"CORREIA TRANSPORTADORA SEM BOTÃO"
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
1. Campo da Invenção
A presente invenção refere-se geralmente a correias transportadoras produzidas a partir de uma pluralidade de hastes longitudinalmente espaçadas acoplada com conexões de travamento. Mais particularmente, a presente invenção se refere a correias transportado- ras que utilizam hastes sem botão.
2. Descrição da Técnica Relacionada
As correias transportadoras são popularmente usadas em inúmeros campos indus- triais diferentes para proporcionar movimento contínuo de produtos durante a fabricação, expedição e outros processos. As correias transportadoras industriais geralmente incluem uma série de hastes separadas conectada através de uma série de conexões de travamento que são soldadas às hastes. Para a fabricação de pequenos itens, as hastes podem ser cobertas com um envoltório de tecido, plástico ou, tal como uma malha, para impedir que os pequenos itens deslizem entre as hastes e caiam no piso de fabricação. Uma correia trans- portadora 10 típica é mostrada na Figura 1, que corresponde à Figura 1 da patente de n2 U.S. 5.954.188, que está incorporada no presente documento a título de referência. A cor- reia transportadora 10 inclui hastes 20 conectadas por conexões 22 cobertos por uma malha 14. Uma cabeça hemisférica 32 é formada sobre as extremidades das hastes 20 para atuas como um bloqueio para as conexões 22. Uma solda é também tipicamente formada entre a cabeça hemisférica 32 e a conexão 22 para uma conexão mais forte e segura entre as has- tes 20 e as conexões 22.
A configuração da cabeça hemisférica nas extremidades das hastes de uma correia transportadora pode criar desafios relacionados à manutenção da correia transportadora e equipamentos associados. Por exemplo, se uma correia transportadora for submetida a uma trajetória curvilínea, a correia transportadora é conduzida em torno de uma curva através da fricção entre a borda da correia transportadora e uma correia condutora. A correia condutora inclui uma superfície de aderência que agarra com fricção as laterais das conexões da cor- reia transportadora para forçar a correia transportadora a seguir a trajetória da curva. Tais superfícies de aderência são tipicamente feitas de materiais como plásticos ou borracha. Devido ao fato de que as cabeças hemisféricas da haste se projetam significativamente a partir da superfície externa da conexão, a superfície de aderência não é capaz de prender de forma clara a superfície plana da perna da conexão. As cabeças hemisféricas também desgastam a superfície de aderência à medida que se movem sobre a superfície de aderên- cia. Com o passar do tempo as superfícies de aderência da correia condutora são desgas- tadas e danificadas pelas cabeças hemisféricas mais rapidamente do que se a correia con- dutora estivesse em contato com a perna da conexão ou com uma extremidade da haste com perfil mais baixo. Portanto, com uma correia transportadora sem cabeças hemisféricas seria possível reduzir o desgaste sobre a superfície condutora.
Adicionalmente, na fabricação de produtos alimentícios, a capacidade de limpeza dos equipamentos é um problema de preeminente, de modo que a instalação fabril perma- neça higiênica com a finalidade de não contaminar os produtos alimentícios. A fim de viabili- zar a limpeza de uma correia transportadora eficientemente, o número de pequenas fendas e protuberâncias na correia capaz de aprisionar alimento é preferencialmente minimizado. Conforme mostrado nas Figuras 1 e 2, a protuberância da cabeça hemisférica 32 da super- fície externa de conexão 22 cria um ponto para a acumulação de detritos. Muito embora o material soldado possa ser usado para preencher o espaço entre a cabeça hemisférica 32 e a conexão 22, as soldas são tipicamente soldas em ponte e formada somente sobre uma porção da cabeça hemisférica 32. Como tal, uma configuração de cabeça hemisférica au- menta a dificuldade de manutenção de um sistema de fabricação apropriadamente higieni- zado. Portanto, a eliminação da cabeça hemisférica do projeto da correia transportadora seria vantajosa na capacidade em longo período de manter a correia transportadora apro- priadamente limpa.
Adicionalmente, embora a cabeça hemisférica seja útil durante a fabricação atuan- do como um bloqueio natural para conexões prior antes da soldagem de conexões em posi- ção, a formação da cabeça hemisférica nas extremidades das hastes por resultar na prática em tempo de fabricação aumentado. As hastes são tipicamente elementos de aço alonga- dos que possuem extremidades de diâmetro uniforme de modo que as conexões possam deslizar facilmente sobre as extremidades das hastes. Para formar a cabeça hemisférica, tipicamente, um eletrodo é tocado na extremidade da haste. Os eletrodos aplicam energia suficiente para fundir e deformar a extremidade da haste formando a cabeça hemisférica bulbosa. A fusão do material da haste deste modo libera carbono do aço que acumula na cabeça hemisférica. A próxima etapa de processamento na fabricação da correia transpor- tadora deve soldar a cabeça hemisférica da lateral da conexão. Entretanto, o resíduo de carbono inibe uma boa soldagem entre a cabeça hemisférica e a conexão. Portanto, o resí- duo de carbono é geralmente limpado da cabeça hemisférica antes da soldagem, por exem- pio, com um banho de ácido. A eliminação das etapas de processamento da formação da cabeça hemisférica e de limpeza da cabeça hemisférica forneceria economias significativas no tempo e complexidade de fabricação.
Portanto, perdura uma necessidade na técnica por correias transportadoras de has- te-conexão feitas sem cabeças hemisféricas.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Em um aspecto, a invenção fornece uma correia transportadora que compreende uma pluralidade de hastes sem botão separadas, uma pluralidade de conexões que conec- tam as hastes sem botão. Cada conexão é configurada para receber uma primeira extremi- dade de haste de uma primeira haste através de uma abertura circular formada na conexão, com a primeira extremidade de haste sendo afixada a uma superfície externa da conexão.
Em outro aspecto, cada conexão é configurada para receber uma segunda extre- midade de haste de uma segunda haste através de uma abertura alongada formada na co- nexão.
Em outro aspecto, cada pluralidade de conexões é geralmente em formato de U.
Em outro aspecto, a primeira extremidade de haste é afixada à superfície externa da conexão através da soldagem.
Em outro aspecto, o material soldado adicional é aplicado à primeira extremidade de haste e à superfície externa da conexão para prender a primeira extremidade de haste à conexão.
Em outro aspecto, a primeira extremidade de haste é fundida para prender a primei- ra extremidade de haste à conexão.
Em outro aspecto, a primeira extremidade de haste é substancialmente coplanar em relação à superfície externa da conexão.
Em outro aspecto, a primeira extremidade de haste é nivelada com a superfície ex- terna da conexão.
Em outro aspecto, a primeira extremidade de haste se projeta a partir da superfície externa da conexão.
Em outro aspecto, a primeira extremidade de haste é rebaixada na abertura circular da conexão.
Em outro aspecto, o material soldado adicional circunda a primeira haste na abertu- ra circular.
Em outro aspecto, a invenção fornece uma correia transportadora que compreende uma primeira haste sem botão separada de uma segunda haste sem botão, com cada haste sem botão tendo uma extremidade direita e uma extremidade esquerda. Uma conexão direi- ta conecta a extremidade direita da primeira haste à extremidade direita da segunda haste, com a extremidade direita da primeira haste sendo inserida em uma abertura circular forma- da na conexão direita e a extremidade direita da segunda haste sendo inserida em uma a- bertura alongada formada na conexão direita. Uma conexão esquerda conecta a extremida- de esquerda da primeira haste à extremidade esquerda da segunda haste, com a extremi- dade esquerda da primeira haste sendo inserida em uma abertura circular formada na cone- xão esquerda e a extremidade esquerda da segunda haste sendo inserida em uma abertura alongada formada na conexão esquerda. A primeira haste é afixada a uma primeira superfí- cie externa da conexão direita e a uma segunda superfície externa da conexão esquerda; e ao menos uma extremidade direita da primeira haste é substancialmente coplanar em rela- ção à primeira superfície externa ou a extremidade esquerda da primeira haste é substanci- almente coplanar em relação à segunda superfície externa.
Em outro aspecto, cada uma dentre a conexão direita e a conexão esquerda tem um formato em U geral.
Em outro aspecto, a conexão direita e a conexão esquerda têm simetria de lateral a lateral.
Em outro aspecto, a primeira haste sem botão é afixada à conexão direita e à co- nexão esquerda através da soldagem em ao menos um local de solda.
Em outro aspecto, o ao menos um local de solda cobre substancialmente ao menos uma extremidade direita da primeira haste ou uma extremidade esquerda da primeira haste.
Em outro aspecto, a invenção fornece um método para a produção de uma correia transportadora sem botão que compreende as etapas de: (i) fornecer uma haste em uma superfície de fabricação; (ii) fornecer uma primeira conexão configurada para receber uma primeira extremidade da haste em uma primeira lateral da superfície de fabricação; (iii) for- necer uma segunda conexão configurada para receber uma segunda extremidade da haste em uma segunda lateral da superfície de fabricação, a segunda conexão é separada da pri- meira conexão aproximadamente por um comprimento da haste; (iv) desviar a primeira co- nexão e a segunda conexão em uma direção de fabricação; (v) alinhar a primeira extremi- dade da haste com a primeira conexão; (vi) inserir a primeira extremidade da haste através da primeira conexão longe o suficiente para proporcionar uma folga entre uma segunda ex- tremidade da haste e a segunda conexão; (vii) alinhar a haste com a segunda conexão atra- vés do avanço da haste na direção de fabricação; (viii) inserir a segunda extremidade da primeira haste alongada através da segunda conexão de modo que a primeira extremidade da haste seja substancialmente coplanar em relação a uma superfície externa da primeira conexão; e (ix) afixar a primeira extremidade da haste à superfície externa da primeira cone- xão e a segunda extremidade da haste à superfície externa da segunda conexão.
Em outro aspecto, a etapa (ix) impõe a soldagem da primeira extremidade da haste à superfície externa da primeira conexão e a segunda extremidade da haste à superfície externa da segunda conexão.
Em outro aspecto, a etapa (vi) impõe o acionamento da haste através da primeira conexão com um primeiro pistão e a etapa (vii) impõe o acionamento da haste através da segunda conexão com um segundo pistão.
Em outro aspecto, ao menos um dentre o primeiro pistão e o segundo pistão é pneumático.
Em outro aspecto, o método inclui a etapa adicional de (x) posicionar a haste de modo que a segunda extremidade da haste seja substancialmente coplanar em relação a uma superfície externa da segunda conexão. Outros sistemas, métodos, características e vantagens da invenção serão, ou se tornarão, aparentes para os versados na técnica mediante o exame das seguintes figuras e descrição detalhada. A intenção é que todos os sistemas, métodos, características e vanta- gens adicionais sejam incluídos nesta descrição e sumário, estejam dentro do escopo da invenção e sejam protegidos pelas seguintes reivindicações.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A invenção pode ser mais bem compreendida com referência aos seguintes dese- nhos e descrição. Os componentes nas figuras não são necessariamente em escala, sendo que em vez disso se encontra na ilustração dos princípios da invenção. Além disso, nas figu- ras, números de referência designam partes correspondentes por todas as visões diferentes.
A Figura 1 é uma vista esquemática de uma correia transportadora da técnica ante- rior que incorpora hastes com cabeças hemisféricas;
A Figura 2 é uma vista esquemática de uma conexão de uma conexão de correia transportadora da técnica anterior em uma haste de cabeça hemisférica;
A Figura 3 é uma vista superior esquemática de uma correia transportadora que in- corpora hastes sem botão de acordo com a invenção;
A Figura 4 é uma vista lateral esquemática de uma conexão de correia transporta- dora que mostra a extremidade sem botão de uma haste;
A Figura 5 é uma vista em seção transversal esquemática de uma extremidade de uma haste de correia transportadora da técnica anterior que mostra a cabeça hemisférica;
A Figura 6 é uma vista em seção transversal esquemática de uma extremidade de uma haste de correia transportadora de acordo com a invenção, com a extremidade da has- te substancialmente nivelada com uma parede externa da conexão;
A Figura 7 é uma vista em seção transversal esquemática de uma extremidade de outra modalidade de uma haste de correia transportadora sem botão de acordo com a in- venção, com a extremidade da haste rebaixada na perna da conexão;
A Figura 8 é uma vista em seção transversal esquemática de uma extremidade de outra modalidade de uma haste de correia transportadora sem botão haste de acordo com a invenção, com a extremidade da haste se projetando a partir da perna da conexão;
A Figura 9 é uma vista superior esquemática de uma modalidade alternativa de uma conexão de uma correia transportadora sem botão, que mostra vários locais de solda de haste-conexão;
A Figura 10 mostra uma vista esquemática de uma primeira etapa na fabricação de uma correia transportadora sem botão;
A Figura 11 mostra uma vista esquemática de uma segunda etapa na fabricação de uma correia transportadora sem botão;
A Figura 12 mostra uma vista esquemática de uma terceira etapa na fabricação de uma correia transportadora sem botão; e
A Figura 13 mostra uma vista esquemática de uma primeira etapa na fabricação de uma correia transportadora sem botão.
DESCRIÇÃO DETALHADA DAS MODALIDADES PREFERENCIAIS
A Figura 1 mostra uma correia transportadora 10 da técnica anterior formada de hastes 20 conectadas mutuamente com conexões 22 conforme revelado na patente n2 US5.954.188. Um envoltório de malha de fio 14 cobre as hastes 20 entre as conexões 22 para fornecer suporte adicional para os produtos transportados na correia transportadora 10. Conforme mostrado na Figura 2, que mostra uma vista ampliada de uma porção de correia transportadora 10, as hastes 20 são formadas com cabeças hemisféricas 32. As cabeças hemisféricas 32 auxiliam em manter as conexões 22 na posição. As hastes 20 são conecta- das às conexões 22 através das cabeças hemisféricas 32, tal como com soldas 25.
A Figura 3 mostra uma vista superior de uma correia transportadora 110 da presen- te invenção feita com uma pluralidade de hastes alongadas sem botão 120a-d. No contexto deste pedido, o termo "sem botão" se refere a hastes sem uma protuberância bulbosa for- mada em cada extremidade. Entretanto, "sem botão" não elimina a possibilidade de que uma pequena área escalonada pudesse envolver a abertura da conexão de modo que a pequena área escalonada seja substancialmente co-pianar em relação a uma superfície externa 134 da conexão 122. Todas as hastes 120 são substancialmente similares em for- mato e dimensão, com cada haste 120a-d sendo um corpo cilíndrico alongado. Cada haste 120 inclui uma primeira extremidade 121 e uma segunda extremidade 123. Preferencialmen- te, nesta modalidade, as hastes 120 têm um diâmetro uniforme ou substancialmente unifor- me ao longo do comprimento do corpo cilíndrico, com o diâmetro selecionado baseado em muitos fatores, tais como o tipo dos produtos a serem movimentados na correia transporta- dora 110, a largura da correia transportadora, etc. Em outras modalidades, as hastes 120 podem incluir configurações afiladas ou escalonadas, tais como aquelas reveladas na paten- te 188. As hastes 120 são preferencialmente feitas de um material metálico, tal como aço ou aço inoxidável.
As hastes 120 são conectadas entre si com conexões conectoras 122. Preferenci- almente, as conexões conectoras 122 têm um formato em U geral, com cada conexão co- nectora 122 construída com duas pernas de imagem espelhada, a perna interna 130 e a perna externa 131 unidas por uma barra de topo 127. Tendo em vista que a configuração da perna interna 130 e da perna externa 131 é idêntica exceto por suas orientações opostas, para fins de esclarecimento, somente a estrutura da perna externa 131 é discutida particu- larmente. A perna externa 131 preferencialmente inclui uma porção vertical relativamente reta 126 conectada por uma região de transição que se afunila para fora 129 a uma porção inferior relativamente reta 128. Esta configuração cria uma abertura inferior mais ampla 133 para permitir a interconexão de conexões 122, posto que a barra de topo 127 da conexão 122 pode deslizar prontamente em uma relação aninhada com a porção inferior 133 de uma conexão adjacente.
A perna externa 131 também inclui duas aberturas para receber a haste 120. Por exemplo, conforme mostrado na Figura 4, a perna externa 131 é fornecida com uma abertu- ra geralmente circular 142 situada na porção inferior 128 e com uma abertura alongada 140 formada na porção superior 126. Adotando como início uma linha central 108 da correia transportadora 110 (mostrada na Figura 3), a haste 120 passa através de uma abertura cir- cular 142 em uma perna interna 130 de uma primeira conexão, ambas as aberturas alonga- das 140 de uma segunda conexão e, então, através da segunda abertura circular 142 da perna externa 131 da primeira conexão. Uma extremidade da haste 121 é, então, soldada diretamente a uma superfície externa 134 da conexão adjacente na proximidade da abertura circular 142. Nenhuma cabeça hemisférica é formada na extremidade da haste 121 antes da soldagem da extremidade da haste 121 à superfície externa 134. A extremidade da haste 121 é preferencialmente coberta pela solda resultante 125.
Por exemplo, conforme mostrado na Figura 3, o movendo para a esquerda a partir da linha central 108, a haste 120a passa primeiro através da conexão 122a e, então, através da conexão 122b. Uma extremidade da haste 121 é, então, soldada ou afixada de outro mo- do a uma superfície externa 134 da conexão 122a. Como tal, a haste 120a é fixada firme- mente à conexão 122a de modo que o movimento da haste 120a também move a conexão 122a. Entretanto, a haste 120a não é fixada firmemente à conexão 122b, mas simplesmente repousa na abertura alongada 140 da conexão 122b. Portanto, a haste 120a pode transla- das na abertura alongada 140. Esta translação aumenta o grau de liberdade do movimento da correia transportadora 110, pois a correia transportadora 110 pode se esticar, contrair ou desviar-se da rota alongando ou encurtando cada um ou ambas as laterais da correia trans- portadora 110 à medida que as hastes 120 se movem na abertura alongadas 140. Tal mo- vimento permite, por exemplo, que a correia transportadora 110 percorra através de uma flexão.
Conforme mostrado na Figura 5, na técnica anterior, uma haste 20 inclui uma cabe- ça hemisférica 32 que se projeta a partir da conexão 22 de modo que a cabeça hemisférica 32 possa ser formada a partir da extremidade da haste, tal como através da fusão da extre- midade da haste 20 com um eletrodo. Uma vez formada, a cabeça hemisférica 32 é limpa de qualquer resíduo de carbono gerado pelo processo de formação da cabeça hemisférica, tal como através da imersão da cabeça hemisférica 32 em um banho de ácido. Após a ca- beça hemisférica 32 ser limpa, a cabeça hemisférica 32 é soldada à conexão no ponto de solda 25 ou em múltiplos pontos de solda, conforme mostrado na Figura 9 e discutido abai- xo. Entretanto, na presente invenção, tendo em vista que não há cabeças hemisféricas incluídas nas hastes, as extremidades das hastes não necessitam se projetar a partir das pernas das conexões. Em vez disso, as extremidades das hastes são substancialmente co- planares em relação a uma superfície externa 134 de uma perna externa 131 da conexão.
Em uma modalidade, conforme mostrado na Figura 6 que é uma vista em seção transversal da haste 120 e da conexão 122 tomada ao longo da linha 6-6 da Figura 4, a extremidade da haste 121 é nivelada ou coplanar com uma superfície externa 134 da perna externa 131 da conexão 122 após a inserção na abertura circular 142. Nas Figuras de 6 a 8, o vão entre a conexão 122 e a haste 120 na abertura circular 142 é exagerado a título de esclarecimento durante a discussão. Na fabricação, este vão é preferencialmente menor, por exemplo, em contato entre a haste 120 e a conexão 122 na abertura circular 142 em ao menos uma por- ção do perímetro circunferencial da haste 120.
Nesta modalidade, a solda 125 é formada sobre toda a superfície da extremidade da haste 121, embora em outras modalidades, a solda 125 possa cobrir somente uma por- ção da extremidade da haste 121. A solda 125 pode ser formada através da fusão da extre- midade da haste 121, aplicando material soldado adicional à extremidade da haste 121 ou uma combinação destas técnicas. Devido ao fato de a extremidade da haste 121 ser copla- nar em relação à superfície externa da conexão 122, a superfície externa 134 da perna ex- terna 131 da conexão 122 é relativamente lisa. Esta lisura impede a acumulação de detritos na conexão 122, diminui a dificuldade de limpeza da conexão 122 e diminui o desgaste e rachaduras nos componentes que entram em contato com a superfície externa 134 da perna externa 131 da conexão 122. Tais componentes incluem, por exemplo, elementos de ade- rência de acionadores que agarram com fricção a superfície externa 134 da conexão 122 para acionar a correia transportadora 110, tal como mover a correia transportadora 110 em tomo de uma flexão e os componentes estacionários dos sistemas de transportes que en- tram em contato com a superfície externa 134, tais como porções de um tambor usado co- mo um guia.
Em uma outra modalidade, mostrada na Figura 7, uma haste 220 é inserida em uma abertura circular 242 de uma conexão 222 de modo que uma extremidade da haste 221 esteja substancialmente coplanar com a superfície externa 234 da conexão 222. Nesta mo- dalidade, a extremidade da haste 221 é levemente rebaixada na conexão 122, com uma solda 225 formada sobre toda a integridade da extremidade da haste 221. De preferência, a solda 225 é preferencialmente formada com material soldado adicional de modo que o mate- rial soldado também possa preencher uma porção da abertura circular 242 para proporcio- nar uma superfície externa 234 lisa.
Em outra modalidade, mostrada na Figura 8, uma haste 320 é inserida em uma a- bertura circular 342 de uma conexão 322 de modo que uma extremidade da haste 321 seja substancialmente coplanar com a superfície externa 334 da conexão 322. Nesta modalida- de, a extremidade da haste 321 se projeta levemente a partir da conexão 322, embora nem tanto significativamente como nas extremidades de hastes da técnica anterior usadas para formar as cabeças hemisféricas, conforme mostrado na Figura 4. A extremidade da haste 321 é preferencialmente coberta inteiramente com uma solda 325, que é preferencialmente formada pela fundição da extremidade da haste 321 à conexão 322, mas que também pode ser formada com o uso de material soldado adicional. Nesta modalidade, a formação de solda 325 não forma uma cabeça hemisférica, mesmo que a extremidade da haste 321 pos- sa ser fundida para formar a conectividade entre a haste 320 e a conexão 322. Em vez dis- so, qualquer fusão da extremidade da haste 321 é executada para aplanar e alisar a extre- midade da haste 321 de modo que a superfície externa 334 da conexão 322 possa ser tão lisa quanto possível para diminuir o desgaste sobre uma superfície condutora e para impedir a acumulação de detritos na conexão 322 e diminuir a dificuldade de limpeza da conexão 322. Preferencialmente, o vão entre a conexão 322 e a haste 320 é ao menos parcialmente preenchido com material, tanto material fundido da haste como material soldado adicional. Em uma modalidade, o vão é preenchido em cerca de 20% a cerca de 50%. Em outras mo- dalidades, o vão é completamente ou substancialmente preenchido por completo. Ainda em outras modalidades, o vão não é totalmente preenchido.
As conexões conectoras que unem mutuamente as hastes sem botão não são Iimi- tadas em configuração àquelas mostradas acima. A configuração das conexões conectoras pode ser mais simples que a conexão 122 mostrada acima, por exemplo, onde cada perna da conexão inclui uma única porção reta. Alternativamente, a configuração da conexão co- nectora pode ser mais envolvida por certas aplicações. Por exemplo, conforme mostrado na Figura 9 que mostra a conexão conectora 422. A conexão conectora 422 inclui uma perna interna 430 e uma perna externa 431 conectadas por uma barra de topo 427. A perna inter- na 430 e a perna externa 431 são imagens espelhadas de cada outra para fornecer simetria à conexão 422, embora em outras modalidades, a conexão 422 possa ser assimétrica. A conexão conectora 422 é descrita adicionalmente na publicação do pedido de patente euro- peu EP 1498367 A1, que está incorporada no presente documento a título de referência.
A Figura 9 também mostra vários locais para soldagem da conexão 422 à haste 420. Em adição a ou em vez das soldas que cobrem completamente uma extremidade da haste, como a solda 125 mostrada na Figura 4, a conexão 422 pode ser soldada à haste 420 em diversos locais. Por exemplo, a primeira solda 425a é posicionada na haste 420 e a superfície externa da perna externa 431 no ponto ou próximo a isto, no qual a primeira por- ção de transição 429a encontra a porção mediana 434a. A segunda solda 425b é formada na haste 420 e na superfície externa da perna externa 431 no ponto ou próximo a isto, no qual a segunda porção de transição 435a encontra a porção mediana 434a. As soldas com- plementares são formadas nas mesmas posições gerais como na primeira solda 425a e na segunda solda 425b, mas na lateral oposta da perna externa 431. A terceira solda 425c é formada na haste 420 e uma superfície interna da perna externa 431 no ponto ou próximo a isto, no qual a primeira porção de transição 429a encontra a porção mediana 343a. A quarta solda 425d é formada na haste 420 e na superfície interna da perna externa 431 no ponto ou próximo a isto, no qual a segunda porção de transição 435a encontra a porção mediana 434a.
A perna interna 430 inclui soldas similares em posições similares conforme aquelas descritas para a perna externa 431: uma quinta solda 425e que corresponde à terceira solda 425c; uma sexta solda 425f que corresponde à quarta solda 425d; uma sétima solda 425g que corresponde à primeira solda 425a; e uma oitava solda 425h que corresponde à segun- da solda 425b. Qualquer uma das soldas 425a-h pode opcionalmente ser incluída em qual- quer conexão de uma correia transportadora tal como a correia transportadora 110 mostrada na Figura 3. Nas configurações como aquelas mostradas na Figura 5, em que a extremidade da haste 121 é completamente coberta por uma única solda 125, qualquer combinação da terceira até a oitava solda 425c-h pode ser opcionalmente incluída. As soldas adicionais aumentam a resistência da correia transportadora, o que pode ser desejado, dependendo do uso pretendido para a correia transportadora.
Para produzir uma correia transportadora sem cabeças hemisféricas, tal como a correia transportadora 110 conforme descrita acima, as conexões como aquelas descritas anteriormente são fornecidas em ambas as laterais de uma haste em uma superfície de fa- bricação 550. As conexões são preferencialmente presas em um mecanismo que pode tanto manter a conexão na posição quanto assegurar a orientação da conexão, tal como um car- regador, em que os trilhos-guia alimentados por uma tremonha seletora de orientação ou similares. A superfície de fabricação 550 é preferencialmente uma superfície horizontal pla- na ou relativamente plana, tal como uma mesa ou uma série de superfícies horizontais pla- nas ou relativamente planas divididas, tais como os trilhos de uma máquina. Entretanto, em outras modalidades, a superfície pode ser vertical, uma combinação de superfícies horizon- tais e verticais ou superfícies curvilíneas.
Durante a fabricação, a haste 520 é avançada em uma direção de fabricação, que é definida para ser a direção na qual a haste 520 é movida com a finalidade de executar uma etapa de processamento adicional. Por exemplo, a direção de fabricação pode ser horizontal ao longo da superfície de fabricação 550. A haste 520 pode ser movida por qualquer meca- nismo conhecido na técnica, tal como através de um grampo preso a uma corrente ou cor- reia de acionamento (não mostrada) ou pela força de hastes adicionais supridas sobre a superfície de fabricação 550 seguinte à haste 520.
Preferencialmente, conforme mostrado na Figura 10, as conexões em uma lateral da haste 520 são desviadas na direção de fabricação das conexões na outra lateral da haste 520, de modo que a haste encontre as conexões em uma lateral da haste 520 antes das conexões na outra lateral da haste 520. Em uma modalidade, a primeira conexão 522a se encontra na lateral esquerda da haste 520, com a conexão na lateral direita da haste 520 desviada na direção de fabricação. Entretanto, em outras modalidades, a primeira conexão 522a estará na lateral direita da haste 520. Em tal modalidade, o movimento da haste 520 irá se opor ao movimento da haste 520 conforme descrito abaixo, supondo que a primeira conexão 522a esteja na lateral esquerda da haste 520.
Mediante o início da fabricação, a primeira conexão 522a é posicionada para rece- ber a haste 520 na lateral esquerda da superfície de fabricação 550. Uma segunda conexão 522b é posicionada adjacente à primeira conexão 522a de modo que as aberturas alonga- das 540 da segunda conexão 522b estejam alinhadas às aberturas circulares 542 da primei- ra conexão 522a. A haste 520 é preferencialmente centralizada sobre a superfície de fabri- cação 550 e avançada em direção às conexões. À medida que a primeira conexão 522a é posicionada na lateral esquerda da haste 520, a haste 520 pode ser, alternativamente, des- locada levemente em direção à lateral direita da superfície de fabricação 550.
Na próxima etapa de fabricação, conforme mostrado na Figura 11, um mecanismo de deslocamento 554, tal como uma pistão acionado de modo hidráulico ou pneumático, empurra a segunda extremidade 523 da haste 520. A haste 520 se move em direção à late- ral esquerda da superfície de fabricação 550, conforme indicado pela seta, e é suprida atra- vés das aberturas circulares 542 da primeira conexão 522a e das aberturas alongadas 540 da segunda conexão 522b para conectar a primeira e a segunda conexão 522a, 522b. A haste 520 é empurrada através das conexões 522a, 522b de modo que uma porção 570 da haste 520 se projete através de uma superfície externa 534 de uma perna externa 531 da primeira conexão 522a. Como tal, a haste 520 é deslocada em direção à lateral esquerda da superfície de fabricação 550 de modo que exista uma folga suficiente entre a lateral direita borda da haste 520 e as conexões posicionadas na lateral direita da superfície de fabricação 550.
Conforme mostrado na Figura 12, a haste 520 e as conexões 522a, 522b são a- vançadas na direção de fabricação até a próxima estação de processo. Uma terceira cone- xão 622a é posicionada para receber a haste 520 na lateral direita da superfície de fabrica- ção 550. Como com as conexões na lateral esquerda da superfície de fabricação 550, uma quarta conexão 622b é posicionada adjacente à terceira conexão 622a de modo que as a- berturas alongadas 640 da quarta conexão 622b estejam alinhadas às aberturas circulares 642 da terceira conexão 622a.
Conforme mostrado na Figura 13, a haste 520 é, então, avançada em direção às conexões posicionadas na lateral direita da superfície de fabricação 550 e alinhadas às a- berturas circulares 642 da terceira conexão 622a. Um segundo mecanismo de deslocamen- to 555, tal como um segundo pistão de acionamento posicionado na lateral esquerda da superfície de fabricação 550, empurra a haste 520 em direção à lateral direita da superfície de fabricação 550, conforme indicado pela seta. A haste 520 é, dessa forma, suprida através de aberturas circulares 642 da terceira conexão 622a e de aberturas alongadas 640 da quarta conexão 622b com a finalidade de conectar A terceira e quarta conexões 622a, 622b. A haste 520é somente empurrada em direção à lateral direita da superfície de fabricação 550 suficientemente longe para conectar a terceira e a quarta conexão 622a, 622b, mas não tão longe para desengatar a haste 520 da primeira e da segunda conexão 522a, 522b. Pre- ferencialmente, a haste 520 é, no momento, centralizada sobre a superfície de fabricação 550, com a primeira extremidade de haste 521 nivelada com a superfície externa 534 da perna externa 531 da primeira conexão 522a e a segunda extremidade de haste 523 nivela- da com a superfície externa 634 da perna externa 631 da segunda conexão 622a. Em ou- tras modalidades, as extremidades da haste 521, 523 podem ser levemente rebaixadas nas pernas externas 531, 631 da primeira conexão 522a e da terceira conexão 622a, respecti- vamente, ou se projetar levemente a partir da primeira conexão 522a e da terceira conexão 622a.
Em uma etapa final, que não é mostrada, a haste 520 e as conexões 522a, 522b, 622a e 622b são avançadas novamente para as estações de soldagem 556, 558 situadas em ambas as laterais da superfície de fabricação 550. As estações de soldagem 556, 558 preferencialmente incluem eletrodos de soldagem, tais como aqueles de uma máquina de soldagem a plasma ou qualquer outro tipo de máquina de soldagem, conectada a um centro de controle de soldagem e, opcionalmente, um alimentador para material soldado. As ex- tremidades da haste são alinhadas aos eletrodos de soldagem 556, 558, que fornecem e- nergia suficiente para fundir as extremidades da haste às superfícies externas 534, 634 da primeira conexão 522a e da terceira conexão 622a, respectivamente, para prender a haste 520 às conexões na proximidade das aberturas circulares. Em outras modalidades, o mate- rial soldado adicionado é aplicado à interface da extremidade da haste e à superfície externa da conexão e fundido pelos eletrodos de soldagem para prender a extremidade da haste à superfície externa da conexão. O material soldado pode cobrir somente uma porção da ex- tremidade da haste ou pode cobrir toda a superfície externa da extremidade da haste. Am- bas as extremidades da haste 520 podem ser soldadas às conexões simultaneamente ou a soldagem pode ser feita seqüencialmente.
Em algumas modalidades, os eletrodos de soldagem são montados na superfície de fabricação de modo estacionário, fazendo com que os eletrodos de soldagem fiquem posicionados em relação às conexões de forma que a haste possa ser soldada à conexão sobre a superfície externa das pernas externas das conexões. Em outras modalidades, en- tretanto, os eletrodos de soldagem são montados de modo móvel na superfície de fabrica- ção de forma que os eletrodos de soldagem possam aplicar energia a múltiplos locais nas conexões, tais como aqueles locais mostrados na Figura 9, incluindo nas pernas internas das conexões.
Muito embora várias modalidades da invenção tenham sido descritas, a descrição destina-se a ser exemplificativa, em vez de apresentar caráter Iimitativo e se tornará eviden- te aos versados na técnica que muito mais modalidades e implantações são possíveis des- de que estejam no escopo da invenção. Consequentemente, a invenção não é restringida exceto à luz das reivindicações em anexo e seus equivalentes. Ademais, várias modifica- ções e alterações podem ser feitas dentro do escopo das reivindicações anexadas.