PT1551213E - Charrua de discos de precisão e respectivo dispositivo de segurança - Google Patents

Charrua de discos de precisão e respectivo dispositivo de segurança Download PDF

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PT1551213E
PT1551213E PT03780216T PT03780216T PT1551213E PT 1551213 E PT1551213 E PT 1551213E PT 03780216 T PT03780216 T PT 03780216T PT 03780216 T PT03780216 T PT 03780216T PT 1551213 E PT1551213 E PT 1551213E
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Description

PE 1 551 213 DESCRIÇÃO
CHARRUA DE DISCOS DE PRECISÃO E RESPECTIVO DISPOSITIVO DE SEGURANÇA O presente invento refere-se a uma charrua de discos de precisão, do tipo que inclui um chassis de suporte ou de arrasto, equipado com dispositivos, constituídos, no mínimo, por um conjunto de discos rotativos, que preparam o solo segundo uma regulação de profundidade, efectuada, de preferência, por intermédio de, pelo menos, um órgão de referência, como uma sapata de grade, roda ou cilindro acoplado ao respectivo chassis, montados independentes e oscilantes em relação ao chassis de suporte, por intermédio de um dispositivo de segurança que permite, quando a pressão exercida sobre o disco é superior a uma pressão predeterminada, um desvio vertical do disco e, quando essa pressão deixa de ser exercida, o retorno do mesmo a posição operacional, bem como um dispositivo de segurança para uma charrua de discos do tipo supracitado.
As charruas de discos são actualmente bem conhecidas pelos técnicos. Estas charruas de discos são geralmente constituídas por um chassis de suporte de um ou vários conjuntos de discos. Cada disco ou conjunto de discos pode ser engatado ao chassis seguinte segundo dois métodos principais. O primeiro, consiste na montagem fixa dos discos sobre o chassis. Estes discos podem, contudo, ser acoplados ao chassis de maneira a poderem rodar em torno de um eixo vertical que permita uma orientação dos mesmos em relação ao eixo de tracção do chassis. Este é, nomeadamente, o caso dos discos descritos nas patentes US-A-2.659.291 e US-A-2.768.864. No entanto, a impossibilidade de libertação dos discos causa diversos inconvenientes, nomeadamente, falta de precisão do trabalho efectuado pela charrua de discos; por exemplo, quando um disco encontra um obstáculo, ocorre uma subida parcial do chassis e desta forma, parte dos restantes discos deixa de funcionar. Do mesmo modo, a inexistência de desvio de um disco quando encontra um obstáculo pode produzir um desgaste prematuro do mesmo ou até a sua quebra. Assim, uma montagem rígida do disco relativamente ao chassis de suporte não permite a realização de uma gradagem precisa, apropriada ao trabalho em determinadas profundidades e a velocidades elevadas, pelo que este modelo de charrua de discos também não pode comportar elementos de semeador, conforme se verificou nestes últimos anos com este tipo de máquina.
Para resolver estes problemas, surgiram recentemente no mercado, nomeadamente através do pedido da patente francesa FR-A-2.813.749, charruas de discos do tipo que inclui um chassis de suporte ou de arrasto, equipado com dispositivos constituídos, no mínimo, por um conjunto de discos rotativos não-motores, estando cada um desses discos montado independentemente e oscilando relativamente ao chassis de suporte da charrua de discos, por forma a ceder sob uma pressão predeterminada regulável. Neste pedido de patente anterior, cada disco encontra-se acoplado ao chassis por intermédio de uma junta móvel, como um braço, montada de forma rotativa no respectivo chassis, em torno de um eixo sensivelmente paralelo ao eixo de rotação do disco, cooperando o respectivo braço com um elemento de pré-esforço de modo a não permitir a rotação do braço no sentido de anular o disco por elevação, quando a pressão exercida sobre este se torna superior a pressão de calibragem do elemento de pré-esforço. O retorno a posição operacional efectua-se automaticamente sob a dupla solicitação da reacção do elemento de pré-esforço e do peso do disco. Tal solução permite, no caso de um dos discos precisar de ultrapassar um obstáculo, evitar a elevação de todo o chassis de suporte dos discos, donde resulta uma melhor preparação do solo e uma profundidade constante. Todavia, dado que este tipo de máquinas é equipado com um grande número de discos, a complexidade do dispositivo, que necessita, por um lado, da presença de um braço rígido e, por outro, de um elemento de pré-esforço, torna a máquina complexa e dispendiosa. Por outro lado, o grande número de discos dá origem a um espaçamento entre discos extremamente diminuto. Torna-se necessário, por conseguinte, dispor de um eixo de ligação extremamente curto entre o braço porta-disco e a peça de suporte, o que pode causar um desgaste rápido e prematuro destes mecanismos. Por outro lado, tendo os discos tendência a exercer um esforço lateral no solo, este esforço lateral tende a aumentar o desgaste.
Conhecemos, por outro lado, através das patentes US-A-3.640.348 e US-A- 2.750.861, máquinas agrícolas que incluem um disco acoplado ao chassis de suporte da máquina por intermédio de uma mola. No caso da patente US-A- 2.750.861, este disco é um disco desterroador de um semeador, destinado a abrir um sulco. Este disco está equipado com uma chapa em U, a qual está acoplada ao chassis de suporte por meio de uma mola de lâmina. Uma vez que se trata de uma mola de lâmina, esta disposição obriga a existência de uma chapa em U, a fim de evitar qualquer oscilação lateral do disco, daí resultando uma solução pesada e dispendiosa, devido a presença desta chapa. Pelo contrário, a presença desta chapa impede qualquer desvio ou escape lateral do disco no caso de encontrar um obstáculo. No que respeita a patente US-A-3-640.348, que se aplica especificamente a máquinas do tipo covercrop (grade-destroçadora) nas quais o conjunto dos discos é montado na mesma barra de apoio, cada disco é ligado a barra de apoio por intermédio de uma mola de lâmina em forma de S. Também neste caso, por não estar previsto qualquer dispositivo de guia do disco e se verificar uma oscilação lateral permanente do mesmo ou por ser necessário reforçar a posição lateral deste disco através de uma peça de apoio apropriada, corre-se o risco de aumentar tanto o peso quanto o preço desta montagem.
Finalmente, é conhecida, num domínio de aplicação completamente diferente, por meio da patente FR-A-2.658-979, a conjugação de um disco destinado a realizar uma operação de marcação do solo com uma mola em espiral e com a forma de um ponto de interrogação. A mola em espiral não permite evitar a deslocação lateral do disco
Um dos objectivos do presente invento consiste portanto em propor uma charrua de discos de precisão, cujos discos estão acoplados ao chassis de suporte por intermédio de um mecanismo que possibilita uma montagem independente e oscilante dos mesmos relativamente ao chassis, permitindo, simultaneamente, reduzir o desgaste das peças de ligação do dito dispositivo e simplificar a concepção do mesmo.
Outro objectivo deste invento consiste em propor uma charrua de discos de precisão, cuja concepção dos dispositivos de segurança permite a montagem de um número superior de discos, mantendo inalterada a largura total da máquina, devido ao reduzido espaço ocupado pelos ditos dispositivos.
Outro dos objectivos do invento consiste em propor uma charrua de discos de precisão, cuja concepção dos dispositivos de segurança permite um escape dos discos, segundo um desvio vertical ou lateral, de tal modo que o dispositivo de segurança pode ser considerado como apto para funcionar nas três dimensões.
Outro objectivo consiste ainda em propor uma charrua de discos de precisão, cuja concepção dos dispositivos de segurança permite, devido ao carácter assimétrico destes dispositivos, responder perfeitamente as pressões dos discos, que possuem, pelo menos, um ângulo de corte e, geralmente, um ângulo de penetração, e que são, portanto, submetidos a pressões laterais assimétricas perfeitamente controladas pelo carácter assimétrico dos dispositivos de segurança.
Assim, o invento tem por objectivo uma charrua de discos de precisão, do tipo que inclui um chassis de suporte ou de arrasto, equipado com dispositivos, constituídos, no mínimo, por um conjunto de discos rotativos não motores, apresentando pelo menos um ângulo de corte, montados independentes e oscilantes relativamente ao chassis de suporte, por intermédio de um dispositivo de segurança que permite, quando a pressão exercida sobre o disco é superior a uma pressão predeterminada, um afastamento vertical do disco e, quando a mesma deixa de ser exercida, o retorno do disco a posição operacional, caracterizado pelo facto de cada disco ser um disco côncavo, acoplado ao chassis por meio de uma mola helicoidal formada, pelo menos, por uma espira, de preferência espira e meia, de modo a criar, ao nível da mola, uma zona de sobreposição, sendo uma das extremidades da mola acopláveis, directamente ou através de uma peça de ligação, ao chassis, enquanto que a outra extremidade da mola é acoplável ao cubo do disco e disposta do lado côncavo do mesmo, estando esta mola orientada de tal maneira que a ou as respectivas espiras se comprimem por enrolamento quando a pressão exercida sobre o disco é superior a pressão predeterminada, permitindo uma retracção vertical do disco por elevação.
Graças a concepção do dispositivo de segurança, formado por uma simples mola helicoidal, o disco pode evoluir nas três dimensões. Por conseguinte, o disco tem possibilidade de evitar, por elevação vertical e/ou lateral, um obstáculo. Além do mais, torna-se fácil, ao agir sobre a secção dos elementos que servem para formar as espiras da mola e/ou sobre o número de espiras e/ou a natureza do material que constitui os elementos, definir com precisão as reacções da mola, de modo a evitar que os discos saltitem intempestivamente e limitar o desvio lateral consentido dos discos. Obtêm-se, assim, as mesmas vantagens que as proporcionadas por um braço rotativo equipado com um elemento pré-esforçado com uma peça de concepção extremamente simples e cujo desgaste pode ser limitado e reduzido ao longo do tempo, devido a supressão de peças com articulações do tipo eixo rotativo.
Segundo uma forma de realização preferida do invento, cada disco apresenta, pelo menos, um ângulo de corte e um ângulo de penetração, que provocam esforços laterais, geralmente oblíquos, sobre o disco durante a tracção do chassis, e na qual o flanco da ou das espiras da mola helicoidal estão dispostos em relação ao disco de forma a tenderem a aproximar-se entre si sob a acção deste esforço lateral. Por outras palavras, o esforço lateral exercido pelo disco tende a provocar o enrolamento da ou das espiras causando a contracção da ou das mesmas até a posição de batente. O invento tem igualmente como objectivo um dispositivo de segurança para disco côncavo de charrua de discos, do tipo que inclui um chassis de suporte ou de arrasto equipado com dispositivos constituídos, no mínimo, por um conjunto de discos rotativos não-motores, trabalhando estes discos no solo segundo uma profundidade regulável, de preferência por intermédio de, pelo menos, um órgão de referência como uma sapata de grade, roda ou rolo acoplado a esse mesmo chassis, e montados independentes e oscilantes relativamente ao chassis de suporte, sendo este dispositivo, que se pode interpor entre o chassis e um disco de modo a permitir quando a pressão exercida sobre o disco é superior a uma pressão predeterminada um desvio vertical do mesmo e o seu retorno a posição operacional quando essa pressão deixa de ser exercida, constituído por uma mola helicoidal formada, no mínimo, por uma espira e meia, mola esta que apresenta uma primeira extremidade acoplável, directamente ou por intermédio de uma peça de ligação ao chassis, estando orientada, quando o dispositivo está montado, de tal maneira que a ou as suas espiras se comprimem por enrolamento quando a pressão exercida sobre o disco é superior a pressão predeterminada e permitindo a retracção vertical deste último por elevação, caracterizada pelo facto de a mola apresentar uma segunda extremidade acoplada ao cubo do disco a segurar, disposta do lado côncavo do mesmo, de modo a formar um conjunto mola/disco de dimensões reduzidas. A leitura da descrição de exemplos de realização que se segue permite um boa compreensão do invento com referência aos desenhos anexos, nos quais: a figura 1 representa uma vista superior em perspectiva parcial de uma charrua de discos segundo o invento; a figura 2 representa uma vista posterior de 3A de um dispositivo de segurança que se prolonga entre o chassis de suporte e um disco; a figura 3 representa uma vista de frente do dispositivo de segurança da figura 2 e a figura 4 representa uma vista lateral do dispositivo de segurança da figura 2.
Conforme supra mencionado, a charrua de discos de precisão, que constitui o objecto do invento, inclui um chassis 2 de suporte ou de arrasto, equipado com discos 3. O chassis 2 pode ter diversas formas. No exemplo representado, este chassis 2 é constituído por um quadro formado por duas longarinas ligadas entre si por balanceiros, constituídos por barras equipadas com discos. Estas barras prolongam-se sensivelmente na perpendicular a linha de tracção do chassis 2. Este chassis 2 está ainda, equipado com um dispositivo de engate a um veículo de tracção. O engate será de preferência do tipo de três pontos. O dispositivo de arar é constituído, no mínimo, por um conjunto de discos 3 rotativos não-motores. Este conjunto de discos 3 estende-se ao longo de uma frente de trabalho, ou seja, ao longo de uma linha perpendicular a linha de tracção do chassis 2. É de referir que por disco não-motor se entende um disco cuja tracção rotativa é provocada pelo efeito da força de fricção com o solo, força essa gerada pela deslocação do chassis puxado. Estes discos 3 trabalham no solo segundo uma profundidade regulável por intermédio de, pelo menos, um órgão 4 de referência, como a sapata, roda ou rolo acoplado ao chassis 2. É preferível que este órgão 4 de referência seja, pelo menos, comum a três discos 3, de preferência, pelos menos, a cinco discos 5, a fim de garantir a regulação da profundidade adequada. Nos exemplos apresentados, o órgão 4 de regulação de profundidade é constituído por um rolo alisador, comum ao sistema de discos do conjunto posterior da charrua de discos. Este rolo alisador 4 está acoplado ao chassis 2 através de dois braços que se prolongam para trás da armação formada pelo chassis, sendo a posição destes braços regulável no chassis 2. Esta regulação da profundidade efectua-se através da cooperação deste órgão de referência com o dispositivo de engate. Esta regulação poderia, do mesmo modo, efectuar-se apenas com o dispositivo de engate.
Os dispositivos de arar constituídos pelos discos 3 não-motores são realizados de maneira a que cada disco 3 seja montado de forma independente e oscilante relativamente ao chassis de suporte 2 da charrua de discos, a fim de se retrair sob uma pressão predeterminada regulável e obter, por conseguinte, uma preparação no solo em que os discos 3 trabalham a profundidade constante. Cada disco 3 fica, deste modo, acoplado ao chassis 2 através de uma mola helicoidal 6, formando, pelo menos, uma espira, de preferência, no mínimo, espira e meia. Uma extremidade 6A da mola 6 é acoplável directamente, ou por intermédio de uma peça de ligação 7, ao chassis 2 enquanto que a outra extremidade 6B da mola 6 é acoplável directamente, ou por intermédio de uma peça de ligação, ao cubo 8 do disco 3. Esta mola 6 está orientada de tal maneira que a ou as espiras da mola se comprimem por enrolamento quando a pressão exercida sobre o disco 3 é superior a pressão predeterminada, permitindo uma retracção vertical deste mesmo por elevação. Nos exemplos representados, cada disco 3 é um disco côncavo, de preferência de grande diâmetro. De facto, o diâmetro é geralmente superior a 48 cms e, de preferência, pelo menos, igual a 51 cms. A extremidade 6B da mola 6 acoplada ao cubo 8 é colocada do lado côncavo do disco 3. Esta disposição apresenta algumas vantagens. Permite, em primeiro lugar, reduzir a dimensão do conjunto mola/disco, visando multiplicar o número de discos existentes na mesma charrua, sem modificar a largura de total do conjunto. Permite, além do mais, dispor de um apoio da mola 6 que se prolonga a vertical do ponto de penetração do disco no solo, de onde resulta uma melhor preparação do solo. Por conseguinte, esta extremidade 6B da mola está acoplada a parte do cubo 8 situada do lado côncavo do disco 3 e posicionada junto a face côncava do disco 3, ou seja, do lado oposto a extremidade livre do dito cubo 8. Este cubo 8 está geralmente acoplado nesta extremidade a um disco, montado em rotação livre em relação ao citado cubo 8, sendo a face côncava do disco 3 fixada a este disco. Esta disposição permite, além do mais, proteger o cubo. Cada disco 3 inclui geralmente um ângulo de penetração positivo, no intervalo de [3 - 20] graus e um ângulo de corte positivo, no intervalo de [10 - 20] graus. Cada um dos discos 3 tem ainda, de preferência, uma periferia denteada. Os dentes são representados nas figuras pelo número 9. Dado que para poder exercer a sua função de gradagem cada disco 3 apresenta, pelo menos, um ângulo de corte e, de preferência, um ângulo de penetração, o resultado é a aplicação de esforços R laterais, geralmente oblíquos, que tendem, quando o disco se descola no solo, a colocá-lo disco direito e alinhado. A fim de limitar o efeito destes esforços laterais e impedir, nomeadamente, um grande desvio lateral do disco, a ou as espiras da mola helicoidal estão dispostas em relação ao disco e enroladas numa direcção na qual os flancos da ou das mesmas se aproximam (Direcção D, figura 5) uns dos outros sob a acção deste esforço R lateral, de forma a limitar a acção do mesmo, nomeadamente quando os flancos ficam encostados uns contra os outros. Para obter este resultado, o enrolamento da mola deve ser do tipo helicoidal e não espiralado, dado que é necessário existir, pelo menos, uma zona de sobreposição ou de deslocação parcial ao nível de uma espira ou entre as espiras, de maneira a criar um amortecedor axial relativamente as pressões laterais exercidas pelo disco. A aplicação destas diferentes forças é particularmente visível na figura 5, que representa, de forma sistemática, os esforços R laterais exercidos sobre o disco e o resultado D ao nível das espiras da mola. Constata-se que a força D exercida se prolonga a partir do braço acoplado ao disco em direcção ao braço da mola acoplado ao chassis, constituindo um amortecedor. Para poder efectuar esta acção da mola helicoidal e da sua cooperação com os discos, é preferível que a ou as espiras se apoiem em contacto umas com as outras, mesmo quando a mola está em posição de repouso. Assim, é possível notar que o dispositivo de segurança, obtido através da mola helicoidal, é um dispositivo de segurança de tipo assimétrico que corresponde perfeitamente ao trabalho do disco, ele próprio submetido, quando trabalha, a forças assimétricas. Deste modo, a mola helicoidal coopera com o disco para resistir aos esforços laterais aos quais este é submetido durante a tracção do chassis, permitindo uma deslocação lateral do disco no caso de embater num obstáculo.
Nos exemplos representados, esta charrua de discos inclui, no sentido de tracção do chassis, no mínimo, dois conjuntos 3A e 3B sucessivos e sensivelmente paralelos de discos 3, sendo os discos 3, discos côncavos com uma concavidade invertida entre dois conjuntos de discos. Daqui resulta, a necessidade de introduzir molas que se enrolem, por exemplo, para a esquerda no conjunto de discos anterior e para a direita no conjunto de discos posterior. A extremidade 6A da mola 6 interdependente do chassis 2 é, geralmente, acoplada a uma placa 7 fixada por aperto a uma barra transversal do chassis, como ilustram nomeadamente as figuras 2 e 3. Este aperto efectua-se, por exemplo, por meio de parafusos e de uma placa que se situa paralelamente a placa 7 onde está colocada a extremidade 6A da mola. A outra extremidade 6B da mola 6 é, em relação a ela, fixada, geralmente por soldadura, ao cubo 8 do disco 3. Podem prever-se outros modos de fixação. Assim, a extremidade 6A da mola 6 pode alojar-se numa manga fixada ao chassis 2.
Cada uma das molas 6 inclui entre uma espira e meia e cinco espiras, dispostas lado a lado, de modo a formar um alinhamento de espiras ao longo de uma linha transversal do chassis 2. Esta disposição das espiras permite, além do mais, regular livremente a rigidez lateral deste conjunto. A espira da extremidade de cada uma das molas 6 prolonga-se de modo a formar o início de um braço tangencial, prolongando-se este braço 6C até ao cubo 8 do disco 3 e formando um arco de círculo com a concavidade voltada para o solo, como o ilustram, nomeadamente, as figuras 2 e 4. Este arqueamento do braço 6C permite impedir a acumulação de detritos entre o referido braço 6C e o disco 3. De facto, esta forma específica do braço 6C da mola 6 e dos ângulos, em particular de penetração e de corte do disco 3, permite um afastamento máximo entre o disco 3 e o braço 6C a este nível, de que resulta uma redução dos riscos de obstrução ou de entupimento do espaço entre o braço 6C e a face côncava do disco 3.
Nos exemplos apresentados, cada espira da mola 6 é formada pelo enrolamento de um arame de secção quadrada, embora a secção deste arame possa ser de qualquer tipo. Esta mola 6 é, preferencialmente, formada por deformação de um arame com uma secção incluída entre o intervalo de [650mrrr - 2.600 mm2], para um diâmetro de disco compreendido entre [480 mm - 700 mm].
Assim, a charrua de discos acima descrita engloba tantos dispositivos de segurança constituídos pelas citadas molas como discos. A concepção deste dispositivo de segurança, muitíssimo simplificada relativamente ao dispositivo de segurança do estado da técnica, permite obter uma máquina de concepção simples, com desgaste reduzido, que efectua uma gradagem de precisão, ou seja, a uma profundidade sensivelmente constante e a velocidades particularmente elevadas, da ordem dos 10 a 30 kms por hora.
Lisboa, 22 de Novembro de 2007

Claims (11)

  1. Reivindicações 1 Charrua de discos (1) de precisão, do tipo que inclui um chassis (2) de suporte ou de arrasto, equipado com dispositivos (3), constituídos, pelo menos, por um conjunto de discos rotativos não-motores, apresentando cada um desses discos (3), no mínimo, um ângulo de corte e estando montados independentes e oscilantes em relação ao chassis (2) de suporte, por intermédio de um dispositivo (5) de segurança que permite, quando a pressão exercida sobre o disco (3) é superior a uma pressão predeterminada, um desvio vertical do disco (3) e, quando essa pressão, deixa de ser exercida, o retorno do mesmo a posição operacional, sendo cada um dos discos (3) um disco concavo acoplado ao chassis (2) através de uma mola (6) helicoidal, formada, no mínimo, por uma espira, de preferência por espira e meia, de forma a criar, ao nível da mola, uma zona de sobreposição, estando uma extremidade (6A) da mola (6) acoplada directamente, ou por intermédio de uma peça (7) de ligação, ao chassis (2), sendo essa mesma mola (6) orientada de tal modo que a ou as suas espiras se comprimam por enrolamento quando a pressão exercida sobre o disco (3) é superior a pressão predeterminada, a fim de permitir uma retracção vertical do disco (3) por elevação, caracterizada pelo facto de a outra extremidade (6B) da mola (6) estar acoplada ao cubo (8) do disco (3) e disposta do lado concavo do disco.
  2. 2. Charrua de discos de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo facto de incluir, no sentido de tracção do chassis, pelo menos dois conjuntos (3A, 3B) de discos (3) sucessivos sensivelmente paralelos, sendo os discos (3) constituídos por discos côncavos com uma concavidade invertida entre dois conjuntos de discos.
  3. 3. Charrua de discos de acordo com as reivindicações I e 2, caracterizada pelo facto de cada disco (3) apresentar pelo menos um ângulo de corte e, de preferência, um ângulo de penetração, que provocam a aplicação de esforços laterais, geralmente oblíquos, sobre o disco durante o avanço do chassis, e pelo facto de os flancos da ou das espiras da mola helicoidal estarem dispostos relativamente ao disco de forma a tenderem a aproximarem-se uns dos outros sob a acção deste esforço lateral, a fim de limitar a acção do mesmo.
  4. 4. Charrua de discos de acordo com uma das reivindicações de I a 3, caracterizada pelo facto de a extremidade (6A) da mola (6) soldada ao chassis estar acoplada a uma placa (7), fixada por aperto a uma barra transversal do chassis (2).
  5. 5. Charrua de discos de acordo com uma das reivindicações 1 a 4, caracterizada pelo facto de cada mola (6) incluir entre espira e meia e cinco espiras, estando as citadas espiras dispostas lado a lado, de maneira a formarem um alinhamento de espiras ao longo de uma linha transversal do chassis (2).
  6. 6. Charrua de discos de acordo com a reivindicação 5, caracterizada pelo facto de os flancos da ou das espiras de cada mola (6) estarem em contacto de apoio uns contra os outros.
  7. 7. Charrua de discos de acordo com uma das reivindicações 1 a 6, caracterizada pelo facto de a espira da extremidade de cada mola (6) se prolongar de maneira a formar o início de um braço tangencial, o qual (6C) se prolonga até ao cubo (8) do disco (3), formando um arco de círculo com a concavidade voltada para o solo.
  8. 8. Charrua de discos de acordo com uma das reivindicações 1 a 7, caracterizada pelo facto de cada uma das espiras da mola (6) ser formada pelo enrolamento de um arame de secção quadrada, incluída, de preferência, no intervalo de [650 mm2 - 2.600 mm2], para um disco com um diâmetro incluído no intervalo de [480 mm - 700 mm].
  9. 9. Dispositivo de segurança para disco côncavo de charrua de discos, do tipo que engloba um chassis (2) de suporte ou de arrasto, equipado com dispositivos (3) constituídos, no mínimo, por um conjunto de discos rotativos não-motores, que preparam o solo segundo uma profundidade regulável, de preferência por intermédio de, pelo menos, um órgão (4) de referência, tal como uma sapata, roda ou rolo acoplado ao respectivo chassis, e montados independentes e oscilantes em relação ao chassis (2) de suporte, sendo este dispositivo interponível entre o chassis (2) e o disco (3), de modo a permitir, quando a pressão exercida sobre o disco (3) é superior a uma pressão predeterminada, um desvio vertical do disco (3) e o retorno do mesmo a posição operacional quando essa pressão deixa de ser exercida, sendo este dispositivo de segurança constituído por uma mola (6) helicoidal formada, no mínimo, por uma espira e meia, mola (6) esta que apresenta uma primeira extremidade acoplável directamente, ou por intermédio de uma peça (7) de ligação, ao chassis (2), que fica orientado quando o dispositivo está montado, de tal modo que a ou as espiras da citada mola (6) se comprimem por enrolamento quando a pressão exercida sobre o disco (3) é superior a pressão predeterminada, permitindo uma supressão vertical por elevação da alfaia do disco, caracterizado pelo facto de a mola (6) apresentar uma segunda extremidade acoplada ao cubo (8) do disco (3) a fixar e disposta do lado concavo do disco (3) a fixar, de modo a formar um conjunto mola/disco de dimensões reduzidas.
  10. 10. Dispositivo de segurança de acordo com a reivindicação 9, caracterizado pelo facto de, do lado da segunda extremidade, a espira terminal da citada mola (6) se prolongar de maneira a formar o início de um braço tangencial, que se estende até ao cubo (8) do disco (3), formando um arco de círculo com a concavidade voltada para o solo.
  11. 11. Dispositivo de segurança de acordo com uma das revindicações 9 e 10, caracterizado pelo facto de cada uma das espiras da mola (6) ser formada pelo enrolamento de um arame de secção quadrada, cuja secção se inclui, de preferência, no intervalo de [650 mm - 2.600 mm1], para um disco com um diâmetro incluído no intervalo de [4Í0 mm - 700 mm]. Lisboa, 22 de Novembro de 2007
PT03780216T 2002-10-14 2003-10-13 Charrua de discos de precisão e respectivo dispositivo de segurança PT1551213E (pt)

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FR0212713A FR2845560B1 (fr) 2002-10-14 2002-10-14 Dechaumeuse de precision et dispositif de securite pour une telle dechaumeuse

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