PT85755B - Processo para a preparacao de 2',3'-didesoxicitidineno-2' (2',3'-didesoxi-2',3'-didesidrocitidina) utilizavel no tratamento de pacientes infectados com retrovirus - Google Patents

Processo para a preparacao de 2',3'-didesoxicitidineno-2' (2',3'-didesoxi-2',3'-didesidrocitidina) utilizavel no tratamento de pacientes infectados com retrovirus Download PDF

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Description

PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE 2’, 3'-DIDESOXICITIDINENO -2' (2», 3’-DIDESOXI-2*, 3’-DIDESIDROCITINA) UTILIZÁVEL NO TRATAMENTO DE PACIENTES INFECTADOS COM RECTROVIRUS
Requerente
YALE UNIVERSITY, corporação sem fins lucrativos, organi zada segundo as leis do Estado de Connecticut, com sede em New Haven, Connecticut, Estados Unidos da América.
DIREITOS GOVERNAMENTAIS
A presente invenção foi realizada com o apoio do Governo dos Estados Unidos, através da Subvenção Governamental CA-28852 de NIH. 0 Governo dos Estados Unidos tem certos direi tos em relação a presente invenção.
| ANTECEDENTES DA INVENÇÃO â®bito_da_Inyen£ão
A presente invenção diz respeito à utilização do nucleósido 2’, 3'-didesoxicitidineno-2’ (2’,3f-didesoxi-2’, 3f-didesidrocitidina) no tratamento de pacientes infectados com retrovirus, em especial com SIDA.
Çonhecímentos^Actuais agente etiológico do síndroma de imunodeficiência adquerida (SIDA) é um retrovirus denominado linfadenopatia-virus associado (LAV) (ver F. Barre-Sinoussi, J.C. Chermann,
F. Rey, M.T. Nugeyre, S. Chamaret, J. Greust, C. Dauguet, C. Axler-Blln, F. Vezlnet-Brun, C. Rouzioux, W. Rozenbaum e L. Mon tagnier, Science 220, 868-870 (1983)) ou vírus III linfotrópíco T humano (HTLV III) (ver M. Popovic, M.G. Sarngadharan, E. Read e R.C. Gallo, Science, 224, 497-508 (1984)). Actualmen te dispõe-se de dados que dão a maior evidência à ideia de que se trata ou do mesmo vírus ou de variantes estreitamente relacionadas (ver L. Ratner, W. Hasetilne, R. Patarca et al.. Nature, 313, 227-285 (1985)).
2’,3’-didesoxicitidineno-2f foi primeiro sintetisado por Horowitz et al. (J.P. Horwitz, J. Chua, M. Noel, «J. T. Donattl J. Org. Chem., 32, 817 (1967)).
Hiroaki Mitsuya e Samuel Broder, Proc. Natl. Acad. Sei, USA, 83, 1911-1915, Março, 1986, descreveram 0 ensaio dos derivados nuceósidos de purina e pirimidina, nomeadamente, 2', 3'-didesoxinucleósidos para tentar inibir 0 efeito infeccioso e citopático do vírus linfotrópico T humano de tipo III (HTLV-III/LAV) in vltro.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
A presente invenção relaciona-se com 0 tratamento dos animais de sangue quente, incluindo 0 homem, infectados com um retrovirus, compreendendo a administração a um animal de san gue quente, por exemplo, um paciente humano, de uma quantidade eficaz anti-retroviral de 2*,3r-didesoxicitidineno-2f (2',3’-didesoxi-2’,3’-didesidrocitidina) e os seus sais aceitáveis sob 0 ponto de vista farmacêutico, quer isolados quer em mistura com um diluente ou sob a forma de um medicamento.
DESCRIÇÃO PORMENORIZADA DA INVENÇÃO
A estrutura do 2', 3'-didesoxicitidineno-2f (2’, 3’-didesoxi-2’, 3’-didesidrocitidina) é a segufate:
Este composto pode ser preparado mediante o seguinte esquema reaccional:
0
2.NH2-M0OH í
Neste esquema reaccional realizam-se as seguintes fases:
Acetila-se 0 composto 1 (2f, y-didesoxiuridineno-2’) com anidrido acético (Αθ2θ) no seio de piridina (Py); con tudo esta reacção pode ser efectuada com cloreto de acetilo no seio de um dissolvente, na presença de trietilamina, para se obter 0 correspondente acetato 5’-0-acetil-2r, 3*-didesoxiuri dineno-2* que, em seguida, se faz reagir com fosforodicloridrato de 4-clorofenilo e 1,?.4-triazol, no seio de piridina, à temperatura ambiente, para se obter 0 derivado 3 4-triazolilpirimidinona.
Subsequentemente, faz-se reagir 0 derivado 4-triazolilpirimidinona com solução aquosa de amoniaco, no seio de dioxano (1:3), durante um periodo compreendido entre várias horas e vários dias, depois do que se junta uma mistura de amoniaco e metanol durante uma noite, à temperatura ambiente, para se obter 2', 3T-didesoxicitidineno-2* (2*, 3'-didesoxi-2r,3’-didesidrocitidina) (composto 4).
A Requemte descobriu que o 2’ ,3f-didesoxicitidine no-2* (2’, 3’-didesoxi-2’, 3’- didesidrocitidina) tem actividade antiviral contra os retrovirus, por exemplo, vírus de murina-leu cernia e vírus HTLV III/LAV (o vírus da SIDA).
Os retrovirus são vírus de ARN cujo genoma contém cópias do ARN de cadeia única. 0 virião contém transcriptase reversa. Os exemplos não limitativos de retrovirus incluem o vírus da leucemia e do sarcoma de animais, vírus de espuma de primatas e alguns vírus lentos, por exemplo, visna e maedi” do carneiro.
2’, 3'-didesoxicitidineno-2’ têm uma solubilidade na água muito maior do que 3’-azido-3f-desoxitimidina (AZT). Além disso, o 2’,3’-didesoxicitidineno-2r pode ser facilmente convertido no correspondente cloridrato e em outros sais, o que aumenta mais a sua solubilidade na água. A solubilidade na água é um factor critico para a formulação de medicamentos.
composto activo, noraeadamente, 2’, 3r-didesoxici tidineno-2' (2’, 3’-didesoxi-2r,3'-didesidrocitidina) pode ser administrado como um medicamento.
medicamento pode estar sob a forma de pastilhas (incluindo losangos e granulados), drageias, cápsulas, pílulas, ampolas ou supositórios compreendendo o composto da presente in venção.
termo medicamento tal como é utilizado nesta descrição significa porções coerentes, fisicamente discretas apropriadas para administração clínica, A designação medicamento sob a forma de dose unitária, tal como se utiliza nesta des crição, significa unidades coerentes fisicamente discretas apro priadas para administração clínica, contendo cada uma, uma dose diária ou um seu múltiplo (até quatro vezes) ou um sub-múltiplo (menos de um quarto) de uma dose diária do composto da presente invenção, em associação com um veículo e/ou dentro de um invólu cro. 0 facto de o medicamento conter uma dose diária ou, por exemplo, metade, um terço ou um quarto de uma dose diária, depen de de o medicamento ser administrado uma vez ou, por exemplo, duas, tres ou quatro vezes por dia, respectivamente.
composto activo pode também ser administrado sob a forma de suspensões e de emulsões do composto activo em diluentes aquosos ou não aquosos, xaropes, granulados ou pós.
Entre os diluentes que podem ser utilizados em compo sições farmacêuticas (por exemplo granulados) contendo como ingrediente activo o composto de acordo com a presente invenção, adaptadas sob a forma de pastilhas, drageias, cápsulas e pílulas incluem-se os seguintes: (a) cargas e excipientes, por exemplo, amido, açucares, manitol e ácido silicico; (b) agentes ligantes, por exemplo, carboximetilcelulose e outros derivados da celulose, alginatos, gelatina e polivinil-pirrolidona; (c) agentes humedecentes, por exemplo, glicerol; (d) agentes desagregantes, por exemplo, agar-agar, carbonato de cálcio e carbo nato de hidrogénio e sódio; (e) agentes retardadores da dissolução, por exemplo, parafinas; (f) aceleradores da readsorção, por exemplo, compostos de amónio quaternário; (g) agentes tensioactivos, por exemplo, álcool cetilico, monoestearato de gli cerol; (h) veículos adsorventes, por exemplo, caulino e bentonite; (i) agentes lubrificantes, por exemplo, talco, estearato de cálcio e de magnésio e polietilglicois sólidos.
As pastilhas, drageias, cápsulas e pílulas contendo o ingrediente activo podem ter os revestimentos, invólucros e ma trizes de protecção usuais, os quais podem conter agentes opacificantes. Podem também ser constituídos de modo a libertarem o ingrediente activo somente ou de preferência numa dada parte do tracto intestinal, possivelmente ao longo de um dado periodo. Os revestimentos, invólucros e matrizes protectoras podem ser constituídas, por exemplo, por substâncias poliméricas ou ceras.
ingrediente activo pode também apresentar-se sob a forma de microcápsulas juntamente com um ou vários dos diluentes referidos antes.
Os diluentes utilizáveis nas composições farmacêuti cas com a forma de supositórios podem, por exemplo, ser os habituais diluentes solúveis na água, tais como polietilenoglicois e gorduras (por exemplo, óleo de coco e ésteres superiores, por exemplo, álcool com ácido gordo C^) ou misturas desses diluentes.
As composições farmacêuticas que se apresentam sob . —6 a forma de soluções e de emulsões podem, por exemplo, conter os diluentes usuais (com a excepção dos dissolventes com peso molecular inferior a 200, excepto na presença de um agente ten sioactivo), tal como dissolventes agentes de dissolução e emul sionantes. Como exemplos específicos, não limitativos, desses diluentes referem-se a água, álcool etílico, álcool isopropíli co, carbonato de etilo, acetato de etilo, álcool benzilico, benzoato de benzilo, propilenoglicol, 1,3-butilenoglicol, dime tilformamida, óleos (por exemplo, óleo de noz triturada), glicerol, álcool tetrahidrofurfurilico, polietilenoglicois e éteres de ácidos gordos de sorbitol ou as suas misturas.
Para administração parentérica, as soluções e emul sões devem ser estéreis e, se necessário, isotónicas em relação ao sangue.
As composições farmacêuticas sob a forma de suspen sões podem conter os diluentes usuais, tais como diluentes líquidos por exemplo água, álcool etilico, propilenoglicol, agen tes tensioactivos (por exemplo, álcoois isoesterarílicos etoxilados, polietileno-sorbite e ésteres de sorbitano, celulose microcristalina, meta-hidróxido de alumínio, bentonite, agar-agar e tragacanto ou as respectivas misturas.
As composições farmacêuticas podem também conter corantes e agentes conservantes, bem como adições de perfumes e agentes aromatizantes (por exemplo, óleo de hortelã-pimenta e óleo de eucalipto) e agentes edulçurantes (por exemplo, sacarina e aspartamo).
As composições farmacêuticas geralmente contêm entre 0,5 e 90% em peso do ingrediente activo em relação ao peso total da composição.
Além do composto activo, as composições farmacêuticas e os medicamentos podem também conter outros compostos com actividade farmacêutica.
Os diluentes nos medicamentos de acordo com a presen te invenção podem ser quaisquer dos referidos para as composições farmacêuticas. Esses medicamentos podem incluir dissolventes de peso molecular inferior a 200, tal como o diluente isolado.
A dose preferida para administração dos medicamentos de acordo com a presente invenção está compreendida entre 2,5 e
250 mg de ingrediente activo, no caso da administração por via intravenosa e entre 25 e 25O mg, no caso da administraçao por via oral.
Considera-se que este composto activo será adminis trado por via oral, parentérica (por exemplo, intramuscular, in traperitoneal, subcutânea ou intravenosa), por via rectal ou lo calmente. de preferência, por via oral ou parentérica, em especial por via perlingual ou intravenosa. As composições e medica mentos preferidos são, portanto, os adaptados para administração tal como por via oral ou parentérica. A administração no mé todo da presente invenção é de preferência oral ou parentérica.
Em geral, verificou-se ser vantajoso administrar por via intravenosa quantidades compreendidas entre 0,01 e 10 mg/kg de peso corporal, de preferência entre 0,05 e 5 mg/kg de peso corporal por dia e administrar oralmente quantidades compreendi das entre 0,05 e 20 mg/kg, de preferência entre 0,5 e 5 mg/kg de peso corporal por dia, para se obter resultados eficazes. Contudo, pode, por vezes, ser necessário 0 desvio em relação a estes valores de doses e em particular fazê-lo em função da natureza e peso corporal do ser humano ou do animal a tratar, da reacção individual ao tratamento, do tipo de formulação na qual 0 ingrediente activo é administrado, do modo como se efectua a administração e do grau de adiantamento da doença ou do intervalo em que se faz a administração. Assim, em certos casos pode ser suficiente utilizar menos do que as doses referidas antes, enquanto noutros casos pode ser necessário exceder o limite superior para se obter os resultados pretendidos. Quando se administram quantidades maiores, pode ser aconselhável dividi-las em várias administrações individuais ao longo do dia.
A presente invenção será em seguida descrita através dos exemplos seguintes, não limitativos.
Exemplo 1: SÍNTESE DO 2’, 3’-DIDES0XICITIDINEN0-2’
Junta-se lentamente 1,00 g (10 mmole) de anidrido acético a uma solução agitada de 0,42 g (2,00 mmole) do composto 1 em 10 ml de piridina à temperatura de 0°C (em banho de gelo).
Deixa-se a solução resultante à temperatura de 4°C, durante uma noite. Remove-se o dissolvente e o excesso de anidrido acético, sob vazio. Dissolve-se o resíduo obtido em 50 ml de clorofórmio, lava-se num funil de separação com porções de 50 ml de água, por três vezes, duas vezes com solução saturada de carbonato de hidrogénio e sódio e mais duas vezes com água. Clarifica-se a solução de clorofórmio com Norit, seca-se sobre sulfato de magnésio e filtra-se. Em seguida concentra-se 0 filtrado até se obter um resíduo que é usado imediatamente sem mais purificação, para a preparação seguinte.
Dissolve-se 0 acetato em 10 ml de piridina. Enquanto se agita num banho de água fria, junta-se, gota a gota, 0,74 g (3,00 mmole) de fosforodicloridrato de 4-clorofenilo, se guido da adição de 0,41 g (6,00 mmole) de 1,2,4-triazol. Agita-se a mistura ã temperatura ambiente durante 3 dias e em seguida concentra-se sob pressão reduzida (a uma temperatura de cerca de 30°C).
Dissolve-se 0 resíduo obtido em 25 ml de cloreto de metileno. lava-se duas vezes com porções de 25 ml de água e com5 ml de solução a 50% de carbonato de hidrogénio e sódio. Clarifica-se a solução de cloreto de metileno com Norit, seca-se sobre sulfato de magnésio e filtra-se. Evapora-se o filtrado até à secura, sob vazio, para se obter um resíduo vítreo (de rivado 4-triazolilpirimidinona) que se dissolve em 25 ml de mis tura de NH^OH-dioxano na proporção de 1:3. Agita-se a mistura durante 5 horas, à temperatura ambiente, numa garrafa de pressão de Wheaton. Em seguida concentra-se esta solução e agita-se 0 re síduo obtido na garrafa de pressão com 25 ml de solução saturada de amónia em metanol, durante uma noite. Em seguida reduz-se a solução até um pequeno volume, sob vazio, e efectua-se a sua cro matografia em coluna com gel de silica, usando como eluente uma mistura de clorofórmio e metanol na proporção de 3:1 (Rf 0,34), para se obter 0,17 g (rendimento de 40% em relação ao composto 1) de produto: pf: 163°-165°C; UV (O,1NHC1) JL máx 275 nm ( £ 11,340),mín 237 nm; UV (O,1N NaOH) máx 267 nm ( £ 7,010), j. mín 247 nm; NMR (Me 2S0-d6) ή) 3,56 (m, 2H, 5’-H), 4,75 (m, 1H, 4'-H), 4,95 (br s, 1H, 5*-0H, D£0 permutável), 5,68 (d, 1H, 5-H), 5,88 (m, 1H, 3’-H, vinilo), 6,33 (m, 1H, 2»-H, vinilo), 6,89 (m, 1H, l'-H), 7,12-7,19 (br d, 1H, 4-NH2, D20 permutável), 7,68 (d, 1H, 6-H).
composto inicial 1 prepara-se a partir de 2f-desodiu ridina mediante o processo de Horwitz et al*(J.P* Horwitz, J. Chua, M.Noel, J.T. Donnatti, J* Org* Chem*, 32, 817, (1967)).
Exemplo 2: ACTIVIDADE BIOLÕGICA
Método de ensaio para actividade antiviral selectiva contra o vírus murina-leucemia de Moloney (M-MuLV) mediante ensaio XC:
sistema de ensaio XC é um método indirecto para quantificar o vírus murina-leucemia (MuLV que foi primeiro descrito por V. Klement et al*, Proc* Nat*l. Acad* Sei., 63, 753-758 (1969) e foi modificado por W. Rowe et al*, Virology, 42, 1136-1139, (1970)* Este ensaio baseia-se no desenvolvimento de alterações sincitélicas na linha de células XC quando esta é co-cultivada com células de fibroblastos (células SC-1) infecta das produtivamente com MuLV. A linha de células XC deriva de um tumor de rsto induzido pela estirpe Prague do Vírus de Sarcoma de Rous (RSV), (J. Svobada et al., Folia Biol*. 77-81 (1983)). Esta linha de células contém o genoma RSV, mas não produz vírus infecciosos na ausência de um vírus auxiliar. Semeiam-se células 10E6 SC-1 em Meio Essencial Minimo de Earl (EMEM) e Soro Fetal de Bovino a 10% (FBS) em placas de petri de 60 mm. No dia seguinte, inocula-se as células com 0,5 ml de uma diluição do vírus con tendo 25 g/ml de DEAE-dextrano. Mantém-se as placas durante uma hora à temperatura de 37°C numa incubadora com dióxido de carbono com 5% de humidade. Remove-se então o inoculo de vírus e substitui-se por 5 ml de meio contendo uma concentração apropriada do composto a ensaiar (duas placas/concentração). Junta-se às placas de controlo de vírus um meio contendo 10% de FBS. 0 meio (com ou sem composto a ensaiar) é substituído ao fim de 48 horas.
Cinco dias após a inoculação decanta-se o fluido de cultura e irradiam-se as células com uma lâmpada germicida GE” durante 30 segundos (60 erg/mm /s de luz ultravioleta). Recobre-se imediatamente as culturas com 10^ células XC em 5 ml de EMEM -FBS a 10%/placa. Substitui-se o meio com intervalos de 2 dias. Quatro dias após a adição de células XC, as culturas são simultaneamente fixadas e coradas com tinta de Giemsa durante 10 a 15 / -10minutos.
Utilizando um micróscopio de inversão, contam-se as placas de vírus (ou seja, as áreas da folha de células contendo células sincitiàlicas ou massas focais de células gigantes multinucledas. A percentagem de inibição no número de placas de vírus para concentração da droga calcula-se do modo seguinte:
% de Inibição »
100 - no. médio de sincitia à conc. do comp. de ens. x 100 no. médio de sincitia no controlo de vírus
ED^q (ID^q): Cumulativa & Inibição pelo Método de Reed-Muench
Dose Eficaz para se obter uma inibição de 50%
A dose inibitória média (Ιϋ^θ) calcula-se para cada composto a partir dos resultados de percentagem de inibição, pelo Método de Reed-Muench.
A actividade antiviral de 2', 3f-didesoxicitidineno
-2' comparada com a de 2’, 3T-didesoxicitidina indica-se a seguir no Quadro 1. A 2’, 3*- didesoxicitidina é conhecida como um poderoso composto anti-virus HTLV-III/LAV em cultura (Mitsuya e Broder, ref. supra).
QUADRO 1
Composto (Virus Murina-Leucemia de Moloney)
2' , 3'- didesoxicitidineno-2’
2', 3'- didesoxicitidina
3,7
4,0
Exemplo 3: ACTIVIDADE ANTIVIRAL DE 2*, 3*-DIDES0XI-2>, 3'-DIDESIDROCITIDINA (2\ 3*- DIDESOXICITIDINENO-2*)
A. ENSAl0_ÇELULAR_DE_INIBI2Ã0_DE_HTLyzIIl/LAy_^EFEIT0_CIT0PÁ-
TIÇOL-^ySÊSÇÊNÇIAi.^yiABILIDADE
Λ-ιι
ANÁLOGOS NUCLEÕSIDOS: Prepara-se soluções um míllmolar em copos de água destilada e filtra-se em condições estéreis através de filtros de 0,2 jJ . Subsequentemente prepara-se diluições em meio RPMI 1640 contendo 15% de soro fetal de vitela, penicilina, estreptomicina e glutamina.
CULTURAS DE CÉLULAS: Faz-se uma suspensão de linha de células MT-2 transformadas por HTLV-1 (as células MT-2, são linfócitos derivados de fragmentos de placenta de sangue que foram transformados por HTLV-1) numa concentração de 0,5xl0& células/ml para cada uma das amostras de meio contendo a concentração da droga indicada no Quadro 2. Incuba-se as culturas na droga durante uma noite (aproximadamente 9 horas), em placas TC com 24 cavidades e 0,66 ml/cavidade.
VIRUS: Adiciona-se às culturas de 0,66 ml, porções de lOyUl de HTLV-III/LAV preparado em blastos PHA (fito-hematoglutinina A). A PHA estimula a proliferação dos linfócitos e favorece a trans formação dos blastos. Junta-se mil unidades, que formam centros lnfecciosos> a cavidades em duplicado para cada concentração de droga. Simula-se a infecção de uma célula de controlo, para cada concentração da droga.
ENSAIO: No sétimo dia após a infecção, o oitavo dia após o tratamento com a droga, inspecciona-se visualmente as culturas em I relação ao efeito citopático e são colhidas individualmente mediante centrifugação a 1200 rpm numa centrífuga TJ6, usando sacos de filtração sob uma corrente de ar. Prepara-se de novo uma suspensão das células em 200 pl de PBS, Faz-se uma mistura
I de 20jJl de cada duplicado e cora-se para oeisaio de viabilidade mediante o método de regeição do azul de tripano. Cora-se 20 VI de cada duplicado em lamelas de cavidades múltiplas, seca-se e fi xa-se com acetona para estudos de fluorescência.
ENSAIO DE FLUORESCÊNCIA: Cora-se as células fixadas pela acetona usando o anticorpo t(pl8 monoclonal (o anticorpo £pl8 monoclonal é dirigido directamente contra o vírus HTLV III), prévia e directamente conjugado e contendo anti-corante azul de Evans adicionado ao diluente monoclonal. As contagens de células dizem res.
peito a um dominio de cada duplicado para cada concentração de droga,
CONCLUSÃO: Os dados do Quadro 2 mostram que a 2’, 3’-didesoxi-2', 3’-didesidrocitidina (2’, 3’-didesoxicitidineno-2r) tem actividade antiviral em relação à infecção por HTLV-III/LAV invitro e que a dose eficaz está compreendida no mesmo intervalo de 2', 3'-didesoxicitidina.
QUADRO 2
Composto % Fluorescência* * % de CPE Aparente** *** % de Células Viáveis
O,5y>M l.OyUM O,5yUM l.OyUM O,5y/M l.OyMM
2»~ 3r-di —— desoxici- 4,3+0,3 0,2+0,1 40+10 1,0+0,0 75 96 tidina — — —
2’, 3’-di jTfdidlsi 5615'5 1» 1+0.1 90+0,0 0,5+0,5 22 90 drocitidina (2f, 3’-didesoxi citidineno-2r ) * A % de Fluorescência é 0 número de células fluorescentes divi dido pelo número total de células contadas no campo de visão do microscópio.
jbt A % de CPE Aparente é 0 número de células destruídas dividido pelo número total de células contadas no campo de visão do microscópio. Está relacionada com a inspecção visual do efei to citopático.
*** A % de Células Viáveis é número de células que regeitaram 0 co rante azul de tripano dividido pelo número total de células contadas num dado campo de visão do microscópio. Este método fornece a percentagem de células metabolicamente vivas.
B. ENSAIO_DE^TRANÇRIPTASE_REyERSA ensaio de transcriptase reversa é descrito nas seguintes referências:
A.M. Prince, Β, Horowitz, Η. Dichtelmueller, W. Stefan e R.C, Gallo, Câncer Research (Suppl)., 45, 4592S, (1985); T.S. Sarin Y. Taguchi, S.Daisy, A. Thornton, R.C, Gallo e B. Oberg, Biochem. Pharmacol.. 34, 4075, (1985); e Bethesda Research Laboratory Catalog and Reference Guide, p. 17, 1985 ·
Mediante este método avalia-se a actividade antiviral dos compostos em relação ao virus de imunodeficiência hu mano (HIV ou HTLV-III/LÃV) em células mononucleares do sangue humano periférico estimuladas por mitogene infectado. No quinto dia após a infecção, colhe-se o vírus mediante centrifugação, rompe-se o pelete do vírus e submete-se a um ensaio de transcriptase reversa. Os resultados deste ensaio indicam-se a seguir no Quadro 3.
QUADRO 3 % Inibição
Concentração Ç/M) 2’, 3r-didesoxicitidina 2’, 3’-didesoxi-21, 31dide s idro c it id ina (2f, 3’-didesoxicitidi no-2’) ““
0, 001 yUM 5,7 29
0,01 37 61
0,1 95 66
1,0 93 92
Conclusão
Os dados do Quadro 3 confirmam a actividade inibidora da 2’, 3*-didesoxi-2’, 3'-didesidrocitidina (2’, 3’-didesoxicitidineno-2’).
Deve salientar-se que a presente descrição e as reivindicações têm um carácter ilustrativo e não limitativo e que se pode efectuar várias modificações sem sair do âmbito da presente invenção.
5Α·
RESUMO
Descreve-se um processo para a preparação de 2’, 3'didesoxi-2', 3’-didesidrocitidina (2’, 3f-didesoxi-2', 3’-didesidrocitidina) utilizável no tratamento de pacientes infectados com retrovirus, que consiste:
(a) na acetilação de 2*, 3,-didesoxiuridineno-2’ no seio de um dissolvente, na presença de um excesso de trietilamina, para se obter o correspondente acetato;
(b) na reacção do acetato obtido em (a) com fosforodicloridrato de 4-clorofenilo e 1,2,4-triazol, no seio de piridina, para se obter um derivado de 4-triazolipirimidinona;
(c) na reacção do derivado de 4-triazolipirimidinona com uma solução aquosa de amoníaco e dioxano, durante um período compreendido entre várias horas e vários dias; e (d) na adição subsequente de uma solução de amónia em metanol. Descreve-se igualmente um método de tratamento de animais de sangue quente infectados com retrovirus, que consiste em se administrar ao paciente uma quantidade do composto de acordo com a presente invenção ou de um seu sal aceitável sob o ponto de vista farmacêutico, só ou em uma mistura com um diluente ou ainda sob a forma de um medicamento, compreendida, de preferên cia, entre 0,01 e 10 mg por kg de peso corporal por dia, para a administração por via intravenosa e entre 0,05 e 20 mg por kg de peso corporal por dia, para a administração por via oral.

Claims (4)

12. - Processo para a preparação de
2·, 3’-d.idesoxi-2’, 3f-didesidrocitidina, caracterizado pelo facto:
(a) de se acetilar 2f, 3'-didesoxiuridineno-2’ no seio de um dissolvente, na presença de um excesso de trietilamina, para se obter o correspondente acetato:
(b) de se fazer reagir o acetato obtido em (a) com fosforodicloridrato de 4-clorofenilo e 1,2,4-triazol, no seio de piridi na, para se obter um derivado d.e 4-triazolipirimidinona;
(c) de se fazer reagir o derivado de 4-triazolipirimidinona <nm uma solução aquosa de amoniaco e dioxano, durante um periodo compreendido entre várias horas e vários dias; e (d) de se adicionar em seguida uma solução de amónia em metanol.
22. - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo facto de se efectuar a reacção de acetilaçao com ani drido acético.
3S. - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracteriza. do pelo facto de se utilizar a piridina como dissolvente.
42. - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracteriza. do pelo facto de a fase (b) ser realizada à temperatura ambiente.
52, - Método de tratamento de animais de sangue quente infec tados com um retrovirus, caracterizado pelo facto de se administrar ao animal de sangue quente, uma quantidade eficaz anti-retro virai de 2’, 3’-didesoxicitidineno-2’ preparado por um processo de acordo com uma qualquer das reivindicações 1 a 4, ou um seu sal aceitável sob o ponto de vista farmacêutico, quer só quer em mistura com um diluente ou sob a forma de um medicamento.
62. - Método de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo facto de o retrovírus ser HTLV III/LAV.
7S» - Método de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo facto de o retrovírus ser o vírus murina-leucemía.
82. - Método de acordo com a reivindicação 5, caracterizado pelo facto de se administrar por via intravenosa, uma quantidade de 2f, 3'-didesoxi-2’, 3f-didesidrocitidina (2', 3f-didesoxicitidineno-2f) compreendida entre 0,01 e 10 mg por kg de peso corporal por dia.
92. - Método de acordo com a reivindicação 5. caracterizado pelo facto de se administrar por via oral uma quantidade de 2’, 3’-didesoxi-2', 3'-didesidrocitidina (2', 3'-didesoxicitidineno-2*) compreendida entre 0,05 e 20 mg por kg de peso corporal por dia.
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