PT1664056E - Poliéteres pentacíclicos fundidos - Google Patents

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PT1664056E
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Daniel G Baden
William M Abraham
Andrea J Bourdelais
Sophie Michelliza
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Univ North Carolina At Wilming
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Description

ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
DESCRIÇÃO "Poliéteres pentacíclicos fundidos"
CAMPO DA INVENÇÃO A invenção refere-se a compostos poliéteres policiclicos, a composições farmacêuticas compreendendo os compostos, e à utilização dos compostos para a preparação de um medicamento e a composições farmacêuticas para o tratamento de doenças. Mais especificamente, a invenção refere-se a um composto poliéter policiclico de ocorrência natural, o "brevenal", isolado a partir do dinoflagelado marinho K. brevis, e a seus derivados. Refere-se também a composições farmacêuticas e à utilização dos compostos para a preparação de medicamentos para o tratamento de envenenamento por brevetoxina e ciguatoxina, e de doenças que são caracterizadas por uma libertação diminuída de muco e por disfunção mucociliar.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
A depuração diminuída de muco é uma característica patológica de doenças tais como fibrose quística; doença das vias aéreas obstrutiva crónica (também conhecida como doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC)) e asma. A deficiente depuração de muco pode também contribuir para a incidência aumentada de infecções pulmonares e de obstrução das vias aéreas. Em particular, a fibrose quística é caracterizada por um funcionamento anormal das células epiteliais das vias aéreas. A fibrose quística (ou "FQ") é causada por um gene defeituoso que codifica um transportador de Na+/Cl” presente na superfície das células epiteliais que revestem as vias aéreas condutoras do pulmão e de outros órgãos. Foram identificadas neste gene centenas de mutações, resultando todas num transporte defeituoso de sódio e cloreto pelas células epiteliais. A fibrose quística (FQ) é a doença genética autossómica recessiva mais comum nos Caucasianos causando morte prematura nos Estados Unidos. É causada por mutações no cromossoma 7, que codifica o regulador de condutância transmembranar da fibrose cística (CFTR). 0 CFTR codifica uma proteína epitelial da membrana apical que 2 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ funciona simultaneamente como um canal de cloreto regulado pelo cCAMP e como um regulador do canal de sódio epitelial. Os defeitos ou ausência do CFTR observados nos pacientes com FQ podem ser vistos como alterações na ultra-estrutura ciliar, no transporte de iões de sódio e cloreto, no transporte de água através das células epiteliais das vias aéreas. Estas alterações podem resultar num muco espessado e numa depuração mucociliar diminuída conduzindo a infecções das vias aéreas. Isto sugere que o CFTR em tecido de pulmão normal pode regular a ENaC por infra-regulação da sua condutância de iões de sódio através do epitélio das vias aéreas e diminuição do transporte de água para dentro da célula resultando num muco menos viscoso e numa depuração mucociliar mais rápida. 0 tratamento corrente para a FQ tem-se focado em diferentes terapias mas os tratamentos mais eficazes até à data são compostos que alteram a viscosidade do muco e tratam infecções pulmonares que surgem quando as bactérias são retidas no muco espessado. As terapias para aumentar a depuração mucociliar apontam-se geralmente para duas estratégias diferentes. A primeira é a regular a absorção de sódio para dentro das células epiteliais apicais usando bloqueadores de canais de sódio tais como amilorida e seus derivados. Diminuindo a absorção de sódio, o transporte de fluidos para dentro das células epiteliais é limitado e o volume de líquido à superfície é normalizado. A segunda estratégia é utilizar compostos tendo com alvo os receptores purinérgicos (i.e. UTP e INS37217) que activam a secreção de cloreto nas células epiteliais das vias aéreas que por sua vez diminuem a absorção de sódio e aumentam o volume de liquido à superfície. Os receptores purinérgicos são também tidos como reguladores da secreção de mucina e como estarem envolvidos na activação do batimento ciliar. Ao aumentar a frequência do batimento ciliar, o transporte de muco seria aumentado o que eliminaria as bactérias e outras partículas dos pulmões mais rapidamente.
Estas observações indicam que a activação dos canais de sódio pode conduzir a defeitos na depuração do muco e broncoconstrição, estando ambas associadas a doenças das vias aéreas, incluindo a FQ. 3 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Se a activação dos canais de sódio dependentes da voltagem contribuir para as doenças pulmonares, então a modulação eficaz dos canais de sódio dependentes da voltagem pode ser útil no alivio das patologias das vias aéreas associadas à disfunção mucociliar, tais como asma, doenças pulmonares obstrutivas crónicas, infecção pulmonar (p.ex. pneumonia, Pseudomonas) , e fibrose quística. Assim, existe a necessidade de agentes activos que possam modular o transporte de água através das membranas apicais das células epiteliais, sendo estes compostos úteis na regulação da depuração do muco, bem como no tratamento ou prevenção de condições ou doenças associadas à disfunção mucociliar.
As marés vermelhas da Florida são conhecidas como tendo efeitos adversos tanto na vida marinha como em seres humanos. Estas marés têm sido ligadas a mortes de peixes de grandes dimensões, mortalidade de mamíferos marinhos, e até a doenças humanas. As doenças humanas causadas por marés vermelhas incluem a irritação respiratória por contacto ou inalação e envenenamento por bivalves neurotóxicos (NSP) a partir do consumo de marisco exposto ou contaminado (Purkerson-Parker, et al., Chemistry and Biology, 2000, 7:385-393; Baden, D.G. et ai., Toxicon, 1982; 20 (5) :929-932; Baden, D.G., e al. Int.
Rev. Cytol., 1983; 82:99-150). Os sintomas de NSP incluem náuseas, vómitos, diarreia e broncoconstrição (Purkerson-Parker, et al. 2000) . O agente causador nos organismos das marés vermelhas foi isolado e identificado como brevetoxina. O envenenamento por peixe com ciguatera (CFP) é uma forma de envenenamento humano causado pelo consumo de peixe marinho tropical e subtropical que acumulou toxinas de ocorrência natural através da sua dieta. Saber-se que as toxinas são originárias de várias espécies de dinoflagelados (algas) que são comuns nas regiões endémicas das ciguateras em baixas latitudes. Os peixes marinhos mais comummente implicados no envenenamento por peixe com ciguatera incluem garoupas, barracudas, lucianos, carapaus, cavalas e cangulos. Muitas outras espécies de peixes de água quente podem alojar toxinas de ciguatera. A ocorrência de peixe tóxico é esporádica, e nem todos os peixes de uma dada espécie ou de uma dada localidade serão tóxicos. 4 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Os sinais iniciais de envenenamento ocorrem em seis horas após o consumo de peixe tóxico e tipicamente incluem uma combinação de distúrbios gastrointestinais (p.ex. náuseas, vómitos e diarreia), neurológicos (p.ex. parestesia intensificada, artralgia, mialgia, dor de cabeça, reversão sensorial da temperatura e sensibilidade aguda a extremos de temperatura, vertigens e fraqueza muscular), e distúrbios cardiovasculares (p.ex. arritmia, bradicardia ou taquicardia, e pressão sanguínea reduzida). Os sintomas definidos dentro destas categorias gerais variam com a origem geográfica do peixe tóxico. 0 diagnóstico do CFP continua insatisfatório e está tipicamente baseado nos sintomas do paciente e no historial dietético recente. 0 envenenamento com ciguatera é normalmente auto-limitativo, e os sinais de envenenamento desaparecem frequentemente dentro de alguns dias após o início. Contudo, sabe-se que em casos mais graves os sintomas neurológicos persistem semanas a meses. Em alguns casos isolados os sintomas neurológicos persistiram por vários anos, e em outros casos os pacientes recuperaram experimentaram recorrência dos sintomas neurológicos meses a anos após a recuperação. Estas recidivas estão muito frequentemente associadas a alterações nos hábitos alimentares ou ao consumo de álcool. Há baixa incidência de morte como resultado de falência respiratória ou cardiovascular.
Os tratamentos correntes para o envenenamento por peixe com ciguatera estão longe de serem satisfatórios. Tipicamente é usada a administração intravenosa de manitol mas normalmente só é eficaz se usada nas primeiras 48 a 72 horas após exposição. 0 tratamento de CFP crónico é normalmente sintomático.
Pensa-se que o CFP e o NSP são induzidos por via de ligação a um local receptor comum nos canais de sódio dependentes da voltagem conhecido como local 5. A ligação por brevetoxinas ou ciguatoxinas no local 5 resulta num influxo massivo de iões de sódio a um potencial de repouso normal.
Assim, há a necessidade de agentes activos que possam actuar como antagonistas da ligação de brevetoxinas ou de ciguatoxinas aos canais de sódio dependentes da voltagem, que 5 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ sejam úteis no alívio dos efeitos neurológicos e gastrointestinais em pessoas afectadas por NSP ou CFP.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Identificámos um composto poliéter pentacíclico fundido com actividade como antagonista de brevetoxina. Este composto, o Brevenal, é isolado do purificado de fontes nativas, tais como K. brevis, e de outros organismos da maré vermelha. Assim, num aspecto, a invenção proporciona o composto Brevenal que pode ser representado pela seguinte fórmula:
Num aspecto mais amplo, a invenção proporciona compostos de Fórmula I:
e seus sais farmaceuticamente aceitáveis, em que R é alquilo C1-C12, alcenilo C2-C12, ésteres alquílicos C1-C12, alquilamidas C1-C12, ésteres alcenílicos C4-C12, ésteres arilalquí licos C1-C12, ésteres arilalcení licos C4-C12, alcenilamidas C4-C12, alcoxi C1-C12, f ormilalquilo C1-C12, formilalcenilo C2-Ci2 , alcanoílalquilo Ci-Ci2, alcanoílalcenilo C2-Ci2, carboxialquilo Ci-Ci2, carboxialcenilo C2-Ci2, em que os grupos alquilo e alcenilo estão opcionalmente substituídos com 1-6 grupos substituintes seleccionados do grupo consistindo 6 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ em: cicloalquilo C3-Ci2 opcionalmente substituído, heterociclilo C3-C12 opcionalmente substituído, arilo opcionalmente substituído, heteroarilo opcionalmente substituído, alquilo Οχ-Οβ, alcoxi C1-C6, halogéneo, alcenilo C2-C6, OH, nucleósidos, nucleótidos, purinas, pirimidinas, ésteres aromáticos, ésteres arílicos, ésteres cicloalquílicos, ésteres cicloalcenílicos, purinas ou pirimidinas; ORi é OH ou -0(C0)CH3; e R2 é -CH=CHCH=CH2, -CH2-fenilo ou -CH2-piridilo, em que os grupos fenilo e piridilo estão opcionalmente substituídos em cada posição substituível com um grupo que é independentemente alquilo Cx-C6, alcoxi Cx-C6, haloalquilo, haloalcoxi, hidroxi, hidroxilalquilo, halogéneo, -C02H, alcoxicarbonilo C1-C6, —C (0) NH2, -C (0) NH (alquilo Ci-Ce) , ou -C (0) N (alquil Ci-C6) (alquilo 0ι-0ε) ou sais, solvatos, ésteres, amidas, hidratos, ou suas combinações, farmaceuticamente aceitáveis.
Os compostos da invenção têm actividade como antagonistas de brevetoxinas e são por isso úteis no tratamento de envenenamento por brevetoxinas e ciguatoxinas. A presente invenção proporciona igualmente compostos de Formula I em que R é
7 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
em que
Hal é cloro, fluoro, iodo ou bromo;
R3 é seleccionado de H, OH, NH2, halogéneo e N02, e Y é seleccionado de CH, N, O e S A invenção refere-se também a composições farmacêuticas compreendendo um composto de formula I, ou um seu sal, hidrato ou solvato farmaceuticamente aceitáveis, em combinação com um transportador, excipiente, solvente, adjuvante ou diluente farmaceuticamente aceitáveis.
Os compostos da invenção podem também actuar como antagonistas para a classe de compostos conhecidos como as brevetoxinas e ciguatoxina. A invenção refere-se ainda ao uso de um composto da formula I ou um seu sal, solvato, ou hidrato farmaceuticamente aceitáveis, para a preparação de um medicamento para regular a velocidade de depuração do muco e tratar condições ou doenças associadas à depuração de muco diminuída e à disfunção mucociliar num indivíduo. 8 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ A invenção proporciona ainda ο uso de um composto da invenção ou de um seu sal, solvato ou hidrato farmaceuticamente aceitáveis, numa quantidade eficaz para tratar o envenenamento por brevetoxina ou ciguatoxina, para a preparação de um medicamento para o tratamento de envenenamento por brevetoxina e ciguatoxina. Este uso para o tratamento de envenenamento por brevetoxina e ciguatoxina pode ajudar a prevenir, tratar, reduzir a gravidade de, ou atrasar o inicio ou avanço dos sintomas e estados da doença associados ao envenenamento por brevetoxina e ciguatoxina.
Breve Descrição das Figuras A Figura 1 ilustra o efeito das concentrações de brevenal (3, 10 e 100 pg/ml) na constrição das vias aéreas induzida por PbTx-3 em ovelhas. A Figura 2 ilustra o efeito das concentrações de brevenal (3, 10 e 100 pg/ml) na constrição das vias aéreas induzida por PbtX-2 em ovelhas. A Figura 3 ilustra o efeito de brevenal (10 pg/ml) na constrição das vias aéreas induzida por hemi-brevetoxina em ovelhas. A Figura 4 ilustra o efeito de β-naftoíl-PbTx-3 e brevenal (100 pg/ml) na redução da velocidade de muco traqueal (TMV) induzida por PbTx-3 em ovelhas. A Figura 5 ilustra o efeito de PbTx-3 e PbTx-2 (CONC. 10 pg/ml) na velocidade do muco traqueal (TMV) em ovelhas.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
Definições A menos que definido de outra forma, todos os termos científicos e técnicos aqui usados têm o mesmo significado conforme comummente entendido por alguém especialista na arte à qual a presente invenção pertence.
Todas as patentes e publicações aqui referidas são incorporadas por referência para todos os objectivos. 9 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Uma quantidade "terapeuticamente eficaz" é definida como uma quantidade eficaz para reduzir ou diminuir pelo menos um sintoma da doença que está a ser tratado ou para reduzir ou atrasar o início de um ou mais marcadores clínicos ou sintomas da doença.
Conforme usado aqui descrição e nas reivindicações anexas, as formas singulares "um", "uma" e "o", "a" incluem os respectivos plurais a menos que o contexto dite claramente de outra forma. Assim, por exemplo a referência a uma composição contendo "um composto" inclui uma mistura de dois ou mais compostos. Deverá também notar-se que o termo "ou" é geralmente empregue no seu sentido incluindo "e/ou" a menos que o conteúdo dite claramente de outra forma.
Por "alquilo" e "alquilo Ci-C6" na presente invenção quer dizer-se grupos alquilo da cadeia linear ou ramificada tendo 1- 6 átomos de carbono, tais como, metilo, etilo, propilo, isopropilo, n-butilo, sec-butilo, terc-butilo, pentilo, 2- pentilo, isopentilo, neopentilo, hexilo, 2-hexilo, 3-hexilo e 3-metilpentilo. Entende-se que em casos em que uma cadeia alquilo de um substituinte (p.ex. de um grupo alquilo, alcoxi ou alcenilo) é menor ou maior do que 6 carbonos, será também indicado no segundo "C" como por exemplo, "Ci-Cio" indica um máximo de 10 carbonos.
Pelo termo "halogéneo" na presente invenção quer dizer-se flúor, bromo, cloro e iodo. "Alcenilo" e "alcenilo C2-Cn" significa grupos hidrocarbonetos lineares e ramificados tendo de 2 a n átomos de carbono e de uma a quatro ligações duplas e incluem, por exemplo, etenilo, propenilo, l-but-3-enilo, l-pent-3-enilo, l-hex-5-enilo, (3E,5E)-4,5-dimetildeca-3,5-dieno e similares.
Como aqui usado, o termo "cicloalquilo" refere-se a grupos carbocíclicos saturados tendo três a doze átomos de carbono. O cicloalquilo pode ser monocíclico, ou um sistema policiclico fundido. Os exemplos desses grupos incluem ciclopropilo, ciclobutilo, ciclopentilo e ciclo-hexilo. Os grupos cicloalquilo aqui não estão substituídos ou, conforme especificado, estão substituídos numa ou mais posições substituíveis com vários grupos. Por exemplo, esses grupos cicloalquilo podem ser opcionalmente substituídos com, por 10 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ exemplo, alquilo Ci-C6, alcoxi Ci-C6, halogéneo, hidroxi, ciano, nitro, amino, monoalquilamino(Ci-C6), dialquilamino(Ci~ C6) , alcenilo C2-C6, alcinilo C2-C6, haloalquilo Ci-C6, haloalcoxi Ci-C6, aminoalquilo (Ci-C6) , monoalquil(Ci— Ce) aminoalquilo (Ci-Cõ) ou dialquil (Ci-C6) aminoalquilo (Ci-Cõ) .
Por "arilo" quer dizer-se um grupo carbocíclico aromático tendo um único anel (p.ex., fenilo), anéis múltiplos (e.g. bifenilo), ou anéis múltiplos condensados em que pelo menos um é aromático, (p.ex. 1,2,3,4-tetra-hidronaftilo, naftilo), que está opcionalmente mono-, di-, ou tri-substituido. Os grupos arilo preferidos da presente invenção são fenilo, 1-naftilo, 2-naftilo, indanilo, indenilo, di-hidronaftilo, tetralinilo ou 6,7,8,9-tetra-hidro-5H-benzo[a]ciclo-heptenilo. Os grupos arilo aqui não estão substituídos ou, conforme especificado, estão substituídos em uma ou mais posições substituíveis por vários grupos. Os grupos arilo preferidos estão opcionalmente substituídos com alquilo Ci-C6, alcoxi Ci-Cõ, halogéneo, hidroxi, ciano, nitro, amina, monoalquil(Οι-Οε)amino, dialquil (Οχ-Οβ) amino, alcenilo C2-C6, alcinilo C2-C6, haloalquilo Ci-C6, haloalcoxi Ci-C6, aminoalquilo (Ci-C6) , monoalquil (Ci-Ce) aminoalquilo (Ci-Cg) ou dialquil (Ci-Cg) aminoalquilo (Ci-Cg) · Os grupos arilo preferidos são fenilo e naftilo, sendo cada um dos quais opcionalmente substituído como descrito acima.
Por "heteroarilo" quer dizer-se um ou mais sistemas de anéis aromáticos com anéis de 5, 6 ou 7 membros que inclui sistemas de anéis fundidos de 9-11 átomos contendo pelo menos um e até quatro heteroátomos seleccionados de azoto, oxigénio, ou enxofre. Os grupos heteroarilo preferidos da presente invenção incluem piridinilo, pirimidinilo, quinolinilo, benzotienilo, indolilo, indolinilo, piridazinilo, pirazinilo, isoindolilo, isoquinolilo, quinazolinilo, quinoxalinilo, ftalazinilo, imidazolilo, isoxazolilo, pirazolilo, oxazolilo, tiazolilo, indolizinilo, indazolilo, benzotiazolilo, benzimidazolilo, benzofuranilo, furanilo, tienilo, pirrolilo, oxadiazolilo, tiadiazolilo, triazolilo, tetrazolilo, oxazolopiridinilo, imidazopiridinilo, isotiazolilo, nafttiridinilo, cinolinilo, carbazolilo, beta-carbolinilo, isocromanilo, cromanilo, tetra-hidroisoquinolinilo, isoindolinilo, isobenzotetra-hidrofuranilo, isobenzotetra-hidrotienilo, isobenzotienilo, benzoxazolilo, piridopiridinilo, benzotetra- 11 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ hidrofuranilo, benzotetra-hidrotienilo, purinilo, benzodioxolilo, triazinilo, fenoxazinilo, fenotiazinilo, pteridinilo, benzotiazolilo, imidazopiridinilo, imidazotiazolilo, di- hidrobenzisoxazinilo, benzisoxazinilo, benzoxazinilo, di- hidrobenzisotiazinilo, benzopiranilo, benzotiopiranilo, cumarinilo, isocumarinilo, cromonilo, cromanonilo, piridinil-N-óxido, tetra-hidroquinolinilo, di-hidroquinolinilo, di- hidroquinolinonilo, di-hidroisoquinolinonilo, di-hidrocumarinilo, di-hidroisocumarinilo, isoindolinonilo, benzodioxanilo, benzoxazolinonilo, pirrolil-N-óxido, pirimidinil-N-óxido, piridazinil-N-óxido, pirazinil-N-óxido, quinolinil-N-óxido, indolil-N-óxido, indolinil-N-óxido, isoquinolil-N-óxido, quinazolinil-N-óxido, quinoxalinil-N-óxido, ftalazinil-N-óxido, imidazolil-N-óxido, isoxazolil-N-óxido, oxazolil-N-óxido, tiazolil-N-óxido, indolizinil-N-óxido, indazolil-N-óxido, benzotiazolil-N-óxido, benzimidazolil-N-óxido, pirrolil-N-óxido, oxadiazolil-N-óxido, tiadiazolil-N-óxido, triazolil-N-óxido, tetrazolil-N-óxido, benzotiopiranil-S- óxido, benzotiopiranil-S,S-dióxido. Os grupos heteroarilo mais preferidos incluem oxazolilo, isoxazolilo, piridilo, pirimidilo, piridazinilo e pirazinilo. Os grupos heteroarilo aqui não estão substituídos ou, conforme especificado, estão substituídos numa ou mais posições substituíveis com vários grupos. Os grupos heteroarilo preferidos estão opcionalmente substituídos com alquilo Ci-C6, alcoxi Ci-C6, halogéneo, hidroxi, ciano, nitro, amino, monoalquil(Ci-Cô)amino, dialquil (Ci-Cõ) amino, alcenilo C2-C6, alcinilo C2-C6, haloalquilo C1-C6, haloalcoxi C1-C6, amino (Ci-Cõ) alquilo, monoalquil (Ci-C6) aminoalquilo (Ci-C6) ou dialquil(Ci- Οβ) aminoalquilo (Οι-Οβ) .
Por "heterociclo", "heterocicloalquilo" ou "heterociclilo" quer dizer-se um ou mais sistemas de anéis carbocíclicos, de anéis com 4, 5, 6 ou 7 membros que incluem sistemas de anéis fundidos com 9-11 átomos contendo pelo menos um e até quatro heteroátomos seleccionados de azoto, oxigénio, ou enxofre. Os heterociclos preferidos da presente invenção incluem morfolinilo, tiomorfolinilo, tiomorfolinil-S-óxido, tiomorfolinil-S,S-dióxido, piperazinilo, homopiperazinilo, pirrolidinilo, pirrolinilo, tetra-hidropiranilo, piperidinilo, tetra-hidrofuranilo, pirimidino-2,4(1H,3H)diona, ΙΗ-benzo[d]-imidazol-2(3H)ona tetra-hidrotienilo, homopiperidinilo, homomorfolinilo, homotiomorfolinilo, homotiomorfolinil-S,S- 12 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ dióxido, oxozolidinonilo, di-hidropirazolilo, di- hidropirrolilo, di-hidropirazinilo, di-hidropiridinilo, di-hidropirimidinilo, di-hidrofurilo, di-hidropiranilo, tetra-hidrotienil-S-óxido, tetra-hidrotienil-S,S-dióxido e homotiomorfolinil-S-óxido. Os grupos de heterocíclicos mais preferidos incluem ΙΗ-benzo[d]imidazol-2(3H)onilo, pirimidino-2,4(1H,3H)dionilo, piperidinilo, pirrolidinilo e piperazinilo. Os grupos heterociclicos aqui não estão substituídos ou, conforme especificado, estão substituídos numa ou mais posições substituíveis com vários grupos. Os grupos heterociclicos preferidos estão opcionalmente substituídos com alquilo Ci-06, alcoxi Ci~Ce, halogéneo, hidroxi, ciano, nitro, amino, monoalquil (Οι-Οε) amino, dialquil (Οι-Οε) amino, alcenilo C2-C6, alcinilo C2-C6, haloalquilo C1-C6, haloalcoxi C1-C6, aminoalquilo (Ci~Ce) , monoalquil (Οι-Οε) aminoalquilo (Οι-Οε) , dialquil (Οι-Οε) alquilamino (Ci-C6) ou =0.
Como aqui usado, o termo "ariléster" ou "éster alquílico" abrange os grupos ariloxicarbonilo e arilcarboniloxi.
Como aqui usado, o termo "alquiléster" ou "éster alquílico" abrange os grupos alquiloxicarbonilo e alquilcarboniloxi. Como aqui usado, alquilcarbonilo tem o mesmo significado do que alcanoílo.
Como aqui usado, o termo "alquilamida" abrange os grupos alquilaminocarbonilo, os grupos dialquilcarbonilo e os grupos alcanoílamino.
Como aqui usado, o termo "alcenilamida" abrange os grupos alcenilaminocarbonilo, os grupos dialcenilcarbonilo e os grupos alcenilcarbonilamino.
Como aqui usado, o termo "alceniléster" ou "éster alcenílico" abrange os grupos alceniloxicarbonilo e alcenilcarboniloxi. 0 termo alquilariléster ou éster alquilar!lico, como aqui usado, refere-se aos grupos alquiloxicarbonilo e alcanoíloxi em que a porção alquilo tem um grupo arilo ou heteroarilo. 0 termo alcenilariléster ou éster alcenilarílico como aqui usado refere-se aos grupos alceniloxicarbonilo e 13 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ alcenilcarboniloxi em que a porção alcenilo tem um grupo arilo ou heteroarilo. A frase "regulação da depuração do muco" abrange "o controlo, a promoção e/ou influência na depuração do muco".
Como aqui usado, os termos "tratamento" e "tratar" abrangem administração profiláctica do composto ou de uma composição farmacêutica compreendendo o composto ("profilaxia") assim como a terapia curativa para reduzir ou eliminar uma doença ou um distúrbio aqui mencionados. A administração profiláctica destina-se a prevenir os distúrbios ou prevenir a recorrência dos distúrbios e pode ser usada para tratar um indivíduo que esteja em risco de ter ou sofrer de um ou mais distúrbios mencionados aqui. Assim, como aqui usado, o termo "tratamento", ou um derivado do mesmo, contempla a inibição parcial ou completa do mencionado estado da doença, quando um ingrediente activo da invenção é administrado profilacticamente ou a seguir ao início do estado da doença para o qual esse ingrediente activo é administrado. "Profilaxia" refere-se à administração do(s) ingrediente(s) activo(s) a um mamífero para proteger o mamífero de qualquer dos distúrbios mencionados aqui, assim como outros.
Como aqui usado, o termo "indivíduo" abrange animais, incluindo mamíferos e peixes. Preferivelmente o termo refere-se a mamíferos tais como seres humanos, gado vacum e cavalos, mais preferivelmente a seres humanos e animais domésticos tais como gatos, cães e cavalos, e o mais preferivelmente a seres humanos.
Num aspecto, a presente invenção refere-se a compostos, ou seus sais farmaceuticamente aceitáveis, da Fórmula (I):
(D 14 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ em que, R é alquilo C1-C12, alcenilo C2-Ci2, ésteres alquílicos C1-C12, alquilamidas C1-C12, ésteres alcenílicos C4-C12, ésteres alquilar! licos C1-C12, ésteres alcenilarí licos C4-C12, alcenilamidas C4-C12, alcoxi C1-C12, f ormilalquilo C1-C12, f ormilalcenilo C2-Ci2, alcanoí lalquilo C1-C12, alcanoí lalcenilo C2-C12, carboxialquilo C1-C12, carboxialcenilo C2-C12, em que os grupos alquilo e alcenilo estão opcionalmente substituídos com 1-6 grupos substituintes seleccionados do grupo consistindo em: cicloalquilo C3-C12 opcionalmente substituído, heterociclilo C3-C12 opcionalmente substituído, arilo opcionalmente substituído, heteroarilo opcionalmente substituído, alquilo C1-C6, alcoxi Ci-Cô, halogéneo, alcenilo C2-C6, OH, nucleósidos, nucleótidos, purinas, pirimidinas, ésteres aromáticos, ésteres arílicos, ésteres cicloalquílicos, ésteres cicloalcenílicos, purinas ou pirimidinas; ORi é OH ou -0(C0)CH3; e R2 é -CH=CHCH=CH2, -CH2-f enilo ou -CH2-piridilo, em que os grupos fenilo e piridilo estão opcionalmente substituídos com 1, 2 ou 3 grupos que são independentemente alquilo C1-C6, alcoxi Ci-C6, haloalquilo, haloalcoxi, hidroxi, hidroxialquilo, halogéneo, -C02H, alcoxicarbonilo C1-C6, -C(0)NH2, -C (0) NH (alquilo Ci-C6) ou -C (O)N(alquil Ci-C6) (alquilo Οι-Οε) ·
Num outro aspecto mais amplo, Ri e R2 são como definidos acima e R é alquilo, halogéneo, alcenilo, cicloalquilo, arilo, heteroarilo, heterociclo, heterocicloalquilo ou heterociclilo.
Ainda num outro aspecto, R é alquilo C6-C12, ésteres alquílicos C6-Ci2, alquilamidas C6-Ci2, ésteres alquilfení licos C6-C12, alcoxi C1-C6, f ormilalquilo C6-C12, alcanoí lalquilo C6-C12, carboxialquilo C6-C12, em que as porções alquilo estão opcionalmente substituídas com 1-4 grupos substituintes seleccionados do grupo consistindo em: cicloalquilo C3-C6, heterociclilo C5-C6, fenilo, naftilo, piridilo, pirimidilo, piridazinilo, pirazinilo, furanilo, tienilo, quinolinilo, indolilo, alquilo Ci-C6, alcoxi Ci-C6, halogéneo, alcenilo C2-C6, OH, nucleósidos, nucleótidos, purinas, pirimidinas, ésteres fenílicos, ésteres cicloalquílicos, ésteres cicloalcenílicos, purinas e pirimidinas, em que cada um dos 15 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ substituintes cíclicos em R está ainda opcionalmente substituído com até 5 grupos que são independentemente alquilo Ci-C6, alcoxi Ci-C6, halogéneo, haloalquilo, haloalcoxi, hidroxi, hidroxialquilo Ci-Cõ, alcoxi Ci-C4, alquilo Ci-Cg, C02H, C(0)NH2, C (0) NH (alquilo Ci-C6) ou C(0)N(alquil
Ci-Cõ) (alquilo Ci-Cõ) .
Ainda num outro aspecto, R é alcenilo C6-Ci2, ésteres alcenílicos C6-Ci2, ésteres alcenilf ení licos C6-Ci2, alcenilamidas C6-Ci2, f ormilalcenilo C6-Ci2, alcanoí lalquilo C6~Ci2, alcanoí lalcenilo C6-Ci2, carboxialquilo C6-Ci2, carboxialcenilo Ce-Ci2, em que os grupos alcenilo estão opcionalmente substituídos com 1-4 grupos substituintes seleccionados do grupo consistindo em: cicloalquilo C3-C6, heterociclilo C5-C6, fenilo, naftilo, piridilo, pirimidilo, piridazinilo, pirazinilo, furanilo, tienilo, quinolinilo, indolilo, alquilo C1-C6, alcoxi C1-C6, halogéneo, alcenilo C2-C6, OH, nucleósidos, nucleótidos, purinas, pirimidinas, ésteres fenílicos, ésteres cicloalquílicos, ésteres cicloalcenílicos, purinas e pirimidinas, em que cada um dos substituintes cíclicos em R está ainda opcionalmente substituído com até 5 grupos que são independentemente alquilo Ci-C6, alcoxi Ci-C6, halogéneo, haloalquilo, haloalcoxi, hidroxi, hidroxialquilo C1-C6, alcoxi-Ci-C4-alquilo C1-C6, C02H, C (0) NH2, C (0) NH (alquilo Ci-C6) ou C(0)N(alquil Ci-Cõ) (alquilo Ci-C6) ·
Ainda num outro aspecto, ORi é OH.
Ainda num outro aspecto, R2 é -CH=CHCH=CH2, -CH2-fenilo ou -CH2-piridilo, em que os grupos fenilo e piridilo estão opcionalmente substituídos com 1, 2 ou 3 grupos que são independentemente alquilo Ci-Cô, alcoxi Ci-Cô, haloalquilo, haloalcoxi, hidroxi, hidroxialquilo, halogéneo, -C02H, alcoxicarbonilo Ci-C6, -C(0)NH2, -C (0) NH (alquilo Ci-C6) ou -C (0) N (alquil Ci-C6) (alquilo Ci-C6) .
Num outro aspecto, R é alcenilo C6-Ci2 substituído com 1, 2 ou 3 grupos que são independentemente alcoxi C1-C4, halogéneo, -CHO, -0CH2CH20-, -0CH2CH2CH20- ou OH.
Ainda num outro aspecto, R é alcenilo Cg-Ci2 substituído com 1, 2 ou 3 grupos que são independentemente alcoxi C1-C4, halogéneo, -CHO, -0CH2CH20-, 0CH2CH2CH20- ou OH. 16 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Ainda num outro aspecto, R é alcenilo C9-C10 substituído com 1, 2 ou 3 grupos que são independentemente alcoxi Ci-C4, -CHO, -0CH2CH20-, -0CH2CH2CH20- ou OH. Num aspecto, quando R está substituído com dois grupos alcoxi 02-04, estes são iguais. Ainda mais preferivelmente, quando os dois grupos alcoxi Ci-C4 são iguais, estão ligados ao mesmo carbono, formando assim um acetal.
Ainda num outro aspecto, R é (alquilo Cl—C4 )v CHg (alquilo CH3
Ainda num outro aspecto, R é
Ainda num outro aspecto, R é
Num outro aspecto, R é
Numa outra concretização deste aspecto, o composto de tem a Fórmula (I), em que R é 17 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
em que
Hal é cloro, fluoro, iodo ou bromo; R.3 é seleccionado de H, OH, NH2, halogéneo e NO2, e Y é seleccionado de CH, N, 0 e S.
Num outro aspecto, R2 é -CH=CHCH=CH2. composto da
Num concretização preferida, R2 no Fórmula (I) é -CH=CHCH=CH2 em configuração cis. 18 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Num concretização preferida, R2 no composto da Fórmula (I) é -CH=CHCH=CH2 em configuração cis, e R é um alcenilo C2-Ci2 compreendendo um dieno.
Numa concretização mais preferida, R2 no composto da Fórmula (I) é -CH=CHCH=CH2 em configuração cis, e R é um alcenilo C2-Ci2 compreendendo um dieno, na configuração trans.
Numa outra concretização, R2 no composto da Fórmula (I) é CH=CHCH=CH2 na configuração trans, e R é um alcenilo Cs-Ci2 compreendendo um dieno, na configuração trans.
Numa outra concretização, R2 é -CH2-fenilo ou -CH2-piridilo, em que os grupos fenilo e piridilo estão opcionalmente substituídos com 1, 2 ou 3 grupos que são independentemente alquilo C1-C6, alcoxi Cq-C 6, CF3, OCF3, hidroxi, hidroxialquilo C1-C6, halogéneo, -C02H, alcoxicarbonilo Ci-C6, -C(0)NH2, -C (0) NH (alquilo Οχ-Οε) ou -C (0) N (alquil Ci-C6) (alquilo Ci-C6) .
Numa outra concretização, R2 é -CH=CHCH=CH2. Ainda numa outra concretização, R2 é
Ainda numa outra concretização, R2 é
Ainda numa outra concretização R é e
ch3 ou ch3 19 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ R2 é
Numa outra concretização R e R2 sao conforme definido acima e Ri é H.
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I)
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) h2n h2n
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) e:
20 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é:
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é:
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é:
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é:
21 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é:
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é:
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é:
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) e: 22 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é:
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I)
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula(I) 23 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é:
O
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) e: 24 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Noutra é : concretização preferida, o composto da Fórmula (I)
Noutra é: concretização preferida, o composto da Fórmula (I)
25 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Num aspecto desta concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é:
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é:
Num aspecto desta concretização preferida, o composto de Fórmula (I) é:
Noutra concretização preferida, o composto da Fórmula (I) é: 26 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Num aspecto desta concretização preferida, o composto de Fórmula (I) é:
Os compostos da Fórmula (I) podem ter centros assimétricos e ocorrer como racematos, misturas racémicas e como diastereómeros individuais, ou enantiómeros. Todas as formas isoméricas estão incluídas no âmbito da presente invenção.
Num aspecto preferido, os compostos da invenção são baseados no núcleo do brevenal, i.e., cada centro 27 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ estereoquímico nos compostos da fórmula (I) tem a mesma configuração que os centros estereoquímicos no brevenal.
Num outro aspecto, a invenção refere-se a composições farmacêuticas compreendendo um composto de fórmula I ou um seu sal, solvato ou hidrato farmaceuticamente aceitáveis, e um transportador, excipiente, solvente, adjuvante ou diluente farmaceuticamente aceitáveis. Num outro aspecto, a invenção proporciona a utilização de um composto, sal, solvato ou hidrato da invenção para a preparação de um medicamento para regular a depuração do muco, ou de uma composição farmacêutica consistindo num composto, sal, hidrato ou solvato da invenção, numa quantidade eficaz para regular a depuração do muco no indivíduo ou célula.
Como aqui usado, as diminuições na depuração do muco ou disfunção mucociliar são geralmente medidas pelo transporte de muco da traqueia (TMV), um marcador substituto para toda a depuração dos pulmões. Num outro aspecto, a invenção proporciona a utilização de um composto da invenção para a preparação de um medicamento para o tratamento de condições ou doenças relacionadas com, ou associadas à depuração de muco diminuída, ou de uma composição farmacêutica compreendendo um composto da invenção ou um seu sal, hidrato, éster, amida solvato, ou suas misturas, farmaceuticamente aceitáveis, numa quantidade eficaz para tratar a condição ou doença. Esta utilização para o tratamento de condições ou doenças associadas à depuração de muco diminuída podem ajudar a prevenir, tratar, reduzir a gravidade, ou atrasar o início ou a progressão de sintomas e estados de doença associados à depuração de muco diminuída. Essas condições ou doenças incluem os exemplos não limitativos de doença das vias aéreas obstrutiva crónica (também conhecida como a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC)); asma; fibrose quística, broncoconstrição, e outras doenças pulmonares; incluindo infecções pulmonares, tais como os exemplos não limitativos, pneumonia, Pseudomonas e bronquite; e fibrose quística.
Numa concretização, a utilização para tratamento pode ser usada para tratar doenças pulmonares obstrutivas crónicas, tais como enfisema, fibrose pulmonar e/ou tosse de fumadores.
Numa concretização, a utilização para tratamento pode ser usada para tratar asma. 28 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Numa concretização, a utilização para tratamento pode ser usada para tratar doença pulmonar.
Numa concretização, a utilização para tratamento pode ser usada para tratar infecção pulmonar, incluindo, mas não se limitando a pneumonia, ou Pseudomonas.
Numa concretização, a utilização para o tratamento pode ser usada para tratar envenenamento por brevetoxinas ou ciguatoxina, e os seus sintomas.
Numa concretização preferida, a utilização é para o tratamento de fibrose quistica.
Num outro aspecto, a invenção proporciona utilizações para o tratamento de sintomas relacionados com condições ou doenças associadas à diminuição da depuração do muco ou disfunção mucociliar, compreendendo a administração a um indivíduo que necessita desse tratamento, de uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto da invenção, ou de um seu sal, hidrato ou solvato farmaceuticamente aceitáveis.
Numa concretização deste aspecto as utilizações da invenção são para tratar doenças associadas às membranas mucosas, incluindo as doenças que envolvem o pâncreas, intestinos, rins, trompas de Falópio e/ou canal deferente.
Numa outra concretização deste aspecto, a utilização pode compreender opcionalmente, em combinação com um composto da Fórmula (I) ou um seu sal, solvato ou hidrato farmaceuticamente aceitáveis, a utilização de uma quantidade eficaz de um composto conhecido como sendo útil para o tratamento de condições ou doenças associadas à depuração de muco diminuída. As utilizações da invenção podem opcionalmente compreender regimes terapêuticos adicionais tais como terapia de suporte ou adjuvante.
Numa concretização das utilizações da invenção, o indivíduo é um animal. Mais preferivelmente, o animal é um mamífero. Ainda mais preferivelmente, o mamífero é um ser humano.
Numa outra concretização, o animal é um animal de companhia, tal como, por exemplo, um cavalo, um cão ou um gato. 29 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
As quantidades terapeuticamente eficazes dos compostos da invenção adequados às utilizações são geralmente de cerca de 0. 1 pg/dia a cerca de 1000 mg/dia. As quantidades terapeuticamente eficazes irão variar de acordo com vários parâmetros incluindo, por exemplo, a utilização terapêutica particular e as caracteristicas físicas do indivíduo/paciente, e estão bem dentro do conhecimento dos peritos na especialidade.
Num aspecto preferido, a quantidade terapeuticamente eficaz para administração oral é de cerca de 1 mg/dia a cerca de 1000 mg/dia. Num outro aspecto, de cerca de 1 mg/dia a cerca de 500 mg/dia. Ainda num outro aspecto, de cerca de 1 mg/dia a cerca de 100 mg/dia. Ainda num outro aspecto, de cerca de 0,1 mg/dia a cerca de 10 mg/dia.
Num outro aspecto, a quantidade terapeuticamente eficaz é administrada numa dosagem de entre cerca de 1 mg e cerca de 500 mg por dose.
Ainda num outro aspecto, a quantidade terapeuticamente eficaz compreende uma dosagem de entre cerca de 1 mg a cerca de 100 mg por dose.
As dosagens preferidas para administração por inalação são de cerca de 0,1 pg a cerca de 1 pg por dia.
As dosagens preferidas para administração por injecção, 1. e. administração parentérica, são de cerca de 100 ng a cerca de 1 mg por dia. A presente invenção também inclui a utilização de um composto da Fórmula (I) ou de um seu sal f armaceut icamente aceitável para o fabrico de um medicamento para utilização no tratamento de um indivíduo que tem, ou para prevenção de um indivíduo desenvolver, NSP e/ou CFP e sintomas associados a estes envenenamentos, e quem está necessitado desse tratamento.
Num aspecto, esta utilização de um composto da fórmula (I) pode ser empregue quando a doença ou condição é a doença pulmonar obstrutiva crónica. 30 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Num outro aspecto, esta utilização de um composto da fórmula (I) pode ser empregue quando a doença ou condição é a asma.
Num outro aspecto, esta fórmula (I) pode ser empregue uma doença pulmonar.
Num outro aspecto, esta fórmula (I) pode ser empregue uma infecção pulmonar.
Num outro aspecto, esta fórmula (I) pode ser empregue fibrose quística.
Num outro aspecto, esta fórmula (I) pode ser empregue bronquite crónica. utilização de um composto de quando a doença ou condição é utilização de um composto da quando a doença ou condição é utilização de um composto da quando a doença ou condição é utilização de um composto da quando a doença ou condição é
Num outro aspecto, esta utilização de um composto da fórmula (I) pode ser empregue quando a doença ou condição é sindrome de Karteneger.
Num outro aspecto, esta utilização de um composto da fórmula (I) pode ser empregue quando a doença ou condição é bronquectasia.
Num outro aspecto, esta utilização de um composto da fórmula (I) pode ser empregue quando a doença ou condição é uma doença relacionada com a indústria, causada ou exacerbada por inalação gases, partículas de têxteis, areias ou outras partículas industriais ou fumos. Exemplos específicos de partículas e grãos incluem, por exemplo, óxidos de ferro, sílica, talco, carbono, grafite, fibras, pó da madeira, pó de cereais, solventes orgânicos e gases poluentes.
Ainda num outro aspecto, os compostos da fórmula (I) e as composições farmacêuticas compreendendo a fórmula (I) podem ser empregues onde a doença ou condição resulta de inalação de bactérias ou de outras partículas patogénicas, e.g. partículas fúngicas. Assim, a invenção também abrange métodos de depuração de partículas patogénicas, tais como partículas que compreendem bactérias, p.ex. partículas de antraz ou fungos. 31 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ A presente invenção também inclui um kit de receptáculos incluindo uma multiplicidade de receptáculo, contendo cada receptáculo uma ou mais doses unitárias de um composto da fórmula (I), ou um seu sal farmaceuticamente aceitável.
Numa concretização, este kit de receptáculos inclui cada receptáculo adaptado para entrega oral e inclui um comprimido, gel ou cápsula ou inalador.
Numa concretização, este kit de receptáculos inclui cada receptáculo adaptado para entrega parentérica e inclui um produto de depósito, seringas, ampolas ou frasco.
Numa concretização, este kit de receptáculos inclui cada receptáculo adaptado à entrega tópica e inclui um penso, Medipad, unguento, ou creme.
Os compostos da fórmula (I) podem formar sais quando reagidos com ácidos ou bases apropriados. Os sais farmaceuticamente aceitáveis são geralmente preferidos aos compostos correspondentes da fórmula (I) pois produzem frequentemente compostos que são normalmente mais solúveis em água, estáveis e/ou mais cristalinos. Os sais farmaceuticamente aceitáveis são quaisquer sais que retenham a actividade do composto progenitor e não transmitam qualquer efeito deletério ou indesejável ao indivíduo a quem são administrados e no contexto em que são administrados. Os sais farmaceuticamente aceitáveis incluem sais de adição de ácido de ácidos inorgânicos e orgânicos. Os sais farmaceuticamente aceitáveis preferidos incluem sais tais como os descritos por Berge, Bighley, e Monkhouse, J. Pharm. Sei, 1977,66, 1-19. Tais sais podem ser formados por ácidos inorgânicos e orgânicos. Os exemplos representativos dos mesmos incluem os ácidos maleico, fumárico, benzóico, ascórbico, pamóico, succínico, bismetilenossalicílico, metanossulfónico, etanodissulfónico, acético, propiónico, tartárico, salicílico, cítrico, glucónico, aspártico, esteárico, palmítico, itacónico, glicólico, p-aminobenzóico, glutâmico, benzenossulfónico, clorídrico, bromídrico, sulfúrico, ciclo-hexilsulfâmico, fosfórico e nítrico. Para outros sais aceitáveis, ver Int. J. Pharm., 33, 201-217 (1986).
Os hidratos e solvatos dos compostos juntamente com os seus polimorfos são também formas dos compostos da invenção e 32 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ podem ser formados de acordo com as técnicas conhecidas das pessoas competentes nas artes farmacêuticas. A invenção inclui ainda complexos, particularmente complexos organo-metálicos, dos compostos da invenção. Os complexos podem ser preparados quando apropriados usando os processos conhecidos na especialidade. Métodos da Invenção
Os compostos da invenção, as formulações farmacêuticas compreendendo os mencionados compostos, e os seus sais farmaceuticamente aceitáveis, são úteis para o tratamento de um indivíduo, preferivelmente um mamífero, mais preferivelmente um ser humano, sofrendo de uma doença ou condição associada à depuração do muco diminuída, e são úteis para ajudar a prevenir ou atrasar o início dessa doença ou condição. Os compostos e formulações da invenção são particularmente úteis para o tratamento, prevenção ou abrandamento da progressão de doença pulmonar obstrutiva crónica, asma, doença pulmonar, infecção pulmonar e fibrose quística. Quando se trata ou previne uma doença ou condição associada à depuração do muco diminuída, e os sintomas associados, os compostos da invenção podem ser usados individualmente ou em combinação, como for melhor para o indivíduo.
Relativamente a estas doenças e condições, o termo “tratamento" significa que os compostos da invenção podem ser usados em indivíduos, preferivelmente indivíduos/pacientes humanos, com a condição ou doença existente. Os compostos da invenção não curarão necessariamente o indivíduo que tem a doença mas irão atrasar ou abrandar a progressão ou impedir progressão adicional da doença dando assim ao indivíduo uma duração de vida mais útil. 0 termo "prevenção" significa que se os compostos da invenção forem administrados a quem não sabe que tem a doença, ou sintoma (s) da condição, mas que iria normalmente desenvolver a doença ou estar sujeito a um risco aumentado à doença, não irá desenvolver a doença. Para além disso, "prevenção" também inclui o atraso no desenvolvimento da doença num indivíduo que ultimamente irá desenvolver a doença ou estará em risco da doença devido à idade, historial familiar, anomalias genéticas ou cromossómicas, e/ou devido à 33 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ presença de um ou mais marcadores biológicos para a doença. Ao atrasar o início da doença, os compostos da invenção podem evitar que o indivíduo contraia a doença durante o período em que o indivíduo contrairia normalmente a doença ou reduzir a taxa de desenvolvimento da doença ou alguns dos seus efeitos senão fora a administração de compostos da invenção até à altura em que o indivíduo contrairia por fim a doença. A prevenção também inclui a administração dos compostos da invenção aos indivíduos que se pensa estarem predispostos à doença.
Num aspecto preferido, os compostos da invenção são úteis para abrandar a progressão dos sintomas da doença.
Num outro aspecto, os compostos da invenção são úteis para prevenir a continuação da progressão dos sintomas da doença.
Para tratar ou prevenir as referidas doenças, os compostos da invenção são administrados numa quantidade terapeuticamente eficaz. A quantidade terapeuticamente eficaz variará dependendo do composto particular usado, das características físicas do indivíduo a tratar e da via de administração, conforme é conhecido dos peritos na especialidade.
Para tratar um indivíduo apresentando qualquer uma das condições acima diagnosticadas, um médico pode administrar imediatamente um composto da invenção e continuar a administração indefinidamente, se necessário.
Formas e quantidades de dosagem
Os compostos da invenção podem ser administrados por inalação, oralmente, parentericamente, (IV, IM, depo-IM, SQ, e depo-SQ), sublingualmente, intranasalmente, intratecalmente, topicamente, vaginalmente ou rectalmente. As formas de dosagem conhecidas dos peritos na especialidade são adequadas para a entrega dos compostos da invenção. São proporcionadas composições que contêm quantidades terapeuticamente eficazes dos compostos da invenção. Os compostos são preferivelmente formulados em preparações farmacêuticas adequadas tais como comprimidos, cápsulas, ou 34 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ elixires para administração oral ou em soluções ou suspensões estéreis para administração parentérica. Tipicamente os compostos descritos acima são formulados em composições farmacêuticas usando técnicas e procedimentos bem conhecidos na especialidade.
Cerca de 1 pg a cerca de 100 mg de um composto ou mistura de compostos da invenção ou de um sal ou éster fisiologicamente aceitáveis são misturados com um veiculo, transportador, excipiente, ligante, conservante, estabilizante, aromatizante, etc. fisiologicamente aceitáveis, numa forma de dosagem unitária conforme designada pela prática farmacêutica aceite. A quantidade de substância activa nessas composições ou preparações é tal que é obtida uma dosagem adequada na gama indicada. As composições são preferivelmente formuladas numa forma de dosagem unitária, contendo cada dosagem de acerca de 0,1 pg a cerca de 100 mg, preferivelmente de cerca 0,1 pg a cerca de 10 mg, mais preferivelmente de cerca de 0,1 pg a cerca de 10 pg, ou de cerca de 1 pg a cerca de 10 mg, do ingrediente activo. A expressão "forma de dosagem unitária" refere-se a unidades fisicamente discretas adequadas como dosagens unitárias para indivíduos humanos e outros mamíferos, contendo cada unidade uma quantidade de material activo predeterminada calculada para produzir o efeito terapêutico desejado, em associação com um excipiente farmacêutico adequado.
Para preparar composições farmaceuticamente aceitáveis da invenção, misturam-se um ou mais compostos da invenção com um transportador farmaceuticamente aceitável adequado. Após a mistura ou adição do(s) composto(s), a mistura resultante pode ser uma solução, suspensão, emulsão, ou similar. As suspensões lipossómicas podem também ser adequadas como transportadores farmaceuticamente aceitáveis. Estas podem ser preparadas de acordo com os métodos conhecidos dos peritos na especialidade. A forma da mistura resultante depende de vários factores, incluindo o modo de administração pretendido e a solubilidade do composto no transportador ou veículo seleccionado. A concentração eficaz é suficiente para reduzir ou aliviar pelo menos um sintoma da doença, distúrbio ou condição tratada e pode ser empiricamente determinada. 35 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Os transportadores ou veículos farmacêuticos adequados para a administração dos compostos aqui proporcionados incluem quaisquer dos transportadores conhecidos dos peritos na especialidade como sendo adequados para o modo de administração particular. Para além disso, os materiais activos podem também ser misturados com outros materiais activos que não prejudiquem a acção pretendida, ou com materiais que suplementem a acção pretendida, ou tenham outra acção. Os compostos podem ser formulados como único ingrediente farmaceuticamente activo na composição ou podem ser combinados com outros ingredientes activos.
Se os compostos apresentarem solubilidade insuficiente, podem usar-se métodos para os solubilizar. Sabe-se que esses métodos incluem, mas não estão limitados ao uso de co-solventes tais como dimetilsulfóxido (DMSO), ao uso de tensioactivos tais como Tween®, e dissolução em bicarbonato de sódio aquoso. Os derivados dos compostos, tais como sais ou profármacos podem também ser usados na formulação de composições farmacêuticas eficazes. A concentração do composto é eficaz para a entrega de uma quantidade após a administração que diminua ou alivie pelo menos um sintoma do distúrbio para o qual o composto é administrado. Tipicamente, as composições são formuladas para administração de dosagem única.
Os compostos da invenção podem ser preparados com transportadores que os protejam da eliminação rápida pelo corpo, tais como as formulações ou revestimentos libertados temporalmente. Tais transportadores incluem formulações de libertação controlada tais como, mas não limitados a, sistemas de entrega microencapsulados. 0 composto activo é incluído no transportador farmaceuticamente aceitável numa quantidade suficiente para exercer um efeito terapeuticamente útil na ausência de efeitos secundários indesejavéis no indivíduo tratado. A concentração terapeuticamente eficaz pode ser determinada empiricamente testando os compostos em sistemas modelo in vitro e in vivo conhecidos, para o distúrbio tratado.
Os compostos e as composições da invenção podem ser encerrados em receptáculos de doses múltiplas ou dose única. Os compostos ou composições encerrados podem ser 36 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ proporcionados em kits, por exemplo, incluindo as partes componentes que podem ser montadas para utilização. Por exemplo, um composto inibidor em forma liofilizada e um diluente adequado podem ser proporcionados como componentes separados para combinação anterior à utilização. Um kit pode incluir um composto inibidor e um segundo agente terapêutico para co-administração. 0 inibidor e o segundo agente terapêutico podem ser proporcionados como partes componentes separadas. Um kit pode incluir uma multiplicidade de receptáculos, cada um deles contendo uma ou mais doses unitárias do composto da invenção. Os receptáculos estão preferivelmente adaptados ao modo desejado da administração, incluindo, mas não limitado a comprimidos, cápsulas de gelatina, cápsulas de libertação sustentada, e similares, para administração oral; produtos de depósito, seringas pré-cheias, ampolas, frascos, e similares, para administração parentérica; e pensos, mediadas, cremes e semelhantes para administração tópica. A concentração de composto activo na composição do fármaco dependerá da via de administração, e da distribuição, metabolismo, e níveis de excreção do composto, bem como do esquema de dosagem e da quantidade administrada, juntamente com outros factores conhecidos dos peritos na especialidade. 0 ingrediente activo pode ser administrado duma só vez, ou pode ser dividido num número de doses mais pequenas administradas em intervalos de tempo. Entende-se que a dosagem e a duração precisas do tratamento sejam função da doença a tratar e podem ser determinadas empiricamente usando os protocolos de teste conhecidos ou por extrapolação de dados de testes in vivo ou in vitro. Note-se que as concentrações e valores de dosagem podem também variar com a gravidade da condição a aliviar. Entenda-se ainda que para um indivíduo em particular, os regimes de dosagem específicos devem ser ajustados no tempo de acordo com a necessidade individual e o juízo profissional da pessoa que administra ou supervisiona a administração das composições, e que as gamas de concentrações aqui estabelecidas são apenas exemplificativas e não pretendem limitar o âmbito ou prática das composições reivindicadas.
Caso se pretenda a administração oral, o composto deverá ser proporcionado numa composição que o proteja do ambiente 37 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ ácido do estômago. Por exemplo, a composição pode ser formulada num revestimento entérico que mantenha a sua integridade no estômago e liberte o composto activo no intestino. A composição pode também ser formulada em combinação com um antiácido ou outro ingrediente semelhante.
As composições orais geralmente incluirão um diluente inerte ou um transportador comestível e podem ser prensadas em comprimidos ou encerradas em cápsulas de gelatina. Para o fim de administração terapêutica oral, o composto ou compostos activos podem ser incorporados com excipientes e usados na forma de comprimidos, cápsulas, ou pastilhas. Podem ser incluídos como parte da composição agentes ligantes e materiais adjuvantes farmaceuticamente compatíveis.
Os comprimidos, pílulas, cápsulas, pastilhas e similares podem conter qualquer um dos seguintes ingredientes ou compostos de natureza similar: um ligante tal como, mas não limitado a goma adragante, goma arábica, amido de milho, ou gelatina; um excipiente tal como a celulose microcristalina, amido ou lactose; um agente desintegrante tal como, mas não limitado a ácido algínico e amido de milho; um lubrificante tal como, mas não limitado a estereato de magnésio; um deslizante, tal como, mas não limitado a dióxido de silício coloidal; um agente adoçante tal como sacarose ou sacarina; e um agente aromatizante tal como mentol, salicilato de metilo, ou aroma frutado.
Quando a forma de dosagem unitária for uma cápsula, pode conter, para além do material do tipo acima, um transportador líquido tal como óleo gordo. Para além disso, as formas de dosagem unitária podem conter vários outros materiais, que modificam a forma física da unidade de dosagem, por exemplo, revestimentos de açúcar e outros agentes entéricos. Os compostos podem também ser administrados como um componente de um elixir, suspensão, xarope, bolacha, goma de mascar ou similar. Um xarope pode conter, para além dos compostos activos, sacarose como agente adoçante e certos conservantes, pigmentos e corantes, e aromatizantes.
Os materiais activos podem também ser misturados ou combinados com outros agentes activos farmaceuticamente aceitáveis que não prejudiquem a acção pretendida, ou com materiais que suplementem a acção pretendida. 38 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
As soluções ou suspensões usadas para aplicação parentérica, intradérmica, subcutânea, ou tópica podem incluir qualquer um dos seguintes componentes: um diluente estéril tal como água para injecção, solução salina, óleo fixo, óleo vegetal de ocorrência natural tal como óleo de sésamo, óleo de coco, óleo de amendoim, óleo de semente de algodão, e similares, ou um veículo sintético gordo tal como oleato de etilo, e similares, polietilenoglicol, glicerina, propilenoglicol, ou outro solvente sintético; agentes antimicrobianos tais como álcool benzílico e metilparabenos; antioxidantes tais como ácido ascórbico e bissulfito de sódio; agentes quelantes tais como ácido etilenodiaminotetra-acético (EDTA); tampões tais como acetatos, citratos e fosfatos; e agentes para o ajuste da tonicidade tais como cloreto de sódio e dextrose. As preparações parentéricas podem ser encerradas em ampolas, seringas descartáveis ou frascos de doses múltiplas feitos de vidro, plástico ou outro material adequado. Podem ser incorporados conforme requerido tampões, conservantes, antioxidantes, e similares.
Se administrados intravenosamente, os transportadores adequados incluem solução salina fisiológica, solução salina de tampão fosfato (PBS) e soluções contendo agentes de espessamento e solubilização tais como glucose, polietilenoglicol, polipropilenoglicol, e suas misturas. As suspensões lipossómicas incluindo lipossomas direccionados para os tecidos podem também ser adequadas como transportadores farmaceuticamente aceitáveis. Estes podem ser preparados de acordo com os métodos conhecidos por exemplo, como descritos na Patente norte-americana No. 4 522 811.
Os compostos activos podem ser preparados com transportadores que protegem o composto de uma eliminação rápida pelo corpo, tais como as formulações ou revestimentos libertados temporalmente. Tais transportadores incluem formulações com libertações controladas, tais como, mas não limitados a implantes e sistemas de entrega microencapsulados, e polímeros biocompatíveis e biodegradáveis, tais como colagénio, acetato de vinilo-etileno, polianidridos, ácido poliglicólico, poliortoésteres, ácido poliláctico e similares. Os métodos para a preparação dessas formulações são conhecidos dos peritos na especialidade. 39 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Os compostos da invenção podem ser administrados por inalação (quer oral ou intranasalmente), oralmente, parentericamente (IV, IM, depo-IM, SQ e depo-SQ), sublingualmente, intratecalmente, topicamente ou rectalmente. As formas de dosagem conhecidas dos peritos na especialidade são adequadas para a entrega dos compostos da invenção.
Os compostos da invenção podem ser administrados entericamente ou parentericamente. Quando administrados oralmente, os compostos da invenção podem ser administrados em formas de dosagem usuais para a administração oral como é bem conhecido dos peritos na especialidade. Estas formas de dosagem incluem as formas de dosagem unitária sólidas usuais, de comprimidos e cápsulas, bem como formas de dosagem liquidas tais como soluções, suspensões e elixires. Quando as formas de dosagem sólidas são usados, é preferível que sejam do tipo de libertação sustentada de forma a que os compostos da invenção possam ser administrados apenas uma ou duas vezes por dia.
As formas de dosagem oral são administradas ao indivíduo 1, 2, 3 ou 4, ou mais vezes, ou conforme necessário, ao dia. E preferível que os compostos da invenção sejam administrados três ou menos vezes, mais preferivelmente uma ou duas vezes por dia. Assim, é preferível que os compostos da invenção sejam administrados na forma de dosagem oral. É preferível que qualquer que seja a forma de dosagem oral usada, que seja desenhada de forma a proteger os compostos da invenção do ambiente ácido do estômago. Os comprimidos entéricos revestidos são bem conhecidos dos peritos na especialidade. Para além disso, as cápsulas cheias com pequenas esferas cada uma revestida para protecção contra o ácido do estômago, são também bem conhecidas dos peritos na especialidade.
Como referido acima, dependendo da presença de átomos de carbono assimétricos, os compostos da invenção podem estar presentes como misturas de isómeros, como racematos, ou na forma de isómeros puros.
Os sais de compostos são preferivelmente os sais não tóxicos ou farmaceuticamente aceitáveis de compostos da fórmula I. Com o propósito de isolar e purificar é também possível usar sais farmaceuticamente inaceitáveis. 40 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Exemplos Exemplo 1 Síntese de compostos Isolamento de Brevenal 0 brevenal pode ser isolado e purificado das fontes nativas, tais como K. brevis, ou outros organismos da maré vermelha. As metodologias de purificação adequadas são bem conhecidas na arte. Veja-se, por exemplo, Baden et al., 1981, Toxicon 19:455-463; Poli et al., Molecular Pharmacology, 1986 30:129:135. O procedimento que se segue é representativo. O brevenal é extraído de culturas de K. brevis (Provasoli Guillard National Center for Culture of Marine Phytoplankton, West Boothbay Harbor, ME) usando clorofórmio. As camadas de clorofórmio são recolhidas, secas e submetidas a partição entre éter de petróleo e metanol aquoso para remover pigmentos e detritos celulares lipídicos. A camada de metanol aquoso (90%) é seca sob vácuo e os componentes são separados usando uma coluna de sílica-gel (fase móvel CHCI3:metanol:ácido acético; 100:10:1 v/v) . O brevenal e as brevetoxinas co-eluem da coluna de sílica; as fracções contendo estes materiais são recolhidas e combinadas. É usada uma coluna de matriz C18 de baixa pressão para separar os pigmentos remanescentes de brevetoxinas e de brevenal usando uma fase móvel acetonitrilo:água (80:20 v/v), criando um extracto “clarificado". 0 extracto clarificado é aplicado a uma coluna de HPLC, tal como uma coluna Varian C18 de fase inversa (0,8 x 25 cm) com um tampão eluente de metanol: água 90:10 a um caudal de bomba apropriado (p.ex. 3-4 ml/min) . A detecção de picos eluídos pode ser feita por qualquer método conhecido na arte, tal como a detecção UV a 215 nm. Os picos de interesse são isolados e aplicados a outra coluna, tal como uma coluna de interacção hidrófoba (Hl) (p.ex. a coluna de fenil-hexilo C18 Phenomenex 0,8x25 cm) num tampão eluente apropriado (p.ex. 99% de MeOH:l% de H20). As fracções contendo o(s) composto(s) de interesse são reunidas e o(s) composto(s) é(são) isolado(s) por qualquer método conhecido tal como cristalização, evaporação do solvente (Roto-Vap). 41 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ A estrutura do brevenal foi determinada usando vários métodos espectroscópicos incluindo RMN, espectroscopia de massa e FT-IR. A massa exacta do brevenal conforme determinada por Espectroscopia de Massa de elevada resolução é 656,4043. A estrutura primária e estereoespecifica foram esclarecidas usando a espectroscopia de RMN 1-D e 2-D em quatro solventes diferentes. Várias metodologias de síntese podem ser usadas para preparar compostos da invenção; o brevenal é um material de partida adequado. As metodologias adequadas são conhecidas na especialidade. O brevenal pode ser usado como material de partida como tal ou pode ser primeiro protegido ou convertido no álcool ou no ácido carboxílico correspondente para elaboração subsequente. Os procedimentos sintéticos representativos para preparar os compostos da invenção a partir destes materiais de partida estão divulgados em, p. ex. Mende, T.J., et al., Tetr. Lett. 1990; 31 (37):5307-5310,-Trainer, V.L. et al., Molec. Pharm., 1991; 40(6):988-994;
Keck, G.E., et al. Tetrahedron Lett., 1987, 28:139-142;
Alvarez, E., et al., Chem. Rev., 1995, 95:1953-1980; Rein et al., 1994 (a)J. Org. Chem., 59:2107-2113; (b) J. Org. Chem. 59:2101-2106. Cada uma destas referências é aqui incorporada por referência na sua totalidade. Os peritos na especialidade reconhecerão que podem ser feitas modificações menores aos procedimentos particulares para chegar a compostos da invenção.
Exemplo 1
Derivado a-amilorida A Amilorida (N-amidino-3,5-diamino-6- cloropirazinocarboxamida) existe na forma carregada sob condições fisiológicas conforme mostrado abaixo.
H Estrutura de amilorida Saxitoxina Tetrodotoxina sob condições fisiológicas 42 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Estruturas de Amilorida, Saxitoxina e Tetrodotoxina Funcionalização de brevenal em amilorida: A introdução de uma porção guanidina numa cadeia lateral de brevenal é realizada como se segue. 0 Brevenal é tratado com cloreto de sódio e di-hidrogenofosfato de sódio numa mistura solvente de terc-butanol/2-metilo-2-buteno para conduzir ao derivado ácido de brevenal 2 (esquema 2) . 0 tratamento de 2 com CDI em DMF seguido por adição de guanidina (base livre) ou o carbonato de guanidina produz o composto guanidina 3.
Esquema 2: Introdução de guanidina na cadeia lateral de aldeído a,β-insaturada do brevenal. 43 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Preparação de benzamilguanidino-brevenal: A síntese é realizada seguindo essencialmente o mesmo procedimento conforme descrito para a síntese de 3 com adição de benzamilguanidina em vez de guanidina (esquema 2). Alternativamente, o Brevenal pode ser convertido no correspondente ácido clorídrico para efectuar a conversão nos derivados guanidina.
Exemplo 2
Derivado jB-naftoilo 0 /3-naf toí lbrevenal é preparado como se segue. É adicionada uma solução de carbonildiimidazole e ácido 2-naftóico em benzeno ao brevenol e mantém-se o refluxo durante a noite para proporcionar /3-naf toí lbrevenal 5 (esquema 3).
Esquema 3: Síntese de derivado /3-naf toí lo 0 Brevenal é tratado com boro-hidreto de sódio e cloreto de cério numa mistura de DMF/metanol. Após uma extracção com éter, o extracto em bruto é purificado em HPLC para dar brevenol com bom rendimento. Alternativamente, o Brevenal pode 44 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ ser primeiro convertido no ácido carboxílico correspondente e reagido subsequentemente com um álcool apropriado para dar um éster.
Exemplo 3
Brevenal aromático A. Introdução da porção hidroxibenzilo é conseguida através de uma reacção de Grignard entre brometo de fenilmagnésio e brevenal (esquema 4) . A extracção seguida por purificação proporciona um aducto efedrina de brevenal 6.
Esquema 4: Síntese de um modelo efedrina de brevenal B. Pode ser usada uma síntese de um só passo para preparar vários compostos benzénicos. Usando uma reacção de Witting e fosforanos comercialmente disponíveis, podem ser preparados vários derivados envolvendo um grupo fenilo. Assim, o tratamento de fosforanos 7a-7f com base seguido por adição de brevenal proporciona os compostos etilénicos correspondentes 8a-8f (esquema 5) . Os compostos podem ser adicionalmente purificados por HPLC. 45 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ Ϊ + χ· PPh3
c: R=m-amino; Υ=Η
e: R=p-nitro; Y=H f: R=H;Y=N
Esquema 5: Síntese de derivados benzénicos
Exemplo 4
Derivados benzimidazolona A síntese começa pela activação de brevenol num intermediário mesilato seguida pela deslocação do mesilato por iodeto para produzir o derivado iodo-brevenal 9 (esquema 6). Depois, o tratamento da 1,3-di-hidrobenzimidazil-2-ona comercialmente disponível com hidreto de sódio em DMF seguido por adição de iodo-brevenal 9 proporciona, após extracção e purificação, o derivado benzimidazolona-brevenal 10. 46 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Esquema 6: Síntese de um modelo benzimidazolona de brevenal
Exemplo 5
Modelo nucleósido de brevenal ATP ou UTP é tratado com diciclo-hexilcarbodiimida em DMF para gerar a porção reactiva que é então adicionada ao brevenol. A mistura reaccional é aquecida sob refluxo e extractada. A purificação do extracto em bruto dá os derivados nucleótidos 11 e 12 (esquema 7). 47 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
ΗΟ R
12 ATP-Brevenal; R = 11 UTP-Brevenal; R =
ΝΗ,
>
Esquema 7: Síntese de UTP-brevenal e ATP-brevenal
Exemplo 6
Protocolos Experimentais das Mecânicas das Vias Aéreas
Medição das Mecânicas das Vias Aéreas - Ovelhas não sedadas são imobilizadas numa marquesa em pronação com as suas cabeças imobilizadas. Após anestesia tópica das passagens nasais com uma solução de lidocaína a 2%, é introduzido um cateter de balão ao longo de uma narina até ao esófago inferior. Os animais são entubados com um tubo endotraqueal com punho através da outra narina usando um broncoscópio flexível de fibra óptica. A pressão pleural é avaliada com o cateter de balão esofágico (cheio com um ml de ar) que está posicionado a 5-10 cm da junção gastroesofágica. Nesta posição, a pressão pleural expiratória final oscila entre -2 e -5 cm de H2O. Uma vez colocado o balão, é seguro de forma a que fique em posição durante o período da experiência. A pressão lateral na traqueia é medida com um cateter com orifício lateral (dimensão interior, 2,5 mm) avançado através 48 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ do tubo endotraqueal e posicionado distalmente em relação à ponta. A pressão transpulmonar, a diferença entre a pressão traqueal e pleural, é medida com um sistema de cateter transdutor de pressão diferencial que não mostra nenhum desvio de fase entre pressões e fluxo ascendente até uma frequência de 9 Hz. Para a medição da resistência pulmonar (RL) , a extremidade proximal do tubo endotraqueal é ligada a um pneumotacógrafo (Fleisch, Dyna Sciences, Blue Bell, PA) . Os sinais de fluxo e pressão transpulmonares são registados num osciloscópio gravador que está ligado a um computador para o cálculo em linha da Rl a partir da pressão transpulmonar, volume respiratório (obtido por integração digital) e fluxo pela técnica iso-volume. É usada a análise de 5-10 respirações para a determinação de Rl (Abraham et al., 1994) .
Sistemas de Entrega em Aerossol - Todos os aerossóis são gerados usando um nebulizador médico descartável (Raindrop®, Puritan Bennett, Lenexa, KS) que fornece um aerossol com um diâmetro aerodinâmico mediano de massa de 3,2 pm (DP geométrico 1,9) conforme determinado por um aparelho de impacto em cascada Andersen. O nebulizador é ligado a um sistema dosimetro, consistindo numa válvula solenoide e numa fonte de ar comprimido (20 psi) . A saida do nebulizador foi dirigida para uma peça plástica em T, uma extremidade da qual está ligada à entrada inspiratória de um respirador Harvard. A válvula solenoide é activada por um segundo no início do ciclo inspiratório do respirador. Os aerossóis foram entregues a um volume respiratório de 500 ml e a uma taxa de 20 respirações por minuto (Abraham et al. 1994) .
Resposta das Vias Aéreas - Para avaliar a capacidade de resposta das vias aéreas, realizámos curvas de respostas à dose cumulativas ao carbacol medindo a RL imediatamente após a inalação do tampão e após cada administração consecutiva de 10 respirações de concentrações crescentes de carbacol (solução salina tamponada 0,25, 0,5, 1,0, 2,0 e 4.,0% p/v) . O teste de provocação é descontinuado quando a RL aumentou mais de 400% do valor pós-solução salina ou após ter sido administrada a concentração de carbacol mais elevada. A resposta das vias aéreas é avaliada determinando a dose cumulativa de carbacol em unidades de respiração (UR) que aumenta a RL em 400% (PC400) por interpolação de uma curva de resposta à dose. Uma unidade de respiração (UR) é definida 49 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ como 1 respiração de uma solução de aerossol contendo 1% peso/vol. de carbacol (Abraham et al., 1994).
Resistência Nasal das Vias Aéreas - A resistência nasal das vias aéreas (NAR) é medida com uma técnica de rinomanometria de máscara modificada. A cabeça da ovelha é colocada num capacete de plexiglass com ligações à placa contendo um pneumotacógrafo para medir o fluxo e duas portas de cateter para medir a pressão diferencial entre a pressão do nariz e da boca (Abraham et al., 1998).
Velocidade do Muco Traqueal - As ovelhas são entubadas pelo nariz com um tubo endotraqueal de 7,5 cm de diâmetro encurtado em 6 cm, após anestesia tópica das passagens nasais com uma solução de lidocaina a 2%. 0 punho do tubo é colocado imediatamente abaixo das cordas vocais (verificado por fluoroscopia) de forma a permitir uma exposição máxima da área da superfície da traqueia. A TMV é medida in vivo por uma técnica radiográfica. São insuflados entre 10 a 20 discos de Teflon/trióxido de bismuto rádio-opacos, de 1 mm de diâmetro, 0,8 mm de espessura e 1,8 mg de peso, para dentro da traqueia por via do tubo endotraqueal. As velocidades cefalo-axiais dos discos individuais são registadas em fita de vídeo a partir de uma unidade intensificadora de imagem portátil. As velocidades dos discos individuais são calculadas medindo a distância percorrida por cada um dos discos durante uma observação pelo período de 1 min. É calculada, por cada série, o valor médio de todas as velocidades dos discos individuais. Cada ovelha usa um colar contendo marcadores de referência rádio-opacos de comprimento conhecido, e usado como padrão para corrigir os efeitos de ampliação inerentes na unidade de fluoroscopia (0'Riodan et al. 1997).
Análise estatística - Se os dados forem normalmente distribuídos, então são usadas estatísticas paramétricas; se os dados não estiverem conformes com a distribuição normal, usam-se estatísticas não paramétricas. Os testes estatísticos básicos incluem a análise de variância (ANOVA), i.e. ANOVA nonofactorial ou ANOVA bifactorial para medições repetidas, para análise multipontual e teste t emparelhado ou desemparelhado para a análise apropriada de um ponto único. As contrapartidas não paramétricas destes testes são: a) teste de Mann-Whitney, que é a contrapartida do teste t desemparelhado; 50 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ b)teste de sinal atribuído de Wilcoxon, a contrapartida do teste t emparelhado; c) Análise da variância de Friedman para amostras relacionadas, i.e. desenho de grupos aleatórios; d) teste de Quade, também um teste de desenho de grupos aleatórios mas para uso com grupos pequenos (n<4); e) teste de Kruskal-Wallis, ANOVA para amostras não relacionadas; e f) uma comparação emparelhada não paramétrica, análoga ao teste emparelhado paramétrico de Newman-Kuels. Quando aplicável, a análise de regressão linear é realizada pelo método dos mínimos quadrados, e as correlações serão testadas para o teste de correlação de Spearman. Para todos os estudos, é aceite uma significância com p<0,05 numa análise bicaudada (Conover, 1980) .
Exemplo 7
Bioensaio em peixes
Foi usado neste ensaio o peixe-mosquito macho (n = 104). Os peixes foram colocados individualmente em copos de 50 ml contendo 20 ml de água. Os compostos em teste (PbTx-2 e brevenal) foram dissolvidos em EtOH numa concentração de 0,1 mg/ml e adicionados ao peixe num total de 200 μΐ de EtOH. O peixe de controlo recebeu 200 μΐ de EtOH. Os peixes foram expostos à toxina sozinha (1 pg/ml de água), apenas a brevenal (1 ou 2 pg/ml de água), ou a ambos, brevenal (1,0 pg/ml de água) e toxina (1,0 pg/ml de água) sendo o brevenal adicionado 3 min antes da toxina. Após a adição dos diferentes compostos os peixes foram monitorizados por 24 h ou até à hora da morte. Determinaram-se as diferenças significativas usando o teste t de Student bifactorial.
Os peixes expostos a apenas a PbTx-2 morreram em cerca de 7,5 min, enquanto que os peixes expostos ao controlo, ou a brevenal a 1 ou 2 pg/ml não morreram após 24 h. O brevenal protegeu com eficácia os peixes de uma concentração igual de PbTx-2, prolongando a vida em aproximadamente 2,5 vezes (com os peixes a morrer cerca de 17 min. após a exposição) . Isto sugere que o brevenal não é tóxico em concentrações eficazes para actividade antagonista da brevetoxina. 51 ΕΡ 1 664 056/ΡΤ
Exemplo 8
Ensaios de sinaptossomas de cérebro de rato competitivos foram realizados conforme descrito em Poli et al., 1986. Os dados mostram que a brevetoxina PbTx-2 tritiada foi deslocada eficazmente (-80%) por brevenal e por di-O-Me-brevenal quando os compostos foram adicionados a cerca de lOOOx a concentração da PbTx-2 tritiada. As EC5o aproximadas para cada um são: 3,53 nM (Ki= 1,76 nM) para PbTx-2; 3,69 μΜ (Κι=1,86 μΜ para brevenal); 1,35 μΜ (Ki=0,68 μΜ) para di-O-Me-brevenal. A invenção foi descrita com referência a várias concretizações e técnicas específicas e preferidas. Contudo, deverá entender-se que poderão ser feitas muitas variações e modificações ainda dentro das reivindicações.
Lisboa, 2010-05-27

Claims (18)

  1. ΕΡ 1 664 056/ΡΤ 1/10 REIVINDICAÇÕES 1. Composto da Fórmula:
    em que R é alquilo C1-C12, alcenilo C2-C12, ésteres alquílicos C1-C12, alquilamidas C1-C12, ésteres alcenílicos C4-C12, ésteres alquilar! licos C1-C12, ésteres alcenilarí licos C4-C12, alcenilamidas C4-C12, alcoxi C1-C12, f ormilalquilo C1-C12, f ormilalcenilo C2-C12, alcanoí lalquilo C1-C12, alcanoilalcenilo C2-C12, carboxialquilo C1-C12, carboxialcenilo C2-C12, em que os grupos alquilo e alcenilo estão opcionalmente substituídos com 1-6 grupos substituintes seleccionados do grupo consistindo em: cicloalquilo C3-C12 opcionalmente substituído, heterociclilo C3-C12 opcionalmente substituído, arilo opcionalmente substituído, heteroarilo opcionalmente substituído, alquilo C1-C6, alcoxi C1-C6, halogéneo, alcenilo C2-C6, OH, nucleósidos, nucleótidos, purinas, pirimidinas, ésteres aromáticos, ésteres arílicos, ésteres cicloalquílicos, ésteres cicloalcenílicos, purinas ou pirimidinas; ORi é OH ou -0(C0)CH3; R2 é -CH=CHCH=CH2, CH2-fenilo ou CH2-piridilo, em que os grupos fenilo e piridilo estão opcionalmente substituídos em cada posição substituível com um grupo que é independentemente alquilo C1-C6, alcoxi C1-C6, haloalquilo, haloalcoxi, hidroxi, hidroxialquilo, halogéneo, -C02H, alcoxicarbonilo C1-C6, -C(0)NH2, -C (O) NH (alquilo Ci-C6) ou -C (O) N (alquil Ci-C6) (alquilo C1-C6) ; ou seus sais, solvatos, ésteres, amidas, hidratos ou suas combinações, farmaceuticamente aceitáveis.
  2. 2. Composto de acordo com a reivindicação 1, em que R é ΕΡ 1 664 056/ΡΤ 2/10
    OU
    em que, Hal é cloro, fluoro, iodo ou bromo; ΕΡ 1 664 056/ΡΤ 3/10 R.3 é seleccionado de H, OH, NH2, halogéneo e N02, e Y é seleccionado de CH, N, O e S. que o
  3. 3. Composto de acordo com a reivindicação 1, em composto é seleccionado do grupo consistindo em:
    ΕΡ 1 664 056/ΡΤ 4/10
    ΕΡ 1 664 056/ΡΤ 5/10
    ΕΡ 1 664 056/ΡΤ 6/10
    fNr°VH
    ΕΡ 1 664 056/ΡΤ 7/10
    Me * e ΕΡ 1 664 056/ΡΤ 8/10
  4. 4. Composição farmacêutica compreendendo pelo menos um composto, um sal, solvato, hidrato, éster, amida ou isómero farmaceuticamente aceitáveis, da reivindicação 1 e pelo menos um transportador, excipiente, solvente, adjuvante, diluente, ou suas misturas, farmaceuticamente aceitáveis.
  5. 5. Composição farmacêutica da reivindicação 4, em que a composição farmacêutica está na forma de dosagem unitária e a forma de dosagem compreende de cerca de 1 pg a cerca de 100 mg do composto da reivindicação 1.
  6. 6. Utilização de uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto da reivindicação 1 ou seus sais, solvatos, hidratos, ésteres, amidas ou isómeros farmaceuticamente aceitáveis para a preparação de um medicamento para o tratamento de disfunção mucociliar num indivíduo.
  7. 7. Utilização de uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto da reivindicação 1 ou seus sais, solvatos, hidratos, ésteres, amidas ou isómeros farmaceuticamente aceitáveis para a preparação de um medicamento para o tratamento, a prevenção ou tratamento e prevenção de doenças associadas a depuração diminuída de muco num mamífero.
  8. 8. Utilização de uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto da reivindicação 1 ou seus sais, solvatos, hidratos, ésteres, amidas ou isómeros farmaceuticamente aceitáveis, para a preparação de um medicamento para o tratamento de doenças associadas a depuração diminuída de muco num mamífero.
  9. 9. Utilização de acordo com a reivindicação 8, em que a quantidade terapeuticamente eficaz é administrada numa dosagem entre cerca de 0,1 pg e cerca de 100 mg por dia. ΕΡ 1 664 056/ΡΤ 9/10
  10. 10. Utilização de acordo com a reivindicação 8, em que a quantidade terapeuticamente eficaz compreende uma dosagem de entre cerca de 0,1 mg e cerca de 10 mg por dia.
  11. 11. Utilização de uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto da reivindicação 1 ou seus sais, solvatos, hidratos, ésteres, amidas ou isómeros farmaceuticamente aceitáveis, para a preparação de um medicamento para o tratamento de um indivíduo que tem, ou está exposto a um risco aumentado de desenvolver uma doença pulmonar obstrutiva crónica, asma, doença pulmonar, infecção pulmonar ou fibrose quística.
  12. 12. Utilização de uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto da reivindicação 1 ou seus sais, solvatos, hidratos, ésteres, amidas ou isómeros farmaceuticamente aceitáveis, para a preparação de um medicamento para regular a depuração do muco numa célula.
  13. 13. Composto da reivindicação 1, em que R é e R2 é
    ou N
  14. 14. Composto de acordo com a reivindicação 13, em que Ri é H.
  15. 15. Composto de acordo com a reivindicação 2, em que R2 é -ch=chch=ch2. ΕΡ 1 664 056/ΡΤ 10/10
  16. 16. Utilização de uma quantidade farmaceuticamente aceitável de um composto da reivindicação 1 ou seus sais, solvatos, hidratos, ésteres, amidas ou isómeros farmaceuticamente aceitáveis para a preparação de um medicamento para o tratamento de uma doença industrial.
  17. 17. Utilização de acordo com a reivindicação 16, em que a doença industrial é causada ou exacerbada por inalação de gases, partículas de têxteis, areias, ou outras partículas ou fumos industriais.
  18. 18. Utilização de uma quantidade farmaceuticamente aceitável de um composto da reivindicação 1 ou seus sais, solvatos, hidratos, ésteres, amidas ou isómeros farmaceuticamente aceitáveis para a preparação de um medicamento para o tratamento de uma doença ou condição que resulta da inalação de partículas bacterianas ou outras partículas patogénicas. Lisboa, 2010-05-27
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