PT87675B - Processo para a preparacao de artigos compositos que contem espumas de poli-uretano semi-rigidas - Google Patents

Processo para a preparacao de artigos compositos que contem espumas de poli-uretano semi-rigidas Download PDF

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Description

Por escolha apropriada dos componentes e de condições, fabricam-se espumas que variam nas suas caracteristicas desde o tipo flexível macio utilizado em aplicações em decoração até ao tipo rigido duro utilizado como elementos estruturais. Assim, as espumas flexíveis são geralmente fabricadas a partir de dióis ou trióis poliméricos possuindo números de hidróxidos de entre 20 e 80
utilizando a água como o principal agente espumante. A densidade de reticulação mais elevada exigida nas espumas rígidas é proporcionada pela utilização de poliós e/ou poli-isocianatos de elevada funcionalidade e aqui o principal agente espumante é geralmente um hidrocarboneto halogenado como o tricloro-fluoro-metano.
Entre os extremos de flexibilidade por um lado e a rigidez por outro, existe um outro tipo de espuma geralmente classificado de semi-rígido. Estas espumas, que utilizadas como materiais amortecedores de choque em compartimentos de passageiros de automóveis e outros, são geralmente produzidas por reacção de um poli-isocianato com uma mistura de um poliol de espuma flexível e um agente de reticulação como o trimetilol-propano.
Embora a produção de todas as espumas de poli-uretano, flexíveis, rígidas ou semi-rígidas, envolva a mesma reacção química básica, entre os grupos de isocianatos e os grupos hidróxidos, cada tipo de espuma apresenta problemas diferentes ao fabricante. As diferenças estão muitas vezes associadas com o equílibrio que deve sempre ser alcançado entre a produção de gás e a gelificação dos polímeros. Por exemplo, o equilíbrio num sistema de espumas flexíveis expansíveis na água é diferente daquele num sistema de espumas rígidas de elevada reticulação expansíveis num solvente. Muitos destes problemas podem ser resolvidos, pelo menos em parte, por uma selecção apropriada de agentes auxiliares, por exemplo catalisadores, agentes tensioactivos, estabilizadores e análogos.
Os catalizadores convencionalmente utilizados na produção de espumas de poli-uretano são aminas terciárias. De entre o grande número que foi proposto podem mencionar-se as aminas alifáticas de baixo peso molecular tais como tri-etilamina, aminas alifáticas de cadeia longa como N,N-dimetil-cetil-amina, aminas ciclo-alifáticas tais como N,N-dimetil-ciclo-hexilamina, aminas arilalifáticas tais como N,N-dimetil-benzilamina, aminas reactivas com isocianatos tais como N,N-dimetil-amino-etanol, poliaminas tais
como bis-(2-dimetil-amino-etil)éter e compostos heterocíclicos mais complexos tais como N-etil-morfolina, N,N'~ -dieti1-piperazina e 1,4-diazobiciclo/2.2.2/octano. Os compostos de estanho tais como octoato estanhoso e dilaurato de dibutil-estanho são também largamente utilizados como catalizadores, muitas vezes em conjunção com aminas terciárias.
Em complemento às aminas terciárias, conhecem-se outros materiais básicos para catalizar a formação de uretano e muitos desses materiais têm sido propostos como alternativa às aminas que possuem, muitas vezes, cheiros desagradáveis. Como exemplos destes materi ais incluem-se os sais metálicos alcalinos de ácidos carboxílicos mas, embora certos sais, por exemplo o acetato de potássio, tenham sido utilizados como catalizadores de trimerização em formulações de espumas de poli-isocianurato, não têm sido utilizados em qualquer quahtidade apreciável em sistemas de uretano convencionais.
Propuseram-se outros sais como catalisadores para a produção de espumas. Assim, a patente GB—A—2 064567 descreve um processo para a produção de espuma de poli-isocianurato rígida pela reacção de um poli-isocianato com um produto da reacção de um anidrido ι de ácido carboxílico dibásico e um poliéter poliol, es- I tando o último parcialmente na forma de um alcoolato metáj lico alcalino-terroso ou metálico alcalino. Visto que o produto da reacção pode funcionar simultâneamente como um componente de poliol e um catalisador de trimerização suplanta-se o problema da utilização de um carboxilato que possui apenas uma limitada solubilidade nos polióis geralmente utilizados em formulações de pli-isocianarato.
A Patente Europeia A-022 0 697 diz respeito a um problema bastante diferente, nomeadamente à produção de espumas de poli-uretano flexíveis com uma estabilidade de espuma aperfeiçoada a partir de formula- | ções possuindo uma quantidade em água. Esta publicação descreve formulações contendo como modificador de espu3
ma um sal metálico alcalino ou metálico alcalino-terroso de ácido Brõnsted possuindo um pka maior que 1. Como exemplos de modificadores de espuma apropriados existem os hidróxilos e alcóxidos metálicos alcalinos e alcalino terrosos sais metálicos alcalinos ou alcalino terrosos de certos ácidos inorgânicos e carboxilatos metálicos alcalinos ou alcalino terrosos que podem ser acetatos simples, por exemplo, ou os sais de ácidos carboxílicos mais complexos cue podem ser obtidos ao fazer reagir um anidrido cíclico de um ácido dicarboxílico com um dos grupos hidróxilos de um poliol de base.
Uma outra desvantagem que pode surgir com as aminas terciárias, para além do problema do cheiro, é a migração para materiais adajacentes. Assim, as espumas semi-rígidas incluídas numa camada de material plástico tal como o cloridrato de polivinilo plastificado sao actualmente largamente utilizadas como protectores de acidentes para automóveis, isto é o amplo painel moldado circundando os instrumentos situado em frente do condutor e do passageiro do banco da frente. Nestes protectores verifica-se muitas vezes que a a camada de PVC em contacto com a espuma se torna descolorada e crê-se que esta descoloração é a migração da amina terciária da espuma para o PVC seguida de reacção da amina com o PVC e/ou o plastificador. Este problema tem sido discutido por wilson et al. (Rubber and Plastics International, vol. 13, 1, página 23, Febereiro 1988) que concluíram da necessidade de uma cooperação estreita entre as indústrias de PVC e poli-uretano afim de resolver | o problema. A complexidade do problema é ilustrada pela ί descoberta de Wilson et al. de que, sob certas condições, a deterioração do PVC ocorria mesmo quando a espuma continha aminas terciárias não migratórias (reactivas ao isocianato).
! Quando se substituem os catlisadores de í
! aminas terciárias em formulações de espuma semi-rígida por carboxilatos metálicos alcalinos como acetato de potássio, a descoloração dos materiais plásticos adjacentes é substancialmente reduzida mas em geral, o equilíbrio catlitico é
desfavoravelmente afectado. Especificamente, quando se uti-I za o acetato de potássio numa quantidade para proporcionar um tempo de formação de espuma aceitável, a espuma endurece a um índice inaceitavelmente baixo resultando em lonqos períodos de pausa ou agitação na desmoldaqem.
Concluiu-se aqora que a catálise satisfatória na produção destes artiqos compósitos pode ser alcançada pela utilização dos sais a sequir definidos.
í
Portanto, a presente invenção proporciona um artiqo compósito compreendendo um corpo de espuma de poli-uretano semi-ríqida em contacto com uma camada ou folha de material polimérico, tendo a espuma sido preparada por reacção de um poli-isocianato orqânico com um poliol polimérico possuindo um número de hidróxilos entre 20 e 80 e um aqente de reticulação ou um aqente de alongamento de cadeia que possui um número de hidróxilos de pelo menos 250 em presença de áqua e uma quantidade cataliticamente eficaz de um sal metálico alcalino-terroso de um ácido de fórmula qeral:
R - A - COOH (1) em que R representa R’0C0-, R'C00- ou R'0-, R* representa um radical heterociclico ou de hidrocarboneto facultativamente substituído e A representa uma cadeia C1~C3 facultativamente substituída.
O sal do ácido de fórmula qeral 1 pode ser um sal de qualquer metal dos IA e IIA da Tabela Perió- ! dica mas, em geral, os sais metálicos alcalinos, isto é os sais metálicos do grupo IA, são os preferidos, particularmente os sais de potássio. Se se desejar, podem utilizar, -se misturas destes sais, por exemplo uma mistura de sais de sódio e potássio, ou misturas de um ou mais dos sais, com um ácido livre de fórmula geral 1.
Os radicais de hidrocarbonetos facultativamente substituídos que podem ser representados por R' incluem os radicais alquilo, ciclo-alquilo, aralquilo e arilo facultativamente substituídos. Exemplos de substituen
tes apropriados incluem os grupos hidróxilo. Os radicais especialmente apropriados incluem radicais de poli-oxi-alquileno terminados por hidroxi, por exemplo radicais de po li-oxi-etileno terminados por hidroxi.
Os radicais divalentes que podem ser re presentados por A incluem radicais
-CR —CR„CR„—, -CR„CR„CR„-, -CR =CR - e cr/ 2 CR~ em que R é hidrogénio ou alquilo inferior bem como radicais de fórmula geral:
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Em geral, os sais de ácidos de fórmula geral 1 em que A é um radical C^-C2 facultativamente substituído são os preferidos devido à sua actividade catalítica superior, especialmente os sais de ácido maleico, sen do, então, A um radical da fórmula -CH=CH-. Ainda devido à actividade superior prefere—se que R seja um radical da fórmula R40C0-. Os ácidos de fórmula geral 1 em que R é R1OCO— podem ser preparados por reacção de um álcool da fórmula:
R'-OH (2) com um anidrido de ácido da fórmula:
CO 3
CO (3) em que R' e A representam os elementos anteriormente men6 —
cionados.
Exemplos de compostos de fórmula 2 que j podem ser utilizados incluem alcóois, por exemplo álcool ; 2-octanol, ciclo-hexanol ou benzilico, fenóis, ácidos po- ; lilácticos e poli-oxi-alquileno polióis tais como polietileno glicóis, especialmente polietileno glicóis que, possuam pesos moleculares abaixo de 500, por exemplo 200.
Exemplos de anidridos ácidos incluem anidridos succínico, glutárico, maleico, ftálico e itacónico e os anidridos de ácidos dicarboxílicos 1,2-ciclo-hexanc e 1,2-ciclo-hexeno.
Os ácidos de fórmula geral 1 em que R é R'C00- podem preparar-se por reacção de um ácido da formula R'C00H com um ácido hidroxilico da fórmula H0AC00H.
Os ácidos de fórmula geral 1 em que R é R10- podem preparar-se, por exemplo, como se descreve em Beilsteim Handbuch der Organischen Chemie, 3_, 232 e _3, 233. Os sais podem ser formados a partir de ácidos livres, de modo convencional, por exemplo por reacção de um ácido de fórmula geral 1 com carbonatos metálicos apropriados. Se se desejar pode utilizar-se uma deficiência do carbonato metálico para que o produto seja uma mistura de sal e ácido livre.
Uma quantidade de sal cataliticamente eficaz estará geralmente entre 2 e 90 mi1i-equivalentes, de preferência entre 5 e 12 mili-equivalentes com base em
I
100 gramas de poliol polimérico.
Os poli-isocianatos orgânicos que po- dem ser empregues na preparação de espuma de poli-uretano , semi-rigida incluem di-isocianatos aromáticos especialmente os que estão comercialmente disponíveis como os diisocianatos de difenilmetano e totileno. Visto que os poli-isocianatos líquidos são os preferidos, é conveniente uti., lizar-se misturas de isómeros de EDI ou variantes de EDI cue contenham resíduos de uretano, alofanato, ureia, biurej to, carbodiimida ou uretanomina. Também utilizáveis são os poli-isocianatos de polimetileno polifenileno vulgarmente i conhecidos como crude ou EDI polimérico. As formas apropriadas de MDl de uretano modificado incluem prepolíi i meros de base poliéster ou póliéter. '
Os polióis poliméricos que podem ser utilizados na preparação de espuma incluem póliéter e poli; éster polióis convencionalmente empregues na manufactura de espumas flexíveis. Deve particularmente mencionar-se > o poli-oxi-propileno e poli(oxi-propileno-oxi-etileno)dióis! e trióis que possuem peso molecular entre 1500 e 8000, especialmente poli-oxi-propileno dióis e trióis protegidos por óxido de etileno. Sese desejar podem utilizar-se polióis de polimeros formado pela polimerização de um ou mais monómeros olefínicos num póliéter ou poliéster ter poliol.
Os agentes de reticulação que se podem utilizar incluem polióis naõ-poliméricos que contenham três ί ou mais grupos hidróxilo e respectivos produtos de oxialquilação de baixo peso molecular. O trimetilolpropano é um agente de reticulação preferido. Os agentes de alongamento de cadeia incluem os dióis como o etileno glicol em 1,4-butanodiol. Pode variar-se, de modo conhecido, o grau de flexibilidade/rigidez no produto de espuma por va- , riação da proporção do agente de reticulação ou do agente de alongamento de cadeia em relação aò poliol polimérico.
Em geral, o agente de reticulação ou o agente do alongamen to de cadeia deverá proporcionar entre 10 e 75%, especialmente entre cerca de 25 e 75%, dos grupos hidróxilo mas misturas de reacção que formam a espuma.
Os agente de reticulação e os agentes de alongamento de cadeia possuem números de hidróxilos de pelo menos 300.
A água utilizável como agente de expan são está apropriadamente presente na mistura de reacção formadora de espuma em quantidade entre 0,1 e 4.5% em peso, baseada no peso do poliol polimérico. Se se desejar podem incluir-se outros agentes de expansão como o tricloi ro—fluoro-metano a fim de proporcionar a formação de espuma adicional. ί
A quantidade de poli-isocianato utili8
zada em relação aos polióis e água é geralmente tal que proporciona um Índice de isocianato entre 80 e 130, especialmente entre 90 e 130, sendo preferido um índice de cerca de 100.
A mistura de reacção de formação de espuma pode também conter outros ingredientes convencionais de formulações de espuma de poli-uretano, por exemplo agentes tensioactivos cue podem ser do tipo quer silicone quer não-silicone. Também se podem incluir os catalisadores de aminas terciárias, no entanto excluem-se, de preferência, se se quer evitar a descoloração dos materiais poliméricos adjacentes. Outros aditivos úteis incluem os agentes de ruptuta de células.
Ao realizar a presente invenção é normalmente conveniente incorporar o sal catalítico no componente poliol antes da reacção com o poli-isocianato.
Consequentemente, a presente invenção também proporciona um sistema de reacção para utilizar na preparação do componente de espumas de poli-uretano semi-rígidas dos artigos compósitos que compreendem:
(A) um poli-isocianato orgânico, e j (B) um componente poliol compreendendo poliol:
(i) um poliol polimérico que possui [ um número de hidróxilos entre 20
I e 80;
(ii) um agente de reticulação e um ageri te de alongamento de cadeia possuindo um número de hidróxilos de pelo menos 250;
(iii) água, e (iv) uma quantidade cataliticamente eficaz de um sal metálico alcalino ou metálico alcalino-terroso de um ácido de fórmula geral 1.
O material polimérico que está em contacto com a espuma nos artigos compósitos da presente invenção pode ser, por exemplo, um material de cobertura
protectora ou decorativa. Como exemplo destes materiais podem mencionar-se materiais texteis, papel e materiais j plásticos, por exemplo cloridrato de polivinilo que pode j conter piastificadores. j
Os artigos compósitos da presente in- | venção podem ser preparados por ligação de uma espuma de i poliuretano semi-rígida préformada ao material polimérico i [
mas, geralmente, prefere-se formar a espuma em contacto com um material polimérico.
A presente invenção é ilustrada, mas não limitada, pelos exemplos que se seguem:
Exemplo 1
Encheu-se um frasco de fundo redondo ί e três gargalos adaptado com agitador, termómetro e condensador com 2 moles de polietileno glicol (peso mol. 200) e elevou-se a temperatura a 5O2C. Adicionou-se um mole de anidrido de ácido em porções de tal modo que cada porção tenha reagido antes da adição de mais uma quantidade. Quan! do se completou a reacção, indicada por titulação do ácido adicionou-se meio mole de carbonato de potássio assim como, uma solução aquosa a 50%. Após conclusão desta reacção, ' retirou-se a água a 100-C sob vácuo. A análise típica do produto apresenta um volume de água de 1-2% aproximadamente e um valor de ácido de 4-10 mg KOH/g. Assim prepararam-se os catalisadores A e B utiliz ando anidrido maleico e anidrido itacónico, respectavamente.
Preparou-se, então, o ácido livre B por reacção de um mole de polietileno glicol com um mole de anidrido itacónico a 5O2C.
Exemplo 2
Encheu-se um frasco de fundo redondo e três gargalos adaptado com agitador, termómetro e condensador com um mole de etoxi-etoxietano e elevou-se à de
I temperatura a 5O2C. Adicionou-se um mole de anidrido ma- ;
leico em porções de tal modo que cada porção tinha reagido antes da adição da porção seguinte. Quando se completou a reacção, indicada pela titulação do ácido fez-se baixar a temperatura da reacção para 3O2C. Adicionou-se, subsequente mente, 50% em peso do conteúdo do frasco de metanol. Então adicionou-se meio mole de um carbonato metálico alcalino em porções de tal modo que a formação de espuma devida à li. bertação de dióxido de carbono fosse controlável. Após se ter completado esta reacção de saponificação adicionou-se uma mistura de 50/50 em peso di-propileno glicol e etileno glicol. A quantidade da mistura de glicol adicionada foi igual ao peso do sal sintetizado, i.e. o peso da mistura de diol foi igual ao peso (total) de um mole de etoxi-etoxi-etanol, anidrido maleico e um mole de metal alcalino. Reti rou-se o metanol e água sob vácuo num evaporador rotativo à temperatura do banho de água de 802C aproximadamente. Uma análise caracterlstica dos carboxilatosalcalinos produzidos por este método apresenta um volume de água de aproximadamente 0.2- 0.4% e um valor de ácido de 1-3 mg KOH/g. Deste modo, preparam-se os catalisadores C, D e E utilizando carbonato de sódio, carbonato de potássio e carbonato de potás. sio e carbonato de ribídio, respectivamente.
Exemplo 3
Com 700 gramas de ácido 2-láctico (áci. do láctico contendo aproximadamente 10% de água, obtido na CCA biochem bv, Gorinchem, Holanda) encheu-se um frasco de 3 gargalos equipado com um agitador, um purgante de M2 e um consendador e aqueceu-se a 14C2-15O2. Após 6 horas de polimerização, o ácido poli-láctico assim formado tinha um valor de ácido de 150 mg KOH/g. Encheu-se com 420 gramas de ácido poli-láctico viscoso um frasco de 3 gargalos, equipado com um agitador e um condensador e elevou-se a temperatura a 602C. Adicionaram-se, subsequentemente, 83 gramas de anidrido maleico em porções e fizeram-se reagir durante 3 horas. Então, adicionou-se 300 ml de metanol e arrefeceu-se a mistura a 3C2C.
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Teve de adicionar-se a esta mistura 183 gramas de carbonato de potássio a fim de se obter um valor de ácido de 1 mgi KOH/g. Antes da evaporação (evaporador rotativo, temperatura do banho de água de 802C) do metanol e da água, adicionou-se 450 gramas de uma mistura de dipropileno glicol e Renex 688 (nonilfenol etoxilado, Atlas) numa proporção de 65/35 a fim de obter um catalisador de formação de espuma livre. Este catalisador é referido nos Quadros que se seguem como catalisador F.
Exemplo 4
Obteve-se o sal de potássio de ácido etoxi-acético (Aldrich) a partir da neutralização directa do ácido etoxi-acético com hidróxido de potássio aquoso. Utilizou-se o catalisador, como uma solução a 60% em água e nomeou-se catalisador G no seguinte.
Exemplo 5
Colocou-se uma folha de PVC estabilizado com- chumbo não pigmentada (1 mm de espessura) num molde de alumínio (15 x 30 x 1 cm) a 402C e aí se formou em espuma 70 grmas da mistura da reacção. Fizeram-se doze compósitos de espuma/PVC destemodo, sendo as formulações e as caracteristicas da formação de espuma apresentadas no Quadro 1.
As formulações 9 e 10 utilizando catalisadores de aminas terciárias convencionais (Dabco 33LV e NIAX A-l) e as formulações 11 e 12 utilizando acetato de potássio e formato de potássio foram concluídas para fins comparativos. Utilizou-se o acetato de potássio como uma solução a 50% em etileno glicol e o formato de potáse sio como uma solução a 44% numa mistura de etileno glicol e água a 13:1.
De cada um dos compósitos de espuma PVC assim realizados, cortaram-se três amostras em forma de osso de cão com dimensões de acordo com a norma DIN 53O5G4 S2. Colocaram-se as três assim preparadas num
prato PETRI com um diâmetro aproximado de lOcm e mantido a 12O2C num forno de circulação de ar. Após 100, 250 e 500 horas de duração retirava-se de cada vez uma das amos tras do prato Petri. Os resultados da coloração apresentados no Quadro 2 mostram que os catalisadores de aminas terciárias causaram muito mais descoloração do que os sais. 0 acetato de potássio exibe boas características de coloração mas o endurecimento é inaceitavelmente baixo enquanto que o formato de potássio é um catalisador com bom endurecimento mas proporciona uma descoloração inacei^ tável.
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Claims (2)

  1. REIVINDICAÇÕES
    - lã _
    Processo para a preparação de um artigo compósito caracterizado por se incorporar um corpo de es« puma de poli-uretano semi-rígida em contacto com uma camada de folha de material polimérico, tendo-se preparado a espuma por reacção de um poli-isocianato orgânco com um poliol polimérico que possui um ns de hidroxilos compreendido entre 20 e 80 e um agente de reticulação ou um expansor de cadeia que possui um n2 de hidroxilos de pelo menos 250 na presença de água e uma quantidade cataliticamente eficaz de um sal de metal alcalino ou de metal alcalino terrosos de um ácido da fórmula R-A-COOH em que R representa R40C0-, R’0- ou R'C00-, R* representa um radical heterociclico ou um hidrocarboneto opcionalmente substituído e A representa uma cadeia C1-C3 opcionalmente substituída.
    - 2§ Processo de acordo com a reivindicação 1 caracterizado por se preparar a espuma fazendo-se reagir um poli-isocianato orgânico com um poliol polimérico que possui um n^ de hidroxilos compreendidos entre 20 e 80 um agente de reticulação que possui um n2 de hidroxilos de pelo menos 300 na presença de água e uma quantidade catalíticamente eficaz de um sal de metal alcalino ou metal alcalino terrosos de um ácido da fórmula R'OCO-A-COOH em que R' e A têm as mesmas significações da reivindicaçã· 1.
    Processo de acordo com a reivindicação 1 ou 2 caracterizado por o sal ser um sal de potássio.
    Processo de acordo com qualquer das reivindicações precedentes, caracterizado por R' ser um radical poli-oxi-etileno terminado por hidroxi.
    vindicações C1“C2· vindicações vindicacões
    - 55 - j
    Processo de acordo com qualquer das reianteriores caracterizado por A ser um radical
    - 65 Processo de acordo com qualquer das reianteriores, caracterizado por A ser -CH=CH-.
    - 75 Processo de acordo com qualquer das reianteriores, caracterizado por o sal estar presente numa quantidade compreendida entre 2 e 30 mili-equivalentes por 100 gramas de poliol polimérico.
    - 85 _
    Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores caracterizado por o poli-isocianato orgânico incluir um diisocianato de difenilmetano.
    - 95 Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por o agente de reticuiação ser trimetilolpropano.
    - 105 Processo de acordo com qualquer das reií vindicações anteriores caracterizado por o agente de reticulação ou o expansor de cadeia proporcionar entre cerca de 10 e 75% dos grupos hidroxilo na espuma que forma a mistura da reacção.
    - 115 - I
    Processo de acordo com a reivindicação 10, caracterizado por o agente de reticulação proporcionar entre 25 e 75% dos grupos hidroxilo na espuma que forma a mistura da reacção.
    122 processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por a espuma que forma a mistura de reacção conter 0,1 e 4,5% em peso de água baseada no peso do poliol polimêrico.
    - 132 Processo de acordo com a reivindicação 12, caracterizado por a mistura da reacção conter 1,5 e 3,5% em peso de água baseada no peso de poliol polimêrico.
    - 14â Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por a espuma que forma a mistura da reacção ser obtida na ausência de uma amina terciária.
    - 152 Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado por o material polimérico em contacto com a espuma incluir cloreto de polivinilOo '
    - 16ã - )
    Processo para a preparação de um componen^ te de espuma de poli-uretano semi-rigida do artigo compó- l sito de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por se incorporar:
    A) um poli-isocisnato orgânico, e
  2. 3) um componente poliol que inclui:
    i) um poliol polimêrico que possui um n- de hidroxilos compreendidos entre 20 e 80;
    ί ii) um agente de reticulação ou expansor de cadeia que ί possui um n9 de hidroxilos de pelo menos 250;
    ί iii) água, e :
    iv) uma quantidade cataliticamente eficaz de um sal comoj definido na reivindicação 1. '
    17ã
    Processo para a preparação do componente : poliol de acordo com a reivindicação 16, caracterizado : por se incorporar:
    i) um poliol polimérico que possui um ns de hidroxilos ' compreendido entice 20 e 80; | ii) um agente de reticulação ou um expansor de cadeia que possui um n2 de hidroxilos de pelo menos 250;
    iii) água, e iv) uma quantidade cataliticamente eficaz de um sal como definido na reivindicação 1.
    - 185 Processo de acordo com a reivindicação 17, careterizado por se incorporar;
    i) um poliol polimérico que possui um n? de hidroxilos compreendido entre 20 e 80; I ii) um agente de reticulação que possui um ns de hidro- ! xilos de pelo menos 300; j • r 1
    Ui) água, e iv) uma quantidade cataliticamente eficaz de um sal como definido na reivindicação 2.
    - 195 Processo para a preparação de um artigo compósito de acordo com qualquer das reivindicações de 1 a 15 caracterizado por se fazer contactar uma camada ou folha de material polimérico com o componente de espuma de poli-uretano semi-rígida como definido na reivindicação 16 e assim formar um corpo de espuma de poli-uretano semirígido em contacto com o material polimérico.
    I
    Μ''
    RESUMO
    PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE ARTIGOS COMPÓSITOS QUE
    CONTÊM ESPUMAS DE POLI-URETANO SEMI-RÍGIDAS
    A invenção refere-se a um processo para a preparação de um artigo compósito que compreende incoporar-se um corpo de espuma de poli-uretano semi-rígida em contacto com uma camada de folha de material polimérico, tendo-se preparado a espuma por reacção de um poliol polimérico com um poli-isocianato orgânico que possui um n2 de hidroxilos compreendido entre 20 e 80 e um agente de reticulação ou um expansor de cadeia que possui um n2 de hidroxilos de pelo menos 250 na presença de água e uma quantidade eataliticamente eficaz de um sal de metal alcalino ou de metal alcalino-terroso de um ácido da fórmula R-A-COOH em que R representa R'0C0-, R'0-, ou R'COO-, R’ representa um radical heterocíclico ou um hidrocarboneto opcdbonalmente substituído e A representa uma cadeia C1_C2 opcionalmente substituída.
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