PT101449B - Composicao terapeutica de uso nasal contendo produtos inalaveis d um lisaso de antigenios bacterianos - Google Patents
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Description
DESCRIÇÃO
COMPOSIÇÃO TERAPÊUTICA DE USO NASAL CONTENDO PRODUTOS INALÁVEIS E UM LISADO DE ANTIGÊNIOS BACTERIANOS
A presente invenção refere-se a uma nova composição terapêutica de uso nasal composta por produtos inaláveis e por um lisado de antigénios bacterianos das vias respiratórias superiores :
Extracto de poeira doméstica
Extracto de uma mistura de ácaros e de excreções desses parasitas
Extracto de uma mistura de fungos do ar
Extracto de lã de carneiro e de epitélios de animais domésticos
Extracto de pólen de gramíneas, arbustos e árvores
Extracto de fumo e de tabaco
Lisado de bactérias do tracto respiratório na concentração de
0,005 mcq a 50,000 mcg/ml
Cloridrato de benzalcónio 1:10.000
Cloreto de sódio 0,9 Z q.s/lml
É do conhecimento público a existência de medicamentos similares, mas que diferem da composição de acordo com a
presente invenção nas substâncias alergizantes e na via de administração.
Esta composição terapêutica de uso nasal engloba um número maior de substâncias alergizantes, permitindo uma resposta mais rápida e eficaz, tanto de adultos como de crianças. É estável à temperatura ambiente e apresentada em frascos lacrados, tornando o produto inviolável, de maior estabilidade e de fácil transporte e manuseamento. Esta composição terapêutica de uso nasal está indicada no tratamento hipossensi. bilizante das manifestações alérgicas, imediatas ou retardadas, provocadas pelos antigênios inaláveis e pelas bactérias cujo habitat é o tracto respiratório superior. São as seguintes essas manifestações de hiperssensibilidade: rinites alérgicas crónicas, rinites alérgicas sazonais, sinusites alérgicas, simples ou hiperplãsticas, faringites alérgicas de repetição, catarros tubãrios de natureza alérgica, otites catarrais de repetição, traqueítes alérgicas, asma alérgica pura (extrínseca), asma bacteriana intrínseca), asma mista, equivalentes asmáticos (tosse espasmática recorrente), resfriados de repetição, e eczemas da infância (atópicos), neurodermites, conjuntivites alérgicas simples, conjuntivites primaveris, bem como na área de otorrinolaringologia.
Esta composição terapêutica de uso nasal tem a capaci dade de induzir hipossensibilização específica nos doentes com
manifestações alérgicas do aparelho respiratório, causadas por sensibilização às principais substâncias inaláveis existentes entre nós: poeira doméstica, ácaros e excreções destes parasitas dos géneros Dermatofagoides, Suidasiae, Blomia, Cheyletus, Tyrophagus, Rhysogliphus, lã de carneiro, epitélios de animais domésticos, pólen de gramíneas, árvores e arbustos, fumo e tabaco e também bactérias encontradas no tracto respiratório superior.
tratamento hipossensibilizante com extractos alergénicos salinos, administrados pelas vias subcutânea ou intranasal, em doses crescentes, induz ao aparecimento, no sangue e em tecidos, de anticorpos bloqueadores das classes IgE e IgA, capazes de neutralizar os alergenos e impedir o seu contacto com IgE (reagina) dos mastócitos e basófilos, responsáveis pela sensibilização do doente. Em consequência do contacto dos alergenos com a IgE fixada na superfície dos mastócitos e basófilos, há libertação local de várias substâncias farmacologicamente activas: histamina, leucotrienos, prostaglandinas, proteases, factor agregador de plaquetas (PAF), todas dotadas de capacidade para dilatar a microcirculação local, provocar a formação de edema, contrair os músculos lisos e estimular as glândulas sero-mucosas locais.
Com o tratamento hipossensibilizante específico, o alergeno ficará impedido de entrar em contacto com os mastó-4-
citos sensibilizados pela IgE. Assim, os anticorpos bloqueadores tornam o doente hipossensibilizado. Este estado de hipossensibilização necessita de manter um elevado teor de anticorpos bloqueadores, razão porque o tratamento hipossensibilizante deve ser repetido de tempos a tempos.
A mucosa do tracto respiratório superior está virtual, mente em contacto permanente com substâncias antigénicas do meio ambiente (poeira doméstica, fungos do ar, ácaros, etc.), mas nem todas sensibilizam igualmente o indivíduo. A barreira imposta pela mucosa (presença de cílios, muco, lisozima, anticorpos da classe IgA secretória, etc.) funcionará aqui como o principal mecanismo protector. Os indivíduos atópicos possuem,
especialmente durante os primeiros meses de idade, teores menores de anticorpos da classe IgA secretora nas membranas respiratórias, facto que dá suporte ao ponto de vista de que a superprodução de IgE, em atopia, resulta da resposta deficiente em IgA. A deficiência em IgA, nessas mucosas, favorece a penetração de moléculas antigénicas intactas para o interior dos tecidos.
A estimulação dos mecanismos reguladores da produção da IgE, por activação dos linfócitos T supressores, contribuem para o controle da resposta imunológica do tipo imediato a antigénios inaláveis.
A aplicação de soluções antigénicas, por meio de aerosol, sobre a mucosa respiratória, poderá induzir à formação de baixos teores de IgE, mas a repetição dessas nebulizações, com doses pequenas do antigénio, bloqueará a produção de IgE e favorecerá a produção local de IgA secretora.
A hipossensibilização com uma composição terapêutica de uso nasal de acordo com a presente invenção é feita por nebulizações intranasais. Recomenda-se a nebulização intranasal de 0,1 ml da citada composição em cada narina, pela manhã e à noite. Inicia-se o tratamento com a lê série, passando em seguida à aplicação das 2ê e 3ê séries de manutenção.
MODO DE PREPARAÇÃO
1. Alergenos de poeira doméstica e de lã de carneiro
a) Desengordurar a matéria prima (poeira doméstica e lã de carneiro) com éter etílico em funil de Buchner e extrair o princípio activo com NaCl 0,85 Z com pH ajustado a 8,0 e contendo 0,06 Z de formol.
b) Espremer em prensa, centrifugar, obter o sobrenadante e dialisar contra solução salina fisiológica a 4o C durante 48 horas. Filtrar em Seitz e praticar provas de esteri-6-
lidade para germes aeróbicos e anaeróbicos. Obtém-se, assim, um extracto concentrado e purificado. Ajustar na concentração desejada em proteínas/ml pela técnica de Lowry.
2. Alergenos de fungos do ar
a) Cultivar, separadamente, em meio sintético Smith, em frasco Roux, ã temperatura ambiente, durante 30-40 dias, as várias espécies de fungos do ar: Aspergilus fumigatus, A.niger, A.glaucus, A.clavatum, Penicillium crysogenes, P. camemberti, P.expansum, P.claviforme, Rhizopus nigricans, Mucor mucedo, Cladosporium herbarium, Candida albicans, Candida tropicallis, Alternaria tenuis, Sacharomyces cerevisiae, Polularia pululans, Fusarium acuminatum.
b) Desidratar a massa miceliana obtida com acetona anidra, secar na estufa a 37° C, reduzir a massa a pó fino e preparar uma mistura em partes iguais com pó de cada um dos fungos.
3. Alergenos de uma mistura de ácaros
a) Desengordurar a matéria prima (Dermatofagoides farinae, D. pteronissimus, Suidasiae puntífica, Blomia tropicallis, Cheyletus malacensis, Tyrophagus e excreções destes parasitas, todos cultivados pela inventora) com éter
etílico em funil de Buchner e extrair o princípio activo com
NaCl 0,85 7.
b) Centrifugar, obter o sobrenadante e dialisar contra solução salina fisiológica a 4o C durante 48 horas. Filtrar através de um Seitz e praticar provas de esterilidade para germes aeróbicos e anaeróbicos. Obtém-se, assim, um extracto concentrado e purificado. Determinar o teor de proteína/ml.
4. Lisado de bactérias de tracto respiratório
a) Cultivar, separadamente em balões, cada uma das bactérias (Neisseria catharhalis, Klebsiella pneumoniae, Hemophylus influenza, H. hemolyticus, Streptococcus pneumoniae,
5. salivarius, S. Hemolyticus, Staphylococcus aureus), utilizando um meio liquido, variável para cada uma delas.
b) Retirar uma alíquota de cada suspensão bacteriana e ajustar para 1000 milhões de germes/ml. Parte destas bactérias são submetidas a desintegração por ultra-som. Filtrar por Milipores e praticar provas de esterilidade.
5. Alergenos de uma mistura de pólen
a) Desengordurar a matéria prima (pólen de gramíneas, pólen de arbustos e pólen de árvores em partes iguais) com éter
etílico em funil de Buchner e extrair o principio activo com
NaCl 0,9 7, ajustando o PH a 8,0 com NãOH contendo 0,06 Z de formol.
b) Centrifugar e proceder como no item 1.
6. Alergenos de uma mistura de epitélios de animais domés- ticos
Desengordurar a matéria prima (epitélio de cão e de gato) com éter etílico em funil de Buchner e proceder como no item 1.
7. Alergenos de uma mistura de tabaco e de fumo
Desengordurar a matéria prima reduzida a pó e proceder como no item 1.
Lisboa, 31 de Janeiro de 1994
O Agente Oficio! da Propriedade industria!
Claims (10)
1. Composição terapêutica de uso nasal caracterizada pelo facto de conter extractos inaláveis e antigénios bacterianos das vias respiratórias superiores em uma concentração de 0,005 mcg a 50.000 mcg/ml, cloridrato de benzalcónio a 1:10.000 e cloreto de sódio 0,9 Z q.b./l ml.
2. Composição terapêutica de uso nasal, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo facto de o extracto ser de poeira doméstica.
3. Composição terapêutica de uso nasal, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo facto de o extracto ser uma mistura de vários fungos do ar: Aspergilus fumigatus, A. niger, A. glaucus, A. clavatum, Penicillium crysogenes, P. camemberti, P. expansium, P. claviform, Rhizopus nigricans, Mucor mucedo, Cladosporium herbarium, Candida albicans, Candida tropicallis, Alternaria tenuis, Sacharomyces cerevisiae, Polularia pululans, Fusarium acuminatum.
4. Composição terapêutica de uso nasal, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo facto de o extracto ser uma mistura de ácaros e de excreções desses parasitas (Dermato-10fagoides farinae, D. pteronissimus, Suidasiae puntifica, Blomia tropicallis, Cheyletus malacensis, Tyrophagus e excreções dos mesmos).
5.- Composição terapêutica de uso nasal, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo facto de o extracto ser de lã de carneiro.
6.- Composição terapêutica de uso nasal, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo facto de o extracto ser de epitélios de animais domésticos: gato e cão.
7.- Composição terapêutica de uso nasal, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo facto de o extracto ser de pólen de gramíneas, árvores e arbustos.
8.- Composição terapêutica de uso nasal, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo facto de os antigénios bacterianos serem lisados de bactérias das vias respiratórias superiores. (Neisseria catarhalis, Klebsiella pneumoniae, Hemophylus influenza, H. hemolyticus, Streptococcus pneumoniae, S. salivarius,
S. hemoliticus, Staphylococcus aureus).
9.- Composição terapêutica de uso nasal, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo facto de o extracto ser de fumo.
10. Composição terapêutica de uso nasal, de acordo com a reivindicação 1, caracterizada pelo facto de o extracto ser de tabaco.
Applications Claiming Priority (1)
| Application Number | Priority Date | Filing Date | Title |
|---|---|---|---|
| BR9304388A BR9304388A (pt) | 1993-10-29 | 1993-10-29 | Composição terapêutica de uso nasal |
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| PT101449A PT101449A (pt) | 1995-05-04 |
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Family Applications (1)
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Families Citing this family (1)
| Publication number | Priority date | Publication date | Assignee | Title |
|---|---|---|---|---|
| EP3067065B1 (en) * | 2015-03-11 | 2020-05-13 | Anallergo S.r.l. | Compositions and treatment of respiratory allergies |
-
1993
- 1993-10-29 BR BR9304388A patent/BR9304388A/pt not_active Application Discontinuation
-
1994
- 1994-01-31 PT PT10144994A patent/PT101449B/pt not_active IP Right Cessation
Also Published As
| Publication number | Publication date |
|---|---|
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