PT100726A - Microemulsoes de agua em oleo, auto-emulsionantes, estaveis e farmaceuticamente aceitaveis e seu uso - Google Patents

Microemulsoes de agua em oleo, auto-emulsionantes, estaveis e farmaceuticamente aceitaveis e seu uso Download PDF

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PT100726A
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Panayiotis Peri Constantinides
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Smithkline Beecham Corp
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    • A61K9/107Emulsions ; Emulsion preconcentrates; Micelles
    • A61K9/1075Microemulsions or submicron emulsions; Preconcentrates or solids thereof; Micelles, e.g. made of phospholipids or block copolymers

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Description

MEMÓRIA DESCRITIVA 74 226 Ρ50024-1 0 presente invento refere-se a microemulsões auto-emulsio-nantes de água em óleo (A/0), farmaceuticamente aceitáveis, contendo agentes terapêuticos, a processos para a sua preparação e ao seu uso.
As microemulsões podem ser definidas, de um modo geral, como dispersões, límpidas isotropicamente, estáveis termodinamicamente, de dois líquidos imiscíveis, estabilizadas por películas interfaciais de moléculas tensio-activas. A formação de microemulsões envolve, usualmente, a combinação de três a cinco componentes, nomeadamente, um óleo, água, um surfactante, um co-surfactante e um electrólito. A tendência para uma microemulsão de água em óleo (A/0) ou de óleo em água (0/A) depende das propriedades do óleo e do surfactante. Os surfactantes são classificados, convenientemente, numa escala empírica conhecida como o equilíbrio hidrofílico-lipofílico (HLB) que vai de 1 a 20. De um modo geral, as microemulsões (A/0) são formadas usando surfactantes (ou emulsionantes) que possuem um valor de HLB na gama de cerca 3 a 6, enquanto que as microemulsões (0/A) são formadas usando surfactantes que possuem um valor de HLB na gama de cerca de 8 a 18. Foi reconhecido desde há muito que uma tensão interfacial baixa contribui para a estabilidade termodinâmica das microemulsões. Para conseguir isto o surfactante deverá exibir, preferivelmente, uma solubilidade baixa em ambas as fases oleosa e aquosa e deverá ser absorvido, preferencialmente, na interface água-óleo com diminuição concomitante da tensão interfacial. Quando a tensão interfacial é menor do que 2xl0"5 N/m (2x10“^ din/cm) pode-se formar uma microemulsão estável. Referências gerais sobre microemulsões são proporcionadas por Bhargava et al., Pharm.Tech., 46-53, Março de 1987, e Kahlweit, Science, 240, 617-621, 1988.
Tipicamente, as microemulsões são substancialmente não opacas, i.e., são transparentes ou opalescentes quando observadas por meios de microscopia óptica. No estado não perturbado, são opticamente isotrópicas (não bi-refringentes) quando examinadas à
74 226 Ρ50024-1 luz polarizada. Tipicamente, a fase dispersa compreende partículas ou gotículas que têm normalmente um tamanho entre 5 e 200 nm, o que dá origem à sua transparência óptica. Estas partículas podem ser esféricas, ainda que sejam possíveis outras estruturas. O papel do co-surfactante, usualmente, um álcool de cadeia curta, consiste em aumentar a fluidez interfacial penetrando na película de surfactante e, consequentemente, criando ima película desordenada devido ao espaço vazio entre as moléculas de surfactante. O uso de um co-surfactante em microemulsões é, contudo, opcional, e têm sido descritas na literatura emulsões e microemulsões , auto-emulsionantes, isentas de álcool (ver, por exemplo, Pouton et al., Int. Journal of Pharmaceutics, 27, 335-348, 1985 e Osborne et al., J. Disp. Sei. Tech., 9, 415-423, 1988).
Existem muitas vantagens no uso de uma microemulsão em relação a uma emulsão convencional (ou macroemulsão) para o transporte de drogas (distribuição). As microemulsões formam-se espontaneamente, sem necessidade de fornecer uma quantidade elevada de energia e, deste modo, são fáceis de preparar e de ampliar para aplicações comerciais; possuem estabilidade termodinâmica devido ao seu pequeno tamanho de partícula e, deste modo, possuem uma vida em prateleira prolongada; possuem um aspecto isotropicamente límpido, de modo que podem ser monitorizadas por meios espectroscópicos; possuem uma viscosidade relativamente baixa pelo que são fáceis de transportar e de misturar; possuem uma área interfacial grande o que acelera as reacções de superfície; possuem uma tensão interfacial baixa o que permite uma força de penetração flexível e elevada e, por último, oferecem a possibilidade de uma melhor solubilização e protecção de drogas contra a hidrólise enzimática. Adicionalmente, as microemulsões podem sofrer uma inversão de fase por adição de um excesso da fase dispersa ou em resposta a uma variação de temperatura e esta é uma propriedade destes sistemas que pode afectar a libertação de drogas de microemulsões, tanto in vitro como in vivo. Contudo as razões
74 226 Ρ50024-1 -4 para esta distribuição de droga melhorada não são bem compreendidas. Já foram propostas microemulsões à base de lípidos para melhorar a biodisponibilidade de diferentes drogas, incluindo os péptidos. Assim, a GB 2222770-Δ (Sandoz Ltd) descreve microemulsões e os "pré-concentrados" de microemulsão correspondentes para uso com os péptidos de ciclosporina altamente hidrofóbicos. Deste modo, um pré-concentrado adequado compreende 1,2-propilenoglicol como componente hidrofílico, um triglicérido de ácido caprílico-cáprico como componente lipofílico, e uma mistura de um óleo de rícino hidrogenado, polioxietilenoglicolado, e de mono-oleato de glicerina (proporção 11:1) como surfactante/co-surfactante. Estas formulações podem depois ser diluídas com água mas apenas para dar uma microemulsão de óleo em água e não de água em óleo.
Adicionalmente, a GB 2098865A (Sandoz Ltd) descreve composições tópicas na forma de microemulsões compreendendo um solvente orgânico imiscível com água, um emulsionante, um co-emulsionante, água e um agente terapêutico (não péptido). Refere-se que estas formulações possuem propriedades melhoradas de penetração na pele. Solventes orgânicos adequados incluem ésteres de ácidos gordos (C10-22) áe álcoois(C3_18), tais como laurato de hexilo, hidrocarbonetos(C12-32) · tai-s como o esqualeno, e mono ou diésteres de glicerol com um ácido carboxílico(C6_22)/ tais como caprilato de glicerilo (que pode actuar também como co-emulsionante). Não existe porém qualquer referência ao uso, como óleo, de triglicéridos de ácidos gordos de cadeia média.
Além disso, a US 4712239 (Muller et al.) descreve sistemas muiti-componente, para uso farmacêutico, compreendendo um óleo, um surf actante não iónico, com um valor de HLB acima de 8, e um co-surfactante, que é um éter ou um éster parcial de um álcool de poli-hidroxílico e de um álcool ou ácido gordo(C6_22)· componentes esses que formam uma "fase única" por mistura. As propriedades especiais do sistema são atribuídas à mistura 74 226 Ρ50024-1 -5
particular de surfactante e de co-surfactante seleccionados. Uma fase aquosa é um extra opcional e o agente terapêutico pode ser lipofílico ou hidrofílico. Refere-se que estes sistemas conferem características melhoradas de distribuição transdérmica. De entre os exemplos apresentados, um deles (exemplo l, formulação I) possui ésteres parciais de glicerol de ácido oleico-PEG (20 EO) (40%), ésteres parciais de glicerol de ácido caprílico-cáprico (teor em monoglicérido a 42%, 24%), triglicéridos de cadeia média (16%) e água (20%). É de notar que a proporção de triglicérido de cadeia média para os ésteres parciais de glicerol de ácido caprílico-cáprico é de 1:1,5. No exemplo de comparação 1 este é formulado com a droga sal de HC1 do éster de n-propilo da arecaidina. Um outro exemplo (exemplo 1, formulação VII) incorpora uma macromolécula, o polipéptido hirudina, mas neste caso o óleo é o palmitato de isopropilo.
Finalmente, a WO 88/00059 (Engstrõm et al., e o artigo correspondente, J. Dispersion Sei. Technol., 11, 479, 1990) descreve composições de libertação controlada para materiais biologicamente activos, compreendendo uma ,,fase-L2" e contendo um monoglicérido de ácido gordo(c16_22) insaturado e um triglicérido de ácido gordo(C16_22) insaturado, numa proporção de 1:1 até 3:1, e um líquido polar, tal como a água. Este monoglicérido de ácido gordo(C16_22) insaturado é um surfactante de HLB baixo e não existe qualquer referência à inclusão adicional de um surfactante de HLB elevado. Adicionalmente, usa-se um derivado de cadeia longa em vez de um derivado de cadeia média. A existência de uma fase L2 tinha sido anteriormente descrita para um sistema de água/monocaprilina/tricaprilina por Friberg et al., J. Amer. Oil Chem. Soc. , 47, 149, 1970. De novo não existe qualquer referência à inclusão adicional de um surfactante de HLB elevado.
Verificou-se agora, surpreendentemente, que se podem obter características melhoradas de distribuição de droga usando microemulsões (A/0) possuindo uma fase lipofílica contendo certas quantidades relativas de triglicéridos de ácido gordo de
74 226 Ρ50024-1 -6 cadeia média e um surfactante de HLB baixo, em combinação com um surfactante de HLB elevado, e com uma fase hidrofílica de base aquosa.
Deste modo, o presente invento proporciona uma microemulsão de água em óleo (A/0), auto-emulsionante, estável, farmaceuticamente aceitável, compreendendo: (a) uma fase lipofílica possuindo um triglicérido de ácido gordo de cadeia média e um surfactante de HLB baixo e na qual a proporção de triglicérido de ácido gordo de cadeia média para surfactante de HLB baixo é de 5:1 a 1,5:1; (b) um surfactante de HLB elevado; (c) uma fase hidrofílica aquosa; e (d) um agente terapêutico solúvel em água.
Triglicéridos de ácidos gordos de cadeia média adequados para uso no presente invento, podem ser de origem natural, semi--sintética ou sintética, e podem incluir misturas de triglicéridos de ácidos gordos de cadeia média diferentes. O termo "ácido gordo de cadeia média", tal como é aqui usado, refere-se a um ácido gordo possuindo de 6 a 12, preferivelmente, de 8 a 10 átomos de carbono, que pode ser ramificado ou não ramificado, preferivelmente não ramificado, e que pode estar opcionalmente substituído. Certos óleos de plantas neutros, tais como óleos de coco fraccionados, proporcionam fontes convenientes de triglicéridos de ácidos gordos de cadeia média. Adequadamente, o triglicérido compreende 50 a 100% (p/p) de triglicéridos de ácido caprílico(C8) e de 0 a 50% (p/p) de triglicéridos de ácido cáprico(C10). Exemplos adequados incluem aqueles disponíveis com as marcas comerciais de MYRITOL; CAPTEX (Karlshams Lipid Specialties, Columbus OH.), por exemplo, CAPTEX 355, CAPTEX 300, CAPTEX 350, CAPTEX 850 e CAPTEX 8000; MIGLYOL (BASF), por exemplo, dos tipos MIGLYOL 810, MIGLYOL 812 e MIGLYOL 818 (que também compreende um triglicérido de ácido
Ρ50024-1 linoleico) e MAZOL 1400 (Mazer Chemical, Gumee, II.). O teor em ácidos gordos de produtos representativos é : CAPTEX 355 - ácido capróico (2%)# ácido caprílico (55%) e ácido cáprico (42%); CAPTEX 8000 - pelo menos 98% de ácido caprílico; MYGLYOL 810 -ácido capróico (2%), ácido caprílico (65-75%) e ácido cáprico (25-35%) e MYGLYOL 812 - ácido capróico (3%), ácido caprílico (50-65%), ácido cáprico (30-45%) e ácido láurico (5%) (valores do fabricante).
Surfactantes de HLB baixo, adequados para uso no presente invento, incluem monoglicéridos e diglicéridos de ácidos gordos, de cadeia média, bem como suas misturas, e podem compreender também uma pequena quantidade, em peso, de ácido gordo de cadeia média livre. Os mono e diglicéridos podem incluir, cada um, misturas de mono e diglicéridos de ácidos gordos de cadeia média diferentes. Mono e diglicéridos de ácidos gordos de cadeia média adequados são formados a partir de ácidos caprílico e cáprico. Misturas adequadas compreendem de cerca de 50 a 100% de mono/diglicéridos de ácido caprílico e de cerca de 0 a 50% de mono/diglicéridos de ácido cáprico. Fontes comerciais adequadas destes incluem os produtos disponíveis sob a marca comercial de CAPMUL (Karlshams Lipid Specialties, Columbus OH.), por exemplo, o produto CAPMUL MCM que compreende monoglicéridos (77,4%), diglicéridos (21%) e glicerol livre (1,6%), com uma composição de ácidos gordos de ácido capróico (3,2%), ácido caprílico (66,8%), ácido cáprico (29,6%), ácido láurico (0,3%) e ácido palmítico (0,1%) e o CAPMUL C8 que possui monoglicéridos (69,9%), diglicéridos (26,1%) e glicerol livre (4%), com uma composição de ácidos gordos que compreende pelo menos 98% de ácido caprílico (valores do fabricante). Adequadamente, o surfactante de HLB baixo terá um valor de HLB na gama de cerca de 3 a 6. As misturas de mono e diglicéridos de ácido cáprico e caprílico tais como o CAPMUL MCM têm um valor de HLB de cerca de 5,5 a 6. 0 uso numa microemulsão (A/0), auto-emulsionante, de acordo com o presente invento, de um surfactante de HLB baixo, que é um monoglicérido de ácido gordo de cadeia média e/ou um diglicérido 74 226 . Ρ50024-1 -8
de ácido gordo de cadeia média, definidos como anteriormente, e que é um componente da fase lipofílica, proporciona um tamanho de gotícula reduzido, e crê-se que isto auxilia a absorção do agente terapêutico.
Deste modo, num aspecto preferido, o presente invento proporciona uma microemulsão na qual o triglicérido de ácido gordo de cadeia média é um triglicérido de ácido caprílico ou uma mistura de triglicéridos de ácidos caprílico e cáprico, definida como anteriormente, e na qual o surfactante de HLB baixo é um monoglicérido ou um diglicérido de ácido gordo de cadeia média, ou uma sua mistura, na qual o ácido gordo de cadeia média é ácido caprílico ou uma mistura de ácidos caprílico e cáprico, definida como anteriormente, opcionalmente, misturada com uma pequena quantidade de ácido gordo de cadeia média, em particular, uma mistura de triglicérido de ácido caprílico e de monoglicérido ou diglicérido de ácido caprílico, ou uma sua mistura.
Surfactantes de ht.b elevado, adequados para uso no presente invento, incluem surfactantes não iónicos, tais como (a) ésteres de ácido gordo de polioxietileno, por exemplo, ésteres de ácido esteárico de polioxietileno do tipo disponível sob a marca comercial de MYRJ (ICI Américas Inc.) por exemplo, o produto MYRJ 52 (um estearato de polioxietileno 40); (b) ésteres de ácido gordo de polioxietileno-sorbitano (polisorbatos), por exemplo, os ésteres de mono e tri-laurilo, palmitilo, estearilo e oleílo, por exemplo, os mono-oleatos de polioxietileno--sorbitano disponíveis sob a marca comercial de TWEEN (ICI Américas Inc.), tais como o TWEEN 20, 21, 40, 60, 61, 65, 80, 81 e 85, dos quais a classe TWEEN 80 é especialmente preferida; (c) éteres de alquilo de cadeia longa de polioxietilenoglicol, tais como o éter de laurilo de glicol polioxietilado; e (d) ésteres de alquilo de cadeia longa de polioxietilenoglicol, tais como o monoestearato de PEG. Preferivelmente, para uso no presente invento, o surfactante de HLB elevado tem um valor de HLB na gama de 13 a 20.
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Adeguadamente, a mistura dos surfactantes de HLB baixo e elevado terá um valor de HLB na gama de cerca de 7 a cerca de 15.
Tal como é aqui usado, o termo "agente terapêutico" (a partir daqui designado por "droga") refere-se a qualquer composto que possui actividade biológica, que é solúvel na fase hidrofílica e que tem um valor de HLB de, pelo menos, o do surfactante de HLB elevado usado na formulação, para assegurar que a droga é dissolvida, preferencialmente, na fase hidrofílica em vez de na fase lipofílica. Estes incluem tanto péptidos como não péptidos. Péptidos adequados incluem não apenas pequenos péptidos mas também péptidos/polipéptidos maiores e proteínas. Estes péptidos adequados possuem, preferivelmente, uma massa molecular de cerca de 100 a 10000, mais preferivelmente, de cerca de 100 a cerca de 6000. Os péptidos possuindo de 2 a 35 porções aminoácido são particularmente preferidos. Nas microemulsões do presente invento podem também ser acomodados péptidos de massa molecular mais elevada, mesmo aqueles com um massa molecular acima de 10000, até cerca de 50000.
Os péptidos pequenos adequados possuem de cerca de 2 a cerca de 10, mais preferivelmente, de cerca de 2 a cerca de 6 porções aminoácido. Os péptidos pequenos preferidos incluem os antagonistas de receptor de fibrinogénio (péptidos contendo RGD) que são tetrapéptidos com uma massa molecular média de cerca de 600. Estes antagonistas de péptido são inibidores da agregação de plaquetas altamente potentes, para níveis no plasma tão pequenos quanto 1 pmol/ml. Antagonistas de fibrinogénio preferidos incluem o péptido ciclo-(S,S)-Na-acetil-Cys-(Na--metil)Arg-Gly-Asp-Pen-NH2 (Ali et al. , EP 0341915, cuja descrição é aqui incorporada como referência na sua totalidade) e o péptido ciclo(S,S)-(2-mercapto)-benzoil-(Na-metil)Arg--Gly-Asp-(2-mercapto)fenilamida (EP 0423212, cuja descrição é aqui incorporada como referência na sua totalidade). Outros antagonistas de fibrinogénio úteis no presente invento são os péptidos descritos por Pierschbacher et al., WO 89/05150 (US 88/04403); Marguerie, EP 0275748; Adams et al., US 4857508;
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Zimmerman et al., US 4683291; Nutt et al., EP 0410537, EP 0410539, EP 0410540, EP 0410541, EP 0410767, EP 0410833, EP 0422937 e EP 0422938; Ali et al., EP 0372486; Ohba et al., WO 90/02751 (PCT/JP 89/00926); Klein et al., US 4952562; Scarborough et al., WO 90/15620 (PCT/US 90/03417); Ali et al., PCT/US 90/06514 e PCT/US 92/00999; os compostos semelhantes a péptido descritos por Ali et al., EP 0381033 e EP 0384362; e o péptido RGD ciclo-Na-acetil-Cys-Asn-Dtc-Amf-Gly-Asp-Cys-OH (onde Dtc é o ácido 4,4#-dimetiltiazolidina-5-carboxílico e Amf é a 4-aminometilfenilalanina). O péptido RGD pode ser incluído de um modo útil na formulação de microemulsão numa quantidade de até cerca de 600 mg/g da fase hidrofílica ou de 0,1 a 60 mg/g de formulação.
Outros péptidos úteis no presente invento incluem, mas não estão a eles limitados , outros péptidos contendo RGD tais como os descritos por Momany, US 4411890 e US 4410513; Bowers et al., US 4880778, US 4880777, US 4839344; e WO 89/10933 (PCT/US89/01829); o péptido Ala-His-D-Nal-Ala-Trp-D-Phe-Lys-NH2 (no qual Nal representa /J-naftilalanina) e os péptidos descritos por Momany, US 4228158, US 4228157, US 4228156, US 4228155, US 4226857, US 4224316, US 4223021, US 4223020, US 4223019 e US 4410512.
Outros péptidos adequados incluem hexapéptidos, tais como o péptido de libertação da hormona de crescimento (GHRP) His-D-Trp-Ala-Trp-D-Phe-Lys-NH2, (Momany, US 4411890, cuja descrição é aqui incorporada como referência na sua totalidade). Este pode ser incluído de um modo útil numa quantidade de até cerca de 250 mg/g de fase hidrofílica ou de 0,1 a 25 mg/g de formulação.
Polipéptidos maiores e proteínas, adequados para uso nas microemulsões do presente invento, incluem insulina, calcitonina, elcatonina, péptido relacionado com o gene da calcitonina somatostatina porcina, bem como os seus análogos e homólogos. Outros polipéptidos maiores adequados incluem os
74 226 Ρ50024-1 -11 descritos por Pierschbacher et al., US 4589881 (>30 resíduos); Bittle et al., US 4544500 (20-30 resíduos); e Dimarchi et al., EP 0204480 (>34 resíduos).
Outro tipo de compostos úteis no presente invento inclui análogos ou homólogos de LHRH que exibem uma actividade de libertação de LH potente ou que inibem a actividade da LHRH; análogos ou homólogos de HP5 que possuem actividade hematopoiética; análogos ou homólogos da endotelina que possuem actividade hipotensora; análogos ou homólogos da encefalina que possuem actividade antinociceptiva; análogos ou homólogos da clorecistoquinina; análogos ou homólogos da ciclosporina A que possuem actividade imuno-supressora; análogos ou homólogos do factor natriurético atrial; agentes antineoplásicos peptidérgicos; análogos ou homólogos do péptido de libertação da gastrina; análogos ou homólogos da somatostatina; antagonistas da gastrina; antagonistas da bradiquina; antagonistas da neurotensina; antagonistas da bombesina; agonistas e antagonistas da oxitocina; agonistas e antagonistas da vasopressina; análogos e homólogos da hirudina; análogos e homólogos do péptido-ciclolinopéptido citoprotector; análogos de MSH alfa; análogos e homólogos do factor de libertação de MSH (Pro-Leu-Gly-NH2); péptidos que inibem a colagenase; péptidos que inibem a elastase; péptidos que inibem a renina; péptidos que inibem a HlV-protease; péptidos que inibem o enzima de conversão da angiotensina; péptidos que inibem quimases e triptases; e péptidos que inibem os enzimas de coagulação do sangue.
Outras drogas adequadas incluem agentes terapêuticos não péptidos tais como antibióticos, agentes antimicrobianos, agentes antineoplásicos, agentes cardiovasculares e renais, agentes anti-inflamatórios, imuno-supressores e imuno-esti-mulantes e agentes CNS.
Preferivelmente, a droga é um péptido tal como o péptido antagonista de receptor de fibrinogénio (um péptido RGD), GHRP (His-D-Trp-Ala-Trp-D-Phe-Lys-NH2), uma vasopressina, uma 74 226 Ρ50024-1
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calcitonina ou uma insulina, mais preferivelmente, os péptidos antagonistas do receptor de fibrinogénio ciclo(S,S)-Na--acetil-Cys-(Na-metil)Arg-Gly-Asp-Pen-NH2 ou ciclo(S,S)-(2-mer-capto)benzoil-(Na-metil)Arg-Gly-Asp-(2-mercapto)fenilamida ou GHRP.
Num aspecto preferido, o presente invento proporciona microemulsões, compreendendo um péptido, que podem ser administradas oralmente e que reterão actividade biológica eliminando as desvantagens de formulações anteriores nas quais a biodisponibilidade do péptido tem sido menos do que satisfatória. Em particular, o presente invento proporciona formulações que, pela sua natureza, permitem a preparação e a administração de um péptido numa concentração suficientemente elevada para possibilitar, não apenas uma administração oral conveniente, mas também uma biodisponibilidade adequada do péptido.
Para uma droga solúvel em água, o grau de incorporação nas microemulsões (A/0) do presente invento está limitado apenas pela sua solubilidade na fase hidrofílica. A força iónica e o pH (na gama de 3 a 10) podem ser ajustados para auxiliar a dissolução, sem comprometer a integridade da microemulsão. A fase hidrofílica aquosa compreende, adequadamente, água ou uma solução salina isotónica e pode incluir também um solvente farmaceuticamente aceitável que seja não miscível com a fase lipofílica seleccionada.
Num aspecto preferido, verificou-se que nas microemulsões do presente invento se pode evitar o uso de um co-surfactante de um álcool mono ou poli-hidroxílico, tal como etanol, butanol ou propilenoglicol, como componente principal da fase hidrofílica. Isto tem a vantagem de não apenas moderar a estabilidade e as dificuldades de processamento associadas ao seu uso, mas também de reduzir a irritação concomitante do estômago e do duodeno. Deste modo, a fase hidrofílica das microemulsões do presente invento pode ser essencialmente aquosa e compreende menos do que
74 226 Ρ50024-1 -13 10%f preferivelmente, menos do que 5% e, mais preferivelmente, menos do que 2%, em peso da fase, de vim álcool.
Um perito na arte facilmente notará que nem todas as misturas de um triglicérido de ácido gordo de cadeia média, de surfactantes de HLB baixo e elevado e de uma fase hidrofílica resultarão em microemulsões auto-emulsionantes, estáveis, no âmbito do presente invento. Contudo as proporções apropriadas podem ser facilmente determinadas por um perito com o auxilio de um diagrama de fases, tal como o que se ilustra na Fig.l. Como o sistema compreende quatro componentes, isto é, um triglicérido de ácido gordo de cadeia média (óleo), um surfactante de HLB baixo, um surfactante de HLB elevado e uma fase aquosa/hidrofílica, usa-se um diagrama de fases pseudo-ternário. Neste diagrama, a proporção de dois componentes, tais como o óleo e o surfactante de HLB baixo, é mantida constante de modo que ficam apenas três variáveis, podendo cada uma das quais ser então representada num dos lados do triângulo. Assim, na Fig.l, (1) representa uma mistura do óleo e do surfactante de HLB baixo, numa proporção fixa X, (2) representa a fase hidrofílica (aquosa) e (3) representa o surfactante de HLB elevado. Como exemplo, o ponto "A" representa uma mistura de 50% de óleo mais surfactante de HLB baixo, 20% de fase aquosa e 30% de surfactante de HLB elevado.
As regiões do diagrama de fases nas quais existem microemulsões de acordo com o presente invento, podem ser determinadas por titulação de uma mistura do óleo e do surfactante de HLB baixo (numa proporção fixa) com o surfactante de HLB elevado e com a fase hidrofílica, registando os pontos de separação de fases, turbidez e transparência. As formulações transparentes, límpidas, são indicativas da formação de uma microemulsão estável. Podem-se obter formulações liquidas e em gel à temperatura ambiente de acordo com a natureza específica dos componentes utilizados.
Após se obterem sistemas transparentes estáveis, podem-se usar testes simples, tais como solubilização de corante, -14
74 226 Ρ50024-1 dispersibilidade em água e medições de condutividade, para determinar se a microemulsão é do tipo (0/A) ou do tipo (A/0). Um corante solúvel em água dispersar-se-á numa microemulsão (0/A), enquanto permanecerá na sua forma original numa microemulsão (A/0). Pelo mesmo motivo, as microemulsões (0/A) são, de um modo geral, dispersáveis em água, enquanto que as microemulsões (A/0) não o são geralmente. Adicionalmente, as microemulsões (0/A) conduzem electricidade enquanto que as microemulsões (A/0) não. A natureza isotrópica do sistema pode ser confirmada pelo seu exame à luz polarizada. Sendo de natureza micelar, as microemulsões são isotrópicas e, deste modo, não bi-refringentes quando examinadas à luz polarizada. A partir deste diagrama de fases podem-se depois ler as percentagens apropriadas. 0 processo pode depois ser repetido para outras proporções de óleo para surfactante de HLB baixo, de modo que se pode obter um quadro global.
Nas figuras 2,3 e 4 mostram-se, respectivamente, diagramas de fase pseudo-ternários representativos de sistemas contendo um óleo de cadeia média (CAPTEX 335) e um surfactante de HLB baixo (CAPMUL MCM ) ( nas proporções de 4:1, 3:1 e 2:1), surfactante de HLB elevado (Tween 80) e água. A mistura de óleo e de surfactante de HLB baixo é designada por componente (1), a água por componente (2) e o surfactante de HLB elevado por componente (3). Estes sistemas produzem uma vasta gama de microemulsões transparentes, límpidas, que se mostram no diagrama de fases como zona de microemulsão (áreas a sombreado), zona esta que pode ser subdividida, de um modo útil, nas regiões (A), (B) e (C).
Esta subdivisão é baseada, principalmente, em diferenças de condutância, viscosidade e caracteristicas de diluição na presença de um excesso de água (de pelo menos 5 vezes). Tanto a viscosidade como a condutância aumentam da região (A) para (C), observando-se modificações importantes entre (B) e (C). Na presença de um excesso da fase dispersa (solução salina ou água), as microemulsões das regiões (A) e (B) são invertidas em 74 226 Ρ50024-1 0 -15- ^ emulsões turvas (0/A), o que é indicativo da sua natureza (A/0 original. Por contraste, as microemulsões da região (C) permanecem límpidas. Ainda que isto possa sugerir superficialmente que as microemulsões da região (C) sejam do tipo óleo em água (0/A) em vez de água em óleo (A/0), crê-se que estas são também do tipo água em óleo. Pensa-se que a adição inicial de água provoca uma inversão imediata para um sistema isotrópico de óleo em água (microemulsão) de modo que uma diluição adicional não provoca qualquer turvação. Esta suposição é baseada nas condutividades observadas das microemulsões da região (C), que são extremamente baixas e características de uma microemulsão (A/0). Por comparação, seria de esperar que uma microemulsão (0/A) tivesse uma condutividade muito mais elevada, reflectindo a presença de uma fase aquosa contínua. Assim, com uma fase aquosa de solução salina (a 3%), a condutância de microemulsões nas regiões (A), (B) e (C) variou entre 0,5 e 4 μιηϊιο enquanto que a condutância da mesma solução salina per se era 13400 μιηϊιο.
Os valores de HLB finais calculados para a mistura de surfactantes de HLB baixo e elevado nas regiões (A), (B) e (C) são, respectivamente, 7 a 11, 11 a 13 e 13 a 15.
As microemulsões no âmbito do presente invento são aquelas que se situam nas regiões (A), (B) e (C) do diagrama de fases pseudo-ternário.
Deste modo, num aspecto adicional, o presente invento proporciona microemulsões (A/0) auto-emulsionantes, estáveis, definidas como anteriormente, nas quais as proporções relativas dos vários componentes se situam nas regiões (A), (B) e (C), preferivelmente, (A) e (B), mais preferivelmente, (A), dos diagramas de fase pseudo-ternários, como os que se apresentam nas Figuras 2 a 4.
De um modo geral, no sistema representativo, obtiveram-se microemulsões líquidas, transparentes, límpidas, estáveis, quando o óleo e o surfactante de HLB baixo estavam presentes 74 226 Ρ50024-1 -16
numa proporção na gama de cerca de 40% até menos do que 100%, o surfactante de HLB elevado numa proporção menor do que 50% e a água numa proporção menor do que 20% (p/p) da microemulsão.
Por este processo de construção de uma gama representativa de diagramas de fase, tem sido possível determinar as quantidades apropriadas dos vários componentes que conduzirão a microemulsões auto-emulsionantes estáveis abrangidas pelo presente invento.
Adequadamente, o triglicérido de ácido gordo de cadeia média e o surfactante de HLB baixo, em conjunto, constituem de cerca de 8 a cerca de 95%, preferivelmente, de cerca de 10 a cerca de 90%, mais preferivelmente, de cerca de 40 a cerca de 90% e, muito preferivelmente, de cerca de 60 a cerca de 90% (P/P) da microemulsão. 0 triglicérido de ácido gordo de cadeia média e o surfactante de HLB baixo podem ser combinados e misturados em várias proporções. Podem-se obter microemulsões (A/0) úteis, de viscosidade relativamente baixa, quando a proporção de triglicérido de ácido gordo de cadeia média para surfactante de HLB baixo está na gama de cerca de 5:1 a cerca de 1,5:1, preferivelmente, de cerca de 4:1 a cerca de 2:1. Verificou-se que à medida que a proporção de triglicérido de ácido gordo de cadeia média para surfactante de HLB baixo aumenta no sentido de 5:1, a região (C) do zona de existência de microemulsão vai-se tornando cada vez mais predominante.
Adequadamente, o surfactante de HLB elevado está presente na gama de cerca de 5 a cerca de 75%, preferivelmente, de cerca de 5 a cerca de 50%, mais preferivelmente, de cerca de 7,5 a cerca de 30% (p/p) da microemulsão.
Adequadamente, a fase hidrofílica constitui de cerca de 0 a cerca de 40%, preferivelmente, de cerca de 0,1 a 20%, mais preferivelmente, de cerca de 0,1 a 10% e, muito preferivelmente, de cerca de 1 a 5% (p/p) da microemulsão.
Um perito na arte facilmente notará que, em geral, um 74 226 Ρ50024-1
-17 aumento na quantidade relativa do surfactante de HLB elevado terá de ser acompanhado por um aumento na quantidade relativa de fase hidrofílica.
Em microemulsões preferidas do presente invento, a fase lipofílica constitui de cerca de 10-95%, preferivelmente, 40 a 90%, mais preferivelmente, 60 a 90%, o surfactante de HLB elevado de cerca de 5 a 90%, preferivelmente, de 5 a 50%, mais preferivelmwente, 5 a 30%, e a fase hidrofílica menos do que 40%, preferivelmente, menos do que 10% e, mais preferivelmente, menos do que 5% (p/p) da microemulsão. Nestas microemulsões, a proporção de triglicérido de ácido gordo de cadeia média para surfactante de HLB baixo está, preferivelmente, entre 4:1 e 2:1. às microemulsões do presente invento são substancialmente não opacas, isto, é, são transparentes ou opalescentes quando observadas por microscopia óptica. No seu estado não perturbado são opticamente isotrópicas (não bi-refringentes) quando examinadas à luz polarizada. Exibem uma estabilidade excelente a temperaturas baixas e à temperatura ambiente, sem separação de fases, turvação ou precipitação, mesmo durante períodos de tempo prolongados. As formulações podem ser armazenadas, numa forma estável, a várias temperaturas, tais como a 4°C, à temperatura ambiente, a 37°C e a 50°C, preferivelmente, a 4°C ou à temperatura ambiente. As microemulsões contendo péptido do presente invento exibem um perfil de estabilidade (vida em prateleira) similar ao das microemulsões correspondentes isentas de péptido. Podem-se formar microemulsões (A/O) estáveis quando o pH da fase aquosa varia desde um pH de aproximadamente 3 até um pH de cerca de 10, uma propriedade que pode ser benéfica para drogas que exibem uma solubilidade mais elevada a pH baixo ou elevado. As microemulsões têm uma viscosidade variável, com formulações que são líquidos móveis ou geles à temperatura ambiente. As microemulsões com uma quantidade relativamente mais elevada de um surfactante de HLB elevado, tal como o Tween 80, tendem a ser mais viscosas devido à maior viscosidade deste material. 74 226 Ρ50024-1 -18-
Preferivelmente, o diâmetro das gotículas ou partículas das microemulsões do presente invento, medido, por exemplo, como o diâmetro de número-médio por técnicas de dispersão de luz laser é menor do que 150 nm, mais preferivelmente, menor do que 100 nm, ainda mais preferivelmente, menor do que 50 nm e, muito preferivelmente, na gama de 5 a 35 nm.
As várias fases podem conter, opcionalmente, ingredientes adicionais, tais como, embora sem estarem limitados a estes: i) lípidos, tais como fosfolípidos, em particular, lecitinas tais como lecitinas de soja, lecitina de ovo ou fosfatxdeo de ovo, colesterol ou ácido oleico; ii) anti-oxidantes tais como, gaiato de n-propilo, hidroxi-anisole butilado (BHA) e seus isómeros mistos, d-a-tocoferol e seus isómeros mistos, ácido ascórbico, propilparabeno, metilparabeno e ácido cítrico (mono-hidrato); iii) sais biliares, por exemplo, na forma dos seus sais de metais alcalinos, tais como o taurocolato de sódio; iv) estabilizadores, tais como a hidroxipropilcelulose; v) anti-microbianos, tais como o ácido benzóico (sal de sódio); vi) succinato de dioctilo, sulfo-succinato de dioctilo sódico ou laurilsulfato de sódio; vii) mono e di-ésteres de ácidos gordos de propilenoglicol, tais como dicaprilato de propilenoglicol, dilaurato, hidroxi-estearato, isoestearato, laurato, ricinolato, etc., dos quais os diésteres de ácido caprílico/cáprico de propilenoglicol, conhecidos comercialmente como MIGLYOL 840 são especialmente preferidos; e viii) inibidores de protease tais como a aprotinina.
As microemulsões do presente invento formam-se espontaneamente ou substancialmente espontaneamente, quando os seus componentes são postos em contacto, isto é, sem aplicação de qualquer fornecimento de energia substancial, por exemplo, na ausência de energia de mistura elevada, tal como a que é conferida por homogeneização e/ou micro-fluidização ou por outra agitação mecânica. Deste modo, as microemulsões podem ser preparadas facilmente pelo processo simples de mistura das 74 226 Ρ50024-1 -19-
guantiàades apropriadas, por mistura ou agitação manual suave, se necessário para assegurar a mistura perfeita. Preferivelmente, a droga é dissolvida na fase hidrofílica, quer directamente quer a partir de uma diluição de uma sua solução de reserva, e esta pode ser adicionada a uma combinação pré-misturada do óleo e do surfactante de HLB baixo, com mistura, seguido do surfactante de HLB elevado ou vice-versa. Alternativamente, uma microemulsão isenta de droga pode ser preparada inicialmente, misturando o óleo, o surfactante de HLB baixo, o surfactante de HLB elevado e a fase hidrofílica isenta de droga; à qual se pode adicionar depois mais fase hidrofílica na qual está dissolvida a droga. Embora possam ser necessárias temperaturas mais elevadas (40-60°C) para solubilizar todos os componentes durante a preparação da microemulsão, os sistemas preferidos podem ser formulados à temperatura ambiente. A formulação à temperatura ambiente é particularmente vantajosa para ingredientes activos termo-lábeis tais como os péptidos.
As microemulsões do presente invento são composições farmacêuticas que compreendem um agente terapêutico e, deste modo, destinam-se ao uso em terapia, para administração a animais, incluindo o Homem.
Assim, num seu aspecto adicional, o presente invento proporciona um método de tratamento que compreende a administração de uma quantidade eficaz de uma microemulsão, definida como anteriormente, compreendendo um agente terapêutico, a um paciente que o necessite.
Será reconhecido por um perito na arte que a quantidade de droga requerida para proporcionar, por administração, o efeito terapêutico, variará, obviamente, com o agente escolhido, com a natureza e gravidade da condição e com o animal que está a ser tratado, e está em última instância à discrição do médico. Além disso, a quantidade óptima e o espaçamento das dosagens individuais de uma droga serão determinados pela natureza e extensão da condição a ser tratada, pela forma, via e local da administração, pelo paciente particular que está a ser tratado, 74 226 Ρ50024-1 -20
-ν'--- e estes valores óptimos podem ser determinados por técnicas convencionais. Será também de notar que o curso óptimo do tratamento, isto é, o número de doses administradas, pode ser estabelecido pelos peritos na arte usando testes convencionais para a determinação do curso do tratamento. 0 presente invento proporciona também o uso de um triglicérido de ácido gordo de cadeia média, de tua surfactante de HLB baixo, de um surfactante de HLB elevado, de um agente terapêutico e de uma fase hidrofílica, definidos com anteriormente, na preparação de um medicamento.
As microemulsões do presente invento podem ser usadas para administração oral, tópica, rectal, intra-vaginal ou para outras formas de administração sistémica e, deste modo, serão apresentadas em formas adequadas para cada modo de administração. Assim, por exemplo, as microemulsões para administração oral podem ser apresentadas em cápsulas de gelatina mole, enquanto que as características de viscosidade de algumas das microemulsões as tornam adequadas para aplicação tópica directa. São especialmente preferidas as composições adequadas para administração oral ou tópica.
As microemulsões do presente invento, sem droga, são novas e são úteis como precursoras de microemulsões contendo droga. Deste modo, num seu outro aspecto, o presente invento proporciona uma microemulsão de água em óleo (A/0), auto-emulsionante, estável, compreendendo: (a) uma fase lipofílica, possuindo um triglicérido de ácido gordo de cadeia média e um surfactante de HLB baixo, e na qual a proporção de triglicérido de ácido gordo de cadeia média para surfactante de HLB baixo é de 5:1 a 1,5:1; (b) um surfactante de HLB elevado; e (c) uma fase hidrofílica aquosa; na qual cada um de (a), (b) e (c) são definidos como anteriormente e farmaceuticamente aceitáveis. 0 invento será agora ilustrado, mas não limitado pelas descrições (microemulsões isentas de droga) e exemplos 74 226 Ρ50024-1 -21
(microemulsões contendo droga), e exemplos biológicos seguintes. DESCRIÇÕES
Descrição 1 - Diagramas de fase para microemulsões representativas
Construiram-se diagramas de fase pseudo-ternários para sistemas representativos compreendendo
triglicérido de ácido gordo de cadeia média (óleo) CAPTEX 335 surfactante de HLB baixo CAPMUL MCM
surfactante de HLB elevado Tween SO fase aquosa água nos quais a proporção de óleo para surfactante de HLB baixo era de 4:1, 3:1 ou 2:1.
As regiões do diagrama de fases nas quais as microemulsões de acordo com o presente invento existem, foram determinadas por titulação de uma mistura do óleo e do surfactante de HLB baixo (numa proporção fixa) com o surfactante de HLB elevado e com a fase aquosa e registando os pontos de separação de fases, de turvação e de transparência.
Nas Figuras 2, 3 e 4 mostram-se os diagramas de fase resultantes. Devido à viscosidade relativamente baixa do óleo particular e do surfactante de HLB baixo, estes componentes foram formulados facilmente à temperatura ambiente. Estavam disponíveis uma larga gama de microemulsões (A/0) transparentes, límpidas, tal como se mostra pelas regiões (A), (B) e (C). Estas eram estáveis à temperatura ambiente. Quando examinadas à luz polarizada, observou-se um comportamento não bi-refringente. Observou-se que tinham uma condutância eléctrica extremamente baixa, na gama de 0,5 a 4,0 mhos para uma proporção de óleo para surfactante de HLB baixo de 3:1, com solução salina como fase aquosa.
Estes diagramas de fase mostram que as microemulsões no 74 226 Ρ50024-1 -22
âmbito do presente invento são obtidas para proporções de triglicérido de ácido gordo de cadeia média para surfactante de HLB baixo na gama de 4:1 a 2:1 . A partir destes, um perito notará facilmente que as regiões de existência de microemulsões para outros sistemas podem ser determinadas facilmente por análise das proporções definidas pelas regiões (A), (B) e (C), em vez de ter de repetir todo o processo, e utilização das quantidades relativas retiradas destas regiões.
Usando o mesmo método geral, construiu-se um diagrama de fases pseudo-ternário similar usando o produto CAPTEX 8000, como óleo, e o produto CAPMUL C8, como surfactante de HLB baixo, numa proporção de 2:1. O surfactante de HLB elevado foi o TWEEN 80 e a fase aquosa solução salina. As microemulsões (A/0) obtidas com esta combinação diferente de óleo e surfactante de HLB baixo eram similares às que anteriormente se descreveram. Na Fig.5 mostra-se o diagrama de fases resultante.
Verificou-se que uma microemulsão típica da região (A) da Fig.3, compreendendo CAPTEX 335/CAPMUL MCM (proporção de 3:1, 87%), TWEEN 80 (10%) e fase aquosa (3%), tinha as características físicas seguintes. 0,9677 1,449 0,0567 Pa.s 0,540 /zmhos 15,2 ± 4,1 nm 0,153
Densidade índice de refracção
Viscosidade
Condutância
Dimensão de partícula*
Polidispersabilidade* * ambas expressas como resultados de número de partículas; um padrão de pérolas de látex de 63 nm tinha uma dimensão de partícula de 64,2 + 15,1 e uma polidispersabilidade de 0,031.
Descrição 2 - microemulsões (A/O) 74 226 Ρ50024-1 -23-
Prepararam-se microemulsões de água em óleo à escala de 10 g usando os Ingredientes seguintes:
MYGLYOL 812 ou MYGLYOL 812 e CAPTEX 335 (1:1) mais CAPMUL MCM 87% 10 3 (óleo total para CAPMUL MCM =3:1) TWEEN 80 água desionizada
EXEMPLOS
Para estudos adicionais sobre microemulsões incorporando uma droga, seleccionou-se uma formulação óptima a partir do centro da região (A) dos diagramas de fase aqui anteriormente descritos. Esta formulação tinha a composição 87,0-87,5% 10 2,5-3 CAPTEX 335/CAPMUL MCM (proporção 3:1) TWEEN 80 Solução salina
Estas microemulsões foram formuladas, de um modo geral, preparando inicialmente a fase hidrofílica, contendo droga, quer por dissolução da quantidade apropriada de droga na quantidade apropriada de solução salina quer, mais preferivelmente, usando uma solução de reserva que foi então diluída adicionalmente, se requerido, com agitação de vórtice se necessário para se obter a dissolução completa. A fase hidrofílica contendo a droga foi depois adicionada às quantidades apropriadas (em peso) de uma mistura do óleo e do surfactante de HLB baixo, à qual se adicionou depois o surfactante de HLB elevado, com agitação suave (agitador magnético de placa quente). Alternativamente, a fase hidrofílica contendo a droga foi adicionada ao surfactante de HLB elevado e, após a mistura estar completa, esta foi adicionada à mistura de óleo e surfactante de HLB baixo. Se necessário, diluiu-se depois a microemulsão contendo droga, com a microemulsão correspondente isenta de droga, para ajustar a concentração da droga. Como rotina, prepararam-se porções numa escala de 5 ou 10 g. Adicionalmente, prepararam-se também porções numa escala maior (50 a 500 g).
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Seguindo o procedimento padrão anteriormente delineado, prepararam-se as microemulsões contendo droga seguintes, tal como se mostra na tabela seguinte:
Tabela de Exemplos
Exemplo Droga Cone. de droga mg/g form. Óleo e surfactan-te HLB elevadoa % (P/P) Surfactan-te de HBL elevado13 % (P/P) Fase aquosa0 % (P/P) 1 péptido RGDd 6 87,0 10,0 3 2a GHRPe 1,5 87,0 10,0 3,0 2b GHRPe 0,8 87,0 10,0 3,0 2c GHRPe 0,8 70,0 25,0 5,0 2d GHRPe 0,8 50,0 40,0 10,0 2e GHRPe 0,8 30,0 50,0 20,0 2f GHRPe 0,8 20,0 70,0 10,0 2g GHRPe 0,8 87 10 3 3 vaso- pressina1 0,06 87,0 10,0 3,0 4 calcito- nina^ 0,02 87,0 10,0 3,0 5 calcito- nina^ 0,09 87,0 10,0 3,0 6 insulina11 0,15 (37 IU) 87,0 10,0 3,0 7 insulina11 0,38 (92 IU) 82,5 10,0 7,5 Sa AII. antag1 0,15 87 10 3 8b AII. antag1 0,5 50 40 10 8c AII. antag1 1,0 30 50 20 9 calceína^ 6,2 87 10 3
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Notas à tabela a - CAPTEX 335 e CAPMUL MCM na proporção de 3:1, à parte de 2 g que tinham CAPTEX 8000 e CAPMUL C8 na proporção de 2:1; b - TWEEN 80; c - variada como a seguir se indica de acordo com a droga usada; ^ - ciclo(S,S)-(2-mercapto)benzoil-(Na-metil)-Arg-Gly-Asp-(2--mercapto)fenilamida (MM de cerca de 650), aq.= solução salina; e - His-D-Trp-Ala-Trp-D-Phe-Lys-NH2 (MM de cerca de 850), aq.= solução isotónica contendo ácido acético e cloreto de sódio a pH 5,0; f - Val-Asp-Cys-Tyr-Phe-Gln-Asn-Cys-Pro-Arg-Gly-NH2 (MM de cerca de 1300)(ICN Biochemicals), aq.= solução salina; 9 - calcitonina de salmão (contém 32 aminoácidos, MM de cerca de 3500) (ICN Biochemicals), aq.= solução salina; b - polipéptido com uma MM de cerca de 6000 (ICN Biochemicals), aq.= solução salina tamponada com fosfato; • 1 - antagonista da angiotensina II - ácido (E)-a-[[2-butil- -1-[(4-carboxi-l-naftalenil)metil]-lH-imidazol-5-il]metileno]-2- -tiofenopropanóico (MM = 475), aq.= solução de bicarbonato de sódio a 3,5% (p/v); e • J - a calceína (5(6)-carboxifluoresceína, MM = 623) é amplamente usada como modelo de molécula solúvel em água em estudos sobre transportadores de droga - ver T.M.Allen, "Calcein as a tool in liposome methodology", Liposome Technology, G. Gregoriadis, ed., III, 178-182, CRC Press, Boca Raton, 1984, aq.= tampão Tris a pH 7,5 (10 ml).
EXEMPLOS BIOLÓGICOS
Exemplo Biológico I - Avaliação da Irritação GI
Usando a metodologia padrão (Szabo et al., J. Pharmacol. Methods, 13, 59-66, 1985), avaliou-se uma microemulsão isenta de droga, consistindo em CAPTEX 355 e CAPMUL MCM (proporção de 3:1) (87%), TWEEN 80 (10%) e solução salina (3%), quanto ao seu potencial em provocar a irritação GI em ratazanas. Após dosagem oral (3,3 ml/kg), verificou-se que as superfícies das mucosas, tanto do estômago como do duodeno estavam isentas de qualquer 74 226 Ρ50024-1 -26-
lesão guando observadas a olho nú. Contudo, com exame microscópico, observaram-se algumas áreas petequiais ligeiras apenas na mucosa do estômago. Após uma dose i.d. (3,3 ml/kg), verificou-se que todo o tracto GI estava isento de quaisquer lesões.
Exemplo Biológico 2 - Biodisponibilidade de um péptido RGD
Usando um modelo de ratazana consciente convencional, avaliou-se a biodisponibilidade de um péptido RGD na microemulsão do exemplo 1 (compreendendo 6 mg/g de microemulsão) e comparou-se com a do mesmo péptido administrado na forma de uma solução aquosa. Após uma dosagem i.d. numa quantidade de 8,4 mg/kg (correspondente a 3,3 ml/kg de microemulsão) a biodisponibilidade era de 21,9 ± 5,7% (n = 3). Em comparação, a biodisponibilidade do mesmo péptido administrado na forma de uma solução aquosa era apenas de 0,5% . Assim, usando o expediente da formulação do péptido RGD numa microemulsão, obteve-se uma melhoria na biodisponibilidade de aproximadamente cinquenta vezes.
Exemplo Biológico 3 - Biodisponibilidade da Calceína
De um modo similar ao que se descreve no Exemplo Biológico 1, mas usando um modelo de ratazana inconsciente (Walker et al., Life Sciences, 47, 29-36, 1990) avaliou-se a biodisponibilidade do composto modelo calceína, quando doseado na forma da formulação do exemplo 9, e comparou-se com a que se obteve quando se doseou o mesmo composto pela mesma via, mas na forma de uma solução em solução salina. Sendo um composto fluorescente, puderam-se determinar facilmente os níveis do composto nas amostras de plasma, usando espectroscopia de fluorescência. Após uma dosagem i.d. de 3,0 /rnol/kg (1,0 ml/kg de microemulsão), a biodisponibilidade era de 17,2 ± 2,4% (n = 4). Em comparação, a biodisponibilidade do mesmo péptido administrado na forma de uma solução salina era apenas de 1,3 ± 0,5% (n = 5).
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Exemplo Biológico 4 - Demonstração da actividade in vivo de uma droga distribuída por uma microemulsão.
(a) Péptido RGD A actividade in vivo da microemulsão do exemplo 1, contendo o péptido RGD (6 mg/g de formulação) foi demonstrada num ensaio de agregação de plaquetas padrão usando cães (Samanen et al., Med. Chem., 34, 3114-3125, 1991). Após a dosagem oral da microemulsão contendo o péptido (numa cápsula de gelatina) com 3 mg/kg (0,5 mg/kg de microemulsão) observou-se inibição que era, em geral, mais pronunciada e mais prolongada do que a observada numa experiência de controlo correspondente na qual o péptido RGD foi doseado na forma de uma solução salina.
(b) GHRP A actividade in vivo da microemulsão do exemplo 2a, contendo GHRP (1,5 mg/g de formulação) foi demonstrada num ensaio in vivo padrão para a determinação dos níveis de hormona de crescimento (GH) em ratazanas (Walker et al., Life Sciences, 47, 29-36, 1990). Após a dosagem i.d. com 3 mg/kg (2,0 ml/kg de microemulsão), a análise de amostras de sangue indicou níveis de GH significativos (> 30 ng/ml em todas as 5 ratazanas testadas). Em comparação, as amostras do grupo de controlo que tinha sido tratado com uma solução salina de GHRP tinham níveis desprezáveis de GH. Estes resultados indicam que a GHRP era farmacologicamente activa quando doseada i.d. na forma de uma formulação de microemulsão.

Claims (16)

  1. 74 226 Ρ50024-1 -28-
    REIVINDICACQES 1 - Microemulsão de água em óleo (a/o) auto-emulsionante, estável e farmaceuticamente aceitável, caracterizada por compreender: (a) uma fase lipofílica possuindo um triglicérido de ácido gordo de cadeia média e um surfactante de baixo HL5 e sendo a razão entre o triglicérido de ácido gordo de cadeia média e o surfactante de baixo HLB de 5:1 a 1,5:1; (b) um surfactante de elevado HLB; (c) uma fase hidrofílica aquosa; e (d) um agente terapêutico solúvel em água.
  2. 2 - Microemulsão de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por o triglicérido compreender 50 a 100% (p/p) de ácido caprilico e 0 a 50% (p/p) de triglicéridos de ácido cáprico.
  3. 3 - Microemulsão de acordo com a reivindicação 1 ou 2, caracterizada por o surfactante de baixo HLB ser um monoglicérido ou diglicérido de ácido gordo de cadeia média ou uma sua mistura, compreendendo opcionalmente ima pequena quantidade em peso de ácido gordo de cadeia média livre.
  4. 4 - Microemulsão de acordo com a reivindicação 3, caracterizada por o monoglicérido ou diglicérido de ácido gordo de cadeia média ser formado a partir de cerca de 50 a 100% de ácido caprilico e de cerca de 0 a 50% de ácido cáprico.
  5. 5 - Microemulsão de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizada por o agente terapêutico ser um péptido.
  6. 6 - Microemulsão de acordo com a reivindicação 5, caracterizada por o péptido ser um péptido antagonista do receptor de fibrinogénio (um péptido RGD), uma vasopressina, ima calcitonina, uma insulina ou o péptido GHRP (His-D-Trp-Ala-Trp-D-Phe-Lys-NH2)· 74 226 Ρ50024-1 -29-
  7. 7 - Microemulsão de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 6, caracterizada por o diâmetro das gotículas ou partículas estar na gama de 5 a 35 nm.
  8. 8 - Microemulsão de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 7, caracterizada por a fase lipofílica constituir 10-95%f o surfactante de elevado HLB de 5 a 90% e a fase hidrofílica menos do que 40% (p/p) da microemulsão e por a razão entre o triglicérido de ácido gordo de cadeia média e o surfactante de baixo HLB estar entre 4:1 e 2:1.
  9. 9 - Microemulsão de acordo com a reivindicação 8, caracterizada por a fase lipofílica constituir 40 a 90%, o surfactante de elevado HLB de 5 a 50% e a fase hidrofílica menos do que 10% (p/p) da microemulsão.
  10. 10 - Microemulsão de acordo com a reivindicação 9, caracterizada por a fase lipofílica constituir 60 a 90%, o surfactante de elevado HLB de 5 a 30% e a fase hidrofílica menos do que 5% (p/p) da microemulsão.
  11. 11 - Microemulsão (a/o) auto-emulsionante compreendendo opcionalmente um agente terapêutico solúvel em água, caracterizada por as proporções relativas dos seguintes componentes: (1) uma fase lipofílica compreendendo um triglicérido de ácido gordo de cadeia média ou uma mistura de triglicéridos de ácido gordo de cadeia média e um surfactante de baixo HLB ou mistura de surfactantes de baixo HLB; (2) um surfactante de elevado HLB; e (3) uma fase aquosa se encontrarem dentro das regiões sombreadas (A), (B) e (C) de qualquer um dos diagramas representado abaixo: (seguem diagramas) -30- 74 226 Ρ50024-1
    100% P)
    100% (2)
  12. 12 - Microemulsão de acordo com a reivindicação 11, caracterizada por as proporções relativas dos componentes (1) a (3) se encontrarem dentro das regiões (A) e (B).
  13. 13 - Microemulsão de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 12, adaptada a distribuição oral.
  14. 14 - Microemulsão de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 13 para uso em terapia.
  15. 15 - Uso de um triglicérido de ácido gordo de cadeia média, um surfactante de baixo HLB, um surfactante de elevado HLB, um agente terapêutico e uma fase hidrofílica, como definidos em qualquer uma das reivindicações 1 a 13, no fabrico de um -31- 74 226 Ρ50024-1 medicamento.
  16. 16 - Microemulsão de água em óleo (a/o) auto-emulsionante e estável, caracterizada por compreender: (a) uma fase lipofílica possuindo um triglicérldo de ácido gordo de cadeia média e um surfactante de baixo HLB e sendo a razão entre o triglicérido de ácido gordo de cadeia média e o surfactante de baixo HLB de 5:1 a 1,5:1; (b) um surfactante de elevado HLB; e (c) uma fase hidrofílica aquosa sendo cada um de (a), (b) e (c) definidos como em qualquer uma das reivindicações l a 13. Lisboa Por SMITHKLINE BEECHAM CORPORATION =0 AGENTE 0FICIAL=
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