PT101030B - Processo e dispositivo para doseamento repetido de preparados liquidos - Google Patents

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PT101030B
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Birger Hjertman
Gustav Levander
Olle Ljungquist
Linda Fryklund
Anders Strom
Marie-Louise Gustavsson
Jacob Kaluski
Jonas Virding
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Pharmacia & Upjohn Ab
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Description

MEMÓRIA DESCRITIVA presente invento refere-se a um processo de doseamento de preparações líquidas. Mais especificamente, o invento refere-se a um processo e a um sistema para o doseamento repetido de preparações farmacêuticas líquidas destinadas a ser administrados. Ainda mais especificamente, o invento refere-se a um processo e a um sistema para o doseamento repetido e administração de preparações líquidas por injecção por via parentérica a partir de um recipiente de doses múltiplas. Além disso, o invento refere-se também a um dispositivo para realização do processo do invento, especialmente sob a forma de um dispositivo de injecção para administração repetida de injecções por via parentérica de uma preparação, contida num cartucho de injecção.
Quando um agente farmacêutico é receitado por um médico, a quantidade ou dose a ser administrada ao doente é, geralmente, expressa em unidades bem conhecidas, tais como mililitros ou unidades internacionais (UI). A dose é determinada por factores, tais como, por exemplo, o estado de saúde e o peso do paciente, e por regras ditadas pelas autoridades de saúde. Nos casos em que o próprio doente administra as doses, o médico selecciona então um recipiente de doses múltiplas, a partir do qual se pode administrar um determinado número de doses. Este recipiente de doses múltiplas pode ser um frasco, do qual se extrai cada dose individual por meio de uma seringa hipodérmica, ou pode ter a forma de um cartucho de injecção, que é para ser inserido num dispositivo de injecção, para administrações repetidas. Os cartuchos de injecção têm tido uma grande utilização devido à facilidade do seu manuseamento e ao diminuto risco de infecções, especialmente quando o doente tem de fazer, a si próprio, administrações repetidas. Os dispositivos de injecção com a forma de uma caneta para injecções repetidas de preparações tais como, por exemplo, insulina e hormonas de crescimento, estão disponíveis no comércio. 0 utilizador insere um cartucho de injecção no dispositivo e monta uma agulha de injecção no cartucho, ficando então o dispositivo pronto para injecções repetidas. 0 dispositivo pode ser regulado para doses diferentes e é,
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-2em geral, graduado em unidades como
Internacionais.
É geralmente desejável que a dose seja estabelecida de modo a que fique uma quantidade de resíduo mínima da preparação, no recipiente de doses múltiplas, depois de se terem administrado uma série de injecções. Isto tem de especial importância, quando são administradas preparações caras, como as hormonas de crescimento. Isto não constitui um problema quando o recipiente de doses múltiplas for um frasco de onde são extraídas as doses individuais. Se a quantidade remanescente da preparação no frasco for insuficiente para uma dose completa, o utilizador retira apenas a quantidade em falta de um frasco novo, não ficando quantidades resíduos inutilizadas.
No entanto, isto não é possível quando se utiliza um cartucho de injecção num dispositivo de injecção de um tipo conhecido e, dependendo da relação entre a dose prescrita e o conteúdo do cartucho, a quantidade de resíduo pode ser considerável. Por exemplo, para um cartucho contendo 12 U.I. de uma preparação, apenas as doses de 1, 2, 3, 4, 6 e 12 U.I. não deixam resíduo mas, para outras doses haverá um desperdício considerável. Assim, por exemplo, uma dose de 4.5 U.I. dará um resíduo de 3 U.I. depois de duas administrações e uma dose de 8 U.I. dará um resíduo de 4 U.I. depois de uma administração. Uma dose de 6.25 U.I. dará um resíduo de 5.75 U.I. depois de uma administração, isto é, cerca de metade do conteúdo do cartucho. Para preparações muito caras, como hormonas de crescimento, isto é absolutamente inaceitável.
Não é conveniente para o utilizador dar a si próprio duas injecções para administrar a dose prescrita, porque isto significa que terá de ser estabelecido um novo valor de dose para a primeira injecção do segundo cartucho e restabelecer-se então o valor de dose prescrito. Isto poderá facilmente induzir erros no cálculo e no estabelecimento das doses.
Para preparações caras, experimentaram-se esquemas de
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doseamento especiais em que a dose varia de cada administração para a subsequente. Isto complica a prescrição do médico e pode também induzir em erros. Além disso, significa que apenas será correcta a doseamento média e ocorrerão desvios entre cada administração individual. Este facto pode dar lugar a efeitos colaterais.
Pelo processo e dispositivo do invento eliminam-se estas desvantagens. De acordo com o presente invento, uma preparação líquida de um agente farmaceuticamente activo é doseado para administrações repetidas, a partir de um recipiente de doses múltiplas com um volume definido, de tal modo que a quantidade doseada seja uma fracção inteira do volume do recipiente de doses múltiplas. Expresso de uma outra forma, a quantidade doseada é seleccionada com 1/N do volume do recipiente de doses múltiplas, sendo N um número inteiro com o valor de 2 ou superior. A concentração da preparação no recipiente de doses múltiplas é ajustada de modo a proporcionar a dose requerida.
valor de N é seleccionado e estabelecido antes da preparação ser extraída do recipiente de doses múltiplas e é então mantido inalterado ao longo das N injecções sucessivas até o referido recipiente de doses múltiplas ter sido esvaziado.
Numa concretização preferida, a doseamento consiste numa série de N injecções por via parentérica a partir de um cartucho de injecção.
A fim de proporcionar uma selecção adequada das doses a administrar, pelo processo do invento prevê-se uma série de recipientes de doses múltiplas que contém preparações com concentrações diferentes. Isto proporciona uma vasta gama de combinações correspondentes a várias doses. Por exemplo, se forem utilizados quatro recipientes de doses múltiplas com as concentrações A, B, C e D num dispositivo de injecção, em que o conteúdo do recipiente pode ser dividido em duas, três e quatro partes iguais, são possíveis as seguintes combinações:
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-4- Cite
A B C D
2 partes A/2 B/2 C/2 D/2
3 partes A/3 B/3 C/3 D/3
4 partes A/4 B/4 C/4 D/4
É evidente que com um número maior de denominadores e concentrações se torna muito grande o número de combinações possíveis.
maior denominador (valor de N) é determinado pelo número de dias em que a preparação pode ser armazenada e pelo número de doses por dia. Numa concretização em que se administra uma hormona de crescimento, o valor máximo de N é 21 quando se administra uma dose por dia e 42 quando se administram duas doses por dia.
valor mais baixo de N é dois, visto ser este o valor mais baixo em que ainda subsiste um recipiente de doses múltiplas. Um valor N de um significa que se administra todo o cartucho de injecção e, neste caso, o processo do invento não tem interesse.
invento refere-se ainda a um dispositivo para doseamento repetida de uma preparação líquida, compreendendo um dispositivo de suporte para um recipiente de doses múltiplas, com um volume definido e que contém uma preparação com uma composição definida. 0 recipiente de doses múltiplas está munido com uma parede frontal que é fixa e através da qual pode ser disposta uma saída para a preparação e uma parede traseira móvel, que pode actuar como um êmbolo, para expelir a preparação através da saída. No dispositivo de suporte está também disposta uma haste de êmbolo podendo a parede traseira móvel ser pressionada para a frente pela acção da mesma. 0 que caracteriza o dispositivo do invento é que a haste de êmbolo está munida com meios de bloqueamento libertáveis, pelos quais o movimento para a frente da referida haste de êmbolo é limitado a um comprimento pré-estabelecido que corresponde a um movimento para a frente da parede traseira móvel de um comprimento correspondente a 1/N do volume do recipiente de doses múltiplas, sendo N um número inteiro com um
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-5valor de 2 ou superior.
Numa concretização preferida do dispositivo do invento, os meios de bloqueamento, depois da haste do êmbolo e da parede traseira móvel terem sido movidas para a frente do comprimento definido, podem ser libertados da referida haste do êmbolo e novamente fixos à mesma numa posição tal que a haste do êmbolo e a parede traseira móvel pode ser de novo movida para a frente do mesmo comprimento definido, e te processo pode ser sucessivamente repetido até a haste de êmbolo e a parede traseira móvel terem sido movidos para a frente N vezes, de modo a que o recipiente de doses múltiplas fique vazio.
Ainda numa outra concretização preferida, o dispositivo do invento está disposto como um dispositivo de injecção para injecções parentéricas repetidas um cartucho de injecção.
Nos desenhos é mostrado um exemplo de uma concretização preferida de um dispositivo de acordo com o invento. A figura 1 mostra o dispositivo antes de ter sido administrada uma injecção e a figura 2 mostra o dispositivo depois de ter sido administrada uma injecção.
Quando for estabelecida uma dose de uma preparação farmacêutica e, subsequentemente, administrado, são realizados os seguintes passos:
1) o médico selecciona um nível de dose adequado em função dos antecedentes, da indicação e do estado de saúde do doente, das directivas das autoridades de saúde e de critérios semelhantes;
2) o médico determina o peso do paciente e com a ajuda de uma tabela, um programa de computador, um nomograma ou dispositivo semelhante, determina a dose individual correspondente ao nível de dose genérica determinada pelo passo 1. Aqui o médico encontrará informação da concentração da preparação e da divisão do cartucho de injecção de doses múltiplas que deverão ser usadas em cada caso específico. Deve ser notado que apenas se
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-6— terá que fazer uma aproximação, nomeadamente entre o peso efectivo do doente e o peso dado na tabela;
3) o dispositivo de injecção é regulado para a divisão do cartucho de doses múltiplas (o valor de N) que vai ser usado. Esta regulação pode ser efectuada pelo médico, pelo farmacêutico no local onde for comprado o cartucho de injecção ou pelo próprio doente com base nas instruções do médico. A regulação não pode ser depois mudada facilmente. Para regulação o dispositivo pode ser ajustável ou pode usar-se um dispositivo no qual a regulação é fixa pelo fabricante do dispositivo. Neste último caso, são proporcionados vários dispositivos regulados para valores fixos de N e o médico ou o utilizador selecciona um que tenha a regulação adequada;
4) quando se vai administrar uma dose, o doente activa os meios de bloqueamento do dispositivo de injecção, de modo a que a haste do êmbolo e a parede traseira móvel do cartucho de injecção de doses múltiplas possam ser movidas para a frente do comprimento pré-estabelecido e que seja expelida e administrada uma fracção determinada do conteúdo do cartucho. Quando for administrada a dose seguinte, os meios de bloqueamento são libertados e é activada uma nova dose correspondente à divisão pré-estabelecida do cartucho de injecção. Quando tiver sido administrado o número pré-estabelecido de doses, o cartucho encontra-se vazio e pode ser trocado por um novo, mantendo-se ainda a regulação inicial.
processo e o dispositivo do presente invento destinam-se à doseamento de preparações líquidas de agentes farmaceuticamente activos. A expressão líquido tem aqui uma interpretação ampla e inclui líquidos com várias viscosidades indo até valores altos de viscosidade. As preparações líquidas podem ser também soluções aquosas ou não aquosas, emulsões ou suspensões.
processo e o dispositivo do invento não devem ser confundidos com os processos e os dispositivos da arte anterior, para doseamento e administração de preparações líquidas. Os disposi74 413
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-7tivos da arte anterior, para administração repetida a partir de um cartucho de doses múltiplas consistiam, geralmente, num dispositivo de injecção, gue compreendia um mecanismo para um movimento por passos, para a frente, da parede cartucho de injecção, tal como um parafuso roquete. Os passos que são possíveis com este são fixos e só se pode determinar uma dose por minado número de passos, cartucho de injecção de nismo de doseamento com doseada de, por exemplo, o mecanismo não pode ser adaptado facilmente para proporcionar traseira móvel do ou mecanismo de tipo de mecanismo meio de um deterAssim, o mecanismo pode ser adaptado ao uma maneira tal que um avanço do mecaum passo proporcionará uma quantidade 1/8 do volume do cartucho. No entanto, uma dose de, por exemplo, 1/7, 1/9 ou 1/10 do volume do cartucho. Isto significa que é apenas possível um número limitado de quantidades de dose sem dar lugar a um resíduo.
Em contraste com isto, o mecanismo de doseamento do dispositivo do invento dará sempre uma dose que é 1/N do volume do cartucho, em que N é um número inteiro. O valor de N é seleccionado e estabelecido no dispositivo antes de se iniciar a série de administrações e não pode ser mudado facilmente. Isto significa que, quando o número N estabelecido de administrações tiver sido efectuado, não haverá qualquer resíduo no cartucho. Proporcionando-se uma gama adeguada de cartuchos com várias concentrações da preparação e uma gama adequada de valores para N, é possível obter uma grande gama de doses diferentes. Esta gama de doses pode então ser apresentada numa tabela, armazenada na memória de um computador ou registada num nomograma para ser facilmente usada pelo médico.
Nos desenhos anexos é mostrada uma concretização do dispositivo do invento. Nesta concretização, o dispositivo é um dispositivo de injecção para regulação e administração repetida de doses medidas de uma preparação para injecção parentérica.
A Figura 1 mostra uma vista em corte esquemático de um dispositivo imediatamente antes de ser administrada uma injecção. A Figura 2 mostra o dispositivo depois de a injecção
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-8ter sido administrada. Nas figuras as mesmas peças têm os mesmos números de referência.
dispositivo compreende um cano 1, que na sua parte frontal está disposto de modo a receber um cartucho de injecção 2. 0 cartucho de injecção 2 tem uma parede frontal fixa 3, na qual é disposta uma cânula ou agulha de injecção 4 e uma parede traseira móvel 5, que funciona como um êmbolo, estando o cartucho cheio com uma preparação injectável 6. 0 cartucho de injecção e a sua colocação na extremidade frontal do dispositivo são convencionais e não precisarão de ser aqui descritos com maior pormenor.
A parede traseira móvel 5 do cartucho de injecção 2 é actuada pela haste de êmbolo 7, cuja extremidade frontal se apoia na face traseira da referida parede móvel 5. A haste de êmbolo é guiada de modo deslizante através de aberturas coaxiais praticadas nas paredes transversais 8 e 9. Estas paredes transversais encontram-se solidamente ligadas ao cano 1, mas, pelo menos, uma destas paredes deverá ser deslocável para regulação da dose, como a seguir se descreve.
No interior do cano 1 e entre as duas paredes transversais 8 e 9 estão dispostos os meios de bloqueamento, libertáveis, para a haste de êmbolo 7. Estes consistem numa bucha frontal fixa 10 com maxilas 11 que se apertam em torno da haste de êmbolo 7. As maxilas estão munidas com superfícies inclinadas 12 à volta da sua circunferência exterior e estas superfícies inclinadas cooperam com superfícies inclinadas correspondentes 13, dispostas na circunferência interior de um anel de bloqueamento 14, que é pressionado para trás pela acção de uma mola 15. A bucha 10 está fixa à parede transversal frontal por meio de mangas cooperantes 16 e 17, e a mola 15 encontra-se disposta sob tensão de compressão entre a face traseira da parede transversal 8 e a face dianteira do anel de bloqueamento 14. Assim, as superfícies inclinadas 13, do anel de bloqueamento 14, são pressionadas para trás contra as superfícies inclinadas 12 das maxilas 11 da bucha 10, de modo que as maxilas 11 se fecham e
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-9- 7“ .
apertam a haste de êmbolo 7 de modo seguro. O aperto pode ser eliminado deslocando o anel de bloqueamento 14 para a frente, contra a acção da mola 15.
Os meios de bloqueamento libertáveis compreendem, além disso, uma bucha traseira móvel, que se encontra disposta na parte traseira da bucha frontal 10. Esta bucha traseira é de construção semelhante à da bucha frontal 10 e tem mandíbulas 19, que estão munidas com superfícies inclinadas externas 20, que cooperam com superfícies internas 21, correspondentemente inclinadas, de um anel de bloqueamento traseiro 22. Este anel de bloqueamento é pressionado para a frente pela mola 23. Na sua extremidade traseira, a bucha 18 está solidamente fixa a uma anilha circular 24 por meio de mangas cooperantes 25 e 26. A mola 23 está disposta, sob tensão de compressão, entre a face traseira do anel de bloqueamento 22 e a face frontal da anilha 24, de tal modo que o anel de bloqueamento é pressionado para a frente e, através da cooperação entre as superfícies inclinadas 20 e 21, as mandíbulas 19 da bucha traseira 18 fecharão em torno da haste de êmbolo 7 e apertam a mesma firmemente. Este aperto pode ser libertado movendo o anel de bloqueamento 22 para trás, contra a pressão da mola 23.
O anel de bloqueamento 22 está munido com uma flange periférica 27 e uma mola 28 está disposta entre a face traseira da flange 27 e a face frontal da parede transversal 9, de modo a mola 28 trabalha para pressionar o anel de bloqueamento para a frente. Quando as maxilas 19 da bucha traseira 18 são fechadas em torno da haste de êmbolo 7, contudo , e além disso, as maxilas 11 da bucha frontal 10 são também fechadas em torno da haste de êmbolo, e o anel de bloqueamento 22 não pode ser movido para a frente.
Um jugo 30 está fixo no anel de bloqueamento 22, no bordo traseiro da flange 27, e os braços do jugo passam através de furos 31 e podem ser pressionados para trás, contra a pressão das molas 23 e 28, e moverá então o anel de bloqueamento 22 para trás, de modo que o aperto da haste de êmbolo 7 pelas maxilas 19
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-10da bucha 18 será libertado. O movimento do jugo 30 é controlado pela rotação de um excêntrico 32 em torno do veio 33. Este veio 33 está montado entre dois suportes 34 que fazem parte integrante do cano 1 do dispositivo de injecção. 0 excêntrico 32 pode ser rodado por meio de um volante ou botão (não mostrado) o qual se encontra ligado ao veio 33.
Na posição mostrada na figura 1, o dispositivo está pronto para uma administração de uma injecção. A face traseira da anilha 24 assenta na face frontal da manga 29 da parede transversal traseira 9, havendo um intervalo entre as faces traseiras do anel de bloqueamento 14, a bucha frontal 10 e entre as faces frontais do anel de bloqueamento 22 e a bucha traseira 18. É este intervalo 35 que determina a grandeza da dose a ser administrada .
A figura 2 mostra o dispositivo do invento depois de ter sido administrada uma injecção. A bucha traseira 18 com o seu anel de bloqueamento 22 e a anilha 24, foram agora movidas para a frente pela acção da mola 28, de modo que as faces frontais da bucha 18 e do seu anel de bloqueamento 22 assentam nas faces traseiras da bucha frontal 10 e do seu anel de bloqueamento 14. No seu movimento para a frente, a'bucha traseira apertou também a haste de êmbolo 7 e levou-a para a frente e esta, por sua vez, moveu a parede móvel traseira 5 do cartucho de injecção 2 para a frente, para expelir uma quantidade doseada da preparação 6 através da agulha 4.
Encontra-se agora um intervalo entre a face traseira da anilha 24 e a face frontal da manga 29, e este intervalo tem a mesma grandeza que o intervalo 35, mostrado na figura 1.
O funcionamento do dispositivo do invento é o seguinte.
Como se referiu anteriormente, a figura 1 mostra o dispositivo pronto para administrar uma injecção. A bucha frontal 10 aperta a haste de êmbolo 7 por meio do anel de bloqueamento 14 que é pressionado para trás pela acção da mola 15.
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—11—
Quando a injecção estiver para ser administrada, o anel de bloqueamento frontal 14 é movido para a frente de uma curta distância, suficiente para libertar o aperto da haste de êmbolo 7 pelas maxilas 11 da bucha 10. Isto pode ser obtido por meio de, por exemplo, um braço actuador que se prolonga para o interior do dispositivo através de uma abertura no cano 1 (não representada). São evidentes para os peritos na arte outras concretizações deste funcionamento.
Quando se liberta o bloqueamento da haste de êmbolo 7 pela bucha frontal 10, a haste de êmbolo é movida para a frente pela acção da mola 28 na flange 27 do anel de bloqueamento traseiro 22. Como as maxilas 19 da bucha traseira 18 se mantêm fechadas em torno da haste de êmbolo 7, por acção da mola 23 no anel de bloqueamento traseiro 22, todo este conjunto será movido para a frente pela mola 28, até que a face frontal da bucha traseira 18 se encoste na face traseira da bucha frontal 10. Por meio desta acção, a haste de êmbolo 7 moverá a parede móvel traseira 5 do cartucho de injecção 2 para a frente de uma distância determinada, correspondente ao intervalo 35, de tal modo que uma determinada dose da preparação 6 é expelida do cartucho 2 através da agulha 4.
jugo 30 seguirá o anel de bloqueamento traseiro 22 no seu movimento para a frente e não será impedido do fazer pelo excêntrico 32, visto que este excêntrico está apontado para a frente.
Depois da dose ter sido administrada, as peças do dispositivo ficam nas posições mostradas na figura 2.
Quando se estabelece uma nova dose para administração, o excêntrico 32 roda em torno do seu veio 33, por meio de um volante ou botão, que não é mostrado. 0 movimento do excêntrico 32 actuará então no jugo 30 para o mover para trás. 0 movimento para trás moverá também o anel de bloqueamento traseiro 22, de modo que as maxilas 19 da bucha traseira 18 se libertem em torno da haste de êmbolo 7. Pela acção da mola 23 na face frontal da anilha 24, que se encontra ligada solidamente à bucha traseira
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-1218, todo o conjunto, constituído pela anilha 24,
ra 18, a mola 23 e o anel de bloqueamento traseiro 22, será movido para trás até a face traseira da anilha 24 encostar à face frontal da manga 29 da parede transversal traseira 9.
Durante este movimento para trás, a haste de êmbolo 7 mantém-se estacionária devido à acção de aperto da bucha frontal 10.
Quando a bucha traseira 18 e a anilha 24 tiverem sido movidas da distância total, para trás, há de novo um intervalo 35 entre as faces frontais da bucha 18 e o seu anel de bloqueamento 22 e entre as faces traseiras da bucha frontal 10 e o seu anel de bloqueamento 14. Este intervalo 35 corresponde à dose estabelecida.
Quando o excêntrico 32 tiver sido rodado de meia rotação, de tal modo que aponte para trás e o jugo 30 estiver na sua posição mais recuada, esta posição corresponde a uma posição do anel de bloqueamento traseiro 22 que é um pouco mais recuada do que a que corresponde à da anilha 24, encostando-se à face frontal da manga 29. Rodando ainda mais o excêntrico 32, o jugo 30 e o anel de bloqueamento traseiro 22 serão movidos um pouco para a frente pela acção da mola 23, de modo que as maxilas 19 da bucha traseira 18 bloquear-se-ão seguramente em torno da haste de êmbolo 7, na sua nova posição.
Durante este movimento para trás, a mola 28 foi também comprimida e está pronta para fornecer uma nova injecção. Esta característica dá ao dispositivo as propriedades de auto-injecção, não havendo necessidade do utilizador exercer qualquer força para expelir a dose estabelecida da preparação injectável 6 do cartucho de injecção 2 através da agulha 4.
O dispositivo está agora, como mostrado na figura 1, e está pronto para administrar uma nova dose. Estes passos de regulação e administração são repetidos de acordo com as injecções prescritas pelo médico até o cartucho de injecção ficar vazio. Pode então remover-se o cartucho e inserir-se um cartucho novo.
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Na concretização do dispositivo representada nas figuras, a bucha frontal 10 está fixa à parede transversal 8, enquanto que a bucha traseira 18 é móvel para a frente e para trás para a administração de uma dose e para o estabelecimento de uma nova dose. No entanto, é também possível dispor-se a bucha fixa na parte traseira da bucha móvel. 0 cano 1 será então munido com meios de paragem que se prolongam da sua parede interna, para parar o movimento para a frente da bucha móvel, após uma distância predeterminada. As modificações necessárias para esta concretização estão dentro da competência de um perito na arte.
Antes de se inserir um novo cartucho, a haste de êmbolo 7 deve ser movida para trás para a sua posição de partida mais recuada. Isto pode ser conseguido libertando ambas as buchas 10 e 18, o que pode ser conseguido inserindo uma ferramenta adequada (não mostrada) através de uma abertura na parede do cano 1, de tal modo que os dois anéis de bloqueamento 14 e 22 sejam movidos para a frente e para trás, respectivamente, para se libertarem do seu aperto em torno das maxilas 11 e 19, respectivamente. Pode então inserir-se o novo cartucho, por exemplo, desaparafusando uma parte frontal do cano 1 de uma parte traseira do mesmo, de modo que o compartimento para o cartucho fique acessível.
O dispositivo do invento é adequado para cartuchos de injecção de câmara única, assim como de câmara dupla. Estes cartuchos têm carácter convencional e a sua concepção e preparação para uso não necessita ser aqui descrita em maior pormenor.
Quando a haste de êmbolo 7 tiver sido movida para trás para a sua posição de partida mais recuada, a sua extremidade frontal deve ainda ficar saliente da parede transversal frontal 8, de uma determinada distância. Quando é usado um cartucho de uma câmara única, esta distância deve ser tal que a extremidade frontal da haste de êmbolo assente na parede móvel traseira 5 do cartucho de injecção, quando o referido cartucho tiver sido disposto na sua posição correcta e o dispositivo de injecção
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-14tiver sido montado e aprontado para uso como, por exemplo, enroscando as peças frontal e traseira do cano 1, uma na outra. Quando é usado um cartucho de injecção de câmara dupla, o comprimento saliente da haste de êmbolo 7 deve ser tal que, quando o cartucho tiver sido posto na sua posição e o dispositivo tiver sido montado por enroscamento, a extremidade frontal da haste de êmbolo 7 pressionará a parede móvel traseira 5 do cartucho para a frente, de modo que os dois componentes nas duas câmaras do cartucho serão combinadas e misturadas, de modo convencional, durante a montagem do dispositivo. 0 comprimento adequado da haste de êmbolo 7 pode ser facilmente determinado por um perito na arte.
A grandeza da dose estabelecida a ser administrada é determinada pelo intervalo 35 entre os dois anéis de bloqueamento 14 e 22 ou entre a anilha 24 e a face frontal da manga 29 da parede transversal traseira 9. Este intervalo 35 pode ser estabelecido fazendo-se variar a distância entre as paredes transversais frontal e traseira 8 e 9. Assim, pelo menos uma destas paredes transversais 8 e 9 devia ser disposta de modo a ser movida em relação à outra de uma distância determinada e é preferido que a parede transversal traseira 9 seja móvel, visto que assim não se alterará a distância em que a haste de êmbolo 7 se salientará da parede transversal frontal 8, quando a referida haste de êmbolo estiver na sua posição de partida. A regulação da distância, entre as duas paredes transversais 8 e 9, pode ser efectuada pelo médico ou pelo farmacêutico por meio de ferramentas especiais e esta regulação não deve ser alterada posteriormente com facilidade. È assegurado, desta maneira, que o doente obterá sempre a mesma dose predeterminada.
Conforme se referiu anteriormente, é uma característica essencial do invento que a dose estabelecida seja sempre 1/N do volume do cartucho de injecção, sendo N um número inteiro com o valor 2 ou superior. Desta maneira, assegura-se que não haverá resíduo da preparação injectável, quando tiver sido administrado o número determinado de doses. Como o cartucho de injecção é cilíndrico, uma dose estabelecida será representada por uma
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-15determinada distância do movimento da parede móvel traseira 5 do cartucho e pode ser feita a regulação correcta com a ajuda de uma escala adequada ou dispositivo semelhante.
dispositivo de injecção do invento, que atrás se descreveu e mostrou, está especialmente adaptado ao processo do invento, visto que a regulação da dose a ser administrada pode ser feita de maneira contínua e não por passos, como nos processos e dispositivos da arte anterior. Combinando uma gama de concentrações diferentes de uma preparação injectável em cartuchos de injecção diferentes, torna-se portanto possível proporcionar um sistema de injecção que forneça a dose correcta da preparação ao doente e, ao mesmo tempo que não se deixa qualquer resíduo da preparação, de modo que é eliminado o desperdício caro da preparação.
dispositivo do invento foi descrito, na presente especificação em correlação com um exemplo específico mostrado nos desenhos. Deve notar-se, contudo, que a concretização representada é apenas um exemplo e que são possíveis outras concretizações e variantes dentro do âmbito das reivindicações anexas.
Além disso, deve notar-se que, embora o invento tenha sido descrito em pormenor em correlação com a concretização mais preferida, isto é, um processo e dispositivo para administração de injecções parentéricas a partir de um cartucho de injecção, esta não é a única aplicação possível do invento. É também possível empregar o processo e dispositivo do invento para a aplicação de agente farmacêuticos por outras vias de administração, para além da injecção parentérica, tais como administrações intranasais, intraoculares, tópicas, rectais e otológicos. A agulha de injecção deverá ser substituída por outros meios de administração, podendo ser necessárias outras modificações do dispositivo, como será evidente para os peritos na arte.
Lisboa, ' 7. 1992
Por KABI PHARMACIA AB
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—1— c
REIVINDICAÇÕES

Claims (12)

1 - Processo para doseamento repetido de uma preparação líquida de um agente farmaceuticamente activo, por administração a partir de um recipiente de doses múltiplas, tendo um volume definido, caracterizado por a quantidade a dosear ser 1/N do volume do recipiente de doses múltiplas, sendo N um número inteiro com o valor 2, ou superior, e por o valor de N ser seleccionado e estabelecido antes de ser iniciado o doseamento repetido da dita preparação a partir do dito recipiente de doses múltiplas, e ser mantido inalterado através de uma série de N administrações sucessivas, quando o dito recipiente de doses múltiplas tenha ficado vazio, e por a concentração da dita preparação líquida no dito recipiente de doses múltiplas ser adaptada para proporcionar a dose desejada.
2 - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por o dito recipiente de doses múltiplas ser uma recarga para injecção destinada a injecções parentéricas.
3 - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por N ser um número inteiro compreendido entre 2 e 42.
4 - Dispositivo para doseamento repetido de uma preparação líquida, compreendendo um dispositivo de suporte para um recipiente de doses múltiplas, tendo um volume definido e contendo uma preparação, tendo uma composição definida, estando o dito recipiente de doses múltiplas munido com uma parede frontal fixa, através da qual pode ser disposta uma saída para a preparação e uma parede traseira móvel, a qual pode actuar como um êmbolo, para expelir a preparação através da dita saída e uma haste de êmbolo, por meio da qual a parede traseira móvel pode ser pressionada para a frente, caracterizado por a dita haste de êmbolo estar munida com meios de bloqueamento libertáveis, por meio dos quais é limitado o movimento da dita haste de êmbolo a um comprimento definido e pré-estabelecido, que corresponde ao movimento de avanço da parede traseira móvel, correspondente a 1/N do volume do dito recipiente de doses múltiplas, sendo N um número inteiro com valor 2, ou superior.
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5 - Dispositivo de acordo com a reivindicação 4, caracterizado por os ditos meios de bloqueamento, depois da haste de êmbolo e da parede traseira móvel terem sido movidos para a frente, do dito comprimento definido, poderem ser libertos da dita haste de êmbolo e novamente fixos à mesma, numa posição tal que a dita haste de êmbolo e a dita parede traseira móvel podem ser novamente deslocados para a frente, do mesmo comprimento definido, e este processo poder ser repetido sucessivamente até a haste de êmbolo e a parede traseira móvel terem sido movidas para a frente N vezes, de modo que o recipiente de doses múltiplas fique vazio.
6 - Dispositivo de acordo com a reivindicações 4 ou 5, caracterizado por o mesmo ser configurado como um dispositivo de administração de injecções para administrar injecções parentéricas repetidas de uma recarga para injecção.
7 - Dispositivo de acordo com a reivindicação 6, caracterizado por compreender um tubo para suportar, na sua extremidade frontal, uma recarga para injecção e uma haste de êmbolo para actuar na dita recarga para injecção, de modo a expelir uma quantidade estabelecida de uma preparação injectável da dita recarga, caracterizado por os ditos meios de bloqueamento libertáveis compreenderem uma bucha fixa e uma bucha móvel que se apertam em torno da haste de êmbolo, sob a acção de uma força de mola, sendo a dita actuação de aperto eliminável, reduzindo a dita força de mola e por o dispositivo compreender ainda um arranjo de sujeição, por meio do qual a dita bucha móvel pode ser liberta e movida para trás, ao longo da dita haste de êmbolo, enquanto ao mesmo tempo comprime uma mola, quando a dita bucha móvel está de novo apertada em torno da haste do êmbolo e meios para libertarem a dita bucha fixa, pelo que a dita bucha móvel e a dita haste de êmbolo podem ser movidas para a frente pela acção da dita mola comprimida, determinando a distância que a dita bucha móvel se move para a frente a grandeza da dose estabelecida.
8 - Dispositivo de acordo com as reivindicações 6 ou 7, ca74 413
132367/SAH/ej racterizado por a dita recarga para injecção ser do tipo de câmara única.
9 - Dispositivo de acordo com as reivindicações 6 ou 7, caracterizado por a dita recarga para injecção ser do tipo de câmara dupla.
10 - Sistema para doseamento repetido de uma preparação líquida de um agente farmaceuticamente activo por administração a partir de um recipiente de doses múltiplas, tendo um volume definido, caracterizado por uma quantidade seleccionada de 1/N do volume do dito recipiente ser doseada repetidamente a partir do dito recipiente, sendo N um número inteiro, tendo o valor 2, ou superior, e por a concentração da preparação no dito recipiente de doses múltiplas estar adaptada a proporcionar a dose desej ada.
11 - Sistema de acordo com a reivindicação 10, caracterizado por o doseamento repetido consistir numa série de N injecções parentéricas sucessivas a partir de uma recarga para injecção.
12 - Sistema de acordo com a reivindicação 11, caracterizado por N ser um número inteiro compreendido entre 2 e 42.
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