BRPI0802267A2 - suporte para vasos de flores - Google Patents
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Abstract
SUPORTE PARA VASOS DE FLORES. Compreendendo a combinação de duas peças preferivelmente cilíndricas, uma definida como bandeja (1) e a outra como tampa (2), ambas na forma de calotas emborcadas que se encaixam e são acopladas com leve travamento através de suas bordas (3a-3b), de modo que a primeira (1) constitui o recipiente para certa quantidade de água e, ao mesmo tempo, é o suporte propriamente dito de apoio para um vaso convencional (4), também preferivelmente cilíndrico, enquanto a tampa constitui fechamento superior e apresenta uma abertura central (5) com diâmetro suficiente para penetração justa dc) dito vaso (4) que, por sua vez, apresenta o seu fundo apoiado sobre a bandeja (1), onde fica parcialmente mergulhado na água que, por sua vez, permanece completamente isolada do meio ambiente.
Description
SUPORTE PARA VASOS DE FLORES.Campo da Invenção.
Mais particularmente a presente Invenção refere-se aaprimoramentos técnicos e funcionais especialmente criados e introduzidosem um suporte para vasos em geral, notadamente aqueles utilizados paraflores.
Estado da técnica.
Como é de conhecimento, atualmente existe umavariedade muito grande de suportes para tal finalidade, todos eles projetadospara funcionarem à maneira de bandeja. Nesta condição, tal dispositivoconfere meios para que no seu interior possa ficar apoiado um vaso comum,como também no interior da bandeja possa ficar acondicionada certaquantidade de água, de modo que a mesma possa ser gradualmente absorvidapela planta. Logicamente, esta água também pode ser uma parte residual nomomento em que a planta é regada. Em qualquer uma das condições, oreferido suporte na forma de bandeja serve para reter certa quantidade de águae, ao mesmo tempo, configura local para disposição do vaso.
Este tipo de suporte na forma de bandeja énormalmente utilizado de duas maneiras distintas, sobre uma superfíciequalquer ou dependurado por pelo menos três cordões.
Não resta a menor dúvida de que os suportesconvencionais conferem meios para suportar um vaso qualquer, sejadependurado ou sobre uma superfície qualquer, entretanto, afetam-se eles,contudo, por algumas restrições e inconvenientes, principalmente pelo fato denão incluírem meios para guarnecer o espelho d'água formado,conseqüentemente, forma-se um local ou criadouro adequado paraproliferação de larvas de mosquitos em geral, principalmente aqueles que sãotransmissores de doenças, tal como a dengue e a febre amarela.
Como é sabido, a dengue pode ser transmitida porduas espécies de mosquitos (Aédes aegypti e Aèdes albopictus), que picamdurante o dia e a noite, ao contrário do mosquito comum, que pica durante anoite. Os transmissores de dengue, principalmente oAêdes aegypti,proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas, apartamentos,hotéis), em recipientes onde se acumula água limpa (vasos de plantas, pneusvelhos, cisternas etc). O Mosquito Aedes Aegypti mede menos de umcentímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas nocorpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimasda tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacarà sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem tambémdurante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói enem coca. A fêmea pica a pessoa infectada, mantém o vírus na saliva e oretransmite. A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem.Após a ingestão de sangue infectado pelo inseto fêmea, transcorre na fêmeaum período de incubação. Após esse período, o mosquito torna-se apto atransmitir o vírus e assim permanece durante toda a vida. Não há transmissãopelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nemfontes de água ou alimento. O mosquito Aedes aegypti também podetransmitir a febre amarela.
O ciclo do Aedes aegypti é composto por quatrofases: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas se desenvolvem em água parada,limpa ou suja. Na fase do acasalamento, em que as fêmeas precisam desangue para garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre a transmissão dadoença. O seu controle é difícil, por ser muito versátil na escolha doscriadouros onde deposita seus ovos, que são extremamente resistentes,podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicia aincubação. Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas,que dão origem às pupas, das quais surge o adulto. O único modo possível deevitar a transmissão da dengue é a eliminação do mosquito transmissor. Amelhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água,locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença.Não existe, até o momento, um meio eficiente paraimunidade contra a dengue, tal como as vacinas, conseqüentemente, oArbovírus da dengue deve ser combatido na sua origem. Assim, a prevenção éa única arma contra essa doença. A melhor forma de se evitar a dengue écombater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação domosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular águaem vasos de plantas, latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas derefrigerantes, pneus velhos, jarros de flores, garrafas, caixas d'água, tambores,latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.
Objetivos da Invenção.
Diante das circunstâncias acima e com o objetivo deoferecer um suporte adequado para vasos, foi criada a presente invenção que,em suas linhas gerais, soma a funcionalidade e a praticidade de uma bandejacom uma segunda peça que, neste caso, funciona como tampa hermética,porém, inclui uma abertura suficiente para encaixe do vaso, de modo que pelomenos a sua parte inferior (fundo) possa ficar em contato com a água contidano interior da bandeja. Nesta condição, a dita tampa inclui abertura deventilação e um curto gargalo com tampa para colocação de água, a qual ficacompletamente protegida no interior do suporte. Assim, o conjunto emquestão soma todos os detalhes para manter a água completamente isolada domeio ambiente, conseqüentemente, evita o acesso dos mosquitos. Por outrolado, toda parte superior do vaso fica completamente exposta, permitindo quea planta seja regada normalmente e, com isso, todo excesso de água escoapara o interior do suporte, onde é mantida guarnecida, evitando a formação deum ponto para proliferação de mosquitos.
Por outro lado, a forma de recipiente fechadoadotada para o conjunto também traduz outra vantagem adicional, pois, tampaserve para evitar a evaporação de água, principalmente no verão, diminuindoassim o trabalho de rega da planta, pois a água só evapora pela terra contidano vaso o que ocasiona um melhor aproveitamento hídrico para a plantatambém.
Descrição dos desenhos.
Para melhor compreensão da presente Invenção, éfeita em seguida uma descrição detalhada da mesma, fazendo-se referênciasaos desenhos anexos, onde a:
FIGURA 1 representa uma perspectiva em ângulosuperior do conjunto montado;
FIGURA 2 é uma vista lateral do conjunto
montado;
FIGURA 3 mostra outra perspectiva do conjuntomontado, porém, em ângulo inferior;
FIGURA 4 é uma perspectiva explodida em ângulosuperior, inclusive com vários detalhes, colocando em destaque a construçãode cada peça que forma o conjunto;
FIGURA 5 expõe outra perspectiva explodida,porém, em ângulo inferior;
FIGURA 6 reproduz uma vista superior com aindicação do corte A-A; e a
FIGURA 7 é uma vista do corte A-A indicado na
figura anterior.
Descrição detalhada da invenção.
De acordo com estas ilustrações e em seuspormenores, mais particularmente as figuras 1 e 2, a presente Invenção,SUPORTE PARA VASOS DE FLORES, está caracterizada pelo fato decompreender a combinação de duas peças preferivelmente cilíndricas, umadefinida como bandeja (1) e a outra como tampa (2), ambas na forma decalotas emborcadas que se encaixam e são acopladas com leve travamentoatravés de suas bordas (3a-3b), de modo que a primeira (1) constitui orecipiente para certa quantidade de água e, ao mesmo tempo, é o suportepropriamente dito de apoio para um vaso convencional (4), tambémpreferivelmente cilíndrico, enquanto a tampa constitui fechamento superior eapresenta uma abertura central (5) com diâmetro suficiente para penetraçãojusta do dito vaso (4) que, por sua vez, apresenta o seu fundo apoiado sobre abandeja (1), onde fica parcialmente mergulhado na água que, por sua vez,permanece completamente isolada do meio ambiente.
Conforme ilustram as figuras 4 e 5, a paredesuperior da tampa (2) é vazada por dois detalhes, em que o primeiro é umponto de ventilação à maneira de grelha (6), enquanto o segundo é um furoguarnecido por uma projeção vertical na forma de curto tubete (7) com um arespectiva tampa (8), onde é configurado entrada para colocação de água.
A borda (3a) da bandeja (1) apresenta seçãotransversal em "L", ou seja, projeta-se para fora formando uma paredehorizontal (9) e novamente para cima configurando uma parede vertical maisgrossa (10), esta última é vazada verticalmente por furos (11) que constituiponto de engate para cordões quando o conjunto é utilizado de maneirasuspensa e, ainda, pelo lado de dentro, esta parede (10) inclui umaprotuberância anelar (12) que, em conjunto com outra (13), forma ponto deengate para a borda cilíndrica (3b) da tampa (2) que se ajusta com levepressão no interior da borda (3a) da bandeja (1) que, finalmente, inclui umapequena projeção interna cilíndrica (14), centralizada, de apoio para o fundovazado (15) do vaso (4), de modo que o mesmo possa ficar afastado emrelação a parede de fundo da bandeja (1), ficando em uma distância adequadapara que a água possa ser absorvida gradualmente pela planta.
Conforme ilustram as figuras 6 e 7, nota-se que oconjunto em questão configura os meios necessários para que o vaso (4) possaser mantido suspenso ou sobre uma superfície qualquer e, nesta condição, aporção de água contida no interior da bandeja (1) permanece sem contato como meio ambiente, evitando assim que a mesma se torne um criadouro demosquitos. Por outro lado, o gargalo (7) e a tampa (8) formam os meiosnecessários para colocação de água no interior da bandeja (1). A pequenagrelha (6) funciona como respiradouro, o permite conservar a água.
Portanto, observando-se a figura 7, nota-se que ovaso (4) fecha completamente a abertura (5) e, ao mesmo tempo, fica apoiadosobre a projeção (14), onde o seu fundo fica parcialmente mergulhado naágua, de modo que a mesma possa ser absorvida gradualmente pela planta.Por outro lado, se eventualmente o vaso for regado, o excesso de água fluipara o interior da bandeja (1). Assim, em qualquer condição de uso, a água ésempre mantida acondicionada corretamente, sem contato com o ambienteexterno, conseqüentemente, o conjunto não forma um criadouro paramosquitos e, ainda, evita o desperdício de água por evaporação.
Será compreendido que determinadas característicase combinações em relação a bandeja (1) e a tampa (2), bem como do vaso (4),podem variar consideravelmente mantendo-se o mesmo conceito funcionalpara o conjunto, conseqüentemente, nota-se que a construção ora descrita emdetalhes à título de exemplo está claramente sujeita a variações construtivas,porém, sempre dentro do escopo do conceito inventivo de um suporte comtampa e meios para encaixe do vaso (4) ora revelado, e como muitasmodificações podem ser feitas na configuração ora detalhada de acordo comas exigências descritivas da lei, é entendido que os detalhes presentes devamser interpretados como de forma ilustrativa e não limitadora.
Claims (4)
1. SUPORTE PARA VASOS DE FLORES, caracterizado pelo fato decompreender a combinação de duas peças preferivelmente cilíndricas, umadefinida como bandeja (1) e a outra como tampa (2), ambas na forma decalotas emborcadas que se encaixam e são acopladas com leve travamentoatravés de suas bordas (3a-3b), de modo que a primeira (1) constitui orecipiente para certa quantidade de água e, ao mesmo tempo, é o suportepropriamente dito de apoio para um vaso convencional (4), tambémpreferivelmente cilíndrico, enquanto a tampa constitui fechamento superior eapresenta uma abertura central (5) com diâmetro suficiente para penetraçãojusta do dito vaso (4) que, por sua vez, apresenta o seu fundo apoiado sobre abandeja (1), onde fica parcialmente mergulhado na água isolada no interior dabandeja (1).
2. SUPORTE PARA VASOS DE FLORES, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de a parede superior da tampa (2) ser vazada pordois detalhes, em que o primeiro é um ponto de ventilação à maneira degrelha (6), enquanto o segundo é um furo guarnecido por uma projeçãovertical na forma de curto tubete (7) com um a respectiva tampa (8), onde éconfigurado entrada para colocação de água.
3.
SUPORTE PARA VASOS DE FLORES, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de a borda (3a) da bandeja (1) apresentar seçãotransversal em "L", tendo uma primeira parte que se projeta para foraformando uma parede horizontal (9) e novamente para cima configurandouma parede vertical mais grossa (10), esta última é vazada verticalmente porfuros (11) que constitui ponto de engate para cordões quando o conjunto éutilizado de maneira suspensa e, ainda, pelo lado de dentro, esta parede (10)inclui uma protuberância anelar (12) que, em conjunto com outra (13), formaponto de engate para a borda cilíndrica (3b) da tampa (2) que se ajusta comleve pressão no interior da borda (3a) da bandeja (1) que, finalmente, incluiuma pequena projeção interna cilíndrica (14), centralizada, de apoio para ofundo vazado (15) do vaso (4), de modo que o mesmo possa ficar afastado emrelação a parede de fundo da bandeja (1), ficando em uma distância adequadapara que a água possa ser absorvida gradualmente pela planta.
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