PT94366A - Processo, instalacao e dispositivo para a fusao nuclear fria controlada - Google Patents

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Description

Descrição referente à patente de invenção de ECOLINE ANTICORROSION S,r.l., italiana, industrial e comercial, com sede em Via S. Giu-liana 3, MUGGIO', (Lilan), Itália, (inventor; Lúigi Bagnulo, residente na Itália) para «PROCESSO, INSTALAÇÃO E DISPOSITIVO PARA A PRODUÇÃO DE ENERGIA ATRAVÉS DA APLICAÇÃO INDUSTRIAL DE UMA DINÂMICA ACEITÁVEL REFERENTE Ã DESIGNADA FUSÃO NUCLEAR FRIA CONTROLADA“.
Descrição A invenção refere-se a um processo, instalações e dispositivos importantes para a produção industrial de energia, com base na explicação dinâmica aceitável da fusão nuclear em metais, particularmente em paládio e titânio, que absorvem facilmente o hidrogénio e os seus isótopos, baseando-se o referido processo na absorção por estes metais, através de electrólise ou da pressurização de gás, de deutério ou das suas misturas com trítio ou hélio, seguido pela sua posterior libertação dentro de fissuras, criadas na massa metálica por métodos mecânicos ou metalúrgicos, A fusão nuclear entre átomos de deutério ocorre apenas se a energia cinética dos seus núcleos atingir valores tão elevados que os façam vencer a barreira de Coulomb criada pelas forças repulsivas das suas próprias cargas eléctricas. Quando esta barreira é vencida, o que acontece quando os núcleos che- -12 gam a uma distância de 10 mm um do outro, as forças nucleares são activadas e apenas estas forças podem provocar a fusão nu-• clear# ANA · - 1 -
Para aumentar suficientemente a energia cinética dos núcleos, de modo a provocar a fusão, é necessário ou aquecê-los acima de 100 000 000 (cem milhões) de graus Celsius ou submetê--los a uma pressão que exceda 1000 000 000 000 (mil biliões) de atmosferas. A primeira solução é conseguida por meio do designado "confinamento magnético** enquanto que a última é conseguida pelo método designado por "confinamento de inércia*'.
Ambos os processos falham contudo na sua concretização
Após um terceiro método designado "muénico**, que parece não ter interesse prático, tem sido actualmente incluído na corrida para a energia nuclear um 4S método designado por "fusão fria".
Este método é baseado na propriedade que certos metais têm, com particular referência ao paládio e ao titânio, de serem capazes de absorver grandes volumes de hidrogénio e dos seus isótopos* também se verificou nos postulados que as fusões nucleares primárias de deutério-deutério ocorrem entre átomos de deutério, quando eles são forçadamente acumulados dentro das redes cristalinas dos referidos metais, com a formação de hélio e de um neutrão e a libertação da energia com a fórmula:
1) D? + D? -3> Hei? -f ηϊ -i- 3,2? MeV 11 Δ Q ' e a formação de trítio e de hidrogénio e a libertação de energia como a seguir referida,
2) D* + D* -> + 4,03 MeV o que provoca ainda fusões secundárias entre o deutério e o tr&io com a formação de um isótopo de hélio e de um neutrão e a libertação de energia tal como se refere a seguir:
3) -> He* + nj + 17,50 MeV ou entre deutério e hélio com a formação de um isótopo de hélio e hidrogénio e a libertação de energia da forma seguinte:
4) + H©2 ->Ee* + H* -i- 18,34 MeV - 2 -
wíihcriiip /J
Dado que as duas primeiras reacções se dão numa proporção de 50:50, a presença de neutrões é uma indicação da ocorrência da fusão fria·
Alguns cientistas levaram o deutério ao contacto com a superfície de absorção de paládio ou titânio por meio de electrólise em condições de alta densidade de polarização de carga·
Outros por sua vez, levaram deutério gasoso sob pressão a contacto com paládio ou titânio,
Em resumo, até hoje, os cientistas observaram apenas sinais qualitativos de fusão fria com intensidades diferentes· Ainda não foi feita até agora uma explicação clara e válida no que se refere à dinâmica dessas fusões dentro de uma massa metálica de modo a encarar a possível industrialização da fusão fria. O objectivo da presente patente é indicar possibilidades práticas para criar instalações adequadas para a produção à escala industrial da energia nuclear desenvolvendo o método de "fusão nuclear fria controlada" ou "fusão fria" resultante de uma explicação aceitável no que se refere à dinâmica do fenômeno em questão. A referida dinâmica é baseada nos fenómenos bem conhecidos acima mencionados. O hidrogénio, presente no estado iónico ou nascente durante o processo da soldadura do aço, é absorvido pelo metal e libertado na junta soldada durante a fase de arrefecimento de modo a passar a um estado molecular. Muitas vezes, contudo, e especialmente nos casos de um rápido arrefecimento das zonas soldadas, o hidrogénio atómico permanece retido e difunde para a estrutura cristalina do metal· Quando estes átomos de hidrogénio em dá.fusão se encontram com uma inclusão ou um microvazio (ambos facilmente detectados por radiografia) ou com uma micro-fissura de arrefecimento ou uma microfissura criada por deformação plástica (as quais não podem ser deteetadas por radiografia), eles são libertados, e passam para um estado molecular 7 e criam pressões que atingem facilmente valores de 10 atm, **“ 3
I
dependendo da extensão da sua absorção.
Quando a absorção de hidrogénio atómico no aço ou noutros metais é elevada, como acontece durante os processos de decapagem ou electrólise (entre os quais é muito frequente o processo da protecção catódica), que envolve uma elevada densidade de iões de hidrogénio nos cátodos, as pressões dentro das microfissuras, devidas à libertação de hidrogénio, e de acordo com alguns especialistas, atingem valores extremamente elevados que, como ê referido mais adiante, são referidas como 12 24 estando na gama de 10 a 10 atm; o que constitux uma gama dentro da qual têm lugar fusões por inércia.
Deve ter-se em consideração o facto de que quando se aplica protecção catódica a estruturas marítimas (plataformas e cais ou navios, como por exemplo petroleiros), nos quais se impõe uma diferença de potencial em relação â água do mar, geralmente de -800 mV e muito frequentemente ainda mais negativas (medidas por meio de um eléctrodo de Ãg/âgCl), criam-se elevadas densidades de corrente com elevados graus de polarização pelo hidrogénio e deutério (este último encontrado na água do mar numa proporção de 1:600 em relação ao hidrogénio), nas superfícies do aço em questão como consequência disso.
Então, se estas grandes superfícies imersas de várias estruturas na fase de polarização forem tidas em consideração, deve ser possível pensar que a absorção de deutério tenha lugar, mesmo em zonas muito limitadas, com a sua posterior libertação dentro de possíveis fissuras na massa metálica que por sua vez poderiam ter causado possíveis sinais da designada fusão fria sem a probalidade de serem descobertos, atendendo a que ninguém até agora teve a ideia de efectuar uma espectros-copia ao longo das referidas estruturas marítimas e navios.
Baseada nas afirmações acima referidas, a invenção da presente patente refere-se a um processo relacionado com instalações e dispositivos importantes para a "fusão nuclear fria controlada” ou "fusão fria” que inclui a absorção, a um nível muito elevado de densidade, de átomos de deutério ou da • sua mistura com trítio ou hélio por metais como elevadas taxas 4 - t
de absorção, como por exemplo o paládio ou o titânio, para o hidrogénio e os seus isótopos, e a sua sucessiva libertação dentro de fissuras de arrefecimento, fissuras devido a deformação plástica, microfissuras iniercristalinas ou transcristali-nas ou quaisquer rnicrodescontinuidades presentes dentro e entre cristais, criadas dentro da massa metálica por processos metalúrgicos ou mecânicos ou de qualquer outra forma possível. 0 grande influxo para essas fissuras ou microdeseonti-nuidades de deutêrio ou átomos deutérios-trítio auto-libertactos criam pressões tão elevadas (praticamente entre llr atm e 10“^ atrn) que ocorre a sua interfusão nuclear, 0 deutêrio e as suas misturas coai trítio ou hélio são levados ao contacto com as superfícies absorventes do metal quer por polarização catódica das referidas superfícies durante a electrólise da água pesada pura, ou da água pesada contendo trítio e hélio; ou, alternativamente, através do contacto físico com deutêrio ou as suas misturas com trítio ou hélio, ambos numa fase gasosa pressurizada.
Pensa-se que: esta absorção ocorre na mesma zona, do elemento metálico, que contem rnicrodescontinuidades e portanto onde ocorrem as fusões entre núcleos libertados; ou, na hipótese de acordo com os fenómenos de fusão nuclear entre isótopos de hidrogénio que tem geralmente lugar apenas dentro de rnicrodescontinuidades nas massas metálicas, por um lado, e que a absorção dos referidos isótopos ocorre numa zona de absorção do elemento metálico isenta de fissuras ou qualquer rnicrodescontinuidades internas e, por outro lado, que a libertação ocorre em outra zona, contígua ou distante da primeira, que tem fissuras ou rnicrodescontinuidades internas dentro da sua massa metálica ou pseudo-fissuras entre o referido elemento metálico e outro metal semelhante ou diferente, dotado de uma maior ou menor capacidade de absorção, e que assim forçadamente engloba a primeira.
Além disso, a intervenção de campos eléctricos, campos electromagnéticos, radiação, raios laser ou aceleradores de partículas é encarada para aetivar os núcleos absorvidos de modo a aumentar a sua velocidade cinética dentro do elemento - 5 -
metálico e a energia cinética adquirida pelos referidos núcleos durante a fase da libertação, O processo aqui descrito também prevê, especialmente quando a absorção de deutério ou suas misturas com trítio e hélio é efectuada em fases gasosas, que o metal de absorção seja submetido a variações de temperatura e que esta absorção ocorra quando o metal é levado a uma temperatura baixa ou extremamente baixa, aproximadamente -20Q°C; isto ê em condições de contracção ou contracção máxima do metal de modo a que as microfissuras sejam comprimidas ou extremamente comprimidas como consequência desse facto*
Quando a temperatura ê outra vez aumentada, a expansão .resultante do metal provoca a dilatação das microfissuras, micro-cavidades e descontinuidades dentro das quais os átomos ão deu-tário cu suas misturas com trítio ou hélio são retidos com as ocorrências consequentes de fusões nucleares, 0 processo em consideração pode também ser activado utilizando outros metais para além daqueles que são particular-mente absorventes dos isótopos de hidrogénio; especialments no case de aço onde deve-se notar que, durante o recozimento, pode induzir-se a criação de um grande número de microfissuras por técnicas adequadas·
Geralmente, as reacções primárias de fusão nuclear ocorrem quando apenas o deutério é absorvido, de acordo com as reacções acima mencionadas 1) e 2) com a produção de hélio 3, trítio, protões e neutrões. No caso da absorção da mistura de cieutério-trítio, como na reacção 3), será produzido o isótopo hélio 4 e neutrões cora uma grande libertação de energia. Final-mente, no caso da absorção do deutério-nélio 3, cerac na reacção 4), produzir-se-á hélio 4 e neutrões cora libertação de energia.
Antes de se descreverem as instalações, e portanto, os dispositivos necessários para a exploração industrial do refe rido processo, respeitando os ciclos directamente deduzíveis da sua descrição, é necessário referir as razões por que o argumento da fusão nuclear que ocorre dentro da rede cristalina do material absorvente, tem uma baixa credibilidade. 0 volume unitá- - b - ΐ *- ‘•ν' wcl νθ^ι^-^cl ôj+j\u.*£ c^lwÁjOjTV ^i." cíCXiííu Cic> £
Vvllii»í'-i3 C*%^ *JX*^urQ^€&*XXG £* CGaKsXwG G? £*CiT ucíUtlrw ίλΐϊί VOXliltlG jí^U£íX Ctíí átomos ds isótopos de hidrogénio.
Os referidos átomos vão preencher as lacunas e interstícios entre os iões da rede cristalina e saturar o metal até ao seu valor máximo, 'fendo em consideração que nessas condições x centímetro cónico d© paládio é capaz de absorver xaais do que sessenta mil biliões de biliões de átomos de deutério dentro da sua rede cristalina sem provocar distorções da referida rede, permanece inexplicável a razão químico-física pela qual dentro de uma cão grande massa cie átomos, um nósnero tão limitado de núcleos de deutério, como é o número envolvido nas experiências efectuadas por apenas alguns cientistas, ê privilegiado para a fusão nuclear. Constitui ura facto, todavia, que os vários átomos de deutério são retidos dentro das lacunas da rede cristalina e que retêm a sua energia. iásta energia é cinética, em relação aos espaços vazios que cada átomo de deutério ocupa mas ê potencial, em relação a cada espaço para além dos ocupados. Durante a carga catódica «o paládio, os iões aglomerados entre a dupla camada limite só- liie-líquido são susceptíveis de atingir forças de atracçãe com- 12 paráveis a pressões muito acima cie 10 atra, cie acordo com a equação de Mernst. às referidas forças de pseudo-pressão, actuam, contudo, a um ângulo correcto em relação à referida dupla camada limite de metal-solução de forma a que ao longo da sua superfície não haja possibilidade de fusão entre iões contíguos de deutério dado que esses últimos não são submetidos a essas forças de pseu· do-pressão.
Por outro lado, os iões da camada limite são facilmente absorvidos pelo paládio e são convertidos num estado atómico ao ganharem um electrão.
Os átomos absorvidos saltam em seguida de um espaço vazio para outro até saturarem o volume global do paládio.
Nesta altura, outros iões de deutério, gue através da - 7 -
olcctroiiae da agua pesada continuam pOiarisar a ierriCia do paládio, são convertidos para um estado atómico na £ asa 11-./cida por ganho cie electrões a partir da fase solida e, através òo seu próprio acoplamento, formam moléculas de dentário que ss desenvolvem em fases gasosas e são emitidos da solução, que por sua vez é aquecida. Basicamente, a energia cinética possui· ca oor cada átomo intersticial move o referido átomo dentro de um campo esférico contido no vazio que ele ocupa. Este átomo pode abandonar o referido vazio apenas por passagem para outro vazio livre e portanto não tem possibilidade de colidir com outro átomo. A situação torna-se muito radicalmente diferente se existirem microfissuras transcristalinas, intercristalinas ou raicrofracturas na massa metálica.
Estas descontinuidades afectam um grande número de vazios intersticiais.
Os átomos de cleutério e as suas raisturas com átomos ãe trítio ou hélio fluem dos referidos vazios para as referidas descontinuidades·
Este influxo aumenta, por sua vez, bastante a pressão, seguramente dentro da gama de 1QX a lO^atm, provocando assim a fusão nuclear (uma sequência muito provável serias formação molecular -aumento da pressão - formação de plasma - fusão nuclear) .
Admitindo que a explicação deste fenómeno é válida, alguns ciclos possíveis - como se mostra na tabela anexa - são em seguida descritos, respectivamente relacionados com processos que envolvem a absorção de deutêrio ou deutério-trítio ou deuté-rio-hélio em fases clectrolíticas da água pesada pura ou de água pesada contendo trítio ou hélio (Figs. 1 e 3) bem como processos que envolvem a absorção de deutêrio ou suas misturas com trítio ou hélio numa fase gasosa e sob pressão (Figs 2 e 4),
Vamos em seguida descrever era primeiro lugar o ciclo representado na Fig, 1.
Este ciclo tem três unidades que, como se verá adiante, * 8 "* tíscas unidades consistem em baterias eiectroixticas Ua,2o,2c), respeccivamente, que sã© alimentadas com água pesada pura ou água pesada contendo tríti© ou hélio. Cada bateria & rodeada por uaa camisa (6a, 6b, 6c) contendo liti© 6 ©u uma .iiiãtliT a cie lítio 6 e lítio 7«
Os neutrões, radiação e qualquer outro produto da furão nuclear produze® calor e regenerara o trítio que é transportado dentro da referida camisa contendo lítio 6 ou uma mistura cie lítio 6 e lítio 7.
Nesta altura tear de se resolver oois problemas; isto é, evitar que o paládio ou qualquer outro metal absorvente funda durante a fusão nuclear e manter os núcleos recentemente produzidos, que são emitidos pelo plasma aa microfissura, retidos dentre dos volumes intersticiais num estado atómico. 0 primeiro problema pode ser resolvido utilizando placas catódicas finas fie paládio, ou de outro material absorvente, (2a, 2b, 3c), adequadamente protegidas para evitar que os isotoros de hidrogénio se misturem com oxigénio e se entreponham res— pectivamente entre as placas anódicas de titanio platinizado (4a, 4b, 4c) por exemplo* A água pesada, introduzida através do tubo (1), é arrefecida em cada bateria por meio de um circuito com circulação forçada formado por um permutador do calor (22) e uma boaba de circulação (23) ou por meio de qualquer outro sistema habitual-mente utilizado em instalações nucleares. iáste circuito ê apresentado na Fig. 1 apenas em relação à primeira bateria mas aplica-se também às restantes.
Deve diser-se que as placas catódicas (3a,3b,3c) têm de ser fabricadas e tratadas de modo a conterem um grande número de fissuras. A alimentação em corrente contínua das baterias é assegurada através de geradores independentes (Sa, 5b, 5c) ou atra-• vés de um único gerador para todas elas. - 9 - ?.C ‘3 O Λ. *.. i - Í- -;.. ι-'«'d «tf»-r^ fcb*=· is valvuras cie segurança © ca 2. s c fj i=. rj.vcí; Ge descaiN-U <· necnt::am-se nos tectos das baterias, sendo os últimos peira u cescarga Go ohiç6bío s outros eleientos gasosos, resultantes ú€ reacçííc nuclear, que podem ser libertados peia solução, bei» como os isótopos cie hidrogénio que não são absorvidos. « retenção de elementos, resultantes da fusão nuclear, pode ser evitada yor meio de campos electromaçnéticos ou por qualquer outra técnica eonnecida. ãlternativamente, os elementos gasosos retidos podem ser recuperados saturando as placas catódicas por meio cie um tratamento adequado. kdmite-se que o ciclo descrito controle os processos c.e fusão de acordo com as reacções já íiieneionadas 1}, 2), 3) e *m / us rnocío a que as primeiras duas ocorram claramente na bateria ôlectroiítiea (2a) e as outras duas na segunda bateria (2b) e na terceira bateria (2c) respectivamente. também se admite que para além da radiação e dos neutrões do plasma, que são absorvidos pela camisa de litio, também todos os outros elementos resultantes da fusão nuclear sejam absorvidos pelo referido litio e que as várias reacções ocorram ae acordo com o esquema que se apresenta a seguir:
Como se pode observar na Fig. 1, o lítio fundido é arrefecido dentro de permutadores do calor (11a, 11b, 11c).
Estes permutadores aquecem por sua ves o fluido que alimenta as caldeiras (12a, 12b, 12c) para a produção de vapor. O lítio, antes de entrar nos permutadores de calor, passa através de dispositivos de extracção dos produtos cia receção.
Dentro do dispositivo de ertracç;ãc (7a) recupera-se soparadamente o seguinte: - trítio que através do tubo (8) alimenta o misturador (13) que pertence à segunda bateria (2¾). O referido misturador (13) é também simultaneamente alimentado - 10 -
per deutério através de tubo (1); - hélio (3), que através do tubo (S) é dirigido para o misturador (13a) pertencente à bateria (2); - hélio Í4) e hidrogénio descarregados através do tubo (10).
Dentro do dispositivo de extracçãc (7b), o hélio 4 e o tritio são recuperados separadamente; o último é um produto resultante da reacção entre o lítio e neutrões. Ele pode ser utilizado, como será indicado msis à frente, para alimentar a mesma bateria (2b), quando funcionando isoladamente, enquanto ele sai do ciclo juntaraente cora hélio 4, quando as baterias estão a funcionar em série.
Dentro dos dispositivos de extraceão (7c), o hélio 4 ô hidrogénio são por sua vez extraídos. ial como acima referido, a bateria \2b) pode também funcionar isoladamente* De facto, quando a reacgãc «e fusão © activada com tritio, este último é regenerado dentro da camisa de lítio, recuperado dentro do dispositivo de extraeção (7b) e reciclado através de tubos (16) para o misturador (13) onde se introduz deutério.
Keste caso, apenas se obtém o hélio 4 como produto final da reacção. È, contudo, essencial que não ocorram quaisquer percas cie neutrões ss se pretende que este ciclo funcione. Consequentemente, é imperativo que a camisa de lítio contenha um multiplicador de neutrões que entre em acção quando necessário* iodem por exemplo mergulhar-se ou serem puxados varões de berílio através da referida camisa de lítio conforme necessário. As três baterias podem ser alimentadas com água pesada; cada uma delas di-rectameate através do tubo (1) ou em séries através dos tubos (i, 2o, 21).
Deve notar—se que as células electrolítieas habituais com um cu mais cátodos podem ser utilizadas em vez de baterias.
Descrição do ciclo da Fig* 2
Tal como acima referido este ciclo é alimentado com deutério gasoso e pode ser constituído por uma única secção ou. 11 - tal oc.Tc no primeiro ciclo, por três secções praticamente idênticas colocadas em série. à i?iy. 2 mostra uma única secção. 0 seu funcionamento é a seguir descrito como a primeira secção ão ciclo.
Estão contidas dentro d© uma tremonha (25) pequenos elementos dimensionais (26), de preferência esferas de paládio ou de qualquer outro material absorvente de hidrogénio.
Estes elementos pode® ser metalurgicamente ou mecanicamente tratados de modo a serem criadas fissuras ou desconti-nuidades na sua massa metálica. Estas pequenas esferas entram no refrigerador do tanque {28} através do tubo de alimentação (26).
Este tanque está por sua vez contida dentro de uo vaso (29). Após ter sido feito o vazio do refrigerador (28) através da saída (32), introduz-se azoto líquido no vaso (29) através ua admissão (30) e deixa-se evaporar para reduzir a temperatura das referidas pequenas esferas para valores extresnamente baixos (entre -108 e -200 C). Nesta altura, o deutério gasoso sob pressão é forçado através do tubo (31) de modo a saturaras referidas pequenas esferas. oob a acção destas temperaturas bão baixas não ocorre fusão nuclear devido à contracçãc muito elevada cio material ate, consequentemente e praticamente, fecha todas as fissuras.
Contudo, por razões de segurança, o vaso (29) está provido com orna camisa de lítio, não representada na figura, que constitui uma parte do sistema de blindagem (35). tis referidas pequenas esferas passam <So tanque (28) para o reactor (35), contendo lítio fundido (3S) a oa temperatura elevada, através da válvula 33, tufcc (34), e outra válvula (33a). h£ uenas esferas (37), logo que saturadas ccm. dentário, sofrer, uma expansão muito elevada coíag resultado ôs st«a pussagem c=e temperatura baixa do refrigerador (26) para a temperatura elevada do referido reactor (36). Censeçuen temer* te, todas as fissuras existentes nas massas das referidas pequenas esferas são assim dilatadas. - 12 - h libertagSo cie detiterio nessas fissuras ocorre com aurnsiito G2iplosivo da pressão (entre 10 e 10 stm) e a ftiseo entro isótopos de hidrogénio tal como descrito no ciclo anteri-
Cx· *
Por razões óbvias, as pequenas esferas (37) têm que ser confinadas, individualmente ou em grupo, ao longo dc eixo central dc reactor ae lítio fundido (36), na ©xteasSo ea que a fusão nuclear ocorre @ termina com ou sem a iaterveaçSo de aceleradores d© partículas, raios laser, outra radiação ou cascos elactromagnéticos que favoreçam a fusão. âssira, as referidas pequenas esferas, quando necessárias, devera conter ou, contudo, estar providas com partículas de ferro. O confiaamento acima mencionado ê obtido por ura ou mnic campos magnéticos que, além do raais, têm de ajustar a velocidade descendente das esferas na extensão envolvida na rescção nuclear bem como parar as esferas individuais ou grupos de esferas dentro da secção submetida à intervenção dos aceleradores de partículas, raios laser ou qualquer outra radiação de acordo com a sequência temporal necessária para a acçio dessas intervenções . G mesmo sistema de confinamento é adoptado no refrigerador quando ocorre a fusão nuclear dentro dele.
Cf lítio passa cio reactor (36), através do tubo (00), para o permutaclor de calor (lld) que alimenta o vaporizador U.2d para a proclução de energia eléctríca* k temperatura do lítio eleva-se muito devido h reacção -e fusão rmciear raas é mantida sempre inferior à temperatura de fusão õo paládio. O lítio, antes de ser refrigerado, passa paru o dispositivo de extraceão (7d) para o trítio e outros produtos de reacção como por exemplo hélio 3, hélio 4 e hidrogénio. C reactor d© lítio fundido pode também estar proviôc ccr:: sectores planos inclinados de forma a que o caudal cias esferas de paládio seja sintonizado cora c do lítio cus saí do èieoo- 1 *3» ** «L ·*> *"*
Naturalmente, toda a instalação tem que ser protegida contra as radiações.
Descreveu-se agora a primeira secção do segundo ciclo em que ocorrem as reacções nucleares 1) e 2). 0 referido ciclo, tal como já acima referido, liberta trítio, hélio 3, hélio 4 e hidrogénio como produtos da reacção; os que são produzidos na-turaimente na primeira secção do primeiro cicio, referente à electrólise da água pesada para a produção de deutério.
Assim, se forem adicionadas maia duas secções, graficamente idênticas à primeira, à secção da Pig. 2, estabelece-se um ciclo de deutério gasoso completo que é completamente semelhante ao do deutério elsctrolítico. Isto é conseguido utilizando trítio da primeira secção e o deutério para efectuar fusões, de acordo com a reacção 3), na segunda secção, e hélio 3 da primeira secção bem como mais deutério gasoso na 31 secção de acordo com a reacção 4).
As esferas de paládio ou de qualquer outro metal adequado são, obviamente, recicladas quando a libertação dos produtos da reacção que ocorre dentro dos reactores, com a ajuda, quando necessário, de campos electromagnéticos, raios laser ou radiação·
Por outro lado, os referidos produtos são reciclados por meio de processos quimico-físicos adequados· 0 ciclo acima descrito pode também funcionar com apenas uma secção de acordo com a reacção 3), logo que a referida reacção seja iniciada com deutério ou trítio, utilizando em seguida apenas deutério e reciclando o trítio a partir do dispositivo de extraeção (7d) para o misturador (13b) através do tubo (43).
Cs ciclos referidos nas 5*igs. 3 e 4 são a seguir descritos* Os referidos ciclos prevêm a absorção de isótopos do hidrogénio e a sua libertação em áreas separadas distintas em um ou mais elementos de paládio, titênio ou outros metais que absorvam facilmente o hidrogénio e os seus isótopos; as áreas • para absorção devem ser completamente isentas de fissuras enquan- • to as áreas de libertação devem conter fissuras* 14 «*
.:¾
Estes ciclos são também apresentados na tabela anexa e são em seguida completamente descritos» Eles prevêra a absorção de isótopos de hidrogénio por electrôlise ou em fase gasosa. A Fig. 3 mostra o ciclo para uma instalação que se refere a absorção de isótopos por' electrôlise. Este ciclo consiste numa célula electrolítica (2d) cujo tanque (50) pode ele próprio constitui o ânodo da célula se ele for feito de metal possuindo uma superfície interna insolúvel, como por exemplo titânio com uma superfície interna platinizada ou activada. A referida célula pode também, obviamente, ser feita de outro metal ou material não metálico com um ânodo tradicional.
Na referida célula instala-se um cátodo (3ci) dentro do tanque (50) que ê electricamente isolado dele. Este cátodo é feito de paládio ou titânio, ou de qualquer outro material facilmente absorvente de hidrogénio e dos seus isótopos, e apresenta uma superfície com uma forma essencialmente cilíndrica ou com uma forma adequada e, na sua parte imersa, está apta a ser tratada de forma a aumentar a sua capacidade ôe absorção. Este cátodo está acomodado dentro de um tubo não metálico (51) provido com abas laterais* A água pesada pura ou água pesada eoia trítio ou hélio flui do tubo (Id) e está contida dentro da célula enquanto se descarrega o oxigénio do tubo (52) e dentário e/ou trítio e hélio, recolhido através do tubo (51) que são descarregados do tubo (52). O elemento catódico (3d) tem uma saliência da célula (2) de modo a que a outra extremidade (3e) esteja acomodada dentro do reactor (36a) que contem uma mistura fundida (3Sa) de lí-tio 6, lítio 6 mais 7* O reactor (36a) é mantido em vazio através do tubo (54) A mistura do lítio fundido ê sugada através do tubo (40a) e, após a extracção (principalmente) de trítio e da permutação de calor com água para a produção de vapor, ele é reintrodusido no reactor (36a) através do tubo (41a)* - 15 -
t L
Liga-se o reaetor (36a) em vanádio ou qualquer outro metal com uma pequena acumulação de radioactividade ao polo negativo de um gerador de corrente contínua cujo polo negativo é, por razões óbvias, ligado ao tanque de titânio (30) que pertence à célula (2d). A extremidade (3e) do elemento do paládio ou de titâ-nio yoáe ser fabricada da forma exemplificada nas i?igs. 5, 6 e 7, explicadas a seguir. A parte horizontal (3f) que pertence ao elemento de paládio ou de titânio pode ser submetida a campos electromagnéticos ou a outras condições susceptíveis de activar os átomos ou aniões de deutério, trítio ou hélio bem como de acelerá-los para a extremidade (3e).
Um esquema alternativo pode ser o indicado na Pig. 3. Ele é constituído por um oscilador (55) com saídas ã& corrente contínua desfasadas de 180°, reciprocamente. Cada saída está separadamente ligada a um amplificador de potência. O amplificador de potência (56) provoca a electrôlise da água pesada e o outro (57) cria um fluxo electrónico que tem a mesma direcção do fluxo de deutério e trítio.
Os dois circuitos que pertence® aos amplificadores de potência começam a funcionar alternativamente e durante um tempo pré-determinado com uma frequência pré-determinada. deutarxo A Pig. 4 mostra o ciclo com absorção de deutério ou trítio e aeutério-hélio numa fase gasosa* A extremidade de absorção (3g) do elemento de paládio ou de titânio é inserida no tanque (58) que tem deutério ou uma mistura de deutério-trítio/deutério-hélio, sob pressão, introduzida através do tubo (55). O ciclo para além do tanque (58) ê o que já foi acima descrito, aa Pig. 3. O tanque (58) pode conter uma serpentina para a evaporação de azoto líquido de modo a aumentar a capacidade de absorção 'XO eieraeata (3g). 0 gerador de corrente contínua (57a) efectua a .mesma função do outro (57) como descrito no ciclo anterior· — 16 —
I CSf
A extremidade (3e) mergulhada em lítio fundido tem de ser tratada de modo a possuir fissuras ou raicrodescontinuidades na massa metálica. Eis também aode ser montado como se mostra nas Figs, 5 e 6 em que se força uma manga aquecida sobre esta extremidade, e as suas extremidades podem ser soldadas, de modo a provocarem pseudo-fissuras, â Fig. 1 mostra, alternativamente, esta extremidade envolvida numa manga que compreende uma cavidade cheia com grânulos forçadamente sob pressão, à extremidade livre superior desta manga é em seguida soldada. A montagem das mangas sobre as extremidades, o acabamento ca superfície da dobra da extremidade (3e) e das várias mangas têm cie ser realizados em alto vazio.
Em qualquer dos casos, as dimensões destas extremidades e as espessuras das mangas deve ser tal que o calor produzido pela reaeção nuclear seja rapidamente disperso dentro do lítio de modo a evitar a fusão do paládio ou do titânio.
Isto pode ser conseguido de várias maneiras tal como, por exemplo fabricando as extremidades (3e) num feixe que agrupa vários elementos cilíndricos de pequeno diâmetro com fissuras internas, mesmo obtidos segundo o método ilustrado nas Figuras b e 6 e ?j ou, também, reduzindo o número e a extensão da superfície das sicrofissuras e, finalmente, fixando a frequência e direcção da libertação.
Para simplicidade, a tabela e a descrição anexas refe-rem-se a um único elemento de paládio ou titânio dentro da célula (2b) e do tanque (58), e consequentemente nos reactores (36a). As instalações devera, por sua vez, compreender um conjunto de vários elementos possuindo cada ura uma pequena secção cujas extremidades estão acomodadas dentro da célula (2d>, tanque (56) e reactores (36a) suficientemente distantes uns dos outros para se obter uma elevada medida de absorção e, acima de tudo, uma excelente dispersão de calor.
As mangas de paládio ou de titânio podem ser indiscri-inina&amente fcrçaaas sobre as extrzmid&des de titânio ou paládio (te) * A instalação completa, e especialmente a zona do reac- - 17 -

Claims (1)

  1. tor, deve possuir um sistema de dissipação do seu calor e ser protegida por qualquer sistema adequado. Einalmente, o alongamento (3a) está contido dentro de uma câmara em que se introduz deutério líquido através &o tubo (6u) de modo a refrigerar o referido alongamento. Este âeutério líquido evapora-se em seguida e é descarregado através do tubo (61). L refrigeração por meio de âeutério evita percias deste gás absorvido ao longo do alongamento (3f). Deve entender-se que qualquer outro sistema ou instalação para a produção de energia eléctrica que em qualquer caso preveja a absorção de hidrogénio ou dos seus isótopos por elementos de tit&nio, paládio ou qualquer outro metal adequado g a fusão dos seus núcleos devido à sua libertação em fissuras introduzidas na massa do referido material ou entre o ultimo e a manga inserida à força, devem ser considerados como incluídos na presente patente* REIVINDICAÇÕES - m - Processo para a "fusão nuclear fria controlada" ou "fusão fria", caracterizado por este processo compreender: a) a absorção, com alta densidade, de átomos de deutério ou cias suas misturas com átomos de trítio ou de hélio ea componentes de paládio, titânic ou qualquer outro elemento metálico e « possível activação dos referidos átomos ou das suas misturas por meio de campos eléctricos, campos electromagnéticos, radiação, raies laser e aceleradores de partículas; b) a libertação sucessiva dos referidos átomos ou das suas misturas dentro de fissuras de têmpera ou fissuras devido à formação plástica, microfissuras intercristalinas ou transcristalinas ou quaisquer microõescontinuidades dentro e entre cristais, criadas nas massas metálicas dos referidos elementos por métodos - 18
    metalúrgicos ou mecânicos ou por Qualquer outro método conhecido ou ^ossível considerado adequado a conseguir-se dentro dessas ~ 12 24 fissuras pressões extremameate elevadas, entre 10 e 10 atm, criadas pela libertação de átomos de dentário ou das misturas acima mencionadas de átomos, que passam para dentro das referidas fissuras, de modo a potenciar a sua nucleação com energia cinética que permita vencer a barreira de Coulomb, com a fusão resultante entre elas de acordo com uma ou mais das seguintes reacções conhecidas, dependendo das composições dos plasmas: Λ Λ - 1) + d:£ -> TJ 4· ÍÇ + 4,03 WôV 2) dJ + > He| + nj + 3,27 mV 3) i>J + T? -> He^ + nj + 17,50 MeV 4} dj + Ue7À-> iíe^ + hr + 18,34 MsV Ocorrendo as duas primeiras reacções, normalmente, simultaneamente numa proporção de 50:50; c) a libertação de energia nuclear, também directamente, dentro do lítio fundido em que os referidos elementos metálicos, dentro dos quais tem lugar a fusão nuclear, estão mergulhados, diferindo este fenómeno do que ocorre nos outros processos de fusão conhecidos, era que a energia nuclear é libertada dentro do lítio fuuuido mas apenas após a referida energia ter passado através de utn espaço eis vazio e de uma parede metálica espessa, resultando numa perda de energia e da pequena duração da referida parede metálica. 22 - Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por c deutério ou as suas misturas com trítio ou hélio serem levados ao contacto com uma superfície absorvente metálica por meio de polarização catódica desta superfície metálica durante a electrolise de água pesada pura, ou água pesada contendo trítio ou hélio. - 32 - - 19 ==> ·«:' ·-ώ-^·' : Processo de acordo cora a reivindicação 1, caraeterizaclc por o cleutério e as suas misturas cora trítio ou hélio serera levados ao contacto cora uma superfície metálica absorvente por meio de contacto físico com a referida superfície de dentário ou misturas de isótopos de hidrogénio numa fase gasosa e submeterem-se a pressurisação e/ou a baixa temperatura. - 4ã - processo de acordo cora as reivindicações 1 e 3, caracterizado por a absorção e posterior libertação de deu-tério ou misturas de isótopos de hidrogénio ter também lugar em pequenos elementos de paládio ou titânio ou de qualquer outro metal facilmente absorvente de hidrogénio e dos seus isótopos, sendo os referidos elementos geralmente de um volume inferior a 1 centímetro cúbico, preferivelmente sob a forma de pequenas esferas com fissuras internas, era que os referidos elementos, quando constituídos por um metal não ferroso, devem pelo menos conter uma pequena percentagem de ferro. - 5B Processo de acordo cora as reivindicações 1, 2 e 3 caracterizado pelo facto de, por ura lado, a absorção de deutério ou das misturas de isótopos de hidrogénio também acorrer numa extremidade ou numa zona de paládio, titânio ou outro elemento metálico isento de fissuras ou microdescontinuidades internas e, por outro lado, a sua posterior libertação ocorrer na outra extremidade do referido elemento metálico ou noutra zona dele adjacente a ou distante da primeira e que, contudo, tem de conter fissuras oa raicrodescontinuidades internas, podendo as referidas ivdcrodescontinuidades também ser pseudo-fissuras que ocorrem entre a superfície da referida extremidade e as mangas, feitas de paládio ou de titânio, montadas apertadaraente sobre a referida extremidade. - 20 -
    Instalação para o processo cie acordo cora as reivindicações 1 s 2, caracterisada por a absorção e posterior libertação de isótopos de hidrogénio ocorrer dentro de uma unidade electrolítica alimentada com água pesada pura, ou água pesada com trítio ou hélio, compreendendo a referida instalação: - uma bateria electrolítica (2a) constituída por ura certo número de elementos catódicos (3a), feitos de paládio, titânio ou qualquer outro metal facilmente absorvente de hidrogénio e dos seus isótopos, na forma de placas de espessura reduzida, provida com fissuras internas e intervaladas com placas anódicas muito finas (4a) feitas de nm metal insolúvel ou de um metal cuja superfície é tornada insolúvel; - uma cobertura superior removível para a referida bateria equipada com: uma admissão para a água pesada através de um tubo de alimentação (1); uma saída para a descarça de oxigénio; uma saída para a desearga dos isótopos de hidrogénio não absorvidos pelos cátodos e libertados num estado molecular bem como para a áescarga dos isótopos de hidrogénio, produzidos por reac-ções nucleares, que podem auto-lifeertàr-se dos cátodos e serem transportados pelas câmaras com aberturas em abas ou sinos laterais que rodeiam os referidos cátodos; - um circuito para refrigerar a água pesada que é fcrçadamente circulada por meio de uma boaba (23) através de ura pernvutador de calor (22); - uma camisa (6a) que rodeia a referida bateria quer em contacto direcco quer afastada por uma câmara anular sob vazio, dentro de cuja camisa está contido o lítio 6, ou uma mistura de lítio 6 e lítio 7, para a absorção de neutrões, radiação e outros produtos da fusão com a libertação consequente de calor e a regeneração do trítio que é o isótopo indispensável para a alimentação da bateria quando é necessária a fusão entre dentário e trítio; - um circuito primário, com circulação forçada por meio de bomba (quando necessário), para refrigerar o lítio contido dentro do permutadcr de eaior (lia), a partir de cujo circuito primário está ligado um circuito secundário para aquecer o vaso
    (12a) para a produção de vapor? - ura disposit (7s), colocado no circuito que envia lítio pa calor (11a), para a recuperação dc trítio rsç ivo de e ra o pei snerado xtracoão rautaoor ce e dos ou tros produtos acima mencionados, de acordo com as fórmulas de reacção apresentadas na reivindicação 1 dependendo cia composição da água pesada , que resultam das fusões introduzida na bateria; — U zado. L'a úú 01 a o g.g corrente funcionamento contínua (5a) equipado cosa um tem dei electrólisa de acordo cora dur pori— ações de tempo e frequências necessárias para o processo de fusão. - 7§ - Instalação para o processo cie acordo com as reivindicações 1, 2 s 6 earacterizada por a referida instalação ser constituída por três unidades, de acordo cora a reivindicação 6f que funcionam em série e que em conjunto executam as quatro reacçces apresentadas na reivindicação 1# sendo a primeira unidade alimentada com água pesada e as restantes unidades alimentadas com água pesada misturada com os isótopos de hidrogénio recuperados pelo dispositivo de extraeção da primeira unidade. - ga «. Instalação para © processo de acordo com as reivindicações 1, 2, 6 e 7 earacterizada por a electrólise ocorrer em células electrolíticas normais em vez de ocorrer em baterias. Instalação para o processo cie acordo coa« as reivindicações i, 3 e 4 caracterizada por consistir numa unidade alimentada por deutêrio gasoso ou por uma mistura gasosa de deutêrio-trítio ou de deutério-hélio, compreendendo a referida unidade; - uma tremonha (25) para a alimentação dos elementos de volume reduzido, ou das pequenas esferas (26), cujos elementos ou esfe- - 22 - ras contêm pequenas fissuras internas; - um tanque-refrigerador (28), alimentado pela tremonha (2b), equipado com uma saída (32) para o colocar em vazio e uma sumis· são (31) para a sua alimentação com deutêrio ou uma sua mistura com trítio ou hélio sob pressão; - um tanque (29), rodeando concentricamente o tanque-refrigerador (28), no qual se introduz azoto líquido através da admissão (30) que se deixa expandir; ou uaa mistura de - um reactor (30), contendo lítio fundido lítio 6 e 7 (38), no qual caem as pequenas esferas com um ritmo pré-determinado por meio de campos electromagnéticos que confi <3o reierioo a sequência nam as rolerioas esreras para o eixo central (õ /} reactor e oue param o seu movimento de acordo com do tempo pretendida para a intervenção dos aceleradores de partículas, raios laser ou qualquer outra radiação e dentro de cujo reactor se libertam os isótopos de hidrogénio no interior das fissuras das referidas pequenas esferas com a consequente absorção directa, pelo lítio, de neutrões e de radiação libertada através dos fenómenos de fusão, com a produção resultante de calor e regeneração de trítio como resultado da rescgão entre lítio e neutrões; - um permutador de calor (lld) dentro do qual se arrefece o lítio fundido e se aquece um fluido para permuta térmica dentro da caldeira (12b) de modo a produzir vapor; - um dispositivo de extraeção (7d) para recuperar o trítio e outros produtos de reacção, dependendo da composição do gás que alimenta o tanque-refrigerador (28), de lítio fundido quente antes de levar este iiltimo par© o permutador do calor (11c.); - um colector (44) que recolhe as pequenas esferas lego que a fusão termine· - 1C£ - Instalação para o processo de acordo com as reivindicações 1, 3, 4 e 9 caraeterizada por consistir em três unidades colocadas em série de acordo com a reivindicação 9 den-
    tro de cujas unidades pode ocorrer a fusão nuclear de acordo com as quatro fórmulas de reacção referidas na reivindicação 1. 11Ê Instalação para o processo de acordo com as reivindicações 1, 2 e 5 car&cterizada pelo facto de consistir em; - uma célula eiectrolítica cujo tanque (50), se for construído de titânio, pode ele próprio servir como ânodo, confinado à sua superfície interna platinizada ou activada, A cobertura superior da referida célula contem: uma abertura provida com ura aro ©leetricsaiente isolaate e vedado a gases, através de cuja abertura passa o elemento catódico (3ct), olectri-camente isolado do tanque (50); uma admissão (lb) para a alimentação de áyua pesada pura ou água pesada contendo trítio ou hélio 3; uma saída (52) para a descarga do oxigénio; uma saída (53) para a descarga dos isótopos de hidrogénio, não absorvidos pelo cátodo, que são recolhidos pela câmara habitual com abas (31) que rodeia o referido cátodo; - um elemento de titânio ou de paládio preferivelmente cilíndrico, possuindo uma extremidade absolutamente isenta de fissuras internas ou de raicrodescontinuidades internas que constitui o cátodo (3) dentro da célula (50) e que se salienta para fora da referida célula (3£); - ura reactor (33a) que pode ser feito de vanádio ou de outro metal com baixa acumulação de radioactividade e que contem lítio fundido 6 cu uma mistura de lítio 6 e 7 fundido (38a) no qual se mergulha a outra extremidade (3e) do referido elemento de titânio ou paládio de modo a que os te j a electricamente isolado cia cobertura superior do reactor (36a); possuindo a referida extremidade (3e) fissuras internas ou microdesccntinuidades internas de modo a çue ocorra uma absorção imediata e âirecta, no lítio, de neutrões, radiação e outros produtos de reacção nuclear, resultan do na libertação de calor e na regeneração do trítio, proporcionando-se além disso, uma saída (54) na cobertura superior do reactor para a recuperação, também sob vazio, de produtos gaso- - 24 - scs da reacção nuclearj - uar. gerador de corrente contínua de corrente e tensão variáveiè equipado cora um temporizador para o funcionamento da electróiiee de acordo cora ciclos pré-determinados, cujo polo positivo está libado à parede cia célula (50) e cujo polo negativo está ligado ao do reactor (36a), podendo por sua vez o referido polo positivo relativo ao gerador, ser ligado a um ânooo mergulhado dentro da célula (50) quando esta célula. S do tipo habitual e podendo ser o referido polo negativo, por sua vez, ligado aos eléctro-áos mergulhados no lítio (38a) do reactor (36a) ou directamente às extremidades do paládio ou titânio (3e)j um circuito para a ref oração do lítio, para o aquecimento do vapor da caldeira e para a extracção do lítio e de outros produtos de fusão nuclear, como descrito com referência âs instalações referidas nas reivindicações 5 e 9. - 12®- - Instalação para o processo de acordo com as reivindicações 1, 3, 5 e 11 earacterizada pelo facto de, a absorção em vez de ocorrer dentro de «ma célula electrolítica, ocorrer dentro de ura tanque (50) no qual se introduz ueutério ou uma Θ -30.0 01*03330, sua mistura com tritio ou hélio num estado possuindo o referido tanque (50) uma serpentina para a refrigeração de isótopos de hidrogénio. - 133 iíiStcilciçso para o processtj cís acordo com ciS reivindicações 1, 2, 3, 5, 11 © 12 caraeterisada por o alongamento intermediário (3f) do elemento de paládio o\i de titânio entre as duas extremidades (3d-3e) ou (3g-3e) ser suficientemen— te lon^c do modo a ser submetido à influência dos campos electro· magnéticos, raios laser, radiação, aceleradores de partículas ou õe qualquer outro sistema adequado para activar os átomos ou iões de isótopos de hidrogénio e de distribuir o seu fluxo na cíirecçâo da extremidade contida dentro do reactor de lítio fundido (36a).
    - 14» - Instalação para o processo de acordo com as reivindicações lf 2, 3, 5, 11, 12 e 13 caracterizada por o alongamento intermediário (3f) pertencente ao elemento feito de paládio, de titânio ou de qualquer outro metal facilmente absorvente de isótopos de hidrogénio estar contido dentro de um tubo electricamente isolado do referido alongamento, dentro de cujo tubo se mantém azoto líquido introduzido através da admissão (6u) ^srs evaporar s ser descarregado num estue.o gasoso soravas da extraeção (61) de modo a refrigerar o referido elemento, sendo ainda previsto que a referida refrigeração seja conseguida por meio de deutério num estado líquido ou uma mistura de isótopos de hidrogénio libertados num estado gasoso sob pressão também para evitar a libertação de isótopos de hidrogénio no alongamento atrás mencionado* - 15ã - Instalação para o processo de acordo com as reivindicações 1, 11, 12, 13 e 14 caracterizada pelo facto do elemento feito de paládio ou titãnio ser substituído por um conjunto de elementos de pequeno diâmetro em que as suas extremidades, e especialmente as extremidades (3e) mergulhadas no reactor (36a), contem fissuras internas e suficientemente espaçadas umas das outras de modo a obter-se uma elevada dispersão de calor dentro do lítio fundido (38a). - 16ã - Instalação para o processo de acordo com as reivindicações 1, 11, 12 e 13 caracterizada pelo facto de, para activar os isótopos de hidrogénio no elemento de alongamento ou conjunto de elementos (3f) entre a zona de absorção e a zona de fusão, .oom como para provocar a rererida aõsorçao o rus&o alternadamente, se utilizar um circuito eléctrico constituído por um oscilador (55) com terminais de corrente contínua desfasados de - 26 - i£_.
    180°, era que cada um dos referidos terminais alimenta um amplificador de potência; e um dos referidos dois amplificadores (56) provocar a eleetrólise da água pesada enquanto o outro (57) determina um fluxo de electrões na mesma direcçao dos isótopos de hidrogénio, operando os referidos amplificadores de potência alternadamente e durante períodos de tempo pré-determinadas de acordo com o conjunto oscilador, dependendo dos requisitos dos ciclos de operação da fusão nuclear. - 17â - Instalação para o processo de acordo com as reivindicações 1, 11# 13f 14, 15 e 16 caracterizada pelo facto de a absorção de isótopos de hidrogénio numa fase gasosa poder ocorrer directamente dentro do elemento de titânio ou de paládio que precede o reactor (36a) que está dentro do alongamento (3£) de comprimento adequado e cujo tubo exterior contem a mistura de isótopos de hidrogénio nele introduzida num estado líquido e em seguida deixar-se evaporar sob pressão, e assim excluir-se o tanque (58) da instalação. - I3ã - Instalação para o processo de acordo com as reivindicações 1, 11, 12 e 15 caracterizada pelo facto de as fissuras nas extremidades (3e) dos elementos de paládio, cujas ex-tremiõaaes estão dentro dos reactores (36a), poderem também ser pseudcfissuras ÍFigs. 5, 6, 7) obtidas entre a superfície cias referidas extremidades (3e) e as mangas (62) montadas com precisão sobre as referidas extremidades ou realizadas através do contacto de grânulos fortemente comprimidos (63) dentro do in-terespaço estreito das referidas mangas (64), podendo estas mangas estar soldadas à extremidade do elemento metálico nelas contido e podendo também ser de metal e ter uma capacidade de absorção menor ou maior do que a do metal císs extremxdacies, devenoo a espessura, diâmetro e forma longitudinal das referidas mangas serem tais que o calor resultante da reacção de fusão se possa difundir rapidamente dentro do lítio. - 27 - ϊ ~ isa - Instalação para o processo de acordo com as reivindicações 1, 6, 9, 11 s 12 caracterizada por as camisas (6) e os reactores (36) poderem ser providos coro varões de berílio que são móveis de aio&o a serem mergulhados no lítio quando se pretende a multiplicação de neutrões» h requerente rexvinciica as prxoriuao.es dos pedidos italianos apresentados m 14 de Junho de 1S8S e em 26 de Fevereiro de 1990, sob os n2s. 20865 â/89 e 19476 A/9G, res-pectivamente, Lisboa, 12 de Junho de 1990 G £030133 ®?JlSJULB ©Δ i?S©?EiSlDi-®33 ΕΓ33ΤδΉ2ϊ£Λ
    - 28 -
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