BRPI0714413A2 - lentes de contato tàricas com perfil de forÇa àtica controlado - Google Patents

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BRPI0714413A2
BRPI0714413A2 BRPI0714413-0A BRPI0714413A BRPI0714413A2 BR PI0714413 A2 BRPI0714413 A2 BR PI0714413A2 BR PI0714413 A BRPI0714413 A BR PI0714413A BR PI0714413 A2 BRPI0714413 A2 BR PI0714413A2
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Joseph Michael Lindacher
Ming Ye
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Novartis Ag
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Abstract

LENTES DE CONTATO TàRICAS COM PERFIL DE FORÇA àTICA CONTROLADO. A presente invenção refere-se a uma lente de contato tórica tendo um perfil de força ótica controlado. Além disso a invenção proporciona uma série de lentes de contato tóricas, cada uma tendo uma série de forças óticas cilíndricas objetivadas diferentes e uma série de forças éticas esféricas objetivadas diferentes, cada uma tendo um perfil de aberração esférica no qual (1)os desvios de força ótica da lente são substancialmente constantes; (2) o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de -0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria; (3) o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de 0,2 dioptria até cerca de 1,0 dioptria menor do que os desvios de força em uma distância de 2 mm a partir do eixo ótico; ou (4) existe um componente de aberração esférica descrito por qualquer um dos termos do tipo de aberração esférica Zernike de quarta ordem, sexta ordem, oitava ordem, ou combinação dos mesmos, em que o componente da aberração esférica tem um valor de -0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "LENTES DE CONTATO TÓRICAS COM PERFIL DE FORÇA ÓTICA CONTROLADO".
A presente invenção refere-se a lentes de contato. De forma es- pecífica, a presente invenção está relacionada a lentes de contato tóricas tendo superfície ótica cilíndrica (ou força) para corrigir erros de visão de as- tigmatismo e um perfil de força ótica controlada que proporciona uma corre- ção de visão aperfeiçoada. ANTECEDENTES
As lentes de contato são amplamente usadas para a correção de muitos tipos diferentes de deficiências visuais. Essas deficiências incluem defeitos tais como falta de visão próxima e falta de visão distante (miopia e hipermetropia, respectivamente) erros de visão de astigmatismo, e defeitos na visão em faixa próxima usualmente associados ao envelhecimento (pres- biopia).
O astigmatismo é um erro de refração de força ótica dependente
do meridiano em um olho. Isso é usualmente devido a uma ou mais superfí- cies refratoras, mais comumente a córnea anterior, tendo um formato torói- de. Ele também pode ser devido a uma ou mais superfícies estando deslo- cadas de modo transversal ou inclinado. O astigmatismo é usualmente regu- lar, o que significa que os meridianos principais (forças máxima e mínima) são perpendiculares um ou outro. As pessoas com astigmatismo têm a visão anuviada em todas as distancias, embora isso possa ser pior à distância ou próxima, dependendo do tipo de astigmatismo. Essas pessoas podem se queixar de olhos doloridos e dores de cabeça associadas a tarefas visuais exigidas. O astigmatismo pode ser corrigido com uma lente de contato tórica, que usualmente tem uma superfície esférica e uma superfície toróide (cilín- drica) que pode ser formada tanto na superfície posterior (superfície traseira) ou na superfície anterior (superfície da frente) da lente tórica. Uma vez que o astigmatismo necessitando de correção de visão esteja usualmente associa- do a outras anormalidades de refração, tais como a miopia (falta de visão próxima) ou hipermetropia (falta de visão distante), as lentes de contato tóri- cas são em geral receitadas também com uma correção de força esférica para a corrigir astigmatismo com miopia ou o astigmatismo com hipermetro- pia.
Uma lente de contato tórica convencional com uma superfície toróide e uma superfície esférica terá tipicamente um perfil de força ótica não controlado. A força ótica em qualquer posição dada da lente tórica depende não somente dà distância a partir do eixo ótico (ou centro da lente), mas também da posição angular com relação aos meridianos principais da lente tórica. Além disso, o perfil da força ótica de uma lente tórica é dependente das suas forças óticas objetivadas (isto é, Rx). A força ótica de uma lente tórica pode ser composta de desvios de força puramente positivos (isto é, a força em uma posição longa a partir do centro da lente sendo maior do que a força no centro da lente), desvios de força puramente negativos (isto é, a força na posição longe do centro da lente sendo menor do quer a força no centro da lente), ou a combinação de ambos, dependendo da força ótica es- férica e da força ótica cilíndrica da lente. Com esse perfil não controlado de força ótica, uma lente tórica não pode proporcionar uma visão ótima a um paciente, especialmente com pupilas maiores.
Além disso, a aberração esférica pode ser uma aberração ine- rente de ordem elevada no componente de um olho. A aberração esférica em geral é uma aberração rotativamente simátrica em torno do eixo ótico. Um olho humano adulto típico, como resultado das características óticas da córnea e da lente do cristalino, exibe de modo inerente uma quantidade crescente de aberração esférica (aberração esférica positiva) na medida em que o diâmetro da pupila se expande. Tipicamente, a aberração esférica de um adulto, é de cerca de uma dioptria em uma pupila de 6 mm de diâmetro, enquanto que a aberração esférica é ligeiramente menos do que duas diop- tria em uma pupila de 8 mm de diâmetro. Uma lente tórica com desvio de força puramente positivo pode não compensar, porém ao contrário acentuar a aberração esférica inerente de um olho como tal, ou pode não ser capaz de prover uma boa visão a um paciente com uma pupila relativamente gran- de ou sob uma condição de iluminação escura (isto é, com uma pupila dila- tada). Portanto, é vantajoso que uma lente tórica seja projetada para ter um perfil de força ótica controlado, que seja de preferência capaz de compensar a aberração esférica inerente de um olho humano típico, de tal forma a prover uma visão melhorada para um paciente.
Um objetivo da invenção é o de prover uma lente de contato tó-
rica que tenha um perfil de força ótica controlado.
Outro objetivo da invenção é o de prover um método para a pro- dução de lentes de contato tóricas que tenham um perfil de força ótica con- trolado.
Um objetivo adicional da invenção é o de prover uma família de
lentes de contato que tenha uma série de forças cilíndricas diferentes e uma série de forças esféricas diferentes. Cada lente na série tem um perfil de for- ça ótica controlado. SUMÁRIO DA INVENÇÃO Para conseguir o precedente, é provida, de acordo com um as-
pecto da presente invenção, uma lente de contato tórica que tenha um perfil de força ótica controlado. Uma lente de contato tórica da invenção tem um eixo ótico, uma superfície anterior tendo uma primeira zona ótica e uma su- perfície posterior oposta tendo uma segunda zona ótica. A primeira zona ótica e a segunda zona ótica se combinam para prover uma força ótica cilín- drica objetivada e uma força ótica esférica objetivada. Pelo menos uma das primeira e segunda zonas óticas tem uma superfície esférica que é projetada para prover, em combinação com a superfície da outra zona ótica, um perfil de força ótica controlado que é substancialmente simétrico de modo rotativo com relação ao eixo ótico ou incorporado a um componente da aberração esférica, em que o componente da aberração esférica é descrito por qual- quer um dos termos do tipo de aberração esférica Zernike de quarta ordem, sexta ordem, oitava ordem e tem um valor de 0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico. A invenção em outro aspecto proporciona uma família de lentes
de contato que tem uma série de forças óticas cilíndricas objetivadas diferen- tes e uma série de forças óticas esféricas objetivadas diferentes, em que cada uma das lentes de contato na série tem um eixo ótico, uma superfície anterior que tem uma primeira zona ótica, e uma superfície posterior oposta que tem uma segunda zona ótica, em que uma das primeira e segunda zo- nas óticas tem uma superfície toróide enquanto que a outra zona ótica tem uma superfície esférica não-toróide ou uma superfície esférica na qual a su- perfície de pelo menos uma das primeira e segunda zonas óticas é projetada para prover, em combinação com a superfície da outra zona ótica, um perfil de força ótica controlado no qual (1) os desvios da força ótica da lente são substancialmente constantes; (2) o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico são a partir de cerca de -0,5 dioptria até cerca de - 1,5 dioptria; (3) o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de 0,2 dioptria até cerca de 1,0 dioptria menor do que os desvios de força em uma distância de 2 mm a partir do eixo ótico; ou (4) existe um componente de aberração esférica descrito por qualquer um dos termos do tipo de aberração esférica Zernike de quarta ordem, sexta ordem, oitava ordem, ou combinação dos mesmos, em que o componente da aberração esférica tem um valor de -0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico.
A invenção em outros aspectos proporciona um método para a produção de uma lente de contato tórica da invenção ou uma série de lentes de contato tóricas da invenção.
Esses e outros aspectos da invenção se tornarão aparentes a partir da descrição seguinte das modalidades preferidas, tomadas em con- junto com os desenhos seguintes. Como será óbvio para um versado na téc- nica, muitas variações e modificações da invenção podem ser afetadas sem que se afastem do espírito e do escopo dos novos conceitos da descoberta. DESCRIÇÃO DETALHADA DAS MODALIDADES PREFERIDAS
Será feita agora referência em detalhes das modalidades da in- venção. Será aparente para aqueles versados na técnica que várias modifi- cações e variações podem ser feitas na presente invenção sem que se afas- tem do escopo ou do espírito da invenção. Por exemplo, as características ilustradas ou descritas como parte de uma modalidade, podem ser usadas em outra modalidade para produzir ainda uma outra modalidade. Desse mo- do, é pretendido que a presente invenção cubra essas modificações e varia- ções como vindo para dentro do escopo das reivindicações em anexo e os equivalentes das mesmas. Outros objetivos, características ou aspectos da presente invenção estão descritos ou são óbvios a partir da descrição deta- lhada que se segue. Também deve ser entendido por um versado na técnica que a presente discussão é uma descrição de modalidades a título de e- xemplo somente, e não é pretendida como Iimitativa dos aspectos mais am- plos da presente invenção. A não ser que definidos de outra forma, todos os termos técni-
cos e científicos usados aqui, neste pedido de patente, tem os mesmos sig- nificados como comumente entendidos por um versado na técnica, a qual esta invenção, pertence. Em geral, a nomenclatura e os procedimentos de laboratório usados aqui, neste pedido de patente são bem conhecidos e co- mumente empregados na técnica. São usados métodos convencionais para esses procedimentos, tais como aqueles providos na técnica e em diversas referências gerais. Quando um termo é provido no singular, os inventores também contémplam o plural daquele termo. A nomenclatura usada aqui, neste pedido de patente e os procedimentos de laboratório descritos abaixo são aqueles bem conhecidos e comumente empregados na técnica.
Na forma usada aqui, neste pedido de patente, uma "superfície esférica" é pretendida a descrever uma superfície não-esférica.
Uma "lente de contato esférica" é destinada para descrever uma lente de contato que tenha uma zona ótica as duas superfícies que são esfé- ricas (isto é, podem ser definidas através de uma função matemática esféri- ca).
O eixo ótico é uma linha imaginária que passa através de ambos os centros das duas superfícies opostas da zona ótica de uma lente de con- tato.
A linha de visão (LOS), como é conhecida de uma pessoa ver-
sada na técnica é uma linha imaginaria que conecta o ponto de fixação ao centro da entrada da pupila e o centro da saída da pupila para a fóvea. A LOS foi recomendada por uma força de trabalho patrocinada pela Optical Society of American para ser usada como o eixo de referência para a medi- ção e a informação da aberração ótica do olho ((Applegate1 et ai, in Vision Science and Its Applications, OSA Technical Digest (Optical Society of Ame- rica, Washington D.C.), 2000:146-149, incorporada aqui, neste pedido de patente por referência em sua totalidade). Usualmente a LOS é indicada a- través de um ângulo k medido a partir do eixo pupilar. O eixo pupilar é um eixo que atinge o canto em ângulos retos e passa através do centro da en- trada da pupila.
Uma "força ótica esférica objetivada" com referência a uma lente
de contato significa uma força ótica receitada por um profissional de cuida- dos com os olhos para prover uma correção de força esférica negativa ou positiva. Tradicionalmente, a força ótica esférica objetivada corresponde à força ótica no centro da zona ótica de uma lente de contato. Uma "força ótica cilíndrica objetivada" com referência a uma len-
te de contato significa uma força ótica receitada por um profissional de cui- dados com os olhos para corrigir os erros de visão de astigmatismo de um paciente.
Na forma usada aqui, neste pedido de patente, "aberração esfé- rica" com referência a uma lente significa que a força ótica da lente varia com à distância a partir do eixo ótico (raio ou diâmetro), se desvia da forma ótica ideal (isto é, no centro da zona ótica). A aberração esférica negativa é destinada a descrever a força ótica de uma lente em uma posição desviada a partir do centro da sua zona ótica que é menor (ou mais negativa) do que a força ótica da lente no centro da zona ótica. A aberração esférica positiva é destinada a descrever que a força ótica de uma lente em uma posição des- viada a partir do centro da sua zona ótica é maior do que (ou mais positiva) a força ótica da lente no centro.
Um "componente de aberração esférica" com referência a uma lente de contato tórica é destinada a descrever que um componente da aber- ração da onda da frente de uma lente tórica pode ser definido por um termo Zernike do tipo de aberração esférica em polinomiais Zernike. Os polinomiais Zernike são um conjunto de funções que são or- togonais sobre o círculo da unidade. Eles são úteis para descrever o formato de uma onda de frente de uma aberração. Existem diversas normalizações diferentes e esquemas de numeração com relação a esses polinomiais. Os polinomiais Zernike são usualmente definidos em coordenadas polares (ρ,θ) nas quais ρ é a coordenada radial que varia a partir de O até 1 e θ é o com- ponente de azimute que varia a partir de O até 2π. Cada um dos polinomiais Zernike consiste em três componentes: um fator de normalização, um com- ponente dependente radial e um componente dependente de azimute. O componente radial é um polinomial enquanto que o componente de azimute é sinusoidal. Um esquema de indexação duplo é útil para descrever de for- ma não-ambígua as funções, com o índice η descrevendo a força ou ordem mais elevada do polinomial radial e o índice m descrevendo a freqüência de azimute do componente de azimute. Uma vez que os polinômios Zernike sejam ortogonais, as aber-
rações podem ser separadas e podem ser tratadas como se segue. Os pri- meiros modos da ordem Zernike são os termos lineares. Os segundos mo- dos da ordem Zernike são os termos quadráticos, correspondem à força e astigmatismo. Os terceiros modos da ordem Zernike são os termos cúbicos, que correspondem à vírgula e ao trifólio. Os quartos modos da ordem Zerni- ke são aberrações esféricas, astigmatismo secundário e quadrifólio. Os quin- tos modos da ordem Zernike são as aberrações irregulares de ordem eleva- da. As irregularidades locais na onda de frente no interior da pupila são re- presentadas por esses Zernike de ordem elevada. Uma tabela dos padrão OSA (Optical Society of America) dos
polinomiais Zernike até a 6a ordem é exibida abaixo (mais informação com relação aos polinomiais Zernike está disponível em http://color.eri.harvard.edu/standarddization/Standards_TOPS4.pdf) (N. do T.: copiar a tabela da pag. 6 do doe. orig.)
Um "termo do tipo de aberração esférica" se refere a qualquer
um de Z40, Z60, Zl, Z,°0 propostos no OSA Standard (Optical Society of Ame- rica) Polinomiais Zernike ou uma combinação desses termos Zernike. O isolamento do componente de aberração esférica pode ser conseguido através da medição das lentes através da faixa de força em um sistema de "lensômetro" capaz de decompor a onda de frente em um con- junto de base Zernike. Os exemplos desses dispositivos são os sistemas com base em Shack-Hartmann a partir de Wavefront Sciences e o sistema "interfométrico" com base em Lateral Shearing da Rotlex. Esses sistemas podem produzir o perfil de força de onda de frente de uma maneira similar ao sensor de onda de frente Oftálmico. Um "foróptero" usado para medir a refração subjetiva de um olho calcula a média em termos simétricos ao eixo, porém pode isolar o componente de astigmatismo através do uso de lentes cilíndricas. Da mesma forma, os "lensômetros" tais como Marco calculam os termos assimétricos do eixo de uma onda de frente, porém pode isolar o componente tórico.
Um "desvio de força" se refere a uma diferença em forças entre uma determinada posição de lente (ρ,θ) e no cento ótico (0,0) quando o ei- xo ótico da lente passa através, isto é Δρ = px - p0 na qual AP é o desvio de força na posição da lente (ρ,θ) com relação ao centro ótico Pp,o é a força óti- ca na posição da lente (ρ,θ),ρ0,0 é a força ótica no centro ótico.
Um "perfil de força substancialmente constante" com referência a uma lente de contato é destinado a descrever um perfil de força no qual os desvios da força ótica em qualquer uma das posições (desviados a partir do centro da zona ótica) dentro de uma zona ótica com um diâmetro de 6 mm está entre cerca de -0,1 dioptria até cerca de 0,1 dioptria.
"Um modelo de lente ótica" se refere a uma lente oftálmica que é projetada em um sistema de computador e em geral não contém outros sistemas não-óticos que façam parte de uma lente de contato.
"Um bisel" se refere a uma zona de superfície não-ótica locali- zada na borda da superfície posterior de uma lente de contato. Em geral o bisel é uma curva significativamente mais plana e está usualmente combina- da com a curva de base (superfície ótica posterior) de uma lente de contato e aparece como um "cone" na direção para cima, próximo à borda. Isso mantém o raio da curva de base mais inclinado a partir da fixação ao olho e permite que a borda seja levantada ligeiramente. Esse levantamento da bor- da é importante para o fluxo apropriado das lágrimas através da córnea e tornam o ajuste das lentes mais confortável.
"Um lenticular" se refere a uma zona de superfície não-ótica da superfície anterior de uma lente de contato entre a zona ótica e a borda. A função primária do lenticular é a de controlar a espessura da borda da lente.
Em um aspecto, a invenção proporciona uma lente de contato tórica que tenha um perfil de força ótica controlado. Uma lente de contato tórica da invenção tem um eixo ótico, uma superfície anterior tendo uma pri- meira zona ótica e uma superfície posterior oposta tendo uma segunda zona ótica. A primeira zona ótica e a segunda zona ótica se combinam para pro- ver uma força ótica cilíndrica objetivada e uma força ótica esférica objetiva- da. Pelo menos uma das primeira e segunda zonas óticas tem uma superfí- cie não-esférica que é projetada para prover, em combinação com a superfí- cie da outra zona ótica, uma força ótica de perfil controlado que é substanci- almente simétrica de modo rotacional com relação ao eixo ótico ou incorpo- rada a um componente de aberração esférica, em que o componente da a- berração esférica é descrito por qualquer um dos termos do tipo de aberra- ção esférica Zernike de quarta ordem, sexta ordem, oitava ordem e tem um valor de 0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico. De acordo com a invenção, a expressão "substancial- mente simétrica de modo rotacional" com referência a uma lente de contato tórica é destinada a descrever que as forças óticas em um determinado raio a partir do eixo ótico dentro da zona ótica da lente são substancialmente constantes, isto é, a diferença máxima em força ótica é menor do que cerca de 0,05 dioptria medida a 3 mm a partir do eixo ótico.
De acordo com a invenção, uma das primeira zona ótica ou se- gunda zona ótica é uma superfície toróide e a outra zona é uma superfície esférica ou de preferência uma superfície não-esférica. A superfície toróide é formada pela definição de uma curva no
plano Y-Z, na qual o eixo Z passa através do ápice da curva em direção nor- mal, e em seguida girando essa curva em torno de um eixo paralelo ao eixo Y a partir de uma distância r. O valor dà distância r é selecionado com base em uma força ótica cilíndrica desejada de uma lente de contato para a corre- ção do astigmatismo de um portador. A curva pode ser definida através de qualquer função matemática, de preferência através de uma função cônica (Equação 1) ou uma função de polinômio (Equação 2)
Z= . c^ (1)
\ + y]\-(\+k)c2y2
C V2
Z =—f—=== + aly2 +ay + a3y6 + a4/ + α5/° + abyu +a7y"( 2)
i+vi-o+*)cy
nas quais c é a curvatura (a recíproca do raio), k é uma constan- te cônica e ai até a7 são os coeficientes. O valor dà distância r pode ser se- lecionado para conferir uma força ótica cilíndrica desejada à lente de contato para a correção de erros de astigmatismo de um olho.
A superfície toróide também pode ser uma superfície bicônica definida pela Equação 3:
2 2 Cr X +C1, V
Z =--(3)
l + ^l-0 + Λ,Κ2 x2-(\ + ky)c2y y2
na qual cx e cy são as curvaturas nos meridianos χ e y, kx e ky são as constantes cônicas , e o eixo Z passa através do ápice da superfície.
De acordo com a invenção, a superfície esférica não-toróide é definida de preferência através da rotação de uma curva da equação 1 ou 2 em torno do eixo Z.
De acordo com a invenção, o eixo ótico de uma lente de contato pode ser o eixo central que passa através dos centros geométricos das su- perfícies anterior e posterior.
Em uma modalidade preferida, o eixo ótico coincide substanci- almente com a linha de visão (LOS) de um olho. Acredita-se que com altos níveis de aberrações, se torna mais importante o alinhamento da correção refrativa sobre a linha de visão do olho, não no centro da lente
De acordo com a invenção, a linha de visão de um olho pode ser um dado de medição do olho de um indivíduo ou um dado de caracterís- tica de preferência representando estatisticamente a linha de visão dos olhos de um indivíduo a partir de uma população.
Qualquer método adequado pode ser usado para obter a linha de visão de um olho. Por exemplo, pode ser obtida a LOS de um olho atra- vés dos dados da onda de frente e da topografia da córnea do olho fixada em uma primeira olhada.
Devido à descentralização da fóvea (tipicamente temporal e in- ferior) e das aberrações do olho, a linha de visão do olho não está tipicamen- te alinhada ao eixo geométrico ou mecânico do olho. Nesse caso, a lente de contato não proporciona um ajustamento visual ótimo às imagens transpor- tadas para o olho do usuário da lente.
Em uma modalidade preferida, o desvio de força da lente em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é de a partir de cerca de -0,5 dioptria até -1,5 dioptria, de preferência a partir de cerca de -0,8 dioptria até cerca de -1,1 dioptria. O desvio de forca da lente em uma posição é destina- do a descrever a diferença de força entre o ponto no qual o eixo ótico passa através e naquela posição (P0 - Pi).
Em outra modalidade preferida, o perfil controlado da força ótica
da lente compreende um componente de aberração esférica que é descrito por qualquer um de Z40, Z60, Z80, Z,°0 nos polinômios de Zernike propostos
pela OSA (Optical Society of America) ou uma combinação desses termos de Zernike, nos quais o componente de aberração esférica tem um valor de - 0,5 dioptria até -1,5 dioptria, de preferência a partir de cerca de -0,8 dioptria até cerca de -1,1 dioptria, em umadistancia de 3 mm a partir do eixo ótico. De preferência, o componente de aberração esférica é descrito por .
Quando somente é calculado o valor do termo Z (4,0) em RMS é a partir de cerca de -0,034 μιη (que corresponde a um valor de aberração esférica de - 0,2 D) até cerca de 0,168μηι (que corresponde a um valor de aberração es- férica de -1,0 D).
Em outra modalidade de preferência, uma lente de contato tóri- ca da invenção é uma lente de contato tórica multifocal. Uma das primeira e segunda zonas óticas é uma superfície toróide, a outra zona ótica compre- ende uma área central circular que tem um diâmetro a partir de cerca de 2,0 mm até cerca de 3,50 mm e uma região anular que circunda a área circular central. A área circular central e a região anular são concêntricas com o eixo ótico. As primeira e segunda zonas óticas se combinam em conjunto para prover uma força ótica cilíndrica objetivada para corrigir erros de visão de astigmatismo e uma força ótica multifocal esférica para compensar a presbi- opia.
A região anular que circunda a área circular central tem uma su- perfície para prover uma força substancialmente constante (força de base ou força objetivada) a partir da borda periférica interna para a borda periférica externa para a correção de visão à distância. A superfície pode ser esférica ou não-esférica.
A área circular central é uma zona de adição de força progressi- va para a correção da visão aproximada e opcionalmente para a correção da visão intermediária. Ela é substancialmente concêntrica com o eixo ótico. A zona de adição de força progressiva tem de preferência um diâmetro de cer- ca de 2,0 até cerca de 3,5, de mais preferência de cerca de 2,2 mm até cer- ca de 3,0 mm.
De preferência, a primeira zona ótica da superfície anterior é a superfície toróide ou a superfície bicônica e a superfície posterior compreen- de a zona de adição de força progressiva.
A zona ótica que é uma superfície toróide ou bicônica pode ter um formato de qualquer lente tórica convencional. De preferência ela é circu- lar. De mais preferência, ela é substancialmente concêntrica com o eixo óti- co.
Fica entendido que cada lente na série de lentes de contato po-
de ter uma ou mais zonas não-óticas que circundam a zona ótica. Uma pes- soa versada na técnica irá conhecer bem como incorporar uma família de zonas não-óticas comuns dentro de um projeto de lente.
Uma lente de contato tórica da invenção também pode compre- ender uma ou mais características de orientação que proporcionem uma ori- entação predeterminada sobre o olho. As características de orientação a título de exemplo incluem, porém não estão limitadas a duas zonas finas, contorno duplo "slab-off", veículo de lastro de prisma, e similares. De prefe- rência uma lente de contato tórica da invenção tem uma característica de orientação descrita na Patente U.S. N0 7.052.133.
A invenção, em outro aspecto, proporciona uma família de Ien- tes de contato tóricas tendo uma série de forças óticas cilíndricas objetiva- das diferentes, em que cada lente de contato na série tem um eixo ótico, uma superfície anterior que tem uma primeira zona ótica, e uma superfície posterior oposta que tem uma segunda zona ótica, em que uma das primeira e segunda zonas óticas é uma superfície toróide enquanto que a outra zona ótica é uma superfície não-toróide ou não-esférica, em que a superfície de pelo menos uma das primeira e segunda zonas óticas é projetada para pro- ver em combinação com a superfície de outra zona ótica, prover um perfil de força ótica controlado no qual (1) os desvios da força ótica da lente são substancialmente constantes; (2) o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de -0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria; (3) o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo óti- co é a partir de cerca de 0,2 dioptria até cerca de 1,0 dioptria menor do que os desvios de força em uma distância de 2 mm a partir do eixo ótico; ou (4) existe um componente de aberração esférica descrito por qualquer um dos termos do tipo de aberração esférica Zernike de quarta ordem, sexta ordem, oitava ordem, ou combinação dos mesmos, em que o componente de aber- ração esférica tem um valor de -0,5 dioptria a cerca de -1,5 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico.
De acordo com a invenção uma série de lentes se refere a uma família de lentes cada uma tendo uma força ótica esférica objetivada a partir de cerca de -15 até cerca de 10 dioptria (D), de preferência a partir de cerca de -10 dioptria até 6 dioptria e uma força ótica cilíndrica objetivada, por e- xemplo de magnitudes a partir de cerca de 0,75 dioptria até cerca de 4,0 di- optria.
Diversas modalidades da superfície toróide, superfície não-
toróide, características de orientação e de eixos óticos descritas podem ser usadas incorporadas neste aspecto da invenção. Em uma modalidade de preferência, cada lente na série é subs- tancialmente isenta de desvios de força ótica.
Em outra modalidade de preferência, o perfil de desvio de força ótica de cada uma das lentes na série é simétrico de modo rotativo. De mais preferência, cada lente que tenha uma força ótica esférica objetivada de a partir de 0 até cerca de 15 dioptria está substancialmente isenta de desvios de força; cada lente que tenha uma força ótica esférica objetivada de a partir de -1,0 dioptria até cerca de -6,0 dioptria tem um perfil de desvio de força ótica imitando aquele de uma lente esférica com força ótica esférica objeti- vada idêntica; e cada lente que tenha uma força ótica esférica objetivada de a partir de cerca de -6,0 dioptria até cerca de -15,0 dioptria tem um perfil de força ótica controlado em que o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de 0,2 dioptria até cerca de 1,0 dioptria menos do que o desvio de força em uma distância de 2 mm a partir do eixo ótico.
Em outra modalidade de preferência, todas as lentes na série tem um componente de aberração esférica idêntico que tem um valor de a- berração esférica de -0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria, preferivelmente a partir de cerca de -0,8 dioptria a cerca de -1,1 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico.
Em outra modalidade de preferência, todas as lentes na série têm um componente de aberração esférica idêntico no qual o valor da aber- ração esférica em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de 0,2 dioptria até cerca de 1,0 dioptria menor do que aquele em uma distância de 2mm a partir do eixo ótico.
Em outra modalidade de preferência a superfície não-toróide compreende uma área circular central que tem um diâmetro a partir de cerca de 1,0 mm até cerca de 4 mm e uma região anular circundando a área circu- lar central. A área circular central e a região anular são concêntricas com o eixo ótico. A superfície não-toróide e a superfície toróide se combinam em conjunto para prover uma força ótica cilíndrica objetivada para corrigir erros de visão de astigmatismo e uma força ótica multifocal esférica para compen- sar com relação à presbiopia.
A região anular que circunda a área circular central tem uma su- perfície para prover uma força substancialmente constante (força de base ou força objetivada) a partir da borda periférica interna para a borda periférica externa para a correção de visão à distância. A superfície pode ser esférica ou não-esférica.
A área circular central é uma zona de adição de força progressi- va para a correção da visão aproximada e opcionalmente para a correção da visão intermediária. Ela é substancialmente concêntrica com o eixo ótico. A zona de adição de força progressiva tem de preferência um diâmetro de cer- ca de 2,0 até cerca de 3,5, de mais preferência de cerca de 2,2 mm até cer- ca de 3,0 mm.
As diversas modalidades acima descritas as zona progressiva de adição de força podem ser incorporadas nesta modalidade de preferên- cia.
Fica entendido que cada lente na série de lentes de contato po- de ter uma ou mais zonas não-óticas que circundam a zona ótica. Uma pes- soa versada na técnica irá conhecer bem como incorporar uma família de zonas não-óticas comuns dentro de um projeto de lente. Através da utilização de um sistema de projeto auxiliado por
computador ótico (CAD) e de um sistema mecânico CAD1 pode ser projetada uma lente da invenção. Um sistema CAD ótico é usado para o projeto de uma lente ótica modelo. Qualquer sistema de projeto auxiliado por um com- putador (CAD) adequado pode ser usado para o projeto de uma lente ótica modelo. Os sistema de projeto auxiliado por computador ótico (CAD) a título de exemplo, incluem, porém não estão limitados ao programa Advanced System Analysis (ASAP) da Breault Research Organization e ZEMAX (Focus Software, Inc.). Preferencialmente, o projeto ótico será executado com a uti- lização do programa Advanced System Analysis (ASAP) da Breault Resear- ch Organization e com a entrada a partir de ZEMAX (Focus Software, Inc.).
O projeto de um modelo de lente ótica pode ser transformado a- través de, por exemplo, um sistema CAD mecânico, em um projeto de lente mecânico que inclua zonas óticas, zonas não-óticas e características não- óticas. As zonas não-óticas e as características de uma lente de contato, a título de exemplo, incluem, porém não estão limitadas à borda bisel Ienticular que junta as superfícies anterior e posterior de uma lente de contato, carac- terísticas de orientação, e similares. As características de orientação a título de exemplo incluem porém não estão limitadas a um lastro de prisma ou si- milar que usa um perfil de espessura variável para o controle da orientação da lente, uma superfície facetada (como por exemplo, uma zona de "ridge- off") em cujas partes a geometria da lente é removida para o controle da ori- entação da lente, uma característica de sulco que orienta a lente através da interação com a pálpebra. De preferência, quando transformando o projeto de um modelo de lente ótica otimizada em um projeto de lente mecânico, algumas características comuns de uma família de lentes de contato podem ser incorporadas.
Qualquer sistema de CAD mecânico adequado conhecido pode
ser usado na invenção. De preferência um sistema CAD mecânico capaz de representar de forma precisa e matemática superfícies de ordem elevada, é usado para o projeto de uma lente de contato. Um exemplo de tal sistema de CAD mecânico é o Pro/Engineer. De preferência, o projeto de uma lente de contato pode ser tra-
duzido para frente e para trás entre os sistemas CAD ótico e CAD mecânico com a utilização de um formato de tradução que permite a um sistema que está recebendo, tanto o CAD ótico como o CAD mecânico a construção de superfícies NURBs ou Beizier de um projeto pretendido. Os formatos de tra- dução a título de exemplo incluem, porém não estão limitados a VDA (ver- band der automobilindustrie) e IGES (Initial Graphics Exchange Specificati- on). Através da utilização desses formatos de tradução, a superfície total das lentes podem estar em uma forma contínua que facilita a produção de lentes que tenham formatos radialmente assimétricos. As superfícies NURBs e Bei- zier são particularmente vantajosas para o projeto presbiópico devido às múltiplas zonas que podem ser combinadas, analisadas e otimizadas múlti- plas zonas. Qualquer função matemática pode ser utilizada para descrever a superfície anterior, superfície posterior, borda periférica de uma lente oftál- mica, contanto que elas tenham uma faixa suficiente dinâmica que permita o projeto de tal lente ser otimizado. As funções matemáticas, a título de exem- pio, incluem as funções cônicas e quádricas, polinomiais de qualquer grau, as funções exponenciais dos polinômios de Zernike, funções trigonométri- cas, funções hiperbólicas, funções racionais, série de Fourier e de ondinhas. De preferência, uma combinação de duas ou mais funções matemáticas é usada para descrever a superfície da frente (anterior) e a superfície da base (posterior) de uma lente oftálmica. De mais preferência, os polinômios de Zernike são usados para a descrição da superfície da frente (anterior) e a superfície da base (posterior) de uma lente oftálmica. Ainda de mais prefe- rência, os polinômios Zernike e as funções matemáticas com base em inter- polação por spline são usadas em conjunto para a descrição da superfície da frente (anterior) e a superfície da base (posterior) de uma lente oftálmica.
As lentes de contato tóricas da invenção podem tanto lentes rí- gidas como lentes macias. As lentes de contato macias da invenção são fei- tas de preferência a partir de um material de lente de contato macio, tal co- mo hidrogéis. Quaisquer hidrogeis conhecidos adequados podem ser usa- dos na invenção. De preferência, um hidrogel que contenha silicone é usado na invenção. Será entendido que qualquer uma das lentes descritas acima compreendendo qualquer material macio para lentes de contato ficaria den- tro do escopo da invenção.
Depois de completar um projeto desejado, pode ser produzida uma lente tórica em um sistema de fabricação controlado por computador. O projeto da lente pode ser convertido em um arquivo de dados que contenha os sinais de controle que possam ser interpretados por um dispositivo de fabricação controlado por computador. Um dispositivo de fabricação contro- lado por computador é um dispositivo que pode ser controlado por um siste- ma de computador e que é capaz de produzir diretamente uma lente oftálmi- ca ou ferramentas óticas para a produção de uma lente oftálmica. Qualquer dispositivo de fabricação controlável por computador conhecido e adequado pode ser usado na invenção. De preferência, um dispositivo de fabricação controlado por computador é um torno controlado numericamente, de prefe- rência um torno de dois eixos com um cortador piezo de 45°, ou um aparelho de torno descrito por Durazo e Morgan na Patente U.S. N0 6.122.999, incor- porado aqui, neste pedido de patente por referência em sua totalidade, de mais preferência um torno controlado numericamente da Precitech Inc., por exemplo, tal como os tornos de ultraprecisão Optoform (modelos 30, 40, 50 e 80) que tenham uma servofixação de ferramenta piezocerâmica Variform.
Os métodos de preferência para o projeto e a fabricação das lentes de contato tóricas da invenção são aqueles descritos na Publicação de Pedido de Patente U.S. co-pendente N0 2006/0055876 A1, incorporados aqui, neste pedido de patente por referência em sua totalidade.
As lentes de contato tóricas da invenção podem ser fabricadas agora, cada uma das quais tendo uma força ótica cilíndrica objetivada para a correção de erros de visão de astigmatismo e uma força ótica esférica obje- tivada para compensar a miopia, hipermetropia e presbiopia. As lentes de contato tóricas da invenção podem ser produzidas através de quaisquer meios convenientes, por exemplo, tais como torneamento e moldagem. De preferência, as lentes tóricas são moldadas a partir de moldes de lentes de contato que incluam superfícies de moldagem que replicam as superfícies da lente de contato quando uma lente é fundida nos moldes. Por exemplo, uma ferramenta ótica de corte com um torno controlado numericamente pode ser usada para a formação de ferramentas óticas metálicas. As ferramentas são em seguida usadas para a fabricação de moldes de superfícies convexas e côncavas que em seguida são usadas, em conjunto uma com a outra para formar a lente da invenção com a utilização de um material líquido e ade- quando de formação de lente colocado entre os moldes seguido pela com- pressão e a cura do material de formação de lentes.
Por conseqüência, as lentes de contato de acordo com a inven- ção podem ser fabricadas através de conferir moldes de lentes de contato às duas superfícies de moldagem, uma primeira superfície de moldagem e uma segunda superfície de moldagem. Os moldes que tenham a primeira superfí- cie de moldagem ou a segunda superfície de moldagem em conjunto um com o outro, formam uma lente de contato tórica da invenção.
Em outro aspecto, a presente invenção proporciona um método para a produção de uma lente de contato tórica que tenha um perfil ótico controlado. O método compreende as etapas de conformar uma lente de contato através de um meio de fabricação para ter um eixo ótico, uma super- fície anterior que tenha uma primeira zona ótica, e uma superfície posterior oposta que tenha uma segunda zona ótica, em que a primeira zona ótica e a segunda zona ótica se combinam para prover uma força ótica cilíndrica obje- tivada e uma força ótica esférica objetivada, em que pelo menos uma das primeiras e segundas zonas óticas tenha uma superfície esférica que é pro- jetada para prover, em combinação com a superfície da outra zona ótica, um perfil de força ótica controlado que seja substancialmente simétrico de forma rotativa com relação ao eixo ótico ou a um componente de aberração esféri- ca incorporado, em que o componente de aberração esférica é descrito por qualquer um dos termos do tipo de aberração esférica Zernike de quarta or- dem, sexta ordem, oitava ordem e que tenha um valor de 0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico.
Em ainda outro aspecto, a presente invenção proporciona um método para a produção de uma série de lentes de contato tóricas que te- nham uma série de forças óticas cilíndricas objetivadas diferentes e uma série de forças óticas esféricas objetivadas diferentes. O método compreen- de as etapas de conformar cada lente de contato tórica através de um meio de fabricação para ter um eixo ótico, uma superfície anterior que tenha uma primeira zona ótica, e uma superfície posterior oposta que tenha uma se- gunda zona ótica, um eixo ótico, uma superfície anterior tendo uma primeira zona ótica, e uma superfície posterior oposta tendo uma segunda zona ótica em que uma das primeira e segunda zonas óticas é uma superfície toróide enquanto que a outra zona ótica é uma superfície não-esférica ou esférica não-toróide em que a superfície de pelo menos uma das primeira e segunda zonas óticas é projetada para prover em combinação com a superfície da outra zona ótica, prover um perfil de força ótica controlado no qual (1) os desvios de força ótica da lente são substancialmente constantes; (2) o des- vio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de -0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria; (3) o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de 0,2 diop- tria até cerca de 1,0 dioptria menor do que os desvios de força em uma dis- tância de 2 mm a partir do eixo ótico; ou (4) existe um componente de aber- ração esférico descrito por qualquer um dos termos do tipo de aberração esférica Zernike de quarta ordem, sexta ordem, oitava ordem, ou combina- ção dos mesmos, em que o componente da aberração esférica tem um valor de -0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico.
De preferência uma lente de contato tórica da invenção é fabri- cada com a utilização de um torno controlado numericamente, por exemplo, tal como os tornos de ultraprecisão Optoform (modelos 30, 40, 50 e 80) que tenham uma servofixação de ferramenta piezocerâmica Variform da Precite- ch Inc.
A invenção foi descrita em detalhe, com referência especifica a determinadas modalidades de preferência, com a finalidade de habilitar o leitor a praticar a invenção sem a experimentação indevida. Uma pessoa versada na técnica irá reconhecer com facilidade que muitos dos componen- tes, composições e/ou parâmetros anteriores podem ser variados ou modifi- cados em um grau razoável sem que se afastem do escopo e do espírito da invenção. Além disso, são providos títulos, cabeçalhos, materiais de exem- plo ou similares para aumentar a compreensão do leitor deste documento e não devem ser lidos como limitando o escopo da presente invenção. Por conseqüência, a invenção é definida através das reivindicações que se se- guem e extensões equivalentes razoáveis das mesmas.

Claims (27)

1. Lente de contato tórica, que compreende um eixo ótico, uma superfície anterior tendo uma primeira zona ótica e uma superfície posterior oposta tendo uma segunda zona ótica, em que uma das primeira zona ótica ou segunda zona ótica é uma superfície toróide enquanto que a outra zona é uma superfície não-toróide que é uma superfície esférica ou não-esférica, em que as superfícies toróide e não-toróide se combinam para prover uma força ótica cilíndrica objetivada e uma força ótica esférica objetivada, em que, pelo menos uma das primeira e segunda zonas óticas tem uma superfí- cie não-esférica que é projetada para prover, em combinação com a superfí- cie da outra zona ótica, um perfil de força ótica controlado que é substanci- almente simétrico de modo rotativo com relação ao eixo ótico ou incorporado a um componente da aberração esférica, em que o componente da aberra- ção esférica é descrito por qualquer um dos termos do tipo de aberração esférica Zernike de quarta ordem, sexta ordem, oitava ordem e tem um valor de 0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico.
2. Lente de contato tórica de acordo com a reivindicação 1, na qual o perfil de força ótica controlado é substancialmente simétrico de forma rotativa com relação ao eixo ótico.
3. Lente de contato tórica de acordo com a reivindicação 1, na qual o perfil de força ótica controlado incorpora um componente de aberra- ção esférica, em que o componente de aberração esférica é descrito através de qualquer um dos termos do tipo de aberração esférica Zernike de quarta ordem, sexta ordem, oitava ordem e tem um valor de aberração esférica a partir de cerca de 0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria.
4. Lente de contato tórica de acordo com a reivindicação 1, na qual a lente tem um desvio de força ótica a partir de cerca de -0,8 dioptria até cerca de -1,1 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico.
5. Lente de contato tórica de acordo com a reivindicação 1, na qual a superfície toróide é formada através da definição de uma curva no plano Y-Z e em seguida girando essa curva em torno de um eixo paralelo ao eixo Y a partir de uma distância r, em que o eixo Z passa através do ápice da curva em direção normal, em que o valor dà distância r é selecionado com base na força ótica cilíndrica objetivada, em que a curva é definida atra- vés de qualquer função matemática para prover a força ótica esférica objeti- vada.
6. Lente de contato tórica de acordo com a reivindicação 5, na qual a curva é definida pela equação 1 ou 2 <formula>formula see original document page 23</formula> na qual c é a curvatura (a recíproca do raio), k é uma constante cônica e ai até 0,7 são os coeficientes. O valor dà distância r pode ser sele- cionado para conferir uma força ótica cilíndrica desejada à lente de contato para a correção de erros de astigmatismo de um olho.
7. Lente de contato tórica de acordo com a reivindicação 1, na qual a superfície toróide é definida através da equação 3 <formula>formula see original document page 23</formula> na qual cx e cy são as curvaturas nos meridianos χ e y, kx e ky são as constantes cônicas , e o eixo Z passa através do ápice da superfície.
8. Lente de contato tórica de acordo com a reivindicação 1, na qual o eixo ótico de uma lente de contato coincide com o eixo central que passa através dos centros geométricos das superfícies anterior e posterior.
9. Lente de contato tórica de acordo com a reivindicação 1, na qual o eixo ótico coincide substancialmente com a linha de visão (LOS) de um olho.
10. Lente de contato tórica de acordo com a reivindicação 1, na qual a superfície não-toróide compreende uma área central circular que tem um diâmetro a partir de cerca de 2,0 mm até cerca de 3,5 mm e uma região anular que circunda a área circular central, em que a área circular central e a região anular são concêntricas com o eixo ótico, em que as superfícies torói- des e não-toróides se combinam em conjunto para prover uma força ótica cilíndrica objetivada para a correção de erros de visão de astigmatismo e uma força ótica multifocal esférica para compensar com relação à presbiopi- a.
11. Lente de contato tórica de acordo com a reivindicação 10, na qual a área circular central é uma zona de adição de força progressiva para a correção da visão aproximada e opcionalmente para a correção da visão intermediária, em que a região anular que circunda a área circular central é uma zona de visão à distância.
12. Série de lentes de contato tóricas, cada uma tendo uma for- ça ótica esférica objetivada a partir de partir de cerca de -15 dioptrias até cerca de 10 dioptrias e uma força ótica cilíndrica objetivada, em que cada lente de contato na série tem um eixo ótico, uma superfície anterior que tem uma primeira zona ótica, e uma superfície posterior oposta que tem uma se- gunda zona ótica, em que uma das primeira e segunda zonas óticas é uma superfície toróide enquanto que a outra zona ótica é uma superfície esférica não-toróide ou não-esférica, em que a superfície de pelo menos uma das primeira e segunda zonas óticas é projetada para prover, em combinação com a superfície da outra zona ótica, um perfil de força ótica controlado no qual (1) os desvios da força ótica da lente são substancialmente constantes; (2) o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de -0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria; (3) o desvio de for- ça em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de 0,2 dioptria até cerca de 1,0 dioptria menor do que os desvios de força em uma distância de 2 mm a partir do eixo ótico; ou (4) existe um componente de aberração esférica descrito por qualquer um dos termos do tipo de aberra- ção esférica Zernike de quarta ordem, sexta ordem, oitava ordem, ou combi- nação dos mesmos, em que o componente de aberração esférica tem um valor de -0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico.
13. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual cada lente na série está substancialmente isenta de des- vios de força ótica.
14. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual cada lente nas séries tem um desvio de força a partir de - 0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico.
15. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual para cada lente, o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é de a partir de cerca de 0,2 dioptria até cerca de 1,0 dioptria menor do que os desvios de força em uma distância de 2 mm a partir do eixo ótico.
16. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual o perfil de força ótica controlado incorpora um componen- te de aberração esférica descrito através de qualquer um dos termos do tipo de aberração esférica Zernike de quarta ordem, sexta ordem, oitava ordem ou as combinações dos mesmos, em que o componente da aberração esfé- rica tem um valor a partir de cerca de 0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico.
17. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual o perfil do desvio de força ótica de cada lente na série é substancialmente simétrico de modo rotacional, em que cada lente que tem uma força ótica esférica objetivada a partir de 0 até 15 dioptria está substan- cialmente isenta de desvio de força ótica; cada lente que tem uma força ótica esférica objetivada a partir de cerca de -1,0 dioptria até cerca de -6,0 dioptria tem um perfil de desvio de força que imita aquele de uma lente esférica com força ótica esférica objetivada idêntica; e cada lente que tem uma força ótica esférica objetivada de a partir de cerca de -6,0 dioptria até cerca de -15,0 dioptria tem um perfil de força ótica controlado no qual o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de 0,2 diop- tria até cerca de 1,0 dioptria menor do que o desvio de força ótica em uma distância de 2 mm a partir do eixo ótico.
18. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual todas as lentes na série têm um perfil de desvio de força substancialmente idêntico no qual o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de -0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria.
19. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual todas as lentes na série tem um perfil de desvio de força substancialmente idêntico em que o desvio de força em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de 0,2 dioptria até cerca de 1,0 dioptria menor do que o desvio de força em uma distância de 2 mm a partir do eixo ótico.
20. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual todas as lentes na série tem um componente de aberra- ção esférica substancialmente idêntico que tem um valor de aberração esfé- rica de -0,5 dioptria até cerca de -1,5 dioptria, de preferência a partir de cer- ca de -0,8 dioptria até cerca de -1,1 dioptria, em uma distância de 3mm a partir do eixo ótico.
21. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual todas as lentes na série têm um componente de aberra- ção esférica substancialmente idêntico em que o valor da aberração esférica em uma distância de 3 mm a partir do eixo ótico é a partir de cerca de 0,2 dioptria até cerca de 1,0 dioptria menor do que em uma distância de 2 mm a partir do eixo ótico.
22. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual a superfície não-toróide compreende uma área central circular que tem um diâmetro a partir de cerca de 2,0 mm até cerca de 3,5 mm e uma região anular circundando a área central circular, em que a área central circular e a região anular são concêntricas com o eixo ótico, em que a superfície não-toróide e a superfície toróide se combinam em conjunto pa- ra prover uma força ótica cilíndrica objetivada para a correção de erros de visão de astigmatismo e uma força esférica multifocal para compensar a presbiopia.
23. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual a superfície toróide é formada através da definição de uma curva no plano Y-Z e em seguida girando esta curva em torno de um eixo paralelo ao eixo Y a partir de uma distância r, em que o eixo Z passa através do ápice da curva em direção normal, em que o valor dà distância r é selecionado com base na força ótica cilíndrica objetivada, em que a curva é definida através de uma função matemática para prover a força ótica esféri- ca objetivada.
24. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 23, na qual a curva é definida através da equação 1 ou 2: <formula>formula see original document page 27</formula> na qual c é a curvatura (a recíproca do raio), k é uma constante cônica e ai até 017 são os coeficientes. O valor dà distância r pode ser sele- cionado para conferir uma força ótica cilíndrica desejada à lente de contato para a correção de erros de astigmatismo de um olho.
25. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual a superfície toróide é definida através da equação 3 <formula>formula see original document page 27</formula> na qual cx e cy são as curvaturas nos meridianos χ e y, kx e ky são as constantes cônicas , e o eixo Z passa através do ápice da superfície.
26. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual o eixo ótico de uma lente de contato é o eixo central que passa através dos centros geométricos das superfícies anterior e posterior.
27. Série de lentes de contato tóricas de acordo com a reivindi- cação 12, na qual o eixo ótico coincide substancialmente com a linha de vi- são (LOS) de um olho.
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