BRPI0807461A2 - Conversão de arquivo com processo de restrição - Google Patents
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Description
“CONVERSÃO DE ARQUIVO COM PROCESSO DE RESTRIÇÃO” FUNDAMENTOS
Para os projetistas de software tem sido uma constante preocupação lidar-se com códigos maliciosos em forma de vírus genéricos e dos tipos denominados cavalos Trojan. Os hackers, em regra, tem levado vantagem devido as vulnerabilidades no interior de um aplicativo ou do formato do arquivo, tão logo esta vulnerabilidade tome-se conhecida. A co- dificação maliciosa tira vantagem de uma vulnerabilidade conhecida no mesmo dia que ela se torna genericamente exposta, passando a ser referida como uma exploração do dia zero. Até o momento, existem muito poucas soluções que de fato lidam com estes tipos de explo- rações do dia zero.
Dada a velocidade como pode ser feita a circulação do código malicioso em uma exploração do dia zero, os projetistas não tem tido tempo suficiente para a implementação de um recurso ou de alguma outra solução que venha a lidar com a vulnerabilidade. Fre- quentemente, a única solução disponível é a de se reduzir o potencial para a entrada de codificação maliciosa através de encorajar-se os usuários a seguirem a termo os melhores procedimentos de segurança, tal como o desligamento de serviços desnecessários, man- tendo os níveis dos recursos atualizados, e evitando a abertura de conexões advindas de fontes desconhecidas ou que não sejam aguardadas. Uma vez que uma vulnerabilidade torne-se conhecida, um usuário pode evitar a abertura de arquivos que sejam afetados por aquela vulnerabilidade. Contudo, isto não vem a proporcionar uma solução adequada em situações aonde um usuário deva ter de acessar o arquivo.
Mais ainda, os aplicativos de software presentemente disponíveis (por exemplo, software anti-vírus) utilizados para a busca e eliminação de códigos maliciosos devem ter de possuir algum conhecimento prévio da codificação maliciosa ou da vulnerabilidade sendo explorada. Por exemplo, alguns aplicativos fazem a varredura de documentos para codifica- ção que já tenham sido anteriormente identificados como maliciosos. Outros aplicativos ne- cessitam de conhecimento em torno da vulnerabilidade, tal como um campo em particular em uma estrutura que poderia vir a ser avaliada como codificada de forma anormal. Cada um desses métodos necessita de conhecimento prévio (da codificação ou da vulnerabilida- de). Em uma exploração do dia zero, não se terá ainda conhecimento da vulnerabilidade, e os hackers irão, em regra, criar um novo código que não será identificado como de caráter malicioso. Isto faz com que, atualmente, os aplicativos de software disponíveis se mostrem ineficientes contra as explorações do dia zero.
As modalidades da presente invenção estão voltadas para estas e outras conside- rações. E ainda, embora tenha-se discutido problemas relativamente específicos, deve-se entender que as modalidades da presente invenção não devem ficar restritas a solução dos problemas específicos identificados nos fundamentos. SUMÁRIO O sumário é introduzido como modo de uma seleção de conceitos em um formato simplificado, conceitos que serão discutidos adiante na seção Descrição Detalhada. Este sumário não está voltado para a identificação dos fatores chaves ou essenciais da matéria em questão ora reivindicada, nem pretende ser utilizado como um elemento de auxílio na determinação do escopo da matéria em questão reivindicada.
Faz-se a descrição das modalidades voltadas para a remoção ou para a desativa- ção da codificação maliciosa a partir de um arquivo em um primeiro formato de arquivo atra- vés da conversão do arquivo em um arquivo convertido em um segundo formato de arquivo. Nas modalidades, faz-se a remoção da codificação maliciosa que se apresenta contida den- tro do arquivo ou procede-se a sua desativação durante a conversão do arquivo em um ar- quivo convertido. A conversão é executada por um conversor, que é carregado dentro de um processo computacional restrito. O processo computacional apresenta privilégios restringi- dos promovendo a limitação de seu acesso aos sistemas operacionais e computacionais
subjacentes. Em vista disso, mesmo caso uma codificação maliciosa embutida no interior do arquivo consiga funcionar durante a conversão, os danos que possa vir a causar tornar-se-ão limitados devido a este carregamento ocorrer dentro do processo de restrição.
As modalidades podem ser implementadas na forma de um processo computacio- nal, ou na forma de um artigo manufaturado, tal como um produto de programa computacio- nal ou, mídias de leitura por computador. O produto de programa computacional pode con- sistir de mídias de armazenagem computacional lidas através de um sistema computacional e, codificando um programa computacional de instruções para execução de um processo computacional. O produto de programa computacional pode consistir também de um sinal propagado em um portador lido através de um sistema computacional e codificando um pro- grama computacional de instruções para execução de um processo computacional.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
As modalidades não-limitantes e não-exaustivas são descritas com referência as fi- guras a seguir, em que idênticos numerais de referência fazem menção a partes idênticas ao longo das várias visualizações, a menos que indicado de outra maneira.
A Figura 1 ilustra um sistema que é utilizado na remoção ou na desativação de co- dificação maliciosa a partir de um arquivo, de acordo com uma modalidade.
A Figura 2 ilustra um sistema que pode ser utilizado para abertura segura de um arquivo que possa conter a codificação maliciosa, de acordo com uma modalidade.
A Figura 3 ilustra um fluxograma operacional para a remoção ou a desativação da codificação maliciosa a partir de um arquivo.
A Figura 4 ilustra um fluxograma operacional para a abertura segura de um arquivo que possa conter a codificação maliciosa. A Figura 5 ilustra um segundo fluxograma operacional para a abertura segura de um arquivo que possa conterá codificação maliciosa.
A Figura 6 ilustra um diagrama de blocos de um ambiente computacional adequado para a implementação de modalidades.
DESCRIÇÃO DETALHADA
As diversas modalidades são mais amplamente descritas adiante com referência aos desenhos de acompanhamento, que se constituem em uma parte das mesmas, e mos- tram as modalidades específicas para a execução da invenção. Entretanto, as modalidades podem ser implementadas em muitos formatos diferentes e não devem ser encaradas como estando limitadas as modalidades estabelecidas por este relatório descritivo; pelo contrário, estas modalidades são fornecidas para que este documento faça-se completo e integral, e tenha uma abrangência plena do escopo da invenção para os especialistas da área. As mo- dalidades podem ser levadas a termo na forma de métodos, sistemas ou dispositivos. Em vista disso, as modalidades podem tomar o formato de uma implementação de hardware, implementação de um software integral ou de uma implementação combinando os aspectos de software e hardware. De modo que não se deve dar um sentido limitado a descrição de- talhada feita a seguir.
Faz-se a implementação das operações lógicas das várias modalidades (1) na for- ma de uma seqüência das etapas implementadas computacionalmente rodando em um sis- tema computacional e/ou (2) na forma de módulos interconectados por máquinas dentro do sistema computacional. A implementação é uma questão de escolha em função dos requisi- tos de desempenho do sistema computacional implementado a modalidade. Resultando que as operações lógicas gerando as modalidades descritas neste relatório são referidas alter- nativamente como operações, etapas ou módulos.
Conforme já sucintamente descrito, as modalidades estão voltadas para a remoção ou desativação da codificação maliciosa a partir de um arquivo em um primeiro formato de arquivo através da conversão do arquivo em um segundo formato de arquivo. A codificação maliciosa é removida ou posta em desativação sem qualquer conhecimento anterior do có- digo, ou da vulnerabilidade posta em prática para a condução do código. Executa-se a con- versão através de um conversor, o qual é carregado dentro de um processo computacional restrito. O processo computacional tem os seus privilégios restringidos visando-se limitar o seu acesso ao sistema computacional e operacional subjacentes. Ou seja, caso a codifica- ção maliciosa embutida dentro do arquivo consiga executar durante a conversão, o dano que possa vir a criar torna-se limitado dado a ter seu acesso restringido. Na presente aplica- ção, o temo “codificação maliciosa” pretende ter uma ampla abrangência com a inclusão de software fazendo parte de um arquivo ou aplicativo com finalidades desautorizadas. Exem- plos de códigos maliciosos incluem vírus, parasitas, cavalos trojan, e outros tipos de softwa- re indesejáveis. A Figura 1 ilustra um sistema 100 que é utilizado para a abertura segura de um ar- quivo que possa conter uma codificação maliciosa, de acordo com uma modalidade. Nesta modalidade, o sistema 100 inclui o sistema operacional 102 com um registro 112, aplicativo 104, conversor 106, e um arquivo 110. O arquivo 110 inclui os dados 11OA e uma extensão de arquivo 110B (por exemplo, como parte do nome do arquivo). Ainda, de acordo com esta modalidade, o aplicativo 104 inclui uma vigilância de bloco 114. A vigilância de bloco 114 em algumas modalidades indica quais tipos de arquivos (ou seja, os formatos dos arquivos) a- presentam-se bloqueados de virem a ser abertos pelo aplicativo 104. Ainda, a vigilância de bloco 114 pode indicar também quais tipos de arquivos encontram-se com os seus salva- mentos bloqueados. As vigilâncias de blocos e suas utilizações no bloqueio da abertura e/ou salvamento de um arquivo são discutidas em detalhes no Pedido de Patente Norte- Americana Número de Série 11/679048, intitulado “FILE BLOCKING MITIGATION”, com mesma co-autoria e depositado à mesma data do pedido presente e incluído neste relatório em sua integridade como referência.
O conversor 106 é utilizado para a conversão de arquivos a partir de um primeiro formato de arquivo para um segundo formato de arquivo. A conversão de arquivos a partir do primeiro formato de arquivo no segundo formato de arquivo remove ou desativa a codifi- cação maliciosa que possa se apresentar embutida dentro dos arquivos. O conversor 106 pode se comunicar com o sistema operacional 102 para finalidades referentes as funções de acesso ao sistema operacional. Na modalidade mostrada na Figura 1, o conversor 106 é carregado em um processo com restrição 120, de modo que a conversão de arquivos a par- tir de um primeiro formato de arquivo no segundo formato de arquivo é executada dentro do processo com restrição 120. O processo com restrição 120 apresenta os privilégios de a- cesso limitados junto ao sistema operacional 102, e ao sistema computacional subjacente em execução pelo sistema operacional. Em outras palavras, o processo 120 apresenta privi- légios limitados para a requisição das funções do sistema operacional.
Voltando atenção agora ao aplicativo 104, ele pode se comunicar com o sistema operacional 102 para finalidades referentes as funções de acesso ao sistema operacional. Na modalidade mostrada na Figura 1, o aplicativo 104 não se encontra dentro de um pro- cesso com restrição como acontece para o conversor 106, e, portanto, apresenta maiores privilégios quanto a requisição das funções do sistema operacional. Ainda, o aplicativo 104 pode abrir, editar, salvar, e/ou criar arquivos. Na modalidade mostrada na Figura 1, o aplica- tivo 104 encontra-se interagindo com o arquivo 110. Como forma de um exemplo, o aplicati- vo 104 pode representar um aplicativo de processamento de palavras. Um usuário pode deslanchar um aplicativo 104 e daí, abrir um arquivo (por exemplo, arquivo 110) com o apli- cativo 104, que irá carregar o arquivo 110 na memória e fornecer acesso ao arquivo. O usu- ário poderá daí, adicionar ou editar os dados ( ou seja, os dados 11OA) no arquivo 110. O aplicativo 104 não se faz limitado a um tipo específico de aplicativo, podendo compreender aplicativos de quaisquer gêneros, tal como um processador de palavras, spreadsheet, apre- sentador gráficos, etc.
O aplicativo 104, nas modalidades, faz o ajuste da extensão de arquivo 11OB para indicar que o arquivo 110 é de um tipo particular. Por exemplo, nesta modalidade, a exten- são de arquivo 11OB é parte do nome em arquivo do arquivo 110 designado ao arquivo quando este é “salvo” ou “salvo como”. Por exemplo, um aplicativo de processamento de palavras pode levar a que um arquivo (por exemplo um documento de texto) apresente uma extensão de arquivo como “.doc” para indicar que o arquivo é arquivo em formato binário.
Por vezes, as extensões de arquivos, tal como a 11OB, são utilizadas pelos admi- nistradores para a detecção ou bloqueio de arquivos potencialmente maliciosos ( ou seja, uma vulnerabilidade conhecida que pode ser explorada para a introdução de codificação maliciosa) antes delas serem recebidas por uma rede de trabalho. Por exemplo, um servidor de emails pode ser configurado para detecção e bloqueio de todos emails com arquivos a- presentando uma extensão de arquivo particular, enquanto possibilitando a entrada de e- mails com arquivos apresentando outras extensões para arquivos na rede de trabalho de emails do cliente. Contudo, devido as extensões de arquivos poderem ser manipuladas com facilidade através da simples renomeação de um arquivo com uma extensão diferente, a utilização de extensões de arquivos não se traduz em um mecanismo confiável para a iden- tificação de arquivos com codificação maliciosa que possam vir a serem introduzidos na re- de de trabalho. Mais ainda, o bloqueio de um arquivo antes de sua entrada em uma rede de trabalho impede que um usuário, no aguardo do arquivo, venha a tomar conhecimento do bloqueio do arquivo e/ou da existência de um quesito referente a segurança junto ao arqui- vo.
Na modalidade mostrada na Figura 1, o aplicativo 104 inclui o módulo tipo inspetor 124. O módulo tipo inspetor 124 examina os dados do arquivo (por exemplo, o 110A) e de- termina um verdadeiro formato de arquivo de um arquivo. O termo “verdadeiro formato de arquivo” é utilizado neste pedido para descrever o formato corrente de um arquivo. Conside- remos como exemplo, um documento de processamento de palavra que possa apresentar um formato de arquivo tipo *.doc; *.dot; ou *.wiz. Deve-se compreender que na modalidade mostrada na Figura 1, o verdadeiro formato de arquivo de um arquivo não fica determinado pela inspeção de uma extensão de arquivo, tal como a extensão 110B. Pelo contrário, o módulo tipo inspetor 114 examina uma porção dos dados de arquivo, por exemplo, ο 110A, e com base num exame determina o verdadeiro formato de arquivo de um arquivo.
Em uma modalidade, o módulo tipo inspetor 124 lê os primeiros poucos bites de dados a partir de um arquivo (ou seja, sonda o arquivo), e com base em fatores como a in- formação do cabeçalho principal e das estruturas de dados dentro do âmbito dos dados e- xaminados, o módulo tipo inspetor 124 pode determinar um verdadeiro formato de arquivo para o arquivo. Faz-se a descrição do verdadeiro formato de arquivo no presente pedido fazendo-se uso de uma extensão de arquivo. Por exemplo, um formato de arquivo pode ser descrito como *.doc; *.dot; e/ou *.wiz. Entretanto, não se deve confundir a descrição de um verdadeiro formato de arquivo na forma de uma extensão de arquivo com a determinação de um verdadeiro formato de arquivo, que não envolva o exame da extensão de arquivo.
Em operação, o sistema 10O primeira deslancha um aplicativo, tal como o aplicativo
104. O aplicativo 104 pode ser deslanchado através do usuário fazendo a requisição do des- Ianche deste aplicativo 104, por exemplo, através de um clique duplo em cima de um ícone representando o aplicativo 104. Alternativamente, um usuário pode requisitar que o arquivo 110 seja aberto, por exemplo, através de um clique duplo em um ícone do arquivo 110. Nes- te caso o sistema operacional 102 pode associar a extensão do arquivo 110B com o aplica- tivo 104 e dar início ao deslanche do aplicativo 104.
O aplicativo 104 carrega a informação de configuração quando deslanchado. Em algumas modalidades, a informação de configuração é armazenada em um registro 112 do sistema operacional 102. Nestas modalidades, quando o aplicativo 102 deslancha, ele irá solicitar a informação de configuração a partir do sistema operacional 102, que irá recuperar a informação advinda do registro 112. Em uma modalidade, a vigilância de bloco 114 é ar- mazenada na forma de informação de configuração dentro do registro do sistema operacio- nal 102; por exemplo, na forma de teclas de registro. Resultando que quando o aplicativo 104 é deslanchado, dá-se a recuperação da vigilância de bloco 114 a partir do registro 112.
Em algumas modalidades, o acesso à vigilância de bloco 114 é limitado aqueles usuários com o privilégio de escrever/modificar o registro 112, por exemplo, usuários com privilégios administrativos. Portanto, um administrador pode efetivamente controlar os forma- tos de arquivos que estejam com aberturas ou salvamentos bloqueados fazendo uso do aplicativo 104.
Uma vez deslanchado, o aplicativo 104 pode ser utilizado para abertura, edição, e salvamento de arquivos. Como um primeiro exemplo, temos que quando o aplicativo 104 tenta abrir o arquivo 110, o módulo tipo inspetor examina primeiramente uma porção dos dados 110A para determinar um verdadeiro formato de arquivos 110. De acordo com a des- crição acima, em uma modalidade, o módulo tipo inspetor 124 determina o verdadeiro for- mato de arquivo através do exame dos primeiros poucos bites dos dados 110A. O módulo tipo inspetor 124 pode fazer uso da informação do cabeçalho principal ou das estruturas de dados no interior dos dados 110A para poder determinar o verdadeiro formato de arquivo do arquivo 110. Uma vez que tenha-se determinado o verdadeiro formato de arquivo do arquivo
110, o aplicativo 104 compara o verdadeiro formato de arquivo junto a vigilância de bloco 114. Caso o verdadeiro formato de arquivo do arquivo 110 não seja identificado pela vigilân- cia como tendo sua abertura bloqueada, o aplicativo 104 irá abrir o arquivo 110 através do carregamento do arquivo na memória e fornecendo acesso ao arquivo junto ao usuário para adição, edição, e salvamento de dados no arquivo 110.
Caso o verdadeiro formato de arquivo do arquivo 110 seja identificado pela vigilân-
cia de bloco 114 como tendo sua abertura bloqueada, o aplicativo 104 irá bloquear a abertu- ra do arquivo 110. Em uma modalidade, o aplicativo 104 exibe uma mensagem a um usuário indicando que o arquivo não é um formato de arquivo com abertura bloqueada.
Em outra modalidade, em resposta a uma determinação de que o arquivo 110 tem 10 sua abertura bloqueada, o conversor 106 pode ser deslanchado para a conversão do arqui- vo de seu tipo de arquivo verdadeiro para um segundo tipo de arquivo que não tenha sua abertura bloqueada. Nesta modalidade, o conversor 106 é carregado em um processo de restrição 120 sendo utilizado para converter o arquivo 110 em um segundo arquivo sem sua abertura bloqueada pelo aplicativo 104.
Em algumas modalidades do sistema 100, um administrador pode ajustar o conver-
sor 106 como o elemento com habilitação pré-definida para lidar com arquivo de um formato de arquivo específico. No evento de uma exploração do dia zero, aonde um formato de ar- quivo particular tenha sido identificado como vulnerável, um administrador pode averiguar possíveis prejuízos junto ao sistema computacional ou à rede de trabalho através do ajuste 20 do conversor 106 na forma de um elemento com habilitação pré-definida para lidar com ar- quivos de formato vulnerável. Isto reduzir a viabilidade quanto a prejuízos durante a explora- ção do dia zero, devido que em qualquer oportunidade que um usuário tente abrir um arqui- vo armazenado no formato de arquivo vulnerável, o conversor 106 será deslanchado para converter o arquivo em outro formato. Conforme descrição anterior, a conversão irá eliminar 25 a codificação maliciosa de vir a ser transferida/armazenada no arquivo convertido. Mais ain- da, devido ao conversor 1056 ser carregado no processo de restrição 120, qualquer codifi- cação maliciosa que for executada irá causar um impacto limitado no sistema computacional ou na rede de trabalho.
Em algumas modalidades, um administrador pode tomar cuidados adicionais duran- 30 te uma exploração do dia zero através do estabelecimento de uma vigilância de bloco para o aplicativo 104 bloquear os arquivos com o formato vulnerável. Daí que em combinação com o estabelecimento do conversor 106 como o elemento com habilitação pré-definida, um sis- tema computacional ou rede de trabalho adquirem uma robusta proteção contra prejuízos que possam vir a serem causados através da codificação maliciosa incluída em um arquivo 35 com formato vulnerável.
A Figura 2 ilustra um sistema 200 com uma descrição mais detalhada do conversor 106. O sistema 200 inclui o arquivo 202A, compreendendo um primeiro formato de arquivo (formato de arquivo 1), conversor 106, arquivo convertido 202B, compreendendo um segun- do formato de arquivo (formato de arquivo 2), e sistema operacional 102 com registro 112. Na modalidade mostrada na Figura 2, o conversor 106 é carregado em um processo com restrição 120, de modo que uma conversão a partir do formato de arquivo 1 em um formato de arquivo 2 seja realizada dentro do processo com restrição 120. O processo com restrição 120 apresenta privilégios de acesso limitados ao sistema operacional 102, e ao sistema computacional subjacente aonde o sistema operacional 102 encontra-se executando. Isto garante que mesmo caso a codificação maliciosa venha a executar, tal como a codificação maliciosa 204, os prejuízos ficam limitados ao que possa fazer ao sistema operacional 102 e ao sistema computacional subjacente. A Figura 2 mostra os detalhes de um modalidade de conversor 106, que faz a conversão de um arquivo 202A de um primeiro formato de arquivo em um arquivo 202B convertido de um segundo formato de arquivo, e no processo remove ou desativa a codificação maliciosa 204 dos dados de arquivo convertido.
Em operação, o sistema 200 deslancha primeiramente o conversor 106. O deslan- chamento do conversor 106 pode ocorrer através de solicitação por parte do usuário do des- Ianche do conversor 106, por exemplo, através de um clique duplo em um ícone represen- tando o conversor 106. Alternativamente, um usuário pode requisitar que o arquivo 202A seja aberto, por exemplo, através de um clique duplo em um ícone do arquivo 202A. Neste caso o sistema operacional 102 pode associar o arquivo 202A (ou sua extensão de arquivo) com o conversor 106 e dar início ao deslanche do conversor 106.
O conversor 106 é carregado no processo de restrição 120 quando deslanchado. Quando deslanchado, o conversor 106 pode carregar a informação de configuração a partir do registro 112. A informação de configuração pode incluir informação indicando o meca- nismo específico através do qual o processo 120 torna-se restringido. O processo 120 apre- senta privilégios limitados de acesso ao sistema operacional 102, e ao sistema computacio- nal subjacente em que o sistema operacional 120 se encontra executando. Os especialistas na área poderão observar que as restrições específicas colocadas no processo 120, e o mecanismo através do qual torna-se o processo 120 restringido, irão variar, dependendo do sistema operacional 102 específico, e através de outras considerações de modelo, tal como
o nível de risco atribuído ao arquivo 202A.
Em algumas modalidades, o processo 120 tem negada a sua permissão no desem- penho de operações particulares e/ou de realizar chamadas junto a funções específicas do sistema operacional 102. Por exemplo, nega-se permissão ao processo 120 de leitura ou escrita de informações junto ao registro 112 do sistema operacional 112 devido ao registro 120 armazenar informação de configuração sensitiva a vários aplicativos. Contudo, o pro- cesso 120 tem permissão de Ier e escrever dados junto a outras localidades de armazena- gem. Em outras modalidades, o processo 120 fica restringido a poder executar somente aquelas funções que se fazem necessárias para converter um arquivo de um formato de arquivo 1 em um formato de arquivo 2. Por exemplo, permite-se que o processo 120 faça somente a leitura de dados de um arquivo que esteja sendo convertido (por exemplo, o ar- quivo 202A), e para escrever dados junto ao arquivo convertido (por exemplo, arquivo 202B) 5 com a informação convertida no formato de arquivo 2.
Conforme descrição anterior, o mecanismo pelo qual o processo torna-se restringi- do irá depender do sistema operacional 102 específico. Em uma modalidade, o sistema ope- racional 102 consiste de uma versão do sistema operacional “WINDOWS” que fornece uma quantidade com limite dos privilégios de acesso a um processo. Por exemplo, nas versões 10 do sistema operacional “WINDOWS” cada processo apresenta um sinal de acesso associa- do descrevendo um contexto de segurança do processo que inclui uma lista dos privilégios estendidos ao sistema referente ao processo. Um sinal de acesso que descreva, tipicamen- te, um contexto de segurança com restrição é denominado de sinal com restrição. Um sinal com restrição descreve um conjunto limitado de privilégios estendidos ao sistema. Em uma 15 modalidade, o processo 120 encontra-se restringido a estar associado com um sinal com restrição descrevendo um conjunto limitado de privilégios estendidos ao sistema.
Em outras modalidades do sistema 200 que façam uso de uma versão do sistema operacional 'WINDOWS', o processo 120 pode ter a sua associação com um objeto de tra- balho restringida. Um objeto de trabalho possibilita a que grupos de processos sejam geren- 20 ciados na forma de uma unidade. Os objetos de trabalho controlam os atributos dos proces- sos associados com os mesmos. Um objeto de trabalho pode ser utilizado para por em vigor limites em um processo associado, tal como o tamanho do conjunto de trabalho, prioridade de processo, e limite de tempo para a finalização de trabalho. Em uma modalidade, o pro- cesso 120 tem sua associação com um objeto de trabalho restringida pondo em vigor os 25 limites pré-definidos para o processo 120.
Em outras modalidades, o processo 120 pode estar restrito ao emprego de um con- teiner de computador de mesa ou a um restrito grupo de janelas. As versões do sistema operacional “WINDOWS” possibilitam que os conteineres de computadores de mesa tenham vários usuários conectados junto a um grupo de janelas. Um conteiner de computador de 30 mesa é um objeto de conteiner com a garantia de encontra-se contido no interior de um gru- po de janelas. Um conteiner de computador de mesa consiste de uma compilação lógica de elementos de interface de usuário, que, por sua vez encontra-se contida dentro de um grupo de janelas, implementado de acordo com as versões do sistema operacional 'WINDOWS'. Certos aspectos de comunicação entre os processos rodando dentro de versões do sistema 35 operacional “WINDOWS” são regulados com base em se os processos são designados para
o mesmo computador de mesa, aonde em alguns casos, a comunicação fica regulada por aqueles processos que compartilham do mesmo grupo de janelas. As comunicações entre processos podem apresentar implicações quanto a segurança, e por esta razão, em algu- mas modalidades, o processo com restrição 200 roda em um grupo de janelas separadas (o que implica em um computador de mesa separado, uma vez que todos os computadores de mesa apresentam somente um grupo de janelas na forma de um conteiner).
Nas modalidades do sistema 200 implementando a utilização de um sistema opera- cional “WINDOWS" 120, o processo 120 tem restringida a sua utilização de sinais com res- trição, objetos de trabalho, e grupos de janela/conteineres de computadores de mesa. O uso de dois ou mais desses mecanismos proporciona uma robusta segurança que limita os pre- juízos que podem vir a serem causados pela codificação maliciosa executando no processo 120 durante a conversão do arquivo 202A a partir do formato de arquivo 1 em um arquivo convertido 202B no formato de arquivo 2. Em uma modalidade específica, o processo 120 tem restringida a sua utilização de todos os três itens, o sinal com restrição, um objeto de trabalho, e um conteiner de computador de mesa .
Após o conversor 106 ser carregado em um processo com restrição 120, o conver- sor 106 converte o arquivo 202A a partir do formato de arquivo 1 no arquivo convertido 202B no formato de arquivo 2. Conforme descrito anteriormente, o conversor não tem qualquer conhecimento da codificação maliciosa 204 que possa estar localizada dentro de um arquivo 202A, nem tem conhecimento da vulnerabilidade. Nas modalidades, o conversor 106 con- verte o arquivo 202A fazendo uso de um analisador e uma máquina. O analisador faz a aná- lise do arquivo para a extração de dados, os quais são expressos pela máquina em diferente formato de arquivo , denominado de formato de arquivo 2. Os novos dados expressados são armazenados no arquivo convertido 202B. Em uma modalidade, durante o processo de aná- lise do arquivo 202A, o analisador identifica as características no interior do arquivo 202A, tal como a informação de cabeçalho principal e as estruturas de dados do arquivo 202A, utilizadas pelo analisador para determinar quais dados serão transferidos para o arquivo 202B convertido. A codificação maliciosa 204 não inclui as características utilizadas pelo conversor 106 para determinar que dados armazenar no arquivo convertido 202B,e portanto, não se faz incluída no arquivo convertido 202B. Quando o analisador do conversor 106 ana- lisa a codificação maliciosa 104, ele não irá reconhecer as características necessárias para a transferência de dados para o arquivo 202B. Resultando que a codificação maliciosa 204 será eliminada dos dados do arquivo transferidos ao arquivo convertido 202B. O arquivo convertido 202B pode ser, então, aberto com segurança, e acessado externamente ao pro- cesso com restrição 120.
Em outras modalidades, a codificação maliciosa 204 pode ser passada adiante ao arquivo convertido 202B. Tipicamente, os aplicativos fazem uso de um analisador para var- rer um arquivo antes da abertura do arquivo. Em vista disso, a codificação maliciosa, tal co- mo a codificação maliciosa 204 volta-se para os analisadores projetados para abertura de arquivos de um formato de arquivo específico. Ou seja, a codificação maliciosa 204 pode atacar analisadores utilizados para abertura de arquivos no formato de arquivo 1. Assim, mesmo caso a codificação maliciosa 204 esteja incluída no arquivo convertido 202B, ela não será uma grande ameaça a segurança devido que o arquivo convertido 202B será aberto 5 pelos analisadores projetados para abrirem arquivos com o formato de arquivo 2. Assim, nessas modalidades, a simples conversão do arquivo 202A no formato de arquivo 1 para o arquivo convertido 202B no formato de arquivo 2 elimina a ameaça da codificação maliciosa 204 mesmo caso a codificação apresente-se inserida no arquivo convertido 202B.
Em algumas situações, a codificação maliciosa 204 pode atacar o conversor 106 10 quando este conversor 106 procede a conversão do arquivo 202A. Conforme descrito ante- riormente, o conversor 106 roda em um processo com restrição 120, o qual apresenta os privilégios restringidos. Resultando que, mesmo caso a codificação maliciosa 204 administre com sucesso esta execução durante a conversão do arquivo 202A, os prejuízos que poderá acarretar tornam-se limitados.
Nas modalidades, a conversão realizada pelo conversor 106 proporciona vantagens
em relação aos aplicativos do software, os quais são projetados especificamente para a re- moção da codificação maliciosa dos arquivos. Tipicamente, estes aplicativos que são de- senvolvidos para a remoção da codificação maliciosa devem ter de ter algum conhecimento de quais características examinarem para poderem identificar a codificação maliciosa ou, 20 quais estruturas examinarem que possam se apresentar como vulneráveis armazenando cargas úteis infectadas. Em contraste, o conversor 106 não tem qualquer conhecimento da codificação maliciosa 204, pelo contrário, o mero fato da codificação maliciosa 204 não con- ter as características necessárias para a conversão de dados a partir do formato de arquivo
1 no formato de arquivo 2 irá remover a codificação maliciosa 204 dos dados transferidos ao arquivo convertido 202B. Mais ainda, mesmo caso a codificação maliciosa 204 seja transfe- rida no arquivo convertido 202B, ele não traz uma ameaça séria a segurança, devido ao novo formato de arquivo (por exemplo, o formato de arquivo 2) do arquivo convertido 202B.
Em algumas modalidades, o conversor 106 consiste de um conversor de duas vias que implica que ele pode converter o formato de arquivo 1 no formato de arquivo 2 e tam- 30 bém converter o formato de arquivo 2 de volta ao formato de arquivo 1. Em uma modalida- de, após o conversor 106 ter gerado o arquivo convertido 202B e removido a codificação maliciosa 204 de ser transferida para o arquivo convertido 202B, ele faz a conversão do ar- quivo 202B de volta ao formato de arquivo 1. Em um exemplo, o arquivo 202A pode ser um formato de arquivo binário (formato de arquivo 1) que tenha sido identificado como apresen- 35 tando uma vulnerabilidade a segurança. Resultando que, o arquivo 202A é convertido pelo conversor 106 no arquivo convertido 202B em um formato de arquivo XML (formato de ar- quivo 2), o qual remove ou desativa a codificação maliciosa 204. Contudo, um usuário pode não ter um aplicativo que seja capaz de abrir arquivos que se apresentem em um formato XML. Assim, o arquivo 202B é convertido de volta ao formato de arquivo binário (formato de arquivo 1) de maneira a possibilitar a um usuário a abertura e acesso aos dados do arquivo.
As Figuras de 3 a 5 ilustram fluxogramas operacionais 300, 400, e 500, de acordo com as modalidades. Os fluxogramas operacionais 300, 400, e 500 podem ser executados em qualquer ambiente computacional adequado. Por exemplo, os fluxogramas operacionais podem ser executados por um sistema, tal como, os sistemas 100 e 200 (Figura 1 e Figura 2), para a remoção da codificação maliciosa de um arquivo e abertura segura do arquivo. Portanto, a descrição dos fluxogramas operacionais 300, 400, e 500, pode se referir, pelo menos, a um dos componentes da Figura 1 e Figura 2. Entretanto, quaisquer referências aos componentes da Figura 1 e Figura 2 compreendem de um ambiente sem limitações pa- ra os fluxogramas operacionais 300, 400, e 500.
Além do mais, embora os fluxogramas operacionais 300, 400 e 500 sejam ilustra- dos e descritos seqüencialmente em uma ordem particular, em outras modalidades, as ope- rações podem ser realizadas em ordens diferentes, inúmeros horários, e/ou em paralelo. Podem ser omitidas ou combinadas ainda uma ou mais operações em algumas modalida- des.
A Figura 3 ilustra um fluxograma operacional 300 para a remoção da codificação maliciosa a partir de um arquivo, de acordo com uma modalidade. Na operação 302, um conversor que seja capaz de converter um arquivo de um primeiro formato para um segundo formato, é carregado em um processo com restrição. Nas modalidades, o conversor consis- te no conversor 106 (Figura 1 e Figura 2), que é carregado no processo com restrição 120 (Figura 1 e Figura 2). O processo com restrição 120 apresenta privilégios limitados de aces- so ao sistema operacional, tal como, por exemplo, o sistema operacional 102. As restrições colocadas no processo limitam a possibilidade de prejuízos causados pela codificação mali- ciosa que é executada durante conversão de um arquivo pelo conversor.
A operação 302 pode ser inicializada como um resultado da solicitação por parte de um usuário de deslanche de um conversor, por exemplo, por clique duplo em um ícone re- presentando o conversor. Alternativamente, um usuário pode fazer a solicitação pela abertu- ra de um arquivo específico, por exemplo, através de duplo clique em um ícone do arquivo, e, em resposta, a operação 302 irá dar início ao deslanche do conversor através do carre- gamento do conversor em um processo com restrição.
Após o conversor ter sido carregado em um processo com restrição, o fluxograma operacional passa para a operação 304, aonde faz-se a remoção da codificação maliciosa através da conversão do arquivo de um primeiro formato de arquivo em um segundo forma- to. A operação 304 é realizada dentro do processo com restrição. Em uma modalidade, a conversão é realizada pelo conversor 106 no processo com restrição 120. Conforme anteri- ormente descrito, o conversor 106 fará a análise de um arquivo em um primeiro formato de arquivo e identificará as características dentro do arquivo que são utilizadas para a extração de dados do arquivo. Os dados extraídos são armazenados, então, em um arquivo converti- do que se encontra em um segundo formato de arquivo. O arquivo convertido encontra-se livre de qualquer codificação maliciosa que possa ter sido inserida no primeiro arquivo. O arquivo convertido pode ser aberto com segurança em um processo com menos restrições do que o processo com restrição empregado na conversão do arquivo.
A Figura 4 ilustra um fluxograma operacional 400 para abrir com segurança um ar- quivo para acesso aos dados no arquivo, de acordo com uma modalidade. Na operação 402, recebe-se uma solicitação de abertura de um arquivo. Em uma modalidade, a solicita- ção é recebida por um conversor, tal como um conversor 106 (Figura 1 e Figura 2). Por e- xemplo, um usuário pode tentar abrir um arquivo deslanchando um conversor e daí, fazer a seleção do arquivo através do conversor. Em outra modalidade, a solicitação é recebida por um aplicativo, tal como o aplicativo 104 (Figura 1). Um usuário pode tentar abrir um arquivo através do deslanchamento do aplicativo e daí, fazer a seleção do arquivo. Em algumas modalidades, a solicitação é recebida quando o usuário faz a seleção de um arquivo, clican- do duas vezes em um ícone do arquivo.
O fluxograma operacional passa então para a operação 404, aonde um conversor, capaz de converter um arquivo de um primeiro formato para um segundo formato, é carre- gado em um processo de restrição. Nas modalidades, o conversor é o conversor 106 (Figura
1 e Figura 2), que é carregado no processo de restrição 120 (Figura 1 e Figura 2). O proces- so com restrição apresenta privilégios limitados para solicitação de funções a partir de um sistema operacional, e de acesso aos recursos em um sistema computacional subjacente. Isto reduz os prejuízos que possam vir a ser causados pela codificação maliciosa executan- do dentro do processo 120.
Na operação 406, o conversor converte um arquivo a partir do primeiro formato de arquivo gerando um segundo arquivo que esteja em um segundo formato de arquivo. Nas modalidades, o processo de conversão do arquivo elimina qualquer codificação maliciosa que possa se apresentar embutida no interior do arquivo de vir a ser armazenada no segun- do arquivo. A eliminação da codificação maliciosa ocorre sem qualquer conhecimento da codificação maliciosa, ou qualquer conhecimento de uma vulnerabilidade sendo explorada pela codificação maliciosa. Em outras modalidades, qualquer codificação maliciosa dentro de um arquivo pode ser desativada através da simples conversão do arquivo do primeiro formato de arquivo para o segundo formato de arquivo. Nas modalidades, o conversor é o conversor 106 (Figura 1 e Figura 2) que faz a análise do arquivo para extrair dados do ar- quivo e armazená-los no segundo arquivo.
Após a operação 406, o fluxograma passa para a operação 408, aonde o arquivo é aberto. Nas modalidades, a operação 408 envolve o deslanche de um aplicativo que seja capaz de abrir e proporcionar acesso ao arquivo convertido que se encontre no segundo formato de arquivo. Nas outras modalidades, a operação 408 pode envolver uma quantidade de operações adicionais, tal como a conversão do arquivo convertido uma segunda vez. Por exemplo, o conversor utilizado na operação 406 pode ser um conversor de dupla atuação, ou seja, podendo converter arquivos do primeiro formato de arquivo para o segundo formato de arquivo, bem como também converter os arquivos no segundo formato de arquivo para o primeiro formato de arquivo. Em uma modalidade, a operação 408 envolve a conversão do arquivo no segundo formato de arquivo de volta ao primeiro formato de arquivo original, fa- zendo-se uso do conversor. Esta operação pode ser acompanhada pelo deslanche de um aplicativo capaz de abrir o arquivo no primeiro formato de arquivo.
Em outras modalidades, outro conversor pode ser empregado para a conversão de um arquivo no segundo formato de arquivo em um terceiro formato de arquivo. Nesta moda- lidade, a operação 408 pode envolver o deslanchamento de um segundo conversor que faz a conversão do arquivo no segundo formato de arquivo em um terceiro formato de arquivo. Esta operação pode ser acompanhada pelo deslanche de um aplicativo capaz de abrir e proporcionar acesso ao arquivo no terceiro formato de arquivo.
A Figura 5 ilustra um fluxograma operacional 500 para abertura segura de um ar- quivo, de acordo com uma modalidade. Na operação 502 recebe-se uma solicitação para abertura de um arquivo. Em uma modalidade, a solicitação é recebida através de um aplica- tivo, tal como um aplicativo 104 (Figura 1). Por exemplo, um usuário pode deslanchar um aplicativo e daí selecionar o arquivo. Em algumas modalidades, um usuário faz a seleção de um arquivo, que pode ser deslanchado automaticamente em um aplicativo apropriado para abertura do arquivo (ou prontificar o usuário quanto a fazer a seleção de um aplicativo para abertura do arquivo).
Na operação 504 os dados de arquivos a partir do arquivo são examinados fazen- do-se a determinação do verdadeiro formato de arquivo. Em uma modalidade, um aplicativo apresentando um módulo tipo inspetor, tal como um módulo tipo inspetor 124 (Figura 1), é utilizado para inspecionar os dados de arquivo antes do arquivo ser carregado na memória. Os dados do arquivo inspecionado pelo módulo tipo inspetor compreendem somente uma pequena fração dos dados no interior do arquivo. Através da identificação das característi- cas dentro dos dados, tal como a informação de cabeçalho principal e as estruturas de da- dos, o módulo tipo inspetor pode proceder a uma determinação quanto ao verdadeiro forma- to de arquivo sem a necessidade de um exame completo, ou de uma extensa parte dos da- dos contidos no interior do arquivo.
Na operação 506, faz-se uma determinação de se o verdadeiro tipo de arquivo para o arquivo encontra-se com sua abertura bloqueada. Nas modalidades, faz-se a determina- ção através de acesso a uma vigilância de bloco, tal como a vigilância de bloco 114A (Figura 1), indicando quais formatos de arquivos apresentam suas aberturas bloqueadas. Caso na operação 506, ocorra uma determinação para que não haja o bloqueio do verdadeiro forma- to de arquivo, então o fluxograma vai para a operação 508 aonde o arquivo é aberto através 5 do carregamento do arquivo na memória e daí promovendo acesso ao arquivo. Por exem- plo, em uma modalidade, um aplicativo, tal como o aplicativo 104, desempenha a operação 508 através do carregamento do arquivo na memória e promovendo acesso a um usuário através do aplicativo, possibilitando a que o mesmo edite, adicione, e salve os dados no arquivo.
Caso na operação 506, seja feita uma determinação de que o verdadeiro formato
de arquivo do arquivo esteja com a abertura bloqueada, o fluxograma se dirige para a ope- ração 510. Na operação 510, um conversor com capacidade de conversão de um arquivo a partir de um primeiro formato para um segundo formato, é carregado em um processo de restrição. Nas modalidades, o conversor é o conversor 106 (Figura 1 e Figura 2), que é car- 15 regado no processo de restrição 120 (Figura 1 e Figura 2). O processo de restrição tem seus privilégios limitados quanto a solicitação de funções a partir de um sistema operacional e quanto ao aceso a recursos em um sistema computacional subjacente. Os privilégios limita- dos reduzem os prejuízos que possam vir a serem causados pela codificação maliciosa e- xecutando dentro do processo 120.
Na operação 512, o conversor carregado no processo com restrição converte um
arquivo a partir do primeiro formato de arquivo para gerar um segundo arquivo que esteja em um segundo formato de arquivo. Em algumas modalidades, o processo de conversão do arquivo elimina a possibilidade de qualquer codificação maliciosa, que possa se apresentar embutida dentro do primeiro arquivo, de vir a ser introduzida no segundo arquivo. A elimina- ção da codificação maliciosa ocorre sem qualquer conhecimento da codificação maliciosa, ou de qualquer conhecimento de uma vulnerabilidade sendo explorada pela codificação ma- liciosa. Em outras modalidades, a simples conversão do arquivo do primeiro formato de ar- quivo para o segundo formato de arquivo elimina o risco da codificação maliciosa que visa os analisadores utilizados na abertura de arquivos no primeiro formato de arquivo. Nas mo- dalidades, o conversor é um conversor 106 (Figura 1 e Figura 2) que faz a análise do arqui- vo em um primeiro formato de arquivo identificando as características no interior do arquivo que são utilizadas para extração dos dados a partir do arquivo. Daí segue o armazenamento dos dados no segundo arquivo que se encontra em um segundo formato de arquivo. O se- gundo arquivo está livre de qualquer codificação maliciosa que possa ter sido inserida no primeiro arquivo.
Após a operação 512, o fluxograma passa para a operação 508, aonde o arquivo convertido é aberto. Nas modalidades, a operação 508 envolve um aplicativo que é capaz de abrir e proporcionar acesso ao arquivo convertido que se encontra no segundo formato de arquivo. Em outras modalidades, a operação 508 pode envolver uma quantidade de ope- rações adicionais, tal como a conversão do arquivo convertido em uma segunda vez.
A Figura 6 ilustra um ambiente genérico computacional 600, que pode ser utilizado 5 para a implementação da modalidades descritas no presente relatório. O ambiente compu- tacional 600 compreende somente exemplo de um ambiente computacional e não pretende sugerir qualquer tipo de limitação ao escopo de uso ou da funcionalidade das arquiteturas do computador e da rede de trabalho. Nem deve se interpretar o ambiente computacional 600 como apresentando qualquer dependência ou requisitos relacionados a qualquer tipo de 10 combinação entre os componentes ilustrados no exemplo relativo ao ambiente computacio- nal 600.
Na sua configuração mais básica, o sistema 600 inclui, tipicamente, pelo menos, uma unidade de processamento 602 e memória 604. Dependendo da configuração exata e do tipo de dispositivo computacional, a memória 604 pode ser volátil (tal como o RAM), não 15 volátil (como o ROM, memória instantânea, etc.) ou alguma forma de combinação entre as duas. Esta configuração mais básica é ilustrada na Figura 6 pela linha pontilhada 606. Con- forme mostrado na Figura 6, os aplicativos, tal como o aplicativo 104 (Figura 1), incluindo a vigilância de bloco 114 e o módulo tipo inspetor 124, podem ser carregados na memória do sistema 604 para uso pelo usuário do sistema 600. A Figura 6 mostra ainda o processo com 20 restrição 120 através do qual o conversor 106 é carregado para converter um arquivo a par- tir de um primeiro formato para um arquivo convertido para um segundo formato para a re- moção da codificação maliciosa que possa ter-se embutido no arquivo.
Adicionalmente, o sistema 600 pode apresentar ainda característi- cas/funcionalidades adicionais. Por exemplo, o sistema 600 pode incluir também armazena- gem adicional (removível e/ou não-removível) incluindo, mas não se estando limitado, as fitas ou discos óticos ou magnéticos. Tal armazenagem adicional é ilustrada na Figura 6 através da armazenagem removível 608 e não-removível 610. As mídias de armazenagem por computador incluem as voláteis e não-voláteis, removíveis e não-removíveis implemen- tadas em qualquer método ou tecnologia para a armazenagem da informação, tal como ins- truções com leitura por computador, estruturas de dados, módulos de programas ou outros dados. A memória 604, a armazenagem removível 608 e a armazenagem não-removível 610 compreendem todas exemplos de mídias para armazenagem por computador. As mí- dias de armazenagem computacional incluem, mas não estão limitadas ao RAM, ROM, EEPROM, memória instantânea ou outra tecnologia de memória, CD-ROM, discos digitais versáteis (DVD) ou outros dispositivos de armazenagem ótica, cassetes magnéticos, fita magnética, armazenagem de disco magnético ou outros dispositivos de armazenagem mag- nética, ou qualquer outra mídia que possa ser utilizada para a armazenagem da informação desejada e a qual possa ser acessada pelo sistema 600. Qualquer mídia de armazenagem computacional pode representar parte do sistema 600.
O sistema 600 pode conter ainda conexões para comunicações 612 que possibili- tam ao sistema se comunicar com outros dispositivos. As conexões para comunicações 612 consistem de um exemplo de mídias de comunicação. Tipicamente, as mídias de comunica- ção personificam as instruções com leitura por computador, estruturas de dados, módulos de programas ou outros dados em um sinal modulado de dado, tal como uma onda portado- ra ou outro mecanismo de transporte incluindo qualquer mídia de fornecimento de informa- ção. O temo “sinal modulado de dado” representa um sinal tendo uma ou mais de suas ca- racterísticas ajustadas ou alteradas de tal maneira a codificar-se a informação no sinal. Co- mo forma de exemplo, e não de limitação, as mídias de comunicação incluem a mídia com fiação, tal como uma rede de trabalho conectada por fiação ou por fiação direta, e mídias sem fiação, tal como, mídias acústica, RF, infra-vermelhas e outras sem fiação. O termo mídias de leitura por computador é utilizado no presente relatório tanto para as mídias de armazenagem quanto para as de comunicação.
O sistema 600 pode apresentar ainda dispositivos de entrada 614, tais como, tecla- do, mouse, caneta, dispositivo para entrada de voz, dispositivo de entrada por toque, etc. Os dispositivos de saída 616, tais como um visualizador, alto-falantes, impressora, etc., podem ser incluídos da mesma forma. Todos esses dispositivos são bem conhecidos na área e não precisam de serem discutidos em detalhes no relatório.
Tem sido feita referência ao longo deste relatório descritivo quanto aos termos “mo- dalidade', “uma modalidade”, “primeira modalidade”, “outra modalidade”, e “alguma modali- dade” significando que um fator, estrutura, ou característica particular descrita foi incluída, pelo menos, em uma modalidade da presente invenção. Dessa forma, o emprego de tais frases pode fazer referência a mais de uma modalidade. Além do mais, as características, estruturas, ou fatores descritos podem ser combinados através de qualquer modo adequado em uma ou mais das modalidades.
Um especialista na área de relevância poderá identificar, todavia, que a invenção pode ser levada a termo sem a presença de um ou mais dos detalhes específicos, ou atra- vés de outros métodos, recursos, materiais, etc. Em outras momentos deixou-se de apre- sentar em detalhes, estruturas, recursos, ou operações bem conhecidas tão somente para evitar se obscurecer aspectos da invenção.
Embora tenha-se ilustrado e descrito modalidades e aplicativos de exemplo da pre- sente invenção, deve-se compreender que a invenção não se apresenta limitada a precisa configuração e recursos descritos acima. Podem ser feitas várias modificações, mudanças, e variações aparentes pelos especialistas na área no referente a disposição, operação, e detalhes dos métodos e sistema da presente invenção descritos no presente relatório sem ocorrência de desvio do escopo da invenção reivindicada.
Claims (20)
1. Método de remoção de codificação maliciosa a partir de um arquivo de um pri- meiro formato de arquivo, CARACTERIZADO pelo fato do método compreender: carregamento (302) em um processo com restrição (120) de um conversor (106) capaz de converter o arquivo do primeiro formato de arquivo em um segundo formato de arquivo; e remoção (304) de codificação maliciosa (204) fazendo uso do conversor (106) car- regado no processo com restrição (120) para converter o arquivo (202A) a partir do primeiro formato de arquivo em um arquivo convertido (202B) do segundo formato de arquivo.
2. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato do con- versor ser projetado como o elemento habilitado a todos arquivos do primeiro formato de arquivo
3. Método, de acordo com a reivindicação 2, CARACTERIZADO pelo fato do carre- gamento ser realizado em resposta ao recebimento de uma solicitação para abertura de arquivo.
4. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato do pro- cesso com restrição apresentar privilégios limitados quanto a solicitação de funções a partir de um sistema operacional.
5. Método, de acordo com a reivindicação 4, CARACTERIZADO pelo fato do pro- cesso com restrição ser limitado a leitura de dados a partir do arquivo e a escrita de dados no arquivo convertido.
6. Método, de acordo com a reivindicação 4, CARACTERIZADO pelo fato do pro- cesso com restrição apresentar os privilégios limitados com base em um dos elementos do grupo consistindo de um sinal com restrição, um objeto de trabalho, um conteiner de compu- tador de mesa, e uma combinação dos mesmos.
7. Método, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de com- preender ainda após a remoção, a conversão do arquivo convertido em um terceiro formato de arquivo.
8. Método, de acordo com a reivindicação 7, CARACTERIZADO pelo fato da con- versão do arquivo convertido ser realizada perlo conversor e o terceiro formato de arquivo ser igual ao primeiro formato de arquivo.
9. Mídia de leitura por computador armazenando instruções executáveis por compu- tador para a execução de um método de abertura de um arquivo, com o método CARACTERIZADO pelo fato de compreender: recebimento (402) de uma solicitação para abertura de um arquivo de um primeiro formato de arquivo (202A); carregamento (404) em um processo de restrição (120) de um conversor (106) ca- paz de converter o arquivo a partir do primeiro formato de arquivo em um segundo formato de arquivo;e conversão (406) do arquivo a partir do primeiro formato de arquivo em um arquivo convertido no segundo formato de arquivo fazendo uso do conversor (106) carregado no processo com restrição (202A) a partir do arquivo convertido (202B); e após a conversão, abertura (408) do arquivo convertido (202B).
10.Mídia de leitura por computador, de acordo com a reivindicação 9, CARACTERIZADA pelo fato do conversor ser projetado como um elemento habilitado a todos arquivos do primeiro formato de arquivo.
11. Mídia de leitura por computador, de acordo com a reivindicação 9, CARACTERIZADA pelo fato do processo com restrição ter os privilégios limitados a solicita- ção de funções a partir de um sistema operacional.
12. Mídia de leitura por computador, de acordo com a reivindicação 11, CARACTERIZADA pelo fato do processo com restrição ficar limitado a leitura de dados a partir do arquivo e a escrever dados no arquivo convertido.
13. Mídia de leitura por computador, de acordo com a reivindicação 11, CARACTERIZADA pelo fato do processo com restrição ter os seus privilégios limitados com base em dos itens do grupo consistindo de um sinal com restrição, um objeto de trabalho, um conteiner de computador de mesa, e uma combinação dos mesmos.
14. Mídia de leitura por computador, de acordo com a reivindicação 9, CARACTERIZADA pelo fato da abertura compreender ainda o deslanche de um aplicativo capaz de abrir o arquivo convertido no segundo formato de arquivo.
15. Mídia de leitura por computador, de acordo com a reivindicação 14, CARACTERIZADA pelo fato da abertura compreender ainda a conversão do arquivo con- vertido em um terceiro formato de arquivo.
16. Método de abertura de um arquivo, CARACTERIZADO pelo método compreen- der: recebimento (502) de uma solicitação para abertura de um arquivo; exame (506) de uma porção dos dados do arquivo para determinar um verdadeiro formato de arquivo para o arquivo; determinação (506) de se o verdadeiro formato de arquivo consiste de um formato cuja abertura se encontra bloqueada; em resposta a uma determinação de que o formato do arquivo não consiste de um formato que esteja com a abertura de arquivo bloqueada; e em resposta a uma determinação de que o formato do arquivo não seja um formato que se apresente bloqueado: fazer o carregamento (510) em um processo de restrição (120) de um conversor (106) capaz de converter o arquivo a partir do primeiro formato de arquivo em um segundo formato de arquivo; e converter (512) o arquivo (202A) a partir do primeiro formato de arquivo em um ar- quivo convertido (202B) no segundo formato de arquivo fazendo uso do conversor (106) carregado no processo com restrição (120), em que a conversão elimina a codificação mali- ciosa (204) presente no arquivo (202A) a partir do arquivo convertido (202B); e após a conversão fazer a abertura (508) do arquivo convertido (202B).
17. Método, de acordo com a reivindicação 16, CARACTERIZADO pelo fato da de- terminação compreender acesso a uma vigilância de bloco aberto indicando o formato com a sua abertura bloqueada.
18. Método, de acordo com a reivindicação 17, CARACTERIZADO pelo fato da vi- gilância de bloco aberto ser armazenada em um registro de um sistema operacional.
19. Método, de acordo com a reivindicação 18, CARACTERIZADO pelo fato do pro- cesso com restrição ter os privilégios limitados para solicitação de funções a partir do siste- ma operacional.
20. Método, de acordo com a reivindicação 19, CARACTERIZADO pleo fato do pro- cesso com restrição estar limitado a leitura de dados a partir do arquivo e de escrever dados no arquivo convertido.
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