulo entre a direcção efectiva seguida pela chapa de vidro ε o eixo longitudinal do transportador e/ou do desfasamento transversal em relação a esse eixo longitudinal e um meio para reposicionar a referida ferramenta de agarrar, por exemplo, para a fazer girar segundo esse ângulo ou para fazer efectuar o movimento de translação.
Segundo um primeiro modo de realização do invento, a ferramenta de agarrar é constituída por uma máquina de encurvamento que comporta um leito de conformação, constituído por hastes conformadoras dispostas segundo um trajecto de perfil curvo na direcção de desfilamento das chapas, munida de um dispositivo de reposicionamento, sobretudo de pívotamento e/ou translação. Este tipo de máquina está descrito nomeadamente nas patentes francesas 2 242 213, 2 543 4S5 e 2 6®4 332. A máquina de encurvamento está colocada justamente no prolongamento do transportador que atravessa o re—aquecimento. A chapa de vidro continua a sua progressão nesta máquina, uma diferença angular de alguns graus na entrada do leito de conformação traduz—se por um desvio de vários centímetros à saída, o que no limite torna inoperante os dispositivos de báscula previstos para transferir as chapas de vidro para um transportador de arrefecimento íver FR-A-2 543 465, EP-A-346 137 e EP—A—346 1385 e que têm a tendência sobretudo para conferir uma forma ondulada na chapa de vidro. Ora se este tipo de máquina é geralmente utilizado para formas consideradas como relativamente simples por serem essencialmente cilíndricas, é necessária no entanto uma precisão extrema do perfil, porque f:
os vidros fabricados são destinados muitas vezes a janelas de automóveis e portanto têm de deslizar numa fenda estreita para permitir o funcionamento do dispositivo de elevador da janela.
Cada máquina de encurvamento corresponde a um raio de curvatura dado, e é geralmente previsto para a deslocar uma armação montada sobre rodas e imobilizada por apoio no solo, em posição de trabalho. Cada máquina de encurvamento deste tipo pode ser portanto convertida fácilmente em máquina própria para ser utilizada pelo invento pela simples junção de um mecanismo de pivotamento e eventualmente translação motorizado, aplicado sobre a armação ou fixado ao solo e mecanismos de libertação dos apoios ao solo. Pode utilizar—se igualmente um ponto giratório munido de railes, graças aos quais se pode posicionar a máquina de encurvamento que fixa em relação a um solo que a faz girar.
Segundo uma outra forma de realização do invento, a ferramenta de agarrar ê constituída por um elemento superior de sustentação e eventualmente de conformação que designaremos no seguimento pelo termo de forma superior de encurvamento, suspensa num dispositivo de subida-descida deslocável iguaimente num plano horizontal, nomeadamente por rotação segundo um eixo vertical. De maneira bem conhecida, nestas técnicas' de encurvamento, a forma superior de encurvamento vem agarrar a chapa de vidro trazida pelo transportador para a depôr e/ou prensar sobre um elemento inferior que designaremos no seguimento na generalidade sob o termo de armação de encurvamento. A precisão da posição da chapa de vidro em relação a esta forma superior de encurvamento condiciona as operações seguintes, quer se trate de largar a chapa de vidro sobre uma armação de encurvamento Ccaso de uma forma superior de encurvamento plano ou pouco perfilado) ou de prensagem da chapa de vidro, a forma superior de encurvamento jogando neste caso um papei
V
duplo de forma de pré-formagem e de prensa forte. Contráriameníe ao caso precedente, não há bem a certeza que os desvios se acumulem à medida que progride a operação de encurvamento, mas estes processos são sempre bem menos tolerantes ; uma chapa colocada na transversal sobre a armação de encurvamento tem todas as probabilidades de se partir ou, pelo menos, de ficar marcada e portanto transformai—se em refugo, enquanto que no caso de uma máquina de encurvamento com um leito de conformação feito de elementos giratórios, o único risco é o de não ser respeitado o perfil obtido.
Conforme indicado anteriormente, a forma superior de encurvamento está sempre associada a uma armação de encurvamento. Se a formagem comportar uma fase de prensagem, é necessário prever meios de centragem dessa armação de encurvamento. Esses meios podem ser semelhantes aos que equipam a forma superior de encurvamento ou, mais simplesmente, ser meios de indexação, própria para centrar a armação em relação à forma superior de encurvamento. Podem utilizar—se vantajosamente os meios descritos nas patentes ou pedidos de patentes US-A-4 78í 745 ε EP-A-398 3Í5.
dispositivo de encurvamento de acordo com o invento comporta um dispositivo de medição do ângulo característico do desfasamento entre a direcção efectivamente seguida pela chapa de vidro e a sua direcção consignada, o eixo longitudinal do transportador atravessando o forno de re-aquecimento. Este dispositivo deve ser capaz de efectuar uma medição com uma rapidez suficiente para que a rotação da ferramenta de agarramento termine logo que a chapa de vidro chegue ao nível desta ferramenta. De resto, demonstrou—se mais acima que é importante que a medição seja efectuada tão tardiamente quanto possível.
Vários tipos de dispositivos de medição podem cumprir estas condições. Podem utilizar-se por exemplo meios video que, por análise morfológica matemática, vão comparar a imagem da chapa de vidro - ou de uma parte característica desta nomeadamente um canto — com a memorizada de uma chapa de vidro correctamente posicionada. Esses meios video estão todos particularmente bem adaptados no caso em que as chapas de vidro apresentam uma borda dianteira direita mas não perpendicular ao eixo longitudinal do transportador ou apresentam uma borda dianteira curva, quebrada ou qualquer outra.
Pode operar-se igual mente por meio de vários detectores sem contactos, por exemplo, dois detectores pneumáticos análogos aos descritos no pedido de patente EP—A— 348 286, associados a um contador de minutos e a uma unidade de cálculo.
□utros pormenores e carací-er ísticas vantajosas do invento ressaltam da descrição feita a seguir com referências aos desenhos anexos que representam :
- figura 1 : um esquema de uma linha de encurvamento comportando uma forma superior de encurvamento em posição angular orientada segundo a posição da chapa de vidro a encurvar, • figura 2 : um esquema de uma vista de cima de uma linha de encurvamento com um leito de conformação orientado segundo o eixo das chapas de vidro a encurvar,
- figura 3 : um esquema de uma vista de lado da linha de encurvamento correspondente à figura 2.
A figura 1 permite ilustrar a aplicação do processo segundo o invento a uma linha de encurvamento horizontal comportando uma forma superior de encurvamento que coopera com um quadro de encurvamento. Muito esquematicamente, as étapas do processo de encurvamento são as seguintes : a chapa de vidro é carregada sobre um transportador que atravessa um forno de re-aquecimento onde a temperatura do vidro é levada ã temperatura de encurvamento e eventualmente de têmpera, isto é aproximadamente 65® — 7®®° e que a conduz sob uma forma superior de encurvamento. Aí, a chapa de vidro é parada e deslocada de baixo para cima de preferência por uma força de natureza pneumática que vem colocar a chapa de vidro contra a referida forma superior de encurvamento. Esta forma superior de encurvamento é eventuaimente encurvada para préformar as chapas de vidro. Depois da fase de aplicação, a chapa de vidro é deixada sobre uma armação de encurvamento constituída por um anel aberto no seu centro por meio do qual a chapa de vidro e conformada na sua forma definitiva. Levada por essa mesma armação ou depois de ter sido transferida sobre uma armação especifica, a chapa de vidro ê finalmente trazida para um dispositivo de arrefecimento, por exemplo, de têmpera térmica.
No caso esquematizado na figura í, a chapa de vidro 1, deslocada através da linha por um transportador 2 de rolos 3 é trazida ao contacto da forma superior de encurvamento 4 por uma corrente gasosa, quente, ascendente, proveniente da conduta inferior 5 e que se escapa pela chaminé 6. Os pormenores da linha de encurvamento e mais precisamente do circuito de ar quente são conhecidos pela patente EF-163 77®. έ evidente que o invento não é apenas limitado a este tipo dado de processo e a ascensão da chapa de vidro pode ser obtida igualmente por meio de uma aspiração, através da forma superior CEP—3 331? ou por uma depressão gerada na sua periferia CEP-21® 418 ou EP-241 355).
Os rolos 3, por exemplo, em silício ou outro material compatível com as temperaturas de encurvamento e de têmpera das chapas de vidro têm uma alma montada em ponteiras
metálicas 7 que, em principio rolam sem deslizar sobre bandas sem fim 8, arrastadas em rotação pela velocidade de deslocamento pretendida. Em caso de desgaste de certas peças, o arrastamento de um rôlo pode ser ligeiramente diferente do dos outros rôlos, o que vai conduzir a um ligeiro desvio da chapa de vidro se esta não ficar com o eixo da linha como eixo de simetria. De resto, estes rôlos podem ser revestidos, pelo menos na parte da sua superfície de contacto com as chapas de vidro, de tecidos ou malhas de fibras refractárias destinadas a evitar a formação de defeitos na chapa de vidro. Ainda mais, um revestimento desgastado ou montado de maneira ligeiramente incorrecta pode levar a um desvio, é certo que é sempre possível velar peio desgaste dos materiais e pela correcção das intervenções, mas por outro lado existem outros sistemas de arrastamento dos rôlos menos sujeitos ao problema de desgaste, acima indicados, mas sejam quais forem as precauções tomadas, a primeira prioridade sendo dada à qualidade ôptica das vidraças, a prática mostra que todas as chapas de vidro não seguem a trajectôria nominal correspondente a uma direcção de deslocamento indicada pela seta F, o que no caso representado significaria uma borda dianteira deslocada que deveria ficar rigorosamente paralela aos eixos tíe rotação dos rôlos. Ao aproximar—se da zona de formagem, a chapa de vidro é orientada por exemplo segundo uma direcção definida pela seta F' correspondente a um desvio angular de um angulo , variável certamente de uma folha de vidro para outra. A chapa de vidro além disso pode ser ligeiramente deslocada transversalmente.
Q invento consiste, numa primeira fase, em marcar a posição efectiva da chapa de vidro, o que é efectuado por meio de uma câmera 9, de grande velocidade, montada por cima do transportador. Para evitar a sua danificação, as peças electrõnicas muito sensíveis à temperatura <a câmera 9 está disposta no forno de aquecimento) estão de preferência isoladas e ligadas â parte ôptica por fibras ôpticas
apropriadas. As imagens são tratadas imediatamente por uma unidade de cálculo 1© que vai operar, por exemplo, procedendo a uma comparação com imagens—tipo, memorizadas ou utilizando qualquer outro meio de análise próprio para fornecer um sinal correspondente a esse ângulo e/ou ao desfasamento transversal, sabendo—se que essa análise deve ser efectuada com uma velocidade suficientemente elevada para que as ferramentas de encurvamento sejam orientadas quando a chapa de vidro vem imobilizar sob a forma superior de encurvamento. Esta reorientação não pode ser efectuada, no entanto, senão depois do volume precedente ter sido libertado da ferramenta utilizada. No caso de um encurvamento com forma superior, esta libertação é obtida quando a chapa de vidro é transferida para a armação de encurvamento < no caso de um encurvamento sobre um leito de conformação, esta libertação e obtida logo que a chapa de vidro precedente deixa de estar em contacto com o transportador.
A forma superior de encurvamento está equipada com um dispositivo de pivot lí que recebe um sinal de comando da unidade de cálculo IO, de maneira que a forma superior de encurvamento 4 encontra-se exactamente na prumada da chapa de vidro, seja quai fôr o desfasamento angular desta. Podem estar previstos igualmente meios próprios para garantir uma translação da chapa de vidro com o fim de compensar o desfasamento transversal. Se a chapa de vidro fôr largada em seguida sobre uma armação de encurvamento sem prensagem, Cinicamente uma orientação da forma superior de encurvamento pode bastar para a obtenção de uma vidraça com o perfil perfeito s mas, pelo contrário, se estiver prevista uma operação de prensagem ou se a precisão o exigir, pode prever— se uma orientação da armação. Também é possível restabelecer a forma superior sistemáticamente para uma posição de referência correspondente a um alinhamento exacto em relação à armação de prensagem.
Esta armação é constituída por um raile contínuo 12, conduzido por um carrinho 13 cujas rodas 14 se deslocam sobre railes 15 que se estendem paralelamente aos rôlos 3. A fixação da armação 12 sobre o carrinho 13 é obtido por meio de pinos de ajuste 16. Para a orientação da armação, esses pinos de ajustes 16 são montados sobre articulações. No caso aqui esquematizado, uma destas articulações está sujeita a um mecanismo de pivotamento comandado pela unidade de cálculo IO. A armação pode ser igualmente auto-eentrável, isto é, equipada de meios de indexação com elementos solidários da forma de encurvamento.
Depois do seu encurvamento, a chapa de vidro é levada para um posto de arrefecimento geralmente do tipo de têmpera térmica, aqui não representado. 0 invento garante a produção de vidraças de uma qualidade óptica particularmente elevada, porque a chapa de vidro não sofre a intervenção destinada a recentrá-la na zona de formagem. De resto, a chapa de vidro como está sempre bem posicionada em relação às ferramentas de encurvamento, obtem uma boa qualidade óptica associada a uma boa qualidade de formagem, própriamente dita, e consequentemente uma reprodutibilidade das formas produzidas.
A figura 2 ilustra uma outra maneira de realização do invento que é executada desta vez na armação de uma linha de encurvamento cuja ferramenta para esse fim é constituída essencialmente por uma parte de transportador que define um leito de conformação curvo no sentido do desfilamento da chapa de vidro (ver por exemplo FR—2 442 213, FR—2 543 4655. Neste caso, é toda esta porção 17 do transportador que vai ser realinhada em relação ã direcção efectivamente seguida peia chapa de vidro C1S> na proximidade da saída do forno 19. Esta orientação não se refere senão à parte 17 e é inútil reorientar o transportador de arrefecimento secundário 2v que de qualquer forma não recebe senão chapas de vidro já
temperadas, portanto cuja temperatura exclui qualquer possibilidade de deformação posterior.
Deve notar-se que se o leito de conformação fôr cilíndrico, o deslocamento lateral não é incómodo, só a rotação é necessária para uma boa orientação da máquina de encurvamento. No caso da figura 2, o valor do ângulo CX não é determinado por meio de uma câmera, mas de dois detectores sem contacto 21, 22, por exemplo semelhantes aos detectores pneumáticos descritos no pedido de patente Er—A—343 266. Logo que um primeiro detector vê a borda dianteira da chapa de vidro desfilando a uma velocidade V, medida por um taquímetro de que está equipado um dos rôlos desta zona de detecção, desencadeia o accionamento de um contador. Est-e accionamento efectuado com um passo de contagem p de, por exemplo, 5/10 ©©© de segundo, é interrompida quando o segundo detector vê por sua vez a borda dianteira. Se P passos foram contabilizados, a distância no eixo longitudinal entre as duas bordas dianteiras detectadas é portanto igual a L = P.p.V. Na hipótese de o volume de vidro apresentar uma borda dianteira sentida, paralela às geratrizes dos rôlos, esta distância pode igualmente exprimir—se L = d+etg θζ , em que é o ângulo que forma a borda dianteira com uma geratriz de um ròlo, e a distância no eixo transversal entre os dois detectores, d a distância no eixo longitudinal entre os dois detectores. O valor do ângulo é dado portanto pelo cálculo :
L—d P. p. V—d (X = arctg-------- arctg---------e e
A máquina de encurvamento deve ser sempre rodada do valor deste ângulo, no sentido trigonométrico se L fôr superior a d e no sentido inverso no caso contrário. 0 modo de orientação da máquina é mais particularmente visivel na
figura 3 onde está indicada esquemáticamente, numa vista de lado. Nesta figura foi indicado de novo em 19 o forno de reaquecimento atravessado por um transportador 23 de rôlos. A chapa de vidro 18 é marcada pelos detectores 21 e 22, a velocidade do transportador é controlada pelo taquímetro 24. A máquina de encurvamento corresponde à parte móvel 17 é toda inteiramente montada sobre uma armação 25 deslocável por meio de rodas 26. Esta armação 25 tem dois arcos de abóboda 27 e 28 em círculo que definem um caminho curvílineo em que a chapa de vidro 18 segue a curvatura. 0 arco inferior 27 serve de apoio ao conjunto de rôlos inferiores 29 arrastados em rotação por uma corrente 30. No caso esquematizado, o primeiro rolo 29 está exactamente no alinhamento do último rôlo 23 do forno 19, a entrada da chapa de vidro 18 na máquina de encurvamento 17 efectua-se assim sem interrupção. A zona de encurvamento própriamente dita corresponde aos sete primeiros rôlos. Depois destes, a chapa de vidro penetra na zona de têmpera provida de quatro caixões inferiores 31 e de quatro caixões superiores 32. Nesta zona de têmpera, a progressão do vidro é ajustada por elementos de manutenção superiores 33. Depois da zona de têmpera, as chapas de vidro encurvadas e temperadas 18 são agarradas por um dispositivo de basculamento 34 que as desposita sobre o transportador 20 de arrefecimento secundário.
A orientação da máquina segundo o ângulo 0( medido por meio dos detectores 21, 22 e da unidade de cálculo é obtida graças a um mecanismo de pivotamento 35, ao qual está associado um mecanismo de motorização do pivotamento 36. No caso aqui representado, o mecanismo de pivotamento 35 está posto sobre a armação 25, mas também pode estar alojado no solo. No entanto, deve escolhei—se sistemáticamente a solução de pôr sobre a armação, quando estiver prevista uma translação. De resto, os mecanismos de pivotamento 35 e de motorização 36 comandam igualmente meios de bloqueamento e de libertação dos apoios ao solo da máquina de encurvamento.
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RESUMO
O invento refere—se a um processo e a um dispositivo de encurvamento duma chapa de vidro no qual a chapa de vidro ê encaminhada através dum forno de aquecimento por meio dum transportador que define um plano de transporte sensivelmente horizontal, a seguir ê agarrado por uma ferramenta por meio da qual a chapa de vidro é encurvada e/ou transferida para um dispositivo de encurvamento e/ou de evacuação.
Segundo o invento, efectua—se a medição de detecção da posição efectiva da chapa de vidro e, o posicionamento da ferramenta de agarrar em função da referida posição efectiva. 0 invento aplica-se à produção de vidros para automóveis.

Claims (2)

  1. lã - Processo de encurvamento duma chapa de vidro no qual a chapa de vidro é encaminhada através dum forno de aquecimento por um transportador que define um plano de transporte sensivelmente horizontal, a seguir é agarrada por uma ferramenta por meio da qual a chapa de vidro é encurvada e/ou transferida para um dispositivo de encurvamento e/ou de evacuação, caracterizado pela detecção da posição efectiva da ) chapa de vidro e o posicionamento da ferramenta de agarrar em função da referida posição efectiva.
    2ã. - Processo de encurvamento segundo a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de ser medido o ângulo de desfasamento entre a direcção efectiva seguida pela chapa de vidro antes de ser agarrada e o eixo longitudinal do transportador e a rotação da referida ferramenta de agarrar ser realizada segundo esse ângulo de maneira a centrá-la exactamente na posição efectiva da chapa de vidro.
    3ã - Processo de encurvamento de acordo com a ) reivindicação 1 ou 2, caracterizado por ser medido o desfasamento transversal em relação ao eixo longitudinal do transportador e a translação da referida ferramenta de agarrar ser efectuada de acordo com aquela medida.
    - Processo de encurvamento de acordo com uma das reivindicaçSes i a 3, caracterizado pelo facto de a referida ferramenta ser constituída por um leito de conformação, constituído por hastes conformadoras dispostas segundo um trajecto de perfil curvo na direcção de desfilamento das chapas, munido dum dispositivo de posicionamento.
    5— — Processo de encurvamento de acordo com uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo facto de a referida ferramenta ser constituída por uma forma superior de encurvamento e pelo facto de o dispositivo de encurvamento e/ou de evacuação ser constituído por uma armação de encurvamento.
    SA — Processo de encurvamento de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo facto de a forma superior de encurvamento ser colocada segundo uma posição de referência antes da transferência da chapa de vidro para a i armação de encurvamento.
    7a _ processo de encurvamento de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo facto de a armação de encurvamento ser igualmente centrada na posição efectiva da chapa de vidro.
    8êL - Processo de encurvamento de acordo com a reivindicação 7, caracter izá‘do pelo facto de o posicionamento da armação de encurvamento ser indexado â forma superior de encurvamento.
    ga _ processo de encurvamento de acordo com uma das | reivindicações precedentes, caracterizado pelo facto de a posição da chapa de vidro ser medida por meios õpticos que dão uma imagem de toda ou fracção da chapa de vidro.
    Í0ê. — Processo de encurvamento de acordo com uma das reivindicações í a 3, caracterizado pelo facto de a posição da chapa de vidro ser medida por meio de vários detectores sem contac to.
    11®. — Dispositivo de encurvamento duma chapa de vidro comportando um forno de aquecimento atravessado por um transportador que define um plano de transporte sensivelmente horizontal e uma ferramenta de agarrar a chapa de vidro à saída do seu trajecto no referido transportador, caracterizado por um dispositivo de medição da posição efectiva da chapa de vidro e dum meio para posicionar a referida ferramenta de agarrar segundo essa posição.
    12ê. — Dispositivo de encurvamento de acordo com a reivindicação lí, caracterizado pelo facto do referido dispositivo de medição da referida posição da chapa de vidro ser uma câmara fotográfica cuja parte óptica está montada no forno, por cima do transportador e a parte electrónica de análise de imagens está montada fora do forno.
    13& _ Dispositivo de encurvamento de acordo com a reivindicação 11, caracterizado pelo facto de o referido dispositivo de medição ser constituído por vários detectores sem contacto associados a um contador de tempo e a uma unidade de cálculo.
    14â. - Dispositivo de encurvamento de acordo com uma das reivindicações íl a 13, caracterizado pelo facto de a ferramenta de agarrar a chapa de vidro ser uma máquina de encurvamento que comporta um leito de conformação, constituído por hastes conformadoras dispostas segundo um trajecto com perfil curvo na direcção de desfilamento das chapas, munida dum dispositivo de repôsieionamento.
    15ã — Dispositivo de encurvamento de acordo com a reivindicação 14, caracterizado pelo facto de a referida máquina de encurvamento estar montada sobre um chassis deslocável em rotação por um mecanismo de oscilação pivotante.
    16A - Dispositivo de encurvamento de acordo com a reivindicação 14 ou 15, caracterizado pelo facto de a referida máquina de encurvamento estar montada sobre um chassis deslocável em translação em relação ao eixo longitudinal do transportador.
    17H _ Dispositivo de encurvamento de acordo com uma das reivindicações 14 a 16, caracterizado pelo facto de a referida máquina de encurvamento estar montada sobre uma ponte giratória.
    Í8ÊL - Dispositivo de encurvamento de acordo com uma das reivindicações 11 a 13, caracterizado pelo facto de a ferramenta agarrar a chapa de vidro ser uma forma superior de encurvamento suspensa num dispositivo de subida-descida deslocável num plano horizontal.
    13^ - Dispositivo de encurvamento de acordo com a reivindicação 18, caracterizado pelo facto de a armação de encurvamento sobre a qual a chapa de vidro é transferida depois de ter sido agarrada pela forma superior de encurvamento estar munida dum dispositivo de posicionamento.
  2. 2@â. — Dispositivo de encurvamento de acordo com a reivindicação 13, caracterizado pelo facto de a referida armação de encurvamento estar munida de meios de indexação em relação à forma superior de encurvamento.
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