PT109448B - Flores de castanea sativa mill: a sua aplicação como conservantes naturais de vinhos em alternativa à adição de sulfitos - Google Patents

Flores de castanea sativa mill: a sua aplicação como conservantes naturais de vinhos em alternativa à adição de sulfitos Download PDF

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Abstract

A PRESENTE INVENÇÃO DESCREVE O PROCESSO DE PRODUÇÃO DE VINHO VERDE, UTILIZANDO FLORES DE CASTANEA SATIVA MILL. COMO AGENTES ANTIOXIDANTES E ANTIMICROBIANOS, EM ALTERNATIVA À UTILIZAÇÃO DE SULFITOS. FACE ÀS RESTRIÇÕES LEGISLATIVAS QUE TÊM VINDO A SER APLICADAS À UTILIZAÇÃO DE ADITIVOS SINTÉTICOS NA INDÚSTRIA ALIMENTAR DEVIDO AOS RISCOS DE SAÚDE ASSOCIADOS À SUA INGESTÃO, ABREM-SE NOVOS CAMINHOS PARA A UTILIZAÇÃO DE FONTES NATURAIS DE BIOATIVOS COM REDUZIDA OU NENHUMA TOXICIDADE, E QUE TÊM UMA MELHOR ACEITAÇÃO POR PARTE DOS CONSUMIDORES. AMPLAMENTE DESCRITAS PELAS SUAS ATIVIDADES ANTIOXIDANTE E ANTIMICROBIANA, AS FLORES DE CASTANEA SATIVA FORAM SELECIONADAS PARA INCORPORAÇÃO EM VINHO VERDE PELO PRODUTOR INDEPENDENTE FERNANDO MAGALHÃES PINTO PAIVA. AS FLORES FORAM ADICIONADAS DIRETAMENTE AO VINHO AQUANDO DO SEU PROCESSO DE PRODUÇÃO EM ALTERNATIVA À ADIÇÃO DE SULFITOS, MANTENDO TODO O RESTANTE PROCESSO INALTERÁVEL. PERANTE AS ANÁLISES EFETUADAS, A ADIÇÃO DE FLORES DE CASTANEA SATIVA CONFERIU AO VINHO PROPRIEDADES CONSERVANTES, SEM ALTERAÇÃO DOS SEUS PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS E SENSORIAIS. A MAIOR VANTAGEM DESTE PROCESSO É A COMPLETA ELIMINAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE CONSERVANTES SINTÉTICOS, NOMEADAMENTE SULFITOS, PERMITINDO AO CONSUMIDOR, DISFRUTAR DE UM PRODUTO ALTAMENTE APRECIADO COM QUALIDADE E MAIS IMPORTANTE, COM SEGURANÇA, PODENDO AINDA OBTER MAIS-VALIAS DE OUTRAS PROPRIEDADES BIOATIVAS CONFERIDAS AO VINHO PELA PRESENÇA DAS FLORES DE CASTANEA SATIVA.

Description

DESCRIÇÃO
Flores de Castanea sativa Mill: a sua aplicação como conservantes naturais de vinhos em alternativa à adição de sulfitos
Dominio da invenção
A presente invenção descreve o processo de produção de vinho verde pelo produtor Fernando Magalhães Pinto Paiva, utilizando flores de Castanea sativa como agentes antioxidantes e antimicrobianos, em alternativa à utilização de sulfitos sintéticos. Mais especificamente consiste na utilização das flores de Castanea sativa liofilizadas com excelente atividade antioxidante e antimicrobiana já comprovadas. As flores são adicionadas diretamente de forma a substituir a necessidade da utilização de sulfitos sintéticos (compostos com toxicidade conhecida) comumente utilizados na indústria alimentar, especialmente na indústria vinícola. 0 produto resultante, o vinho produzido contendo flores de C. sativa, foi sujeito a diferentes análises físico-químicas e sensoriais, tendo revelado em todos os parâmetros analisados valores similares aos do vinho contendo sulfitos; ou seja; valores dentro dos parâmetros legais exigidos para este tipo de bebidas. A maior vantagem da presente invenção consiste na eliminação da utilização de agentes sintéticos de risco para a saúde, garantindo ao consumidor uma maior segurança no seu consumo dado que o vinho é um produto muito consumido e altamente apreciado em todo o mundo.
Antecedentes da Invenção
Ao longo dos tempos o interesse pelos aditivos alimentares tem aumentando exponencialmente à medida que as indústrias foram necessitando de aumentar o tempo de prateleira dos produtos, especialmente para efeitos de exportação, onde a adição de aditivos como por exemplo os conservantes, eram necessários, a fim de assegurar a chegada dos alimentos ao destino, em boas condições de qualidade e segurança, evitando a sua contaminação e deterioração. Existem atualmente mais de 2500 aditivos alimentares, na sua maioria utilizados como conservantes, com a finalidade de aumentar o tempo de prateleira do alimento, mantendo as suas propriedades químicas e organoléticas.
No entanto, existem alguns problemas decorrentes da utilização desses produtos, geralmente relacionados a efeitos toxicológicos ou alergénicos. Como resultado, o uso de aditivos de origem química (antioxidantes ou antimicrobianos) nos alimentos é cada vez mais restrito pela legislação alimentar (Regulamento CE 1331/2008) . Dentre os conservantes mais utilizados atualmente encontram-se os sulfitos, um grupo de moléculas (os mais comuns são o dióxido de enxofre, bissulfito de sódio e de potássio, e, bissulfato de sódio e de potássio) usados em alimentos como agentes antimicrobianos e antiescurecimento, exercendo a sua atividade antimicrobiana através da remoção de grupos SH aos sulfitos no interior das células dos microrganismos, onde reagem com proteínas, DNA, enzimas, enquanto que o efeito antioxidante ocorre através da inibição das reações de Maillard e da enzima polifenol-oxidase (Carocho, M., Barreiro, M.F., Morales, P., Ferreira, I.C.F.R. Adding molecules to food, pros and cons - A review on synthetic and natural food additives. Comprehensive Reviews in Food Science and Food Safety, 2014, 13, 377-399).
Estas moléculas podem exercer a sua atividade na sua forma livre ou podem ainda combinar-se com outras moléculas como com ácidos orgânicos, sendo muito utilizados na indústria vinícola e ainda em outros alimentos propensos a sofrer deterioração por ação de microrganismos. Contudo, existe alguma controvérsia na utilização destes aditivos, por alguns deles terem vindo a ser associados a alguns riscos para a saúde nomeadamente, riscos toxicológicos ou alergénicos (Carocho, M., Morales, P., Ferreira, I.C.F.R. Natural food additives: Quo vadis?. Trends in Food Science and Technology, 2015, 45, 284-295) . Por conseguinte, a utilização de alguns destes aditivos sintéticos está cada vez mais restringida na regulamentação alimentar (Regulamento CE 1331/2008) . Estas moléculas sintéticas são causadoras de efeitos nocivos para a saúde humana, estando relacionadas com a destruição da vitamina BI (tiamina), problemas de sensibilidade respiratória e cutânea causando dermatite, urticária, angioedema, dor abdominal, diarreia, e anafilaxia fatais (Vally, H., Misso, N.L.A., Madan, V. Clinical effects of sulphite additives. Clinical & Experimental Allergy, 2009, 39, 1643-51; Garcia-Gavin, J., Parente J., Goossens, A. Allergic contact dermatitis caused by sodium metabisulfite: a challenging allergen. A case series and literature review. Contact Dermatitis, 2012, 67, 260-9). A propensão para estes sintomas tem vindo a aumentar gradualmente, devido à grande quantidade de produtos alimentares tratados com sulfitos, sendo que na União Europeia e nos Estados Unidos, todos os produtos que contenham sulfitos devem mencionar essa informação no rótulo. No que respeita ao consumo de vinhos, várias pesquisas têm sido realizadas em diversos países que alertam para perigos associados aos indivíduos que consomem grandes quantidades de vinho sulfitado (Vandevijvere, S., Temme, E., Andjelkovic, M., Will, M.D., Goeyens, L., Loco, J.V. Estimate of intake of sulphites in the Belgian adult population. Food Additives & Contaminants A, 2010, 27, 1072 - 1083) .
O dióxido de enxofre utilizado normalmente na forma de sulfitos, é um composto fundamental em Enologia, devido às suas propriedades antimicrobianas e atuando também como antioxidante e antioxidásico, sendo a sua incorporação uma prática corrente no processo de produção de vinhos. No entanto, este é um dos aditivos mais suscetíveis de desencadear reações alergénicas, o que fez com que nos últimos anos se tenha observado um interesse crescente na sua substituição por produtos naturais ou utilizando processamentos alternativos na elaboração dos vinhos (Izquierdo-Canas, P.M., Garcia-Romero, E., Huertas-Nebreda,
B. , Gómez-Alonso, S. Colloidal silver complex as an
alternative to sulphur dioxide in winemaking, Food Control,
2012, Dada 23, 73-81). a perigosidade da ingestão de sulfitos para a saúde
humana, a procura por conservantes naturais sem toxicidade tornou-se uma prioridade a nível mundial. Existem já algumas alternativas naturais aos sulfitos, autorizadas e legisladas, como formações à base de ácido ascórbico, tal como o ácido eritórbico (E315; 5 mg/kg de massa corporal); cisteína (E920; quantum satis); alguns ácidos fenólicos, 4hexilresorcinol (E586; Dose Diária Aceitável não especificada), um composto orgânico que só está regulamentado no camarão (Branen, AL, Davidson, PM,
Salminen, S, Thorngate, J. 2001. Food additives. New York: Taylor & Francis).
Os sulfitos utilizam-se também na preservação de outros alimentos, como cerveja, vinagres, crustáceos, carnes picadas e outros, o que faz com que exista um potencial alargado a estas indústrias alimentares, para possíveis alternativas de conservantes naturais, que cumpram as regulamentações e verifiquem os testes de segurança alimentar.
Neste seguimento, a utilização de produtos naturais como conservantes para substituir o uso de aditivos sintéticos tem vindo a crescer não só pela sua capacidade de conservação mas também pelas propriedades bioativas que confere aos produtos alimentares, tornando-os em alimentos ou bebidas funcionais. A grande maioria dos produtos naturais utilizados deve a sua bioatividade à presença de moléculas bioativas, nomeadamente compostos fenólicos, reportados como excelentes agentes antioxidantes e antimicrobianos, o que justifica a sua utilização como conservantes. No entanto estas moléculas são também conhecidas por outras bioatividades, nomeadamente a sua grande capacidade antitumoral (Carocho, M., Ferreira, I.C.F.R. The Role of Phenolic Compounds in the Fight Against Cancer - A Review. Anti-Cancer Agents in Medicinal Chemistry, 2013, 13, 1236-1258), sendo possível obter maisvalias da sua utilização como conservante na indústria alimentar. Tendo em conta as restrições legislativas que têm vindo a ser impostas ao uso de aditivos sintéticos, as fontes naturais têm vindo a marcar terreno nesta área possibilitando o desenvolvimento de alimentos/bebidas funcionais com aditivos naturais, mais seguros e de melhor qualidade.
Dentre as matrizes naturais, o castanheiro (Castanea sativa) apresenta uma grande diversidade de componentes com diferentes usos, como as castanhas, utilizadas para alimentação e as folhas comumente usadas na preparação de infusões e decocções. No entanto, as suas flores são também utilizadas na preparação de chás e refrigerantes de forma a aumentar o valor nutricional da bebida e conferindo-lhe um aroma floral (CN102524895 B, http://www. google . pt/patents/CN1025248 95B?cl=en&dq=CN102 52 4 895+B&hl=ptPT&sa=X&ved=0CB0Q6AEwAGoVChMItIjygLfTyAIVgTsaChl ShA0_), sendo descritas como excelentes fontes de compostos fenólicos, especialmente em trigaloil-hexa-hidroxidifenolglucósido, exibindo uma fortíssima atividade antioxidante, antimicrobiana e também antitumoral (Carocho, M., Barros,
L. , Bento, A., Santos-Buelga, C., Morales, P., Ferreira,
I.C.F.R. Castanea sativa Mill. Flowers amongst the Most Powerful Antioxidant Matrices : A Phytochemical Approach in Decoctions and Infusions. BioMed Research International, 2014, 2014, 1-7; Carocho, M., Calhelha, R.C., Queiroz,
M. J.R.P., Bento, A., Morales, P., Sokovic, M., Ferreira, I.C.F.R. Infusions and decoctions of Castanea sativa flowers as effective antitumor and antimicrobial matrices. Industrial Crops and Products, 2014, 62, 2 - 46).
Face às propriedades bioativas comprovadas exibidas pelas flores de Castanea sativa, na presente invenção estas flores foram incorporadas diretamente em vinho verde aquando do processo da sua produção em substituição da adição de sulfitos, comprovadamente tóxicos e causadores de problemas de saúde aos consumidores de produtos contendo estes aditivos sintéticos. A vantagem da utilização de flores de Castanea sativa em alternativa aos sulfitos, é a de garantir ao consumidor um vinho com as mesmas características físico-químicas e sensoriais, mas muito mais seguro em termos de saúde uma vez que é completamente eliminada a utilização de sulfitos, evitando assim os problemas que possam advir da sua presença no vinho. Mais ainda, pode conferir ao vinho outras propriedades bioativas além da conservação, advindas das flores incorporadas possibilitando ao consumidor a obtenção destas mais-valias enquanto disfruta de um produto altamente apreciado.
Descrição da invenção
Para a obtenção do vinho verde incorporado com flores de Castanea sativa, as flores masculinas são colhidas manualmente em soutos, após o processo de fecundação, sem prejuízo da formação do fruto; são de seguida liofilizadas e incorporadas no vinho verde, aquando do seu processo de produção. 0 vinho verde é produzido pelo produtor Fernando Magalhães Pinto Paiva em Amarante. Para a sua produção, são colhidas uvas e prensadas; o mosto é transferido para uma cuba à qual são adicionadas as flores de Castanea sativa numa quantidade selecionada de acordo com os valores das bioatividades (antioxidante e antimicrobiana) já estudadas de forma a conferir efeitos conservantes ao vinho. De seguida o mosto é arrefecido e é feita a trasfega entre as 24 a 48h. Dá-se início à fermentação com controlo de temperatura com leveduras indígenas.
vinho é deixado em repouso durante 2-3 meses após os quais é feita nova trasfega. 0 vinho é engarrafado cerca de 6 meses depois. Nesta fase o vinho é também sujeito a uma série de análises obrigatórias, sendo avaliados uma série de parâmetros com valores mínimos e máximos tabelados de acordo com as normas, como sendo os parâmetros físicoquímicos e sensoriais, de forma a verificar se houve alterações às suas características pela adição das flores em comparação com o mesmo vinho com sulfitos.
Breve descrição das figuras
A Figura 1 representa a molécula bioativa mais abundante nas flores de Castanea sativa, trigaloil-hexahidroxidifeno1-glucósido.
A Figura 2 descreve o organigrams do procedimento até à obtenção do vinho incorporado com flores de Castanea sativa
Mill.
Descrição detalhada
- 0 primeiro objetivo da presente invenção é a recolha das flores masculinas de Castanea sativa. Para este efeito, as flores masculinas são colhidas manualmente em soutos, após o período de fecundação, sem prejuízo da produção dos frutos. Desta forma, as flores masculinas, ao invés de ficarem inutilizadas, são aproveitadas tirando partido da elevada quantidade de moléculas bioativas presentes, conferindo-lhes uma aplicação funcional. As flores são liofilizadas, reduzidas a pó e guardadas num exsicador protegidas da humidade.
- 0 segundo objetivo é a produção de vinho verde. As uvas são colhidas perto do final do verão, e levadas para o local de produção. De seguida são prensadas e o mosto resultante é transferido para uma cuba refrigerada. Nesta fase são adicionadas as flores de Castanea sativa liofilizadas numa quantidade baseada na sua atividade antioxidante e antimicrobiana previamente estudadas correspondendo a 10-25 g de flor liofilizada/50L de vinho verde. Seguidamente o mosto é arrefecido a 5-9 °C e após um período de 24-48h é feita a trasfega para uma nova cuba
onde se dá o início da fermentação através da ação de
leveduras indígenas com controlo de temperatura a 14-16 °C
durante 2-3 meses.
Após este período é feita nova trasfega a fim de obter um
vinho mais limpo, sendo descartado o precipitado resultante da fermentação. Após 6-8 meses o vinho é engarrafado.
- O terceiro objetivo consiste na avaliação dos parâmetros físico-químicos e sensoriais do vinho com flores de Castanea sativa, tendo como controlo o vinho com adição de sulfitos. Estas análises são obrigatórias neste tipo de produtos e comportam uma série de parâmetros físicoquímicos como: (título alcoométrico volúmico adquirido, massa volúmica, extrato seco total, extrato não redutor, açúcares totais, acidez total, acidez volátil, acidez fixa, pH, dióxido de enxofre livre, dióxido de enxofre total, ácido cítrico, cloretos, sulfatos, título alcoolémico volúmico total) para o vinho com sulfitos e (título alcoométrico volúmico adquirido; massa volúmica, extrato seco total, extrato não redutor, açúcares totais, acidez total, acidez volátil, acidez fixa, pH, dióxido de enxofre livre, dióxido de enxofre total, ácido L-málico, ácido tartárico, prova de estabilidade (alteração oxidásica), título alcoolémico volúmico total) para o vinho com adição das flores; análise sensorial (aspeto-limpidez, aspeto-cor, aroma-prova descritiva, aroma-defeito marcado, aromaqualidade, aroma-tipicidade, sabor-prova descritiva, sabordefeito marcado, sabor-qualidade, sabor-tipicidade) para o vinho controlo com sulfitos e (aspeto-limpidez, aspeto-cor, aroma- prova descritiva, sabor-prova descritiva) com intervalos mínimos e máximos conforme a regulamentação em vigor, sendo que todos os produtos vinícolas têm que estar nesse intervalo para poderem ser comercializados. 0 vinho controlo com adição de sulfitos revelou para os parâmetros físico-químicos: título alcoométrico volúmico adquirido=l1.49%; massa volúmica=0.9906 g/cm3, extrato seco total=19.6 g/cm3, extrato não redutor=18.00 g/cm3, açúcares totais=1.6 g/cm3, acidez total=5.6 g(ácido tartárico)/dm3, acidez volátil=0.49 g(ácido acético)/dm3, acidez fixa=5.0 g(ácido tartárico)/dm3, pH=3.26, dióxido de enxofre livre=10 mg/dm3, dióxido de enxofre total=33 mg/dm3, ácido cítrico<0.10 (LQ) g/dm3, cloretos<0.034 (LQ) g(cloreto de sódio)/dm3, sulfatos=0.32 g (sulfato de potássio)/dm3, título alcoolémico volúmico total=l1.6%vol; e para a análise sensorial: aspeto-limpidez=ligeiramente opalino, aspetocôr=palha aberto, aroma-prova descritiva=jovem e ligeiramente oliáceo, aroma-defeito marcado=não, aromaqualidade=suficiente (5), aroma-tipicidade=típico, saborprova descritiva=jovem e ligeiramente oliáceo, sabordefeito marcado=não, sabor-qualidade=suficiente (5), sabortipicidade=típico. O vinho com a adição de flores apresentou para os parâmetros físico-químicos: título alcoométrico volúmico adquirido= 11.0% vol.; massa volúmica=0.9916 g/cm3, extrato seco total=20.6 g/dm3, extrato não redutor=19.1 g/dm3, açúcares totais<1.5 (LQ) g/dm3, acidez total= 7.1 g(ácido tartárico)/dm3, acidez volátil=0.57 g(ácido acético)/dm3, acidez fixa=6.4 g(ácido tartárico)/dm3, pH=3.24, dióxido de enxofre livre=8 mg/dm3, dióxido de enxofre total=18 mg/dm3, ácido L-málico<0.3 (LQ) g/dm3, ácido tartárico=3.6 g/dm3, prova de estabilidade (alteração oxidásica)=negativa, título alcoolémico volúmico total=ll.l% vol.; e para a análise sensorial: aspetolimpidez=ligeiramente opalino, aspeto-cor=palha aberto, aroma- prova descritiva=jovem e ligeiramente oliáceo, sabor-prova descritiva=jovem e ligeiramente oliáceo.
De acordo com os resultados, o vinho com adição de flores de Castanea sativa mostrou ser uma alternativa promissora à adição de sulfitos, não tendo alterado as características físico-químicas e sensoriais do vinho pela adição das flores uma vez que apresenta todas as características analisadas dentro dos intervalos regulamentados para cada parâmetro. Deste modo, a presente invenção confere à indústria vinícola uma alternativa, promissora e segura, permitindo a venda de um produto muito apreciado, mais seguro e melhor aceite por parte dos consumidores, evitando a adição de aditivos sintéticos de conhecida toxicidade.

Claims (14)

REIVINDICAÇÕES
1. Processo para a produção de vinho sem adição de sulfitos caraterizado pela utilização de flores de Castanea sátava como conservantes naturais., substituindo a utilização de s-u 1 f i t os a r t i f i c i a i s ,
2 4-4 §h de arrefecimento.
2, Processo para a produção de vinho sem adição de sulfitos, caracterizado por compreender os seguintes passos:
a. Colheita das flores de Castanea sativâ Mill;
b. Tratamento e armazenamento das flores de C. sativa;
c. Colheita, e prensagem das uvas para obtenção do mosto;
d. Adição das flores de C. satíva ao: mosto como agentes conservantes, em substituição à adição de sulfitos artificiais;
e. . Arrefecimento do mosto;
f. Fermentação para a produção do vinho.
3 meses, seguida de nova trasfega.
3. Processo para a produção de vinho sem adição de sulfitos, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores caraterizado por, na etapa a, as flores masculinas de C. satíva serem colhidas manualmente após o período de fertilização
4. Processo para a produção de vinho sem adição de sulfitos, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores caraterizado por, na etapa b, as flores serem liofilizadas, pulverizadas e guardadas num exsicador.
5. Processo para a produção de vinho sem adição de sulfitos, de acordo cora qualquer uma das reivindicações anteriores caraterizado por, na etapa d, a quantidade de flores de C.
satíva adicionada ser de 10-25 g/50 u de vinho.
ê.
Processo para a produção de vinho sém adição de sulfitos, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores as uvas sere® colhidas no final caraterísado por, na etapa c, do verão e seguidamente prensadas.
7. Processo para a produção de vinho, de acordo com qua Ique χακί ã das reivindicações anteriores caracterizado per o vinho sem sul fitos adicionadcs ser vinho verde.
8. Frocos só para a produção de vinho sem adição de sulfitos, de acordo com qualquer uma das reivindicações anteriores caracterizado por, na etapa e, o mosto ser colocado numa cuba refrigerada a uma temperatura de 5CC a 9C'C.
9. Processo para a produção de vinho sem adição de sulfitos, de acorde com a reivindicação 7, caracterizado por ser feita, a trasfega para uma cuba de fermentação após um período de
10. Processo para a produção de vinho sem adição de sulfitos, de acordo ocm qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado por a fermentação do vinho ser feita com leveduras indígenas a uma temperatura de 14-16CG durante 2-
11. vinho obtida pelo processo descrito nas reivindicações 1 a 9, caraterizado por ter uma concentração de dioxide de enxofre livre inferior a 10 mg/dm' e uma concentração de dioxide de enxofre total inferior a 33 mg/dra''
12. Vinho de acordo com a reivindicação 10, caraterizado por ter uma concentração de dióxído de enxofre livre de 8 mg/dm e uma concentração de dióxído de enxofre total de 18 mg./dm'.
13. vinho de acordo cam qualquer uma das reivindicações anteriores, caracterizado por ser vinha verde.
14. Vinha de acordo com a reivindicação 12, caraterizado por ter: título alcoométrioo volúmico adquirido de 11.0% vol.; massa volúmica. de 0.9916 g/craJ; extrato seco total de 20.6 s t
g./dm''; extrato não redutor de 19,1 açúcares totais inferiores a 1.5 (LQ) g/dar’; acidez total de 7.1 g(ácido tartá r i co) /dm; ac 1 dez vo 1 át i.1 de 0.5 7 g (ácido acét ico) /dm; acidez fixa de 6.4 g (ácido tartárico)/dm'5; pH-3.24; ácido Lmálico inferior a 0.3 (LQ) g/dnr5; ácido tartárico de 3.6 g/dm~; prova de estabilidade de alteração oxidásica negativa; titulo aLcoolèmico volúmico total de 1.1.1% vol.
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