PT9060U - Seringa propria para a preparacao de solucoes medicamentosas - Google Patents

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Description

DESCRIÇÃO "SERINGA PRÓPRIA PARA A PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES MEDICAMENTOSAS" O presente modelo de utilidade refere-se a uma seringa própria para a preparação de soluções medicamentosas, na qual se utiliza uma técnica asséptica médico-cirúrgica. A seringa será portanto apresentada numa embalagem que assegure a sua esterilidade, incluindo também já os produtos medicamentosos devidamente doseados destinados a formar a preparação medicamentosa desejada.
As seringas segundo o presente modelo de utilidade apresentam caracteristicas vantajosas que solucionam problemas muito importantes que se têm posto com acuidade nos últimos tempos, designadamente, por exemplo, relativamente ao tratamento de pacientes que necessitam de medicamentos administrados por via parentérica, em que é necessário evitar qualquer contaminação dos medicamentos mesmo durante o seu manuseamento e administração; no tratamento dos pacientes com imunodeficiências, designadamente os pacientes que sofrem de SIDA, e no tratamento de pacientes sujeitos a transplantações de orgãos; doentes estes que têm o seu sistema imunitário muito debelitado. Tem ainda outra vantagem na defesa e protecçáo do pessoal médico e paramédico durante o acto de tratamento, evitando-se derrames eventuais de substâncias tóxicas, como, por exemplo, os citostáticos e outros produtos mais ou menos perigosos por poderem ser absorvidos por simples contacto com a pele. A seringa segundo o presente modelo de utilidade, que será a seguir descrito pormenorizadamente com referência aos desenhos anexos, é caracterizada por um manuseamento fácil e í - seguro, permitindo, além da protecçáo referida, uma grande economia de tempo, em comparação com os procedimentos tradicionais que exigem o manuseamento de ampolas, embalagens separadas - designadamente frascos com vários medicamentos -, agulhas, seringas convencionais e desinfectantes.
Nos desenhos anexos, nos quais se ilustra esquematicamente, e apenas a titulo de exemplificação, uma forma de realização preferida do presente modelo de utilidade, as figuras representam: A fig. 1, uma vista esquemática, com corte longitudinal, de uma seringa de acordo com o presente modelo de utilidade, na posição de repouso; A fig. 2, uma vista semelhante à da fig. 1, mas com a representação mais pormenorizada, numa escala maior, de três secções da seringa que mostram claramente vários ressaltos e reentrâncias de imobilização e guiamento das partes (A), (B) e (C) da seringa; A fig. 3, uma vista esquemática em corte, que representa a seringa na fase de funcionamento em que o êmbolo (C) já foi deslocado por forma a misturar os produtos do compartimento (U) com o liquido do compartimento (V), estando ainda representados pormenores ampliados de duas secções da seringa nesta fase do funcionamento; e A fig. 4, uma vista da seringa depois de se fazer sair a solução medicamentosa por actuaçáo do êmbolo (C) e do corpo (B) como numa seringa convencional.
Com referência às figuras dos desenhos anexos, pode ver-se que a seringa segundo o presente modelo de utilidade é constituída essencialmente por um corpo cilíndrico (A), equivalente ao corpo cilíndrico de uma seringa convencional, um -- 2 corpo (C) idêntico nas suas funções ao êmbolo de uma seringa convencional, mas com alguns pormenores construtivos específicos referidos mais adiante, prevendo-se além disso um terceiro corpo cilíndrico intermédio (B). O corpo (A) é mais comprido e tem numa das extremidades - a extremidade da esquerda na fig. 1 - um orificio (0) de saida do medicamento depois de preparado, contido no compartimento (U). Inicialmente, este orificio està tapado por um disco de borracha (D), colocado no fundo do corpo (A), com vedação estanque na sua periferia.
Um outro disco (F), de material rigido, provido no seu centro com uma agulha (S), está ajustado de maneira estanque no corpo (A), definindo inicialmente um certo espaço (Q), cheio de ar à pressão atmosférica, entre si e o disco (D). Na posição de repouso, a agulha (S) penetra no disco (D) sem no entanto o perfurar completamente, mantendo portanto a estanqueidade. Ulteriormente, como se verá na descrição do funcionamento da seringa dada mais adiante, o disco (S) desliza no interor do corpo (A), numa pequena reentrância (I) existente no interior da sua parede. O corpo intermédio (B), que pode deslizar no interior do corpo (A) guiado, é também um cilindro idêntico a este último, mas é um pouco mais curto. Numa das extremidades - a extremidade da esquerda na fig. 1 - tem também montado da mesma maneira um disco de borracha (E), que tapa um orificio (?) existente no fundo do corpo (B), para a passagem do liquido solvente contido no compartimento (V).
Inicialmente, também o orificio (P) està tapado com o disco (E). Um outro disco (G), de material rigido, idêntico ao disco (F), provido no seu centro com uma agulha (T) que, na posição de repouso penetra no centro do disco. (E) sem o perfurar completamente, mantendo a estanqueidade, define, com 3 - esse disco (E), um certo espaço (R) cheio de ar à pressão atmosférica, idêntico ao espaço (Q).
Finalmente, o corpo (C) é um êmbolo idêntico ao de uma seringa convencional.
No funcionamento da seringa, os corpos (A), (B) e (C), como adiante se descreve com mais pormenor, podem mover-se de maneira controlada, prevendo-se para isso, no corpo (A), dois pequenos ressaltos (H), diametralmente opostos que fixam e guiam o corpo (B) em relação ao corpo (A); por sua vez o corpo (B) possui dois conjuntos de duas reentrâncias (K,L), também diametralmente opostas, que colaboram com os ressaltos (H) do corpo (A) e conjuntos de dois ressaltos também diametralmente opostos (J) na extremidade da direita, que colaboram com reentrâncias (M) e (N) do corpo (C).
Este corpo (C) posui as referidas reentrâncias (M) e (N), que são reentrâncias periféricas, ligadas entre si por duas ranhuras longitudinais que terminam nas referidas reentrâncias periféricas (M) e (N).
Portanto, na posição de repouso, ilustrada na fig. 1, definem-se no interior da seringa: - um espaço (Q) entre os discos (D) e (F), no qual está contido ar à pressão atmosférica; - um compartimento (U) entre os discos (F) e (E) no qual está contido o produto medicamentoso, sólido ou liquido; - um espaço (R) entre os discos (E) e (G), contendo ar à pressão atmosférica; - um compartimento (V), no qual está contido o solvente liquido a juntar ao produto medicamentoso do compartimento (U). — * 4 · -- 0 funcionamento da seringa é o seguinte, partindo da sua posição de repouso na fig. 1 e contendo o produto medicamentoso no compartimento (U) e o liquido solvente no compartimento (V), estando os corpos (A), (B) e (C) imobilizados uns em relação aos outros.
Nessas condições, rodando o corpo (C), por exemplo no sentido dos ponteiros do relógio, as saliências (J) do corpo (B) deixam deslizar e guiam o movimento do corpo (C) nas reentrâncias (M); após uma rotação de cerca de 905 , as saliências (J) podem deslizar nas ranhuras longitudinais que unem as reentrâncias (M) e (N) do corpo (C) (êmbolo). Este pode ser então empurrado, fazendo-se pressão; a extremidade da esquerda do corpo (C) transmite o movimento ao liquido do compartimento (V), que por sua vez empurra o disco (G), que comprime o ar no espaço (R) até a agulha (T) perfurar o disco de borracha (E), de modo que o liquido do compartimento (V) possa passar através do orificio (P) para o compartimento (U) onde se formará a solução medicamentosa. Nesta operação, os ressaltos (J) deslizam pelas referidas ranhuras longitudinais do êmbolo (C). Quando todo o liquido do compartimento (V) tiver passado para o compartimento (U), a extremidade esquerda do êmbolo (C) fica encostada ao disco (G), fazendo pressão no mesmo. Os ressaltos (J) do corpo (B) terão atingido então a posição das reentrâncias (N), de modo que pode rodar-se 90! o êmbolo (C) no sentido contrário, ficando assim os corpos (B) e (C) solidários, funcionando agora este conjunto como o êmbolo de uma seringa convencional.
Quando o produto do compartimento (U) estiver completamente diluído, o conjunto (B,C) é rodado em relação ao corpo (A), de modo que os ressaltos (H) deste corpo (A) podem deslizar através das reentrâncias (K) do corpo (B). Entretanto, a extremidade (Z) da seringa já deve ter sido ligada a um sistema de administração parentérica ou a uma agulha de - 5 injecçào; fazendo pressão no conjunto (B,C), empurra-se a solução que agora está no compartimento (U), a qual empura o disco (F), que desliza na reentrância (I) e comprime o ar no espaço (Q); a agulha (S) perfura então o disco (D), saindo depois a solução medicamentosa pelo orificio (0), entrando em contacto directo com o paciente.
Como é evidente e muito importante, a seringa tem de ser dimensionada de modo tal que, no estado de repouso, os volumes dos compartimentos (U) e (V) sejam tais que, quando o êmbolo (C), no seu movimento para dentro, tiver deslocado o liquido solvente do compartimento (V) para o compartimento (U), não fique qualquer ar residual neste compartimento (U); significa isto que o medicamento existente no compartimento (U) deverá encontrar-se a uma pressão negativa proporcional ao volume ocupado pelo solvente existente no compartimento (V).
Lisboa , 2 7 Ή11. 1994
0 AGENTE OFICIAL

Claims (5)

  1. REIVINDICAÇÕES "SERINGA PRÓPRIA PARA A PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES MEDICAMENTOSAS" 1 - Seringa própria para a preparação de soluções medicamentosas seguindo uma técnica asséptica médico--cirúrgica, constituída essencialmente por - um corpo cilíndrico (A) equivalente ao corpo de uma seringa convencional, o qual apresenta um orificio (0) no seu fundo, - um corpo cilíndrico (B) intermédio, que apresenta também no seu fundo um orificio (P), - um corpo (C), equivalente ao êmbolo de uma seringa convencional, podendo o referido corpo (B) ser enfiado no referido corpo (A) e o corpo (C) enfiado no corpo (B), sendo os orifícios referidos tapados por meio de discos de borracha ( respectivamente (D) e (E) ) de maneira estanque, definindo-se no corpo (A) um compartimento (U) destinado a receber um produto medicamentoso sólido ou liquido e no corpo (B) um compartimento (V) destinado a receber um solvente liquido, prevendo-se além disso, - dois discos (F,G) de material rigido, que definem respectivamente espaços de ar (Q,R) entre cada um dos discos ( F,G) e os discos (D,E) respectivos, estando os • 1 · referidos discos (F,G) providos de agulhas perfuradoras (S,T) que, na condição de repouso, penetram apenas parcialmente no centro dos discos de borracha (D,E), respectivamente, caracterizado por os referidos corpos (A,B,C) estarem dotados com meios de fixaçáo e de guiamento mútuos, que permitem, de maneira controlada, - libertar o êmbolo (C) do corpo intermédio (B) para que possa mover-se longitudinalmente no seu interior, para provocar a perfuração do disco (E) pela agulha (T) e a consequente transferência do liquido solvente do compartimento (V) para o (U), onde o produto medicamentoso será dissolvido no liquido solvente, - tornar de novo solidários, nessa posição, os corpos (B) e (C), - libertar o conjunto (B,C) do corpo (A) de modo que o conjunto (B,C) possa deslocar-se longitudinalmente no interior do corpo (A), para perfurar o disco (D) e fazer sair a solução medicamentosa para ser administrada.
  2. 2 - Seringa de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por os referidos compartimentos (U) e (V) serem definidos, na condição de repouso, entre o disco (F) e o fundo do corpo (B) e entre o disco (G) e a extremidade esquerda do corpo (C) , respectivamente.
  3. 3 - Seringa de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por os referidos meios de fixação e guiamento dos corpos - 2 diametralmente opostos (H,J) que cooperam com reentrâncias correspondentes (Κ,Μ,Ν) na periferia dos corpos (B,C) e ranhuras longitudinais de guia dispostas em posições periféricas determinadas.
  4. 4 - Seringa de acordo com as reivindicações anteriores, caracterizada por os referidos discos de material rigido estarem providos de agulhas perfuradoras (S,T) e definirem espaços de ar, entre os discos de borracha (D,E), dimensionados de modo que as agulhas (S,T) apenas parcialmente penetram nos referidos discos de borracha (D,E), na condição de repouso inicial, mas perfuram os referidos discos de borracha (D,E) quando se manipula a seringa da maneira descrita.
  5. 5 - Seringa de acordo com as reivindicações anteriores, caracterizada por ser dimensionada de modo que os volumes dos compartimentos (U) e (V) sejam tais que, quando o êmbolo no seu movimento para dentro tiver deslocado o liquido solvente de (V) para (U), não fique neste compartimento (U) nenhum ar. Lisboa» 2 7 JUL. 1994 0 AGENTE OFICIAL
    - 3
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