PT101313B - Dispositivo para a ligacao de condutas de fluido para fins medicos - Google Patents
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Description
MEMÓRIA DESCRITIVA invento refere-se a um dispositivo de ligação de condutas de fluido para fins médicos, particularmente, para a ligação do circuito sanguíneo de um paciente a um circuito externo para a filtração de sangue, ou outro tratamento de sangue, de acordo com o preâmbulo da reivindicação 1.
Actualmente, um grande número de pacientes depende dos aparelhos de filtração de sangue. Uma causa comum para isso é a insuficiência renal aguda, isto é, um não funcionamento do sistema renal. Os pacientes com este diagnóstico podem receber quer um transplante de rim, quer serem tratados por diálise. Antes de se pôr a questão do transplante, o paciente é, no entanto, obrigado a fazer uso da diálise. Esta é também a única solução para muitos pacientes, devido ao facto de que a transplantação não é possível, por uma razão ou outra, e devido à falta de rins disponíveis para transplantação. Assim, na Suécia actualmente são regularmente tratados 1 600 pacientes por diálise. Isto significa um grande esforço, não apenas para os próprios pacientes, uma vez que o tratamento obriga a visitas frequentes ao hospital e à permanência nas suas instalações, durante um período de, pelo menos, três a quatro horas, mas também a grandes custos para a sociedade, podendo os custos anuais de um paciente, em tratamento por diálise, serem estimados em PTE 12 325 000$00. Uma grande parte dos custos referem-se ao pessoal, ao equipamento e às instalações e é, além disso, desejável que fosse possível realizar o tratamento em casa, o que levaria a um grande ganho económico.
Dos diferentes sistemas actualmente disponíveis para realizar a filtração do sangue pode ser mencionado um equipamento que retira o sangue de um vaso sanguíneo de um paciente, transporta o mesmo por meio de uma bomba externa através do equipamento de tratamento de sangue e, em seguida, reinjecta o sangue no paciente .
Uma outra selecção é a diálise peritoneal ambulatória con15 293
21798-PT/RO/RB tínua, em que é utilizada uma membrana existente no corpo, que podia ser uma membrana abdominal. Neste caso o sangue encontra-se num lado da membrana, ao mesmo tempo que é introduzida no outro lado da membrana uma solução de sal e glucose, que actua como um líquido de purificação.
Recenteiuente tem sido usada a hemofiltração arteriovenosa (HAVC) para o tratamento da insuficiência renal aguda. O principio deste método é a filtração contínua do sangue, sendo o coração do paciente utilizado como uma bomba para comprimir o sangue através de um chamado circuito de derivação em paralelo, em que o sangue é continuamente filtrado. Após a filtração o sangue é reintroduzido no paciente num estado purificado.
Todos os sistemas conhecidos a serem ligados ao circuito sanguíneo do paciente estão associados a inconvenientes de diferentes tipos. O problema da esterilidade é particularmente sério, uma vez que todos os tipos de equipamento externo que podem ser ligados a um paciente apresentam um certo risco de introdução de infecções no circuito sanguíneo. Como um exemplo de um dispositivo, para a ligação de um circuito externo a um circuito sanguíneo de um paciente pode ser mencionado o da patente EP-A2-0 087 189, em que um componente externo, compreendendo duas agulhas, é inserido num alojamento, através de um septro auto-vedante, sendo o alojamento transplantado para o corpo do paciente. As agulhas inseríveis deste dispositivo envolvem um risco substancial de introdução de infecções na corrente sanguínea de um paciente. Em tipos de dispositivos de derivação em paralelo conhecidos, são utilizadas juntas de tubo convencionais, sendo ligados a ligações artéria e veia inseridas ou transplantadas, respectivamente, para o paciente.
A patente US-A-4 496 350 descreve um dispositivo de ligação, em que as agulhas são protegidas por um componente de protecção deslocável, para evitar que as aberturas das porções exteriores das agulhas exerçam acção de corte no septro, o que evita as fugas de sangue. Este dispositivo apresenta também um grande risco de introdução de infecções na corrente sanguínea.
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-3Um tipo diferente de um dispositivo de ligação está descrito na patente SE-B-453 801, em que uma meia ligação, com ligações de artéria ou veia, é implantada no paciente, e é ligável pelo exterior a um circuito externo por meio de uma meia ligação externa, a qual é projectada como uma porção macho nua, inserivel dentro da metade de ligação implantada, de modo a permitir o tratamento HAVC.
Em todos estes dispositivos conhecidos as ligações são, infelizmente, fontes de infecções, que podem ser introduzidas no paciente, apesar deste último dispositivo, que compreende arranjos para a esterilização.
Existem também problemas de esterilidade nas ligações do circuito externo e quando se ligam diferentes fontes de fluido a um paciente.
É um objectivo do invento proporcionar uma solução para os problemas acima mencionados e, particularmente, proporcionar um dispositivo de ligação, permitindo o tratamento HAVC dos pacientes mantendo os padrões de higiene requeridos. São outros objectivos do invento proporcionar um dispositivo de ligação, gue seja fácil de manusear, de fabrico económico, tolerável pelo paciente e biocompativel.
Estes objectivos são conseguidos por um dispositivo de acordo com o presente invento, o qual é caracterizado pelas disposições da parte caracterizadora da reivindicação 1. O dispositivo é particularmente adequado para implantação dentro de um paciente, prolongando-se uma porção do alojamento para fora da pele e permite que a própria pressão sanguínea do paciente seja utilizada como propulsor, para fazer circular o sangue através de um circuito exterior de tratamento de sangue, por exemplo, um dializador, e num estado purificado reintroduzir, utilizando ainda a própria pressão sanguínea do paciente, o sangue na corrente sanguínea do paciente com esterilidade mantida no componente de ligação exterior, que entra em contacto com o alojamento. Protegendo-se assim as superfícies de ligação do
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21798—PT/RO/RB componente de ligação exterior, evita-se que as mesmas entrem em contacto com o ar ou objectos exteriores, antes de serem levadas para cooperação com as correspondentes superfícies interiores do alojamento, haverá uma redução radical do risco de infecções.
Os outros objectivos são conseguidos através de caracteristicas adicionais de acordo com as reivindicações dependentes.
Através da concretização de acordo com as reivindicações 2 e 3, os meios de acoplamento exteriores podem ser fechados de uma maneira simples, ao mesmo tempo que o componente de ligação é retirado do alojamento.
As reivindicações 4-7 especificam diferentes pormenores relativos ao dispositivo, os quais são inteiramente ou em parte simétricos em rotação e nos quais a ligação é conseguida pela rotação do componente de ligação em relação ao alojamento, quando o mesmo for introduzido axialmente no alojamento.
A construção, de acordo com a reivindicação 8, consegue que o alojamento aloje permanentemente um componente de válvula, que pode ser deslocado de uma posição activa, em que o mesmo liga directamente os meios de acoplamento exteriores entre si, para uma posição inactiva, e em que estes são, em vez disso, ligados ao circuito externo através do componente de ligação. Através desta concretização não é necessário qualquer componente de união separado, visto que a função de união é obtida pelo componente de válvula, que está permanentemente sediado dentro do alojamento. Nesta concretização, o alojamento está, de preferência, coberto com uma tampa de protecção simples entre os tratamentos do paciente. Esta concretização é, no entanto, menos adequada em relação a períodos de tratamento longos, devido ao risco de coagulação dentro do canal de ligação do componente de válvula na posição inactiva.
A configuração, de acordo com a reivindicação 10, facilita que a pele do paciente cresça sobre o dispositivo implantado.
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-5A configuração das reivindicações 12 e 13 permite que os meios de acoplamento exteriores sejam ligados directamente entre si, entre os períodos de tratamento, bem como a possibilidade de permitir o acesso imediato à corrente sanguínea, por exemplo, para fins de medicação.
invento será agora explicado com mais pormenor com referência aos desenhos anexos, em que:
as figs. 1-6 mostram uma concretização do invento, em cortes centrais, com os componentes de ligação em posições mútuas diferentes, mostrando, no entanto, as figs. 1, 2b, 3 e 5, a concretização apenas parcialmente em corte;
as figs. 7a - 7e mostram vistas em perspectiva dos diferentes componentes, os quais fazem parte de uma concretização do invento, e a fig. 8 mostra uma concretização alternativa da porção de válvula do dispositivo.
A fig. 1 mostra um alojamento cilíndrico, essencialmente circular, com meios de acoplamento exteriores com a forma de bico, compreendendo uniões de artéria e veia 2, quando o alojamento é implantado dentro de um corpo humano. Nos bocais destes meios de acoplamento dentro do alojamento, existem superfícies de vedação interiores 3, formadas sobre porções de parede alargadas interiores 12 no alojamento, na zona das uniões de artéria e veia. Um componente de válvula substituível e parcialmente cilíndrico 10 é inserido dentro do alojamento e coopera, por meio das superfícies de válvula 11, com as superfícies de vedação interiores 3 do alojamento, na posição mostrada na fig.
1. As uniões de artéria e veia ficam assim fechadas. O componente de válvula 10, na sua extremidade inferior (no fundo na fig.
1), está munido com nervuras de guia 14, por meio das quais o mesmo é mantido, na posição axial mostrada, pelas porções de parede alargadas 12. Adicionalmente, um componente de ligação 4 é inserido dentro do alojamento 1. Este componente de ligação 4,
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21798—PT/RO/RB que é mostrado separadamente nas figs. 2a e b, leva uma manga de protecção 7 na sua porção cilíndrica média, entre uma cobertura de protecção 74 e as nervuras de guia 14 (fig. 2a). A manga de protecção 7 será assim rodável em torno do componente de ligação 4, mas ficará fixa axialmente neste último. A manga de protecção 7 está munida com superfícies de protecção 71, que protegem e cobrem as superfícies de vedação exteriores 6 do componente de ligação 4. As primeira e segunda aberturas 5 do componente de ligação 4, que comunicam com o circuito exterior através dos canais no componente de ligação 4, ficam assim fechadas, na posição mostrada na fig. 2a. A manga de protecção 7 é cortada na sua porção inferior (no fundo na figuras, ver fig. 2b), de modo a ocupar no máximo 90° na direcção de rotação na zona de cada uma das superfícies de vedação 6 do componente de ligação.
Assim, a manga de protecção 7 fica na posição mostrada na fig. 2a em relação ao componente de ligação 4, quando este componente é inserido na posição de acordo com a fig. 1. A partir desta posição o componente de ligação é rodado de 90°, de modo a atingir a posição mostrada na fig. 3, pelo que as primeira e segunda aberturas 5, do componente de ligação 4, comunicarão com os meios de acoplamento de artéria e veia 2, de modo que estes últimos serão ligados ao circuito externo através das uniões de conduta 15, ou semelhantes, (no topo na fig. 3). Durante a rotação do componente de ligação 4, desde a posição de acordo com a fig. 1 até a posição de acordo com a fig. 3, a manga de protecção 7 é impedida de rodar pelas porções de parede alargadas interiores 12. As superfícies de vedação exteriores 6, do componente de ligação 4, ficarão portanto assentes perto das superfícies de vedação correspondentes 3 do alojamento 1. Quando o componente de ligação 4 está na posição de acordo com a fig. 3, para além de ficar axialmente fixo ao alojamento, através da cooperação entre as nervuras de guia 14 e as superfícies inferiores das porções de parede alargadas, o mesmo fica também vedado pelo anel de vedação 13.
Na fig. 4 o dispositivo é mostrado num corte perpendicular ao corte de acordo com a fig. 3, ficando o componente de ligação
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21798-PT/RO/RB na posição ligada em relação ao alojamento. A manga de protecção 7 está na mesma posição do que na fig. 1. O componente de válvula 10 é ligado para cooperar em rotação com o componente de ligação, quando este último é inserido dentro do alojamento. Finalmente a fig. 4 mostra a chamada aba de implantação 20, envolvendo a parede cilíndrica do alojamento e estando adaptada para ficar localizada directamente por debaixo da pele do paciente. A aba de implantação 20 facilitará o crescimento da pele do paciente sobre o dispositivo. A aba de implantação permite um certo movimento do alojamento em relação à pele do paciente, sem a aparência de intervalos no alojamento implantado.
A fig. 5 mostra a cooperação de um componente de união 30 separado com o alojamento 1 numa posição normal (sem o componente de ligação inserido), isto é, guando o paciente não está a ser sujeito a tratamento. Este componente de união 30 compreende um canal 31, de preferência, direito, que liga directamente os meios de acoplamento de artéria e veia entre si. Adicionalmente, o componente de união 30 leva também uma manga de protecção, para proteger as superfícies de vedação exteriores das influências externas. O componente de união é inserido dentro do alojamento, do mesmo modo do que componente de ligação descrito acima.
A fig. 6 mostra o alojamento com o componente de união 30 inserido numa secção correspondente à da fig. 4. O componente de união 30 leva aqui um septro penetrável, que é composto por um elemento de borracha de silicone 60, entre o canal 31 e o exterior. Assim, é possível uma introdução imediata na corrente sanguínea de substâncias, como por exemplo compostos medicinais, através da penetração do septro com uma agulha ou semelhante. O componente 60 é fixado por meio de uma placa de fixação 61, que coopera com uma ranhura no componente de união com a sua nervura
62.
A fig. 7a mostra, portanto, uma vista em corte parcial e em perspectiva do alojamento 1. A figura mostra as porções de parede alargadas 12 com superfícies de vedação interiores 3 nas
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21798-PT/RO/RB zonas dos bocais dos meios de acoplamento de artéria e veia dentro do alojamento essencialmente cilíndrico. São ainda mostradas as abas de implantação.
A fig. 7b mostra o componente de válvula 10, com as superfícies de válvula 11 e nervuras de guia 14. Para permitir que o componente de válvula 10 seja bloqueado na direcção de rotação, na posição de fecho dentro do alojamento 1, o mesmo está munido com uma ou mais projecções de paragem 63, que coopera(m) com o recesso de paragem 65 nas porções de parede alargadas do alojamento 1 (ver a fig. 7). Cada uma das projecções de paragem 63 está unida a um pino de pressão 64, o qual pode ser actuado pelas superfícies 66 do componente de união ou do componente de ligação, respectivamente, (ver a fig. 4). Esta actuação é conseguida quando se insere, pelas superfícies 66, através do pino de pressão 64 que pressiona a projecção de paragem 63 para baixo, libertando por isso o mesmo da cooperação com o recesso de paragem 65, e libertando assim o corpo de válvula para movimento de rotação.
A fig. 7c o componente de ligação 4 sem a manga de protecção. As setas A e V indicam, respectivamente, a direcção de escoamento do sangue a partir dos meios de acoplamento de artéria até aos meios de acoplamento de veia. O componente de ligação 4 está munido com uma cobertura de protecção 74, para vedação da parte superior do alojamento 1. As linhas a tracejado indicam ainda como as primeira e segunda aberturas 5 comunicam com as uniões 15 do circuito externo. As superfícies de vedação externas 6 estão localizadas na zona em torno das primeira e segunda aberturas 5. Finalmente, o componente de ligação 4 compreende nervuras de guia 14 na sua porção inferior, para cooperação com o alojamento de uma maneira anteriormente descrita .
A fig. 7d mostra a manga de protecção 7 com uma das superfícies de protecção 71. Na sua parte superior, a manga de protecção 7 está munida com projecções 72, nas porções resilientes 73, cooperando as ditas projecções com recessos em saliênci75 293
21798—PT/RO/RB as 77 do componente de ligação e do componente de união, respectivamente, (ver a fig. 2b). As ditas projecções e recessos permitem a prisão à pressão no interior, numa posição de rotação diferente, a ser obtida entre a manga de protecção 7 e o componente de ligação 4 e o componente de união 30, respectivamente. A manga de protecção 7, na sua parte superior, está ainda munida com porções 75, cujas superfícies laterais 76 cooperam com superfícies 78 das ditas saliências 77, para limitar a rotação mútua entre o componente de ligação/componente de união e a manga de protecção. Devido a esta limitação e prisão à pressão interior é conseguido o controlo seguro da ligação do componente de ligação/componente de união dentro do alojamento.
A fig. 7e mostra o componente de união 30 com um canal 31 e a cobertura de protecção 74.
Para ser possível colocar um manga de protecção 7, por exemplo, sobre um componente de ligação 4, a cobertura de protecção 74 (ou possivelmente as nervuras de guia) constitui uma parte fixável separada do componente de ligação 4. Após se ter colocado a manga de protecção 7 na parte inferior do componente de ligação 4, poder ser fixada a cobertura de protecção 74 à dita parte inferior de qualquer maneira adequada, por exemplo, por colagem.
a fig. 8 mostra uma concretização alternativa com um componente de válvula especialmente conformado. O alojamento 1 é assim mostrado com os meios de acoplamento de artéria e veia 32. 0 alojamento 1 está, neste caso munido com uma única porção de parede interior alargada 42, no interior da qual estão localizadas as superfícies de vedação interiores. Um componente de ligação 34 é inserido no alojamento e compreende primeira e segunda aberturas 35, as quais comunicam com o circuito externo. 0 componente de ligação 34 leva ainda uma manga de protecção 37, a qual protege uma única superfície de ligação do componente de ligação 34, na posição mostrada na figura. Um componente de válvula 36, com um canal 33, proporciona a desejada ligação dos meios de acoplamento de artéria e veia 32 (na posição mostrada
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na figura), quando o paciente não está a ser sujeito a tratamento. Para a ligação dos meios de acoplamento de artéria e veia ao circuito externo, o componente de ligação 34 é rodado de 180°, pelo que as primeira e segunda aberturas 35 serão colocadas mesmo em frente dos bocais dos meios de acoplamento de artéria e veia 32 dentro do alojamento 1. A manga de protecção 37 é retida na posição mostrada através da sua cooperação com a porção de parede interior alargada 32.
São, evidentemente, possíveis modificações adicionais dentro do âmbito do invento. Por exemplo, as superfícies de protecção podem ser dispostas de modo a libertarem as superfícies de vedação de qualquer outra maneira, para além da rotação de um componente de ligação em relação à manga de protecção. 0 componente de protecção não tem, assim, de ser simétrico em rotação e pode, alternativamente, libertar as superfícies através de deslocamento axial. As superfícies de vedação podem também ter dimensões relativamente mais pequenas do que as que foram mostradas nas concretizações. Os canais do componente de ligação e (quando apropriado) no componente de válvula podem ter outro alinhamento, para além do mostrado. O alojamento pode também ter qualquer outra forma, para além da cilíndrica, por exemplo, a forma de caixa. Se o dispositivo for simétrico em rotação, o bloqueamento do componente de ligação/componente de união dentro do alojamento pode ser conseguido de qualquer outra maneira adequada, para além da mostrada, por exemplo, por uma base de baioneta na zona da tampa de protecção. Assim, o posicionamento exacto na direcção de rotação será facilmente conseguido.
O alojamento é produzido num material adequado para implantes, em particular titânio, o qual está bem documentado em aplicações similares e demonstrou ser compatível com os tecidos. Os meios de acoplamento de artéria e veia podem consistir em PTFE ou qualquer outro material adequado. Os outros pormenores, como os componentes de ligação devem ser encarados como equipamento descartável e deitados fora logo após o seu uso. Isto aplica-se geralmente também a todo o outro equipamento do cir75 293
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-11cuito externo, incluindo o rim artificial.
dispositivo pode também ser adaptado a outros rins para o tratamento de sangue. Os usos alternativos que podem ser mencionados, são a infusão, por exemplo, a nutrição parentérica completa (NPC), a amostragem da corrente sanguínea, o tratamento de insuficiência cardíaca, a permuta de gases, tal como a oxigenação, o tratamento citostático, bem como a ligação de órgãos artificiais, por exemplo, o pâncreas. Adicionalmente, um certo número de outros tipos de filtragem de sangue, ou tratamentos de sangue, como, por exemplo, a transfusão de plasma, a plasmólise, a imunoadsorção, a separação celular e o tratamento celular.
Finalmente, o dispositivo de ligação de acordo com o invento é também muito adequado para uso como uma ligação de condutas avançada, para um certo número de fins médicos, em que é exigido um alto padrão de higiene. Nestes casos, o alojamento não é, portanto, implantado num paciente, mas faz parte do circuito externo, por exemplo, em ligação com cateteres para se obter acesso à corrente sanguínea ou a diferentes cavidades do organismo, bem como para se introduzirem diferentes substâncias no circuito externo. O alojamento pode ser assim modificado de um modo tal que o mesmo não compreenda os pormenores relativos ao seu uso como implante. Uma outra modificação possível consiste em apenas um meio de acoplamento exterior que se prolonga a partir do alojamento.
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21798-PT/RO/RB
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- REIVINDICAÇÕES1 - Dispositivo de ligação de condutas de fluido para fins médicos, particularmente para a ligação do circuito sanguíneo de um paciente a um circuito externo, no qual está disposto um equipamento para o tratamento do sangue, compreendendo um alojamento (1) com dois meios de acoplamento exteriores (2), e um componente de ligação (4), o qual compreende primeira e segunda aberturas (5), que comunicam com o circuito externo ou uma fonte de fluido através de canais, podendo o dito componente de ligação (4) ser inserido no alojamento e tendo o dito componente de ligação um componente de protecção (7), que é móvel em relação ao componente de ligação (4), caracterizado por:- o alojamento (1) compreender superfícies de vedação interiores (3) nas zonas em redor dos bocais dos meios de acoplamento exteriores (2) dentro do alojamento;- o componente de ligação (4) compreender superfícies de vedação exteriores (6) nas zonas em redor das ditas aberturas (5) ;- o componente de protecção móvel (7) compreender superfícies de protecção (71), que cobrem as superfícies de vedação exteriores (6), protegendo deste modo as mesmas das influências externas, quando o componente de ligação está fora do alojamento; e- o dispositivo estar adaptado para a remoção do componente de protecção (7) das superfícies de vedação exteriores (6) e levar as mesmas para cooperação com as superfícies de vedação interiores (3) do alojamento, quando da ligação do componente de ligação, na posição inserida dentro do alojamento, de modo a ser obtida uma ligação essencialmente à prova de fugas, entre as ditas aberturas (5) e os ditos meios de acoplamento exteriores (2) .
- 2 - Dispositivo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por estar localizado um meio de válvula dentro do alojamento (1) e ser ajustável entre uma posição, na qual os meios de acoplamento (2) estão fechados, e uma posição, na qual os mesmos estão abertos.75 29321798-PT/RO/RB
- 3 - Dispositivo de acordo com a reivindicação 2, caracterizado por os ditos meios de válvula compreenderem um componente de válvula (10) com superfícies de válvula (11), que cooperam na posição fechada com as superfícies de vedação interiores do aloj amento.
- 4 - Dispositivo de acordo com qualquer das reivindicações1-3, caracterizado por as superfícies de vedação (3, 6), bem como as superfícies de protecçào (71) e as superfícies de válvula (11) serem partes das superfícies de invólucro de cilindros .
- 5 - Dispositivo de acordo com a reivindicação 4, caracterizado por o componente de protecçào ser composto por uma manga de protecçào (7), que está disposta no componente de ligação, e que é rodável e está axialmente fixa em relação ao componente de ligação.
- 6 - Dispositivo de acordo com a reivindicação 5, caracterizado por o alojamento essencialmente cilíndrico (1) compreender, pelo menos, uma porção alargada interior (12, 42), que no seu interior está munida com as ditas superfícies de vedação interiores, e que evita a rotação da manga de protecção, quando o componente de ligação é rodado para uma posição de ligação na sua posição inserida dentro do alojamento.
- 7 - Dispositivo de acordo com qualquer das reivindicações 4-6, caracterizado por as respectivas superfícies de vedação (3, 6) e as superfícies de protecção (71) serem compostas essencialmente por superfícies localizadas diametralmente, prolongando-se cada uma delas no máximo 90° na direcção de rotação..
- 8 - Dispositivo de acordo com qualquer das reivindicações 1, 4, 5 e 6, caracterizado por estar disposto dentro do alojamento (1) um corpo de válvula, ligando directamente o dito corpo de válvula, numa posição activa, os meios de acoplamento exteriores (2) entre si, e por o componente de ligação (4) estar munido com meios para deslocarem o corpo de válvula (36) para75 29321798-PT/RO/RB-3 — uma posição inactiva, quando o componente de ligação (4) está ligado ao alojamento, de modo a obter a dita ligação essencialmente à prova de fugas.
- 9 - Dispositivo de acordo com qualquer das reivindicações 1, 3 e 4, caracterizado por o dito componente de protecção estar disposto de modo a destapar as superfícies de vedação exteriores, por meio de um deslocamento axial em relação ao componente de ligação.
- 10 - Dispositivo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por o alojamento estar munido com abas de implantação (20), na zona ao nível da pele, para a pele do paciente crescer sobre as mesmas.
- 11 - Dispositivo de acordo com a reivindicação 3, caracterizado por o corpo de válvula compreender, pelo menos, uma projecção de paragem resiliente (63), que coopera com, pelo menos, um recesso de paragem (65) numa porção de parede alargada, para bloqueamento rotativo numa posição fechada.
- 12 - Dispositivo de acordo com qualquer das reivindicações1-11, caracterizado por o mesmo compreender também um componente de união separado (30), que está adaptado para ser inserido dentro do alojamento em vez do componente de ligação (4), compreendendo o dito componente de união (30) um canal (31), o qual numa posição inserida liga directamente os meios de acoplamento exteriores (2) entre si, e um componente de protecção móvel (7), que corresponde ao componente de protecção (7) do componente de ligação.
- 13 - Dispositivo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por o componente de união (30) compreender um septro penetrável (60) entre o canal (31) e o exterior.
Priority Applications (1)
| Application Number | Priority Date | Filing Date | Title |
|---|---|---|---|
| PT10131393A PT101313B (pt) | 1993-07-19 | 1993-07-19 | Dispositivo para a ligacao de condutas de fluido para fins medicos |
Applications Claiming Priority (1)
| Application Number | Priority Date | Filing Date | Title |
|---|---|---|---|
| PT10131393A PT101313B (pt) | 1993-07-19 | 1993-07-19 | Dispositivo para a ligacao de condutas de fluido para fins medicos |
Publications (2)
| Publication Number | Publication Date |
|---|---|
| PT101313A PT101313A (pt) | 1995-01-31 |
| PT101313B true PT101313B (pt) | 1999-10-29 |
Family
ID=20085300
Family Applications (1)
| Application Number | Title | Priority Date | Filing Date |
|---|---|---|---|
| PT10131393A PT101313B (pt) | 1993-07-19 | 1993-07-19 | Dispositivo para a ligacao de condutas de fluido para fins medicos |
Country Status (1)
| Country | Link |
|---|---|
| PT (1) | PT101313B (pt) |
-
1993
- 1993-07-19 PT PT10131393A patent/PT101313B/pt not_active IP Right Cessation
Also Published As
| Publication number | Publication date |
|---|---|
| PT101313A (pt) | 1995-01-31 |
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| Date | Code | Title | Description |
|---|---|---|---|
| BB1A | Laying open of patent application |
Effective date: 19940112 |
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| FG3A | Patent granted, date of granting |
Effective date: 19990727 |
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| MM4A | Annulment/lapse due to non-payment of fees, searched and examined patent |
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