PT101112B - Processo para a preparacao dos senosidos a, b e a1 e composicoes farmaceuticas que os contem - Google Patents

Processo para a preparacao dos senosidos a, b e a1 e composicoes farmaceuticas que os contem Download PDF

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Wolf Grimminger
Alfons Carcasona
Pentti Hietala
Klaus Witthohn
Helga Zaeske
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Madaus Ag
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Description

A invenção refere-se a um processo para o isolamento dos senosidos A, B e Al, praticamente isentos dos senosidos C, D e Dl e de componentes de aloemodina, bem como aos senosidos obtidos por este processo e a composições farmaceu ticas que contêm estes senosidos.
Os senosidos são substâncias de acção laxante que ocorrem em drogas secas das espécies Cassia e Rheum. A droga sena é constituída por folhas e vagens secas da planta sena, por exemplo da sena indiana (Cassia acutifolia).
Os senosidos de acção laxante são diantronoglucósidos derivados da reina e da aloemodina. Os mais importantes são os senosidos A, B, Al, C, D e Dl, correspondentes à fórmula seguinte:
C6H11°5 - 0 0 OH
A 1
s COOH
A AA ^R
C6H11°5 - 0 0 OH
Nos senosidos A, B e Al, Ré COOH e nos senosidos C, D e Dl, Ré CE^OH. Os senosidos A, B e Al ou C, D e Dl são estereoisómeros e distinguem-se entre si pela con figuração nos átomos de carbono 10 e 10'.
A droga bruta contém, para além dos senosidos, aglicona (senidina), senidina semiglicosilada, polímeros, produtos de degradação dos senosidos, aloernodina e seus derivados, etc., que podem provocar efeitos secundários indesejados, como mau estar, vómitos, flatulência e cólicas.
Processos para a obtenção dos senosidos a partir da droga sena encontram-se descritos por exemplo na DE-B-16 17 667, FR-M-6611, GB-A-832017 e DE-A-3 200 131. Os senosidos obtidos de acordo com estes processos contêm, conforme a droga de origem, uma mistura de senosidos com 1,5 - 5% dos senosidos C, D e Dl. Como já se referiu acima, estes contêm na sua molécula uma parte derivada da aloernodina, de fórmula:
HO 0 OH
A fS
ch2oh
II 0
Será de todo o interesse conseguir
isolar senosidos que estejam praticamente isentos dos senosidos C, D e Dl.
Não se conhece ainda, de acordo com o estado, da técnica, uma separação completa eficaz dos senosi2 dos C, D e Dl de uma mistura de senosidos.
objectivo da presente invenção é por isso um processo para o isolamento dos senosidos A, B e Al, praticamente isentos de impurezas indesejáveis, em especial dos senosidos C, D e Dl.
Este objectivo atinge-se com o processo de acordo com a invenção, que se caracteriza por:
A) se submeter uma mistura de senosidos a uma redução a reína-9-antrona-8-glucósido,
B) se efectuar uma extracção líquido-líquido dos compostos obtidos, com um solvente orgânico polar apenas parcialmente miscível com água e uma fase aquosa, e
C) se oxidar o reína-9-antrona-8-glucósido contido na fase aquosa após a extracção aos senosidos A, B e Al, obtendo-se assim estes.
Passo A
Como material de partida para o pro cesso de acordo com a invenção utilizam-se em geral misturas de senosidos, como as que se obtêm por extracção da droga sena de acordo com os processos acima referidos. Por exemplo, pode utilizar-se como material de partida uma mistura de senosidos obti da pelo processo descrito na DE-A-32 00 131. Em seguida, começa por extrair-se a droga sena com metanol aquoso. O concentrado que resta após remoção completa do metanol contém os senosidos na forma de sal de potássio. Este concentrado pode servir de material de partida para o processo de acordo com a invenção.
Pode ainda purificar-se o concentrado por extracção líquido-líquido com álcoois ou cetonas apenas parcialmente solúveis em água (p. ex. 2-butanol, acetona) (refinado) . Acidifica-se o refinado até um pH de cerca de 1,5 a 2,0 e induz-se a cristalização dos nucleosidos por nucleação. A mistura de senosidos bruta obtida pode também utilizar-se como produto de partida para o processo de acordo com a invenção. Se se de sejar pode também recristalizar-se a mistura de senosidos bruta.
Em alternativa, pode utilizar-se como matéria prima o concentrado misturado com o álcool ou a cetona apenas parcialmente solúveis em água, de preferência 2-butaNa extracção da droga sena a razão entre a droga e o solvente de extracção é preferencialmente de 1:4 a 1:15, em especial de 1:4 a 1:10.
A extracção efectua-se de preferência na presença de um tampão, por exemplo citrato trissódico, glicina, bicarbonato de sódio ou sacarose.
De acordo com o processo da invenção, submetem-se estes materiais de partida a uma redução comple ta aos respectivos reína-9-antrona-8-glucóxido (R=COOH) e aloemodina-9-antrona-8-glucósido (R=CH2OH), de fórmula:
Os agentes redutores com um potencial de redução adequado são cloreto de estanho II, dióxido de enxofre, boro-hidretos de metais alcalinos e, de preferência, ditionitos de metais alcalinos, em especial ditionito de sódio.
Para a execução da redução pode colq car-se o material de partida em solução ou suspensão aquosa e adicionar o redutor na forma sólida ou dissolvido em água. Pode também, em especial quando se utiliza um extracto primário de frutos de sena, segundo a DE-A-32 00 131 (= concentrado aquoso), trabalhar-se numa mistura de duas fases, adicionando-se um solvente orgânico polar parcialmente miscível com ãgua, em especial 2-butanol ou acetona.
Pode efectuar-se a redução à temperatura ambiente ou a temperatura mais elevada. A redução procejs sa-se convenientemente a 40-60QC, em especial a 50-55QC. Trabalha-se com uma solução ou suspensão inicial de senosidos fracamente ácida a fracamente alcalina, de preferência a um valor de pH de 5 a 10,5. Se se desejar pode repetir-se a redução várias vezes, em especial duas a dez vezes.
O 9-antrona-8-glucósido formado pre cipita-se por adição de um ácido, por exemplo ácido sulfúrico,
até um valor de pH de 2 a 4,5. Ê conveniente que a temperatura não ultrapasse 40QC. Ê ainda conveniente, na precipitação do an tronoglucósido e no seu isolamento (por exemplo por filtração), trabalhar sob atmosfera de azoto, para evitar uma oxidação não controlada destes compostos.
É essencial que a redução seja completa. Ê por isso conveniente empregar o agente redutor em gran de excesso. 0 ditionito, em especial o ditionito de sódio, utiliza-se em geral num excesso de 1 a 4 vezes em peso, em relação ao teor em senosidos do material de partida. Além disso, deixa-se reagir o agente redutor durante pelo menos duas horas, de preferência durante pelo menos três horas. Em geral, a redução não dura mais do que 10 horas. De preferência, efectua-se uma pós-redução nas mesmas condições.
De preferência, reprecipita-se o pro duto obtido antes da sua utilização no passo B, dissolvendo-o em água por adição de uma base (NaOH, KOH) até um valor de pH de cerca de 6-7, extraindo a solução aquosa com 2-butanol, 2-bu tanona ou acetona, e precipitando de novo o produto por adição de um ácido até um valor de pH de cerca de 2-4.
Passo B
Neste passo removem-se os componentes de aloemodina, em especial o aloemodina-9-antrona-8-glucós_i do. Para tal efectua-se uma extracção líquido-líquido do produto obtido com um solvente orgânico polar apenas parcialmente mis cível com água e uma fase aquosa. Solventes orgânicos polares adequados são alcanois-C^-C^ e dialquil-C^-C^-cetonas, como 1-butanol, 2-butanol, 2-butanona e acetona. Utilizam-se de pref£ rência 2-butanol ou acetona.
De preferência, adiciona-se ã fase aquosa um agente redutor para lhe conferir, durante a extracção líquido-líquido, um potencial redox de -210 mV ou mais negativo. Ê conveniente utilizar o mesmo agente redutor do passo A. Utili_ zando um ditionito de metal alcalino como agente redutor é normalmente suficiente uma solução de 2 a 4% em peso, a um pH de 7 a 10,5, para manter as condições de potencial referidas. Ê conveniente manter o valor de pH nesta gama por adição de um tam5 ν
pão.
A relação volumétrica da fase aquosa (fase pesada) para a fase orgânica (fase leve) situa-se em geral na gama de 1:5 a 1:40.
A extracção líquido-líquido efectua -se de preferência em contra-corrente. A mistura dos compostos de antrona emprega-se na forma da solução obtida após redução ou, no caso de se terem isolado os compostos de antrona, na for ma de uma solução de 3 a 15% em peso.
Após a extracção o reína-9-antrona-8-glucósido pretendido encontra-se na fase aquosa. Precipita-se por adição de um ácido até um valor de pH de cerca de 2 a 4 e isola-se da forma habitual.
Passo C
Neste passo oxida-se de novo o reína-9-antrona-8-glucósido aos correspondentes compostos senosídi. cos. Reagentes oxidantes adequados para tal fim são peróxido de hidrogénio, dióxido de manganês, permanganato ou acetilacetonato de manganês III.
De preferência, efectua-se contudo a oxidação com oxigénio. Como fonte de oxigénio pode utilizar-se por exemplo, ar.
Uma vez que o reína-9-antrona-8-glu cósido é insolúvel em água, transforma-se este, para a oxidação, numa forma solúvel em água. Tal consegue-se por exemplo, transformando-o num sal de metal alcalino ou de cálcio, por adição de uma base adequada até um valor de pH de cerca de 6-7. Se se desejar, pode adicionar-se ã solução uma pequena quantidade (até cerca de 30% em volume) de um solvente apenas parciaklmente com água, em especial 2-butanol.
A oxidação efectua-se numa solução tão concentrada quanto possível, pois deste modo favorece-se a formação dos senosidos desejados. Ê conveniente efectuar a oxidação numa solução que contenha cerca de 250 a 300 g de reína-9-antrona-8-glucósido por litro de solvente. Quando se utiliza • oxigénio como oxidante é conveniente faze-lo borbulhar através - da solução.
A oxidação com oxigénio pode facili tar-se pelo emprego de um catalisador. Catalisadores adequados são por exemplo carvão de paládio ou sais de ferro III, em espe ciai cloreto de ferro III. A quantidade de catalisador situa-se em geral na gama de 0,2 a 2% em peso, em relação à quantidade de reína-9-antrona-8-glucósido, em especial na gama de 0,5 a 1% em peso.
Em alternativa, pode efectuar-se a oxidação com sais de ferro III, p. ex. Fe^íSO^)^ ou FeCl^, a um valor de pH de 8-8,5. Trabalha-se de preferência a 30-509C e na presença de citrato trissódico.
A oxidação prolonga-se até não restar reína-9-antrona-8-glucósido (ausência de fluorescência UV dos compostos de antrona).
Os senosidos recuperam-se da maneira habitual, por acidificação da solução obtida. É conveniente diluir a solução, antes da adição de um ácido, com o solvente anteriormente utilizado (p. ex. água/2-butanol), até 2 a 3 vezes o volume inicial. Assegura-se deste modo que o reína-8-glucósido, formado com o produto secundário, permaneça em solução duran te a precipitação dos senosidos.
A separação do reína-8-glucósido po de também efectuar-se através dos sais de cálcio, uma vez que o sal de cálcio do reína-8-glucósido é insolúvel e precipita, enquanto que o sal de cálcio dos senosidos permanece em solução.
Os senosidos precipitam-se por adição de um ácido até um valor de pH de cerca de 2 a 4 e recuperam-se depois da forma habitual.
Os senosidos obtidos são essencialmente constituídos pelos senosidos A, B e Al. Estão praticamente isentos dos senosidos C, D e Dl e de outras impurezas de aloemo dina. O teor em senosidos C, D e Dl no produto obtido de acordo com a invenção é inferior a 100 ppm (determinado segundo o méto do de análise referido nos exemplos).
A invenção refere-se ainda à mistura dos senosidos A, B e Al, obtida pelo processo de acordo com a invenção, bem como a uma composição farmacêutica que contém a referida mistura de senosidos.
domínio de aplicação, a dose a ad ministrar e as formas de dosagem adequadas são conhecidos das publicações atrás mencionadas.
Os exemplos seguintes destinam-se a ilustrar a invenção.
EXEMPLO 1
Obtenção da mistura de senosidos utilizada como material de partida
Colocam-se 40 kg de droga sena em cada um de dois percoladores ligados em série, com um volume de 250 1, e cobre-se com uma placa de aço perfurada. Como solvente para a extracção utiliza-se metanol a 70%, que se faz actuar so bre a droga no primeiro percolador. A solução formada no primei, ro percolador conduz-se para a droga que se encontra no segundo percolador. Deixa-se então o solvente fluir livremente pelo pri meiro percolador.
Para a extracção de 40 kg de droga sena utiliza-se um total de 160 1 de solvente. Após se ter feito fluir este volume de metanol a 70% através dos dois percoladores e se ter recolhido a quantidade correspondente de percola do, acopla-se o tubo de descarga do percolador a um contentor de põs-percolado e fazem-se fluir mais 60 1 de metanol a 70% através dos percoladores. Em seguida, conduz-se o solvente livre restante do primeiro percolador para a parte superior do segundo percolador e recolhe-se o põs-percolado até perfazer o volume total de 120 1. Despeja-se então o primeiro percolador, enche-se de novo com 40 kg de droga sena e bombeia-se o põs-perco lado sobre a droga, bastando 120 1 de põs-percolado para cobrir a droga no percolador. Em seguida ajusta-se a temperatura da so lução a +30QC. Deixa-se então em repouso durante a noite.
Liga-se este percolador com o previamente extraído e continua-se a extracção como descrito acima.
Por cada 40 kg de droga sena recolhem-se 160 1 de percolado, do qual se remove o metanol num eva porador rotativo de vácuo equipado com uma coluna de enchimento sólido. Obtêm-se cerca de 30 1 de produto base.
Extrai-se este concentrado com o mesmo volume de 2-butanol saturado em água. Separam-se as fases e guarda-se a fase aquosa para tratamento posterior.
Passo A;
Redução dos senosidos a reína-9-antrona-8-glucõsidos
Neutralizam-se 10 1 de concentrado extraído com hidróxido de sódio a 48% até pH 7,5. Aquece-se a 60QC e adicionam-se, sob agitação durante meia hora, 90 g de di tionito de sódio na forma sólida ou em solução. Terminada a adi ção agita-se durante mais meia hora. Em seguida, adiciona-se, sob agitação, ácido sulfúrico até um valor de pH de 2. Arrefec£ -se durante 2 horas até à temperatura ambiente, filtra-se o pre cipitado cristalino formado e lava-se este com água contendo dióxido de enxofre.
Se se desejar reprecipita-se o reína-9-antrona-8-glucósido bruto. Dissolve-se o filtrado ainda hú mido numa mistura de 15 partes em volume de 2-butanol e 85 partes em volume de água, contendo 0,5% em peso de pirossulfito de sódio, de modo a obter-se uma solução a 10% (peso/volume) por adição de uma solução de hidróxido de sódio a 48% até pH 7. Aci difica-se a solução com ácido clorídrico concentrado até pH 2,8 ou menos, e deixa-se em repouso durante 2 horas. Filtra-se o precipitado formado, lava-se com água contendo dióxido de enxofre ou pirossulfito de sódio e seca-se.
Rendimento: 90%.
Com o produto obtido deste modo efec tua-se uma nova redução (pós-redução), do seguinte modo:
Dissolvem-se 3,0 g de reína-9-antro na-8-glucósido bruto seco ou a quantidade correspondente do pro duto húmido, juntamente com 1,4 g de ditionito de sódio e 2,3 ml de NaOH 5N, em 15 ml de água. Em seguida perfaz-se o volume com ãgua até 24 ml e aquece-se a solução durante 20 minutos a 55ec. Em seguida, adicionam-se mais 1,5 g de ditionito de sódio à solução e aquece-se durante 20 minutos a 55QC. Depois, adicio nam-se 0,9 ml de NaOH 5N e 1,5 g de ditionito de sódio. Após 20 minutos de aquecimento a 55QC adiciona-se mais uma vez 0,9 ml de NaOH 5N. A solução obtida utiliza-se directamente para a extracção líquido-líquido que se segue.
Passo B:
Separação dos componentes de aloemodina
A separação dos componentes de aloe modina efectua-se por extracção líquido-líquido dos 9-antrona-8-glucósidos, em contracorrente, por meio de um aparelho com 60 unidades misturador-separador (aparelho Mixer-Settler). Como fase aquosa, pesada, utiliza-se uma solução de 3,0 g de ditioni to de sódio em 3,5 ml de NaOH 5N e 96 ml de água. Como fase orgânica, leve, utiliza-se 2-butanol ou acetona (saturados em água). Empregam-se as duas fases no aparelho de modo que a razão em volumes da fase pesada para a fase leve seja de 1:10.
Coloca-se no aparelho a mistura a separar na forma da solução acabada de reduzir ou na forma de uma solução de pH e concentração adequados, contendo os 9-antro na-8-glucósidos obtidos no passo A, de modo que se utilizem por parte em volume da mistura a separar 30 partes em volume da fase orgânica.
valor de pH da solução que contém a mistura mantém-se a 9 - 9,5 por meio de um tampão de glicina. 0 tampão, de 3 partes em volume de uma solução de glicina a 7,5 % e uma parte em volume de NaOH 1N, adiciona-se numa quantidade de 240 ml de solução por 150 g de reína-9-antrona-8-glucósido bruto. Os compostos de aloemodina acumulam-se na fase orgânica, enquanto que o reína-9-antrona-8-glucósido permanece na fase aquosa. A fase aquosa acidifica-se com ácido sulfúrico até pH 2,8, filtra-se o precipitado formado, lava-se com água e acetona e seca-se ao ar à temperatura ambiente. Obtém-se deste modo o reína-9-antrona-8-glucósido com um teor em componentes de alo emodina de 49 ppm (determinado como aloemodina). Rendimento: 97%, em relação ao reína-9-antrona-8-glucôsido.
Passo C:
Oxidação dos reína-9-antrona-8-glucósidos
Dissolvem-se 18,8 g do reína-9-antrona-8-glucósido obtido em 56 ml de água e 11 ml de 2-butanol, adicionando-se NaOH 17N até um valor de pH de 6,5. Através desta solução, num recipiente cilíndrico, faz-se borbulhar uma corren te de ar através de um filtro de vidro, durante 5 horas com agi tação. 0 caudal da corrente gasosa é de 40 ml/minuto. O decurso da oxidação segue-se por meio de HPLC.
Quando já não observa a presença de reína-9-antrona-8-glucósido, dilui-se a solução a cerca de 200 ml com água/butanol 56/11. Adiciona-se ácido sulfúrico concentrado até pH 1,5 a 2,0, agita-se durante 2 horas à temperatura ambiente, filtram-se os cristais precipitados e lavam-se com água e acetona e secam-se. Obtêm-se 14,4 g (76%) de mistura de senosidos pura com um teor de 41 ppm em componentes de aloemodi na (determinado como aloemodina), segundo o processo de análise indicado no passo C do Exemplo 2.
EXEMPLO 2
Repete-se o processo descrito no Exemplo 1, efectuando-se contudo a oxidação do passo C, do seguinte modo:
Dissolvem-se 150 g de reína-9-antrona-8-glucósido e 75 g de hexa-hidrato de cloreto de ferro III em 480 ml de água e 120 ml de 2-butanol. Adiciona-se uma solução de hidróxido de sódio a 48% até pH 6,5 e se dissolver completamente o reína-9-antrona-8-glucósido. Coloca-se a solução num recipiente com um fundo de vidro sinterizado. Em seguida faz-se borbulhar através da so lução uma corrente de ar vigorosa. A oxidação está terminada após cerca de 30 minutos. Em seguida dilui-se a solução com uma mistura de 120 ml de 2-butanol e 480 ml de água, adicionam-se
7,5 g de ditionito de sódio e ajusta-se o pH da solução a 2,0 por adição de ácido clorídrico concentrado. Agita-se a solução durante 18 horas. Em seguida, filtra-se o precipitado formado, lava-se com 600 ml de água e 800 ml de acetona e seca-se. 0 teor do produto em compostos do tipo antrona situa-se entre 94 e 95%.
Toma-se o produto em 200 ml de 2-bu tanol e precipita-se com 800 ml de água sob adição de 5,5 g de pirossulfito de sódio. Após filtração e secagem do precipitado obtido recolhem-se 95,4 g de um produto constituído por compostos do tipo antrona, com a seguinte composição (por HPLC, anãljÍ se de um ensaio tipo): reína-8-glucósido 1,5% senosído B 49,7% senosído Al 13,3% senosído A 33,6% monoglucósido de senidina 1,1% reina 0,02%
99,22%
Por HPLC não se revelou a presença dos senosidos C e D e de glucósido de aloemodina. O teor total em aloemodina e seus derivados era de 30 ppm, determinado de acordo com o método seguinte.
Os senosidos C e D e o aloemodina-8-glucósido não podem determinar-se de uma forma fiável em con centrações na gama dos ppm, por meio de cromatografia HPLC, como senosidos. É por isso necessário transformar a substância a testar, por oxidação com cloreto de ferro III e hidrólise simul tânea com ácido clorídrico numa mistura de 2 fases-solução aquo sa/tetracloreto de carbono, em reina ou aloemodina. A reina transforma-se então num sal de modo a poder ser extraída na fase aquosa e se poder determinar a aloemodina na fase orgânica por meio de HPLC. Pode deste modo calcular-se o teor total em senosidos C e D, aloemodina-8-glucósidos e outros componentes de aloemodina, expresso como aloemodina.
EXEMPLO 3
Repetem-se a extracção da droga sena e a redução dos senosidos descritas no Exemplo 1. A pós-redu ção efectua-se da seguinte maneira:
Dissolvem-se 14,0 g de sacarose,
4,5 g de ditionito de sódio (85%) e 13,3 g de acetato de potássio em 133 ml de água e adicionam-se 1,3 ml de uma solução de hidróxido de sódio a 48% e 17,3 g de carbonato de potássio. Em seguida juntam-se 293 ml de acetona e 50 ml de água. Agita-se a mistura numa ampola de decantação e separam-se as fases, obtendo-se 375 ml de fase superior (fase de acetona) e 130 ml de fase inferior.
Em 98 ml da fase inferior dissolvem -se 1,4 ml de uma solução de hidróxido de sódio a 48% e 10 g de reína-9-antrona-8-glucósido bruto. Aquece-se a 45-50QC e mantém -se a esta temperatura durante 20 a 30 minutos. Em seguida adiciona-se 1,0 ml de uma solução de hidróxido de sódio a 48% e 3,4 g de ditionito de sódio e aquece-se durante mais 20 a 30 mi nutos a 45-50QC. Em seguida junta-se novamente 1,0 ml de uma so lução de hidróxido de sódio a 48% e 3,4 g de ditionito de sódio e aquece-se durante 20 a 30 minutos a 45-50QC.
A separação dos componentes de alo£ modina efectua-se por extracção líquido-líquido da solução redu zida, em contra-corrente, com a fase superior acima mencionada (fase de acetona). A fase descendente refinada, contendo o reína-9-antrona-8-glucósido, concentra-se e adiciona-se-lhe 20 ml de 2-butanol ou de acetona. Junta-se ácido clorídrico ou ácido sulfúrico até um valor de pH de 4,0-4,2. Filtra-se o precipitado formado, lava-se com 40 ml de água e 30 ml de acetona e seca -se depois. A oxidação subsequente efectua-se como descrito no Exemplo 2.
EXEMPLO 4 concentrado obtido após a extracção da droga sena mistura-se com cerca de 2 1 de 2-butanol. A redução da mistura concentrado de sena/2-butanol efectua-se então em 7 passos, sob atmosfera protectora de azoto. Após o passo de redução 1 efectua-se uma precipitação do reína-9-antrona-8-glucósido bruto.
Passo de redução I
Colocam-se 100 1 de mistura concentrado de sena/2-butanol, contendo cerca de 4 kg de senosidos, num recipiente com agitação, e armazenam-se sob atmosfera de azoto. Sob agitação, adicionam-se sucessivamente 6 1 de hidróxi. do de sódio a 20% (em peso) e 350 1 de 2-butanol saturado em ãgua (por exemplo, do passo II) e agita-se durante 15 minutos. Aquece-se a mistura a 42-50QC e adicionam-se 7 kg de ditionito de sódio. Agita-se durante mais 45 minutos. O valor de pH man13
tém-se a 7,5-8 com hidróxido de sódio a 20¾ (em peso). Mantém-se o potencial de redução (contra o electrodo de Ag/AgCl) abai, xo de -630 mV, se for necessário, com adição de ditionito de só dio. Após arrefecimento a 30-35SC, faz-se a precipitação com ácido sulfúrico a 10% (em peso) até pH <4, durante 1,5 horas. Agita-se suavemente a suspensão obtida, a temperatura C25QC, durante 10 horas. Filtra-se o precipitado formado. Suspende-se este precipitado em 60 1 de 2-butanol a 15% (em peso), agita-se durante 30 minutos a 50-60QC e filtra-se em seguida. Lava-se o resíduo com 100 1 de água desmineralizada. O rendimento bruto em reína-9-antrona-8-glucósido, em relação ao senosidos de partida, situa-se acima de 82%.
Passo de redução II
Suspendem-se 3,3 kg de reína-9-antrona-8-glucósido bruto, do passo I, numa mistura de 42 1 de água desmineralizada e 7,4 1 de 2-butanol. Dissolve-se a suspen são por adição de 2 1 de hidróxido de sódio a 20% (em peso) e 9,9 kg de citrato trissódico e adiciona-se-lhe depois 3,3 kg de ditionito de sódio e 350 1 de 2-butanol saturado em água (p. ex. do passo III). Aquece-se a mistura a 42-45SC. Mantém-se o valor de pH a 8,5-9 com hidróxido de sódio a 20% (em peso). Mantém-se o potencial de redução (contra o electrodo de Ag/AgCl) abaixo de -750 ml, se necessário por adição de ditionito de sódio.
Após um período de repouso de 30 mi nutos remove-se a fase superior e utiliza-se a fase inferior pa ra o processamento do passo III.
Passo de redução III
Com a fase inferior do passo II repete-se o processo de redução/extracção descrito no passo II, utilizando os seguintes reagentes:
1,65 kg de ditionito de sódio
0,8 1 de hidróxido de sódio a 20% (em peso)
350 1 de 2-butanol saturado em água (p. ex., do passo IV).
Passos de redução IV - VII
Com a fase inferior do passo anteri or respectivo retete-se o processo de redução/extracção descrito no passo II, utilizando os seguintes reagentes:
o,825 kg de ditionito de sódio
0,4 1 de hidróxido de sódio a 20% (em peso)
350 1 de 2-butanol saturado em água (p.ex., do passo seguinte respectivo; princípio da contra-corrente).
A fase inferior separada no passo IV arrefece-se a 30-35QC e precipita-se o reína-9-antrona-8-glu cosido, como descrito no passo I. Filtra-se o precipitado obtidc e lava-se com 100 1 de água desmineralizada. Em seguida, cobre-se com 10 1 de uma solução de sulfato de ferro III (28 kg de Fe2(SO^)2 em 100 1 de desmineralizada).
Transforma-se então o reína-9-antro na-8-glucósido nos senosidos, como descrito nos Exemplos 1 ou 2.
EXEMPLO 5
A oxidação do reina-9-antrona-8-glu cosido pode também efectuar-se segundo o seguinte processo:
Misturam-se 6,0 kg de filtrado húmi do de reína-9-antrona-8-glucósido com 12,6 kg de citrato trissó dico. Dissolve-se esta mistura, sob agitação vigorosa, em 7,0 1 de NaOH 1N e mistura-se com 0,7 1 de 2-butanol. Em seguida, adi. ciona-se 8,8 1 de uma solução de sulfato de ferro III (28 kg de Fe2(SO^)2 em 100 1 de água desmineralizada) e NaOH a 20% em quan tidade suficiente até o valor de pH atingir cerca de 8,3. Deixa -se reagir durante 3-4 horas a cerca de 409C, acidifica-se depois com a 52% até pH 1,8-2,0 e continua-se o tratamento como descrito no Exemplo 1.
EXEMPLO 6
Em alternativa, dissolve-se o reina -9-antrona-8-glucósido em 50 ml de água por adição de uma solução de hidróxido de cálcio-sacarose (preparada suspendendo 7,0
g de hidróxido de cálcio numa solução de 30,0 g de sacarose em 100 ml de e removendo o hidróxido de cálcio não dissolvido). Adicionam-se 20 ml de 2-butanol e faz-se borbulhar durante 90 minutos uma forte corrente de ar através da solução. Juntam-se 5,0 g de CaCl2.2H2O e ajusta-se o pH a 8,5 com a solução de hidróxido de cálcio-sacarose. Filtra-se o precipitado formado, di_ lui-se o filtrado a 340 ml com água, adicionam-se 60 ml de 2-bu tanol e leva-se o pH a 2,0 com ácido clorídrico concentrado. O processamento continua como descrito no Exemplo 1.
Testes Farmacológicos
Acção laxante
O efeito laxante da mistura de seno sidos de acordo com a invenção foi determinado em ratos. Utilizaram-se ratos NMRI-i machos, que se mantiveram durante os ensaios em gaiolas de plexiglas e que se alimentaram com uma mistura padrão de ração e água da torneira (1:1) com uma consi^ tência de papa. Durante os ensaios não se forneceu separadamente água potável.
Os animais receberam 100, 200 e 400 mg/kg da mistura de senosidos em 10 ml de NaHCO^ a 0,5%/kg atra vés de uma sonda na goela. Após administração dos compostos a testar recolheram-se e quantificaram-se os excrementos e a urina dos animais durante 24 horas. Os resultados obtidos, por kg de peso corporal, apresentam-se na Tabela seguinte.
Ê evidente que os senosidos apresen tam uma boa acção laxante, que se manifesta relativamente depressa. O tempo de aparecimento dos primeiros excrementos moles (2 horas) tem contudo a ver com o trânsito anterior até ao intestino grosso e â absorpção dos senosidos pela flora intestinal. Verifica-se uma relação entre a dose e o efeito.
Toxicidade aguda
Administraram-se a grupos de 10 ratazanas Wistar machos e fêmeas senosidos em doses únicas de
2000 a 25000 mg/kg, através de uma sonda pela goela.
Não se verificaram danos orgânicos macroscópicos causados pelas substâncias nas ratazanas. Os valo res de LD,.» determinados foram os seguintes:
ÒU + 840)
Ratazanas machos: 5.200 - 720) mg/kg + 380) Ratazanas fêmeas: 3.530 - 340) mg/kg.
Em ratos machos e fêmeas (n=8, estirpe NMRI) a dose aplicável máxima de 5000 mg/kg não conduziu a qualquer caso mortal. Verificaram-se diarreias em todos os ra tos, mas em menor escala que nas ratazanas. Os valores de LDjforam para ambos os sexos 5.000 mg/kg.

Claims (1)

  1. Processo para a preparação dos seno sidos A, B e Al, de fórmula
    COOH
    COOH completamente isentos dos senosidos C,
    D e Dl e de componentes de aloemodina, caracterizado por
    A) se submeter uma mistura de senosidos a uma redução após a qual se obtem reína-9-antrona-8-glucósido e aloemodina-9-an trona-8-glucósido,
    B) se efectuar uma extracção líquido-líquido dos compostos obtidos, com um solvente orgânico polar apenas parcialmente miscível com ãgua, a partir da fase aquosa, e
    C) se oxidar a reína-9-antrona-8-glucósido contido na fase aquosa após a extracção, obtendo-se os senosidos correspondentes .
    - 2ã Processo de acordo com a reivindica ção 1, caracterizado por se obter a mistura de senosidos por ex tracção da droga sena com metanol aquoso, de preferência na pre sença de um tampão.
    - 3â Processo de acordo com as reivindi cações 1 ou 2, caracterizado por no passo A se utilizar como agente redutor um ditionito de metal alcalino.
    -4ã -
    Processo de acordo com a reivindica ção 3, caracterizado por se trabalhar a um valor de pH de 5 a 10,5.
    -5â -
    Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por no passo B se utilizar como solvente orgânico polar o 2-butanol.
    --
    Processo de acordo com as reivindicações 1 a 4, caracterizado por no passo B se utilizar como sol^ vente orgânico polar a acetona.
    -7â -
    Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por no passo B se utilizar uma fase aquosa, cujo potencial redox seja de -210 mV ou mais negativo.
    - 8â -
    Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por se efectuar a extracção líquido-líquido do passo B em contracorrente.
    - 9â -
    Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por se efectuar a oxi * r I dação do passo C com oxigénio ou com um sal de ferro III.
    - 105 -
    Processo de acordo com a reivindica ção 9, caracterizado por se efectuar a oxidação com oxigénio a um valor de pH fracamente ácido.
    - llã -
    Processo de acordo com as reivindicações 9 ou 10, caracterizado por a oxidação com oxigénio se efectuar na presença de um catalisador, em especial um sal de ferro III.
    - 125 -
    Senosidos A, B e Al, completamente isentos dos senosidos C, D e Dl e de componentes de aloemodina.
    - 135 -
    Composição farmacêutica, caracterizada por conter como ingrediente activo senosidos, quando prepa rados de acordo com a reivindicação 12, conforme o caso, em con junto com veículos e aditivos farmacêuticos usuais.
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