PT86004B - Processo de producao de cromio hexavalente para utilizacao em celulas de clorato - Google Patents

Processo de producao de cromio hexavalente para utilizacao em celulas de clorato Download PDF

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Description

O presente invento refere-se a um processo de preparação ue crómio hexavalente útil na proaução electrolítica de soluções aquosas de clorato.
Uma solução aquosa de clorato de sódio e de cloreto de sódio é convencionalmente produzida por electrólise de cloreto de sódio aquoso em células electrolíticas sem diafragma. Controla-se o grau de electrólise para prociuzir um efluente da célula no qual as quantidades de clorato de sódio e de cloreto de sódio têm a proporção desejada, usualmente na gama (expressa como proporção em peso) de cerca de 1:1 a cerca de 20:1 e preferivelmente na gama de cerca de 2:1 a cerca de 15:1. A solução aquosa pode depois ser processada para remover por cristalização o clorato oe sódio que é utilizado para vários fins, por exemplo na produção de uióxido de cloro para utilização nc branqueamento de polpas celulósicas químicas, por redução, na presença de um ácido mineral forte, usualmente ácido sulfúrico, ou a solução aquosa pode ser utilizada como tal, por exemplo na preparação de dióxido de cloro.
Na electrólise do cloreto de sódio para formar clorato de sódio adiciona-se convencionalmente crómio hexavalente à salmoura alimentada à célula para melhorar significativamente a eficiência da corrente da célula na conversão de cloreto de sódio a clorato de sódio, suprimindo a redução do hipoclorito no cátodo. Como fonte ue crómio hexavalente usa-se habitualmente dicromato de sódio.
A electrólise de cloreto de sódio aquoso produz um sub-produtc gasoso, principalmente hidrogénio mas também algum oxigénio, cloro e vapor, especialmente quando se utilizam ânodos metálicos e quando a electrólise ocorre a temperaturas elevadas. Faz-se passar a corrente gasosa de sub-produto através de um condensador onde o vapor é condensado formando-se uma solução aquosa de ácido hipocloroso, tipicamente com cerca de 2 a 15 g/1 de H6C1, que também contém pequenas quantidades de cloro aissol viao. A natureza altamente corrosiva do condensado restringe
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-3os métodos do seu manuseamento. A sua utilização na formação de licor de alimentação para a produção de clorato por exemplo, introduz problemas de corrosão graves. Adicionalmente se se reintroduzissem os condensados directamente nas células poderiam ocorrer desequilíbrios na água, o que é indesejável.
hipocloreto está também usualmente presente na corrente de produto de clorato de sódio proveniente das células, como resultado de uma formação deficiente do clorato e é removido quer antes da cristalização do clorato de sódio em que se pretende obter o clorato de sódio nessa forma, quer antes da descarga de uma solução aquosa de clorato de sódio e de cloreto de sódio em I que se deseja ter o clorato de sódio nessa forma. A remoção do hipoclorito efectua-se convencionalmente por aquecimento da solução de clorato de sódio a uma temperatura elevada, durante um período de tempo suficiente para remover a maior parte do hipoclorito, por conversão deste a clorato, e depois, por tratamento com um agente químico redutor para remover o restante.
De acordo com o presente invento forma-se o crómio hexavalente, útil na electrólise de cloretos para formar cloratos, por reacção entre um composto de crómio trivalente e o hipoclorito presente num efluente resultante da electrólise do cloreto. Deste modo convertem-se pelo menos parte iões hipoclorito em iões cloreto inócuos, obtenao-se o cróx..... hexavalente necessário a partir de compostos de crómio trivalente facilmente dis ' poníveis.
Pode usar-se o processo de acordo com o presente invento para efectuar o tratamento do condensado contendo ácido hipoclo roso, para efectuar o tratamento de uma solução aquosa de clorato para remoção do hipoclorito, ou para uma combinação destes dois fins, dependendo da quantidade necessária de ião crómio hexavalente e da quantidade ue agente oxidante disponível para oxidação. De acordo com o presente invento, quando se trata o condensado com crómio trivalente, pode usar-se o condensado desactivado resultante, contendo apenas iões cloreto e cromato, na preparação da salmoura para a célula.
Para remoção do hipoclorito, pode usar-se, de acordo com o presente invento, qualquer fonte conveniente de crómio triva-
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-4tal como cloreto de crómio, óxido crómico ou hidróxido crómico. Estes materiais encontram-se facilmente disponíveis comercialmente ou podem ser obtidos de outras partes. Numa das concretizações do presente invento, o crómio trivalente aqui utilizado é crómio trivalente que se forma como resultado do tratamento de uma solução aquosa de clorato para lhe remover o crómio hexavalente, tal como convencionalmente se realiza quando o clorato de sódio é fornecido ao cliente nessa forma.
Num dos aspectos preferidos da última concretização, o processo de acordo com o presente invento é efectuado usando hidróxido de crómio preparado pela forma descrita no pedido de pa) tente copendente dos E.U.A. n8 de série 866726 depositado em 27 de Maio ae 19θό (E 185), transmitido ao cessionário, cuja divulgação é aqui incorporada como referência. Nesse pedido de patente descreve-se um processo pelo qual se removem os teores de crómio hexavalente de soluções de clorato de sódio, na forma de um precipitado de hidróxido crómico (Cr(OH)^), por reacção dos teores de crómio hexavalente com ditionito na presença de quantidades críticas de ião hidróxilo.
processo dessa invenção compreende:
(a) adicionar à referida solução aquosa de clorato, iões hidróxilo pelo menos suficientes para se terem condições de pH alcalino e uma proporção molar eficaz de iões hidróxilo para iões dicromato de pelo menos 3:1 por forma a permitir que o Cr (III) forme um precipitado de Cr(OH)^;
(b) adicionar ditionito à referida solução aquosa de clorato para reduzir 0 Cr(VI) a Cr(III) sob as referidas condições de pH alcalino e para provocar a precipitação do Cr(OH)^; e (c) separar o precipitado da dita solução aquosa de clorato.
A adição de iões hidróxilo à referida solução aquosa de clorato é, preferivelmente, feita numa quantidade suficiente para se ter uma proporção molar de iões hidróxilo para iões dicromato de não mais do que cerca de 6:1 e muito preferivelmente é feita numa quantidade suficiente para se ter uma proporção molar de iões hidróxilo para iões dicromato de cerca de 3:1 a cerca de 5íl. A referida adição de um ditionito à referida solu-
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-5ção aquosa de clorato β preferivelmente feita numa quantidade suficiente para se ter uma proporção molar de de pelo menos cerca ae 3,θ:
A reacção de formação de crómio hexavalente que ocorre no processo do presente invento é melhor conseguida em solução básica, ainda que se possa utilizar uma solução ácida. Para a remoção do hipoclorito do condensado resultante da corrente gasosa pelo processo do presente invento prefere-se assim adicionar pelo menos hidróxido ae sódio suficiente, ou outro agente alcalinizante conveniente ao condensado antes deste ser posto em con tacto com o crómio trivalente.
| 0 presente invento é particularmente dirigido à formação de crómio hexavalente para utilização na produção electrolítica de clorato de sódio aquoso a partir de cloreto de sódio aquoso. Contudo, o presente invento pode também ser usado na formação de crómio hexavalente para utilização na produção electrolítica de qualquer solução aquosa de clorato pela electrolise do cloreto correspondente e na qual seja útil o crómio hexavalente. Estas soluções aquosas de clorato incluem soluções aquosas ae cloratos de metais alcalinos, tais como clorato de sódio, clorato de potássio, clorato de lítio, clorato de rubídio e clorato de césio, de cloratos de metais alcalino-terrosos, tais como clorato de berílio, clorato de magnésio, clorato de cálcio, clorato de estrôncio, clorato de bário e clorato de rádio, e de misturas de dois ou mais destes cloratos, que podem também conter quantidades dissolvidas de cloretos de metais alcalinos, cloretos de metais alcalino-terrosos e suas misturas.
A solução de clorato de sódio produzida electroliticamente contém usualmente quantidades dissolvidas de cloreto de sódio e esta solução é geralmente designada por licor de célula. As concentrações de clorato de sódio e de cloreto de sódio no licor de célula podem variar grandemente, dependendo da extensão da electrolise da solução de cloreto de sódio. Geralmente, a concentração de clorato ae sódio pode variar de cerca de 100 a cerca de 750 g/1, preferivelmente de cerca de 250 a cerca de 675 g/1, e a concentração de cloreto de sódio pode variar de cerca de 20 a cerca de 400 g/1, preferivelmente de cerca de 50 a cerca de 3°0 g/1. Tipicamente, o licor de célula contém cer
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E187/RH/ASR ca de 600 g/1 de clorato de sódio e cerca de 100 g/1 de cloreto de sódio.
A concentração de crómio hexavalente requerida para o processo de electrólise, depende do produto particular que se está a preparar. Para a produção de licor de célula, adiciona-se usualmente crómio hexavalente ao electrólito, numa quantidade suficiente para se ter uma concentração de crómio hexavalente na gama de cerca de 0,1 a cerca de 20,0 gramas de ião dicromato por litro ae solução; preferivelmente de cerca de 0,2 a 10,0 g/1 tipicamente de cerca de 2 g/1.
Ainda que se adicione usualmente à solução de electrólito de cloreto o crómio hexavalente na forma de dicromato de sódio (Na^Cr^Or?), podem utilizar-se outras formas de crómio hexavalentes solúveis em água, por exemplo, cromato de sódio (Na^CrO^), cromato de potássio (K^CrO^) e misturas de dois ou mais destes materiais.
na solução de exemplo na for0H~ : Cr20y~ após a adição de . base de equivalentes de crómio um diagrama de blocos esquemásódio, modificada de acordo invento.
alimenta-se a solução de cloreonde a soluQuando o crómio hexavalente está presente clorato sem ser na forma de iões dicromato, por ma de Cr0^_, a proporção molar de iões hidroxilo é determinada numa
A figura única do desenho é tico de uma fábrica de clorato de com uma concretização do presente
Com referência ao desenho, í to de sedio pela linha 10 às células de clorato 12, ção de clorato de sódio7electrolizada em células ligadas em série ou em paralelo, para formar uma solução aquosa de clorato de sódio, contenao também cloreto de sódio não reagido, que é removida das células de clorato 12, como uma corrente de produto, pela linha 14. As células electrolíticas 12 efectuam a electrólise sem diafragma, do cloreto de sódio, entre os eléctro dos. Os ânodos são preferivelmente sínodos de metal, por forma a que a electrólise possa ser realizada a temperaturas elevadas, o que aumenta a velocidade da reacção e a concentração de clorato de sódio, o qual pode estar presente no licor de célula.
Estes ânodos metálicos, também designados por ânodos dimensionalmente estáveis são bem conhecidos na arte electrolíti-
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ca, e compreendem um substrato constituído por titânio, zircónio tântalo ou háfnio, com um revestimento electrocondutor num metal precioso, por exemplo platina; numa liga de metais preciosos, por exemplo uma liga de platina-irídio; num óxido de metal, por exemplo óxido de ruténio ou de titânio; em misturas de dois ou mais destes materiais; ou num platinato, por exemplo platinato de lítio ou platinato de cálcio. As células podem ser operadas, geralmente a uma temperatura de cerca de 40° a 120°C, preferivelmente de cerca de 7θ° a cerca de 90°C, quando se usam estes ânodos metálicos.
d processo de electrólise produz hidrogénio como sub-pro) duto. A temperatura de operação elevada aa célula produz também vapor e algum cloro gasoso resultando uma corrente gasosa, que é uirigida pela linha 16 para um condensador 18, onde a cor rente gasosa é arrefecida, geralmente a uma temperatura de cerca de 10° a cerca de 70°C, preferivelmente de cerca de 3θ° a cerca de 6o°C, para condensar o vapor. Como resultado da dissolução do cloro gasoso presente na corrente gasosa, no vapor condensado, o condensado resultante contém ácido hipocloroso e cloro dissolvido. Geralmente, a concentração de ácido hipocloroso é de cerca de 2 a cerca de 15 g/1 de H0C1, particularmente de cerca de 6 a cerca de 8 g/1 de HOC1, e a concentração de cloro dissolvido é de cerca de 0,01 a cerca de 5 g/1 de Cl2, particularmente ae cerca de 0,1 a cerca de 1 g/1 de Cln.
1 Faz-se passar a corrente gasosa resultante do condensador
18, pela linha 20 para um depurador de cloro 22, onde se removem quantidades residuais de gases contaminantes, usualmente cloro, por depuração em uma ou mais operações, tipicamente com uma solução alcalina ou salmoura, num depurador 22, obtendo-se uma corrente ue hidrogénio purificada para descarga pela linha 24. Qualquer oxigénio na corrente gasosa 16 é descarregado com a corrente de hidrogénio 24.
b licor de célula na linha 14 contém hipoclorito dissolvido como resultado da formação incompleta de clorato a partir dos produtos de electrólise e este hipoclorito é usualmente removido num tanque de remoção de hipoclorito 26. A concentração de hipoclorito presente no licor de célula na linha 14, é ge-
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ralmente de cerca de 1 a cerca de 5 g/1 ® preferivelmente de cerca de 1,5 a cerca de 3,5 g/1.
Na concretização ilustrada, o licor de célula sem hipoclo rito é dirigido pela linha 28 para um cristalizador 3°? onde se cristaliza o clorato de sódio a partir do licor de célula e se recupera o clorato de sódio sólido como produto, pela linha 32. As águas-mães da cristalização do clorato de sódio são recicladas pela linha 34 para um sistema de preparação de salmoura 36, onde se prepara a alimentação de solução de cloreto de sódio na linha 10.
condensado do condensador 18, como foi anteriormente referido tem uma concentração relativamente elevada de ácido hipocloroso e é altamente corrosivo. Este condensado apresenta um difícil problema de rejeição numa fábrica de clorato de sódio convencional, que utiliza eléctrodos metálicos e uma temperatura de operação da célula elevada. De acordo com 0 presente invento faz-se passar o condensado, pela linha 3θ? para um tanque de tratamento 40, onde se põe o condensado em contacto com um composto de crómio trivalente, por exemplo, hidróxido crómico ou cloreto crómico, alimentado pela linha 42 para o tanque de tratamento 40. 0 composto de crómio trivalente é oxidado pelos iões hipocloreto e pelo cloro, a um composto de crómio hexavalente útil, enquanto os iões hipoclorito e o cloro são reduzidos a cloreto inócuo.
G processo pode efectuar-se numa grande gama de valores de pH mas é muito eficaz para valores de pH de cerca de 6 a cerca de 14, preferivelmente de cerca de 8 a cerca de 10. Estas condi ções de pH facilitam a dissolução do crómio (III) e a sua conver são oxidativa a crómio (VI). Deste modo prefere-se adicionar hidróxido de sódio ou outra base de metal alcalino adequada ao condensado, antes da reacção com 0 composto de crómio trivalente.
Sob condições de pH alcalino, o crómio (III) dissolve-se como cromito (CrC^- e CrO^-) e as reacções que ocorrem na presença do hipoclorito podem representar-se como se segue:
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Cr02“ + 2H2<j — —>CrO4 2 + 4H+ + 3e“
CrO^ + h2C —>CrO4 2’ + 2H+ + 3e
3DC1 + 6H+ ---> 3C1 + 3H2O - 6e
X reacção global pode representar-se como se segue:
2CrO2“ + Η2ϋ + 30C1” —>2CrO4 2“ + 3C1“ + 2H+
Sob condições ácidas, a reacção global correspondente pode representar-se como se segue:
2Cr3 + $H20 + 30C1---9 2CrO4 2 + 3C1 + 10H+
Deste modo duas moles de Cr (III) reduzem três moles de OC1~ para produzir auas moles de Cr (VI). Os hidrogeniões que se formam são neutralizados, quando 0 processo se realiza sob condições alcalinas, pela alcalinidade do meio reaccional.
Ainda que as equações anteriores representem a formação de crómio hexavalente a partir do cromato, usualmente, o cromato sofre uma outra reacção para formar dicromato, que é a seguinte:
2CrO4 + 2H+^=^ Cr207' + H20
A reacção do Cr (III) com o condensado no tanque de tratamento 40, produz uma solução contendo iões cloreto e crómio hexavalente e sem hipoclorito, que pode então ser dirigida pela linha 44, para o tanque de preparação de salmoura 38. A presen ça de crómio hexavalente é benéfica para a reacção de electrólise nas células 12, e, como anteriormente referido é convencio nalmente adicionado.
Deste modo, o presente invento proporciona um meio para responder aos requisitos da célula, em crómio hexavalente, ao mesmo tempo que se trata a corrente de condensado. 0 grau de tratamento do hipoclorito presente no condensado, usando o pro66 7θθ
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-10cesso do presente invento, depende do grau de utilização do crómio hexavalente resultante, na preparação de clorato ou noutro processo qualquer.
No tanque de preparação de salmoura 36, prepara-se a alimentação de cloreto de sódio para as células 12, na linha 10, a partir da reciclagem das águas mães na linha 34, da solução contendo crómio hexavalente e cloreto na linha 44, e de cloreto de sódio sólido na linha 46.
Para efectuai1 a remoção de hipoclorito no tanque 26 pode usar-se também crómio trivaiente, formando-se de novo crómio hexavalente e iões cloreto. Os iões de crómio hexavalente assim preparado são reciclados ao tanque de preparação de salmoura 36, com as águas mães 34.
A remoção de hipoclorito do licor de célula no tanque 26, pode ser efectuada em combinação com com 0 tratamento de conden sado no tanque 40. 0 grau de utilização de ambos os processos é limitado pelo grau de utilização do crómio hexavalente resultante, no processo de electrólise ou noutro.
EXEMPLOS
Este exemplo ilustra a utilização de hidróxido de crómio no tratamento oa solução de hipoclorito.
Exemplo 1
Removeu-se hidróxido crómico sólido do licor de célula na fGrma de um precipitado, após o procedimento descrito no Exemple 1 do pedido de patente dos E.U.A. n® de série 866 726 (caso E18Ç), como se segue:
Trataram-se 100 ml de licor de célula sintética contendo 550 g/1 de NaClO^, 100 g/1 de NaCl e 3 g/1 de Na^r^?. 2Hg0
a 25°C. Removeu-se o precipitado resultante por centrifugação.
Conduziu-se uma série ae ensaios nos quais se aqueceu a solução aquosa contendo hidróxido crómico precipitado assim pre paraao, até à temperatura desejada, adicionou-se a quantidade
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E187/RH/AER necessária de uma solução aquosa de hidróxido de sódio a 10% para estabelecer o pH desejado e adicionou-se depois solução de hipoclorito de sódio, na forma de condensado da corrente gasosa da célula de clorato, para oxidar o precipitado à forma hexavalente solúvel.
Na tabela I seguinte resumem-se os resultados desta série de ensaios:
Tabela I
Teste Temp. (%) PH Tempo de oxidação (min) Proporção molar NaOClsCr (3:2) Proporção molar Na0H:Cr % oxiaada
Inicial final
1 22 7,1 4,0 60 4:2 0:1 80
2 40 7,1 3,8 30 4:2 0:1 75
3 65 7,1 3,7 30 4:2 0:1 90
4 23 11,7 9,5 20 7:2 3:1 100
5 45 11,7 9,7 10 7:2 3:1 100
6 24 11,0 7,3 30 5:2 1:1 100
7 24 9,3 30 5:2 2,5:1 100
8 25 11,7 10,1 45 6:2 5:1 99
| Tal como se pode observar a partir dos resultados apresentados na Tabela I, o processo de oxidação do hidróxido crómico à temperatura ambiente foi relativamente lento e temperaturas mais elevadas e um pH inicialmente alcalino aumentaram o rendimento da oxidação e diminuíram o tempo de oxidação.
Exemplo 2
Este exemplo ilustra a utilização de cloreto crómico no tratamento da solução de hipoclorito.
Realizou-se uma outra série de ensaios nos quais se tratou o condensado da corrente gasosa, resultante da célula de clorato, com solução de NaCH 1 M para estabelecer o pH desejado e adicioF
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nou-se depois gradualmente, solução de cloreto crómio.o 0,3309 M à temperatura ambiente. 0 cloreto crómico foi adicionado descontínuamente e, após cada adição ae cloreto crómico, reajustou-se o pH com solução de NaOH 1M para o valor de pH inicial e mediu-se c potencial oe oxidação-redução (POR) da solução. Repetiu-se a adição de cloreto crómico até ocorrer uma queda significativa do POR, significando a remoção do hipoclorito.
Na Tabela II seguinte apresentam-se os resultados desta outra série de ensaies:
Tabela II
Teste HOC1 pH POR final (mv) Proporção molar Proporção molar
(g/1) H0Cl:Cr (3:2) NaOH: Cr
1 6,3 7,2 915 2,4:2 8,6:1
2 9,9 7,5 845 2,5:2 6,2:1
3 13,8 7,5 850 3,5:2 7,4:1
4 2,2 9,6 - 5:2 -
Como pode ob servar-se a partir dos resultados da Tabela II
a reacção dc cloreto crómico com hipoclorito foi quase estequiométrica.
Como sumário desta descrição, o presente invento refere-se a um novo processo de formação de crómio hexavalente para utilização na produção electrolítica de cloratos, que usa o sub-produto hipoclorito, resultante da produção de clorato, para oxidar o crómio trivalente a crómio hexavalente. São possíveis modificações dentro do espirito do presente invento.
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Claims (12)

1δ. - Processo de produção electrolítica de um clorato, por electrólise sem diafragma de uma solução aquosa do clcreto correspondente, na presença de iões de crómio hexavalente, onde pelo menos uma corrente de produto resultante do processo de electrólise contem iões hipoclorito, caracterizado por os iões de crómio hexavalente se formarem por reacção entre o hipoclorito na referida pelo menos uma corrente de produto e iões de crómio trivaiente, e por os iões de crómio hexavalente serem utilizados no processo de electrólise.
2&. - Processo de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por os referidos iões de crómio trivalente serem fornecidos por um composto crómico seleccionado do grupo consistindo em cloreto cromico, oxido crómico e hidróxido crómico.
3a. - Processo de acordo com qualquer das reivindicações 1 ou 2, caracterizado por a corrente de produto resultante da referida electrólise que compreende iões hipoclorito ser a corrente de produto clorato aquoso.
4®. - Processo de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por a referida corrente de produto clorato aquoso conter cerca de 1 a cerca ae 5 g/1 de hipoclorito.
5a. - Processo de acordo com a reivindicação 4, caracterizado por a referida corrente de produto clorato aquoso conter cerca de 1,5 a cerca de 3,5 g/1 de hipoclorito.
. - Processo de acordo com qualquer das reivindicações antericres, caracterizado por os referidos iões de crómio trivalente serem formados em resultado do tratamento de uma solução aquosa de clorato para lhe remover o crómio hexavalente.
7a. - Processo de acordo com qualquer das reivindicações antericres, caracterizado por a referida reacção entre o hipoclorito e os iões de crómio trivalente se efectuar a um pH superior a 6.
8a. - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a produção electrolítica de clorato de sódio ser realizada a uma temperatura elevada e por se formar uma corrente
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-14gasosa contendo hidrogénio e contendo também vapor e cloro gasoso, sendo a dita corrente gasosa, contendo hidrogénio, tratada por forma a obter-se uma corrente efluente de hidrogénio substancialmente isenta de contaminantes e um condensado aquoso contendo vapor condensado, hipoclorito e cloro dissolvido, e por os iões de cromio hexavalente se formarem por reacção entre o hipoclorito no referido conaensado e os iões de crómio trivalente.
9â. - Processo de acordo com a reivindicação 8, caracterizado por a electrólise se efectuar a uma temperatura de cerca de 6C°C a cerca de 120°C.
10». - Processo de acordo com a reivindicação 9, caracterizado por a referida electrólise se efectuar a uma temperatura de cerca de 70 °C a cerca de 90°C.
11». - Processo de acordo com qualquer das reivindicações 8 a 10, caracterizado por o referido tratamento da referida corrente gasosa contendo hidrogénio compreender a condensação do referido vapor por arrefecimento da referida corrente gasosa a uma temperatura de cerca de 10°C a cerca de 70°C, por forma a obter-se um condensado contendo cerca de 2 a cerca de 15 g/1 de H0C1.
12». - Prccesso de acordo com a reivindicação 11, caracterizado por o referido tratamento da referida corrente gasosa contendo hidrogénio compreender a condensação do referido vapor por arrefecimento da referida corrente gasosa a uma temperatura de cerca de 30°C a cerca de 60°C, por forma a obter-se um condensado contendo cerca de 6 a cerca de 8 g/1 de H0C1.
13â. Processo de acordo com qualquer das reivindicações 8 a 12, caracterizado por os referidos iões de crómio trivalente serem fornecidos por um composto crómico seleccionado do grupo consistindo num cloreto crómico, óxido crómico e hidróxido crómico.
Lisboa, f Λ· -· --- r jl·
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