PT101823B - Maquina de pisar o mosto em lagares - Google Patents

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    • B30PRESSES
    • B30BPRESSES IN GENERAL
    • B30B9/00Presses specially adapted for particular purposes
    • B30B9/02Presses specially adapted for particular purposes for squeezing-out liquid from liquid-containing material, e.g. juice from fruits, oil from oil-containing material
    • B30B9/04Presses specially adapted for particular purposes for squeezing-out liquid from liquid-containing material, e.g. juice from fruits, oil from oil-containing material using press rams

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Description

MÁQUINA DE PISAR 0 MOSTO EM LAGARES
DESCRIÇÃO
A presente invenção refere-se a uma máquina de pisar mosto em lagares.
Por todo o País, encontram-se adegas onde existem lagares usados na fabricação dos vinhos.
Os lagares são tanques ou cisternas de medidas variadas, mas sempre com profundidade da medida da perna de um homem. Antigamente de pedra, mais tarde também construídos em cimento, são usados desde há séculos.
As uvas, esmagadas em máquinas próprias para esse fim, permanecem nos lagares vários dias até que ocorra a fermentação, transformando-se em vinho.
Durante este longo processo de fermentação, as uvas rasgadas, sendo mais leves que o mosto, tendem a vir à superfície formando uma camada espessa designada popularmente por manta. Para evitar o contacto exagerado da manta com o ar, levando-a a secar e a sofrer alterações impróprias, entram várias pessoas no lagar, as quais, com os pés, mergulham incessantemente as cascas, esmagando-as contra o chão do lagar.
Por outro lado, para desencadear a fermentação e torná-la o mais completa possível, tirando proveito de todas as propriedades existentes no mosto, é necessária uma prolongada oxigenação das leveduras fermentativas, pelo que, o mergulhar das cascas da manta permite a transferência do oxigénio necessário à fermentação, do cimo do lagar para o fundo, de modo a homogeneizar a fermentação.
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Contudo, após uma oxigenação inicial do mosto e respectiva manta, oxigenação essa útil à fermentação do mosto, torna-se necessário ter em conta outro problema, o qual consiste na atracção que a matéria em fermentação exerce sobre os insectos, designadamente a mosca vi nár i a, que à falta de qualquer impedimento, bactérias por eles transportadas, qualidade do vinho resultante.
nela depositariam comprometendo a
Assim, após a agitação inicial, o mosto é deixado em relativo repouso, continuando a oxigenação a fazer-se no seu interior à custa do oxigénio aí injectado pela operação de calcagem. Em contrapartida, na camada superficial, após a fermentação inicial forma-se uma camada de CO2 que actua como isolante, impedindo a entrada dos insectos.
Com efeito, o facto de os lagares tradicionais nunca serem cheios até cima, ficando geralmente uma margem de cerca de 0,2 metros (20 centímetros) sem mosto, permite que o cimo dos mesmos fique com uma camada de CO2, evitando assim a entrada de mosquitos.
Este método pouco agressivo e lento é fundamental para a extracção das propriedades que se encontram junto à película da uva e na polpa, as quais originam os vinhos mais equilibrados e completos no sabor, cor, perfume, etc.
Contudo, o esmagamento a pés de homem tem o inconveniente de ser demasiado dispendioso pois a proporção de horas de trabalho homem/pipa de vinho é de cerca de 8/1. Além do mais, torna-se necessário manter uma higiene absoluta e uma ordem de pisar perfeita.
Face à escassez de também substituído por uma que, do exterior do lagar, instrumentos designados mão-de-obra, aquele método é operação executada por homens mergulham a “manta, com uns agitadores ou macacos, ou constituídos por um cabo comprido, tendo nas suas extremidades umas mãoseiras (apoios para as mãos) de um lado e umas barras do outro.
Na tentativa de desenvolver sistemas alternativos que permitam mergulhar as cascas em lagares, surgiram algumas experiências como a técnica da grelha, onde uma grelha com as dimensões da superfícies do
1agar, construída em ferro, é colocada em cima da manta.
Com o seu peso arrastava as cascas para o fundo.
Passados alguns minutos, aquela grelha, presa ao tecto com de roldanas, era cordas através colocada na parte não passou de uma içada por vários homens e novamente superior da manta. Este método quase experiência pois dificultava a higiene (pois ficava a pingar durante várias horas sobre o lagar), e a grelha tinha que pesar centenas de quilos para os quai s era necessária muita força.
manta
Outra técnica é a chamada remontagem ou . Nesta técnica é instalada uma bomba de regar a grande potência que suga o mosto da parte inferior Através de uma mangueira com uma agulheta na do
1agar.
ponta, um homem eque mosto fundo orienta o jacto do mosto bombeado, em contra a manta, molhando-a, evitando que seque, bombeado precipita-se em seguida novamente para as propriedades arrastando consigo na polpa e na película de uvas existentes forma de que se encontram na manta.
Este método, ainda inconveniente de usado, possui o necessitar de um homem muitos dias a orientar o leque. Por outro lado, das turbinas das bombas resulta também uma maceração violenta conduzindo a vinhos com maior percentagem de borras ou depósitos turvos, cujo engarrafamento é ou seja, a vinhos muito atrasado. Além disso, as graínhas, que contêm imprimindo mau gosto aos óleos vi nhos.
são também esmagadas,
Processo idêntico ao da remontagem é o usado nas cubas de fermentação. As cubas são reservatórios fechados, geralmente construídas em aço inoxidável, com portas na base e no topo. Possuem uma bomba acoplada e o princípio de funcionamento é idêntico ao atrás descrito relativamente à remontagem. Da base da cuba uma bomba, através de tubos, projecta o mosto provocando um leque ou chuveiro sobre as massas que se encontram na parte superior. Neste método a higiene é maior pois o circuito é totalmente fechado, embora tal tipo de circuito limite a oxigenação, o que é um inconveniente. Contudo, algumas das desvantagens da operação remontagem, nomeadamente a forte agitação, a maceração e destruição das graínhas, não foram ultrapassadas. Estas cubas são verticais, havendo por isso economia de espaço, possuindo ainda sistemas de controlo de temperatura que conduzem a fermentação, o que não constitui uma vantagem comparativamente aos lagares, pois nestes também se podem utilizar redes de controlo de temperatura, já existentes no mercado.
No entanto, as cubas de fermentação são de preço e custo de manutenção elevados, estando por isso fora do alcance da maioria dos vinicultores. A agravar esta situação, acresce o facto de o equipamento ser usado apenas algumas horas por ano, só durante a vindima, o que dificulta a amortização dos investimentos.
Por outro lado, hoje é unânime a opinião de que os vinhos fabricados num lagar com os métodos antigos são geralmente de qualidade superior. No Douro, são muitas as empresas produtoras de vinhos que ainda os fabricam em lagares para assim atingirem lotes de melhor qualidade com os quais, mais tarde, corrigem os vinhos obtidos por outros processos.
Finalmente, conhece-se ainda uma máquina do tipo desvinhadora/esgotadora, correspondente à patente FR2649358, máquina essa que, contudo, como qualquer desvinhadora, se destina a promover a rápida separação do sumo de uva da massa e não a homogeneização e mistura lenta do mosto com a manta, como acontece com a presente máquina, conforme se tornará evidente pela descrição que se segue.
Na tentativa de facilitar o fabrico dos vinhos em lagares tradicionais surgiu a ideia da construção de uma máquina que mergulhasse a manta com lentidão, sem recurso às bombas características da remontagem e das cubas de fermentação, de modo a evitar a maceração exagerada do mosto e o esmagamento das graínhas, máquina essa que evitasse o dispêndio de esforço humano e permitisse a automatização do processo de modo a dispensar a necessidade de um operador a tempo inteiro.
Da resolução de tal problema, resultou a máquina de pisar mosto em lagares que constitui a presente invenção.
A máquina de pisar o mosto em causa é um veículo com um motor que lhe permite deslocai—se ao longo do lagar, bem como, eventualmente, para os lagares vizinhos, possuindo um sistema de movimentação vertical de um pente constituído por uma travessa dotada de pernas terminadas por sapatas cuja parte inferior é em material flexível. A movimentação da máquina faz-se preferencialmente carris, instalados sobre o lagar ou, eventualmente, sobre sobre cavaletes colocados ao lado do lagar, ou mesmo no chão, dependendo da altura com que a máquina for construída e da largura do lagar.
O movimento da máquina ao longo do lagar é um movimento lento, de vai-vem. Assim, quando a máquina atinge uma das extremidades do lagar, reinicia a sua viagem em sentido contrário, desempenhando sempre da mesma forma a sua função, a qual consiste em ir mergulhando as pernas do pente no mosto, pente esse que, para o efeito possui um movimento de vai-vem, de direcção vertical e de curso regulável na distância total e na cota de, pelo menos, um dos pontos de inflexão do movimento.
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Preferencialmente o movimento de vai-vem do pente é comandado por dois cilindros hidráulicos cujas cabeças suportam o referido pente, o qual é desmontável, sendo fixado aos cilindros por meio engates rápidos, por exemplo, do tipo olhal/cavi1 ha.
A movimentação da máquina será feita preferencialmente através da ligação de um ou mais motores, também de que o chassis está dotado. A o chassis é a de hidráulico(s), às rodas forma mais adequada para guiar de eixo horizontal do movimento da máquina, perpendi cular, quer à di recção um prisma trianquer à di recção do movimento do pente.
A máquina é facilmente transportável, podendo ser rentabilizada em outros lagares existentes, bastando mudar-lhe o pente, no caso de os lagares em causa não estarem a produzir o mesmo tipo de vinho, ou de a fermentação do vinho se não encontrar na mesma fase.
As vantagens da presente máquina são as seguintes:
- Contribui para uma maior higiene na produção do vinho, mantendo, contudo, as vantagens do processo tradicional;
- Pisa o mosto com uma periodicidade mais regular;
- Permite reaproveitar lagares que não têm custos de manutenção e que constituem belos exemplares do nosso património;
- Permite reduzir os custos, designadamente de mão-de-obra;
- Permite manter, o mais aproximadamente possível, a tradição no fabrico dos vinhos; e
- No caso de lagares novos, permite a sua construção com altura superior à dimensão média da perna de um homem, com a consequente economia de espaço, em termos de superfície.
As figuras anexas, apresentadas a título ilustrativo e não limitativo, permitem visualizar o modo preferencial de materializar a máquina em causa, representando, ainda, quer os tipos de lagares onde preferencialmente a referida máquina trabalhará, quer instrumentos tradicionais empregados antigamente na produção do vinho e que, com o presente invento, deixam de ser necessários.
- A figura 1 apresenta um conjunto típico de lagares (1) onde a presente máquina poderá actuar;
- A figura 2, apresenta um agitador de accionamento manual, dotado das mãoseiras (1), num extremo, e das barras (2), no outro;
apresenta, da presente lagar dotado de carris;
uma figura vista segundo um alçado máquina, apoiada lateral, sobre um em perspectiva, trabalha uma máquina con- A figura 4 apresenta dotado de carris, onde forme a presente invenção.
um lagar
Conforme se verifica pelas referidas figuras, e muito particularmente pelas duas últimas, a máquina é constituída por um chassis (1), com a forma de um prisma triangular, dotado de rodas (2), onde, pelo menos uma delas (mas preferencialmente duas), é motorizada por meio de um motor (8).
À medida que a máquina se vai deslocando sobre os carris (6), colocados sobre o lagar (7), os cilindros (4) vão movimentando para cima e para baixo o pente (3), constituído por uma barra (31) dotada de pernas (32) com sapatas (33) nas pontas inferiores. A regulação do curso do dito movimento vertical de vai-vem é ajustável, bem como a posição de um dos dois pontos de inflexão de tal movimento, permitindo assim adaptar a máquina à profundidade dos diversos lagares.
O movimento da máquina sobre os carris é feito alternadamente num e noutro sentido, sendo a inflexão originada, por exemplo, por fins-de-curso colocados em ambos os lados do lagar, próximo dos extremos dos carris.
O comando dos diversos movimentos da máquina é feito numa central (5), sendo estes preferencialmente de accionamento hidráulico, estando ó chassis dotado para tal efeito de uma pequena central hidráulica (9), onde se gera a potência necessária ao accionamento dos cilindros (4) e do motor (8). Outros tipos de accionamento, designadamente pneumático, são também possíveis.
Obviamente que o comprimento do chassis e o número de cilindros é variável de acordo com a largura e profundidade dos lagares onde se pretenda instalar a máquina. Além disso, devido à forma adoptada para o chassis, pode-se prever também uma máquina onde o comprimento do mesmo seja variável, adoptando para tal tubos telescópicos nas posições correspondentes às três arestas do prisma triangular paralelas entre si.
O pente, amovível, terá em qualquer dos casos um comprimento correspondente à largura interior do lagar.

Claims (1)

  1. REIVINDICAÇÕES
    11. - Máquina de pisar mosto em lagares - possuindo um chassis provido de rodas e uma travessa dotada de elementos que vão pisar o mosto, travessa essa que é accionada por cilindros hidráulicos ou pneumáticos solidários com o chassis, a fim de produzir um movimento vertical de vaivém nos referidos elementos - caracterizada por o comprimento do chassis (1) ser variável, para se adaptar a diferentes tamanhos de lagares, e também por o elemento de esmagamento do mosto ser formado por um pente (3) constituído por uma travessa (31) e pernas (32) dotadas de sapatas (33) nas extremidades inferiores, que lhe são solidárias e por tal elemento combinar o referido movimento vertical de vaivém com um movimento horizontal de vaivém.
    21. - Máquina de pisar mosto conforme a reivindicação anterior, caracterizada por o fundo das sapatas (33) ser de material flexível e estas possuírem, preferencialmente, forma de ”T invertido.
    31. - Máquina de pisar mosto conforme a primeira reivindicação, caracterizada pela ligação do pente à cabeça de cada um dos cilindros hidráulicos de forma desmontável, designadamente com uma ligação do tipo olhal/cavi1 ha.
    41. - Máquina de pisar mosto conforme a primeira reivindicação, caracterizada por, preferencialmente, o chassis possuir a forma das arestas de um prisma triangular, de eixo horizontal.
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