BR102017022215A2 - Sistema de extinção de incêndio e controle de temperatura em transformadores de potência (trafos), localizados em subestações de geração e distribuição de energia elétrica - Google Patents

Sistema de extinção de incêndio e controle de temperatura em transformadores de potência (trafos), localizados em subestações de geração e distribuição de energia elétrica Download PDF

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Abstract

a presente invenção descreve um sistema de extinção de incêndio e controle de temperatura em transformadores de potência (trafos), localizados em subestações de geração e de distribuição de energia elétrica, no que utiliza descargas massivas de grandes volumes de co2, diretamente de um dispositivo de armazenamento do gás em estoque líquido, a ser utilizado tanto nos transformadores que possuem ventilação forçada, quanto em substituição ao óleo dos radiadores.

Description

SISTEMA DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO E CONTROLE DE TEMPERATURA EM TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA (TRAFOS), LOCALIZADOS EM SUBESTAÇÕES DE GERAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
Campo Técnico
1- A inovação ora proposta descreve um sistema de extinção de incêndio e controle de temperatura em transformadores de potência (Trafos), localizados em subestações de geração e de distribuição de energia elétrica, no que utiliza descargas massivas de grandes volumes de CO2, diretamente de um dispositivo de armazenamento do gás em estoque líquido.
Técnicas Anteriores
2- Onde usar os agentes extintores, um agente extintor é todo material que, aplicado ao fogo, interfere na sua química, provocando uma descontinuidade em um ou mais lados do tetraedro do fogo, alterando as condições para que haja fogo. Os agentes extintores podem ser encontrados nos estados sólidos, líquidos ou gasosos. Existe uma variedade muito grande de agentes extintores. Citaremos apenas os mais comuns, que são os que possivelmente teremos que utilizar em caso de incêndios. Exemplos: água, espuma (química e mecânica), gás carbônico, pó químico seco, agentes alogenados (HALON), agentes improvisados como areia, cobertor, tampa de vasilhame, etc, que normalmente extinguem o incêndio por abafamento, ou seja, retiram todo o oxigênio a ser consumido pelo fogo.
3- Em todo o mundo, a proteção de transformadores contra incêndio é necessária e, muitas vezes, obrigatória, pois o risco de incêndio nesses equipamentos é frequente e pode causar grandes danos materiais, especialmente, quando o transformador é de grande porte, com óleo em seu
Petição 870170078513, de 16/10/2017, pág. 6/25 / 15 interior. Conforme as normas da NFPA-National Fire Protection Association, os sistemas de incêndio para transformadores ideais são os que utilizam sprinklers, com água nebulizada, na modalidade Diluvio ou Water Mist. Nesses sistemas de incêndio para transformadores, a água pressurizada é conduzida por uma tubulação para bicos especiais, que nebulizam essa água sobre o transformador em chamas e sobre o óleo que dele vazou. Ambos os sistemas de incêndio para transformadores, Diluvio ou Water Mist são a tecnologia mais moderna e avançada para a extinção de incêndios com água, nos transformadores.
4- Nos sistemas de incêndio para transformadores com sprinklers Dilúvio, a água nebulizada é pulverizada de forma uniforme sobre as superfícies externas do transformador. É o sistema de proteção contra incêndio indicado na NFPA 15. Nesses sistemas de incêndio para transformadores que possuem a projeção de grande quantidade de água através dos bicos projetores, se obtêm a diminuição da temperatura das chamas, eliminando uma das causas do incêndio e o óleo é diluído, tornando mais fácil a extinção das chamas desse combustível. Além disso, com a adição do F-500 Encapsulator Agent à água do sistema de sprinklers, a extinção do incêndio fica muito mais rápida, pois o F500, além de aumentar a capacidade extintora da água, também encapsula as moléculas do hidrocarboneto do óleo, anulando a sua capacidade de combustão.
5- Nos sistemas de incêndio para transformadorescom Water Mist, os bicos especiais nebulizam a água, quebrando uma gota de água em 8.000 nano-gotículas. Com isso, a água do sistema Water MIst se torna uma névoa que, quando se aproxima do fogo, se transforma em vapor de baixa temperatura. Em um processo de resfriamento acelerado, por exemplo, é possível reduzir uma temperatura de 716 graus Celsius para 136 graus, em menos de 10 segundos. Com essa ação de resfriamento ultra rápido, o incêndio é extinto com extrema
Petição 870170078513, de 16/10/2017, pág. 7/25 / 15 agilidade. Uma importante vantagem desse sistema, é a economia de água, que é cerca de 100 vezes menor que a água necessária num sistema de sprinklers Diluvio, para a mesma área protegida.
Nos sistemas de incêndio para transformadores com Dilúvio ou Water Mist, é instalada também uma rede de detecção de calor, que dispara automaticamente o sistema de sprinklers. Esses detectores podem ser do tipo sprinkler, do tipo blindados termo velocimétricos e do tipo cabo sensor (linear heat sensor).
6- Nos últimos anos houve um aumento do número de incêndios envolvendo transformadores, seja por projetos incorretos como por uma manutenção deficiente. Normalmente, o óleo usado nos transformadores de subestações possui um alto ponto de fulgor e por esta razão é classificado como não inflamável. Porém, quando usado em equipamentos elétricos seja para remover o calor resultante das perdas ou como dielétricos entre os componentes ativos condutores de corrente, este óleo adquire qualidades de produtos inflamáveis e apresenta alto potencial para geração de vapor.
7- Três componentes devem existir ao mesmo tempo para causar um incêndio em um transformador: combustível/inflamável, oxigênio e calor. Possíveis materiais combustíveis usualmente presentes no transformador são óleo mineral, cabos e materiais celulósicos. Vapores combustíveis são gerados pela decomposição do óleo devido a uma sobrecarga térmica de origem interna ou externa. Para os transformadores localizados no pátio da subestação é óbvio que o suprimento de oxigênio é abundante. Como possíveis fontes externas de calor, isto é, fonte de ignição, temos a considerar cabos superaquecidos, raios, e exposição ao fogo, possivelmente de um incêndio em transformador adjacente ou em outro equipamento.
8- Uma das maneiras de se combater o incêndio nos transformadores é resfriando o equipamento com água nebulizada, que pode ser através de
Petição 870170078513, de 16/10/2017, pág. 8/25 / 15 sistema de spray ou por linhas manuais, através de hidrantes. Para que o resfriamento possa ser realizado é necessário que a subestação seja desenergizada ou, no mínimo, o equipamento que esteja pegando fogo antes do início do combate manual, devido ao perigo de eletrocussão do brigadista. Segundo a IEEE-979, a tabela 1 mostra o perigo de o brigadista ficar muito próximo do equipamento energizado durante a extinção do incêndio.
Caso não seja possível desenergizar o transformador, deverá ser utilizado o sistema de spray nebulizador. Os principais objetivos de atuação do sistema de spray são: emulsionar o óleo derramado no tampo superior e nas paredes laterais do transformador, evitando a incandescência do mesmo; resfriar a superfície total do transformador; e combate o fogo gerado pelo óleo derramado.
9- No Brasil este sistema é normalizado pela NBR 8674 que trata da execução de sistemas fixos automáticos contra incêndio com água nebulizada para transformadores e reatores de potência. O sistema de spray controla o fogo e o impacto é minimizado, podendo realizar o reparo do transformador após seu combate. Os transformadores que não possuem este sistema de proteção não podem ser reparados, tendo perda total dos equipamentos.
10- Por outro lado, a natureza violenta de um incêndio pode tornar o sistema de spray inútil. Segundo Bandeira, embora isto possa ocorrer, em alguns casos o sistema automático consegue operar mesmo após a explosão, controlando do incêndio, limitando os danos e minimizando o tempo de parada da subestação.
11- Mas, instalar um sistema de spray é um requisito legal ou uma recomendação. Como falado anteriormente, as regulamentações estaduais são diferentes nos diversos Estados da União e Distrito Federal. A tabela 2 apresenta os requisitos encontrados nos Decretos Estaduais do Corpo de Bombeiros.
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12- As normas NBR 13231 e 13859, que tratam especificamente de proteção contra incêndio em subestações elétricas, não deixam claro quando se deve instalar sistema fixo de nebulização. Segundo o Data Sheet 5-4 Transformers, da FM Global, somente é obrigatório a instalação deste sistema quando não for possível atender as distâncias mínimas entre transformadores e reatores a edificações.
13- Como pode ser observado, não há exigência sobre a instalação de sistema automático de nebulização, exceto para o estado de São Paulo. Devese levar em conta também os requisitos da Seguradora para definir o custo x benefício de investir no sistema de proteção contra incêndio.
14- A prevenção contra incêndio deve ser encarada como um processo ininterrupto e, por isso, necessita ser mantida em permanente modernização, tanto de equipamentos como métodos por todos que fazem parte do processo preventivo. Este artigo não tem a pretensão de esgotar o tema, mas busca fomentar a discussão nas diversas partes interessadas no assunto. Referências bibliográficas:
- NBR 8674:2005 - Execução de sistemas fixos automáticos de proteção contra incêndio, com água nebulizada para transformadores e reatores de potência.
- Bandeira, Daniel Amarante Torres - Um estudo explanatório de causas e conseqüências de incêndios em transformadores em subestações. 2007.
- FM Global - Property Loss Prevention Data Sheets 5-4 - Transformers
- IEEE-979:1994 - Guide for subestation fire protection - Institute of Electrical and Eletronics Engineers.
15- As Informações apresentadas acima foram obtidas em Sites oficiais do Corpo de Bombeiros, e empresa que operam no Brasil e no exterior, sendo considerados, de utilidade pública.
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16- Os sistemas existentes utilizão pequenas vazões de agentes extintores, como é o caso do CO2, mesmo tendo seu estoque na fase líquida, cabendo salientar que, para extição a incendios, inclusive em subestações conforme amplamente divulgado por empresas do ramo, nâo fazem menção ao controle de temperatura dos transformadores, que é determinante nas condições ideais para seu funcionamento, ou seja, aumento de carga com garantia de seu correto funcionamento e ainda, aumento em sua vida util.
17- Na literatura aberta temos algumas citações como, o “Estudo de Sistema Fixo de Combate a Incêndio por Agente Gasoso”, por Vitor Gabriel Silva, que se refere a uma dissertação de mestrado submetida ao Corpo Docente do Curso de Pós Graduação em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos da Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários para obtenção do grau de Mestre em Ciências, na Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola de Química Programa de PósGraduação em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos, tendo como Orientador o Professor Marcio Nele de Souza, D.Sc. Co-orientador e o Prof. Carlos André Vaz Junior, D.Sc., em Agosto de 2014.
18- No que dessa dissertação é dito que, os sistemas fixos de combate a incêndio a gás, vem, sendo utilizados para proteger materiais de alto valor agregado como obras de artes, equipamentos eletrônicos, dinheiro, entre outros. A implementação de tipo de sistema exige um alto investimento, porém tem aumentado a demanda no mercado devido a adesão dos empreendimentos de equipamentos eletrônicos de alto valor agregado e as exigências de normas de segurança. O primeiro gás de extinção para combate a incêndio foi o CO2 do qual foi utilizado durante um longo tempo até ser substituído pelos gases Halon. Porém, devido a exigências ambientais os gases Halon foram banidos e os
Petição 870170078513, de 16/10/2017, pág. 11/25 / 15 centros de pesquisas buscaram gases de alta eficiência e que não fossem, nocivos, a camada de ozônio. Esse trabalho apresenta os diferentes gases de extinção do qual detalha as suas propriedades, o potencial de extinção, os riscos gerados e os procedimentos para sua implementação, no que se elaborou uma metodologia, para realização de projeto a partir de normas e manuais. No que foram analisadas também, as classificações dos gases, em função das exigências ambientais, e as tendências do meio cientifico em busca de gases mais eficientes e que cumpra os requisitos ambientais. Por fim, elaborou-se um estudo de caso de sistema de combate a incêndio a partir do CO2 e NOVEC 1230, onde se avaliou as necessidades para atuação, vii a viabilidade e a eficiência desses agentes extintores. Constatou que os agentes gasosos a partir de gases ativos o possuem melhor eficiência, são mais seguros e ocupam menor espaço do que CO2. O objetivo da elaboração desse trabalho é mostrar as aplicações desse método de prevenção e combate a incêndio, discutir a viabilidade, das opções de utilização de agente gasosos para sistema fixo e elaborar uma revisão bibliográfica para elaboração de um projeto de sistema fixo a partir de agente gasosos.
. 19- Outra referência é o sistema proposto pela Argus distribuidor autorizado da Janus Fire Sistem, em que, o Sistema de Extinção de Incêndio HPCO2 da Janus Fire Systems® utiliza o dióxido de carbono altamente pressurizado como meio de extinção. O dióxido de carbono (CO2) é um agente de supressão de incêndio seco, inerte e não corrosivo perfeitamente adequado para proteger bens de alto valor em áreas normalmente desocupadas e não ocupáveis, quando um agente não condutor de eletricidade é necessário e em locais onde a limpeza de outros agentes é problemática. Cada sistema é composto pelos seguintes componentes e seus acessórios associados:
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1- Componentes de Armazenamento do HPCO2: composto pelo conjunto do cilindro, que contém o agente CO2 líquido, e o suporte do cilindro, que fixa o conjunto do cilindro perfeitamente no lugar.
2- Componentes de Distribuição do HPCO2: composto pelo difusor usado para introduzir o agente CO2 em uma área de risco protegida juntamente com a tubulação associada usada para conectar os difusores ao conjunto do cilindro.
3- Componentes de Arranjo: completam a instalação do sistema HPCO2 e são compostos pela mangueira flexível de descarga, pelos adaptadores de saída de descarga ou válvulas de retenção, pela mangueira flexível de atuação, pelos acessórios de conexão, pelas válvulas solenóides e pelos atuadores manuais da válvula.
4- Componentes Complementares: incluem o comutador à pressão de descarga, válvulas de retenção em linha, válvulas direcionais, válvulas de bloqueio, discos de ruptura e reguladores. Eles complementam o equipamento principal ou completam uma configuração de cilindro específica.
5- Painel de Controle que monitora a condição da válvula solenóide, detectores, dispositivos de aviso e de qualquer acionador manual de disparo. Todos os dispositivos elétricos ou eletrônicos devem se conectar ao painel de controle para funcionar. 6. Dispositivos de Aviso Precoce de Detecção e Alarme: juntamente com os acionadores manuais de disparo maximizam a eficácia do sistema, enquanto os dispositivos sonoros e visuais de alarme alertam o pessoal quanto às condições de alarme.
20- Da mesma forma que, a Digisensor Explosion and Fire descreve um sistema para extinção a incêndios que também utiliza CO2 em alta pressão, onde os sistemas de combate com dióxido de carbono ou CO2 são projetados
Petição 870170078513, de 16/10/2017, pág. 13/25 / 15 conforme a NFPA 12 e podem ser de alta pressão, quando o CO2 é armazenado em cilindros de 45 kg de capacidade, à pressão de 860 psi (60 bar) a 21C ou baixa pressão da Chemetron Fire Systems para locais onde grande quantidade de CO2 é necessária, quando o CO2 é armazenado em tanques refrigerados de 2 a 10 toneladas de capacidade, à pressão de 300 psi (21 bar).
21- O Sistema de CO2 da Digisensor Sistemas pode ser aplicado tanto pelo método de inundação total como pelo método de aplicação local. No caso de inundação total, o ambiente protegido recebe uma concentração de CO2 calculada de acordo com o volume da sala e do tipo de risco protegido. Em aplicações locais, o CO2 é descarregado diretamente no local protegido, com concentração suficiente para a cobertura de uma área ou volume específico, durante um tempo mínimo de 30 segundos, criando uma atmosfera inerte numa área pré-definida.
22- Especialmente indicado para locais não habitados com riscos elétricos e líquidos combustíveis, penetra em todas as aberturas do local protegido, extinguindo o incêndio rapidamente quando projetado de acordo com a norma NFPA 12. Não requer limpeza, não deixando resíduos após a descarga, sendo eficiente e econômico na recarga.
23- No que todos os demais sistemas apresentados por empresas do ramo inclusive para extinção incêndios em subestações, utilizando uma rede de sprinters, também utilizam um conjunto de cilindros de CO2, em fase líquida porém, prevendo apenas a extinção incêndios, sem prever contudo, o controle da temperatura dos transformadores.
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24- A Tecnisis apresenta para a proteção de transformadores, um sistema dito como ideal, de água pulverizada, utilizando difusores que projetam a água de forma uniforme nas superfícies exteriores do transformador.
25- É o sistema indicado pela norma NFPA 15 que define para a proteção dos transformadores um caudal de água com uma densidade especificada.
26- Com a projeção de água pulverizada obtém-se um efeito de arrefecimento das paredes do transformador, de difusão de vapor e de diluição do óleo, dentre outros existentes no mercado.
27- Temos ainda como exemplos, o pedido de patente PI0502984-8 descreve um dispositivo de extinção de incêndio em transformador elétrico de potência imerso em óleo isolante, constituído de uma válvula dita válvula de corte do conservador caracterizado pelo acionamento ser remoto por meio de operação manual ou motorizada, de local distante e seguro, para obstrução do fluxo de óleo isolante do tanque conservador para o tanque principal, apagando o fogo do incêndio por eliminação da fonte do combustível.
28- O documento CN 203842217, sob o título dispositivo de abertura de válvula de injeção de nitrogênio para carregamento de nitrogênio em transformadores para extinção de incêndios, depositada por Changzhou Ynen Electrical CO Ltda em 24/09/2014. O modelo de utilidade refere-se a um dispositivo de abertura de válvula de injeção de nitrogênio, para carregar nitrogênio em um transformador para extinguir incêndios. O dispositivo de abertura da válvula de injeção de nitrogênio é fornecido com uma válvula de carregamento de nitrogênio, um martelo pesado e um eletroímã, em que a válvula de carga de nitrogênio está disposta de forma fixa em uma base, uma
Petição 870170078513, de 16/10/2017, pág. 15/25 / 15 extremidade do martelo pesado está conectada com a válvula de carregamento de nitrogênio e a outra A extremidade do martelo pesado, está disposta na extremidade superior da base; um parafuso morto está disposto na junção do martelo pesado e da base; A extremidade superior da base possui um interruptor de deslocamento; o eletroímã é arrumado entre o martelo pesado e a base. O dispositivo de abertura da válvula de injeção de nitrogênio é de estrutura simples, conveniente de usar, rápido, preciso e confiável no carregamento de nitrogênio, capaz de controlar rapidamente um cenário de incêndio e impedir que o fogo se espalhe, estando livre de manutenção frequente, reduzido em carga de trabalho, bom em desempenho de segurança, seguro e sem poluição.
29- No que, mostra as diferenças existentes entre os sistemas convencionalmente utilizados, quando comparado ao objeto proposto no pedido de patente e em sua aplicação.
Sumário da Invenção
30- A presente invenção diz respeito a um sistema que utiliza descargas massivas de grandes volumes de CO2, diretamente de um dispositivo de armazenado do gás em estoque líquido, para extinção de incêndios e para controle com redução da temperatura de transformadores de potência (Trafos), tanto em subestações de distribuição, quanto de geração de energia elétrica
Descrição Detalha da Invenção
31- O sistema proposto na inovação conforme a seguir descrito, consiste de um dispositivo único e fixo de armazenamento de CO2 liquefeito, com volume variável, ou seja, a ser definido de acordo com o número e/ou o tipo de transformadores existentes, que acoplado a uma recondensadora, mantém a estabilidade do gás em seu estado líquido, no que possuí ainda
Petição 870170078513, de 16/10/2017, pág. 16/25 / 15 microcontroladores, que acoplados as válvulas existentes, que liberam e controlam o fluxo do gás, através das linhas de distribuição até os difusores, existentes em suas extremidades, que recebem o CO2 vaporizado, sob pressão e a baixa temperatura, e que é direcionado a placas defletoras, em transformadores que possam utilizar esse tipo de sistema, conforme mostrado na figura 1, que serão posicionadas externamente nas laterais dos mesmos, criando um micro clima em seu em torno, com a redução da temperatura do óleo em seu interior, e/ou direcionados para o sistema de ventilação em transformadores que possuem um sistema de ventilação, conforme mostrado na figura 2, produzindo efeito equivalente, ou ainda, direcionar o fluxo de CO2 líquido, sob pressão e a baixa temperatura, em substituição ao óleo nos radiadores dos transformadores, conforme mostrado na figura 3, em que o mesmo irá circular, da mesma forma que o óleo ou gás, nos processos convencionais hoje existentes, no que assim poderá ser mantida e/ou aumentada sua potência nominal, com consequente garantia do aumento da vida útil dos mesmos.
32- Os micro-controladores que compõem o sistema são responsáveis, pelo recebimento das informações dos sensores, que acoplados aos transformadores, medem a temperatura no topo do óleo, afim de, acionar ás válvulas, que controlam e direcionam o fluxo de CO2, vaporizado, sob pressão e a baixa temperatura, através das linhas de distribuição do gás, até os difusores localizados externamente em sua extremidade e que disparam o gás para as placas defletoras, no em torno ou em suas laterais, ou direcionados ao sistema de ventilação em alguns tipos de transformadores, conforme acima mostrado e/ou direcionar o fluxo de CO2 líquido, sob pressão e a baixa temperatura, em
Petição 870170078513, de 16/10/2017, pág. 17/25 / 15 substituição ao óleo nos radiadores dos transformadores conforme acima também descrito,
33- A configuração do sistema proposto deverá obedecer, a cada projeto, ou seja, a distribuição e/ou a quantidade e tipos de transformadores existentes em cada subestação.
34- Em uma caracterização da presente invenção, em que existem vários tipos de transformadores, conforme o diagrama em blocos apresentado na figura 4, onde (A) representa o dispositivo fixo de armazenamento de CO2 liquefeito, (B) a recondensadora, (C) as válvulas, microcontroladores e uma bomba, se for o caso, para controle da pressão e da distribuição do CO2 vaporizado e/ou liquefeito, (D) as linhas de distribuição de CO2 vaporizado, sob pressão e a baixa temperatura, com os difusores localizados em suas extremidades e que direcionam o gás, para as placas defletoras, localizadas no em torno ou nas laterais dos transformadores (E) e/ou direcionados ao sistema de ventilação dos transformadores (F), as linhas de distribuição (G) de CO2 liquefeito sob pressão e a baixa temperatura, para os radiadores dos transformadores (H).
35- Em uma modalidade preferida conforme acima descrita, o mesmo poderá possuir acoplada ao referido sistema, uma conexão independente para a recepção de CO2, de um veículo de transporte do gás liquefeito, para apoio em emergências, onde será necessária a extinção de incêndios de grandes proporções, direcionando o CO2 através das linhas de distribuição do gás vaporizado, sob pressão e a baixa temperatura, a um determinado transformador, ou equipamento a ser protegido, sem prejuízo do sistema original, que com sua carga de CO2, ora preservada, será responsável pela manutenção
Petição 870170078513, de 16/10/2017, pág. 18/25 / 15 ou aumento da carga necessária a operação dos demais transformadores, não atingidos pelo incêndio.
36- A vantagem que o sistema apresenta e o diferencia dos demais existentes, é que além da extinção a incêndios em transformadores de potência (Trafos), de forma automatizada e com a utilização de grandes volumes de CO2 vaporizado, sob pressão e a baixa temperatura, também poderá ser utilizado CO2 líquido, sob pressão e a baixa temperatura como agente de controle, para aumento da potência nominal de transformadores, tanto nos que utilizam ventilação forçada, quanto ao uso do gás liquefeito, sob pressão e a baixa temperatura, em substituição ao óleo dos radiadores, no que os mesmos proporcionam o controle, com redução da temperatura interna do óleo, assegurando assim, o aumento da potência nominal em caso de emergências e paradas para manutenção, e ainda com o consequentemente aumento na vida útil dos mesmos.
Descrição das Figuras
37- A figura1 mostra como exemplo, um transformador, com as placas defletoras externas (C), que acopladas em suas laterais, são destinadas a sua ventilação e que são responsáveis pela troca de calor do óleo no interior do mesmo, onde (A) representa o terminal primário e (B) o terminal secundário.
38- A figura 2 mostra como exemplo, um transformador, com o sistema de ventilação forçada em sua base, que também responsável pelo controle de temperatura do mesmo, onde (A) representa as buchas, (B) o tanque principal do transformador, (C) o núcleo de ferro com enrolamento e isolamento e (D) o ventilador.
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39- A figura 3 mostra como exemplo, um transformador, que possuí radiador, onde o óleo circula, para que haja troca de calor, com refrigeração do mesmo, onde (A) representa o transformador, (B) as buchas, (C) o conservador de óleo, (D) o trocador de calor externo, (E) o ventilador e (F) a bomba.
40- A figura 4 mostra em diagrama de blocos, um sistema sugerido, conforme apresentado no pedido em lide, onde (A) representa o tanque de armazenamento do CO2 liquefeito, (B) a recondensadora, que é responsável pela estabilidade do gás no estado líquido, minimizando assim a as perdas por evaporação, (C) o sistema de válvulas, microcontroladores e uma bomba, caso seja necessária sua utilização, que são responsáveis pela liberação de CO2, do estoque líquido, para o estado gasoso e/ou do gás em estado líquido, dependendo do tipo de transformador a ser protegido e/ou controlado, (D) as linhas que conduzem o CO2 no estado gasoso, para os transformadores (E) e (F), que possuem defletores externos e/ou ventilação forçada, e a linha (G), responsável pela manutenção do CO2 circulante, no estado líquido em substituição ao óleo existente nos radiadores dos transformadores (H).

Claims (8)

1- SISTEMA DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO E CONTROLE DE TEMPERATURA EM TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA (TRAFOS), caracterizado por utilizar descarga massiva de grandes volumes de CO2, diretamente de um dispositivo de armazenado do gás em estoque líquido, para extinção de incêndios e para controle com a redução da temperatura do óleo, em transformadores de potência (TRAFOS), tanto em subestações de distribuição, quanto de geração de energia elétrica.
2- SISTEMA de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por uma caracterização da presente invenção, onde (A) representa o dispositivo fixo de armazenamento de CO2 liquefeito, (B) a recondensadora, (C) as válvulas, microcontroladores e a bomba, se for o caso, (D) as linhas de distribuição de CO2 vaporizado, sob pressão e a baixa temperatura, com os difusores localizados nas suas extremidades e que direcionam o gás, para as placas defletoras, localizadas no em torno ou nas laterais dos transformadores (E) e/ou direcionados ao sistema de ventilação dos transformadores (F), as linhas de distribuição (G) de CO2 liquefeito sob pressão e a baixa temperatura, para os radiadores dos transformadores (H).
3- SISTEMA de acordo com a reivindicação 2, caracterizado por utilizar disparos de CO2 vaporizado, sob pressão e a baixa temperatura, sobre placas defletoras, localizadas no em torno ou ao lado dos transformadores de potência.
4- SISTEMA de acordo com a reivindicação 2, caracterizado por utilizar disparos de CO2 vaporizado, sob pressão e a baixa temperatura, sobre o
Petição 870170078513, de 16/10/2017, pág. 23/25 sistema de ventilação forçada, localizadas em alguns tipos de transformadores de potência.
5- SISTEMA de acordo com a reivindicação 2, caracterizado por utilizar CO2 liquefeito, sob pressão e a baixa temperatura, em substituição ao óleo existente nos radiadores dos transformadores de potência.
6- SISTEMA de acordo com as reivindicações 1-4, caracterizado por produzir um micro clima à baixa temperatura em torno dos transformadores de potência, no caso dos que possuem polacas defletoras e sistema de ventilação forçada.
7- SISTEMA de acordo com as reivindicações 1-5, caracterizado por reduzir internamente em todos os casos, a temperatura do óleo do transformador, mantendo assim ou aumentando a potencia nominal do mesmo.
8- SISTEMA de acordo com as reivindicações 1-7, caracterizado por possuir em uma modalidade preferida, uma conexão independente, acoplada ao referido sistema, para a recepção de CO2, de um veículo de transporte do gás liquefeito, para apoio em emergências, quando for necessária a extinção de incêndios de grandes proporções, direcionando o gás através das linhas de distribuição de CO2 vaporizado, sob pressão e a baixa temperatura, a um determinado transformador ou equipamento a ser protegido, sem prejuízo dos demais protegidos pelo sistema.
BR102017022215-2A 2017-10-16 2017-10-16 Sistema de extinção de incêndio e controle de temperatura em transformadores de potência (trafos), localizados em subestações de geração e distribuição de energia elétrica BR102017022215B1 (pt)

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* Cited by examiner, † Cited by third party
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CN112670849A (zh) * 2021-01-13 2021-04-16 谭必军 一种用于低压临时用电管理的智能计量箱

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CN112670849A (zh) * 2021-01-13 2021-04-16 谭必军 一种用于低压临时用电管理的智能计量箱

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