PT96867B - p orta de acesso ao habitáculo duma viatura monolugar - Google Patents

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Abstract

A INVENÇÃO REFERE-SE A UM TIPO DE PORTAS QUE FUNCIONARÃO VERTICAL OU HORIZONTALMENTE, SENDO NO PRIMEIRO CASO COMPOSTA POR UMA ESPÉCIE DE TAMPA (1) ABERTA NA ÁREA INTERIOR ENVOLVENTE AO PILOTO (4) POSSIBILITANDO A SAlDA DESTE, SEM QUE A REFERIDA PORTA SEJA UTILIZADA (FIG.9), POSSUINDO AINDA UMA DOBRADIÇA ANTERIOR (2) A QUAL PERMITIRA QUE A PORTA SEJA ABERTA DE TRÁS PARA A FRENTE ATÉ UM ÂNGULO DE CERCA DE 180° . COMO O DEMONSTRA A FIG.8, E UM FECHO DE SEGURANÇA (3) QUE A MANTERÁ FIXA Â CARROÇARIA DO VElCULO. QUANTO AO SISTEMA DE PORTAS DE ABERTURA LATERAL, ELE É CONSTITUÍDO POR DUAS "MEIAS-PORTAS" INDEPENDENTES (FIG.4), FIXAS A UMA DOBRADIÇA (2), MAS AGORA EM POSIÇÃO VERTICAL (FIG.3), PERMITINDO A ABERTURA LATERAL DE CADA PORTA, DE FORMA A POSSIBILITAR A SAÍDA DO PILOTO EM CASO DE CAPOTAMENTO DA VIATURA, UMA VEZ QUE, NESTA POSIÇÃO HÁ POUCO ESPAÇO PARA A SUA SAÍDA (FIG.10). A INVENÇÃO DESTINA-SE A VIATURAS MONOLUGAR

Description

í. ~ (Xtraptftrjísttoas Cera is.
32. - 0 invento refere-se a uai novo conceito de caixa de ·'>·;..· db-dos pai?a automóveis cujo funcionamento vem dispensar a utilização do tradicional conjunto embraiagem - caixa de velocidades.
V
2Q. -·· Lsr.a nova caixa é ligada directamente ao veio do motor, sem intc-Tosiçâo de qualquer sistema de embraiagem, e ao veio de transmissão, no lugar tradicionalmente ocupado pela caixa de velocidades normal.
32. - 0 sistema é constituído, basicamente, por uma caixa metálica (CX) no interior da qual se interligam eixos compostos <A) por meio dos quais se obtêm variações da velocidade de rotação nela introdusida.
4e. -- Cada eixo composto e constituído, essencialmente, por 1 diferenciai (D), com 1 ou 2 carretos (C) num dos semi-eixos (SE) e I disco de travagem (T) no outro. No interior dos semi-eixos giram eixos da coroa (EC).
5ô. · As rotações de um motor (M) directamente introduzidas no mecanismo, através do eixo de entrada (EE), vão pôr em movimento toda a engrenagem no seu interior à excepção das coroas (CR) dos diferenciais, as quais se mantém imóveis graças ao peso do veículo parado.
As variações da velocidade ou do sentido de rotação do eixo de saída (ES) e, correspondentemente, do veio de transmissão <VT) são obtidas por meio de imobilizações sucessivas, por travagem, dos discos de travagem (T) dos eixos compostos (A).
7θ. - Com efeito, a imobilização de um disco de travagem (T) vai provocar a imobilização do satélite (S) a ele ligado pelo mesmo semi-eixo, mantendo-se livre o satélite oposto do mesmo diferencial. 0 movimento deste último satélite vai determinar a velocidade e sentido de rotação da coroa do diferencial correspondente.
Esta, coroa, ao entrar em movimento, vai pôr em rotação
sincroni; sada todas a£ 3 restantes coroas (CR) dos diferenciais do
si stema e o eixo de saída de rotaçoes (ES) e, através deste, o
veio de transmissão (VT), pondo, então , em movimento as rodas
motrizes do veículo.
U y t ’ -M y meymo sentido imobilizado c-orrospondent ssagem de uma velocidade de rotação para outra de obtém-se com a libertação do disco de travagem <T) seguida da imobilização, por travagem, do disco e ao eixo composto seguinte e assim sueessivamenfce.
IGô. - ior esta forma se consegue que passe a estar sob tracção a com do diferencial do eixo composto cujo disco se travou, coroa esta cuja velocidade de rotação (para mais ou para menos) passa agora a determinar a velocidade de rotação do conjunto ver nô. 7.
1!·. - A repetição desta ope
seguida da imobilização de
alteraçõ es de velocidade de
destas. do eixo de saída ( ES)
122. - C*o mesmo modo, a mecanismo (marcha-atrás) é disco de travagem (T) respectivo, mas só é obtida inversão do sentido de rotação do também obtida pela imobilização do correspondente ao eixo composto a partir da imobilização das coroas dos diferenciais conseguida com o veículo parado, como, aliás, é recomendado reiativamente às caixas de velocidade tradicionais.
I..L r. Car ao ter í atiças de f u η o í o n am e n t o
132, - A caixa de mudança de velocidades por travagem ê uma caixa de velocidades fabricada com o mesmo material ds. caixa de velocidades tradicional, cuja engrenagem deve, igualmente, permanecer em constante banho de óleo.
142, - caixa de mudança de velocidades por travagem é basicamente constituída por uma caixa metálica (CX), de dimensões aproximadas às de uma caixa de velocidades tradicional, contendo no seu interior 2 eixos (EE e ES), uma de entrada de rotações e outro de saída, 3 travões de disco no exterior (Trof, Tl, e T2) que se ligam, cada um, a uma engrenagem no interior da caixa formando um eixo composto (Amt, Al, e A2).
152. - Dos dois eixos, EE e ES, o primeiro é directamente acoplado ao veio de um motor (VM), sem necessidade de embraiagem, e serve para introduzir na caixa as rotações desse motor, enquanto que o segundo serve para transmitir as rotações introduzidas nessa mesma caixa, depois de sujeitas a variações nos eixos compostos (Á), ao veio de transmissão (VT) de um veiou lo.
Ho interior da caixa existem conjuntos de engrenagens, cada ura dos quais, com o respectivo disco de travagem no exterior (Tmt, Ti, e T2) designamos por eixo composto (Amt, Al, e A2>. A cada eixo composto corresponde uma velocidade (marchaati.-ás, lâ., e 2ã. nos desenhos figurados) e é assim designado por conter uia diferencial (Dmt, Dl, e D2), com o respectivo eixo da coioa (ECmt, EC1, e EC2) e semi-eixos (SEmtl, SEmt2, SE1Í, SE12, SE21, e SE22), nestes se dispondo carretos (Cmt, Clí, CÍ2, 5 discos de travagem (Tmt, Tl, e T2).
Γ7&. - As coroas dos diferenciais formam um todo com os rospeotivos eixos da coroa (EC), servindo estes para suportar a torcâo sobre os eixos compostos; estes eixos da coroa (EC) giram no interior dos semi-eixos (SE) sincronizadamente, claro, com as coroas respectivas.
Aos semi-eixos SEmt2, SE12, SE22 ligam-se, numa das extremidades, os satélites correspondentes Smt2, S12, e S22 e, na outra extremidade, os discos de travagem, também, correspondentes, Tmt, TI, e T2; enquanto que aos semi-eixos SEmtl, SE11, SE21 se ligam, numa das extremidades, os satélites Smtl, Sll, e S21, ficando livre a outra extremidade, salvo o semi-eixo SE11 que se prolonga formando o eixo de entrada de rota-jces CEE), é sobre estes últimos semi-eixos que se dispõem os carretos Cmt, Cíl, C12, e C2.
ί'.··ιο. - As coroas dos diferenciais (CRat, CRI, e CR2) engrenam entre si e também com o carreto Ct do eixo de saída de rotações (ES), possibilitando assim que qualquer rotação aplicada a qualquer das coroas faça as outras e Ct girarem sincronizadas, transmitindo-se essa rotação, através de ES, ao veio de transmissão (VT).
202. - 0 carreto C12, correspondente, nos desenhos anexos, à lã. velocidade, teia o dobro do diâmetro e número de dentes do carreto C2, correspondente à 2ã. velocidade, pelo que este roda ao dobro da velocidade daquele, se bem que eia sentido contrário. A mesma proporcionalidade e efeitos poderia obter-se se, em ves de apenas 2 velocidades, os desenhos contemplassem mais eixos compostos e, por conseguinte, mais velocidades.
212. - No caso da marcha-atrás, a transmissão de rotações de Cll para Cint faz-se através de um carreto intermédio (Cinv), o que proporciona em Ciat um sentido e velocidade de rotação igual a Cll Cia. velocidade). Do mesmo modo, outras velocidades de marcha-atrás poderiam ser contempladas.
220. - Portanto, um determinado número de rotações que venha do
motor via EE, í. simbolizado com a letra N, cosa um sentido de
roLwçãe 1 positivo designado pelo símbolo < í, “5* íX 3.2? St fazer rodar
SE11, Cll, C12 e Sll com +N rotações simultaneamente
mantendo o sentido por efeito de Cinv, fará rodar SEmt, Crot e Sifitl, igualmente, com +N rotações, enquanto que, em sentido inverso rodarão, também simultâneamente, SE21, C2 e S21 com -2N rotações.
23P. - No entanto, o peso e o atrito do veiculo imobilizado força o veio de transmissão (VT), o eixo de saída de rotações (ES), o carreto de transmissão de rotações (Ct) e as coroas CR2, CRI o Cíint à imobilização obrigatória, mantendo-se em movimento permanente e simultâneo toda a restante engrenagem no interior da caixa.
24S. - Assim, quando se trava um dos discos e se provoca a imobilização do satélite correspondente, a coroa respectiva entra em movimento a uma velocidade de rotação igual à metade da velocidade de rotação do satélite oposto do mesmo diferencial.
25q. - Encontrando-se em movimento permanente e simultâneo toda a engrenagem no interior da caixa, como ficou descrito no número 23, se imobilizarmos, por travagem, por exemplo, o disco TI da la. velocidade, provocamos a imobilização do satélite correspondente S12, forçando a entrada em movimento da coroa
CRI, cu.ja velocidade de rotação é de metade de Sll (+N/2) - ver no. 24, Nesta situação, a velocidade de rotação que chega ao veio de transmissão é de, como vimos, +N/2.
/
28Q. - Nos velocidade fas por travagem, satélite S22.
desenhos anexos, a passagem da lã para a desenhos anexos, a passagem da lã para a 2ã se libertando o disco TI seguido da imobilização, do disco T2 e, consequentemente, do respectivo
279. - Deste modo a velocidade de rotação deixa de ser caracterizada pelo satélite Sll (+N) para passar a sê-la pelo satélite 321 (--211) -ver n5s. 20 e 22.
289. - Esta velocidade de rotação de S21 (-2N) é também dividida por dois (princípio explicado em 24) razão porque a coroa respectiva (GR2) vai girar a uma velocidade de rotação de -2N/2- -N, convertido para +H por efeito de Gt.
299. - 0 que significa que a velocidade de rotação do veio de transmissão í.VT) passou de -i-M/2, na lã velocidade, para 4-N, na 2ã velocidade, o que representa um acréscimo da velocidade de rotação de saída; e assim sucessivamente se se tivesse contemplado mais eixos compostos nos exemplos figurados.
30Q. - Se, em vez de acréscimos de rotações, se pretendesse diminuições, isto é, reduções da velocidade de rotação de saída, seguir-se-ia o processo inverso do descrito.
3J9.
pelo contrário, imobilizarmos, por travagem, o disco n'mt> i-ef erente à marcha-atrás, provocamos a inversão sincronisada do sentido de rotação de todas as coroas (CRmt, CRI, e CR2) o, por via destas, de Ct e ES e, por consequência, do veio de transmissão (VT) e da viatura.
32w, - Efectivamente, a rotação +N do carreio intermédio Cinv, a Cmt e +N rotações ~ ver nSs. 21 e 22.
de Cll transmite-se, através Smtl, animadas, também, com
- Devido ao efeito desmultiplicador descrito em 24, essa rotação (+K> chega à coroa do diferencial respectivo (CRmt) redusida a metade (+N/2) e transmite-se, através das restantes coroas, a Ct, cujo sentido de rotação é agora, logicamente, inverso (-N/2), o que tradus, na práetica, uma inversão de marcha, do veículo (marcha-atrás).
34ç, - Recorde-se que -N/2 é o inverso da velocidade de rotação da lâ velocidade (ver nS. 25).
XXX - Considerações Gerais
356. - Nos desenhos anexos optou-se pela entrada de rotações na caixa através do eixo composto correspondente à velocidade mais baixa (la velocidade). Porém, nada impede que essa entrada se faça por qualquer outro eixo composto.
/ '«6°. - Por· outro lado e coao atrás se referiu, o número de velocidades a introdusir na caixa é arbitrário, dependendo un1oamante do número de eixos compostos considerados.
372. Também é arbitrário o sentido de rotação de toda a engrenagem que funciona igualmente bem seja qual fôr o sentido de rotação próprio do motor.
ro tações d if eroncía.
ou então,
t. ravnndo-s
Po mesmo modo, contemplou-se nos desenhos a entrada de por um dos satélites, travando-se o satélite oposto freiaça^ de rotação entrada/saída 2:1); mas nada impede que essa entrada se faça pelo mesmo satélite travando-se a coroa do respectivo (relação de rotação entrada/saída 1:1); iue essa entrada se faça pela coroa respeetiva, um dos satélites do mesmo diferencial (relação dc rataçao entrada/saída 1:2), tudo dependendo das opções técnicas tendo em vista os efeitos práticos pretendidos.
IV - Vaiit/igens do Inyentn.
39θ, - o sistema apresenta várias características inovadoras que traduzem, na práetica, reais vantagens sobre o mecanismo tradicional. Assim, d IΊΟ ií 1 imina a embraiagem , ficando redusida a uma só unidade /
o número de orgãos mecânicos para a realização das funções de mud ano a d e velocidade.
412. - Devido à supressão da embraiagem e, logicamente, do respectivo pedal, ficam reduzidos a apenas dois os pedais da viatura - aoelarador © travão - abrindo o acesso à condução a certo grupo de deficientes para quem o pedal da embraiagem representa um impedimento ao uso de uma viatura.
422. ·- A simplicidade do funcionamento por travagem de disco permite uma manutenção simples e acessível a qualquer pessoa capas de substituir as peças que apresentem maior desgaste, normalmente, as pastilhas dos travões.
432. - A redução do número de orgãos em atrito conseguida com a eliminação da embraiagem, à simplicidade da manobra de mudança de velocidade resultante da eliminação do pedal da embraiagem e à redução dos tempos mortos na passagem de uma velocidade para outra, corresponderá, por certo., um aumento do rendimento do motor e a consequente redução do consumo de energia.

Claims (1)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1q. - Caixa de mudança de velocidades por travagem para automóveis, caracterisado por ser constituído essencialmente pr«r uma caixa metálica (GX) na qual se dispõem 1 eixo de entrada cie rotações (EE), 1 eixo de saída de rotações (ES) com o rerpcetivo carreto Ct, e um número variável n de eixos compostos (Λ).
    22. - Sistema segundo a reivindicação 1, caracterizado por os eixos compostos (A) compreenderem, esseneialmente, um diferenciai (D) cuja coroa (CR) é suportada por um eixo (EC eixo da coroa) funcionando no interior de 2 semi-eixos ( SE ) 'ligando, de um lado, os satélites (S) aos discos de travagem (T), o do outro, unindo os outros satélites a carretos (G) e prclongando-se até à parede da caixa.
    32. - Sistema segundo a reivindicação 1, caracterisado por a caixa se ligar dlrecfamente ao veio de um motor (VM) sem necessidade do embraiagem, e ao veio de transmissão (VT) de um veícu lo.
    42. - Sistema segundo as reivindicações anteriores, oavactcrinado pelo facto de as rotações recebidas do motor porem em movimento de rotação, a velocidades e sentidos diferentes, todo o conjunto de eixos compostos compreendidos na caixa, à ftxnepçâo das coroas dos diferenciais (CR) que, engrenadas entre si e ao carreto de transmissão (Ct), devem a sua imobilidade ao poso a atrito do veículo.
    52, - Sistema segundo a reivindicação anterior, caracterisado pelo facto do bloqueamento de um disco de travagem (T 'i provocar a. imobilização do satélite correspondente forçando a entrada effi movimento de rotação da coroa do diferencial (CR) do regpeotivo eixo composto, rotação esta que é transmitida sincronisadamente às restantes coroas e ao veio de transmissão (VT), por meio do carreto (Ct) do eixo de saída de rotações (E S ).
    62. - Sistema segundo a reivindicação anterior, caracterizado pelo facto de apenas o eixo composto que tiver o respectivo disco de travagem imobilizado caracterisar a velocidade e sentido de rotação do veio de transmissão.
    VQ. Sistema segundo a reivindicação anterior, cavactcrizado por a passagem de uma velocidade de rotação para outra, maior ou menor, ser obtida por sucessivas operações de desblcqueamento do disco imobilizado seguido do bloqueamento, também por travagem, do disco correspondente à velocidade pretend ida.
    82, - Sistema segundo as duas reivindicações anteriores, caracterizado por a inversão do sentido de rotação do eixo de transmissão (marcha-atrás), ser igualmente obtida por simples travagem do disco do respectivo eixo composto.
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