PT90042B - Ferramenta de corte anular com folga radial - Google Patents
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Description
EVERETT D
HOUGEN
FUNDAMENTO DA INVENÇÃO
A presente invenção diz respeito a ferramentas de corte anulares para utilização no corte de furos numa peça em curso de fabrico, de preferência uma peça metálica. Mais particularmente, a presente invenção refere-se a uma ferramenta de corte anular aperfeiçoada que abre furos mais eficientemente do que as ferramentas conhecidas antes, devido à sua capacidade de descarregar as aparas de maneira mais eficiente. Como é conhecido, as ferramentas de corte anulares cortam um furo numa peça em curso de fabrico cortando uma ranhura ou fenda anular na peça, ficando depois de feito o corte uma massa metálica irregular de material. Os dentes de corte da ferramenta de corte anular removem continuamente material do fundo da referida fenda sob a forma de aparas que sao descarregadas através de estrias formadas no corpo da ferramenta de corte anular, geralmente exteriores a esse corpo.
A experiência mostrou que a duração e a eficácia de uma ferramenta de corte anular (isto é, a facilidade e o número de vezes que se podem cortar furos em peças metálicas e o acabamento produzido pela peça de corte anular na peça metálica) dependem em grande medida da capacidade da ferramenta de corte para descarregar o material cortado, ou aparas, através das suas estrias ou passagens de descarga. Quando as aparas formadas por uma ferramenta de corte anular para cortar furos não puderem
- 2 deslocar-se livremente afastando-se das arestas de corte ou se as estrias ficarem cheias ou obstruídas com aparas, o binário e o impulso necessários para fazer avançar a ferramenta de corte aumentam, a ferramenta de corte desgasta-se mais rapidamente e detiora-se o acabamento dos furos. Isso é devido principalmente à acumulação das aparas entre as arestas de corte e a peça, criando condições para o desenvolvimento excessivo de calor por atrito, do que resulta a abrasão das arestas de corte e a danificação da parede lateral do furo que está a ser cortado.
requerente reconheceu a necessidade da descarga livre das aparas e inventou várias ferramentas de corte patenteadas que fazem a descarga das aparas mais livremente.
Na patente de invenção norte-americana do requerente N5 3 609 056, apresenta-se uma ferramenta de corte anular na qual cada dente corta uma única apara. Os dentes sucessivos estão divididos em grupos de três, cortando cada dente em cada grupo uma apara com uma largura de cerca de um terço da largura do dente. Proporciona-se uma porção mais grossa (18) para facilitar a descarga das aparas proporcionando uma área de folga (104). Esta área de folga (104) proporciona uma passagem de descarga que se torna progressivamente mais larga no sentido de dentro para fora.
A ferramenta de corte da patente de invenção norte-americana N9 3 609 056 teve êxito na melhoria do rendimento e da duração da ferramenta de corte pelo melhoramento da descarga das aparas, mas a sua concepção sacrificou a velocidade, pelo facto de cada dente cortar apenas um terço da fenda em comparação com uma ferramenta de corte anular em que cada dente corta toda a fenda.
Reconhecendo este inconveniente, o requerente inventou uma ferramenta de corte anular, descrita na patente de invenção norte-americana republicada N2 Re 28 4-16. Esta patente de invenção apresenta uma ferramenta de corte na qual cada dente λ
é formado com pelo menos duas arestas de corte estendendo-se radialmente e escalonadas perifericamente. As arestas de corte estão desenhadas de modo que cada uma delas corta uma apara da fenda com uma ligeira sobreposição das arestas de corte de modo que toda a fenda é cortada por todos .os dentes. Como se compreenderá, a ferramenta de corte cortará um furo mais rapidamente do que a da patente de invenção norte-americana N° 5 609 056, se se usar o mesmo número de dentes em ambas as ferramentas de corte.
A aresta de corte mais interior radialmente da ferramenta de corte da patente de invenção norte-americana Re 28 4-16 estende-se radialmente através do canal pouco profundo formado na nervura entre dentes sucessivos, e a aresta de corte mais exterior estende-se radialmente através da parede traseira da estria que se estende em espiral para cima da ferramenta de corte entre dentes sucessivos. Tanto a estria como a nervura têm uma espessura igual a cerca de metade da espessura da parede anular da ferramenta de corte. Estas duas arestas de corte estão separadas perifericamente pela parede inferior da estria que, na forma de realização descrita na patente de invenção norte-americana Re 28 4-16, é inclinada ligeiramente numa direcção radialmente para dentro, de modo que as arestas de corte — *4* — _ 7 se sobrepoem radialmente numa pequena extensão para cortar duas aparas separadas ou pelo menos uma apara que se parte facilmente em duas aparas. Esta ligeira inclinação está ilustrada na fig. 4 da patente de invenção norte-americana Re 28 416.
A inclinação começa em (38) e estende-se para trás até (39).
Como pode ver-se, a extremidade (48) da aresta de corte (22) sobrepõe-se ligeiramente à extremidade (39) da aresta de corte (24).
A ferramenta de corte descrita na patente de invenção norte-americana Re 28 416 produz acções de corte que são de longe superiores às das ferramentas de corte usadas anteriormente e têm actualmente um êxito extremamente grande. Contudo, verificou-se que, quando a ferramenta de corte descrita na patente de invenção norte-americana Re 28 416 era usada para cortar furos numa base de produção a grandes velocidades e trabalho pesado, há uma tendência para as aparas produzirem obstrução e não se deslocarem livremente como se deseja. Isso faz com que a acção de corte seja muito mais lenta, produzindo-se furos cónicos sobredimensionados com um acabamento grosseiro.
Além disso encurtava-se a duraçao da ferramenta de corte, podendo a ferramenta partir-se com o trabalho pesado.
requerente determinou então que a maneira mais prática de eliminar os inconvenientes da patente de invenção norte-americana Re 28 416, mantendo no entanto as suas vantagens, era conceber uma ferramenta de corte que produzisse aparas finas e estreitas que facilmente se dirijam para a estria logo que são cortadas. Poi pensado pelo requerente que uma apara larga não flecte facilmente e ocuparia um volume relativamente grande;
portanto, se uma apara fosse estreita ela encontraria uma menor obstrução quando fosse descarregada. Além disso, sabia-se que, quando se reduz a dimensão da estria, se aumenta a resistência da ferramenta de corte uma vez que a nervura entre dentes sucessivos é mais espessa.
Para obter as vantagens de uma apara mais fina e uma ferramenta de corte mais forte, o requerente inventou a ferramenta de corte descrita na patente de invenção norte-americana N2 4 452 554-, que tem um certo número de dentes cada um com pelo menos três arestas de corte. Cada uma destas arestas de corte tem uma dimensão radial substancialmente menor do que metade da espessura da parede e de preferência igual a cerca .de um terço da espessura da parede. Deste modo, a dimensão radial da estria pode ser tão pequena como cerca de um terço da espessura da parede e ainda suficientemente profunda para acomodar livremente a apara cortada pela aresta de corte mais larga.
A ferramenta de corte de furos anular descrita na patente de invenção norte-americana do requerente N2 4 452 554 provou ter êxito comercial, tendo vantagens substanciais sobre as ferramentas de corte já conhecidas, incluindo uma maior eficiência e uma maior duração. Contudo, descobriu-se que havia ainda um problema com a obstrução a velocidades elevadas e um desgaste grande em certas aplicações industriais. Descobriu-se que 0 problema era devido à apara que é cortada pela aresta de corte exterior. Quando a aresta de corte exterior corta uma apara, esta última pode ficar apertada entre a parede interior do furo que está a ser aberto e o ressalto definido entre dois
dentes escalonados. Nas ferramentas de corte com arestas de corte escalonadas perifericamente, a aresta de corte exterior termina na sua extremidade interior radialmente contra o ressalto da ferramenta de corte que se estende perifericamente e termina na sua extremidade exterior radialmente na parede interior do furo que está a ser formado. Se a apara cortada por esta aresta de corte exterior não for mais estreita do que esta passagem da apara definida entre o ressalto e a parede interior, a apara fica entalada. Constituía uma limitaçao das duas patentes de invenção norte-americanas Re 28 4-16 e 4- 4-52 554- o facto de que, fossem quais fossem as modificações da profundidade da estria para acomodar a apara interior, a apara cortada pela aresta de corte exterior ficava entalada entre o ressalto e a parede interior do furo.
Após experiências e investigações extensivas, o requerente descobriu que esta interferência ha apara exterior resultava principalmente de três factores, que actuam separadamente ou em combinação, designadamente: 1) a largura da apara gerada é maior do que a passagem para a apara ou estria junto da aresta de corte, 2) a expansao da apara depois de ser cortada e 3) o movimento radial das aparas à medida que são cortadas, sendo este movimento principalmente um movimento para dentro radialmente.
A largura total ou réal da aresta de corte do dente será igual à largura da fenda dessa aresta, isto é, o trajecto que está a ser cortado por essa aresta, apenas quando essa aresta for rectilínea e perpendicular ao eixo de rotação da ferramenta de corte anular. Qualquer outra forma da aresta de
corte, tal como rectilínea mas não perpendicular ao eixo de rotação, ou cristada, etc. terá uma largura total maior do que a largura da fenda cortando uma apara com uma largura gerada que é maior do que a largura da fenda. Tipicamente, verificar-se-ão larguras maiores da apara gerada nas ferramentas de corte que possuem cristãs. Com referência à patente de invenção norte-americana N2 4- 4-52 554- a aresta de corte exterior (58) tem uma cristã (60) que é definida pela intersecção das faces traseiras. A aresta de corte (38) cortará uma apara que é inicialmente curvada, mas que se endireitará imediatamente depois de ser cortada. Anteriormente, julgava-se que estas aparas não se endireitavam, mas sim que as aparas se dobravam de modo que poderiam facilmente escoar-se entre a passagem definida pelo ressalto (28) e a parede interior do furo que está a ser cortado.
requerente supõe que a expansão da apara era devida a uma deformação linear da mesma com uma expansao lateral ou radial resultante da apara. Esta expansao da apara julgava-se ser dependente da velocidade de alimentação e da geometria dos dentes, resultando de uma velocidade de alimentação maior uma apara mais espessa, que se expande radialmente mais do que uma apara mais fina. Verificou-se nos ensaios que um dente com uma aresta de corte achatada definida por um ângulo agudo de 15° θ a largura da fenda de cerca de 3,8 mm (0,14-0”), por exemplo, cortará uma apara com uma largura radial de cerca de 3,9 mm (0,152”), para o aço macio com baixa percentagem de carbono, com uma velocidade de alimentação de cerca de 0,18 mm (0,007) por dente. Ê cerca de 0,3 mm (0,012) maior do que a largura σ
da fenda. Numa ferramenta de corte com dentes cristados, a expansão da apara é um tanto menor, mas a largura gerada da apara, devida ao dente cristado, dará origem ainda a uma apara substancialmente mais larga do que a largura da fenda.
Finalmente, descobriu-se, em ensaios, que normalmente são produzidas aparas para dentro com uma ferramenta de corte de furos anular, no sentido do eixo da ferramenta de corte, do que resultam outras interferências.
Os problemas anteriores foram resolvidos na patente de invenção norte-americana NS 4- 632 610 concedida ao requerente. Nesta patente de invenção, porções das arestas de corte de pares de dentes foram rebaixados alternadamente de tal modo que a fenda foi ainda mais subdividida. A apara exterior, pela primeira vez, foi mais estreita do que a passagem adjacente para as aparas. Embora isso tenha melhorado muito a eficiência e a capacidade de corte da ferramenta, especialmente para as velocidades mais elevadas e para os furos mais profundos, complicou-se a construção da ferramenta e tornou-se mais difícil o fabrico e o reafiamento. Embora a ferramenta de corte descrita na patente de invenção norte-americana N^ 4- 632 610 tenha provado ter êxito comercial, o requerente continuou a busca de uma solução mais simples para este problema muito difícil.
A presente invenção resolve o problema do entalamento das aparas no dente exterior, enquanto mantém un desenho de fabricação simples e de mais simples reafiamento. Além disso, a presente invenção pode ser utilizada em qualquer ferramenta de corte de furos anular con dentes adjacentes espaçados perifericamente, de modo que se define um ressalto entre as arestas de
corte, e estas últimas formam duas aparas separadas.
SUMARIO DA INVENÇÃO
A ferramenta de corte anular segundo a presente invenção tem uma porção de corpo com vários dentes espaçados perifericamente em torno da sua extremidade inferior e um certo número de estrias que se estendem para cima em torno da periferia exterior da porção do corpo entre os dentes. Cada estria é definida por uma parede lateral dianteira e uma parede traseira e uma parede de fundo e os dentes são configurados para cortar várias aparas que, quando cortadas, são fornecidas para o interior das estrias.
Na forma de realização preferida, cada um dos dentes tem pelo menos duas arestas de corte escalonadas perifericamente, sendo uma aresta de corte formada na parte inferior da parede lateral traseira, com a outra aresta de corte afastada perifericamente para a frente e formada na porção de nervura entre dentes da ferramenta de corte anular. A porção de nervura é definida pela porção restante da parede do corpo depois de formada a estria e tem aproximadamente metade da largura da parede lateral da ferramenta de corte. Contudo, deve entender-se que qualquer configuração dos dentes da ferramenta de corte que utilize pelo menos duas arestas de corte que cortam duas aparas separadas fica incluída na presente invenção. A este respeito, as invenções anteriores do requerente descritas nas patentes de invenção norte-americanas Re 28 4-16, 4 4-52 55^ θ
4- 632 610 estão incluídas no âmbito da presente invenção.
As arestas de corte de cada dente são separadas por uma ι
-à_xy parede ou ressalto que, na forma de realização preferida, está na parede de fundo da estria adjacente. A primeira aresta de corte vai à frente da segunda aresta quando se roda a ferramenta de corte, cortando cada uma das arestas de corte uma apara separada. As aparas cortadas têm uma largura radial, quando cortadas, que é pelo menos igual à largura radial das arestas de corte respectivas.
Como atrás se explicou, estas aparas, quando cortadas, têm uma largura pelo menos igual à da aresta de corte que geralmente será maior do que a largura radial da aresta de corte se a apara se endireitar ou se expandir. Além disso, as aparas podem mover-se para dentro, no senticbcbeixo da ferramenta de corte. Para conciliar estes factores e facilitar a descarga das aparas, proporciona-se uma folga radial com comunicação com a estria adjacente, radialmente, junto da segunda aresta de corte traseira. Esta folga radial recebe uma porção da largura radial da apara quando esta última é formada pela aresta de corte traseira para facilitar a alimentação sem obstáculos da apara para o interior da estria adjacente. De preferência, a folga radial é radialmente adjacente à parede traseira e estende-se radialmente para dentro, para o interior da parede do fundo da estria adjacente, formando uma passagem secundária das aparas que comunica com a estria adjacente. A folga radial estende-se axialmente do fundo da extremidade inferior da ferramenta de corte para a extremidade superior da ferramenta de corte. Numa forma de realização, a folga radial estende-se ao longo de todo o comprimento da estria, tendo a estria uma profundidade substancialmente uniforme ao longo do comprimento da
J.J.
ferramenta de corte. Numa outra forma de realização, a folga radial estende-se e parte para cima na ferramenta de corte anular até um ponto em que a estria é cavada até à profundidade da folga radial.
De preferência, para uma adaptaçao suficiente ao endireitamento, expansão e movimento da apara, a profundidade radial da folga radial deve estar compreendida entre cerca de 0,254- e 0,635 mm (0,010 e 0,025), dependendo a dimensão maior da espessura da parede da ferramenta de corte, sendo mesmo permissível uma profundidade radial maior com uma espessura de parede maior, e a largura periférica deve ser igual a cerca de 0,254 mm (0,010) e pelo menos maior do que a espessura da apara cortada. Além disso, na forma de realização preferida, o canto mais exterior radialmente da aresta de corte dianteira é chanfrado para impedir a fractura desse canto. Verificou-se que este canto está sujeito a forças consideráveis e que por vezes tem lugar a fractura do canto. Para evitar isso, o canto exposto é chanfrado para cima a partir da extremidade inferior e para trás a partir da aresta de corte. Isto minimiza ou elimina o corte no canto vulnerável, pois o corte nesta área é feito pela extremidade interior da aresta traseira.
Como atrás se referiu, muitas geometriás de corte diferentes estariam incluídas no âmbito da presente invenção. Incluindo nas mesmas está a que é conhecida por geometria empilhada, que é usada para cortar furos em peças metálicas empilhadas, por exemplo várias placas metálicas nas quais se corta um furo genericamente perpendicular aos planos das placas. Uma ferramenta de corte de furos anular típica não pode cortar
através das peças empilhadas devido à configuração da massa metálica irregular formada. As ferramentas de corte defiròs anulares típicas têm a aresta de corte exterior axialmente mais baixa do que a aresta de corte interior. Quando a ferramenta de corte de furos anular prnetra na superfície da primeira peça, a aresta de corte exterior é a primeira a ser perfurada, havendo um pequeno lábio ou aba que se mantém na massa metálica interior irregular. Como se compreenderá, quando se corta através de materiais empilhados, esta aba impede que a aresta de corte interior se aplique à peça seguinte. A massa metálica referida simplesmente roda no interior da ferramenta de corte anular contra a superfície da peça seguinte, impedindo a aba que as arestas de corte interiores penetrem na superfície da peça inferior.
Quando se pretender cortar peças empilhadas usa-se a ferramenta de corte com geometria empilhada. Em resumo, numa ferramenta de corte empilhada, a aresta interior é axialmente mais baixa do que a aresta exterior.Deste modo, a aresta de corte interior é a primeira a penetrar através do material sem a aba resultante, e a aresta de corte interior é a primeira a entrar na peça seguinte, seguindo-se a aresta de corte exterior. A folga radial e/ou o relevo axial da presente invenção é mesmo mais útil nas geometrias das ferramentas de corte empilhadas pelas mesmas razões que nas ferramentas anulares normais e porque as aparas são dirigidas para dentro mais para o lado do ressalto devido ao ângulo de inclinação.
A presente invenção refere-se além disso a um processo simplificado preferido para o fabrico de ferramentas de corte
L /
de furos anulares utilizando a folga radial ou a estria arredondada segundo a presente invenção. Este processo utiliza uma Poda de rectificar especialmente preparada para abrir simultaneamente a estria e a folga radial numa ferramenta de corte em bruto. 0 contorno compreende uma superfície elevada que começa de um lado da periferia da roda de rectificar e que termina numa porção genericamente côncava. Durante a rectificação, a roda de rectificar é rodada a uma velocidade elevada em torno do seu eixo de rotação. A ferramenta de corte em bruto é simultaneamente rodada em torno do seu eixo e deslocada axialmente em relação à roda de rectificar para abrir as estrias na parte lateral da ferramenta de corte em bruto. 0 lado da roda de rectificar adjacente à porção elevada forma a aresta de corte mais exterior da ferramenta de corte anular e a parede traseira da estria, formando a porção elevada e a periferia da roda de rectificar a folga radial e a parede do fundo da estria. 0 lado oposto da roda de rectificar forma a parede dianteira da estria. Depois de cortadas as estrias no interior do corpo, corta-se um canal na nervura da ferramenta de corte anular para formar a aresta de corte mais interior. Uma vez completadas estas duas passagens, forma-se a geometria da ferramenta de corte, isto é, as arestas de corte na extremidade inferior da ferramenta de corte. Na forma de realização mais preferida, a porção elevada na roda de rectificar tem uma altura radial de aproximadamente de 0,381 a 0,508 mm (0,015 a 0,020) e a porção côncava da roda de rectificar tem um valor do raio compreendido entre cerca de 3,81 e 7,62 mm (0,15 a 0,30),
-
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
Nos desenhos anexos, as figuras representam:
A fig. 1, uma vista em planta da ferramenta de corte anular segundo a presente invenção;
A fig. 2, uma vista de topo parcial da ferramenta de corte da fig. 1 segundo a linha (2-2);
A fig. 3, uma vista parcial em perspectiva da ferramenta de corte da fig. 2, segundo a linha (3);
A fig. 4, uma vista de topo parcial de um dente ilustrando a folga radial segundo a presente invenção e a sua função ;
A fig. 5, uma vista parcial de frente das arestas interior e exterior de um único dente, pelas linhas (5-5) da fig. 4;
A fig. 6, uma vista parcial de topo de uma outra forma de realização segundo a presente invenção;
A fig. 7, uma vista de topo parcial de ainda outra forma de realização da presente invenção;
A fig. 8, uma vista em planta de uma outra forma de realização da presente invenção;
A fig. 9, uma vista de topo da ferramenta de corte anular da fig. 8, segundo a linha (9-9);
A fig. 10, uma vista parcial de lado da ferramenta de corte anular da fig. 9, segundo a linha (10-10);
A fig. 10a, uma outra forma de realização da ferramenta de corte ilustrada na fig. 10;
A fig. 11, uma vista parcial de topo da porção inferior
- 1?
ô da ferramenta de corte anular ilustrando o processo da fig. 12;
A fig. 12, a ilustração de um processo para a abertura das estrias e da folga radial numa ferramenta de corte em bruto;
A fig. 13, uma vista de topo parcial da porção inferior da ferramenta de corte anular que ilustra uma outra forma de realização da mesma;
A fig. 14, uma vista de lado da ferramenta de corte anular da fig. 13 feito pela linha (14—14);
A fig. 15, uma vista parcial de topo da porção inferior de uma outra forma de realização da ferramenta de corte anular segundo a presente invenção;
A fig. 16, uma vista de topo das arestas de corte de um dente da fig. 15 feito pela linha (16-16).
DESCRIÇÃO PORMENORIZADA DA INVENÇÃO
Com referência à fig. 1, a ferramenta de corte anular segundo a presente invenção tem a designação genérica (10). A ferramenta de corte (10) inclui uma porção de corpo anular ou tubular (12) com uma haste maciça (14) montada na extremidade superior fechada (16) do corpo e vários dentes de corte (22) espaçados perifericamente, formados na extremidade inferior (20) da ferramenta de corte. Estrias ou passagens de descarga (24) das aparas estendem-se da extremidade inferior (20) para a extremidade superior (16) do corpo (12). As estrias (24) são definidas por uma parede dianteira (26), uma parede traseira (28) e uma parede de fundo (30). De preferência, as estrias (24) têm uma profundidade ligeiramente maior do que metade da espessura do corpo (12). Na forma de realizaçao preferida
- -LO representada, as estrias estendem-se em espiral para cima para o interior do corpo cilíndrico da ferramenta de corte, mas poderiam usar-se também estrias axiais.
Com referência à fig. 2, a parede interior do corpo tubular (12) está indicada em (31) θ a parede exterior em (33).
Como pode ver-se, a estria (24) tem uma profundidade radial que é ligeiramente maior do que metade da espessura do corpo entre as paredes interior e exterior (31) e (33), respectivamente. Uma porção de nervura (25) é definida pela área restante entre a parede do fundo (30) da estria (24) e a parede interior (31) da ferramenta de corte anular (fig. 10). De preferência, esta porção de nervura é menor do que metade da espessura da porção do corpo (12).
Os dentes de corte (22) têm pelo menos duas arestas de corte espaçadas perifericamente, uma aresta de corte interior (32) e uma aresta de corte exterior (34-) adjacente. Tal como aqui se usam, interior e exterior referem-se a posições radiais relativas das arestas de corte em relação ao eixo da ferramenta de corte anular. A aresta de corte interior é a aresta de corte adjacente radialmente para dentro e a aresta de corte exterior adjacente radialmente para fora à parede interior do furo que está a ser cortado. Como se compreenderá, os dentes de corte podem ter duas ou mais arestas de corte. As arestas de corte (32) e (34-) são definidas por faces afastadas para trás ou superfícies de folga (38) e (36). Mais especificamente, a aresta de corte exterior (34-) ê definida pela intersecção das faces afastadas (36) e (38) com a parede traseira (28) da estria (24) e a aresta de corte interior (32) é formada por recorte da porção da nervura (25) para formar uma superfície (39) que intersecta a face afastada (36) (fig. 5)· Tanto a parede traseira (23) como a superfície (39) são inclinadas segundo um ângulo ligeiro, relativamente à vertical. A superfície afastada (36) inclina-se para trás e para cima na direcção da extremidade superior (16) da ferramenta de corte segundo um ângulo de aproximadamente 6° e radialmente para dentro segundo um ângulo de aproximadamente 20°. Esta inclinação radialmente para dentro vê-se melhor na fig. 5· A face afastada (38) inclina-se também para trás e para cima segundo um ângulo de aproximadamente 6° da aresta de corte (34) e radialmente para fora segundo um ângulo de aproximadamente 15°. Deve compreender-se que estes valores não se destinam de modo nenhum a limitar o alcance da presente invenção e que podem ser alterados conforme as condições de funcionamento.
A linha de intersecção entre as faces afastadas (36) e (38) define uma cristã (40) que também divide a aresta de corte exterior (34) em arestas exterior e interior (34a) e (34b), respectivamente. A aresta de corte (34) é axialmente mais baixa do qie a aresta (36), de modo que a cristã (40) contacta a superfície de trabalho inicialmente para guiar a ferramenta de corte anular para o interior da peça a trabalhar para tornar mais fácil o início do furo. Para facilitar a descarga da apara cortada pela aresta de corte interior (32) e para dirigir essa apara para o interior da estria (24), proporciona-se um canal (42) para as aparas.
As arestas de corte interior e exterior (32) e (34), respectivamente, são separadas perifericamente por um ressalto (44). 0 ressalto (44) é definido pela parede de fundo (30) da
- XO -
estria (24). Estendendo-seradialmente para dentro para o ressalto (44) há uma folga radial ou espaço (46). Esta folga radial tem uma profundidade radial e uma largura periférica suficientes para acomodar a apara (50) que é cortada pela aresta de corte exterior (34). Como atrás se descreve, a apara (50) tem uma largura radial inicial que é definida pelo comprimento radial da aresta de corte (34). Imediatamente depois de ter sido cortada, a apara (50) geralmente aumenta a sua largura radial devido a èndireitar-se a partir da sua posição curvada devido à cristã (40) e pela expansão. Isso está representado na fig. 4 pela porção a tracejado da apara (50). Adicionalmente, a apara pode deslocar-se radialmente para dentro no sentido da folga radial (46). Isto está representado pela seta (43) na fig. 4.
Sem o espaço (46), a apara ficaria entalada entre o ressalto (44) e a parede interior (52) do furo que está a ser formado.
requerente descobriu que a largura radial (46) está de preferência compreendida entre cerca de 0,38 e 0,51 mm (0,015 a 0,020) e a largura periférica da folga (46) é pelo menos de cerca de 0,25 mm (0,01), independentemente das dimensoes da ferramenta de corte, da velocidade de corte e do material cortado. As razões exactas por que esta relação é verdadeira não são completamente entendidas. Contudo, descobriu-se que uma profundidade radial de cerca de 0,38 a 5 mm (0,015 a 0,20) para a folga radial é suficiente para evitar a prisão e a obstrução, como atrás se descreveu.
Como atrás se descreveu, a apara (48) cortada pela aresta de corte interior (32) também aumenta as dimensões depois de ser cortada; porém, isso não representa qualquer problema na ferra-
menta de corte segundo a presente invenção porque a apara (48) entre o ressalto (44) e a parede interior (52) do furo que está a ser cortado. Além disso, a apara tenderá a deslocar-se afastando-se da massa metálica irregular (54-) à medida que a apara está a ser cortada e dirigida para o interior da estria (24) pelo canal (42). Como a estria é ligeiramente mais profunda do que metade da espessura da parede da ferramenta de corte anular, a apara (48) terá uma largura radial, mesmo depois de aumentar devido aos factores atrás referidos, que é menor do que a profundidade da estria. Consegue-se assim a descarga sem impedimento da apara (48), resultando daí um maior rendimento e uma maior duração da ferramenta de corte.
Como agora será compreendido por um entendido na matéria com conhecimentos normais a folga radial (46) proporciona a descarga sem impedimento das aparas durante o processo de corte. A aresta de corte interior (32), como se explicou, tem uma largura radial menor do que a profundidade radial da estria (24) adjacente porque a dimensão radial da aresta (32) depende da profundidade da estria (24). A apara (48) cortada pela aresta (32) tem assim uma largura radial que, mesmo depois do seu aumento, é menor do que a profundidade radial da estria (24). Devido ao dimensionamento da aresta de corte interior (32) e da estria (24), a aresta de corte exterior (34) tem de ter uma largura radial maior do que a largura radial da aresta de corte interior (32) e igual à profundidade da estria (24). Sem a folga radial (46) segundo a presente invenção, a apara (50) ficaria presa entre o ressalto (44) e a parede interior (52) do furo que está a ser formado. Além disso, a apara (50) ligar-se-ia ao longo de todo o comprimento da estria (24) e impediria o escoamento da apara (48). 0 relevo radial (46) elimina este problema aprofundando a estria (24) para acomodar a apara (50) sem afectar a largura radial de nenhuma das arestas de corte. Deste modo, as aparas (48) e (50) podem escoar-se sem impedimento através das estrias (24).
Na forma de realização preferida, a ferramenta de corte ilustrada nas fig. 1 a 5 inclui uma área de relevo exterior (56) que define uma margem exterior (58)· Esta margem exterior e o relevo proporcionam ura melhor acabamento ao furo anular que está a ser formado, como se descreve na patente de invenção norte-americana do requerente N9 4 322 188, que aqui se incorpora por referência.
Além disso, é vantajoso ter um relevo e uma margem interiores (não representados) em alguns ou em todos os dentes de corte, como se descreve na patente de invenção norte-americana do requerente N2 4 558 944, que também aqui se incorpora por referência.
Com referência à fig. 6, nela está ilustrada uma outra forma de realização preferida da presente invenção. Nesta forma de realização, deram-se os mesmos números de referência das formas de realização anteriores aos elementos semelhantes. A diferença principal entre a ferramenta de corte anular ilustrada nas fig. 1 a 5 θ a ferramenta de corte anular ilustrada na fig. 6 é a configuração da folga radial. Na forma de realização anterior, a folga radial (46) era configurada mais como um canal, que começava na extremidade interior da aresta de corte (34) e terminava no ressalto (44). Nesta forma de realização preferida, a folga radial (60) é mais curva e termina num ressalto (62) convexo ou suavemente arredondado. Nesta forma de realização, a profundidade radial e a largura periférica da folga radial (60) podem ser substancialmente as mesmas que na folga radial (46).
A razao por que pode preferir-se a forma de realização da fig. 6 é devida ao processo como se forma a folga radial. A forma de realização da fig. 6 é de fabricação mais simples que a das fig. 1 a 4. Na fabricação das ferramentas de corte anulares da forma de realização preferida, a estria (24), a aresta de corte (34) e a folga radial (60) são todas formadas numa passagem de uma roda de rectificar (92) com um contorno especial. Pelo contrário, a forma de realização da fig. 4 exige uma passagem da roda de rectificar para formar a aresta de corte (34) e a estria (24) e depois uma segunda passagem da roda de rectificar para formar a folga radial (46). Esta operação adicional exige mais tempo e esforço e aumenta o custo do fabrico da ferramenta de corte anular.
Com referência ãs fig. 11 e 12, vai agora ser descrito o processo de fabricação da forma de realização preferida. Proporciona-se uma peça em bruto (90) para a ferramenta de corte, com uma porção de corpo tubular que termina numa haste com uma configuração apropriada para ser montada num motor de perfuração. A peça em bruto (90) é montada num fuso e uma roda de rectificar (92) com um cubo convencional (91) que inclui uma abertura (93) é posicionada relativamente à peça em bruto para formar as estrias (24), a aresta de corte (34), a folga radial (60) e a parede dianteira (26). A roda de rectificar tem faces opostas (94) unidas por uma superfície periférica (95)· A superfície periférica (95) tem um certo contorno determinado ineluindo uma porção elevada ou convexa (96) que termina numa porção curva ou côncava (98) que termina numa porção angulosa (100). A porção elevada tem entre cerca de 0,38 e 0,51 ram (0,015 a 0,020) de altura, enquanto a porção curva (98) tem um raio compreendido entre cerca de 3,8 e 7,6 mm (0,15 a 0,30). A porção angulosa (100) tem um ângulo de cerca de 4-5° em relação à porção curva (98). A porção elevada ou convexa (96) forma a folga radial (60) na ferramenta de corte enquanto a porção curva (98) forma o ressalto (62) e a porção angulosa (100) forma a parede dianteira (26) da estria (24). A face lateral (94), que tem um ângulo em (97), forma a aresta de corte exterior (34).
Deve entender-se que a configuração anterior preferida da roda de rectificar não limita o alcance da presente invenção. Por exemplo, a roda de rectificar poderia ser configurada de modo que a superfície elevada ou convexa (60) não fosse curva mas sim tivesse arestas vivas e lados rectilíneos definindo um espaço de folga em forma de caixa rectangular no ressalto. Além disso, as outras formas desenhadas na roda de rectificar poderiam ser modificadas, mantendo-se dentro do escopo da presente invenção.
Fazendo rodar a roda de rectificar a velocidade elevada em torno do seu eixo de rotação (102) no cubo (91) θ simultaneamente rodando a peça em bruto (90) em torno do seu eixo central (104) a uma velocidade menor e movendo axialmente a peça em bruto (90) no sentido indicado pela seta (106) formam-se a estria, a folga radial, as paredes laterais dianteira e traseira e a aresta de corte radialmente mais extèrior. Uma
f vez formadas estas partes, utiliza-se uma segunda roda de rectificar para formar o recorte (41) e o canal (42) para definir a aresta de corte interior (32) e a passagem de descarga (42), respectivamente.
Uma outra forma de realização da presente invenção estã ilustrada na fig. 7, na qual os elementos semelhantes têm números de referência iguais aos anteriores. Nesta forma de realização, há três arestas de corte espaçadas perifericamente, incluindo uma aresta de corte interior radialmente (64), uma aresta de corte interior intermédia (66) e uma aresta de corte exterior (68). As arestas de corte (64) e (66) estão separadas por um ressalto (72), que tem um relevo ligeiro para impedir que o ressalto roce na parede da fenda formada pela aresta de corte interior (66), como se mostra na patente de invenção norte-americana Re 28 416. As arestas de corte (66) e (68) estão separadas por um ressalto (74) e proporciona-se uma folga radial (70) no ressalto (74) para acomodar o crescimento e o movimento radial da apara (80), como atrás se descreveu. 0 espaço de folga (70) funciona da mesma maneira que a folga radial (46) e (60).
A ferramenta de corte anular da fig. 7 ê do tipo genericamente descrito na patente de invenção norte-americana do requerente 4 452 55^·, que aqui se incorpora por referência. Como será evidente para os entendidos na matéria, a ferramenta de corte anular ilustrada na fig. 7 corta três aparas, cada uma das quais tem uma largura radial menor do que a profundidade radial da estria (24). Independentemente da relaçao entre a largura das aparas e a profundidade da estria, existe
ainda um problema de prisão na aresta de corte mais exterior (68). A apara (80) cortada na aresta exterior (68) aumentará as dimensões quando cortada e prender-se-á entre o ressalto (74) e a parede interior (52) do furo. Para eliminar esta prisão proporciona-se um relevo curvo (70) no ressalto (74). Independentemente do número de arestas de corte em cada dente, há sempre uma aresta de corte exterior na qual, a menos que se tomem providências para permitir a descarga sem impedimento da apara, resultará uma prisão. A presente invenção resolve este difícil problema.
Com referência às fig. 8 a 10, nelas está representada uma outra forma de realização da presente invenção, na qual foram usados os mesmos números de referência para partes semelhantes nas formas de realização anteriores. Nesta forma de realizaçao, forma-se uma folga radial (82) no ressalto (44) da ferramenta de corte anular (10) e a estria (22) é aprofundada em (84) de modo que tem a mesma profundidade radial que a folga radial (82). Esta porção aprofundada de estria (22) está representada em (88) nas fig. 8 e 10. Adicionalmente, a estria pode ser gradualmente aprofundada em vez de se aprofundar abruptamente como em (84) (fig. 10). A estria é aprofundada em (84) para facilitar ainda mais a descarga livre sem obstruções das aparas. Esta forma de realização é muito vantajosa quando se estão a formar furos muito profundos numa peça em curso de fabrico, que exigem que as aparas percorram uma distância maior antes de serem completamente descarregadas.
Com referência às fig. 13 θ 14, nelas está ilustrada uma outra forma de realizaçao da presente invenção. Nesta forma
de realizaçao, o canto radialmente mais exterior da aresta de corte interior (4-2) foi biselado em (110). 0 bisel (110) é inclinado perifericamente para trás e axialmente para cima, a partir da aresta de corte (32). 0 requerente verificou que o canto mais exterior da aresta de corte interior (32) fica exposto e é susceptível de desgaste acelerado e de rotura, como atrás se descreveu. Biselando este canto, elimina-se o canto exposto e a possibilidade de danificação da ferramenta de corte é substancialmente eliminada.
Com referência às fig. 15 θ 16, nelas está ilustrada uma ferramenta de corte com geometria empilhada. Nesta forma de realização, a aresta de corte mais interior (112) é axialmente mais baixa, quando vista da parte superior da ferramenta de corte anular (10), do que a aresta de corte mais exterior radialmente (114-). A configuração das fig. 15 θ 16 é vantajosa quando se faz o corte através de pilhas de material, como atrás se descreveu. Sem que a aresta de corte interior (112) seja mais baixa axialmente do que a aresta de corte mais exterior (114-), a ferramenta de corte não seria capaz de penetrar no material empilhado. Como atrás se explicou, quando a ferramenta de corte atravessa a primeira peça da pilha, a massa metálica é libertada por corte e pode rodar com a ferramenta de corte, o que impede as arestas de corte interiores de penetrar na peça seguinte. Com a geometria empilhada, não se forma qualquer flange na massa metálica axial.
Na forma de realização preferida da geometria da ferramenta de corte empilhada das fig. 15 θ 16, proporciona-se
- uma face afastada para trás (118). Esta face afastada para trás (118) inclina-se para trás e para cima segundo um ângulo de 6° e inclina-se radialmente para fora segundo um ângulo de cerca de 10°. Um canal pouco profundo (122) é formado na aresta (112). Este canal pode ter um ângulo tão grande como 45° a 60° em relação à vertical.
Proporciona-se uma folga radial (125) no ressalto (128) que separa as arestas de corte (112) e (114) para acomodar o crescimento e o movimento radial da apara cortada pela aresta (114). Antes da presente invenção, a apara exterior não podia afastar-se da aresta de corte porque seria entalada entre o ressalto (128) e a parede interior (52) do furo. Agora, devido à folga radial (125) segundo a presente invenção, as aparas deslocam-se sem impedimento para fora das estrias (24). Daqui resulta a necessidade de menor potência, um melhor acabamento dos furos e uma maior duração da ferramenta de corte.
Como será evidente para os entendidos na matéria, a invenção atrás descrita é aplicável a qualquer ferramenta de corte anular com dentes espaçados perifericamente que cortem pelo menos duas aparas separadas. Fez-se referência a patentes de técnica anterior do requerente, mas a presente invenção não deve considerar-se limitada às configurações das ferramentas de corte atrás descritas.
Claims (27)
- Reivindicações1.- Ferramenta de corte anular que compreende uma porção de corpo que possui um certo número de dentes espaçados perifericamente em torno da sua extremidade inferior e um certo número de estrias que se estendem para cima na periferia exterior da referida porção de corpo entre os referidos dentes, caracterizada por as referidas estrias serem definidas por paredes laterais dianteira e traseira e uma parede de fundo, tendo os referidos dentes uma configuração apropriada para cortar um certo número de aparas que, quando cortadas, são fornecidas para o interior das referidas estrias e descarregadas; tendo os referidos dentes pelo menos um primeiro bordo de corte dianteiro e um segundo bordo de corte traseiro genericamente separados radial e perifericamente pela referida parede de fundo da referida estria adjacente de modo que o referido primeiro bordo de corte vai à frente do referido segundo bordo de corte quando a referida ferramenta de corte é rodada, cortando cada um dos bordos de-28corte uma apara separada, tendo as referidas aparas uma largura radial, quando cortadas, pelo menos igual à largura radial dos respectivos bordos de corte; e facilitando uma folga radial, genericamente adjacente radialmente ao referido segundo bordo de corte traseiro que comunica com a referida estria adjacente que recebe uma porção da largura radial da referida apara quando esta apara é formada pelo referido primeiro bordo dianteiro, a alimentação sem obstrução da referida apara para o interior da referida estria adjacente.
- 2. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por a referida folga radial se estender para cima a partir da parte inferior da referida ferramenta de corte anular.
- 3. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por a folga radial ter uma largura radial de pelo menos cerca de 0,254 mm (0,010).
- 4. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por a referida folga radial se estender axialmente para cima a partir da parte inferior da referida ferra menta de corte anular, tendo a referida estria uma primeira profundidade desde a extremidade inferior da referida ferramenta de corte até um ponto entre a referida extremidade inferior e a extre-29midade superior da referida ferramenta de corte, e uma segunda profundidade, desde o referido ponto, que é maior do que a referida primeira profundidade e igual ã profundidade axial da refer da folga radial.
- 5. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o referido primeiro bordo de corte dianteiro ter um canto mais exterior radialmente terminando numa superfície chanfrada.
- 6. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o referido bordo de corte dianteiro ser axialmente mais baixo do que o referido bordo de corte traseiro .
- 7. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o referido bordo de corte dianteiro ser axialmente mais alto do que o referido bordo de corte traseiro .
- 8.- Ferramenta de corte anular que compreende uma porção de corpo que possui um certo número de dentes espaçados perifericamente em torno da sua extremidade inferior e um certo número de estrias que se estendem para cima em torno da periferia exterior da referida porção de corpo a partir da sua extremidade infe-30ferior adjacente aos referidos dentes, sendo as referidas estrias definidas por paredes laterais dianteira e traseira e uma parede de fundo, tendo os referidos dentes uma configuração apropriada para cortar um certo número de aparas gue, quando cortadas, sao fornecidas para o interior das referidas estrias para ser descarregadas, caracterizada por os referidos dentes terem pelo menos um bordo de corte exterior e um bordo de corte interior adjacente, genericamente separados radial e perifericamente por uma parede de ligaçao que se estende de um modo geral perifericamente entre os mesmos, cortando cada um dos bordos de corte uma apara da peça que estã a ser trabalhada, tendo as referidas aparas uma largura radial, quando cortadas, pelo menos igual ã largura radial do referido bordo de corte e uma espessura periférica e por se prever um canal auxiliar que se estende radialmente para o interior da referida parede de ligação imediatamente adjacente ao referido bordo de corte exterior, tendo o referido canal auxiliar uma largura radial suficiente para acomodar a largura radial da referida apara, tal como é produzida pelo corte, a expansão da referida apara imediatamente após ser produzida pelo corte e o movimento radial da referida apara quando a referida ferramenta de corte roda, e uma profundidade periférica suficiente para acomodar a referida espessura periférica da referida apara.
- 9.- Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 8, caracterizada por o referido canal auxiliar ter uma largura-31radial de pelo menos 0,254 mm (0,010).
- 10. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 8, caracterizada por o referido canal auxiliar se estender axialmente para cima a partir do fundo da referida ferramenta de corte anular, tendo a referida estria uma primeira profundidade na extremidade inferior da referida ferramenta de corte que diminui para uma segunda profundidade que é maior do que a referida primeira profundidade e aproximadamente igual ã profundidade axial do referido canal auxiliar.
- 11. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 8, caracterizada por o referido bordo de corte interior ter um canto mais exterior radialmente que termina numa superfície chanfrada.
- 12. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 8, caracterizada por o referido bordo de corte interior ser axialmente mais baixo do que o referido bordo de corte exterior .
- 13.- Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 8, caracterizada por o referido bordo de corte inferior ser axialmente mais alto do que o referido bordo de corte exterior.-3214.- Ferramenta de corte anular com uma porção de corpo com um certo número de dentes espaçados perifericamente em torno da sua extremidade inferior e um certo número de estrias que se estendem para cima em torno da periferia exterior da referida porção de corpo adjacente aos referidos dentes, sendo as referidas estrias definidas por paredes laterais dianteira e traseira e uma parede de fundo, tendo os referidos dentes uma configuração para cortar um certo número de aparas que, quando cortadas, são fornecidas para o interior das referidas estrias para serem descarregadas, caracterizada por os referidos dentes terem pelo menos um primeiro bordo de corte dianteiro e um segundo bordo de corte dianteiro genericamente separados radial e perifericamente por um ressalto, sendo o referido segundo bordo de corte traseiro o bordo de corte mais exterior, indo o referido primeiro bordo de corte ã frente do referido segundo bordo de corte quando se faz rodar a referida ferramenta de corte, cortando cada um dos bordos de corte uma apara separada, tendo as referidas aparas uma largura radial, quando cortada, pelo menos igual â largura radial do referido bordo de corte respectivo; e facilitando um espaço de folga, radialmente adjacente ao referido segundo bordo de corte traseiro, que se estende para o interior do referido ressalto que comunica com a referida estria adjacente numa porção da largura radial da referida apara quando esta última é formada pelo referido bordo de corte traseiro, a alimentação sem obstrução da referida apara para a referida estria adjacente.
- 15. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 14, caracterizada por o referido espaço de folga ter uma largura radial de cerca de 0,381 a 0,508 mm (0,015 a 0,020).
- 16. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 14, caracterizada por o referido espaço de folga se estender axialmente para cima a partir da parte inferior da referida ferramenta de corte anular, tendo a referida estria uma primeira profundidade desde a extremidade inferior da referida ferramenta de corte até um ponto entre as extremidades inferior e superior da referida ferramenta de corte e uma segunda profundidade a partir do referido ponto que é maior do que a referida primeira profundidade e igual ã profundidade axial do referido espaço de folga.
- 17. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 14, caracterizada por o referido bordo de corte dianteiro ter um canto radialmente mais exterior que termina numa superfície chanfrada.
- 18. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 14, caracterizada por o referido bordo de corte dianteiro ser axialmente mais baixo do que o referido bordo de corte traseiro.
- 19.1-3419. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 14, caracterizada por o referido bordo de corte dianteiro ser axialmente mais alto do que o referido bordo de corte traseiro.
- 20. - Ferramenta de corte anular que compreende uma porção de corpo com um certo número de dentes espaçados perifericamente em torno da sua extremidade inferior e um certo número de estrias que se estendem para cima em torno da periferia exterior da referida porção de corpo entre os referidos dentes, sendo as referidas estrias definidas por paredes laterais dianteira e traseira e por uma parede de fundo, tendo os referidos dentes uma configuração para cortar um certo número de aparas que, quando cortadas, são fornecidas para o interior das referidas estrias para serem descarregadas, caracterizada por os referidos dentes terem pelo menos um primeiro bordo de corte dianteiro e um segundo bordo de corte traseiro genericamente separados perifericamente pela referida parede de fundo da referida estria adjacente, de modo que o referido primeiro bordo de corte vai à frente do referido segundo bordo de corte quando se roda a referida ferramenta de corte, cortando cada um dos bordos de corte uma apara separada, tendo as referidas aparas uma largura radial, quando cortada, pelo monos igual ã largura radial do respectivo bordo de corte e por um espaço de folga adjacente radialmente ao referido segundo bordo de corte traseiro que comunica com a referida estria adjacente que recebe uma porção da largura radial da apara-35quando a referida apara é formada pelo referido bordo de corte traseiro facilitar a alimentação sem obstruções da referida apara para o interior da referida estria adjacente.
- 21.- Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 20, caracterizada por o referido espaço de folga ter uma largura radial compreendida entre cerca de 0,381 e 0,508 mm (0,015 a 0,020).
- 22. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 20, caracterizada por o referido espaço de folga se estender axialmente para cima a partir da parte inferior da referida ferramenta de corte anular, tendo a referida estria uma primeira profundidade na extremidade inferior da referida ferramenta de corte que decresce para uma segunda profundidade que é maior do que a referida primeira profundidade e igual ã referida profundidade axial do referido espaço de folga.
- 23. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 20, caracterizada por o referido bordo de corte traseiro ter um canto mais exterior que termina numa superfície chanfrada.
- 24.- Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 20, caracterizada por o referido bordo de corte dianteiro ser axialmente mais baixo do que o referido bordo de corte traseiro.
- 25. - Ferramenta de corte anular de acordo com a reivindicação 20, caracterizada por o referido primeiro bordo de corte dianteiro ser axialmente mais alto do que o referido bordo de corte traseiro.
- 26. - Processo para a fabricação de uma ferramenta de corte anular, caracterizado por compreender as fases de:a) proporcionar uma ferramenta de corte em bruto, tendo um corpo tubular com uma extremidade livre e uma extremidade oposta com um meio de fixação na referida extremidade oposta para fixar a referida peça em bruto num motor;b) proporcionar uma roda de rectificar para rectificar a referida peça em bruto, tendo a referida roda faces opostas e uma periferia;c) preparar um contorno na periferia da referida roda de rectificar, compreendendo o referido contorno uma superfície elevada que começa num lado da referida periferia e terminando a referida superfície elevada numa porção genericamente côncava;d) rodar a referida roda de rectificar com uma velocidade elevada em torno de um eixo substancialmente perpendicular ao eixo central da referida peça em bruto, rodando simultaneamente a referida ferramenta de corte em bruto em torno do seu eixo central ;e) deslocar axialmente a referida peça em bruto relativamente ã referida roda de rectificar de tal modo que a referida roda de rectificar abre uma estria no interior do referido corpof) repetir a fase e) para cada uma das estrias necessáriasg) abrir os dentes na referida extremidade livre, tendo os referidos dentes bordos de corte com pelo menos dois bordos espaçados perifericamente, definindo a referida porção elevada da referida roda de rectificar e a referida face adjacente da refer da roda de rectificar um canal e o bordo de corte exterior adjacente de cada dente respectivo.
- 27, - Processo de acordo com a reivindicação 26, caracterizado por a referida porção elevada estar compreendida entre cerca de 0,381 e 0,508 mm (0,015 a 0,020).
- 28. - Processo de acordo com a reivindicação 26, caracterizado por a referida porção côncava da referida roda de rectificar ter um raio de aproximadamente 3,81 a 7,62 mm (0,15) a (0,30),
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